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Histórico do Acervo de Arqueologia
Em 1983 foram iniciadas, na Faculdade de Ciências e Tecnologia, atividades
de pesquisas arqueológicas. O estímulo inicial foi dado pelo achado de uma
ocorrência arqueológica no Distrito de Itororó do Paranapanema, Município de
Pirapozinho. Nesse ano ocorrera uma enchente de grandes proporções na região e,
quando do retorno das águas ao seu nível normal, um proprietário de terras verificou
que havia em sua fazenda, às margens do rio Paranapanema, uma grande
quantidade de cerâmica, inteira ou fragmentada e artefatos líticos polidos. Interessada
por esses achados, a Profª. Drª. Ruth Künzli, da área de Antropologia do
Departamento de Planejamento, juntamente com o Prof. Dr. José Martin Suarez, da
área de Geologia do Departamento de Ciências Ambientais, ambos da FCT, fizeram
uma visita ao local. Antevendo a grande perspectiva que se abria e não havendo no
Campus nenhum especialista nesse assunto, a Profª. Künzli entrou em contato com o
Prof. Dr. José Luiz de Morais, arqueólogo do então Museu Paulista da Universidade
de São Paulo (hoje Museu de Arqueologia e Etnologia - MAE), coordenador do Projeto
Paranapanema. O Dr. Morais fez uma vistoria no local, atestando a importância do
achado. Em conseqüência foi firmado um Convênio de Intenções entre as duas
instituições (Convênio IPEA/UNESP-MP/USP), em 14 de novembro de 1984, com
vistas à orientação científica dos trabalhos de pesquisa que viriam a ser
desenvolvidos e à formação de pessoal especializado. Sob a orientação do Dr. Morais
foi ainda elaborado o Projeto Arqueológico Décima Região-SP, com o objetivo de
sistematizar não apenas este primeiro trabalho de pesquisa arqueológica, mas outros
que se seguiriam.
Em 1991 foi criado um Grupo de Pesquisa, para o qual foi elaborado o Projeto
“O Conteúdo Paleoetnográfico da Décima Região-SP”, cadastrado no CNPq. Para a
implementação desse Projeto foi estruturada uma equipe que é hoje a base de todas
as pesquisas arqueológicas na FCT (Anexo 06). Atualmente participam ainda das
pesquisas vários alunos do Curso de Engenharia Cartográfica e do Curso de
Geografia da FCT e 03 alunos ex-alunos do Curso de Ciências Sociais da Faculdade
de Ciências e Letras do Campus de Araraquara, atualmente mestrandos naquela
Faculdade.
A partir de novembro de 1991, em função de seu Doutoramento, a Profª Drª
Ruth Künzli passou a responder integralmente pelo Projeto Arqueológico Décima
Região-SP. Através do Convênio acima mencionado, a Profª Künzli responde
também pelas pesquisas arqueológicas na margem paulista do Rio Paranapanema,
dentro da área da Décima Região e que integram o Projeto Paranapanema, incluindo
o monitoramento das áreas afetadas pela construção das UHE de Rosana e de
Taquaruçu. Em 1993 foi elaborado o Projeto de Salvamento Arqueológico de Porto
Primavera - SP que objetiva o cadastramento de sítios e/ou ocorrências arqueológicos
na margem paulista do rio Paraná, desde a UHE de Porto Primavera até a UHE de
Jupiá, ou seja, na área a ser inundada pela formação do lago dessa barragem. Este
Projeto foi implementado a partir de setembro de 1997, através de Contrato com a
Companhia Energética de São Paulo - CESP, utilizando uma metodologia apropriada
para trabalhos de salvamento, teve suas atividades encerradas em 2001. Em 2008
um novo contrato foi firmado para a ETAPA II deste projeto onde deverão ser
escavados mais 08 sítios arqueológicos. Durante os próximos dois anos.
PESQUISAS ARQUEOLÓGICAS
No decorrer destes 25 anos, desde 1983 foram realizadas várias pesquisas
arqueológicos na Décima Região Administrativa, perfazendo o cadastramento de 130
Sítios arqueológicos, dentre os quais 15 foram escavados.
