Epidemiologia Aplicada a Fonoaudiologia

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Aula 3 e 4 - Epidemiologia Aplicada a Fonoaudiologia
Graduação em Fonoaudiologia UFPB

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Epidemiologia Aplicada a Fonoaudiologia

  1. 1. Delineamentos de EstudosDelineamentos de Estudos EpidemiológicosEpidemiológicos EPIDEMIOLOGIA APLICADA A FONOAUDIOLOGIAEPIDEMIOLOGIA APLICADA A FONOAUDIOLOGIA James F Tomaz-MoraisJames F Tomaz-Morais João Pessoa-PB, Fevereiro de 2015João Pessoa-PB, Fevereiro de 2015 UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE CURSO DE FONOAUDIOLOGIA
  2. 2. Revisão: Medidas de OcorrênciaRevisão: Medidas de Ocorrência • PREVALÊNCIAPREVALÊNCIA • INCIDÊNCIAINCIDÊNCIA
  3. 3. PrevalênciaPrevalência
  4. 4. IncidênciaIncidência • RISCO DE INCIDÊNCIARISCO DE INCIDÊNCIA • TAXA DE INCIDÊNCIATAXA DE INCIDÊNCIA
  5. 5. Incidência:Incidência: riscorisco
  6. 6. Incidência:Incidência: riscorisco  ATIVIDADEATIVIDADE  ““ Um estudo analisou o risco de TDAH em 225Um estudo analisou o risco de TDAH em 225 crianças filhas de mães com hipertensão nacrianças filhas de mães com hipertensão na Groelândia. Eles seguiram as crianças de 4 aos 14Groelândia. Eles seguiram as crianças de 4 aos 14 anos. No início haviam 199 crianças sem TDAH.anos. No início haviam 199 crianças sem TDAH. Durante o período de estudo encontraram 64 novosDurante o período de estudo encontraram 64 novos casos de TDAH”.casos de TDAH”. CALCULE OCALCULE O RISCO DE INCIDÊNCIARISCO DE INCIDÊNCIA DE TDAH EM FILHOSDE TDAH EM FILHOS DE MÃES HIPERTENSAS DOS 4 AOS 14 ANOSDE MÃES HIPERTENSAS DOS 4 AOS 14 ANOS..
  7. 7. Incidência:Incidência: taxataxa
  8. 8. Incidência:Incidência: taxataxa • Essencial:Essencial: • EXPRESSAR O PERÍODO DE TEMPO;EXPRESSAR O PERÍODO DE TEMPO; • UNIDADES DE TEMPO:UNIDADES DE TEMPO: • Nº de casos por dia por pessoa;Nº de casos por dia por pessoa; • Nº de casos por mês por pessoa;Nº de casos por mês por pessoa; • Nº de casos por ano por pessoa.Nº de casos por ano por pessoa.
  9. 9. Paciente Ano Anos em risco2010 2011 2012 2013 2014 1 5 2 3 3 5 4 4 5 5 6 1 7 2.5 8 1.5 9 5 IncidênciaIncidência  ATIVIDADEATIVIDADE  EM RISCO FORA DO ESTUDO COM CÂNCER
  10. 10. ProbabilidadeProbabilidade
  11. 11. ProbabilidadeProbabilidade  ATIVIDADEATIVIDADE  Em uma população de 100 crianças em idadeEm uma população de 100 crianças em idade escolar, 20 tiveram pelo menos um episódio deescolar, 20 tiveram pelo menos um episódio de migrânea vestibular durante o período de estudomigrânea vestibular durante o período de estudo 1 ano.1 ano. CALCULE QUAIS FORAM AS CHANCESCALCULE QUAIS FORAM AS CHANCES (PROBABILIDADE) DE DESENVOLVER TONTURA(PROBABILIDADE) DE DESENVOLVER TONTURA DURANTE O PERÍODO DE ESTUDO.DURANTE O PERÍODO DE ESTUDO.
  12. 12. Tipos de Estudo OBSERVACIONAL (O pesquisador estuda, mas não altera o que ocorre) EXPERIMENTAL (O pesquisador intervém para mudar a realidade e depois observa o que acontece) Tipos de estudo epidemiológicoTipos de estudo epidemiológico
  13. 13. Quando fazer um estudo observacional?Quando fazer um estudo observacional? • Quando vocêQuando você apenasapenas quer coletarquer coletar informaçõesinformações descritivasdescritivas;; • Quando você querQuando você quer apenas conhecer as causasapenas conhecer as causas de um problema sem interferir na realidade;de um problema sem interferir na realidade; • Quando vocêQuando você não pode fazer um experimentonão pode fazer um experimento;; • QuandoQuando não é aceitável que se faça umnão é aceitável que se faça um experimentoexperimento..
  14. 14. Tipos de estudo epidemiológicoTipos de estudo epidemiológico OBSERVACIONAL TRANSVERSALTRANSVERSAL COORTECOORTE CASO-CONTROLECASO-CONTROLE ECOLÓGICOECOLÓGICO BASEADO NO INDIVÍDUDO BASEADO NA POPULAÇÃO
  15. 15. TransversalTransversal • ““FOTOGRAGIA”FOTOGRAGIA”da exposição e da doença emda exposição e da doença em um ÚNICOum ÚNICO ponto do tempo!!!ponto do tempo!!! • MEDE PREVALÊNCIA, e não incidência.MEDE PREVALÊNCIA, e não incidência. • MEDIDAS DE ASSOCIAÇÃO: taxa de prevalênciaMEDIDAS DE ASSOCIAÇÃO: taxa de prevalência
  16. 16. DESCRITIVODESCRITIVO ANALÍTICOANALÍTICO TransversalTransversal • Descreve a frequência deDescreve a frequência de uma doença/alteraçãouma doença/alteração em uma determinadaem uma determinada população.população. • A frequência da alteraçãoA frequência da alteração na população exposta aona população exposta ao fator de risco comparadafator de risco comparada com a frequênciacom a frequência daqueles não expostos.daqueles não expostos.
  17. 17. DESCRITIVODESCRITIVO ANALÍTICOANALÍTICO TransversalTransversal Prevalência de gagueiraPrevalência de gagueira em mulheres albinasem mulheres albinas Prevalência de TDAH emPrevalência de TDAH em filhos de mãesfilhos de mães hipertensas e não-hipertensas e não- hipertensashipertensas NÃO-EXPOSTOS Prevalência de 43% de TDAH entre não- expostos à hipertensão EXPOSTOS Prevalência de 57% de TDAH entre expostos à hipertensão
  18. 18. Demographic and epidemiological analysis of patients referred to speech and language therapy at eleven centres 1987-95 Brian Petheram1,* and Pam Enderby2 Article first published online: 31 DEC 2010 DOI: 10.1080/13682820110075015 2001 Royal College of Speech & Language Therapists Issue International Journal of Language & Communication Disorders Volume 36, Issue 4, pages 515–525, October-December 2001 Abstract This retrospective study analyses data collected on an information system developed specifically for the use of speech and language therapists and the management of their services. The age, gender, medical diagnoses, and speech and language therapy diagnoses associated with the referral of >73 000 clients to 11 speech and language therapy providers between 1987 and 1995 are reviewed. In 1987, 34.8% of the patients referred to speech and language therapy did not have a formal medical diagnosis and this was commonly associated with children with speech and language delay or disorders. However, by 1995, the group not having a formal medical diagnosis had fallen to 17.2% of referrals. Whereas in 1987, 22.7% of the referrals with a medical diagnosis to speech and language therapy were associated with stroke, this has increased in 1995 to 32.0%. Dysphagia represented 0.94% of the referrals in 1987 but 20.6% of referrals in 1995. The gender balance of referrals has remained remarkably constant over the period of study: 60% of referrals were male and 40% female. Whilst nearly half of all referrals were aged under 5 years, the proportion of all referrals represented by this age group has fallen slightly over these years. This has been matched by an increase in the proportion of the caseload aged over 70.
