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A noticia

  1. 1. A notícia é um formato de divulgação de um acontecimento por meios jornalísticos. É a matéria-prima do Jornalismo, normalmente reconhecida como algum dado ou evento socialmente relevante que merece publicação numa mídia. Fatos políticos, sociais, econômicos, culturais, naturais e outros podem ser notícia se afectarem indivíduos ou grupos significativos para um determinado veículo de imprensa. Geralmente, a notícia tem conotação negativa, justamente por ser excepcional, anormal ou de grande impacto social, como acidentes, tragédias, guerras e golpes de estado. Notícias têm valor jornalístico apenas quando acabaram de acontecer, ou quando não foram noticiadas previamente por nenhum veículo. A "arte" do Jornalismo é escolher os assuntos que mais interessam ao público e apresentá-los de modo atraente. Nem todo texto jornalístico é noticioso, mas toda notícia é potencialmente objeto de apuração jornalística. Quatro fatores principais influenciam na qualidade da notícia: 1. Novidade: a notícia deve conter informações novas, e não repetir as já conhecidas 2. Proximidade: quanto mais próximo do leitor for o local do evento, mais interesse a notícia gera, porque implica mais diretamente na vida do leitor 3. Tamanho: tanto o que for muito grande quanto o que for muito pequeno atrai a atenção do público 4. Relevância: notícia deve ser importante, ou, pelo menos, significativa. Acontecimentos banais, corriqueiros, geralmente não interessam ao público Notícias chegam aos veículos de imprensa por meio de repórteres, correspondentes, agências de notícias e assessorias de imprensa. Eventualmente, amigos e conhecidos de jornalistas fornecem denúncias, sugestões de pauta, dicas e pistas, às vezes no anonimato, pelo telefone ou por "e-mail". Nos Estados Unidos é comum a figura do news-hawk (gavião-de-notícia), uma espécie de informante-apurador contratado pelo jornal, que anda em busca de assuntos que potencialmente possam gerar notícias. A atividade primária do Jornalismo é a observação e descrição de eventos, conhecida como reportagem  "O quê?" - O fato ocorrido.  "Quem?" - O personagem envolvido.  "Quando?" - O momento do fato.  "Onde?" - O local do fato.  "Como?" - O modo como o fato ocorreu.  "Por quê?" - A causa do fato. A essência do Jornalismo, entretanto, é a seleção e organização das informações no produto final (jornal, revista, programa de TV etc.), chamada de edição.
  2. 2. O trabalho jornalístico consiste em captação e tratamento escrito, oral, visual ou gráfico, da informação em qualquer uma de suas formas e variedades. O trabalho é normalmente dividido em quatro etapas distintas, cada qual com suas funções e particularidades: pauta, apuração, redação e edição.  A pauta é a seleção dos assuntos que serão abordados. É a etapa de escolha sobre quais indícios ou sugestões devem ser considerados para a publicação final.  A apuração é o processo de averiguar informação em estado bruto (dados, nomes, números etc.). A apuração é feita com documentos e pessoas que fornecem informações, chamadas de fontes. A interação de jornalistas com suas fontes envolve freqüentemente questões de confidencialidade.  A redação é o tratamento das informações apuradas em forma de texto verbal. Pode resultar num texto para ser impresso (em jornais, revistas e sites) ou lido em voz alta (no rádio, na TV e no cinema).  A edição é a finalização do material redigido em produto de comunicação, hierarquizando e coordenando o conteúdo de informações na forma final em que será apresentado. Muitas vezes, é a edição que confere sentido geral às informações coletadas nas etapas anteriores. No jornalismo impresso (jornais e revistas), a edição consiste em revisar e cortar textos de acordo com o espaço de impressão pré-definido. A diagramação é a disposição gráfica do conteúdo e faz parte da edição de impressos. No radiojornalismo, editar significa cortar e justapor trechos sonoros junto a textos de locução, o que no telejornalismo ganha o adicional da edição de imagens em movimento. Estas três mídias citadas têm limites de espaço e tempo pré-definidos para o conteúdo, o que impõe restrições à edição. No chamadowebjornalismo, ciberjornalismo ou "jornalismo online", estes limites teoricamente não existem. A inexistência destes limites começa pela potencialidade da interação no jornalismo online, o que provoca um borramento entre as fronteiras que separam os papéis do emissor e do receptor, anunciando a figura do interagente. Esta prát ica tem se difundido como "jornalismo open source", ou o jornalismo de código aberto, onde informações são apuradas, redigidas e publicadas pela comunidade sem a obrigação de serem submetidas às rígidas rotinas de produção e às estruturas organizacionais das empresas de comunicação.
