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Paradoxo

  1. 1. Turismo Natureza 2010/2011 Uma metodologia de avaliação de vulnerabilidade para o Turismo Costeiro alterações climáticas Docente: Rui Gomes Discente: Izália Mangar Animação Turística 3º ano 2010/2011
  2. 2. Turismo Natureza 2010/2011 ÍndiceIntrodução...................................................................................................... 2Texto traduzido…………………………………………………………………… 3Resumo.......................................................................................................... 26Paradoxo........................................................................................................ 29Conclusão...................................................................................................... 31Bibliografia..................................................................................................... 32Izália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 1
  3. 3. Turismo Natureza 2010/2011 Introdução No âmbito da disciplina de Turismo Natureza, foi-nos proposto aelaboração de um trabalho/ relatório cujo tema é Alterações Climáticas, no qualo objetivo pretendido é a leitura de um artigo e fundamentar os eventuaisparadoxos existentes no texto. O artigo escolhido por mim é “Uma metodologia de avaliação devulnerabilidade para o Turismo Costeiro alterações climáticas.”Para tal fiz a tradução de inglês para português e o resumo do mesmo,encontrando os paradoxos.Izália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 2
  4. 4. Turismo Natureza 2010/2011 Texo traduzidoUma metodologia de avaliação de vulnerabilidade para turismocosteiro alterações climáticasAlvaro Moreno e Susanne BeckbCentro Internacional para a avaliação integrada e o desenvolvimento sustentável(ICIS), UniversidadeMaastricht, 6200 MD, Maastricht, Países Baixos; b Universidade de Lincoln, Lincoln,Nova Zelândia(Recebeu 20 de julho de 2008; versão final recebida em 25 de novembro de 2008)Ambientes costeiros e marinhos estão entre as mais populares áreas derecreação ao ar livre e turismo. Zonas costeiras também foram identificadascomo os mais vulneráveis às alterações climáticas, por exemplo comoresultado de eventos extremos e subida do nível do mar. É cada vez maisimportante para os gestores de destinos de turismo costeiro entender avulnerabilidade em relação às alterações climáticas e conceber a adaptaçãoadequada. Este trabalho apresenta uma metodologia de avaliação devulnerabilidade de cinco etapas para o turismo nas zonas costeiras. As cincoetapas incluem análise do sistema (1), (2) identificação de atividade esubsistemas de perigo, avaliações de vulnerabilidade (3) para os diferentessubsistemas em risco, (4) integração para o destino como um todo e análise docenário e da comunicação (5). O quadro é ilustrado por um exemplo de comoela pode ser aplicada a Fiji. O documento conclui que uma metodologiaconsistente, como o proposto, irá facilitar avaliações de vulnerabilidades emuma variedade de destinos costeiros, permitir a comparação a efectuar devulnerabilidades em diferentes situações, fornecer uma base para pesquisasmais em medidas de adaptação específica e ajudar a desenvolver um turismomais sustentável dos destinos.Palavras-chave: metodologia de avaliação de vulnerabilidade, turismo costeiro;climáticas; AdaptaçãoIzália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 3
  5. 5. Turismo Natureza 2010/2011IntroduçãoNo passado, condições meteorológicas geralmente têm sido associadas comciclos naturais (por exemplo, estações do ano) ou variabilidade local nocontexto de um clima de constante (Abegg, K¨onig, B¨urki, & Elsasser,1997).Mais recentemente, com o crescente consenso científico sobreinfluências humanas sobre o clima global, algunseventos climáticos são vistos como indicadores das alterações climáticas (porexemplo, Emanuel, 2005). Zonas costeiras parecem particularmentevulneráveis aos impactos da mudança de clima, como eles são expostos aeventos extremos do clima e aumento do nível do mar (IPCC, 2007). Estavulnerabilidade é agravada pela acumulação de vários factores de stress ecrescentes pressões provocadas pelo homem, como aumento de população edesenvolvimento (Nicholls et al., 2007). Ambientes costeiros e marinhos sãotambém destinos turísticos muito importantes, com centenas de milhões depessoas visitando costas e participando de algum tipo de atividade marinha(Orams, 1999). De acordo com Hall (2001, p. 602),... Turismo costeiro abraça toda a gama de turismo, lazer e recreativamenteorientada para actividades que têm lugar na zona costeira e águas costeiras"offshore". Estas incluem o desenvolvimento de turismo costeiro (alojamento,restaurantes, indústria alimentar e segunda habitação) e a infra-estrutura deapoio ao desenvolvimento costeiro (por exemplo, retalhistas, marinas efornecedores de atividade).A intensidade e a diversidade do turismo costeiro parece estar crescendocontinuamente (Hall, 2001; Kenchington, 1993; Miller, 1993; Orams, 1999,2007). Por exemplo a União Europeia estima que cerca de 60% de viagensdentro da Europa com pelo menos quatro permanece durante a noite realizar-se por beira-mar; clima e paisagem são os motivos predominantes para aescolha do destino de férias (Leidner, 2004).Izália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 4
  6. 6. Turismo Natureza 2010/2011A maioria das atividades recreativas em ambientes costeiros e marinhos sãodependentes de condições de tempo e clima (Scott et al., 2008). Em algunscasos, o tempo ainda determina ou limita a participação dos turistas em certasactividades (por exemplo, cancelamento de viagens devido a más condiçõesatmosféricas), como ele afeta diretamente no conforto ou a segurança dosparticipantes. Em outros casos, acontecimentos climáticos poderiam afetar osrecursos naturais que são essenciais para as atividades turísticas, resultandoem uma diminuição de atractividade e, por conseguinte, o número de visitantes(Uyarra et al., 2005).Por exemplo, durante os 3 meses após o furacão Gilbert atingiu Cancun em1988 aproximadamente 87 Milhões de dólares foram perdidos na renda doturismo (Aguirre, 1991), e mesmo depois que os turistas de evento foramrelutantes em retornar, agravando assim os efeitos negativos (Davenport eDavenport, 2006). Com poucas exceções (por exemplo, Beck, 2005; Perry,2006; Raksakulthai, 2003), no entanto, as consequências das alteraçõesclimáticas sobre o turismo costeiro não têm sido exploradas em detalhe atéagora (Amelung, Moreno e Scott, 2008).Ao longo do ano de 2007, as alterações climáticas aumentaramsubstancialmente a cobertura da mídia e turismo recebido atenção crescente,em parte devido ao encontro organizado pelo Organização Mundial de turismo(OMT) das Nações Unidas em Davos, Suíça. Esta reunião destacou aimportância das alterações climáticas como um recurso de turismo e asensibilidade das actividades de turismo às condições meteorológicas esensibilidade de mudança climática, que está manifestando-se já (Scott et al.,2008). Climáticas podem desencadear a ocorrência de uma crise de indústriade turismo em muitos destinos (por exemplo, diminuição do turismo números,degradação ambiental, ruptura social), e é de importância crucial para asustentabilidade do sector do turismo e o destino como um todo desenvolvermecanismos para prevenir e minimizar os impactos de tais crises (deSausmarez, 2007; Meheux & Parker, 2006).Gestores de turismo agora são susceptíveis de estar ciente de que a mudançaclimática pode afetar seus negócios e existe uma necessidade crescente paradiscutir e implementar medidas de adaptação. No entanto, há poucos, seIzália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 5