  19. 19. Transversal:Transversal: passos para execuçãopassos para execução • Definir objetoDefinir objeto de estudode estudo • Identificar localIdentificar local de coletade coleta • Quais instrumentos serão utilizados?Quais instrumentos serão utilizados? • Entrevista;Entrevista; • Coletas biológicas;Coletas biológicas; • Acompanhamento clínico;Acompanhamento clínico; • Amostras.Amostras. • Descrever os achados de exposição e doençaDescrever os achados de exposição e doença  ATIVIDADE 
  20. 20. Tipos de estudo epidemiológicoTipos de estudo epidemiológico OBSERVACIONAL TRANSVERSALTRANSVERSAL COORTECOORTE CASO-CONTROLECASO-CONTROLE ECOLÓGICOECOLÓGICO INDIVÍDUDO/SUJEITO POPULAÇÃO/GRUPO
  21. 21. CoorteCoorte • Tipo de estudo “Tipo de estudo “gold-standard”gold-standard”;; • Evento surge conforme a pesquisa éEvento surge conforme a pesquisa é desenvolvida;desenvolvida; • Observação de um número grande de pessoasObservação de um número grande de pessoas por um longo período;por um longo período; • Comparação das taxas de incidência em gruposComparação das taxas de incidência em grupos que diferem os níveis de exposição.que diferem os níveis de exposição.
  22. 22. CoorteCoorte PROSPECTIVO RETROSPECTIVO AMBIDIRECIONAL Exposição Surgimento Exposição Surgimento Exposição Surgimento Exposição Surgimento Grimes et al. Lancet 2002;359:341-45
  23. 23. CoorteCoorte Adapted from LSHTM Basic Epidemiology module
  24. 24. Coorte:Coorte: medidasmedidas • INCIDÊNCIAINCIDÊNCIA • RISCO-RELATIVORISCO-RELATIVO • ODDS-RATIOODDS-RATIO
  25. 25. Coorte:Coorte: passos para execuçãopassos para execução • SelecionarSelecionar os indivíduos que não tem a variável deos indivíduos que não tem a variável de interesse;interesse; • DividirDividir os grupos conforme as exposições;os grupos conforme as exposições; • QuaisQuais instrumentosinstrumentos de medição???de medição??? • Entrevista;Entrevista; • Coletas biológicas;Coletas biológicas; • Acompanhamento clínico;Acompanhamento clínico; • Amostras.Amostras. • AcompanheAcompanhe a coorte para a doença/alteração;a coorte para a doença/alteração; • AnalisarAnalisar o risco para a doença/alteração conformeo risco para a doença/alteração conforme a exposição;a exposição; • CompararComparar as taxas da doença/alteração entreas taxas da doença/alteração entre expostos e não-expostos.expostos e não-expostos.  ATIVIDADE 
  26. 26. Tipos de estudo epidemiológicoTipos de estudo epidemiológico OBSERVACIONAL TRANSVERSALTRANSVERSAL COORTECOORTE CASO-CONTROLECASO-CONTROLE ECOLÓGICOECOLÓGICO BASEADO NO INDIVÍDUDO BASEADO NA POPULAÇÃO
  27. 27. Caso-controleCaso-controle
  28. 28. Caso-controleCaso-controle • POR QUÊ?POR QUÊ? • DOENÇAS RARASDOENÇAS RARAS • PERDAS DE SEGMENTOPERDAS DE SEGMENTO • DESVANTAGENSDESVANTAGENS • Limitados a uma doença;Limitados a uma doença; • Difícil de concluir causas;Difícil de concluir causas; • Não pode dizer quem veio primeiro;Não pode dizer quem veio primeiro; • Melhor conduzir um estudo entre expostos e nãoMelhor conduzir um estudo entre expostos e não expostos.expostos.
  29. 29. Caso-controle:Caso-controle: passos para execuçãopassos para execução • SelecionarSelecionar os casosos casos • SelecionarSelecionar os controlesos controles • Definir critériosDefinir critérios diagnósticosdiagnósticos • QuaisQuais instrumentosinstrumentos de medição???de medição??? • EntrevistaEntrevista • RegistrosRegistros • RevisãoRevisão • ColetarColetar das variáveis de exposiçãodas variáveis de exposição • AnalisarAnalisar os dados (odds-ratio)os dados (odds-ratio)  ATIVIDADE 
  30. 30. Tipos de estudo epidemiológicoTipos de estudo epidemiológico OBSERVACIONAL TRANSVERSALTRANSVERSAL COORTECOORTE CASO-CONTROLECASO-CONTROLE ECOLÓGICOECOLÓGICO BASEADO NO INDIVÍDUDO BASEADO NA POPULAÇÃO
  31. 31. EcológicoEcológico • Agrega dados prévios;Agrega dados prévios; • Estudo dosEstudo dos GRUPOS,GRUPOS, ao invés dos sujeitos!!!ao invés dos sujeitos!!! • PAÍSESPAÍSES • CIDADESCIDADES • ESCOLASESCOLAS • Relacionam a taxa da doença a uma exposição que seRelacionam a taxa da doença a uma exposição que se aplica a todos os sujeitos daquele grupo;aplica a todos os sujeitos daquele grupo; • EX:EX: • TAXAS DE DOENÇASTAXAS DE DOENÇAS • TAXAS DE NASCIMENTOSTAXAS DE NASCIMENTOS • DADOS DE EXPOSIÇÃO: tabagismo, localização, poluição,DADOS DE EXPOSIÇÃO: tabagismo, localização, poluição, consumo de gorduras saturadas per capta, etc.consumo de gorduras saturadas per capta, etc.
  32. 32. EcológicoEcológico • Função:Função: • Gerar hipóteses de impacto;Gerar hipóteses de impacto; • Confirmar hipóteses;Confirmar hipóteses; • Intervenções populacionais!Intervenções populacionais!
  33. 33. Tipos de Estudo OBSERVACIONAL (O pesquisador estuda, mas não altera o que ocorre) EXPERIMENTAL (O pesquisador intervém para mudar a realidade e depois observa o que acontece) Tipos de estudo epidemiológicoTipos de estudo epidemiológico
  34. 34. Tipos de estudo epidemiológicoTipos de estudo epidemiológico
  35. 35. ExperimentalExperimental • INTERVENÇÃO!INTERVENÇÃO! • Comparação com o que há de melhor noComparação com o que há de melhor no tratamento!tratamento! • Manipulação do pesquisador:Manipulação do pesquisador: • ALOCAÇÃO ATIVA EM GRUPOS C/ OU S/ALOCAÇÃO ATIVA EM GRUPOS C/ OU S/ EXPOSIÇÃOEXPOSIÇÃO • INTERVENÇÃOINTERVENÇÃO • O grupo sem exposição funciona como “O grupo sem exposição funciona como “grupogrupo controlecontrole” que pode ser dado por um” que pode ser dado por um ““placeboplacebo” ou o tratamento usual para a doença” ou o tratamento usual para a doença de interesse;de interesse; • Resultados: Grupo intervenção x controle.Resultados: Grupo intervenção x controle.
  36. 36. ExperimentalExperimental
  37. 37. Ensaios Clínicos RandomizadosEnsaios Clínicos Randomizados • Seleção dos sujeitos e alocação em gruposSeleção dos sujeitos e alocação em grupos • ALEATÓRIAALEATÓRIA • NÃO-ALEATÓRIANÃO-ALEATÓRIA • Grupo Intervenção ou Sem intervenção?Grupo Intervenção ou Sem intervenção? • Grupo Exposição ou Sem exposição?Grupo Exposição ou Sem exposição? • PRÁTICA BASEADA EM EVIDÊNCIAS!PRÁTICA BASEADA EM EVIDÊNCIAS! • DIAGNÓSTICO/ETIOLOGIA BASEADO EM EVIDÊNCIAS!DIAGNÓSTICO/ETIOLOGIA BASEADO EM EVIDÊNCIAS! VIÉSVIÉS
  38. 38. • Parkinson 127,000 pessoas no Reino Unido; • Onde 2/3 tem problemas relacionados à fala; • Ausência de técnica específica com evidência de efetividade. • Estudo piloto; • Ensaio clínico randomizado controlado; • Lee Silverman: 16 sessões de 60min por 4 semanas e exercícios para casa; • Terapia convencional número de sessões conforme as necessidades, sem exceder 8 semanas; • Controle: cuidado especial sem terapia por seis meses.
