Plano Diretor de Tecnologia da Informação
2011-2013

Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Gerência-Geral de Gestão da ...
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Diretor-Presidente
Dirceu Brás Aparecido Barbano
Diret...
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HISTÓRICO DE REVISÕES
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APRESENTAÇÃO
O presente documento apresenta o Plano Di...
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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ...................................
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1 INTRODUÇÃO
Segundo a Instrução Normativa nº 04 da SL...
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O ciclo de planejamento estratégico 2010-2020, em fase...
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No quadro abaixo, estão relacionadas diretrizes e tema...
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A Figura 1 apresenta o mapa estratégico e os seus obje...
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Os macroprocessos finalísticos foram definidos como:

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2 TERMOS E ABREVIAÇÕES
ANVISA – Agência Nacional de Vi...
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4 METODOLOGIA APLICADA
A metodologia para a construção...
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5 PRINCÍPIOS E DIRETRIZES
Buscando o alinhamento da es...
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Ser Referência na

Ferramenta

A natureza do trabalho ...
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IV) Consultoria
Processos de consultoria tecnológica, ...
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6 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA UNIDADE DE TI
A GGTIN es...
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Internamente, a GGTIN está composta por 5 áreas, três ...
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Figura 4: Objetivos estratégicos da ANVISA e relação c...
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Sabe-se, porém, que nenhum desses apontamentos descrit...
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PAINELESTRATÉGICO
PERSPECTIVA

CLIENTES E MERCADO

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PAINELESTRATÉGICO
PERSPECTIVA

PROCESSOS INTERNOS

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8 RESULTADOS DO PDTI ANTERIOR
Todos os projetos e cont...
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aproveitamento de espaço físico, tornando-o mais agrad...
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Quadro 4: Resultados dos projetos em tecnologia da inf...
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9 PRIORIZAÇÃO DE NECESSIDADES
Diante das prioridades d...
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A partir desses produtos foram definidos os indicadore...
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representa um aumento do risco organizacional, especia...
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Para que a ANVISA atingisse esse percentual seria nece...
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12 PLANO DE CAPACITAÇÃO
Em relação ao plano de capacit...
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13 PLANO DE GESTÃO DE RISCOS
A tabela 1 apresenta uma ...
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14 PROPOSTA ORÇAMENTÁRIA
A proposta orçamentária está ...
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16 LISTA DE ANEXOS
Anexo I Plano de Metas
Anexo II Pla...
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  1. 1. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 Agência Nacional de Vigilância Sanitária Gerência-Geral de Gestão da Tecnologia da Informação 2011
  2. 2. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA Diretor-Presidente Dirceu Brás Aparecido Barbano Diretores Maria Cecília Martins Brito José Agenor Álvares da Silva Jaime César de Moura Oliveira Chefe de Gabinete Vera Maria Borralho Bacelar Gerência Geral de Gestão da Tecnologia da Informação – GGTIN Edivar Antônio Marques Gerência de Desenvolvimento de Sistemas - GESIS Eugênio Rodrigo Zimmer Neves Gerência de Infraestrutura em Tecnologia da Informação - GITEC Igor Ticketti Kishi Coordenação de Segurança Tecnológica - COSET Nelci dos Santos Equipe Técnica Alessandra Pessoa Cláudia de Paula Monteiro Ferraz Jaqueline Gismonti Papazian Thiago Ken-Ithi Ribeiro Yamada Equipe de Consultoria Núcleo de Tecnologia da Informação – Universidade de Brasília Copyright ANVISA 2011 Página 2
  3. 3. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA HISTÓRICO DE REVISÕES Data Versão Descrição Autor Revisor 26/07/2010 0.1 Versão preliminar, Equipe Consultoria Equipe Consultoria para avaliação 30/09/2010 1.0 Para aprovação Equipe Consultoria Alessandra Pessoa 25/04/2011 2.0 Revisão interna GGTIN Alessandra Pessoa Edivar Antônio Marques 23/05/2011 3.0 Revisão para novo modelo PDTI (SLTI/MPOG) Alessandra Pessoa Edivar Antônio Marques Validação pelos gestores GGTIN Equipe Edivar Antônio Marques 27/06/2011 3.1 de Gestores Página 3 Aprovação
  4. 4. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA APRESENTAÇÃO O presente documento apresenta o Plano Diretor de Tecnologia da Informação - PDTI da ANVISA, para o triênio 2011-2013, que descreve a contextualização da situação atual da tecnologia da informação da ANVISA, os ganhos de qualidade na estruturação de serviços alcançados e a estratégia da TI para o período em referência. O PDTI da ANVISA abrange todas as áreas de atuação da Gerência-Geral de Gestão da Tecnologia da Informação, GGTIN que são: desenvolvimento e manutenção de sistemas de informação, manutenção de infraestrutura de tecnologia da informação, gestão da segurança tecnológica, administração de dados, data warehouse e gestão de cadastro de pessoas físicas e jurídicas que se relacionam com a ANVISA. O Plano a seguir terá como períodos de revisão os momentos demonstrados a seguir: Revisão Por quê? Quando? 1ª Definição de baselines de indicadores e definição de metas Após primeiro trimestre da aprovação do PDTI para os indicadores de desempenho 2ª Finalização do planejamento estratégico da ANVISA Após encerramento e apresentação do documento oficial norteador do planejamento estratégico da organização 3ª Acompanhamento dos indicadores de desempenho e Após 1º semestre da aprovação do PDTI proposição de novos, caso necessário 4ª Acompanhamento dos indicadores de desempenho e Após 1º ano da aprovação do PDTI proposição de novos, caso necessário 5ª Alinhamento do plano orçamentário e de Investimentos à Após aprovação da LOA 2012 LOA 2012 e adequação do Plano de Ações, caso necessário 6ª Acompanhamento dos indicadores de desempenho e Após 3º semestre da aprovação do PDTI proposição de novos, caso necessário 7ª Acompanhamento dos indicadores de desempenho e Após 2º ano da aprovação do PDTI proposição de novos, caso necessário 8ª Alinhamento do plano orçamentário e de Investimentos à Após aprovação da LOA 2013 LOA 2013 e adequação do Plano de Ações, caso necessário 9ª Acompanhamento dos indicadores de desempenho e Após 5º semestre da aprovação do PDTI proposição de novos, caso necessário 10ª Acompanhamento dos indicadores de desempenho e proposição de novos, caso necessário Página 4 Após 3º ano da aprovação do PDTI
  5. 5. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................................................................6 2 TERMOS E ABREVIAÇÕES ........................................................................................................................................ 11 3 DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA ............................................................................................................................... 11 4 METODOLOGIA APLICADA....................................................................................................................................... 11 5 PRINCÍPIOS E DIRETRIZES......................................................................................................................................... 12 6 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA UNIDADE DE TI................................................................................................... 16 7 REFERENCIAL ESTRATÉGICO DE TI ............................................................................................................................ 17 8 RESULTADOS DO PDTI ANTERIOR............................................................................................................................. 22 9 PRIORIZAÇÃO DE NECESSIDADES ............................................................................................................................. 25 10 PLANO DE METAS E DE AÇÕES .............................................................................................................................. 25 11 PLANO DE GESTÃO DE PESSOAS............................................................................................................................. 26 12 PLANO DE CAPACITAÇÃO ...................................................................................................................................... 29 13 PLANO DE GESTÃO DE RISCOS ............................................................................................................................... 30 14 PROPOSTA ORÇAMENTÁRIA .................................................................................................................................. 31 15 CONCLUSÃO ........................................................................................................................................................ 31 16 LISTA DE ANEXOS.................................................................................................................................................. 31 Página 5