  7. 7. Turismo Natureza 2010/2011houver, avaliações detalhadas ou ferramentas que permitem que os decisorespolíticos e gestores ao clima de endereço alterar proativamente e desenvolvera necessária adaptação às mudanças potenciais (por exemplo, "sistemas dealerta precoce"; "alimento de praia"). Este livro, portanto, oferece umametodologia para avaliar a vulnerabilidade do turismo nas zonas costeiras.Mais especificamente, a metodologia proposta auxilia os interessados naidentificação dos componentes principais de vulnerabilidade (medidas desensibilidade, exposição e adaptação) e também fornece uma oportunidadepara uma comparação sistemática da vulnerabilidade através de diferentessituações e destinos para garantir um desenvolvimento do turismo sustentável.O livro está organizado da seguinte forma: seção 2 introduz o conceito devulnerabilidade no contexto da presente investigação e descreve oscomponentes da metodologia de avaliação de vulnerabilidade. A aplicação dametodologia é ilustrada na seção 3, usando o turismo costeiro nas IlhasMamanuca (Fiji) como um estudo de caso. Seção 4 discute os resultados e asquestões de validade da metodologia proposta e secção 5 tira conclusõesgerais e explora as próximas etapas.Desenvolvimento de uma metodologia para avaliações de vulnerabilidadede turismoInformações básicas sobre vulnerabilidadeO conceito de vulnerabilidade foi originalmente aplicado nos estudos deGeografia e risco-perigo(F¨ussel, 2007; Kasperson, Kasperson, Turner, Hsieh e Schiller, 2003; Turneret al., 2003), mas seu uso foi estendido para domínios como a ecologia, asaúde ou a alimentar sistemas (F¨ussel, 2007). O conceito de vulnerabilidadeagora é também amplamente utilizado na ciência da mudança climática (Adger,2006). O IPCC a definiram como... o grau ao qual um sistema é suscetível a ou incapaz de fazer face aosefeitos adversos das alterações climáticas, incluindo a variabilidade climática eextremos. Vulnerabilidade é uma função da natureza, magnitude e taxa deIzália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 6
  8. 8. Turismo Natureza 2010/2011variação climática ao qual um sistema é exposto, sua sensibilidade e suacapacidade de adaptação. (McCarthy, Canziani, Leary, Dokken e White, 2001,Glossário)Avaliações de vulnerabilidade no passado (por exemplo, Ribot, 1995) erammuito estreitas em foco (por exemplo isolados impactos sobre os elementosnaturais e biofísicos em um sistema), mas os avanços mais recentesreconheceram a necessidade de considerar o efeito combinado na chamadaacoplado sistemas humanos-ambiente (F¨ussel, 2007; Polsky, Neff, & Yarnal,2007; Schr¨oter, Polsky & Patt, 2005; Turner et al., 2003). Tais avaliações devulnerabilidade são frequentemente baseados em lugar (Cutter, 1996, p. 536),embora Luers et al. (2003) argumentou que o foco principal de avaliações devulnerabilidade deve ser sobre variáveis selecionadas de preocupação eespecíficas de conjuntos de factores de stress em vez de locais específicos porse. Schr¨oter et al. (2005) sugeriram que as avaliações de vulnerabilidadedevem (1) ser derivadas de várias disciplinas e participação das partesinteressadas, (2) ser específico do lugar, (3) considerar múltiplas pressõesinteragindo, (4) levam em conta a capacidade adaptativa diferencial e (5) serpotenciais, bem como histórico. Apoiar a execução de tais avaliações, osautores propuseram um método de oito passos; informar as partesinteressadas sobre as opções de adaptação é um componente integral emcada etapa.Com base na metodologia de oito etapas acima mencionada, Polsky et al.(2007) desenvolveu o diagrama de escopo de vulnerabilidade (VSD) como umaferramenta para visualização e comparação entre avaliações de vulnerabilidadediferente. O diagrama é composto por três camadas: a camada mais interna serelaciona com as dimensões de vulnerabilidade, ou seja a exposição, asensibilidade e a capacidade de adaptação. A próxima camada especifica oscomponentes de cada vulnerabilidade dimensões, ou seja, as "abstractascaracterísticas" que tipificam as dimensões (Polsky et al., 2007, p. 478).Estas dependem da situação de particular vulnerabilidade em questão.Finalmente, a camada mais externa mostra os indicadores que são usadospara medir os componentes.Izália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 7
  9. 9. Turismo Natureza 2010/2011Em uma tentativa de resumir as diversas conceptualisations e terminologias devulnerabilidade à mudança climática, F¨ussel (2007) conclui que o conceito de"vulnerabilidade" utilmente deve ser aplicado em referência a determinadassituações de vulnerabilidade. As seguintes seis dimensões são centrais paradescrever essa situação:– O sistema de análise, por exemplo, o sector do turismo, um destino deturismo;- O atributo de preocupação, por exemplo, infra-estruturas turísticas, recife decoral;– O evento de risco ou potencial que poderia danificar ou afetar o sistema deanálise e o atributo específico de preocupação, por exemplo, aumento do níveldo mar ou eventos extremos;– A referência temporal, o ponto de tempo ou período de tempo de interesse(atual vs. futuro vs. dinâmico);– A esfera, que distingue o interno (ou seja, de dentro do sistema de análise),externo (ou seja, fora do sistema em questão, mas causar impacto sobre osistema) ouCruz-escala de vulnerabilidade (interna e externa) fatores e;– O domínio do conhecimento, que inclui socio-económicos, biofísicos ouintegrada fatores.Esta seção forneceu uma visão geral da pesquisa de vulnerabilidades paraefeitos do disposto na presente investigação específica sobre turismo costeiro.Extensas revisões sobre a história, interpretações, métodos e aplicação doconceito podem ser encontrados em Adger (2006), F¨ussel e Klein (2006),Nicholls (1995) e o Brien, Eriksen, Schjolden e Nygaard (2004) entre outros.Adger (2006) concluiu que o desafio da avaliação de vulnerabilidade consisteno desenvolvimento de medidas credíveis que permitem a inclusão dediferentes percepções de risco e vulnerabilidade, dinâmica dos sistemas,aspectos de governança e a economia política mais ampla que levar emconsideração as várias escalas que são relevantes para as alteraçõesclimáticas impactos da mudança.Izália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 8