  39. 39. • Comparar a rotina da terapia da fala em crianças pré-escolares com ATRASO de LGG contra 12 meses de “espera vigilante”; • 16 clínicas comunitárias em Bristol; • 159 pré-escolares com dificuldades de linguagem aptas a terapia da fala. • Menores que 3 anos e meio; • Sem alteração de aprendizagem ou autismo; • Sem déficits oromotores; • Sem disfonia ou disfluência; • Sem terapia prévia. • Critérios: • Grupo linguagem geral • Grupo linguagem expressiva • Grupo fonologia
  40. 40. • Melhora da compreensão auditiva para os que fizeram terapia; • Sem diferenças para: • Linguagem expressiva • Taxa de erros fonológicos • Desenvolvimento de linguagem • Melhora nos critérios de entrada. • Ao final, 70% de todas as crianças ainda tiveram déficits de linguagem substanciais. • Pouca evidência para a efetividade da terapia da fala comparada ao período de espera de 12 meses.
  41. 41. • 2010-2015 • Investigators • Christopher Hartnick (Massachusetts Eye and Ear Infirmary) • This study is currently recruiting participants.  • Massachusets, Pennsylvania, Wisconsin (EUA), Ontatio (Canada) • CAPE-V; • Avaliação aerodinâmica da voz; • Razão Ruído-Harmônicos; • Classificação do nódulo em graus. CLINICALTRIALS.GOV Speech therapy Randomized Controlled Trial of Voice on Children With Vocal Nodules A service of the U.S. National Institutes of Health
  42. 42. Journal of Speech, Language, and Hearing Research, October 2014, Vol. 57, 16061618. doi:10.1044/2014_JSLHR-S-13- 0090 History: Received April 10, 2013; Revised November 5, 2013; Accepted April 2, 2014
  43. 43. Estudos EpidemiológicosEstudos Epidemiológicos • POR QUÊ?POR QUÊ? • POR ONDE COMEÇAR???POR ONDE COMEÇAR??? • QUESTÃO NORTEADORAQUESTÃO NORTEADORA • UMA BOA PESQUISA COMEÇA SEMPRE COMUMA BOA PESQUISA COMEÇA SEMPRE COM UMA PERGUNTA CLARA E OBJETIVA!!!UMA PERGUNTA CLARA E OBJETIVA!!!
  44. 44. Estudos EpidemiológicosEstudos Epidemiológicos ““Uma questão sendo bem formuladaUma questão sendo bem formulada determina apropriadamente o desenho dodetermina apropriadamente o desenho do estudo, estratégias e táticas a serem usadas –estudo, estratégias e táticas a serem usadas – não a tradição, autoridade, expertises,não a tradição, autoridade, expertises, paradigmas ou escolas de pensamento”.paradigmas ou escolas de pensamento”. Sackett, Wennberg (1997)Sackett, Wennberg (1997)
  45. 45. Estudos Epidemiológicos:Estudos Epidemiológicos: questões de pesquisaquestões de pesquisa ESSÊNCIA DA PESQUISA DESENHO DO ESTUDO ETIOLOGIA Coorte ou caso-controle TERAPIA Ensaio clínico randomizado PROGNÓSTICO Coorte DANO/PREJUÍZO Coorte ou caso-controle DIAGNÓSTICO Transversal ou caso-controle CUSTOS Análise de custo-efetividade
  46. 46. Prospectivo vs.Prospectivo vs. RetrospectivoRetrospectivo • NÃO É UMA BOA CLASSIFICAÇÃONÃO É UMA BOA CLASSIFICAÇÃO • Longitudinal ouLongitudinal ou follow-upfollow-up (seguimento),(seguimento), também não informa muito.também não informa muito. • Ensaios clínicos randomizados sãoEnsaios clínicos randomizados são longitudinais;longitudinais; • Estudos coorte também são longitudinais.Estudos coorte também são longitudinais.
  47. 47. O investigador interfere nas variáveis? SIMSIM NÃONÃO Seleção aleatória? SIMSIM NÃONÃO Ensaio clínico randomizado Ensaio clínico não- randomizado Comparará grupos? SIMSIM NÃONÃO Estudo ANALÍTICO Estudo DESCRITIVO Qual a direção das variáveis? Estudo TRANSVERSAL Estudo CASO- CONTROLE Estudo COORTE Exposição e Surgimento ao mesmo tempo Surgimento < Exposição Exposição > Surgimento ESTUDO EXPERIMENTAL ESTUDO OBSERVACIONAL Traduzido de Grimes et al. Lancet 2002;359:341-45
  48. 48. Observação do fenômeno natural Modifica a hipótese Estabelecimento da teoria baseado na validação repetida dos resultados Teste da hipótese via experimento rigoroso Formulação da hipótese Criação da teoria baseado nos seus interesses ou financiadores Modifica a teoria para se adequar aos dados Defende a Teoria apesar de toda a evidência para o contrário Publicação do artigo: com uma teoria uma “hipótese” e finge para você que usou o Método Científico O MÉTODO CIENTÍFICO O MÉTODO ATUAL www.phdcomics.com Jorge Cham © 2006
  49. 49. EpidemiologiaEpidemiologia APLICADA A FONOAUDIOLOGIAAPLICADA A FONOAUDIOLOGIA
  50. 50. Laryngoscope. 2014 Jan;124(1):295-300. doi: 10.1002/lary.24059. Epub 2013 Apr 1. Epidemiology of unilateral sensorineural hearing loss with universal newborn hearing screening. Ghogomu N1 , Umansky A, Lieu JE. Author information Abstract OBJECTIVES/HYPOTHESIS: Compare the epidemiology of pediatric unilateral sensorineural hearing loss before and after implementation of universal newborn hearing screening in Missouri. STUDY DESIGN: Inception cohort. METHODS: Charts of 134 children born between January 1, 1990 and December 31, 2007, diagnosed with unilateral sensorineural hearing loss at a single institution in Missouri were reviewed to determine the effects of universal newborn hearing screening on age of detection and etiology of hearing loss. RESULTS: Mean age of detection declined from 4.4 (standard deviation [SD] 1.8) to 2.6 (SD 2.6) years of age, whereas the rate of detection by 6 months of age increased from 3% to 42%. The majority (58%) of cases had normal hearing at birth. The most common etiological category was unknown (41%) before screening and congenital (45%) after screening. The use of magnetic resonance imaging has increased by 21% (2-fold), whereas use of computed tomography has declined by 8% since 2002. Yields of connexin, Pendred, electrocardiogram, and syphilis testing were 0/48 and 2/31 before and after screening, respectively. CONCLUSIONS: Implementation of universal newborn hearing screening in Missouri is associated with a decrease in age of detection of unilateral sensorineural hearing loss. The majority of cases are either not present or not detectable at birth. The combination of hearing status at birth and imaging findings suggests that the majority of cases are congenital rather than of unknown etiology. 134 crianças nascidas entre Janeiro de 1990 e dezembro de 2007; Diagnóstico com PA sensorioneural unilateral. 134 crianças nascidas entre Janeiro de 1990 e dezembro de 2007; Diagnóstico com PA sensorioneural unilateral. Implementação do Programa Universal de Triagem Auditiva:  Na idade de detecção (4.4 > 2.6 anos) Implementação do Programa Universal de Triagem Auditiva:  Na idade de detecção (4.4 > 2.6 anos)
  51. 51. Rev Paul Pediatr. 2013 Sep;31(3):299-305. doi: 10.1590/S0103-05822013000300005. Risk factors and prevalence of newborn hearing loss in a private health care system of Porto Velho, Northern Brazil. Oliveira JS1 , Rodrigues LB, Aurélio FS, Silva VB. OBJECTIVE: To determine the prevalence of hearing loss and to analyze the results of newborn hearing screening and audiological diagnosis in private health care systems. METHODS Cross-sectional and retrospective study in a database of newborn hearing screening performed by a private clinic in neonates born in private hospitals of Porto Velho, Rondônia, Northern Brazil. The screening results, the risk for hearing loss, the risk indicators for hearing loss and the diagnosis were descriptively analyzed. Newborns cared in rooming in with their mothers were compared to those admitted to the Intensive Care Unit regarding risk factors for hearing loss. RESULTS: Among 1,146 (100%) enrolled newborns, 1,064 (92.8%) passed and 82 (7.2%) failed the hearing screening. Among all screened neonates, 1,063 (92.8%) were cared in rooming and 83 (7.2%) needed intensive care; 986 (86.0%) were considered at low risk and 160 (14.0%) at high risk for hearing problems. Of the 160 patients identified as having high risk for hearing loss, 83 (37.7%) were admitted to an hospitalized in the Intensive Care Unit, 76 (34.5%) used ototoxic drugs and 38 (17.2%) had a family history of hearing loss in childhood. Hearing loss was diagnosed in two patients (0.2% of the screened sample). CONCLUSIONS: The prevalence of hearing loss in newborns from private hospitals was two cases per 1,000 evaluated patients. The use of ototoxic drugs, admission to Intensive Care Unit and family history of hearing loss were the most common risk factors for hearing loss in the studied population. • Determinar a prevalência de perda auditiva; • Analisar os achados da triagem auditiva e diagnóstico audiológico. • Sistema privado. • Determinar a prevalência de perda auditiva; • Analisar os achados da triagem auditiva e diagnóstico audiológico. • Sistema privado.
