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MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss 
MMiicchheell FFOOUUCCAAUULLTT 
PPooiittiieerrss,, 1155 ddee oouuttuubbrroo ddee 11992266 
PPaarriiss,, 2266 ddee jjuunnhhoo ddee 11998844 
Filósofo e professor da 
cátedra de História dos 
Sistemas de Pensamento 
no Collège de France 
desde 1970 a 1984
MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss 
* nasceu em Poitiers, na França, 
em 15/10/1926. 
* Filho de médico, com a 
expectativa de seguir a tradição 
familiar. 
* Michel tenta ingressar na Escola 
Normal Superior (em 1945), tendo 
sido reprovado na primeira vez 
que tentou.
MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss 
* Esse fato marcou a vida de Foucault, 
pois no Liceu onde foi estudar em função 
dessa reprovação, foi aluno de Jean 
Hyppolite, importante filósofo que 
trabalhava o hegelianismo na França. 
* Seu próximo passo é estudar, a partir de 
1946, na Escola Normal Superior da 
França. Ai conhece e mantém contatos 
com Pierre Bourdieu, Jean-Paul Sarte, 
entre outros. 
* Na Escola Normal, Foucault também é 
aluno de Maurice Merleau-Ponty. Dois 
anos depois, Foucault se gradua em 
Filosofia na Sorbonne (1948).
MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss 
* Em 1949, Foucault se diploma em 
Psicologia e conclui seus Estudos 
Superiores de Filosofia , com uma tese 
sobre Hegel, sob a orientação de Jean 
Hyppolite. 
* Em meio a angústias e descaminhos 
que levaram Foucault a algumas 
tentativas de suicídio, o pensador 
adere ao Partido Comunista Francês 
em 1950, ao qual fica ligado pouco 
tempo em função de desavenças 
políticas e de "intromissões" pessoais 
que o partido faz na vida de seus 
participantes, como foi o caso de 
Althusser e dele próprio.
MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss 
* Em 1951, Foucault torna-se 
professor de psicologia na 
Escola Normal Superior, onde 
tem como alunos Derrida e 
Paul Veyne, entre outros. 
Neste mesmo ano ele trabalha 
junto ao Hospital Psiquiátrico 
de Saint-Anne. 
* Também na década de 1950, 
evidencia-se a afinidade de 
Foucault pelas artes. 
Podemos observá-lo 
estudando o surrealismo, por 
exemplo, em 1952 e René 
Char em 1953.
MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss 
* Mais ou menos nesse período, Foucault segue o 
famoso Seminário de Jacques Lacan. Maurice 
Blanchot e Georges Bataille aproximam Foucault de 
Nietzsche, ao mesmo tempo em que ele recebe seu 
diploma em Psicologia Experimental (fase em que 
Foucault se aplica a Janet, Piaget, Lacan e Freud). 
Começa, então, a fase mais produtiva, no sentido 
acadêmico, na vida de Foucault. Fase esta que vai 
até o final da década de 1970.
MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss 
* Aos 28 anos Publicou Maladie Mentale et 
Psychologie (1954; Doença Mental e Psicologia), 
mas foi com Histoire de la Folie à l’âge Classique 
(1961; História da Loucura), sua tese de doutorado 
na Sorbone, que firmou-se como Filósofo. 
* Neste livro, analisou as práticas dos séculos XVII 
e XVIII que levaram à exclusão do convívio social 
dos "desprovidos de razão".
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* Foucault preferia ser chamado de "arqueólogo", 
dedicado à reconstituição do que mais profundo 
existe numa cultura - arqueólogo do silêncio 
imposto ao louco, da visão médica (Naissance de 
la clinique, 1963; Nascimento da Clínica), das 
ciências humanas (Les Mots et les choses,1966; As 
Palavras e as Coisas), do saber em geral 
(L’Archeologie du Savoir, 1969; A Arqueologia do 
Saber).
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* Em 1971, Foucault assume a cadeira de Jean 
Hyppolite na disciplina História dos Sistemas de 