  10. 10. Turismo Natureza 2010/2011Uma metodologia para avaliar a vulnerabilidade do turismoSistemas de turismo foram identificados como sistemas complexos (Miller &Twining-Ward, 2005), e a interação entre os sistemas de clima e turismoadiciona outra camada de complexidade (Beck e feno, 2007). Um destinoturístico abrange uma variedade de partes interessadas ou agentes, incluindoempresas de turismo, organizações do setor público, grupos comunitários eorganizações não-governamentais (ONGs). Além disso, o destino écaracterizado por diferentes configurações, naturais e culturais, uma vastagama de infra-estruturas e os tipos de actividades que podem exercerdiferentes tipos de turistas. Destinos turísticos são excelentes exemplos dehomem-ambiente sistemas acoplados (F¨ussel, 2007; Polsky et al., 2007;Schr¨oter et al., 2005; Turner et al., 2003).A quantificação da vulnerabilidade à mudança climática requer metodologiasconsistentes e estruturadas (Adger, 2006). A metodologia proposta por cincoetapas pretende lidar com esse requisito de avaliação da vulnerabilidade doturismo costeiro às alterações climáticas (Figura 1). Os passos propostos sãoseqüenciais em princípio mas circular, se for caso disso. Todas as etapascontam com a entrada de tanto dados quantitativos e qualitativos (peritos epartes interessadas) de entrada.Etapa 1 está preocupada com o sistema de turismo costeiro em questão. Dadaa complexidade dos destinos turísticos, é fundamental para compreender osistema tanto quanto possível e descrever suas principais características,incluindo as relações entre seus componentes e ciclos de feedback e outrasdinâmicas. Nesta etapa, o âmbito geográfico, social e institucional da área deestudo é claramente definido, principais partes interessadas são identificadas eenvolvidas no processo (Schr¨oter et al., 2005) e actividades turísticasrelevantes são descritos e priorizadas de acordo com sua relevância. Linha doF¨ussel de pensamento não é apenas importante compreender o sistema, mastambém os atributos de preocupação. Em um contexto de turismo, atributospoderiam ser a sustentabilidade em curso actividades turísticas principais, taiscomo esportes de mergulho ou água.Izália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 9
  11. 11. Turismo Natureza 2010/2011Etapa 1 também inclui uma análise dos planos de gestão existentes e políticasrelevantes, tais como estudos de impacto ambiental (Ramjeawon & Beedassy,2004), bem como outras disposições institucionais para a gestão ambiental.Etapa 2 analisa os riscos potenciais do clima e faz uma ligação explícita entreas actividades turísticas e perigos. Isso requer uma adaptação da informaçãoclimática existente (por exemplo, saídas de modelos climáticos) para asnecessidades específicas de turismo interessado. Para o efeito, o destinoturístico será desagregado em um número de subsistemas acoplamentoatividade-perigo ou, na língua do F¨ussel, situações de vulnerabilidade. Umexemplo de um subsistema de atividade-perigo é ecoturismo costeiro(atividade) dependência de biodiversidade que pode ser influenciada pelamudança de temperaturas (perigo). O subsistema seria então denominadoecoturismo-temperatura. Os vários subsistemas podem operar em diferentesescalas. Nesta etapa, uma seleção dos subsistemas a serem analisados érealizada em partes interessadas collaborationwith.Etapa 3 amplia as duas etapas anteriores, pois envolve a identificação devulnerabilidades principais componentes e indicadores quantitativos para osmedir. Diferentes ferramentas poderiam ser usadas para facilitar a identificaçãoe visualização dos componentes de vulnerabilidade. A vulnerabilidade escopodiagrama desenvolvido por Polsky et al. (2007) é útil para organizar o múltiploComponentes e indicadores para cada subsistema de atividade-perigo,verifique-os para a integralidade e validá-las em consulta com as partesinteressadas.Indicadores ajudarão os decisores políticos a avaliar cada componentevulnerável, na exposição, sensibilidade e capacidade de adaptação.Importante, esses indicadores também são usados para monitorar essescomponentes ao longo do tempo, avaliar a sua estabilidade e susceptibilidadea perturbação e eventualmente controlar alterações na vulnerabilidade (deSausmarez, 2007; Miller & Twining-Ward, 2005). Indicadores são geralmentede natureza quantitativa e eles podem envolver coleta de dados intensivos.Enquanto a prática de mensuração através de indicadores pretende ser tãoobjectiva quanto possível, a interpretação dos indicadores poderia seraltamente subjetivos e dependem dos valores e percepções das pessoasIzália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 10
  12. 12. Turismo Natureza 2010/2011envolvidas no processo de avaliação (Adger, 2006; de la Vega-Leinert et al.,2008). Por exemplo, é necessário determinar um "limiar de risco, perigo oudano" (Adger, 2006, p. 276) associado com alguns indicadores e/ou o sistemacomo um todo. Uma prática comum em muitas avaliações de impacto e devulnerabilidade é a utilização de abordagens semi-quantitativa. Estes muitasvezes envolvem marcando métodos, onde cada indicador é dividido emcategorias (por exemplo, baixas, médias e altas) e uma pontuação numérica éatribuída a cada uma destas categorias, um processo que normalmente érealizado com contributos de partes interessadas (Brooks, Adger & Kelly, 2005,de la Vega-Leinert et al., 2008; FICV, 2007; Yamada, Nunn Mimura, Machida eYamamoto, 1995).Passo 4 avalia o impacto nas alterações climáticas globais no destino. Análisede cenário poderia ser empregada para potenciais vulnerabilidades futuras doprojeto, lidar com variáveis relevantes e padrões de desenvolvimento e exploraropções de adaptação diferentes e possíveis choques inesperados que afetam osistema. Isto é, na verdade, não um processo linear, mas um passo dinâmiconos quais as partes interessadas a definir padrões de desenvolvimento e outroselementos que possam determinar ou influenciar a futura vulnerabilidade (porexemplo, opções de adaptação diferentes). Para este efeito, as partesinteressadas terá que discutir a totalidade das avaliações individuais e pesarcontra critérios especificados. Este processo de decisão é de naturezasubjetivo e depende da avaliação das partes envolvidas, suas atitudes de riscoe as metas que atribuem ao turismo, por exemplo, geração de emprego,desenvolvimento económico, contribuição de divisas, conservação da naturezaou eqüidade social. Uma ferramenta de análise multi-critério em que atoresavaliar diferentes medidas com base em suas perspectivas pessoais e valorespodem contribuir no processo de construção de consenso entre os diferentesintervenientes (Belle &Bramwell, 2005; Brown et al., 2001). Neste processo, é também importante terem atributos da conta de sistema, tais como não-linearidade (por exemplo, opotencial para surpresas), as interdependências e loops de comentários.Engajar partes interessadas também permite a validação da metodologia e osIzália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 11