  6. 6. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA 1 INTRODUÇÃO Segundo a Instrução Normativa nº 04 da SLTI/MPOG, de 19 de maio de 2008, o Plano Diretor de Tecnologia da Informação PDTI é o instrumento de diagnóstico, planejamento e gestão dos recursos e processos de Tecnologia da Informação que visa a atender às necessidades de informação de um órgão ou entidade para um determinado período. Desde 2007, a Gerência Geral de Gestão da Tecnologia da Informação vêm desenvolvendo e aprimorando processos de governança, por meio da adequada aplicação de recursos de tecnologia da informação. Valendo-se desse importante instrumento, o PDTI da Anvisa buscou dar transparência ao caminho que a Tecnologia da Informação desejava e deseja trilhar, em consonância com as prioridades da organização e de sua missão. Em seu terceiro ciclo de planejamento, o novo PDTI busca solidificar-se dentro dos princípios da administração pública e busca alcançar uma visão sistêmica da arquitetura da informação relevante e eficaz para a Vigilância Sanitária. A ANVISA é uma autarquia sob regime especial, ou seja, uma agência reguladora caracterizada pela independência administrativa e estabilidade de seus dirigentes durante o período de mandato e autonomia financeira. A gestão da ANVISA é de responsabilidade de uma Diretoria Colegiada, composta por cinco membros. Está vinculada ao Ministério da Saúde, sendo este relacionamento regulado por Contrato de Gestão. A finalidade institucional da Agência é promover a proteção da saúde da população por intermédio do controle sanitário, da produção e da comercialização de produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária, inclusive dos ambientes, dos processos, dos insumos e das tecnologias a eles relacionados. Além disso, a Agência exerce o controle de portos, aeroportos e fronteiras e a interlocução junto ao Ministério das Relações Exteriores e instituições estrangeiras para tratar de assuntos internacionais pertencentes à área de vigilância sanitária. Cabe à ANIVSA a coordenação do SNVS através da articulação das demais unidades da rede VISA em níveis estaduais e municipais. A Agência está elaborando atualmente o seu planejamento estratégico para direcionamento dos dez próximos anos (20102020) de atuação. Em tempo da elaboração do presente PDTI não estava concluído, mas os resultados preliminares deste trabalho, especialmente no que diz respeito ao mapa estratégico da ANVISA e às diretrizes estratégicas identificadas serviram de base para a elaboração deste documento. Destaca-se que, quando da conclusão do ciclo de planejamento estratégico em curso, deverá ser realizada revisão e possível atualização do presente PDTI, visando garantir o correto alinhamento estratégico das ações de TI para o período 2011-2013. Página 6
  7. 7. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA O ciclo de planejamento estratégico 2010-2020, em fase de aprovação, produziu visão global da organização apresentando: I) Missão Institucional, Visão e Valores Missão: “Promover e proteger a saúde da população e intervir nos riscos decorrentes da produção e do uso de produtos e serviços sujeitos à vigilância sanitária, em ação coordenada com os estados, os municípios e o Distrito Federal, de acordo com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), para a melhoria da qualidade vida da população brasileira." Visão de Futuro: “Ser legitimada pela sociedade como uma instituição integrante do SUS, ágil, moderna e transparente, de referência nacional e internacional na regulação e no controle sanitário.” Valores:   Capacidade de articulação e integração  Excelência na gestão  Conhecimento como fonte para a ação  Transparência  II) Ética e responsabilidade como agente público Responsabilização Diretrizes, Objetivos e Mapa Estratégicos Aprovado em setembro de 2010, o mapa estratégico da Anvisa foi concebido a partir de 7 Diretrizes Estratégicas definidas por sua Diretoria Colegiada. Essas diretrizes tiveram como base uma matriz FOFA e o Cenário Estratégico “Inovação Social Transformadora”, construídos em seminário com corpo gerencial da Agência, e foram, posteriormente foram agrupadas em três temas estratégicos, com o objetivo de facilitar o entendimento e a sua disseminação. Assim, Diretriz Estratégica foi definida como o que a instituição decidiu fazer para atingir metas que desenvolvam e ajustem sua vantagem competitiva, considerando o ambiente, respeitando seus princípios e visando cumprir a sua missão. E Tema Estratégico é o agrupamento de diretrizes, sendo:  Tema 1 - Construir Modelo Organizacional Transformador da Sociedade  Tema 2 - Alcançar a Excelência de Operações  Tema 3 - Ser Referência na Comunicação e Alinhamento de Ação Página 7
  8. 8. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA No quadro abaixo, estão relacionadas diretrizes e temas estratégicos: Quadro 1: Relacionamento tema e diretriz estratégicos Diretrizes Tema 1 1 Aproveitar o grau de credibilidade e imagem pública da ANVISA para a construção de uma agenda 2 3 X estratégica de vigilância sanitária voltada para o desenvolvimento econômico e social do país 2 Aprimorar as boas práticas de regulação, ampliar e fortalecer a participação social no processo X regulatório, proporcionando transparência no processo de normatização. 3 Utilizar as decisões de revisar a estrutura organizacional e de implementar programa da gestão pela X qualidade para promover um ambiente adequado à manutenção do caráter público da Agência, dotandoa de capacidades para enfrentar o futuro e reduzir o excesso burocrático, com foco no aumento da demanda de tecnologia da informação e da capacidade de respostas à sociedade em momento de expansão acelerada do mercado. 4 Fomentar a qualificação e a interação entre os demais entes do SNVS, com visão de parceria sistêmica e X articulação intersetorial no sentido de superar as dificuldades de condução (articulação, pactuação, integração, avaliação, etc.) do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária 5 Aproveitar a credibilidade da ANVISA e a demanda por maior transparência e qualidade do serviço público X como elementos estratégicos para melhorar o sistema de informação e estabelecer um plano de comunicação institucional capaz de proporcionar apoio interno e externo às decisões da Agência. 6 Reconhecer que a organização do SUS pressupõe a gestão descentralizada e requer ação coordenada e X estruturada no SNVS para a indução de um modelo de organização e de pactuação que aproxime a realidade dos estados, do Distrito Federal e dos municípios brasileiros. 7 Construir um sistema de Indicadores de Resultado e Impacto alicerçado em um sistema de informação X eficiente e consistente, que garanta o alinhamento interno e externo da gestão da ANVISA. (Fonte: Planejamento Estratégico ANVISA 2010-2020) Com base nos Temas e Diretrizes Estratégicos, foram definidos os Objetivos Estratégicos da ANVISA, que servem para orientar a organização com relação aos caminhos a seguir para cumprimento de sua missão e concretização de sua visão. Tendo-se dessa forma, chegado ao Mapa Estratégico, que descreve o processo de criação de valor por meio de uma série de relações de causa e efeito, consideradas em quatro perspectivas: “Recursos & Orçamento”; “Aprendizado & Crescimento”; “Governança & Operações”; e “Missão”. Página 8
  9. 9. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA A Figura 1 apresenta o mapa estratégico e os seus objetivos estratégicos, nas quatro perspectivas consideradas. Figura 1 – Mapa Estratégico da ANVISA (Fonte: Planejamento Estratégico ANVISA 2010-2020) III) Organização por Processos A partir da análise da instituição e seus processos de trabalho, foi proposta e aprovada a cadeia de valor da ANVISA com a definição de seus macroprocessos. Quatro deles foram chamados de “finalísticos” e um, de transversal, que agrupa todos os processos de gestão interna. A figura abaixo representa a visão por processos em alto nível da Agência. Figura 2: Cadeia de Valor da ANVISA (Fonte: Planejamento Estratégico ANVISA 2010-2020) Página 9