O Projeto Paranapanema, é um projeto de Salvamento Arqueológico de
responsabilidade da USP, que foi iniciado em 1968, sob a coordenação da Prof²
Luciana Pallestrini, e tem por objetivo o levantamento, prospecção e escavação de
sítios arqueológicos no trecho paulista da bacia do Rio Paranapanema.
Posteriormente, coordenado pelo Prof. Dr. José Luís de Moraes, foi firmado um
convênio entre Usp e UNESP, esta ficou responsável pela margem paulista do baixo
Paranapanema, registrando vários sítios arqueológicos próximos às Usinas de
Taquaruçu, Capivara, Rosana. O Material encontra-se em Piraju e também na
FCT/UNESP
O Projeto Arqueológico Décima Região: É coordenado pela Profª Drª Ruth Künzli
da FCT-UNESP, e tem por objetivo fazer o levantamento, Prospecção e escavação de
sítios arqueológicos encontrados na décima região administrativa. Atualmente são 26
sítios cadastrados. O material encontra-se no CEMAARQ (Centro de Museologia,
Antropologia e Arqueologia da FCT/UNESP.
O Projeto de Salvamento Arqueológico de Porto Primavera-SP inicial, proposto
em 1997 e executado em sua parte de campo de 1998 a 2002, permitiu a verificação
de sítios e/ou ocorrências arqueológicas na margem paulista do Rio Paraná, na área
de formação do Lago de Porto Primavera, fazendo face à legislação vigente, tanto do
CONAMA, quanto do IPHAN e da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São
Paulo. Para tanto foi elaborado na época um contrato entre a CESP (Companhia
Energética de São Paulo) e a FUNDACTE (Fundação de Ciência, Tecnologia e
Educação), que intermediou a participação da equipe de Arqueologia da FCT
(Faculdade de Ciências e Tecnologia) da UNESP (Universidade Estadual Paulista).
Durante essa campanha foram localizados 099 sítios arqueológicos e 135 ocorrências
arqueológicas (material descontextualizado); dos sítios, 15 foram submetidos ao
procedimento de escavação, resultando em 234 coleções com aproximadamente
58.000 peças catalogadas, das quais 6.900 foram analisadas mais detalhadamente
no Laboratório de Arqueologia, construído pela CESP na área do Campus da FCT.
O Projeto de Salvamento Arqueológico de Porto Primavera-SP- FASE II
Este Projeto resultou de uma vistoria realizada nos meses de agosto e setembro
2005, com o objetivo de verificar a situação dos sítios localizados e/ou escavados
etapa anterior. Verificou-se que 08 sítios estavam aflorando e com grande risco
serem destruídos. Assim, entre os anos de 2008 e 2011 foi realizada a campanha
recuperação com a escavação dos 08 sítios arqueológicos, prosseguindo
pesquisas de laboratório. Este Projeto também foi financiado pela CESP.
 realizar a escavação dos 08 sítios arqueológicos, na margem
esquerda do rio Paraná, que comprovadamente estão em risco
iminente, resgatando a maior quantidade possível de informações
e de material, que complementarão aquelas obtidas durante a
etapa; I.
 realizar em laboratório análise do material arqueológico coletado
durante a etapa anterior.

de
na
de
de
as
Características do Acervo
Acervo Arqueológico: conta hoje com 98.000 peças entre líticos lascados,
líticos polidos e cerâmicas, que constituem Patrimônio Arqueológico Nacional.
A pedra lascada é constituída por pontas de flechas, machados carenados,
raspadores, cortadores, dentre outros, pertencentes a populações préhistóricas que viveram na região entre 7.000 anos 5000 anos antes do
presente.
Pedra polida como lâminas de machado, mão de
pilão, almofariz, virote, tembetás, bem como
vasilhas de cerâmicas dos mais variados tipos e
decorações, foram elaboradas por populações
lavradoras,
ceramistas semi-sedentárias ou
sedentárias, com
idade aproximada de 1000
anos
também fazem
parte
do acervo
arqueológico.

Exposição de arqueologia

Da Pré-História Européia o CEMAARQ conta com uma coleção de réplicas
provenientes do Museu de Homem, de Paris, representada por pedras
lascadas, como as folhas de loureiro e punhal; por arte rupestre, tais como
esculturas ( três “Vênus”, hiena e cabeça de cavalo) e gravuras (mamute,
cervo e peixes); e por machados da Idade do Bronze. Provenientes da
Alemanha, um coleção com moldes de crânios, representando chipanzé,
Australopítecus e Homo Sapiens Fóssil.