  13. 13. Turismo Natureza 2010/2011conjuntos derivados de componentes de vulnerabilidade e indicadores(visualizados por exemplo os VSDs).Etapa 5 envolve a comunicação dos resultados às partes interessadas paraalém daqueles que estavam envolvidos no processo de tomada de decisão.Envolver as partes interessadas durante a avaliação, bem como depois garantea credibilidade e a aceitação pelos diferentes interessados (Schr¨oter et al.,2005; Vogel, Moser, Kasperson e Dabelko, 2007). O objectivo é melhorar ametodologia e também facilitar a sua aplicação a outros contextos e regiões eassim maximizar o aprendizado para cada avaliação específica.A Figura 1. Visão geral da metodologia de avaliação de vulnerabilidade deturismo de cinco etapas.Izália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 12
  14. 14. Turismo Natureza 2010/2011Aplicativo para FijiFiji é o maior destino turístico do Sul do Pacífico. Turismo geralmente tem sidoassociado a ambientes marinhos (praia e mergulho) com mais de 60% dosturistas participando de natação e mergulho e 12% participando de mergulho(Beck, 2004). As Ilhas Mamanuca são um destino turístico importante doarquipélago Fiji (Figura 2).Ainda, eles tendem a ser altamente vulnerável às alterações climáticas. Aseguir, a metodologia de avaliação de vulnerabilidade apresentada na seçãoanterior é aplicada à situação das Ilhas Mamanuca. A área de trabalho sebaseia em trabalhos anteriores dos autores em Fiji, que incluiu entrevistas comos principais intervenientes do sector público e ONGs (realizadas em doisprojetos diferentes em 2004 e 2006), uma pesquisa entre turistas (n = 373) euma pesquisa de alojamento providers1 (n = 25) (Beck, 2004, 2005; FijiMinistério do turismo, 2006). Durante esse processo, engajamento das partesinteressadas não foi difícil como eles tinham um forte interesse em questão; oprocesso foi criado como um participativo e foi a chave assegurar que as vozesdiferentes foram representadas e ouvidas. Esta relacionada com vários níveisde governo, indústria, comunidades e ONGs. Uma combinação de reuniõespessoais e em grupo foi encontrada para ser frutuosa. O trabalho anteriorfornecido suficientes informações e conhecimentos sobre as condições locais epontos de vista dos interessados sobre mudança climática para testar ametodologia proposta.Etapa 1 : Ilhas Mamanuca lie oeste de Viti Levu (ilha principal). O grupo deIlhas contados cerca 88.341 noites de visitante em 2005 (17,3% de todas asnoites em Fiji) e o turismo é um extremamente importante gerador de renda eemprego (GRM International, 2007). As Ilhas Mamanuca oferecem 808 quartosem 23, na sua maioria up-market, propriedades de alojamento. Quanto para aodescanso de Fiji, principais atividades realizadas pelos turistas estão relaxandona praia, natação, baixado porSnorkel e mergulho. Cada vez mais, os turistas participarem de ecoturismo epasseios de aldeia cultural. Políticas e planos pertinentes de gestão devem serIzália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 13
  15. 15. Turismo Natureza 2010/2011exploradas nesta etapa embora eles não são apresentados aqui, como oobjetivo é desenvolver a metodologia e ilustram os princípios.Etapa 2 : Clima de Fiji é tropical oceânico, com uma estação seca de Maio aOutubro e uma estação chuvosa de novembro a Abril. A estação chuvosa –que inclui as férias de pico em torno de Natal – é também a temporada deciclones. Padrões de chuva são determinadas pelos ventos sudeste, resultandoem um Oriente molhado e seco oeste (incluindo o Mamanucas). A oscilação doSul de Ni˜no El afeta Fiji como ele influencia a posição da zona de convecçãodo Pacífico Sul. Durante os eventos de El Ni˜no (cerca de 7 anos), ascondições meteorológicas nas Ilhas Fiji são mais seco e mais quente do que amédia (Hay et al., 2003).As Ilhas Mamanuca são altamente expostas a ciclones, secas e crescentestemperaturas do mar, que terão um impacto sobre a erosão costeira, escassezde água e coral branqueamento entre outros (Serviço Meteorológico de Fiji,2006). Em 2000, um evento de enorme coralbleaching levou os danos daspartes substanciais dos recifes de coral devido à água de alta temperatura(Cumming et al., 2002). As Ilhas Mamanuca são ilhas do Atol e como tal sãovulneráveis à elevação do nível do mar. De acordo com uma pesquisa entre osoperadores de alojamento, estâncias turísticas enfrentam problemas comressacas e qualidade da água (Beck, 2004). O mesmo grupo de partesinteressadas identificadas ciclones como os mais importantes impactos dasalterações climáticas para suas empresas (muitas vezes sem seguro). Ciclonestambém representam um perigo para as comunidades locais e turistas e elesdestruam recursos naturais, incluindo praias e recifes de coral. Como taisciclones afetam a própria existência do turismo no destino e o sistema deatividade-risco de "praia-ciclone" é identificado como o mais crítico.Izália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 14
  16. 16. Turismo Natureza 2010/2011A Figura 2. Mapa da Fiji mostrando as Ilhas Mamanuca para o noroeste de VitiLevu (as ilhas de Ono-i-Lau e Vatoa do grupo sul Lau não estão representadasneste mapa). Fonte: Fiji Visitor Bureau, 2004.O risco de Coral branqueamento e o facto desse snorkel é uma actividadeimportante, faz "branqueamento de mergulho/snorkelling–coral" o segundosubsistema de análise.Outros sistemas de risco de atividade de interesse seria"abastecimento de água de hotel" e "alterações de ecoturismo-biodiversidade",embora eles não foram incluídos nesta avaliação. As circunstâncias específicaspara cada situação de vulnerabilidade dependem da ilha particular em questão.Etapa 3 : Os componentes de vulnerabilidade identificada de dois subsistemasna MamanucaIlhas são mostradas nas figuras 3 e 4. A VSD (Polsky et al., 2007) é usada aquipara fins de visualização. Para o subsistema "praia-ciclone", descrevendo aexposição de componentes incluem, por exemplo, o "risco estatístico dosciclones" e a "população de turista" e "infra-estrutura" que pode ser afectadaIzália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 15
  17. 17. Turismo Natureza 2010/2011por um ciclone. Medidas potenciais de exposição ciclones possam estarrelacionados com a "intensidade" de tempestades ou os períodos de retorno,com base em dados históricos e tendências analisa (Serviço Meteorológico deFiji, 2006). População de turista pode ser medida como o número de turistasem uma ilha para cada noite durante a temporada de ciclones.A exposição da infra-estrutura turística poderia ser estimada sob a forma de"valor" do capital e/ou "local" (por exemplo, distância entre a marca de maréalta).A Figura 3. Vulnerabilidade de escopo diagrama para o subsistema "praia-ciclone" (adaptado de Polsky et al., 2007).Izália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 16
  18. 18. Turismo Natureza 2010/2011A Figura 4. Vulnerabilidade de escopo diagrama para o subsistema"snorkelling-coral branqueamento" (adaptado de Polsky et al., 2007).A Sensibilidade é descrita por meio dos seguintes componentes: o especial"características da praia e orla costeira", a "percepção dos turistas" e acondição da infra-estrutura. A sensibilidade da praia/litoral ciclones pode sermedido pelo "taxas de erosão atuais" (por exemplo, em milímetros por ano), umparâmetro que é altamente dependente das características costeirasgeomorfológicas (ou seja, diferentes tipos costeiros – por causa de variáveisIzália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 17