  10. 10. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA Os macroprocessos finalísticos foram definidos como: 1. Coordenação do SNVS: conjunto de processos que visa construir um sistema de vigilância sanitária de abrangência nacional e que, ao mesmo tempo em que respeita as atribuições específicas de estados e municípios da federação, procura integrar e articular as instituições do setor. 2. Regulação sanitária: conjunto de processos que regulamenta os procedimentos de produção, estocagem, comercialização e distribuição de produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária, visando assegurar a proteção da saúde da população. 3. Controle sanitário: conjunto de processos referentes ao exame e cumprimento da legislação, no que diz respeito aos produtos e serviços sob vigilância sanitária, por meio da inspeção, fiscalização e aplicação de penalidades. 4. Monitoramento do risco à saúde: conjunto de processos que permite acompanhar a qualidade dos produtos e serviços prestados à população, mediante a coleta, a análise e o fornecimento de indicadores e de informações de saúde, de forma ágil e precisa, visando subsidiar a correção dos problemas detectados. Para o detalhamento da cadeia de valor, foram detalhados os processos, subprocessos e atividades que compõem os macroprocessos. Em tempo de elaboração do PDTI, tal trabalho encontrava-se em fase de validação. Contudo, para o processo de gestão da tecnologia da informação, do macroprocesso Gestão Interna, apresenta-se a seguir seu detalhamento, conforme figura abaixo. Figura 3: Subprocessos do processo “Gestão da Tecnologia da Informação”, Macroprocesso “Gestão Interna” (Fonte: Planejamento Estratégico ANVISA 2010-2020 e documentos da área, versão em discussão) Dessa forma, têm-se, sob ponto de vista da tecnologia da informação a definição dos seus grandes processos de trabalho, que deverão estar contemplados em ações da área para contribuição com a missão institucional da Agência. Página 10
  11. 11. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA 2 TERMOS E ABREVIAÇÕES ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária BPM – Business Process Management CobiT - Control Objectives for Information and related Technology DICOL – Diretoria Colegiada da ANVISA FOFA – Força, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças GGTIN – Gerência-Geral de Gestão da Tecnologia da Informação ITIL - Information Technology Infrastructure Library LOA – Lei Orçamentária Anual PLANOR – Planejamento Orçamentário PMI – Project Management Institute SNVS – Sistema Nacional de Vigilância Sanitária SLTI/MPOG - Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão SOA – Service-oriented architecture SUS – Sistema Único de Saúde TI – Tecnologia da Informação VISA – Vigilâncias sanitárias estaduais, municipais e do Distrito Federal 3 DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA Caderno de auto-avaliação GGTIN 2º ciclo 2010 – Instrumento de 250 pontos Caderno de auto-avaliação GGTIN 3º ciclo 2011 – Instrumento de 250 pontos Plano Diretor de Tecnologia da Informação – ANVISA - PDTI 2008-2010 Plano de Melhoria da Gestão – 3º Ciclo 2011 Planejamento Estratégico ANVISA 2010-2020 – Rumo a Excelência Relatório 1º Trimestre 2010 – Acompanhamento de Resultados PDTI 2008-2010 Relatório 2º Trimestre 2010 – Acompanhamento de Resultados PDTI 2008-2010 Relatório 3º Trimestre 2010 – Acompanhamento de Resultados PDTI 2008-2010 Relatório 4º Trimestre 2010 – Acompanhamento de Resultados PDTI 2008-2010 Página 11
  12. 12. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA 4 METODOLOGIA APLICADA A metodologia para a construção do atual PDTI tomou como ponto de partida o documento do período anterior, o PDTI 2008-2010, bem como os relatórios de monitoramento trimestral do último ano daquele ciclo. Esse apanhado geral permitiu visualizar o que havia sido realizado durante o período, o que tinha sido preterido tendo-se em vista os recursos limitados e o que já não se aplicava diante de alguns resultados alcançados com projetos desenvolvidos. Além disso, durante o ano de 2010, foram realizados ainda dois seminários gerenciais que permitiram a discussão e definição das diretrizes da área de TI para a ANVISA. Também foram realizadas entrevistas com servidores, estagiários e contratados terceirizados para medição do nível de entendimento da equipe da GGTIN em relação à importância de um PDTI. Foram entrevistados também gestores de outras áreas da ANVISA sobre a percepção desses sobre a GGTIN. Essas atividades permitiram o esboço de um plano de comunicação interno e externo com vistas a melhor divulgação da área de TI como provedora de soluções tecnológicas para a organização. Aguardou-se também a elaboração e aprovação da proposta orçamentária da ANVISA e a dotação destinada a recursos de TI para a composição do plano final de tecnologia da informação, 2011-2013. A seguir, quadro apresentação cronograma resumo das datas do projeto executado. Quadro 2: Cronograma resumo do projeto de construção do PDTI 2011-2013 Data Atividade 01 a 31/3/2010 Início da elaboração do PDTI 2011-2013 01 a 30/4/2010 Entrevistas com servidores da GGTIN e de áreas externas da ANVISA 24 e 25/5/2010 Discussão e definição das diretrizes da área de TI para o PDTI 2011-2013 30/9/2010 Apresentação da proposta inicial do PDTI pela equipe de consultoria contratada com alinhamento aos relatórios 1T, 2T e 3T de acompanhamento dos indicadores do PDTI 2008-2010 01/10 a 31/12/2010 Discussão e validação interna da proposta do PDTI 2011-2013 01 a 31/01/2011 Elaboração do relatório 4T de acompanhamento dos indicadores do PDTI 2008-2010 e consolidação do resultado do ciclo finalizado 01 a 28/02/2011 Alinhamento proposta orçamentária da GGTIN à da ANVISA 01 a 31/3/2011 Adequação do PDTI aos documentos produzidos pela equipe responsável pelo planejamento estratégico da ANVISA 01 a 30/4/2011 Adequação PDTI 2011-2013 ao modelo de PDTI divulgado pela SLTI/MPOG 01 a 31/05/2011 Apresentação do PDTI aos interessados e aprovação do plano (Fonte GGTIN) Página 12
  13. 13. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA 5 PRINCÍPIOS E DIRETRIZES Buscando o alinhamento da estratégia definida para a ANVISA em seu planejamento, no que tange ao fortalecimento e amadurecimento do uso das tecnologias da informação, foi possível associar os princípios da TI, ou seja, o ponto de partida da área para contribuição com a missão da organização, definidos pelo PDTI 2008-2010, com os temas estratégicos, conforme quadro a seguir. Quadro 3: Princípios da TI e alinhamento à estratégia da organização Tema Estratégico Princípio da TI Alinhamento estratégico Instrumento A construção do conhecimento técnico-científico em vigilância sanitária é como condição Organizacional para construção indispensável ao funcionamento da própria Agência. Em boa medida, o que diferencia a ANVISA de Transformador e perenidade qualquer outra organização é o seu conhecimento especializado, a sua expertise nos temas da Sociedade do conhecimento relacionados à vigilância sanitária. para a ANVISA Construir Modelo A tecnologia da informação deve oferecer as "antenas" necessárias para que as decisões da ANVISA sejam baseadas em informações objetivas e consistentes a respeito das questões de interesse da vigilância sanitária, referenciando-se não apenas ao "estado da arte" do conhecimento científico, mas, também, à dinâmica dos diferentes atores afetados pela ação da Agência. Promotora A ação de vigilância sanitária tem uma forte característica de intersetorialidade, ou seja, o leque de da flexibilidade interesses da ANVISA é, necessariamente, amplo – alcançando, de um lado, segmentos extremamente competitivos (e diversificados) do setor produtivo privado; de outro lado, diferentes órgãos e instâncias de governo, com variados graus de capacidade institucional para o cumprimento de suas missões, até alcançar, no outro extremo, a relação direta com o cidadão. Frente a tal amplitude de interlocutores e, também, considerando as constantes mudanças decorrentes da evolução tecnológica, é indispensável que o modelo de gestão da Agência seja baseado na flexibilidade – ou seja, a organização deve ser capaz de reposicionar-se rapidamente frente a mudanças no ambiente e/ou das demandas que a sociedade apresenta para a ANVISA. Alcançar Automação Os processos de trabalho da ANVISA são intensos em uso da informação e devem se beneficiar da a Excelência de processos tecnologia da informação para se tornarem ágeis, confiáveis e robustos. Esse processo de de Operações automação, por si só, consiste em uma oportunidade de aperfeiçoamento dos processos em si, já que a automação decorre de analise aprofundado dos processos de negócio. Por mais agilidade que se possa conferir ao trabalho das diferentes áreas finalísticas, ou por mais automatizados que possam ser os procedimentos e as rotinas, todos os movimentos da ANVISA são, necessariamente, condicionados pela legalidade. O atendimento ao rito legal pressupõe, entre outros requisitos, o estrito cumprimento de prazos, a estruturação e a preservação da documentação que dá suporte a este rito, bem como a identificação dos responsáveis em cada etapa dos diferentes processos em tramitação na Agência. Assim, a tecnologia da informação, além de subsidiar os processos de trabalho, deve ser capaz de prover as informações necessárias à verificação do cumprimento das regras do negócio, que se fundamentam em normas legais Página 13
