Preciosa Dádiva

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A preciosa dádiva de ter um filho!!!

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Preciosa Dádiva

  1. 1. PRECIOSA DÁDIVA
  2. 2. A mulher bateu à porta da rica casa. Estava grávida e já se avizinhavam os dias de dar à luz.
  3. 3. A dona da casa veio atender, portando no olhar a serenidade dos dias vencidos e das dores suportadas.
  4. 4. Dona , lhe falou a gestante, quer ficar com o meu bebê?
  5. 5. E antes que a outra se recobrasse do susto da inesperada oferta, prosseguiu:
  6. 6. Não o quero. Não tenho lugar para ele em minha vida. Engravidei sem querer e não posso sustentar outra boca.
  7. 7. Pesa-me a barriga e anseio por liberar-me da carga. Se a senhora não o quiser, não sei o que farei. Já o ofereci a mais de duas dezenas de pessoas. Ninguém o quer.
  8. 8. A mulher bondade convidou a ofertante a entrar. Fê-la sentar-se. Serviu-lhe um café reconfortante.
  9. 9. Instigada, aquela lhe narrou sua história de desacertos, desde a juventude mais tenra. A síntese é de que via no filho em gestação um estorvo, um problema a mais.
  10. 10. A mulher carinho falou-lhe da bênção da maternidade e da reencarnação. Maternidade é uma das mais nobres missões conferidas ao ser humano.
  11. 11. O Pai e Criador confia uma das estrelas do Seu Universo à guarda de um outro ser.
  12. 12. Pela lei da reencarnação, o Espírito imortal tem a possibilidade de resgatar erros, crescer, ascender.
  13. 13. A mulher ternura lhe falou de como o Espírito, preso ao corpinho em formação, tudo percebe, tudo sente, tudo sofre.
  14. 14.   Ele suspira oportunidade, tempo e atenção. Precisa de carícias, de ouvir a voz de quem o gera a lhe murmurar acalantos, aguarda a mão da ternura a lhe rociar a pele frágil.
  15. 15. Ele espera tanto. E tão pouco.
  16. 16. A mulher renúncia lhe falou das noites insones e dos sorrisos empós. Dos choros da febre, da manha e dos balbucios dos vocábulos primeiros.
  17. 17. Dos chutes quando ainda no ventre, em seus movimentos de acomodação. E da insegurança dos primeiros passos.
  18. 18. Ele tem tanto para dar. Por que confiá-lo a outrem, se a Divindade lho oferta?
  19. 19. A mãe foi despertando na gestante. Num gesto quase mecânico, acariciou o ventre bojudo e sentiu os movimentos do bebê.
  20. 20. Que desejaria ele dizer? Não me abandone, cuide de mim. Estreite-me em seus braços. Venho para com você aprender o alfabeto do amor.
  21. 21. Não me dê a ninguém. É do seu carinho que preciso.
  22. 22. Quando a tarde morreu, a gestante retornou ao seu lar, com a esperança a tremeluzir no olhar.
  23. 23. A mulher doação a auxiliaria e ela teria o seu filho, conduzindo-o no mundo.
  24. 24. Dividiriam as dificuldades e somariam esforços. Permitiriam que se multiplicassem as oportunidades de regeneração, para que diminuíssem as dores.
  25. 25. E se a soma dos problemas parecesse suplantar as forças, sempre poderiam contar com o amor da mãe pelo filho, do filho pela mãe.
  26. 26. Os filhos não são realizações fortuitas. São filhos de Deus em jornada evolutiva, seguindo hoje ao seu lado, sob a direção das suas experiências.
  27. 27. Quando um filho enriquece um lar, traz com ele os valores indispensáveis à própria evolução.
  28. 28. PENSEMOS NISSO!!! Fonte: Site “Momento Espírita” Formatação: jairowildgen2@hotmail.com Fotos: Internet www.slideshare.net/jairowildgen

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