  52. 52. Rev Paul Pediatr. 2013 Sep;31(3):299-305. doi: 10.1590/S0103-05822013000300005. Risk factors and prevalence of newborn hearing loss in a private health care system of Porto Velho, Northern Brazil. Oliveira JS1 , Rodrigues LB, Aurélio FS, Silva VB. OBJECTIVE: To determine the prevalence of hearing loss and to analyze the results of newborn hearing screening and audiological diagnosis in private health care systems. METHODS Cross-sectional and retrospective study in a database of newborn hearing screening performed by a private clinic in neonates born in private hospitals of Porto Velho, Rondônia, Northern Brazil. The screening results, the risk for hearing loss, the risk indicators for hearing loss and the diagnosis were descriptively analyzed. Newborns cared in rooming in with their mothers were compared to those admitted to the Intensive Care Unit regarding risk factors for hearing loss. RESULTS: Among 1,146 (100%) enrolled newborns, 1,064 (92.8%) passed and 82 (7.2%) failed the hearing screening. Among all screened neonates, 1,063 (92.8%) were cared in rooming and 83 (7.2%) needed intensive care; 986 (86.0%) were considered at low risk and 160 (14.0%) at high risk for hearing problems. Of the 160 patients identified as having high risk for hearing loss, 83 (37.7%) were admitted to an hospitalized in the Intensive Care Unit, 76 (34.5%) used ototoxic drugs and 38 (17.2%) had a family history of hearing loss in childhood. Hearing loss was diagnosed in two patients (0.2% of the screened sample). CONCLUSIONS: The prevalence of hearing loss in newborns from private hospitals was two cases per 1,000 evaluated patients. The use of ototoxic drugs, admission to Intensive Care Unit and family history of hearing loss were the most common risk factors for hearing loss in the studied population. • Determinar a prevalência de perda auditiva; • Analisar os achados da triage auditiva e diagnóstico audiológico. • Sistema privado. • Determinar a prevalência de perda auditiva; • Analisar os achados da triage auditiva e diagnóstico audiológico. • Sistema privado.
  53. 53. Rev Paul Pediatr. 2013 Sep;31(3):299-305. doi: 10.1590/S0103-05822013000300005. Risk factors and prevalence of newborn hearing loss in a private health care system of Porto Velho, Northern Brazil. Oliveira JS1 , Rodrigues LB, Aurélio FS, Silva VB. OBJECTIVE: To determine the prevalence of hearing loss and to analyze the results of newborn hearing screening and audiological diagnosis in private health care systems. METHODS Cross-sectional and retrospective study in a database of newborn hearing screening performed by a private clinic in neonates born in private hospitals of Porto Velho, Rondônia, Northern Brazil. The screening results, the risk for hearing loss, the risk indicators for hearing loss and the diagnosis were descriptively analyzed. Newborns cared in rooming in with their mothers were compared to those admitted to the Intensive Care Unit regarding risk factors for hearing loss. RESULTS: Among 1,146 (100%) enrolled newborns, 1,064 (92.8%) passed and 82 (7.2%) failed the hearing screening. Among all screened neonates, 1,063 (92.8%) were cared in rooming and 83 (7.2%) needed intensive care; 986 (86.0%) were considered at low risk and 160 (14.0%) at high risk for hearing problems. Of the 160 patients identified as having high risk for hearing loss, 83 (37.7%) were admitted to an hospitalized in the Intensive Care Unit, 76 (34.5%) used ototoxic drugs and 38 (17.2%) had a family history of hearing loss in childhood. Hearing loss was diagnosed in two patients (0.2% of the screened sample). CONCLUSIONS: The prevalence of hearing loss in newborns from private hospitals was two cases per 1,000 evaluated patients. The use of ototoxic drugs, admission to Intensive Care Unit and family history of hearing loss were the most common risk factors for hearing loss in the studied population. • POPULAÇÃO: 1,146 neonatos; • 92.8% passaram no PEATE; • 7.2% (n=160) falharam; (Risco > para PA) • 37.7% UTI • 34.5% Uso de drogas ototóxicas • 17.2% Histórico familiar de PA • POPULAÇÃO: 1,146 neonatos; • 92.8% passaram no PEATE; • 7.2% (n=160) falharam; (Risco > para PA) • 37.7% UTI • 34.5% Uso de drogas ototóxicas • 17.2% Histórico familiar de PA • Diagnóstico de PA: 2 pacientes (0,2% da população total). • Diagnóstico de PA: 2 pacientes (0,2% da população total). • Determinar a prevalência de perda auditiva; • Analisar os achados da triage auditiva e diagnóstico audiológico. • Sistema privado. • Determinar a prevalência de perda auditiva; • Analisar os achados da triage auditiva e diagnóstico audiológico. • Sistema privado. • Estudo transversal; • Análise em banco de dados; • Estudo transversal; • Análise em banco de dados;
  54. 54. Laryngoscope. 2015 Mar;125(3):690-4. doi: 10.1002/lary.24913. Epub 2014 Sep 12. The prevalence of hearing loss in South Korea: Data from a population-based study. Jun HJ1 , Hwang SY, Lee SH, Lee JE, Song JJ, Chae S. Abstract OBJECTIVES/HYPOTHESIS: In the present study, we aimed to determine the prevalence of hearing loss in the South Korean population and to understand the correlation between aging, sex, and hearing loss prevalence through the analysis of data collected from the Korea National Health and Nutrition Examination Survey (KNHANES). STUDY DESIGN: Cross-sectional epidemiological study. METHODS: The KNHANES is an ongoing population study that started in 1998. Examinations to detect diseases of the ear, nose, and throat, including audiological testing and otologic examinations, have been conducted since 2010. We included a total of 18,650 participants in the KNHANES, from 2010 to 2012, in the present study. Pure-tone audiometric testing was conducted in participants aged≥12 years. The frequencies tested were 0.5, 1, 2, 3, 4,    and 6 kHz. RESULTS: The prevalence of hearing loss in speech-relevant frequencies in the South Korean population was 9.31% for unilateral hearing loss and 13.42% for bilateral hearing loss. The overall hearing loss (unilateral or bilateral) was 22.73%. Male and older participants were more often affected by hearing loss than female and younger participants. High-frequency hearing loss appeared earlier than hearing loss at speech-relevant frequencies, and unilateral hearing loss showed a weaker correlation with aging than bilateral hearing loss. CONCLUSION: The prevalence of hearing loss in South Korea was higher in men and older participants according to the data collected from the KNHANES. The patterns of hearing loss differed between hearing loss at speech-relevant frequencies and at high frequencies. LEVEL OF EVIDENCE: 2b. Laryngoscope, 125:690-694, 2015. • Determinar a prevalência de PA na população da Coreia do Sul; • Correlações: idade, sexo; • Estudo transversal. • Determinar a prevalência de PA na população da Coreia do Sul; • Correlações: idade, sexo; • Estudo transversal. • Programa de Pesquisa Nacional de Exames de Saúde e Nutrição • Programa de Pesquisa Nacional de Exames de Saúde e Nutrição • Início em 1998; • Doenças da orelha, nariz e “garganta”, incluindo testes audiológicos e otológicos. • 18,500 participantes, de 2010 a 2012. • Início em 1998; • Doenças da orelha, nariz e “garganta”, incluindo testes audiológicos e otológicos. • 18,500 participantes, de 2010 a 2012. • Audiometria com tom puro para > de 12 anos. • Frequências testadas: • 500, 1000, 2000, 3000, 4000 e 6000 Hz. • Audiometria com tom puro para > de 12 anos. • Frequências testadas: • 500, 1000, 2000, 3000, 4000 e 6000 Hz. • Prevalência de PA nas frequências da fala foi de 9.31% (Unilaterais) e 13.43% (Bilaterais). • Prevalência total de 22.73%. • Homens e idosos. • Prevalência de PA nas frequências da fala foi de 9.31% (Unilaterais) e 13.43% (Bilaterais). • Prevalência total de 22.73%. • Homens e idosos.