  14. 14. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA Ser Referência na Ferramenta A natureza do trabalho da ANVISA pressupõe uma forte capacidade de articulação e de negociação, Comunicação para cooperação na medida em que suas decisões alcançam uma ampla gama de setores e diferentes instâncias de e Alinhamento governo, sobre os quais a Agência não dispõe de mecanismos de comando e controle. Assim, não de Ação apenas a consistência das posições assumidas nessas negociações, como a própria legitimidade da Agência enquanto interlocutora neste processo de articulação são diretamente condicionadas pela qualidade técnica de sua argumentação. Cabe à tecnologia da informação propiciar os mecanismos de comunicação necessários à ligação entre o processo de construção do conhecimento técnicocientífico e o processo de negociação/articulação. Promotora A disponibilização de informação gerencial qualificada permite ainda monitorar o desempenho da da Agência a partir de indicadores consistentes, sendo indispensável à governança corporativa. A governança robustez e confiabilidade dos processos de coleta, tratamento e disponibilização da informação corporativa e possibilitam processos de prestação de contas precisos, conferindo transparência à gestão da transparência corporativa. Provedora A disponibilização de informação gerencial qualificada permite apoiar com evidências confiáveis as de informação decisões do gestor público. para ação (Fonte GGTIN e Planejamento Estratégico ANVISA 2010-2020) Apoiados em seus princípios de atuação, reunidos em maio e junho de 2010, o corpo gerencial da GGTIN apontou o caminho a seguir, construindo as diretrizes e elementos norteadores das ações da TI para o próximo triênio, sendo elas: I) Estruturação do Modelo Organizacional e Governança de TI A TI deverá se posicionar como provedora de soluções em tecnologia da informação, estruturando sua operação em um birô de serviços (service desk) que opere de maneira integrada e articulada. Todos os serviços prestados deverão ser incorporados à estrutura do birô de serviços, que terá regras claras de operação e de interação com os usuários de TI. II) Contínuo processo de transferência de tecnologia As aquisições de bens e serviços deverão estar inseridas em um processo contínuo de transferência de tecnologia dos provedores de serviço externos para os servidores da TI. Os processos de terceirização envolverão prioritariamente os serviços de natureza rotineira e continuada. Os processos de concepção e inovação tecnológica, bem como de entendimento do negócio corporativo serão prioritariamente gerenciados por servidores efetivos da Agência. III) Gestão de Contratos As contratações com terceiros devem ser ágeis e eficientes, sob pena de comprometer o desenvolvimento global da estratégia. Uma maior aproximação entre a área técnica e a área administrativa, já exercitada no período 2008-2010, deve possibilitar a eliminação de atrasos desnecessários na tramitação dos processos. As contratações consideradas prioritárias deverão ser acompanhadas pela alta gestão da Agência. Os contratos serão regulados por Acordos de Nível de Serviço (ANS), aprimorados com a experiência adquirida no processo de gerenciamento de contratos. Página 14
  15. 15. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA IV) Consultoria Processos de consultoria tecnológica, de aporte metodológico e de capacitação serão incorporados à contratação de serviços e ferramentas essenciais à modernização da estrutura gerencial, dos processos de trabalho e da plataforma tecnológica, sempre em um ciclo contínuo de absorção de métodos e tecnologias aportadas pela equipe de servidores efetivos da Agência, adotando ainda um modelo de transferência de conhecimento por atuação presencial “on site” de consultores (coaching), para trabalhos conjuntos com servidores da GGTIN. V) Ampliação e consolidação de massa crítica A modernização tecnológica e mudanças constantes no ambiente da vigilância sanitária incitam à constante ampliação e consolidação da massa crítica existente, sendo a capacitação individual e coletiva da equipe essencial para concretização da estratégia. São competências fundamentais para o sucesso e alcance de objetivos: governança de TI com base nos frameworks ITIL v.3 e Cobit v.4.2, gestão de projetos com base na metodologia PMI, desenvolvimento de modelos de regras de negócio com base em Business Process Management (BPM), consolidação do modelo de Arquitetura Orientada a Serviço e seu respectivo processo de desenvolvimento, assistido por um modelo de maturidade. Tais competências devem ser aportadas inicialmente em processos de consultoria, em especial coaching - de transferência de conhecimento por atuação presencial on site - e desenvolvidas por processos de capacitação e certificação profissional dos servidores efetivos da Agência. VI) Padronização e Convergência da Arquitetura de TI Deve-se continuar a buscar uma padronização e convergência da arquitetura de TI, com definição clara dos ciclos de vida estimados para cada tecnologia e recurso tecnológico aportado. A prospecção tecnológica continuada deverá indicar as tecnologias que estão suficientemente maduras e com custo-benefício adequado para aporte pela ANVISA. VII) Consolidação da concepção da Plataforma Eletrônica de Serviços em Vigilância Sanitária Deve-se consolidar a concepção da Plataforma Eletrônica de Serviços em Vigilância Sanitária, com base em uma abordagem de integração de sistemas promovida pela adoção da Arquitetura Orientada a Serviços e as plataformas tecnológicas que a suportam. Esse processo abrange o desenvolvimento de novos serviços, bem como a incorporação gradativa do legado de sistemas. Página 15
  16. 16. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA 6 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA UNIDADE DE TI A GGTIN está inserida dentro da estrutura organizacional da ANVISA como uma gerência de gestão operacional, supervisionada por uma das diretorias integrantes da Diretoria Colegiada da Agência, a DIMCB – Diretoria Maria Cecília Martins Brito. As atribuições regimentais da Gerência-Geral, alteradas pela última vez em abril de 2010, estão definidas pela Resolução-RDC nº 354 de 2010, que são: (...) I - prover soluções em tecnologia da informação para a ANVISA que qualifiquem as ações do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária - SNVS; II - gerir as tecnologias da informação e seu uso na ANVISA; III - planejar, desenvolver, implantar e operar a infra-estrutura e os serviços de tecnologia da informação da ANVISA; IV - planejar, desenvolver, implantar e operar o Sistema de Informações em Vigilância Sanitária, bem como os demais sistemas de informação legados da ANVISA; V - definir, planejar, desenvolver, implantar e manter a arquitetura de informação da ANVISA; VI - promover a articulação com os demais entes do SNVS e demais partes interessadas na atividade de VISA, no que se refere à Tecnologia da Informação; VII - executar a administração de dados da ANVISA; VIII - planejar, conceber, desenvolver, implantar e manter sistemas de consolidação de dados e de apoio à decisão; IX - fornecer padrões metodológicos e ferramental aos projetos em Tecnologia da Informação; X - orientar os processos de gerenciamento de projetos em Tecnologia da Informação; XI - estabelecer mecanismo de registro dos projetos mantendo a rastreabilidade entre eles; XII - propor normas para a gestão do cadastro de instituições, empresas e pessoas que efetuam trocas de informações por meio dos sistemas de informações corporativos; XIII - desenvolver ações que garantam a integridade do cadastro de instituições, empresas e pessoas, promovendo ações para permanente atualização dos dados que o compõem; XIV - propor a definição de regras para acesso aos cadastros e divulgação de informações; XV - propor a definição dos perfis de acesso aos sistemas de informação corporativos; XVI - interagir com instituições, empresas e pessoas, bem como com as demais áreas da ANVISA e do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, visando adequar o cadastro geral de instituições, empresa e pessoas às necessidades da Vigilância Sanitária; XVII - orientar os usuários dos sistemas de informação, quanto à observância das normas de acesso e gestão do cadastro geral de instituições, empresas e pessoas. (NR) (Redação dada pela Portaria nº 390, de 12 de abril de 2010 – publicada no DOU de 13.04.10) Página 16