Pensamento. A aula inaugural de Foucault nessa 
cadeira foi a famosa "Ordem do discurso".
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* Surveiller et punir (1975; Vigiar e Punir) é um 
amplo estudo sobre a disciplina na sociedade 
moderna, para ele, "uma técnica de produção de 
corpos dóceis".
MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss 
* Deixou inacabado seu mais ambicioso projeto, 
Historie de la Sexualité (História da SexualidadeO 
primeiro dos seis volumes anunciados foi publicado 
em 1976 sob o título La Volonté de Savoir (1976; A 
Vontade de Saber) e despertou duras críticas. Em 
1984, pouco antes de morrer, publicou outros dois 
volumes, rompendo um silêncio de oito anos: 
L’Usage des plaisirs (O uso dos prazeres), que 
analisa a sexualidade na Grécia Antiga e Le souci 
de soi (O cuidado de Si), que trata da Roma 
Antiga.
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* Foucault teve vários contatos com diversos 
movimentos políticos. Engajou-se nas disputas 
políticas nas Guerras do Irã e da Turquia. O Japão 
é também um local de discussão para Foucault. 
Várias vezes esteve no Brasil, onde realizou 
conferências e firmou amizades como a de Roberto 
Machado. Foi no Brasil que pronunciou as 
importantes conferências sobre A verdade e as 
formas jurídicas, na PUC do Rio de Janeiro. Os 
Estados Unidos atraem Foucault em função do 
apoio à liberdade intelectual e em função de São 
Francisco, cidade onde Foucault pode vivenciar 
algumas experiências marcantes em sua vida 
pessoal no que diz respeito à sua sexualidade. 
Berkeley torna-se um pólo de contato entre 
Foucault e os Estados Unidos. Definitivamente, 
Foucault sentia-se em casa nos EUA.
MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss 
Em junho de 1984, em função de complicadores 
provocados pela AIDS, Foucault tem septicemia e 
isso provoca sua morte por supuração cerebral no 
dia 25. 
Discutido e estudado por várias áreas do saber, 
Foucault mostra-se como um pensador arrojado, 
um intelectual que, preocupado com o presente em 
que se encontra inserido, percorre os saberes em 
busca de uma crítica que subverta os esquemas de 
saberes e práticas que nos subjugam.
MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss 
Qual Escola? 
"Não me pergunte 
quem sou e não me diga 
para permanecer o mesmo“ 
Primeiros trabalhos sobre o conhecimento 
são denominados estruturalistas (História da 
Loucura, As palavras e as coisas, etc.) 
Já os trabalhos posteriores são chamados de 
pós-estruturalistas (Vigiar e Punir, Hist. Da 
Sexualidade) 
Considerado Pós-moderno
MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss 
ARAÚJO, Inês Lacerda de. 
Foucault e a crítica do sujeito. 
Curitiba: Editora da UFPR, 2001 
1ª) FASE – Discursos e Saberes 
(Arqueologia) de conhecimento 
(ser-saber) 
2ª) FASE – Práticas e Poderes 
(Genealogia) de ação (ser-poder) 
3ª) FASE – Si – sujeito (Ética) 
constituídos pela moral (ser-consigo)
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1ª FASE 
Discursos e 
Saberes 
(Arqueologia) 
conhecimento 
(ser-saber) 
2ª FASE 
Práticas e 
Poderes 
(Genealogia) 
ação 
(ser-poder) 
3ª FASE 
Si – sujeito 
(Ética) 
moral 
(ser-consigo) 
A ordem do 
Discurso 
(1971) 
Vol. 3 da 
His. 
Sexualidade 
Prox. morte 
(1984)
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1ª FASE 
Discursos e Saberes (Arqueologia) 
conhecimento 
(ser-saber) 
Ligação com Escola do Annales 
Idéias estruturalistas 
C. Lévi-Strauss 
* História da Loucura 
* O nascimento da Clínica 
* Arqueologia do Saber 
* As palavras e as coisas
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1) Epistemes “Estruturas 
discursivas” 
Cidades Soterradas! Teias 
discursiva s.    
     