  55. 55. Neurology. 2005 Sep 27;65(6):898-904. Epidemiology of vestibular vertigo: a neurotologic survey of the general population. Neuhauser HK1 , von Brevern M, Radtke A, Lezius F, Feldmann M, Ziese T, Lempert T. Erratum in •Neurology. 2006 Oct 24;67(8):1528. Abstract OBJECTIVE: The purpose of this study was to determine the prevalence and incidence of vestibular vertigo in the general population and to describe its clinical characteristics and associated factors. METHODS: The neurotologic survey had a two-stage general population sampling design: nationwide modified random digit dialing sampling for participation in the German National Telephone Health Interview Survey 2003 (response rate 52%) with screening of a random sample of 4,869 participants for moderate or severe dizziness or vertigo, followed by detailed neurotologic interviews developed through piloting and validation (n = 1,003, response rate 87%). Diagnostic criteria for vestibular vertigo were rotational vertigo, positional vertigo, or recurrent dizziness with nausea and oscillopsia or imbalance. Vestibular vertigo was detected by our interview with a specificity of 94% and a sensitivity of 84[corrected]% in a concurrent validation study using neurotology clinic diagnoses as an accepted standard (n = 61). RESULTS: The lifetime prevalence of vestibular vertigo was 7.4[corrected]%, the 1-year prevalence was 4.9[corrected]%, and the incidence was 1.4[corrected]%. In 80% of affected individuals, vertigo resulted in a medical consultation, interruption of daily activities, or sick leave. Female sex, age, lower educational level, and various comorbid conditions, including tinnitus, depression, and several cardiovascular diseases and risk factors, were associated with vestibular vertigo in the past year in univariate analysis. In multivariable analysis, only female sex, self-reported depression, tinnitus, hypertension, and dyslipidemia had an independent effect on vestibular vertigo. CONCLUSIONS: Vestibular vertigo is common in the general population, affecting [corrected] 5% of adults in 1 year. The frequency and health care impact of vestibular symptoms at the population level have been underestimated. • Determinar a prevalência e incidência de vertigem vestibular na população e descrever as características clínicas e fatores associados. • Determinar a prevalência e incidência de vertigem vestibular na população e descrever as características clínicas e fatores associados. • Pesquisa nacional com amostragem de números aleatórios; • 4,869 participantes. • Pesquisa nacional com amostragem de números aleatórios; • 4,869 participantes. • Avaliação otoneurológica detalhada; • Validação; • Vertigem vestibular, vertigem rotacional, vertigem posicional; • Nausea e oscilopsia. • Avaliação otoneurológica detalhada; • Validação; • Vertigem vestibular, vertigem rotacional, vertigem posicional; • Nausea e oscilopsia. • Prevalência de 7.4%. • Após 1 ano incidência de 1.4%. • 80% procuraram consulta médica. • Prevalência de 7.4%. • Após 1 ano incidência de 1.4%. • 80% procuraram consulta médica. • Fatores associados: Depressão, zumbido, hipertensão, dislipidemia. • Fatores associados: Depressão, zumbido, hipertensão, dislipidemia.
  56. 56. Dev Med Child Neurol. 2014 Nov 18. doi: 10.1111/dmcn.12635. Speech sound disorder at 4 years: prevalence, comorbidities, and predictors in a community cohort of children. Eadie P1 , Morgan A, Ukoumunne OC, Ttofari Eecen K, Wake M, Reilly S. Abstract AIM: The epidemiology of preschool speech sound disorder is poorly understood. Our aims were to determine: the prevalence of idiopathic speech sound disorder; the comorbidity of speech sound disorder with language and pre-literacy difficulties; and the factors contributing to speech outcome at 4 years. METHOD: One thousand four hundred and ninety-four participants from an Australian longitudinal cohort completed speech, language, and pre-literacy assessments at 4 years. Prevalence of speech sound disorder (SSD) was defined by standard score performance of ≤79 on a speech assessment. Logistic regression examined predictors of SSD within four domains: child and family; parent-reported speech; cognitive-linguistic; and parent-reported motor skills. RESULTS: At 4 years the prevalence of speech disorder in an Australian cohort was 3.4%. Comorbidity with SSD was 40.8% for language disorder and 20.8% for poor pre-literacy skills. Sex, maternal vocabulary, socio- economic status, and family history of speech and language difficulties predicted SSD, as did 2-year speech, language, and motor skills. Together these variables provided good discrimination of SSD (area under the curve=0.78). INTERPRETATION: This is the first epidemiological study to demonstrate prevalence of SSD at 4 years of age that was consistent with previous clinical studies. Early detection of SSD at 4 years should focus on family variables and speech, language, and motor skills measured at 2 years. • Poucos estudos epidemiológicos em pré-escolares para distúrbios de fala. • Determinar a prevalência de distúrbios da fala, comorbidades e dificuldades. • Poucos estudos epidemiológicos em pré-escolares para distúrbios de fala. • Determinar a prevalência de distúrbios da fala, comorbidades e dificuldades. • 1,494 crianças participaram de uma coorte austraniana. • Acompanhamento por 4 anos. • 1,494 crianças participaram de uma coorte austraniana. • Acompanhamento por 4 anos. • Prevalência de distúrbios da fala em 3.4% da população; • Destes: Dístúrbios de linguagem: 40.8% Déficits em habilidades literárias: 20.8% • Prevalência de distúrbios da fala em 3.4% da população; • Destes: Dístúrbios de linguagem: 40.8% Déficits em habilidades literárias: 20.8% • Primeiro estudo a determiner a prevalência de distúrbios da fala em pré-escolares. • Importância de focar nas habilidades motoras e fala com a família. • Primeiro estudo a determiner a prevalência de distúrbios da fala em pré-escolares. • Importância de focar nas habilidades motoras e fala com a família.