  17. 17. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA Internamente, a GGTIN está composta por 5 áreas, três formalizadas em regimento interno complementar da instituição e duas não. Suas áreas são:  Gerência de Desenvolvimento de Sistemas - GESIS (responsável pela gestão e desenvolvimento de sistemas);  Gerência de Infra-Estrutura de Tecnologia da Informação - GITEC (responsável pela administração da rede física e dos bancos de dados);  Coordenação de Segurança Tecnológica (responsável por administrar os processos associados à segurança dos recursos da infra-estrutura tecnológica disponível para a Agência);  Área de Cadastro (responsável pela gestão do cadastro de pessoas físicas e jurídicas que se relacionam com a agência); e  Área de Administração de Dados (responsável pela gestão de dados que alimentam todos os sistemas de informação e sistemas de apoio à gestão – painéis gerenciais DW). 7 REFERENCIAL ESTRATÉGICO DE TI 7.1 Missão “Prover soluções em tecnologia da informação para a ANVISA que qualifiquem as ações do sistema nacional de vigilância sanitária” (PDTI 2008-2010). 7.2 Objetivos Estratégicos de TI Dos objetivos estratégicos da ANVISA, definidos e planificados em seu mapa estratégico, foram identificados três deles influenciados diretamente pelas ações da TI. Essa identificação permitiu destacar a relação de causa e efeito para que a TI apóie a organização para alcance de sua missão, conforme demonstrado na figura a seguir. Página 17
  18. 18. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA Figura 4: Objetivos estratégicos da ANVISA e relação com TI (Fonte: Planejamento Estratégico da ANVISA, 2010-2020) A partir dessa análise, chega-se, em fim, ao que a TI deve almejar realizar para estar direcionada estrategicamente à concretização e realização da missão da organização, a redução do risco à saúde da população: 1. O aprimoramento e expansão dos sistemas de informação, visando o suporte à automação de processos como estratégica para aumentar a capacidade e a eficiência operacional, que se desdobra, principalmente, na implantação e consolidação de uma Plataforma Eletrônica de Serviços em Vigilância Sanitária, integrada e flexível  Alinhamento aos objetivos da ANVISA: Ampliar os processos simplificados e automatizados via o uso de TIC; 2. Estruturação de uma sistemática de gestão da informação, visando à obtenção de bases informacionais consistentes e confiáveis que alicerçam o sistema de indicadores de resultado como ferramenta de apoio à decisão;  Alinhamento aos objetivos da ANVISA: Estabelecer um sistema de indicadores capaz de avaliar o desempenho de forma pró-ativa e alinhada à missão da Agência 3. Excelência em serviços de TI.  Alinhamento aos objetivos da ANVISA: Elevar a capacidade instalada do parque de tecnologia de informação e comunicação da ANVISA Página 18
  19. 19. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA Sabe-se, porém, que nenhum desses apontamentos descritos anteriormente pode ser efetivamente praticado sem a consolidação de um modelo de gestão de TI, que integra um quarto objetivo, transversal, da área de TI. Finalmente, têm-se os objetivos estratégicos da TI descritos a seguir: 1 . Estruturar e implantar Plataforma Eletrônica de Serviços de Tecnologia da Informação para Vigilância Sanitária Com base em uma abordagem de integração de sistemas promovida pela adoção de uma arquitetura orientada a serviços e que abrange a incorporação gradativa do legado de sistemas, a plataforma eletrônica busca integrar as diferentes necessidades de informação para garantir a eficiência e eficácia das ações realizadas pela ANVISA. Nesse sentido, a idéia de sistema é ultrapassada e projeta-se o conceito de serviço ou conjunto de serviços que têm por objetivo reduzir o risco e evitar o dano. 2. Promover a gestão da informação, qualificando os processos organizacionais e o suporte à decisão Traduz o esforço para aprimoramento das bases informacionais, de forma a agregar dados consistentes e confiáveis que alicerçarão um sistema de indicadores de resultado como ferramenta de apoio à decisão. 3. Prover serviços de TI com nível de excelência Especial atenção e foco da Tecnologia da Informação no que diz respeito à adequação de sua estrutura tecnológica para suportar os processos de trabalho da Agência. 4. Consolidar o modelo de gestão de TI Baseando-se em cinco pilares fundamentais: alinhamento estratégico, valor agregado, gerenciamento de recursos, gerenciamento de riscos e medição de desempenho, proporcionando um modelo de negocio que abrange todos os processos normalmente encontrados na área de TI, o que facilita a definição de um nível de referencial estratégico. 7.3 Análise SWOT da TI O diagnóstico estratégico foi realizado com aplicação das metodologias SWOT (FOFA – Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças) e BSC (Balanced Scorecard), onde foram analisadas as perspectivas “cliente e mercado”, “financeira”, “processos internos” e “aprendizado e conhecimento”, com objetivo de identificar, em cada perspectiva, forças, fraquezas, oportunidades e ameaças e assim melhor posicionar a área estrategicamente. Esse diagnóstico sintético, apresentado desta maneira, consolida as informações mais detalhadas disponíveis no documento “Diagnóstico da Situação Atual de TI – Julho de 2010” e informações coletadas a partir da publicação “Panorama Estratégico ANVISA – Março de 2010”. Página 19
  20. 20. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA PAINELESTRATÉGICO PERSPECTIVA CLIENTES E MERCADO  Demandas identificadas (Panorama Estratégico ANVISA Mar/2010): o Eficiência &Transparência nas Operações (registros, inspeções & autorizações) o Suporte a operações capaz e Integração da rede: TIC suporte a integração e operação, geração e uso estratégico da informação, auto-serviços, parcerias para geração de inovação    Crescimento econômico e social  A velocidade de crescimento ser maior que a capacidade operativa das instituições, criando uma sociedade e mercado desprotegidos   Judicialização substitui as instituições FORÇAS  Conhecimento das regras de negocio – Sistemas Corporativo FRAQUEZAS  Falta de nivelamento de informações sobre os sistemas corporativos  Baixa utilização de mecanismos e ferramentas para monitorar nível de serviço  Deficiência dos sistemas corporativos (legado)  Falta de divulgação do portfólio de serviços  Ausência de gerenciamento no estágio pró-ativo OPORTUNIDADES AMEAÇAS Estado evolui quantitativa e qualitativamente Possível visibilidade com projetos importantes da área de Medicamentos, com forte participação da TI (Registro Eletrônico de Medicamentos, SNGPC e Rastreabilidade de Medicamentos) Soluções locais e regionais e bases de informação desintegradas PAINELESTRATÉGICO PERSPECTIVA FINANCEIRA OPORTUNIDADES  Prioridade: Sistemas (Panorama Estratégico ANVISA – Março 2010) AMEAÇAS  Concorrência aos recursos orçamentários por parte de outros órgãos da ANVISA Integrados e Comunicação (em diminuição) FORÇAS Iniciativas para redução de custos  Há um planejamento plurianual já em prática desde 2008  FRAQUEZAS  Autonomia para contratação – permite investir em novas frentes em razão da economia gerada nas aquisições  Dificuldade em executar o seu orçamento  Falta de racionalização na aquisição de recursos tecnológicos – demanda desorganizada, autonomia dos órgãos para contratar produtos e serviços (em diminuição) Página 20
  21. 21. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA PAINELESTRATÉGICO PERSPECTIVA PROCESSOS INTERNOS OPORTUNIDADES  Criar sistemática de gerenciamento por projetos  Estruturar a gestão da TI AMEAÇAS  Processo de elaboração das demandas para a TI, em especial envolvendo novos sistemas e evoluções nos sistemas atuais desestruturado. FORÇAS  Existência de Modelo de Gestão definido e parcialmente implantado (Dez/2008)  Existência de sistemática de planejamento plurianual (desde 2008)  Infraestrutura atualizada  Deficiência nos processos de gerenciamento  Deficiência nos processos de comunicação (interna e externa à GGTIN)  Modelo de outsourcing sem conformidade com o modelo de gestão e à demanda real de serviços  Falta de sistematização no atendimento das demandas – em virtude da ausência de processo, diretrizes e capacitação  Processo de contratação de produtos e serviços é moroso  Ausência de política de segurança da informação  Recursos humanos em quantitativo e qualitativo insuficiente FRAQUEZAS PAINELESTRATÉGICO PERSPECTIVA OPORTUNIDADES APRENDIZAGEM E CONHECIMENTO  Treinar a equipe existente nas melhores práticas de mercado (ITIL/CobiT, PMI, SOA, BPM)  Troca de conhecimento com especialistas (consultorias + coaching) AMEAÇAS  Deficiência nos processos de transferência de tecnologia e conhecimento FORÇAS  Conhecimento sobre os serviços atuais  Capacidade de enfrentar desafios  Defasagem entre demanda e capacidade (técnica e numérica) da equipe  Deficiência de compartilhamento de conhecimento dos usuários internos para permitir trabalhos colaborativos – comprometimento ao atendimento no time da demanda do cliente  Conhecimentos fragmentados – poucos dominam um mesmo assunto FRAQUEZAS Página 21