  3. 3. De acordo com a pesquisadora Catarina Moura, da Universidade da Beira Interior (Portugal), Jornalismo Open Source "implica, desde logo, permitir que várias pessoas (que não apenas os jornalistas) escrevam e, sem a castração da imparcialidade, deem a sua opinião, impedindo assim a proliferação de um pensamento único, como o pode ser aquele difundido pela maioria dos jornais, cuja objectividade e imparcialidade são muitas vezes máscaras de um qualquer ponto de vista que serve interesses mais particulares que apenas o de inforBibliografia[editar | editar código-fonte]  ABRAMO, Cláudio. A Regra do Jogo, São Paulo: Companhia das Letras, 1988  ALTMAN, Fábio (org.). A Arte da Entrevista, São Paulo: Scritta, 1995  AMOROSO LIMA, Alceu. O Jornalismo como Gênero Literário, São Paulo: Edusp, 1990  AUBENAS, Florence & BENASAYAG, Miguel. La Fabrication de L'Information: les journalistes et l'idéologie de la communication, Paris: La Découverte, ano?  BADARÓ, Líbero. Liberdade de Imprensa, São Paulo: Parma, 1981  BOND, Fraser. Introdução ao jornalismo, Rio de Janeiro: Agir, 1962  BONNER, William. "Jornal Nacional. Modo de fazer" , Rio de Janeiro, 2009  BUCCI, Eugênio. O peixe morre pela boca, São Paulo: Scritta, 1993  CAPOTE, Truman. A Sangue Frio, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1966.  COIMBRA, Oswaldo. O Texto da Reportagem Impressa, São Paulo: Ática, 1993.  DIMENSTEIN, Gilberto, e KOTSCHO, Ricardo. A Aventura da Reportagem, São Paulo: Summus  DINES, Alberto. O Papel do Jornal, São Paulo: Summus, 1986  FUSER, Igor. A Arte da Reportagem, São Paulo: Scritta, 1996  KOTSCHO, Ricardo. A Prática da Reportagem, São Paulo: Ática, 1986  LAGE, Nilson. Estrutura da notícia, São Paulo: Ática, 1985  LAGE, Nilson. A reportagem - Teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística, Rio de Janeiro: Record, 2001.  LUSTOSA, Elcias. O texto da notícia, Brasília: UnB, 1996.  MARX, Karl. A Liberdade da Imprensa, Porto Alegre: L&PM, 1980  MEDINA, Cremilda. Notícia, um produto à venda, São Paulo: Alfa-Ômega, 1978.  MELO, José Marques de. Normas de Redação de Cinco Jornais Brasileiros, 1972, USP  RODRIGUES, Marcus Vinicius. O Papel do Web Jornal, Porto Alegre: EdiPUC-RS.  RUFFIN, François. Les Petits Soldats du Journalisme, Paris: Les Arènes, ano?  SODRÉ, Muniz e FERRARI, Maria Helena. Técnica de Redação: o texto no jornalismo impresso, Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1982.
  4. 4.  SODRÉ, Muniz e FERRARI, Maria Helena. Técnica de Reportagem: notas sobre a narrativa jornalística, São Paulo: Summus, 1986. mar com honestidade e isenção o público que os lê".4

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