  57. 57. J Soc Bras Fonoaudiol. 2011 Dec;23(4):344-50. Speech disorders in students in Belo Horizonte. Rabelo AT1 , Alves CR, Goulart LM, Friche AA, Lemos SM, Campos FR, Friche CP. PURPOSE: To describe speech disorders in students from 1st to 4th grades, and to investigate possible associations between these disorders and stomatognathic system and auditory processing disorders. METHODS: Cross-sectional study with stratified random sample composed of 288 students, calculated based on an universe of 1,189 children enrolled in public schools from the area covered by a health center in Belo Horizonte. The median age was 8.9 years, and 49.7% were male. Assessment used a stomatognathic system protocol adapted from the Myofunctional Evaluation Guidelines, the Phonology task of the ABFW - Child Language Test, and a simplified auditory processing evaluation. Data were statistically analyzed. RESULTS: From the subjects studied, 31.9% had speech disorder. From these, 18% presented phonetic deviation, 9.7% phonological deviation, and 4.2% phonetic and phonological deviation. Linguistic variation was observed in 38.5% of the children. There was a higher proportion of children with phonetic deviation in 1st grade, and a higher proportion of children younger than 8 years old with both phonetic and phonological deviations. Phonetic deviation was associated to stomatognathic system disorder, and phonological deviation was associated to auditory processing disorder. CONCLUSION: The prevalence of speech disorders in 1st to 4th grade students is considered high. Moreover, these disorders are associated to other Speech-Language Pathology and Audiology alterations, which suggest that one disorder may be a consequence of the other, indicating the need for early diagnosis and intervention. • Descrever os distúrbios da fala em estudantes do 1 ao 4º ano; • Associações com distúrbios do sistema estomatognático e processamento auditivo. • Descrever os distúrbios da fala em estudantes do 1 ao 4º ano; • Associações com distúrbios do sistema estomatognático e processamento auditivo. • Transversal; • Cálculo amostral; • Aleatório • Transversal; • Cálculo amostral; • Aleatório • Avaliação miofuncional; • Tarefas fonológicas do ABFW; • Avaliação de processamento auditivo simplificada. • Avaliação miofuncional; • Tarefas fonológicas do ABFW; • Avaliação de processamento auditivo simplificada. • Prevalência de 31.9% de distúrbios da fala. • 18% desvio fonético; • 9.7% desvio fonológico; • 4.2% desvio fonético e fonológico. • Prevalência de 31.9% de distúrbios da fala. • 18% desvio fonético; • 9.7% desvio fonológico; • 4.2% desvio fonético e fonológico. • Grande poporção de crianças com desvio fonético no 1º ano; • Desvio fonético foi associado à alterações miofuncionais do SE; • Desvio fonológico associado à distúrbio do processamento auditivo. • Grande poporção de crianças com desvio fonético no 1º ano; • Desvio fonético foi associado à alterações miofuncionais do SE; • Desvio fonológico associado à distúrbio do processamento auditivo.
  58. 58. J Med Assoc Thai. 2002 Nov;85 Suppl 4:S1097-103. Prevalence and clinical characteristics of dyslexia in primary school students. Roongpraiwan R1 , Ruangdaraganon N, Visudhiphan P, Santikul K. BACKGROUND: Dyslexia is the most common subtype of learning disabilities with a prevalence ranging from 5-10 per cent. The central difficulty in dyslexia is the phonological awareness deficit. The authors have developed a screening test to assess the reading ability of Thai primary school students. OBJECTIVE: 1. To study the prevalence of dyslexia in first to sixth grade students at Wat Samiannaree School. 2. To study the clinical characteristics such as sex, neurological signs, verbal intelligence and comorbid attention deficit hyperactive disorder (ADHD) of the dyslexia group. METHOD: A total of 486 first to sixth grade students were administered "Raven's progressive matrices test" for estimation of intellectual functioning. Those who scored below the fifth percentile were labeled as mental retardation and excluded from the study. The students' reading ability was evaluated by 3 steps; first by classroom teachers using some items of the screening test, second by the researchers examining some more items individually, and third by the special educator assessing more details in reading and phonology. The students who had a reading ability two-grade levels below their actual grades and impairment in phonology were diagnosed with dyslexia. RESULTS: The prevalence of dyslexia and probable dyslexia were found to be 6.3 per cent and 12.6 per cent, respectively. The male to female ratio of dyslexia was 3.4:1. The dyslexia group had significantly lower Thai language scores than those of the normal group (p < 0.05). All of the dyslexia group had a normal grossly neurological examination but 90 per cent showed positive soft neurological signs. Mean verbal intellectual quotient score in the dyslexia group assessed by using Wechsler Intelligence Scales for Children--Revised was 76 +/- 7. The comorbid ADHD was 8.7 per cent in the dyslexia group. CONCLUSION: Dyslexia was a common problem among primary school students in this study. Further studies in a larger population and different socioeconomic statuses are required to determine the prevalence of dyslexia in the general population. The authors suggest evaluating the reading ability carefully by using a test that can detect phonological awareness deficit in all children who have learning problems. • Prevalência de dyslexia do 1 ao 6º ano; • 486 estudantes; • Teste de matrizes progressivas de Raven; (Funcionamento intelectual) • Prevalência de dyslexia do 1 ao 6º ano; • 486 estudantes; • Teste de matrizes progressivas de Raven; (Funcionamento intelectual) • Abaixo de 50%: Atraso/retardo mental > Excluídos. • Avaliação de Leitura; • DISLEXIA • Abaixo de 50%: Atraso/retardo mental > Excluídos. • Avaliação de Leitura; • DISLEXIA • Dislexia: 6.3% • Provável dyslexia: 12.6% • Razão Masc. : Fem.: 3.4:1 • Comorbidade: TDAH (8.7%) • Dislexia: 6.3% • Provável dyslexia: 12.6% • Razão Masc. : Fem.: 3.4:1 • Comorbidade: TDAH (8.7%)
  59. 59. J Pediatr (Rio J). 2014 Jul-Aug;90(4):396-402. doi: 10.1016/j.jped.2013.12.011. Epub 2014 Apr 2. Association between breastfeeding and breathing pattern in children: a sectional study. Lopes TS1 , Moura LF2 , Lima MC3 . OBJECTIVE: to determine the prevalence of mouth breathing and to associate the history of breastfeeding with breathing patterns in children. METHODS: this was an observational study with 252 children of both genders, aged 30 to 48 months, who participated in a dental care program for mothers and newborns. As an instrument of data collection, a semi-structured questionnaire was administered to the children's mothers assessing the form and duration of breastfeeding and the oral habits of non-nutritive sucking. To determine the breathing patterns that the children had developed, medical history and clinical examination were used. Statistical analysis was conducted to examine the effects of exposure on the primary outcome (mouth breathing), and the prevalence ratio was calculated with a 95% confidence interval. RESULTS: of the total sample, 43.1% of the children were mouth breathers, 48.4% had been breastfed exclusively until six months of age or more, and 27.4% had non-nutritive sucking habits. Statistically significant associations were found for bottle-feeding (p<0.001) and oral habits of non-nutritive sucking (p=0.009), with an increased likelihood of children exhibiting a predominantly oral breathing pattern. A statistically significant association was also observed between a longer duration of exclusive breastfeeding and a nasal breathing pattern presented by children. CONCLUSION: an increased duration of exclusive breastfeeding lowers the chances of children exhibiting a predominantly oral breathing pattern. • Determinar a prevalência de respiração oral e associar o histórico de amamentação com o padrão respiratório. • Determinar a prevalência de respiração oral e associar o histórico de amamentação com o padrão respiratório. • Observacional; • 252 crianças de 30 a 48 meses; • Questionário para os pais/responsáveis. • Observacional; • 252 crianças de 30 a 48 meses; • Questionário para os pais/responsáveis. • Prevalência de 43.1% de RO; • Associações entre RO e uso de mamadeira e hábitos orais de sucção não-nutritiva. • Prevalência de 43.1% de RO; • Associações entre RO e uso de mamadeira e hábitos orais de sucção não-nutritiva. • Associação entre duração da amamentação exclusive no peito e o padrão de respiração. • Associação entre duração da amamentação exclusive no peito e o padrão de respiração.