  22. 22. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA 8 RESULTADOS DO PDTI ANTERIOR Todos os projetos e contratações executadas e planejadas durante o ciclo do PDTI 2008-2010 foram orientadas taticamente por um trabalho iniciado em 2007, aprovado e apoiado em sua totalidade pela alta direção do órgão. O conjunto de ações, cumpridas em sua totalidade ou parcialmente, de uma forma didática, podem ser agrupadas em três grandes grupos:  1º Modernização Tecnológica Desde meados de 2007, a gestão da tecnologia da informação na ANVISA tem recebido especial atenção no que diz respeito à adequação de sua estrutura tecnológica para suportar os processos de trabalho da Agência. Dentre os projetos desenvolvidos, destaca-se o Datacenter e Sala Cofre, que dotaram a Agência de capacidade de armazenamento e processamento de dados e de aplicativos para a ANVISA, com devida segurança e economia de espaço físico, e o de Otimização de Plataformas computacionais, que transformaram máquinas defasadas em máquinas mais potentes a partir de tecnologia chamada virtualização (máquinas físicas são “rodadas” em máquinas virtuais com aumento de capacidade e economia de recursos públicos). Outros dois projetos, Help-desk e de outsourcing de impressão conferiram maior agilidade no atendimento de demandas dos usuários de TI, em todo território nacional, obtendo-se 85% de satisfação em pesquisa realizada em 2010 para suporte de microinformática e aumento da qualidade e redução de gastos com serviços de impressão. Também foram concluídos projetos para criação de salas de vídeo-conferência, com diversas reuniões já realizadas e aumento de banda de conexão com internet em vários pontos de presença da ANVISA.  2º Experiência dos Usuários Em 2008 foi adotada nova arquitetura para desenvolvimento de sistemas da Agência, que tem como princípio a integração de necessidades de informação e reuso de funcionalidades, com expressiva economia de recursos financeiros e de tempo para aprovação de demandas. Adotou-se também o conceito de plataforma eletrônica de serviços, que ultrapassa o sistema de informação usual e permitirá a recuperação e gerenciamento de informação externa para transformação da forma de agir da organização, pois a trata a informação desde a sua entrada até seu processamento e uso. Além disso, o solicitante externo (Sociedade e Setor Regulado) passa a ser o único responsável pelas informações encaminhadas à ANVISA, que deixam de ser redigitadas pelo corpo técnico. O processo pode ser monitorado e acompanhado pelo nível gerencial, agregando valor à tomada de decisão.  3º Gestão Interna. Os projetos agrupados nessa seção representam o esforço para aprimoramento dos processos internos de trabalho, facilitando a gestão e monitoramento gerencial dos processos. Um dos projetos é o de Gestão Eletrônica de Documentos, que dota a ANVISA de fluxo exclusivamente digital de documentos, conferindo extrema velocidade e precisão na localização de documentos, com ilimitadas possibilidades de indexação, menor tempo na implementação de mudanças, possibilidade de implementação de trabalho virtual, redução de despesas, redução de custos com cópias, melhor Página 22
  23. 23. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA aproveitamento de espaço físico, tornando-o mais agradável, redução de extravio ou falsificação de documentos, facilitação às atividades que envolvem colaboração entre pessoas e equipes entre outros. Outro projeto em andamento é o de extração e tratamento de dados contidos nas bases corporativas da ANVISA para embasar processos de tomada de decisão de gestores, como os já em andamento para o Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) e os da área financeiro-orçamentária, a partir da definição de metodologia e padrões de trabalho. Outros projetos tratam do aprimoramento da gestão em TI, em andamento desde fevereiro de 2011, e prevêem a implantação de um conjunto de práticas de mercado já consolidadas e mundialmente adotadas. Entre eles, está a criação de um escritório de projetos com intuito de ser referencia para todos os projetos de TI em andamento, fornecendo informações, andamento de cronogramas, recursos empregadas, gerenciamento de riscos e outras ações para garantir o melhor desempenho das soluções em implantação. Os resultados alcançados e o que ainda falta realizar estão resumidos no quadro a seguir. Página 23
  24. 24. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA Quadro 4: Resultados dos projetos em tecnologia da informação Projeto/Ação Realizado O que falta? Justificativa Grupo Modernização Tecnológica Projeto help-desk Projeto datacenter e sala cofre Projeto outsourcing de impressão Projeto interconexão da rede de comunicação de dados de longa distância (WAN) Gestão de Contratos por SLA Atualização e Otimização de Plataformas Computacionais (Migração, Virtualização e Clusterização) Salas de videoconferência Renovação e atualização de licenças de software 85 % de satisfação e manutenção de equipamentos de informática sendo realizada, em todo território nacional, com resolução em até 15 minutos para 80 % demandas de primeiro nível e 20 % em até 1 hora Locação de plataforma computacional realizada e adequada capacidade de armazenamento e processamento. Atendimento satisfatório, cumprimento do acordo de nível de serviço, com equipamentos de impressão disponíveis a usuários da ANVISA, com tempo máximo de interrupção de funcionamento de 4 horas, cumpridos em 99% dos casos. Mudança de contrato – SERPRO para Embratel, conferindo aumento de banda de conexão e aumentando a abrangência de serviços em todos os pontos de presença da ANVISA. Todos os contratos celebrados possuem a previsão de SLA, em conformidade às instruções normativas do TCU. 100 % servidores migrados para o novo datacenter 100 % SGBDs clusterizados (SGBDc) (considerando a principal base de dados de produção) 70 % serviços virtualizados e clusterizados (do que pode ser virtualizado) Terminais= 65: 1 terminal por estado + 1 por diretoria + 1 por gerência-geral Salas = 12 (Dez/10): 1 sala geral + 1 sala pólo do conhecimento + 1 sala GGPAF + 9 salas em estados. 100 % das licenças de softwares usadas pela ANVISA renovadas e atualizadas. Aprimorar serviços, a partir das novas contratações, aumentando rigor dos acordos de nível de serviços (em andamento). Aprimorar serviços, a partir das novas contratações, aumentando rigor dos acordos de nível de serviços. Aprimorar serviços, a partir das novas contratações, aumentando rigor dos acordos de nível de serviços. Aprimorar serviços, a partir das novas contratações, aumentando rigor dos acordos de nível de serviços. Aprimorar processo de contratação, conforme nova redação da IN 4/SLTI/TCU Aprimorar serviços, a partir das novas contratações, aumentando rigor dos acordos de nível de serviços. Aprimorar serviços, de acordo com novas demandas. Até o momento têm-se apresentado em número adequado à necessidade da Instituição. Manter serviços. Grupo: Experiência de Usuários Projeto Registro Eletrônico de Medicamentos Módulo de Peticionamento em fase de testes. Serviços de conciliação bancária (validação de GRU) e publicação de registros especificados. Contrato realizado para atender demandas de desenvolvimento de novos sistemas e possibilitando a otimização das ações regulatórias da ANVISA e a realização de serviços de métrica e teste de novos sistemas, para seu correto dimensionamento, avaliação e pagamento aos prestadores de serviços. Módulo de análise de registro disponibilização de serviços eletrônicos. Sistemática de digitalização de novos documentos e implantar SIGAD. Projeto ferramentas de segurança da informação Até março de 2011, 79,3% do acervo digitalizado. Sistema de Gerenciamento de Documentos (SIGAD) em desenvolvimento Aquisição de ferramenta para proteção de dados que trafegam internamente pelos sistemas de informação que a ANVISA usa. Projeto painéis gerenciais (DW + BI) 10 painéis gerenciais implantados e ferramenta de extração, tratamento de dados contratada Definir procedimentos e metodologias de trabalho (em andamento) e aquisição de ferramenta com mais capacidade. Projeto Cadastro Nacional em Vigilância Sanitária. Em fase final de testes para implantação do Cadastro Nacional de Vigilância Sanitária, que permitirá validação em tempo real de dados de segurança de pessoas físicas e jurídicas. Implantar novo serviço, transferir gestão do cadastro e integra sistemas legados a nova autenticação. Projeto Gestão de TI Contratação de consultoria para desenvolvimento do programa de implantação de boas práticas de maturidade organizacional da GGTIN realizada (PRIMOR) Implantação da ferramenta própria de gestão de serviços de TI (em andamento). Projeto fábrica de software (desenvolvimento e métrica) e Manter serviços e aprimorar atendimento a partir de novas contratações, aumentando rigor dos acordos de nível de serviço. Grupo: Gestão Interna Projeto de Gerenciamento Eletrônico de Documentos Projeto Escritório de projetos (Fonte: GGTIN) Página 24 Manter serviços.