  19. 19. Turismo Natureza 2010/2011tais como rochas de hard/soft ou praia materiais e perfis – possuem diferentesensibilidade à erosão) (Eurosion, 2004). Outros parâmetros poderiam ser útiltambém, tais como topografia e batimetria ou integridade da vegetação."Percepção dos turistas" poderia ser capturada em pesquisas, por exemplo, aproporção de turistas que estão preocupados com a ser apanhado em umciclone.A condição da infra-estrutura pode ser medida como a proporção de "prova deciclone edifícios". Além disso, um indicador pode medir capital segurado contrasegurados.Finalmente, a resposta adaptativa é capturada por componentes tais como"capacidade de gestão", "acesso ao financiamento" e "apoio institucional".Indicadores para avaliar estes componentes incluem, por exemplo, o númerode Ilhas/resorts que fazem parte de um sistema precoce"aviso" ou os dólaresinvestidos em tecnologia, tais como o uso e as medidas de adaptação dasestruturas de hardware e software para proteção. Estratégias de gestão como"diversificação" dasatividades e campanhas de "marketing" poderiam contribuir para reduzir adependência do turismo de praia e, portanto, menor vulnerabilidade em casode danos de praia.Da mesma forma, os componentes de vulnerabilidade para a snorkelling–coral"branqueamento" podem ser descritos resumidamente. Principaisdeterminantes da exposição incluem a "localização de Recife", "condições doOceano" e "storminess" como os principais fatores de coral branqueamento.Características de Recife, como "número de espécies presentes" ou"diversidade", influenciam a medida em que o Recife é sensível às mudançasdas condições. "Preferências de turistas e conhecimento" sobre o Recife e suapressão também fazem parte da dimensão de sensibilidade. Finalmente, acapacidade de adaptação é descrita, por exemplo, por "gerencial","tecnológico" e "institucionais" componentes como as possibilidades de criaçãode "recifes artificiais" e medidas de protecção com criação de "zonas marinhasprotegidas" e "gerenciamento de visitantes" para melhorar a capacidade deresistência do sistema de Recife.Izália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 18
  20. 20. Turismo Natureza 2010/2011Para a avaliação dos indicadores que medem os componentes diferentes devulnerabilidade, um sistema de pontuação deve ser desenvolvido emcolaboração com as partes interessadas e com base no conhecimentoexistente e os dados. Para o exemplo de Mamanuca e com base nosconhecimentos especializados e literatura existente, o resultado de talmarcando forneceria uma avaliação do grau de vulnerabilidade de cadasubsistema como refletido na tabela 1. A vulnerabilidade global não é a médiados três componentes como pesos diferentes podem ser aplicados a cada umdeles (ou seja, capacidade de adaptação desempenha um papel fundamentalna definição a vulnerabilidade final como ele determina em grande medida amagnitude dos impactos). Esta avaliação é especulativa nesta fase e não foramobtida com a participação das partes interessadas.Um componente fundamental de qualquer avaliação de vulnerabilidade é aidentificação de potenciais opções de adaptação que são ambos exequível eprático (Smit & Wandel, 2006). Estas estratégias de madaptation devem não sóvisam a redução dos impactos, mas também explorar novas possibilidadestrazidas pelas alterações climáticas, tendo em conta o triplo alicerce dosaspectos económicos, sociais e ambientais. As comunidades têm lidado comadaptação à mudança costeira ao longo de décadas. No caso de Fiji, proteçãodo litoral, principalmente pela virilha, começou após 1960, provavelmente comouma reação à pressão populacional e erosão costeira. Estas e outrasestruturas foram criadas principalmente com base em materiais avaliáveis enão guiada por qualquer especialização, tornando a manutenção de estruturastão caro e complicado para as Comunidades (Mimura & Nunn, 1997). Issofornece um bom exemplo de um turismo sustentável como estratégias deplanejamento, suportado por ferramentas como a metodologia devulnerabilidade aqui apresentados, é necessários e poderia ajudar osinteressados turismo proativamente adaptar aos impactos da mudança declima.Etapas 4 e 5 : A análise de cada subsistema de atividade-perigo proporcionariaumidentificação dos principais componentes da vulnerabilidade como refletido naVSDs acima, assim como uma medida do grau e a severidade daIzália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 19
  21. 21. Turismo Natureza 2010/2011 vulnerabilidade. Isto permitiria identificar as dimensões que mais contribuem para a vulnerabilidade, ou seja, uma alta exposição, alta sensibilidade ou falta de capacidade de adaptação para cada subsistema. Ao fazer uma avaliação global, as partes interessadas iria explorar um número de cenários e avaliar como futuros desenvolvimentos e choques inesperados poderiam influenciar vulnerabilidades dos subsistemas. Não-linearidades e feedback mecanismos entre os vários subsistemas também poderiam ser incluídos. Por exemplo, um aumento de coral branqueamento devido às temperaturas de água mais quentes e tempestade impactos conduzirá a uma redução da protecção costeira e, portanto, uma ampliação do efeito dos ciclones em ressacas (Pacífico Ilhas assistência climáticas, 2005). As partes interessadas envolvidas na análise, portanto, iria priorizar vulnerabilidades e as ações que devem ser tomadas. As partes interessadas nas Ilhas Mamanuca poderiam incluir a estância proprietários e/ou gestores, representantes da Comunidade, ONGs locais ou nacionais (por exemplo, o Mamanuca ambiental sociedade), organismos regionais (por exemplo, SOPAC ou WWF South Pacific), conselhos locais (Conselho de Lautoka) e organismos nacionais, como o Ministério do turismo e ambiente. Os resultados do estudo, em seguida, poderiam ser distribuídos às partes interessadas dentro Fiji ou outros destinos da ilha. Tabela 1. Resumo dos componentes de vulnerabilidade dos dois subsistemas de atividade-risco analisado em Ilhas Mamanuca.Atividade-perigo Expuser sensibilidade capacidade Adaptável vulnerabilidade geral1. Ciclones praia alta muito alta Moderate moderada2. Snorkelling – coral branqueamento alto alto Low alto Discussão Há um corpo substancial de investigação sobre vulnerabilidade à mudança climática. Directrizes técnicas para avaliar as alterações climáticas IPCC Izália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 20