  60. 60. Biomed Res Int. 2014;2014:472346. doi: 10.1155/2014/472346. Epub 2014 Jul 9. Prevalence and correlation between TMD based on RDC/TMD diagnoses, oral parafunctions and psychoemotional stress in Polish university students. Wieckiewicz M1 , Grychowska N2 , Wojciechowski K2 , Pelc A2 , Augustyniak M2 , Sleboda A2 , Zietek M3 . Abstract The aim of the study was to assess the prevalence of temporomandibular disorders (TMD) and oral parafunctions, as well as their correlation with psychoemotional factors in Polish university students. The research was conducted in a group of 456 students (N = 456). The examination form comprised of two parts: survey and clinical examination. The research diagnostic criteria for temporomandibular disorders (RDC/TMD) was used in order to assess TMD. Symptoms of TMD were observed in 246 (54%) students after clinical examination. The largest group involved students with disc displacement (women: 132, 29%; men: 70, 15%). Women (164; 36%) suffered more frequently than men (82; 18%) from problems related to the stomatognathic system (P < 0.05), described themselves as easily excitable and emotionally burdened, and reported symptoms as tightness of the facial and neck muscles (P < 0.05). In 289 (64%) students intraoral symptoms concerning occlusal parafunctions were observed. In 404 (89%) examined students, nonocclusal parafunctions were recorded. A significant correlation between TMD and psychoemotional problems could be detected. TMD symptoms more often concern women. Emotional burden and excitability are factors predisposing muscular disorders. • Acessar a prevalência de DTM e hábitos orais deletérios e fatores psicoemocionais em universitários poloneses. • 456 estudantes. • Acessar a prevalência de DTM e hábitos orais deletérios e fatores psicoemocionais em universitários poloneses. • 456 estudantes. • Entrevista e exame clínico (RDC); • 54% tinham DTM; • Deslocamento de disco; • Mulheres > Homens. • Entrevista e exame clínico (RDC); • 54% tinham DTM; • Deslocamento de disco; • Mulheres > Homens. • Mulheres > Homens: • Alterações do SE; • Tensão dos músculos faciais e cervicais. • Mulheres > Homens: • Alterações do SE; • Tensão dos músculos faciais e cervicais. • Associação entre TMD e problemas psicoemocionais. • Quem veio primeiro? • Associação entre TMD e problemas psicoemocionais. • Quem veio primeiro?
  61. 61. J Am Geriatr Soc. 2014 Apr;62(4):716-20. doi: 10.1111/jgs.12745. Epub 2014 Mar 17. Dysphagia in old-old women: prevalence as determined according to self-report and the 3-ounce water swallowing test. González-Fernández M1 , Humbert I, Winegrad H, Cappola AR, Fried LP. OBJECTIVES: To determine whether symptoms and clinical signs of swallowing dysfunction could be easily identified in community-dwelling elderly adults and to examine the association between self-report and direct observation of symptoms and signs of swallowing dysfunction. DESIGN: Physiological substudy conducted as a home visit within an observational cohort study. SETTING: Baltimore City and County, Maryland. PARTICIPANTS: Community-dwelling elderly women without history of dysphagia or neurological disease aged 85 to 94 enrolled in the Women's Health and Aging Study II (N = 47). MEASUREMENTS: Three trials of the 3-ounce water swallowing test, swallowing function questionnaire, and frailty status. RESULTS: Thirty-four (72%) subjects demonstrated swallowing dysfunction in at least one swallowing trial and 16 (34%) in all three trials. The most common signs of dysfunction were throat clear and wet voice. Conversely, participants reported few symptoms of dysphagia on a swallowing function questionnaire. The most common symptom, reported by approximately 15% of participants, was the sensation of the food going "down the wrong way," 8.5% or fewer participants reported other symptoms. CONCLUSION: Signs of swallowing dysfunction were present in a large majority of community-dwelling old-old women, but they were largely unrecognized and reported. Formal evaluation of swallowing function in community- dwelling elderly adults is necessary to determine the clinical consequences of these findings. • Determinar como os sinais e sintomas de disfagia podem ser identificados em uma população de adultos idosos. • Determinar como os sinais e sintomas de disfagia podem ser identificados em uma população de adultos idosos. • Coorte conduzida através de visitas domiciliares. • Coorte conduzida através de visitas domiciliares. • Mulheres idosas sem histórico de disfagia ou doenças neurológicas dos 85 aos 94 anos. (n=47) • Mulheres idosas sem histórico de disfagia ou doenças neurológicas dos 85 aos 94 anos. (n=47) • Três availações da deglutição com teste de água e questionário funcional. • 72% tiveram disfagia em pelo menos 1 avaliação. • Três availações da deglutição com teste de água e questionário funcional. • 72% tiveram disfagia em pelo menos 1 avaliação. • Sinais principais, “garganta seca” e “voz molhada”. • Sensação de que “a comida está indo para o lugar errado”: 15%. • Sinais principais, “garganta seca” e “voz molhada”. • Sensação de que “a comida está indo para o lugar errado”: 15%.
  62. 62. Otolaryngol Head Neck Surg. 2014 Nov;151(5):765-9. doi: 10.1177/0194599814549156. Epub 2014 Sep 5. The prevalence of dysphagia among adults in the United States. Bhattacharyya N1 . OBJECTIVE: To determine the prevalence of dysphagia, reported etiologies, and impact among adults in the United States. STUDY DESIGN: Cross-sectional analysis of a national health care survey. SUBJECTS AND METHODS: The 2012 National Health Interview Survey was analyzed, identifying adult cases reporting a swallowing problem in the preceding 12 months. In addition to demographic data, specific data regarding visits to health care professionals for swallowing problems, diagnoses given, and severity of the swallowing problem were analyzed. The relationship between swallowing problems and lost workdays was assessed. RESULTS: An estimated 9.44 ± 0.33 million adults (raw N = 1554; mean age, 52.1 years; 60.2% ± 1.6% female) reported a swallowing problem (4.0% ± 0.1%). Overall, 22.7% ± 1.7% saw a health care professional for their swallowing problem, and 36.9% ± 0.1.7% were given a diagnosis. Women were more likely than men to report a swallowing problem (4.7% ± 0.2% versus 3.3% ± 0.2%, P < .001). Of the patients, 31.7% and 24.8% reported their swallowing problem to be a moderate or a big/very big problem, respectively. Stroke was the most commonly reported etiology (422,000 ± 77,000; 11.2% ± 1.9%), followed by other neurologic cause (269,000 ± 57,000; 7.2% ± 1.5%) and head and neck cancer (185,000 ± 40,000; 4.9% ± 1.1%). The mean number of days affected by the swallowing problem was 139 ± 7. Respondents with a swallowing problem reported 11.6 ± 2.0 lost workdays in the past year versus 3.4 ± 0.1 lost workdays for those without a swallowing problem (contrast, +8.1 lost workdays, P < .001). CONCLUSION: Swallowing problems affect 1 in 25 adults, annually. A relative minority seek health care for their swallowing problem, even though the subjective impact and associated workdays lost with the swallowing problem are significant. • Determinar a prevalência de disfagia e seu impacto em adultos; • Estudo transversal; • Determinar a prevalência de disfagia e seu impacto em adultos; • Estudo transversal; • Entrevista Nacional de Saúde 2012 • Severidade da disfagia • Cálculo do absenteísmo • Entrevista Nacional de Saúde 2012 • Severidade da disfagia • Cálculo do absenteísmo • 33 MIL adultos, média de 52 anos; • 60% relataram disfagia; • Apenas 20% foram avaliados por especialista. • 33 MIL adultos, média de 52 anos; • 60% relataram disfagia; • Apenas 20% foram avaliados por especialista. • 31.7% e 24.8% relataram a disfagia como um problema grande ou muito grande. • Etiologia mais comum: AVE. • 31.7% e 24.8% relataram a disfagia como um problema grande ou muito grande. • Etiologia mais comum: AVE. • AVE: 77.000 casos; • Causa neurológica: 57.000 casos; • Cancer de C&P: 40.000 casos. • AVE: 77.000 casos; • Causa neurológica: 57.000 casos; • Cancer de C&P: 40.000 casos. • Absenteísmo anual de 12 dias; • Disfagia acomete 1 a cada 25 Americanos. • Absenteísmo anual de 12 dias; • Disfagia acomete 1 a cada 25 Americanos.