  25. 25. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA 9 PRIORIZAÇÃO DE NECESSIDADES Diante das prioridades definidas pelo Planejamento Estratégico da ANVISA 2010-2020, da necessidade de manutenção dos serviços de caráter continuado e a partir do que não foi possível realizar durante o ciclo de 2008-2010, foram definidas as ações prioritárias para o período de 2011-2013. As ações foram agrupadas em relação aos objetivos estratégicos da TI e levaram em consideração as oportunidades e pontos fracos detectados na análise matriz FOFA do diagnóstico situacional da área. 10 PLANO DE METAS E DE AÇÕES 10.1. Plano de Metas Atualmente não é possível conceber a gestão de um negócio sem a utilização de indicadores de desempenho. Dirigir um negócio sem indicadores é como pilotar um avião sem instrumentos. Esses instrumentos de navegação para o negócio, porém, necessitam ser corretamente definidos para que possam efetivamente orientar os gestores. A chave para uma boa definição de indicadores passa pelo conhecimento claro do negócio (processo empresarial e/ou os seus processos internos) e dos produtos que são ofertados para o mercado. O negócio da Gerencia de Tecnologia de Informação da ANVISA é “Prover a ANVISA de Soluções Tecnológicas” (missão GGTIN). Esse negócio disponibiliza a seus clientes os produtos descritos no quadro a seguir. Quadro 5: Produtos da TI Produto Descrição Sistemas implantados Novos sistemas desenvolvidos e implantados, sob responsabilidade da GGTIN e fornecido a todas as áreas da ANVISA. Sistemas mantidos Manutenções efetuadas quer sejam corretivas ou evolutivas, nos sistemas implantados e fornecido a todas as áreas da ANVISA. Sistemas de apoio à decisão implantados Sistemas de apoio à decisão desenvolvidos e implantados, sob responsabilidade da GGTIN e fornecido às áreas demandantes da ANVISA. Informação Corporativa Gerida Esquemas, dicionários de dados e bases de informação desenvolvidos e implantados, sob responsabilidade da GGTIN e fornecido às áreas demandantes da ANVISA Ambiente de tecnologia da informação disponível Componentes que permitem o funcionamento do parque tecnológico. Este produto pode ser subdividido em ambiente para operação pela empresa e externo, em ambiente de desenvolvimento e ambiente de produção. Ambiente de tecnologia da informação seguro Integridade, confidencialidade e disponibilidade das informações e dos recursos computacionais. Suporte a serviços prestados Manutenção e orientação no uso dos recursos de hardware em poder das diversas áreas da ANVISA. Processos Maduros Maturidade de processos conforme framework COBIT (guia de melhores práticas em TI adotadas mundialmente) (Fonte GGTIN) Página 25
  26. 26. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA A partir desses produtos foram definidos os indicadores de desempenho referentes à eficácia, ou seja, aqueles que mensuram a satisfação do cliente que está recebendo o produto gerado. Esses indicadores orientarão as ações definidas e em desenvolvimento para alcançar o melhor resultado para cada produto (ANEXO I). 10.2. Plano de Ações Em sua visão mais pragmática e executiva, o Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 está sintetizado em um quadro geral que resume os objetivos, ações associadas, aquisições, metas e necessidades financeiras (ANEXO II). 11 PLANO DE GESTÃO DE PESSOAS Como órgão subordinado a Diretoria Colegiada da ANVISA, com competências e atribuições definidas em regimento interno, a Gerência-Geral de Gestão da Tecnologia da Informação, apresenta limitações para a definição de um plano de gestão de pessoas como tal, porém, em face da reunião de argumentos que ressaltam a importância da tecnologia da informação para a ANVISA, durante o ciclo de planejamento 2010-2020, faz-se necessária a delimitação de ações que em médio prazo deverão ser realizadas para que o sucesso desse plano seja alcançado. Para levantamento dos recursos atuais e estimativa das necessidades futuras, buscou-se referencial comparativo sobre quadro mínimo de TI na Administração Pública Federal. Porém, constatou-se que tais dados não existem, mas que a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão busca estabelecer uma metodologia para definir variáveis e parâmetros para identificação desse quantitativo. Essa ação tem previsão de término prevista para julho de 2011. Buscaram-se, então, acórdãos do TCU sobre as fiscalizações que o Tribunal realizou objetivando coletar informações acerca dos processos de aquisição de bens e serviços de Tecnologia da Informação - TI, de segurança da informação, de gestão de recursos humanos de TI da Administração Pública Federal. Foi possível localizar a seguinte recomendação, registrada no item 9.1.2 do Acórdão nº 1.603/2008-TCU-Plenário aos órgãos governantes superiores: “atente para a necessidade de dotar a estrutura de pessoal de TI do quantitativo de servidores efetivos necessário ao pleno desempenho das atribuições do setor, garantindo, outrossim, sua capacitação, como forma de evitar o risco de perda de conhecimento organizacional, pela atuação excessiva de colaboradores externos não comprometidos com a instituição.” A necessidade de haver uma quantidade mínima de servidores da área de TI do órgão/entidade, em relação à quantidade daqueles que atuam na área, mas não são servidores efetivos, foi uma das preocupações de outro Acórdão, nº 140/2005TCU-Plenário, para evitar que ações críticas ou estratégicas de TI sejam delegadas a pessoal terceirizado em função da ausência de quadro mínimo. Para o TCU, uma grande quantidade de terceirizados e de outros colaboradores externos Página 26
  27. 27. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA representa um aumento do risco organizacional, especialmente se associado a controles fracos, terceirização da ‘inteligência’ da organização ou de atividades estratégicas. A seguir, está demonstrada a distribuição dos 28 servidores da TI, por formação, por unidade administrativa e área técnica de atuação. Distribuição - Servidores por formação Distribuição - Servidores por unidade GGTIN 2 2 Distribuição - Servidores por área de atuação GGTIN Total: 28 Total: 28 Servidores - Nível Intermediário Suporte 9 6 Servidores - Nível Superior Gestão e Assessoria 5 GESIS 9 1 GITEC 9 Desenvolv. e Manut de Sistemas Total: 28 COSET Rede AD/BI-DW CADASTRO 19 4 2 AD/DW 8 2 5 Banco de dados 1 Na relação com recursos terceirizados – mão de obra especializada e de consultoria, que envolve a contratação de serviços mediante a necessidade, chamados de contratados, e servidores do quadro, encontra-se atualmente a proporção de aproximadamente 2,5 contratados por servidor da área de TI, com a distribuição por área de atuação mostrada a seguir. Distribuição - Servidores e contratados Quantitativo de Servidores x Contratados (direta e indiretamente) por área de atuação 40 35 30 28 25 Contratados Total: 99 Servidores 71 31 20 15 10 5 0 15 12 8 5 6 1 5 2 2 2 9 Desenvolv. e Manut de Sistemas Rede AD/BI-DW Banco de dados Segurança Tecnológica e Gestão do Cadastro 1 Gestão e Assessoria Suporte Servidores Contratados Os 28 servidores lotados na área da TI da ANVISA representam 1,38 % do quadro geral da instituição, que conta com 2031 pessoas, conforme Boletim Estatístico de Pessoal do MPOG, de abril de 2011. Esse percentual, embora sem referencial adequado, haja vista a peculiaridade da área de atuação da Agência, pode ser confrontado, por exemplo, com o de instituição bancária de economia mista, fortemente apoiada no uso de tecnologias da informação, que é de 3,5 % de servidores atuantes na TI. Distribuição - Servidores Anvisa e da área de TI Demais área Anvisa Total: 2031* TI *Fonte: Boletin Estatístico de Pessoal - Abril/2011 MPOG Página 27