  22. 22. Turismo Natureza 2010/2011impactos da mudança e adaptações (Carter, Parry, Nishioka, & Harasawa,1994) têm sido amplamente utilizadas e são a base para várias avaliações devulnerabilidade de alteração de clima nacional. Com base nisso, o manual doprograma de meio ambiente das Nações Unidas (UNEP) sobre os métodospara o clima mudar avaliação de impacto e estratégias de adaptação (Feenstra,Burton, Smith e Tol, 1998) foi projetado para fornecer orientação em nível desistema ou setor. No entanto, nenhuma das duas metodologias abordadas asexigências específicas do sector do turismo. Recentes avanços na pesquisa devulnerabilidades identificaram a necessidade de se concentrar em sistemashumanos-ambiente acoplados. Turismo com sua elevada dependência doambiente natural e o envolvimento de inúmeros atores humanos é um bomexemplo de tal sistema.Este livro desenvolveu uma metodologia de cinco etapas para a avaliação davulnerabilidade de um destino de turismo costeiro. O quadro propostoreconhece que um destino de turismo é um sistema complexo que consiste demuitas situações de vulnerabilidade diferente. Cada um destes sãocaracterizados por atributos diferentes de preocupação, os perigos, as partesinteressadas envolvidas, períodos considerados e capacidade adaptativa. Alémdisso, estas situações de vulnerabilidade, ou subsistemas de atividade-perigo,não são todos igualmente importantes para a sustentabilidade e o bem-estar dodestino como um todo. Alguns dos subsistemas serão partes integrantes doque faz o destino específico, enquanto outros são possivelmente maisdispensáveis. Os subsistemas não são independentes umas das outras, massão susceptíveis de ser interligadas.Este livro argumenta que o framework fornece um útil "andaime", mas eletambém reconhece que as análises devem ser realizadas através de estudosde caso de avaliação. Algumas dificuldades e, potencialmente, desacordo entreas partes interessadas, podem surgir, por exemplo, ao determinar quaiscomponentes de vulnerabilidade e medidas devem ser incluídas na análise equais dimensões eles pertencem a. No presente exemplo das Ilhas Mamanuca,a existência de "sistemas de alerta precoce" foi entendida como um elementoque melhorou a capacidade de adaptação. No entanto, ele também poderia servisto no contexto da sensibilidade, quando estabelecido e functioningwarningIzália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 21
  23. 23. Turismo Natureza 2010/2011sistema diminui a sensibilidade de um determinado subsistema. Como Polskyet al. (2007) apontou, exposição, sensibilidade e capacidade de adaptação nãosão perfeitamente separáveis e precisarão ser negociado dependendo docontexto da análise. A metodologia de avaliação de vulnerabilidade propostopara turismo costeiro tem várias vantagens. Como o estudo de caso com osdois subsistemas de atividade-perigo de Fiji mostrou, a abordagem é capaz deabranger todas as actividades de turismo de interesse e relacioná-los para asvárias dimensões da vulnerabilidade de uma forma estruturada. Adesagregação de um destino em vários subsistemas de atividade-perigo reduza complexidade e, assim, permite uma avaliação em etapas gerenciáveis. Estaé uma nova abordagem que tem sido ignorada em tentativas anteriores paraavaliar a vulnerabilidade do turismo para a mudança climática. No entanto, estaadição é de alta relevância, como vulnerabilidade de mudança climática(incluindo os principais agentes envolvidos) é susceptível de variarsubstancialmente para os diferentes subsistemas.O quadro proposto cinco etapas é capaz de refletir a natureza dinâmica dosistema de exploração turística, abordando a vulnerabilidade das atividadesatuais bem como as previstas para o futuro. Assim, ele também se presta aavaliação de vulnerabilidade e análise de cenário dos futuros Estadosespecíficos (no clima ou outros fatores). Além disso, fatores internos e externospodem ser considerados na análise dos componentes de vulnerabilidade. Porexemplo, fatores internos se relacionam com o destino próprio (por exemplo,seja localizado em uma zona de furacão ou não), considerandos fatoresexternos dizem respeito às pressões que ocorrem fora do sistema, porexemplo, as actividades dos destinos concorrentes.A metodologia explicitamente integra as partes interessadas no processo emcada etapa e reconhece que o resultado final da avaliação (incluindo asmedidas de adaptação que colocar no lugar) é o resultado da tomada dedecisão das partes interessadas. Esta é de natureza subjetiva e o resultado iráreflectir as prioridades e as expectativas que as partes interessadas atribuemao turismo. Como tal, o quadro é altamente confiável e mais susceptível deconduzir a uma implementação bem sucedida das medidas de adaptação.Além disso, esse diálogo das partes interessadas acrescenta credibilidade eIzália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 22
  24. 24. Turismo Natureza 2010/2011melhora a relevância social da avaliação (Brooks et al., 2005; de la Vega-Leinert et al., 2008). O presente quadro pode também ser facilmente distribuídoe aplicado em uma ampla gama de configurações, mesmo para além doturismo costeiro, jogando um papel importante na sensibilização dos outrosdestinos.Finalmente, a validade da themethodologywill ser determinado pela suacapacidade de melhorar a compreensão da vulnerabilidade do destinodeterminado (curto prazo) e, na medida em que adaptationmeasures sãocolocados no lugar, para reduzir a vulnerabilidade de alteração de clima (longoprazo).A curto prazo validade e utilidade do quadro é dada por uma avaliação decompreensão de partes interessadas de vulnerabilidade e sua satisfação com oprocesso e os resultados da avaliação. Se, como resultado da avaliação devulnerabilidade, são implementadas medidas de adaptação (por exemplo,"nutrição de praia", "elevando estruturas", "edifícios de cycloneproof", "sistemasde alerta precoce" etc.), é possível avaliar a validade, monitoramento deindicadores de vulnerabilidade ao longo do tempo e identificando reduções navulnerabilidade.A implementação destes adaptationmeasures deve basear-se no diálogo daspartes interessadas assistido por conhecimentos científicos e técnicos (análisecustos-benefícios, avaliações de sustentabilidade). Destinos que utilizaram ametodologia proposta para reduzir a vulnerabilidade poderiam ser comparadoscom destinos semelhantes que não tem avaliado sua vulnerabilidade eimplementadas medidas de adaptação.ConclusãoRecreação nas zonas costeiras tem uma longa tradição e ainda é a maisimportante forma de turismo. Muitos destinos dependem do turismo costeiropara o seu desenvolvimento económico, especialmente pequena ilha destinos.No entanto, os destinos costeiros são altamente vulneráveis às alteraçõesclimáticas, que agravam as pressões existentes nestes, muitas vezesaltamente povoada, áreas. Zonas costeiras são não só expostos e sensíveis àsalterações climáticas, mas em muitos casos sua capacidade adaptativa éIzália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 23
