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Ivanilda Silva Cunha
Podemos começar a discorrer 
sobre o que é cultura. 
 Acredito que não se deve usar mais o termo cultura e sim 
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 Cultura também é a forma como uma determinada 
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 Cultura é, em Antropologia Soci...
 Esbarramos então em um grande problema. 
 As sociedades (muitas), pregam liberdade de 
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diferente não são ...
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pensar isso com uma metáfora bem simples. Digamos 
que temos duas...
 Desmond Tutu,Prêmio Nobel da Paz, um grande líder 
da África, que lutou com afinco contra o Apartheid, 
disse o seguinte...
 Vamos trazer isso para a escola ? 
 Numa sala de aula com 20 alunos, em DIFERENTES 
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 Entramos então no Cotidiano Escolar. 
 Cotidiano , de acordo com a música do grande Chico 
Buarque de Holanda, é algo q...
 Para concluir, vamos observar imagens do fotógrafo 
Julian Germain de diferentes contextos escolares. 
 Cada cotidiano ...
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Culturas e cotidiano escolar

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Pode uma escola favorecer a educação, sem valorização das diversidades?

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Culturas e cotidiano escolar

  1. 1. Ivanilda Silva Cunha
  2. 2. Podemos começar a discorrer sobre o que é cultura.  Acredito que não se deve usar mais o termo cultura e sim culturas. Se entendemos cultura como um conjunto de valores, normas, crenças , costumes, arte, lei e moral criados pelo e para o homem, não poderemos então admitir uma cultura apenas. Parafraseando a escritora Chimamanda Adichie, é preciso ter muito cuidado para não admitir uma cultura apenas, que se sobrepõe às demais, que se julga a mais correta. Há muitas culturas, muitos valores diferentes, de sociedade em sociedade, povos e povos, de tempos em tempos as culturas vão sendo trans(formadas), re(criadas), reeditadas, e é preciso estar atento a isso.
  3. 3.  Cultura também é a forma como uma determinada sociedade pensa a vida em comunidade :  Cultura é, em Antropologia Social e Sociologia, um mapa, um receituário, um código através do qual as pessoas de um dado grupo pensam, classificam, estudam e modificam o mundo e a si mesmas. (DaMATTA, Roberto)  Logo, concluímos que não se pode dizer que alguém não tem cultura, ou que outrem mais estudado é o mais culto de todos. Cada um de nós admitimos e produzimos culturas, o que acaba por nos tornar pessoas de grande riqueza cultural. Há culturas regionais, municipais, individuais, todas de grande valor social, e que devem ser igualmente respeitadas por nós.
  4. 4.  Esbarramos então em um grande problema.  As sociedades (muitas), pregam liberdade de expressão, se levantam contra a discriminação, porém criam padrões unitários. Não é muito confuso? Como posso entender, aprender, apreender o e com o diferente se todos são “iguais”. Me parece que nesta sociedade ninguém mais pode ser diferente, ao mesmo tempo em que ninguém mais pode repudiar o diferente.
  5. 5.  O que é conflitante, é que nós fazemos conexões errôneas, sobre a diferença e desigualdade. Igual e diferente não são antônimos, mas incorporamos isso em nosso vocabulário como se fosse a mesma coisa. “Igual” é antônimo de “desigual”, ao passo que “diferente” é antônimo de “equivalente”.
  6. 6. https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRZTdSFrJ8_TlNYXSCoG5SbKhwbLA0O_db5nsQ1nvV0VVJhciLm
  7. 7.  Na igualdade na há justiça, na diferença sim. Podemos pensar isso com uma metáfora bem simples. Digamos que temos duas famílias. Uma com 4 membros, e a outra com 10. Numa sociedade igualitária, todas as famílias receberiam 10 kg de arroz por mês. Tudo certo, mas para a família de 4 sócios, na de dez isso é desigual, injusto. Eles precisam de uma quantidade diferente para suprir sua necessidade de nutrição. O que ressaltamos então, é “viva a diferença, abaixo a desigualdade”.
  8. 8.  Desmond Tutu,Prêmio Nobel da Paz, um grande líder da África, que lutou com afinco contra o Apartheid, disse o seguinte:  [...] Parece que estamos ficando pobres em diversidade no campo das etnias, dos credos religiosos, nos pontos de vista políticos e ideológicos. Há muita impaciência com qualquer coisa e qualquer pessoa que sugira outra perspectiva, outro modo de olhar para a mesma questão...”(TUTU, 2012)
  9. 9.  Vamos trazer isso para a escola ?  Numa sala de aula com 20 alunos, em DIFERENTES níveis de escrita, é possível aplicar a mesma atividade para todos?  5 alunos estão no pré-silábico I, 3 no intermediário I, outro tanto no silábico , e outros no intermediário II. E vale lembrar que trazem pra escola sua cultura e uma diversidade de conhecimentos mil, sobre muitas coisas e pessoas. São a geração Y, nasceram com um tablet nas mãos, postando seu parto, caberá então uma educação arcaica em seus planos?
  10. 10. https://encrypted-tbn3. gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcScTVrsX5ErAR8NgVAxrtMut3H9fsKtiTAvY317EsZEmn0yQwwFzA
  11. 11.  Entramos então no Cotidiano Escolar.  Cotidiano , de acordo com a música do grande Chico Buarque de Holanda, é algo que se faz rotineiramente, a mesma coisa todo dia. É uma das interpretações possíveis sobre o cotidiano, mas não a única. A autora Nilza Alves, diz que o cotidiano pode ser um grande aliado, na descoberta e na criação. Conforme nos adaptamos ao cotidiano, vemos necessidade de alterá-lo, e vamos assim modificando nossa maneira de ver, de ouvir e de fazer.
  12. 12.  Para concluir, vamos observar imagens do fotógrafo Julian Germain de diferentes contextos escolares.  Cada cotidiano Escolar apresenta uma cultura. Existe em nossas salas a cultura brasileira, regional, estadual, e municipal, e vale lembrar a cultura familiar, religiosa, a que define as regras comportamentais, as individuais, etc. O que cabe ao professor é valorizar todas as elas, sem se perder de sua própria cultura.

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