  28. 28. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA Para que a ANVISA atingisse esse percentual seria necessário que o seu quadro de pessoas contasse com 71 servidores. Apesar de representar acréscimo de 150 %, este número quando comparado com os 538 servidores efetivos do DATASUS, pode não parecer excessivo. No entanto, considerando-se o cenário onde não há previsão para realização de novos concursos públicos e tendo-se em vista a redução do quadro de servidores ocorrida desde 2007, última convocação de servidores do concurso público realizado em 2005 para preenchimento de vagas de nível superior, apresenta-se a proposta para recomposição do seu número de pessoal, conforme a seguir. Composição do quadro de servidores da TI, 2005 a 2011 e previsão 2012 40 34 35 34 30 30 28 25 20 16 15 10 5 0 2005-2006 2007-2008 2009-2010 2011 2012* previsão Dessa forma, para que a TI possa apoiar a ANVISA em sua proposta para construção de modelo organizacional transformador da sociedade, alcançar excelência de operações e ser referência na comunicação e alinhamento das ações, especificados em seu Planejamento Estratégico, é necessário dotar a área de tecnologia da informação, não apenas com recursos orçamentários suficientes, mas também com recursos humanos em número, se não ideal, mínimo compatível com as dimensões dos projetos empreendidos. Sabe-se que a capacidade esperada e desejada de gestão dos recursos de TI atualmente é incompatível com as demandas, e um ambiente de pressão e frustração indesejado é realidade de toda equipe da TI. Portanto, para recomposição do quadro e melhor distribuição das atividades de gestão da TI, torna-se necessária a alocação de 6 (seis) profissionais de nível superior. Em não sendo possível o alcance de tal meta, a área da TI deverá planejar novamente o quantitativo e apresentar à alta direção da Agência. Página 28
  29. 29. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA 12 PLANO DE CAPACITAÇÃO Em relação ao plano de capacitação, foram definidos eventos de capacitação que devem ser realizados no primeiro ano do ciclo. O objetivo geral é promover a atualização do corpo de servidores nos avanços na área de processos de aquisição e contratação de suprimentos, serviços, produtos e outros elementos relacionados a TI a fim de otimizar e aprimorar os procedimentos de trabalho. O resumo dos eventos programado para o período está demonstrado a seguir. Quadro 6: Plano de capacitação – ANO 2011 Atividade/evento Nº de pessoas Valor estimado (R$) Qualificação em Plataforma Oracle 2 6.000,00 Qualificação em Arquitetura Orientada a Serviços 6 18.000,00 Qualificação em Análise de Negócio 4 8.000,00 Qualificação em Desenvolvimento de BI/DW (Expertise) 2 6.000,00 Qualificação em Governança em TI 6 12.000,00 Programa de Desenvolvimento de Gestores de TI - ENAP - 152hs 3 12.000,00 Gartner Symposium/Itxpo 2 26.560,00 2 10.230,00 http://www.gartner.com/technology/symposium/2010/sym20/save-thedate.jsp 9ª Conferência Gartner de Integração de Aplicativos, Web Services, BPM, SOA e Clound Computing Total R$ 98.790,00 (Fonte GGTIN) A programação apresentada não foi aprovada pela Diretoria Colegiada da ANVISA, que determinou em 29 de março de 2011, cortes lineares em virtude da Portaria do Ministério da Saúde nº 557 de 2011, de reajustes nas dotações orçamentárias do Poder Executivo, tendo sido concedido os seguintes valores para serem usados durante o ano de 2011: Total Aprovado Inscrições Diárias + Passagens R$ 31.122,59 R$ 27.005,84 R$ 4.116,75 Página 29
  30. 30. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA 13 PLANO DE GESTÃO DE RISCOS A tabela 1 apresenta uma síntese dos riscos macroscópicos associados à estratégia de TI, bem como a decorrente análise e estratégia de resposta para mitigação desses. Tabela 1 – Riscos Macroscópicos associados ao PDTI 2011-2013 Risco Categoria Prevenção Contingência Ineficiência nos processos de trabalho e erros de mapeamento dos processos de negócio Negócio Processos colaborativos e participativos de mapeamento de processos Estruturação de escritório de automação de processos Atraso no início da operação via gerência de liberação Comprometimento do nível de serviço nas fases de transição para o novo sistema (SNVS) Negócio Plano de gestão de mudanças, homologação pelas áreas finalísticas. com Atraso no início da operação via gerência de liberação Ausência de modelo para gestão de segurança da informação Organizacional Contratação de consultoria para elaboração e implantação da sistemática Criação da COSET – Coordenação de Segurança Tecnológica. Insuficiência e indisponibilidade de técnicos capacitados. Equipe Remanejamento de servidores de nível superior para área de TI Insuficiência e indisponibilidade de técnicos capacitados. Equipe Contratação de sourcing, consultoria especializada, juntamente com aporte de métodos e tecnologias Plano de capacitação Falta de recursos financeiros Administrativo Planejamento financeiro anual e plurianual Falta de espaço físico Administrativo Reavaliação e replanejamento do espaço físico da TI em virtude do aumento da demanda e, em conseqüência, aumento do número de serviços de terceiros contratados. Morosidade dos processos de contratação. Administrativo Nível de maturidade do processo de desenvolvimento orientado a serviços. Intervenção direta Gerencia Geral. via Pactuação do plano de aquisições. Estruturação do escritório de projetos. Intervenção direta Gerencia Geral. via Técnico Contratação de consultoria Consolidação da metodologia e da arquitetura de referência para SOA Criação do Comitê de Governança SOA Gestão via Comitê Governança SOA. de Alinhamento tecnológico com o mercado Técnico Prospecção tecnológica Preferência por soluções com roadmap de evolução consolidado Obsolescência e esgotamento da capacidade instalada Técnico Prospecção Gestão do ciclo de vida (Fonte GGTIN) Página 30 tecnológica
  31. 31. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA 14 PROPOSTA ORÇAMENTÁRIA A proposta orçamentária está em anexo (ANEXO III) e o monitoramento da execução física e financeira será realizado trimestralmente. A monitoração da execução financeira deve possibilitar o acompanhamento e controle dos custos reais por serviços e por cliente, bem como cobrar o fornecimento efetivo de serviços aos clientes. É importante monitorar os custos resultantes para cada processo de TI e passar essas informações à equipe que executa o processo de gerenciamento financeiro. A gestão financeira interage com o alinhamento negócios TI (para propósitos de orçamento) e com o planejamento de serviços e a gestão de níveis de serviços (para estimativas de preços de serviços). A estrutura de gerenciamento financeiro deverá ser estruturada juntamente com o modelo de governança de TI. Pretende-se que tal estrutura permita que a área de TI determine os custos de fornecimento dos serviços e recupere esses custos através de estruturas de alocação. 15 CONCLUSÃO A identificação da tecnologia da informação como elemento transformador da atuação da ANVISA está evidenciada em seu projeto de inovação para o futuro traduzido em seu Planejamento Estratégico 2010-2020. Como ente coordenador do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária – SNVS, a ANVISA entende que a ação de vigilância sanitária depende fortemente de como a informação e o conhecimento estão acessíveis, são produzidos e usados pelas áreas técnicas e pelos gestores, bem como são preservados e disseminados para todo o SNVS. Além disso, já não é mais possível conceber ambientes de trabalho de uma organização moderna, sem as facilidades proporcionadas pelas ferramentas computacionais de microinformática, serviços padronizados de interatividade e comunicação via rede e outros recursos informacionais específicos. Nesse sentido, a GGTIN vem empenhando esforços, com o apoio do corpo dirigente da Agência, na busca pela excelência de soluções e serviços de tecnologia da informação, qualificando tecnológica e metodologicamente seus processos de trabalho para viabilizar a eficiência e a efetividade da ação de vigilância sanitária. Em seu plano diretor apresentado, alinha suas ações às necessidades da organização, atentando-se criteriosamente para as normas dos órgãos de controle externo, e define indicadores e rotinas de monitoramento que deverão alertar os gestores sobre a evolução dos processos. O monitoramento dos resultados será encarado como o gerador de ações para contínuo aprimoramento dos serviços. Página 31
  32. 32. Plano Diretor de Tecnologia da Informação 2011-2013 - GGTIN/ANVISA 16 LISTA DE ANEXOS Anexo I Plano de Metas Anexo II Plano de Ações Anexo III Proposta Orçamentária Anexo IV Situação atual da governança e gestão da TI Anexo V - Arquitetura Tecnológica Anexo VI – Infraestrutura de TI Anexo VII – Portfólio de Aplicações Anexo VIII – Serviços e Processos de TI Página 32

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