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Histórico do Acervo de Arqueologia UNESP

  • 1. Histórico do Acervo de Arqueologia Em 1983 foram iniciadas, na Faculdade de Ciências e Tecnologia, atividades de pesquisas arqueológicas. O estímulo inicial foi dado pelo achado de uma ocorrência arqueológica no Distrito de Itororó do Paranapanema, Município de Pirapozinho. Nesse ano ocorrera uma enchente de grandes proporções na região e, quando do retorno das águas ao seu nível normal, um proprietário de terras verificou que havia em sua fazenda, às margens do rio Paranapanema, uma grande quantidade de cerâmica, inteira ou fragmentada e artefatos líticos polidos. Interessada por esses achados, a Profª. Drª. Ruth Künzli, da área de Antropologia do Departamento de Planejamento, juntamente com o Prof. Dr. José Martin Suarez, da área de Geologia do Departamento de Ciências Ambientais, ambos da FCT, fizeram uma visita ao local. Antevendo a grande perspectiva que se abria e não havendo no Campus nenhum especialista nesse assunto, a Profª. Künzli entrou em contato com o Prof. Dr. José Luiz de Morais, arqueólogo do então Museu Paulista da Universidade de São Paulo (hoje Museu de Arqueologia e Etnologia - MAE), coordenador do Projeto Paranapanema. O Dr. Morais fez uma vistoria no local, atestando a importância do achado. Em conseqüência foi firmado um Convênio de Intenções entre as duas instituições (Convênio IPEA/UNESP-MP/USP), em 14 de novembro de 1984, com vistas à orientação científica dos trabalhos de pesquisa que viriam a ser desenvolvidos e à formação de pessoal especializado. Sob a orientação do Dr. Morais foi ainda elaborado o Projeto Arqueológico Décima Região-SP, com o objetivo de sistematizar não apenas este primeiro trabalho de pesquisa arqueológica, mas outros que se seguiriam. Em 1991 foi criado um Grupo de Pesquisa, para o qual foi elaborado o Projeto “O Conteúdo Paleoetnográfico da Décima Região-SP”, cadastrado no CNPq. Para a implementação desse Projeto foi estruturada uma equipe que é hoje a base de todas as pesquisas arqueológicas na FCT (Anexo 06). Atualmente participam ainda das pesquisas vários alunos do Curso de Engenharia Cartográfica e do Curso de Geografia da FCT e 03 alunos ex-alunos do Curso de Ciências Sociais da Faculdade de Ciências e Letras do Campus de Araraquara, atualmente mestrandos naquela Faculdade. A partir de novembro de 1991, em função de seu Doutoramento, a Profª Drª Ruth Künzli passou a responder integralmente pelo Projeto Arqueológico Décima Região-SP. Através do Convênio acima mencionado, a Profª Künzli responde também pelas pesquisas arqueológicas na margem paulista do Rio Paranapanema, dentro da área da Décima Região e que integram o Projeto Paranapanema, incluindo o monitoramento das áreas afetadas pela construção das UHE de Rosana e de Taquaruçu. Em 1993 foi elaborado o Projeto de Salvamento Arqueológico de Porto Primavera - SP que objetiva o cadastramento de sítios e/ou ocorrências arqueológicos na margem paulista do rio Paraná, desde a UHE de Porto Primavera até a UHE de Jupiá, ou seja, na área a ser inundada pela formação do lago dessa barragem. Este Projeto foi implementado a partir de setembro de 1997, através de Contrato com a Companhia Energética de São Paulo - CESP, utilizando uma metodologia apropriada para trabalhos de salvamento, teve suas atividades encerradas em 2001. Em 2008 um novo contrato foi firmado para a ETAPA II deste projeto onde deverão ser escavados mais 08 sítios arqueológicos. Durante os próximos dois anos.
