Sífilis
Izadora Clara Reis
Sífilis
• Descrição: É uma doença sexualmente transmissível causada pela
bactéria Treponema pallidum. A principal via de t...
Sífilis recente
• É a que compreende o primeiro ano de evolução, período de
desenvolvimento imunitário na sífilis não trat...
• Sífilis secundária é a sequencia lógica da sífilis primária não tratada,
e é caracterizada por uma erupção cutânea que a...
• Sífilis latente: Estado tipo portador, em que o indivíduo está infectado e é
infeccioso mas não apresenta sintomas signi...
Sífilis Tardia
• É considerada tardia após o primeiro ano de evolução e ocorre em doentes
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Sífilis congênita
• É a infecção fetal via hematogênica, e em geral apartir do 4° mês de gravidez por
via placentária. Apó...
• Sífilis congênita tardia: A sífilis congênita tardia surge após o 2º ano de
vida. Corresponde, em linhas gerais, à sífil...
Diagnóstico
• O diagnóstico laboratorial da sífilis é baseado em exames de microscopia e exames
sorológicos.
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Tratamento
• A sífilis é tratável e é importante iniciar o tratamento o mais cedo possível,
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Prevenção
• A transmissão sexual pode ser prevenida através do uso de preservativos. A
transmissão vertical pode ser preve...
Teste Rápido para Sífilis
• O teste rápido para sífilis é um teste imunocromatográfico, treponêmico, de
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Sífilis

  1. 1. Sífilis Izadora Clara Reis
  2. 2. Sífilis • Descrição: É uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. A principal via de transmissão é através do contato sexual genito-anal na quase totalidade dos casos, mas também pode ser transmitida da mãe para o feto durante a gravidez ou no momento do nascimento, resultando em sífilis congênita. • É uma doença infectocontagiosa, sistêmica, de evolução crônica com manifestações cutâneas temporárias provocadas por uma espiroqueta de alta patogenicidade. A evolução da sífilis é dividida em recente e tardia. • Sinonímia: Lues, doença gálica, lues venérea, mal gálico, sifilose, doença britânica, mal venéreo, e peste sexual .
  3. 3. Sífilis recente • É a que compreende o primeiro ano de evolução, período de desenvolvimento imunitário na sífilis não tratada e inclui sífilis primaria, secundaria e latente. • A sífilis primária é normalmente adquirida por contato sexual direto com as lesões infecciosas de outra pessoa. Cerca de 3 a 90 dias após a exposição inicial (média de 21 dias) uma lesão de pele, chamado de cancro, aparece no ponto de contato. As lesões podem ser dolorosas ou leves, e podem ocorrer fora dos órgãos genitais. A localização mais comum nas mulheres é o colo do útero, o pénis em homens heterossexuais e em homens homossexuais no ânus e intestino reto.
  4. 4. • Sífilis secundária é a sequencia lógica da sífilis primária não tratada, e é caracterizada por uma erupção cutânea que aparece de 1 a 6 meses (geralmente 6 a 8 semanas) após a lesão primária ter desaparecido. Esta erupção é vermelha rosácea e aparece simetricamente no tronco e membros, as lesões atingem também as palmas das mãos e as solas dos pés Em áreas úmidas do corpo se forma uma erupção cutânea larga e plana chamada de condiloma lata. Manchas tipo placas também podem aparecer nas mucosas genitais ou orais. Os sintomas gerais da sífilis secundária mais relatados são mal-estar, cefaleia, febre, prurido e hiporexia. Outros, menos comuns, são dor nos olhos, dor óssea, artralgia, meningismo, irite e rouquidão.
  5. 5. • Sífilis latente: Estado tipo portador, em que o indivíduo está infectado e é infeccioso mas não apresenta sintomas significativos, mas há treponemas localizados em determinados tecidos. O diagnostico só é obtido pelas reações sorológicas. Pode ocorrer com frequência polimicroadenopatia, particularmente em linfonodos cervicais, epitrocleano e inguinais.
  6. 6. Sífilis Tardia • É considerada tardia após o primeiro ano de evolução e ocorre em doentes que não receberam tratamento adequado ou que não foram tratados. Esta fase é caracterizada pela formação de gomas sifilíticas, tumorações amolecidas vistas na pele e nas membranas mucosas, mas que podem ocorrer em diversas partes do corpo, inclusive no esqueleto. Outras características da sífilis não tratada incluem as juntas de Charcot (deformidade articular), e as juntas de Clutton (efusões bilaterais do joelho). As manifestações mais graves incluem neurossífilis e a sífilis cardiovascular. • Complicações neurológicas nesta fase incluem a "paralisia geral progressiva" que resulta em mudanças de personalidade, mudanças emocionais. Complicações cardiovasculares incluem aortite (inflamação e fraqueza na parede arterial), aneurisma de aorta, aneurisma do seio de Valsalva, e regurgitação aórtica, uma causa frequente de morte
  7. 7. Sífilis congênita • É a infecção fetal via hematogênica, e em geral apartir do 4° mês de gravidez por via placentária. Após sua passagem transplacentária, o treponema ganha os vasos do cordão umbilical e se multiplica rapidamente em todo o organismo fetal. Se dividem em precoce e tardia • Sífilis congênita precoce: A sífilis congênita precoce surge até o segundo ano de vida. Nesta idade mais da metade de todas as crianças são assintomáticas ao nascimento e, naquelas com expressão clínica, os sinais podem ser discretos ou pouco específicos. • Prematuridade; Baixo peso ao nascimento; Aumento abdominal por aumento do fígado; Múltiplas lesões bolhosas cercadas com halo avermelhado constitui-se na lesão mais precoce e mais facilmente identificável, embora não seja frequente; Lesões cutâneas que se apresentam como máculas, pápulas, vesículas e crostas em dorso, nádegas e na região das coxas; Icterícia neonatal (pele amarelada); Coriza sifilítica geralmente ocorre na segunda ou terceira semanas de vida e apresenta-se como secreção muco sanguinolenta ou purulenta, que pode trazer desconforto respiratório ao lactente; podem ocorrer alterações ósseas; A criança pode apresentar meningite e alterações visuais.