     
     
Método 
Arqueológico
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Discurso 
1) * Não tem origem. 
*Não está relacionado 
aos sujeitos. 
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para outro! 
2) Tem uma materialidade – opera 
proibições, exclusões ele acaba delimitando 
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Autor – Quando foi criado a idéia de autor – 
quem tem o direito de dizer que é dono de 
uma idéia?
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O termo discurso, em Foucault, tem valor 
diferente do que lhe atribuem teorias 
lingüísticas: discurso, no quadro teórico do 
pensamento do autor, faz referência ao 
conjunto de regras e práticas que constroem 
uma versão da realidade ao produzirem 
representações sobre certos objetos e 
conceitos e definirem aquilo que se pode 
dizer sobre aqueles objetos e conceitos, 
num momento histórico específico 
(FOUCAULT, Arqueologia do Saber, 1987).
MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss 
“O discurso não é simplesmente aquilo que 
traduz as lutas ou os sistemas de 
dominação, mas aquilo porque, pelo que se 
luta, o poder do qual nos queremos 
apoderar". (A Ordem do Discurso, p.10) – 
Ex. Disputatio
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“Meu objetivo será mostrar-lhes como 
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engendrar domínios de saber que não 
somente fazem aparecer novos objetos, 
novos conceitos, novas técnicas, mas 
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sujeitos de conhecimento. O próprio 
sujeito de conhecimento tem uma 
história, a relação do sujeito com o 
objeto, ou, mais claramente, a própria 
verdade tem uma história.". (A verdade 
e as formas jurídicas, p.8)
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2ª FASE 
Práticas e Poderes (Genealogia)ação 
(ser-poder) 
Vigiar e Punir 
A verdade e as formas jurídicas 
Microfísica do Poder 
História da Sexualidade 1 e 2 
Em defesa da sociedade 
Outros cursos
MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss 
Poderes e Práticas 
Poder  feixe de força (comparado a 
física) Está em todas as partes. 
 
Família 
 
Mídia 
 
Emprego 
 
Estado 

MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss 
Poder soberano – Poder antigo (visto a 
partir de um olhar tradicional) 
Poder normalizador ou poder da norma – 
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MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss 
“O primeiro modelo é chamado por Foucault 
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MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss 
“A lei não nasce da natureza, 
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Do Suplício Público a 
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Decadência do Poder Soberano (Poder 
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MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss 
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ttééccnniiccaa, não pela lei mas pela normalização, 
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Exigem certas técnicas de DISCIPLINA 
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1)VIGILÂNCIA HIERÁRQUICA 
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1) VIGILÂNCIA HIERÁRQUICA
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1) VIGILÂNCIA HIERÁRQUICA
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PANOPTISMO 
Sociedade do controle 
Livro 1984 de George Orwell 
Filme THX 1138 G. Lucas 
35:16 – condenação ao 
uso do corpo 
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2) SANÇÃO NORMALIZADORA 
(pena por descumprir um determinado 
aspecto de controle) 
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Tempo 
Atividade 
Maneira de ser 
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Corpo 
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Possibilidades 
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3) EXAME 
(hierarquia mais sanção que normaliza 
através de um controle exterior) 
Inverte a invisibilidade da economia do 
poder 
Individualidade num campo documentário 
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Exame criminiológico?
MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss 
Biopoder – Taxa de mortalidade e 
natalidade (controle de patente – remédio 
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PS – Mandar Matar ou Deixar Viver 
BP – Deixar morrer ou Mandar Viver
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Sujeito – sem ter nas mãos as rédeas da 
história – o homem está mais sujeitado do 
que é sujeito. Comprar Pipoca? 
Antes 
Agora
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3ª FASE 
Si – sujeito 
(Ética) moral 
(ser-consigo) 
História da Sexualidade 3 
Algumas aulas de Ditos e Escritos 
Hermenêutica do Sujeito
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Resistência  força que o sujeito pode 
tentar efetivar, mesmo que com maior 
dificuldade, para evitar ser dominado. 
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Foucault Noções gerais e sistematização de seu pensamento