  • 2. PESQUISAS ARQUEOLÓGICAS No decorrer destes 25 anos, desde 1983 foram realizadas várias pesquisas arqueológicos na Décima Região Administrativa, perfazendo o cadastramento de 130 Sítios arqueológicos, dentre os quais 15 foram escavados. O Projeto Paranapanema, é um projeto de Salvamento Arqueológico de responsabilidade da USP, que foi iniciado em 1968, sob a coordenação da Prof² Luciana Pallestrini, e tem por objetivo o levantamento, prospecção e escavação de sítios arqueológicos no trecho paulista da bacia do Rio Paranapanema. Posteriormente, coordenado pelo Prof. Dr. José Luís de Moraes, foi firmado um convênio entre Usp e UNESP, esta ficou responsável pela margem paulista do baixo Paranapanema, registrando vários sítios arqueológicos próximos às Usinas de Taquaruçu, Capivara, Rosana. O Material encontra-se em Piraju e também na FCT/UNESP O Projeto Arqueológico Décima Região: É coordenado pela Profª Drª Ruth Künzli da FCT-UNESP, e tem por objetivo fazer o levantamento, Prospecção e escavação de sítios arqueológicos encontrados na décima região administrativa. Atualmente são 26 sítios cadastrados. O material encontra-se no CEMAARQ (Centro de Museologia, Antropologia e Arqueologia da FCT/UNESP. O Projeto de Salvamento Arqueológico de Porto Primavera-SP inicial, proposto em 1997 e executado em sua parte de campo de 1998 a 2002, permitiu a verificação de sítios e/ou ocorrências arqueológicas na margem paulista do Rio Paraná, na área de formação do Lago de Porto Primavera, fazendo face à legislação vigente, tanto do CONAMA, quanto do IPHAN e da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Para tanto foi elaborado na época um contrato entre a CESP (Companhia Energética de São Paulo) e a FUNDACTE (Fundação de Ciência, Tecnologia e Educação), que intermediou a participação da equipe de Arqueologia da FCT (Faculdade de Ciências e Tecnologia) da UNESP (Universidade Estadual Paulista). Durante essa campanha foram localizados 099 sítios arqueológicos e 135 ocorrências arqueológicas (material descontextualizado); dos sítios, 15 foram submetidos ao procedimento de escavação, resultando em 234 coleções com aproximadamente 58.000 peças catalogadas, das quais 6.900 foram analisadas mais detalhadamente no Laboratório de Arqueologia, construído pela CESP na área do Campus da FCT. O Projeto de Salvamento Arqueológico de Porto Primavera-SP- FASE II Este Projeto resultou de uma vistoria realizada nos meses de agosto e setembro 2005, com o objetivo de verificar a situação dos sítios localizados e/ou escavados etapa anterior. Verificou-se que 08 sítios estavam aflorando e com grande risco serem destruídos. Assim, entre os anos de 2008 e 2011 foi realizada a campanha recuperação com a escavação dos 08 sítios arqueológicos, prosseguindo pesquisas de laboratório. Este Projeto também foi financiado pela CESP.  realizar a escavação dos 08 sítios arqueológicos, na margem esquerda do rio Paraná, que comprovadamente estão em risco iminente, resgatando a maior quantidade possível de informações e de material, que complementarão aquelas obtidas durante a etapa; I.  realizar em laboratório análise do material arqueológico coletado durante a etapa anterior. de na de de as
  • 3. Características do Acervo Acervo Arqueológico: conta hoje com 98.000 peças entre líticos lascados, líticos polidos e cerâmicas, que constituem Patrimônio Arqueológico Nacional. A pedra lascada é constituída por pontas de flechas, machados carenados, raspadores, cortadores, dentre outros, pertencentes a populações préhistóricas que viveram na região entre 7.000 anos 5000 anos antes do presente. Pedra polida como lâminas de machado, mão de pilão, almofariz, virote, tembetás, bem como vasilhas de cerâmicas dos mais variados tipos e decorações, foram elaboradas por populações lavradoras, ceramistas semi-sedentárias ou sedentárias, com idade aproximada de 1000 anos também fazem parte do acervo arqueológico. Exposição de arqueologia Da Pré-História Européia o CEMAARQ conta com uma coleção de réplicas provenientes do Museu de Homem, de Paris, representada por pedras lascadas, como as folhas de loureiro e punhal; por arte rupestre, tais como esculturas ( três “Vênus”, hiena e cabeça de cavalo) e gravuras (mamute, cervo e peixes); e por machados da Idade do Bronze. Provenientes da Alemanha, um coleção com moldes de crânios, representando chipanzé, Australopítecus e Homo Sapiens Fóssil.