  8. 8. • Sífilis congênita tardia: A sífilis congênita tardia surge após o 2º ano de vida. Corresponde, em linhas gerais, à sífilis terciaria do adulto, por se caracterizar por lesões gomosas ou de esclerose delimitada a um órgão ou a pequeno número de órgãos, que são: Alterações ósseas; Surdez neurológica; Dificuldade no aprendizado; Retardo mental.
  9. 9. Diagnóstico • O diagnóstico laboratorial da sífilis é baseado em exames de microscopia e exames sorológicos. • Microscopia: A identificação do agente causador, o Treponema pallidum, realizada com uma coleta adequada de material nas lesões recentes (fases primária e secundária) pela técnica de microscopia em campo escuro ou pela Imunofluorescência direta , podendo observar-se as bactérias vivas e móveis. • Sorologia não treponêmica: VDRL e RPR. • Sorologia treponêmica: FTA-abs, MHA-Tp ou TPHA, ELISA. • Na sífilis congênita, além dos exames acima, devem ser solicitados também o hemograma completo, raio X de ossos longos e exame do líquido cefalorraquidiano ou líquor (LCR) para análise da celularidade, proteínas e a realização do VDRL. O VDRL do recém-nascido enquadrado na definição de caso deve ser realizado com sangue colhido de veia periférica, e não de cordão umbilical. Os exames treponêmicos podem ser reagentes até o 18º mês de vida, em razão da transferência passiva de anticorpos maternos, e raramente são utilizados para a definição diagnósticas em crianças até essa idade. • Na sífilis congênita o comprometimento de vários órgãos e sistemas propõe que seja realizado o diagnóstico diferencial com exame de sangue para detectar a presença de organismos patogênicos e outras infecções congênitas. As sorologias devem ser solicitadas as treponêmicas e as não treponêmicas.
  10. 10. Tratamento • A sífilis é tratável e é importante iniciar o tratamento o mais cedo possível, porque com a progressão para a sífilis terciária, os danos causados poderão ser irreversíveis, nomeadamente no cérebro. • A penicilina G é a primeira escolha de antibiótico. O tratamento consiste tipicamente em penicilina G benzatina durante vários dias ou semanas. Indivíduos que têm reações alérgicas à penicilina (i.e., anafilaxia) podem ser tratados efetivamente com tetraciclinas por via oral. Grávidas só podem ser tratadas com penicilina. • O tempo de tratamento da sífilis depende do estágio da doença : • Sífilis primária, secundária ou latente precoce (menos de 1 ano) = Penicilina benzatina 2.4 milhões de unidades em dose única. • Sífilis com mais de 1 ano de evolução ou de tempo indeterminado = Penicilina benzatina 2.4 milhões de unidades em 3 doses, com uma semana de intervalo entre cada. • A neurossífilis deve ser tratada com penicilina G cristalina (intravenosa).
  11. 11. Prevenção • A transmissão sexual pode ser prevenida através do uso de preservativos. A transmissão vertical pode ser prevenida através do rastreio durante o pré- natal das gestantes, que devem ser tratadas assim que estabelecido o diagnóstico. • Orientação aos pacientes com DST para que discrimine as possíveis situações de risco em suas praticas sexuais e que desenvolvam a percepção quanto à importância do seu tratamento e de seus parceiros sexuais e de comportamentos preventivos, educação em saúde de modo geral. • As lesões iniciais são contagiosas e devem ser examinadas com luvas.
  12. 12. Teste Rápido para Sífilis • O teste rápido para sífilis é um teste imunocromatográfico, treponêmico, de uso único para detecção de anticorpos específicos para Treponema pallidum. Pode ser realizado com amostra de sangue total, soro ou plasma. Dentro da proposta de ampliação do acesso ao diagnóstico, o teste rápido para sífilis é utilizado em situações especiais e como triagem. • O Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais utiliza os seguintes testes para Sífilis: o Teste Rápido DPP Sífilis e o Teste Rápido Rapid Check Sífilis.

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