  25. 25. Turismo Natureza 2010/2011baixa. Isto ameaça a sustentabilidade das actividades turísticas não só doponto de vista económico, mas também social e ambiental. Conhecimentosobre vulnerabilidade à mudança climática, por conseguinte, irá desempenharum papel importante nas estratégias de gestão actual e futura dos destinos deturismo e vai ajudar a desenvolver estratégias de adaptação sob medidas parao local que está sendo estudado.A quantificação da vulnerabilidade à mudança climática requer metodologiasconsistentes e estruturadas. A metodologia de cinco etapas apresentadafornece uma estrutura sistemática para avaliar a vulnerabilidade do turismocosteiro às alterações climáticas. Uma avaliação começa com uma análiseaprofundada do destino, tanto em termos de suas atividades de turismo eparâmetros sócio-económicos relevantes (passo 1). Etapa 2 envolve umaanálise dos potenciais impactos de mudança do clima e identifica e priorizasubsistemas relevantes atividade-perigo. A análise de vulnerabilidade de cadasubsistema, baseado nas três dimensões da exposição, sensibilidade ecapacidade de adaptação, tem lugar na etapa 3. Polsky et al. da VSD (2007) éusado nesta etapa para fornecer uma estrutura para trabalhar com as partesinteressadas. Identificação das medidas de adaptação viável com base nosprincípios do desenvolvimento sustentável aumenta a capacidade deresistência e preparação do sistema. Na etapa 4, integrar as várias análisesindividuais avalia a vulnerabilidade global do destino. Cenários podem ajudarna exploração da evolução futura. Comunicação dos resultados é a chave paramelhorar o conhecimento sobre a vulnerabilidade de turismo (etapa 5). Assim,uma ampla aplicação da presente proposta-quadro permitiria adaptação demudança climática em outros destinos costeiros.Existem duas abordagens diferentes na aplicação do desenvolvimentosustentável para o turismo: aqueles que defendem a manutenção de turismoem um destino a longo prazo e aqueles que defendem o turismo como umveículo para alcançar um desenvolvimento sustentável, uma abordagem queengloba muito mais vasto e prioridades (Holden, 2000). Independente daabordagem, mudança climática irá ameaçar a destinos colocando em risco acontinuação das actividades turísticas e, por conseguinte, pôr em causa odesenvolvimento das regiões que pode encontrar no turismo não apenas umaIzália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 24
  26. 26. Turismo Natureza 2010/2011chave de dirigir a força de sua economia, mas também um importante incentivopara a conservação ambiental e social. A metodologia apresentada aborda asustentabilidade do sector do turismo, aumentando seu grau de preparaçãopara futuras crises potenciais provocados por impactos de mudança do clima eestimular a adaptação de destinos e seu desenvolvimento de maneirasustentável.Próximas etapas envolverá um aplicativo extenso do quadro de avaliação devulnerabilidade para destinos de turismo diferentes, incluindo casos emEspanha, Austrália e Nova Zelândia.Isso permitirá que o aperfeiçoamento da metodologia e avaliação da validadeda estrutura. Uma aplicação mais ampla da metodologia será útil paracomparar destinos de turismo diferente em relação à sua vulnerabilidade edesenvolver uma maior compreensão dos desportos quentes devulnerabilidade no mapa de turismo do mundo. Pesquisas posteriores tambémdevem investigar em mais detalhe potenciais medidas de adaptação, inclusiveseus custos e viabilidade.As zonas costeiras não são só expostos e sensíveis às alterações climáticas,mas em muitos casos a sua capacidade adaptativa é baixa. Isto ameaça asustentabilidade das actividades turísticas não só do ponto de vista económico,mas também social e ambiental.Independente da abordagem, a mudança climática irá ameaçar destinoscolocando em risco a continuação das actividades turísticas e, por conseguinte,pôr em causa o desenvolvimento das regiões que pode encontrar no turismonão apenas uma chave de dirigir a força de sua economia, mas também umimportante incentivo para a conservação ambiental e socialIzália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 25
  27. 27. Turismo Natureza 2010/2011 ResumoAtravés de uma metodologia de avaliação, os ambientes costeiros e marinhosestão entre as mais populares áreas de recreação ao ar livre e turismo. Aszonas costeiras também foram identificadas como os mais vulneráveis àsalterações climáticas, por exemplo como resultado de eventos extremos esubida do nível do mar. É cada vez mais importante para os gestores dedestinos de turismo costeiro entender a vulnerabilidade em relação àsalterações climáticas e conceber a adaptação adequada. Este trabalhoapresenta uma metodologia de avaliação de vulnerabilidade de cinco etapaspara o turismo nas zonas costeiras. As cinco etapas incluem análise do sistema(1), (2) identificação de atividade e subsistemas de perigo, avaliações devulnerabilidade (3) para os diferentes subsistemas em risco, (4) integração parao destino como um todo e análise do cenário e da comunicação (5).No passado, as condições meteorológicas geralmente têm sido associadascomo ciclos naturais (por exemplo, estações do ano) ou variabilidade local nocontexto de um clima de constante (Abegg, K¨onig, B¨urki, & Elsasser, 1997).As zonas costeiras parecem particularmente vulneráveis aos impactos damudança de clima, como estão expostos a ventos extremos do clima eaumento do nível do mar (IPCC, 2007), esta vulnerabilidade é agravada pelaacumulação de vários factores de stress e crescentes pressões provocadaspelo homem, como aumento de população e o desenvolvimento (Nicholls et al.,2007). Ambientes costeiros e marinhos são também destinos turísticos muitoimportantes, com centenas de milhões de pessoas visitando costas eparticipando de algum tipo de atividade marinha (Orams, 1999). De acordo comHall (2001, p. 602), o Turismo costeiro abraça toda a gama de turismo, lazer erecreativamente orientada para actividades que têm lugar na zona costeira enas águas costeiras "offshore". Estas incluem o desenvolvimento de turismocosteiro (alojamento, restaurantes, indústria alimentar e segunda habitação) e ainfra-estrutura de apoio ao desenvolvimento costeiro (por exemplo, retalhistas,marinas e fornecedores de atividade).Izália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 26
  28. 28. Turismo Natureza 2010/2011A intensidade e a diversidade do turismo costeiro parece estar crescendocontinuamente (Hall, 2001; Kenchington, 1993; Miller, 1993; Orams, 1999,2007). Por exemplo a União Europeia estima que cerca de 60% de viagensdentro da Europa com pelo menos quatro permanece durante a noite realizar-se por beira-mar; clima e paisagem são os motivos predominantes para aescolha do destino de férias (Leidner, 2004).A maioria das atividades recreativas em ambientes costeiros e marinhos sãodependentes de condições de tempo e clima (Scott et al., 2008). Em algunscasos, o tempo ainda determina ou limita a participação dos turistas em certasactividades (por exemplo, cancelamento de viagens devido a más condiçõesatmosféricas), como ele afeta diretamente no conforto ou a segurança dosparticipantes. Em outros casos, acontecimentos climáticos poderiam afetar osrecursos naturais que são essenciais para as atividades turísticas, resultandoem uma diminuição de atractividade e, por conseguinte, o número de visitantes(Uyarra et al., 2005).Ao longo do ano 2007, as alterações climáticas