  63. 63. Laryngoscope. 2014 Oct;124(10):2359-62. doi: 10.1002/lary.24740. Epub 2014 May 27. The prevalence of voice problems among adults in the United States. Bhattacharyya N1 . OBJECTIVES/HYPOTHESIS: Determine the prevalence of voice problems and types of voice disorders among adults in the United States. STUDY DESIGN: Cross-sectional analysis of a national health survey. METHODS: The 2012 National Health Interview Survey was analyzed, identifying adult cases reporting a voice problem in the preceding 12 months. In addition to demographic data, specific data regarding visits to healthcare professionals for voice problems, diagnoses given, and severity of the voice problem were analyzed. The relationship between voice problems and lost workdays was investigated. RESULTS: An estimated 17.9±0.5 million adults (mean age, 49.1 years; 62.9%±1.2% female) reported a voice        problem (7.6%±0.2%). Overall, 10.0%±0.1% saw a healthcare professional for their voice problem, and        40.3%±1.8% were given a diagnosis. Females were more likely than males to report a voice problem    (9.3%±0.3% vs. 5.9%±0.3%, P<.001). Overall, 22% and 11% reported their voice problem to be a            moderate or a big/very big problem, respectively. Infectious laryngitis was the most common diagnosis mentioned (685,000±86,000 cases, 17.8%±2.0%). Gastroesophageal reflux disease was mentioned in        308,000±54,000 cases (8.0%±1.4%). The mean number of days affected with the voice problem in the        past year was 56.2±2.6 days. Respondents with a voice problem reported 7.4±0.9 lost workdays in the        past year versus 3.4±0.1 lost workdays for those without (contrast, +4.0 lost workdays; P<.001).        CONCLUSIONS: Voice problems affect one in 13 adults annually. A relative minority seek healthcare for their voice problem, even though the self-reported subjective impact of the voice problem is significant. • Determinar a prevalência de alterações vocais e seus tipos em adultos Americanos. • Estudo transversal. • Determinar a prevalência de alterações vocais e seus tipos em adultos Americanos. • Estudo transversal. • Entrevista Nacional de Saúde 2012 • Problemas vocais nos últimos 12 meses. • Entrevista Nacional de Saúde 2012 • Problemas vocais nos últimos 12 meses. • 500.000 adultos (media de 49 anos) relataram alterações vocais. • 10% buscou profissional. • 500.000 adultos (media de 49 anos) relataram alterações vocais. • 10% buscou profissional. Mulheres > Homens (p < .001); Mulheres > Homens (p < .001); Diagnósticos mais comuns: Laringite infecciosa: 86.000 Refluxo gastroesof.: 54.000 Diagnósticos mais comuns: Laringite infecciosa: 86.000 Refluxo gastroesof.: 54.000 • 7 dias de absenteísmo nos últimos 12 meses. • 7 dias de absenteísmo nos últimos 12 meses. 1 a cada 13 Americanos possui algum tipo de alteração vocal no período de 12 meses. 1 a cada 13 Americanos possui algum tipo de alteração vocal no período de 12 meses.
  64. 64. J Voice. 2012 Sep;26(5):665.e9-18. doi: 10.1016/j.jvoice.2011.09.010. Epub 2012 Apr 18. Epidemiology of voice disorders in teachers and nonteachers in Brazil: prevalence and adverse effects. Behlau M1 , Zambon F, Guerrieri AC, Roy N. PURPOSE: This epidemiological study compared the frequency and adverse effects of voice disorders in Brazilian teachers and nonteachers. METHODS: A standardized interview/questionnaire was administered to 3,265 participants; 1,651 teachers; and 1,614 nonteachers recruited from all 27 Brazilian states. RESULTS: Prevalence of reporting a current voice disorder was 11.6% for teachers and 7.5% for nonteachers, respectively (χ2(1)=16.1, P<0.001). Sixty-three percent of teachers and 35.8% of nonteachers reported having experienced a voice problem at some point during their lifetime (χ2(1)=246.6, P<0.001). Teachers reported a higher number of current (3.7) and past (3.6) voice symptoms as compared with nonteachers (1.7 current, 2.3 past) and more often attributed these symptoms to their occupation (P<0.001). Teachers, as compared with nonteachers (1) more frequently reported that their voice limited their ability to do certain tasks within their current occupation (29.9% of teachers vs 5.4% of nonteachers; P<0.001); (2) experienced more voice-related absenteeism over the past year (12.1% of teachers missed 5 or more days of work vs 2.4% of nonteachers; P<0.001); and (3) more often considered changing occupations in the future because of voice problems (16.7% of teachers vs 0.9% of nonteachers; P<0.001). The magnitude of voice-related dysfunction among teachers was similar across Brazilian states, and regional characteristics did not appear to significantly influence the results. CONCLUSION: This large epidemiological study comparing teachers and nonteachers confirms that teaching at school is a high-risk occupation for developing voice disorders. These voice disorders contribute to reduced job performance, attendance, and force many Brazilian teachers to consider changing occupations in the future because of their voice. • Comparar a frequência e efeitos adversos das alterações vocais em professores e não professores brasileiros. • Comparar a frequência e efeitos adversos das alterações vocais em professores e não professores brasileiros. • Prevalência de alterações vocais foi de 11.6% entre professores e 7.5% entre não professores. • Prevalência de alterações vocais foi de 11.6% entre professores e 7.5% entre não professores. • Professores relataram maior número de recorrências no passado e mais sintomas atribuídos ao trabalho. • Professores relataram maior número de recorrências no passado e mais sintomas atribuídos ao trabalho. • Absenteísmo maior entre professores, 5 ou mais dias de trabalho. • Absenteísmo maior entre professores, 5 ou mais dias de trabalho. • Características regionais parecem não influir diretamente nos resultados. • Características regionais parecem não influir diretamente nos resultados. • Questionário padronizado; • Amostra de 3,265 sujeitos; • 27 estados brasileiros. • Questionário padronizado; • Amostra de 3,265 sujeitos; • 27 estados brasileiros.
  65. 65. ReferênciasReferências • FELTCHER, R; FLETCHER, S; WAGNER, E. H. Epidemiologia Clínica: elementos essenciais. 2 ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996. • Madhukar Pai, MD, PhD. Overview of Epidemiological Study Designs. McGill University. Available at: http://www.teachepi.org/documents/courses/fundamentals/Pai_Lecture2_Study_designs.pdf • PEREIRA, M.G. Epidemiologia: Teoria e Prática. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1995. • Programming for Nutrition Outcomes. Session 5: Basic Epidemiology: Evaluating Quality of Evidence. London School Of Hygiene & Tropical Medicine. Available at: https://ble.lshtm.ac.uk/pluginfile.php/20037/mod_resource/content/15/OER/PNO101/index.html#2 • Study Designs. Available at: http://www.med.uottawa.ca/SIM/data/Study_Designs_e.htm • ROUQUAYROL, M.Z. Epidemiologia e Saúde. 5 ed. Rio de Janeiro: MEDSI, 1999.

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