aumentaram substancialmente,teve atenção crescente da midia, em parte devido ao encontro organizado pelaOrganização Mundial de turismo (OMT) das Nações Unidas em Davos, Suíça.Esta reunião destacou a importância das alterações climáticas como umrecurso de turismo e a sensibilidade das actividades de turismo às condiçõesmeteorológicas e sensibilidade de mudança climática, que está manifestando-se já (Scott et al., 2008). As alterações climáticas podem desencadear aocorrência de uma crise de indústria de turismo em muitos destinos (porexemplo, diminuição do turismo números, degradação ambiental, rupturasocial), e é de importância crucial para a sustentabilidade do sector do turismoe o destino como um todo desenvolver mecanismos para prevenir e minimizaros impactos de tais crises (de Sausmarez, 2007; Meheux & Parker, 2006).As avaliações de vulnerabilidade no passado (por exemplo, Ribot, 1995) erammuito estreitas em foco (por exemplo isolados impactos sobre os elementosnaturais e biofísicos em um sistema), mas os avanços mais recentesreconheceram a necessidade de considerar o efeito combinado no chamadosistemas humanos-ambientes.Izália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 27
  29. 29. Turismo Natureza 2010/2011O conceito de "vulnerabilidade" ultimamente deve é aplicado em referência adeterminadas situações de vulnerabilidade. As seguintes seis dimensões sãocentrais para descrever essa situação: O sistema de análise, por exemplo, o sector do turismo, um destino de turismo; O atributo de preocupação, por exemplo, infra-estruturas turísticas, recife de coral; O evento de risco ou potencial que poderia danificar ou afetar o sistema de análise e o atributo específico de preocupação, por exemplo, aumento do nível do mar ou eventos extremos; A referência temporal, o ponto de tempo ou período de tempo de interesse (atual vs. futuro vs. dinâmico); A esfera, que distingue o interno (ou seja, de dentro do sistema de análise), externo (ou seja, fora do sistema em questão, mas causar impacto sobre o sistema) ou Cruz-escala de vulnerabilidade. O domínio do conhecimento, que inclui socio-económicos, biofísicos ou integrada fatores.Esta seção forneceu uma visão geral da pesquisa de vulnerabilidades paraefeitos do disposto na presente investigação específica sobre turismo costeiro.Sistemas de turismo foram identificados como sistemas complexos (Miller &Twining-Ward, 2005), e a interação entre os sistemas de clima e turismoadiciona outra camada de complexidade (Beck e feno, 2007). Um destinoturístico abrange uma variedade de partes interessadas ou agentes, incluindoempresas de turismo, organizações do setor público, grupos comunitários eorganizações não-governamentais (ONGs). Além disso, o destino écaracterizado por diferentes configurações, naturais e culturais, uma vastagama de infra-estruturas e os tipos de actividades que podem exercerdiferentes tipos de turistas. Destinos turísticos são excelentes exemplos dehomem-ambiente sistemas acoplados.Izália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 28
  30. 30. Turismo Natureza 2010/2011 ParadoxoDepois da leitura do texto, verifiquei a existência de pelo menos trêsparadoxos.Antigamente as condições meteorológicas eram constantes durante todo o ano,ou seja, estas eram associadas às estações do ano. Assim, conseguia-seprever que tipo de tempo iria haver em cada estação, o que facilitava escolhascomo o tipo de roupa a usar ou destinos turísticos a escolher. Com a crescentepressão humana sobre o ambiente o clima acabou por ser afetado.A indústria do turismo é uma das responsáveis pelos efeitos nefastos no meioambiente. Pois de “mãos dadas” com o turismo estão os transportes aéreos etodos os outros, e estes representam uma grande parcela dos gases de estufaque são lançados para a atmosfera.Portanto o paradoxo que aqui se encontra é o seguinte, o clima quando eraestável fazia com que as pessoas visitassem outros locais nas suas férias.Com o aumento do número de visitantes o clima foi ficando cada vez maisfragilizado pondo em risco o futuro do próprio turismo nalguns locais.O Segundo paradoxo deve-se ao uso abusivo do ambiente por parte dosHomens.O facto do ambiente estar ameaçado e vulnerável deve-se ao seu uso abusivopor parte do Homem. Ele devido aos seus comportamentos danificou oambiente e o turismo é uma das formas de destruição do ambiente, contudo,apesar de destruir o ambiente também cria receitas. Por sua vez essas receitassão utilizadas para promover ainda mais o turismo, e o que acaba poracontecer é que o clima continua a deteriorar-se cada vez mais. E uma vez queos agentes turísticos precisam de determinadas condições climáticas paraexecutar as suas atividades, acabam por se debruçar sobre esta problemáticapromovendo avaliações de vulnerabilidade do turismo.O que financia a observação e avaliação (e alguma proteção) do ambiente é omesmo que contribui significativamente para a sua destruição.O último paradoxo refere o pró e contra do Turismo.Izália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 29
  31. 31. Turismo Natureza 2010/2011O turismo apesar de contribuir para a poluição e consequente degradaçãoambiental, acaba por ser muito importante para as pessoas e localidades.Muitos locais dependem do turismo para aumentar a sua economia e com issopromover a conservação natural e social. Ou seja, o turismo além de ter grandepotencial para promover um local e/ou uma economia, tem também potencial(se não se tiver cuidados) para danificar ambientes locais.Izália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 30
  32. 32. Turismo Natureza 2010/2011 ConclusãoCom este artigo, concluo que as zonas costeiras não são só expostos esensíveis às alterações climáticas, mas em muitos casos a sua capacidadeadaptativa é baixa. Isto ameaça a sustentabilidade das actividades turísticasnão só do ponto de vista económico, mas também social e ambiental.Independente da abordagem, a mudança climática irá ameaçar destinoscolocando em risco a continuação das actividades turísticas e, por conseguinte,pôr em causa o desenvolvimento das regiões que pode encontrar no turismonão apenas uma chave de dirigir a força de sua economia, mas também umimportante incentivo para a conservação ambiental e social. o facto doambiente estar ameaçado e vulnerável deve-se ao seu uso abusivo por partedo Homem. Ele devido aos seus comportamentos danificou o ambiente e oturismo é uma das formas de destruição do ambiente, contudo, apesar dedestruir o ambiente também cria receitas. Por sua vez essas receitas sãoutilizadas para promover ainda mais o turismo, e o que acaba por acontecer éque o clima continua a deteriorar-se cada vez mais.Izália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 31
  33. 33. Turismo Natureza 2010/2011 BibliografiaAlvaro Moreno & Susanne Becken (2009): A climate change vulnerabilityassessment methodology for coastal tourism, Journal of Sustainable Tourism,17:4, 473-488Izália Mangar – 3º ano Animação Turística Página 32

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