  • 1. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss MMiicchheell FFOOUUCCAAUULLTT PPooiittiieerrss,, 1155 ddee oouuttuubbrroo ddee 11992266 PPaarriiss,, 2266 ddee jjuunnhhoo ddee 11998844 Filósofo e professor da cátedra de História dos Sistemas de Pensamento no Collège de France desde 1970 a 1984
  • 2. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss * nasceu em Poitiers, na França, em 15/10/1926. * Filho de médico, com a expectativa de seguir a tradição familiar. * Michel tenta ingressar na Escola Normal Superior (em 1945), tendo sido reprovado na primeira vez que tentou.
  • 3. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss * Esse fato marcou a vida de Foucault, pois no Liceu onde foi estudar em função dessa reprovação, foi aluno de Jean Hyppolite, importante filósofo que trabalhava o hegelianismo na França. * Seu próximo passo é estudar, a partir de 1946, na Escola Normal Superior da França. Ai conhece e mantém contatos com Pierre Bourdieu, Jean-Paul Sarte, entre outros. * Na Escola Normal, Foucault também é aluno de Maurice Merleau-Ponty. Dois anos depois, Foucault se gradua em Filosofia na Sorbonne (1948).
  • 4. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss * Em 1949, Foucault se diploma em Psicologia e conclui seus Estudos Superiores de Filosofia , com uma tese sobre Hegel, sob a orientação de Jean Hyppolite. * Em meio a angústias e descaminhos que levaram Foucault a algumas tentativas de suicídio, o pensador adere ao Partido Comunista Francês em 1950, ao qual fica ligado pouco tempo em função de desavenças políticas e de "intromissões" pessoais que o partido faz na vida de seus participantes, como foi o caso de Althusser e dele próprio.
  • 5. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss * Em 1951, Foucault torna-se professor de psicologia na Escola Normal Superior, onde tem como alunos Derrida e Paul Veyne, entre outros. Neste mesmo ano ele trabalha junto ao Hospital Psiquiátrico de Saint-Anne. * Também na década de 1950, evidencia-se a afinidade de Foucault pelas artes. Podemos observá-lo estudando o surrealismo, por exemplo, em 1952 e René Char em 1953.
  • 6. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss * Mais ou menos nesse período, Foucault segue o famoso Seminário de Jacques Lacan. Maurice Blanchot e Georges Bataille aproximam Foucault de Nietzsche, ao mesmo tempo em que ele recebe seu diploma em Psicologia Experimental (fase em que Foucault se aplica a Janet, Piaget, Lacan e Freud). Começa, então, a fase mais produtiva, no sentido acadêmico, na vida de Foucault. Fase esta que vai até o final da década de 1970.
  • 7. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss * Aos 28 anos Publicou Maladie Mentale et Psychologie (1954; Doença Mental e Psicologia), mas foi com Histoire de la Folie à l’âge Classique (1961; História da Loucura), sua tese de doutorado na Sorbone, que firmou-se como Filósofo. * Neste livro, analisou as práticas dos séculos XVII e XVIII que levaram à exclusão do convívio social dos "desprovidos de razão".
  • 8. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss * Foucault preferia ser chamado de "arqueólogo", dedicado à reconstituição do que mais profundo existe numa cultura - arqueólogo do silêncio imposto ao louco, da visão médica (Naissance de la clinique, 1963; Nascimento da Clínica), das ciências humanas (Les Mots et les choses,1966; As Palavras e as Coisas), do saber em geral (L’Archeologie du Savoir, 1969; A Arqueologia do Saber).
  • 9. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss * Em 1971, Foucault assume a cadeira de Jean Hyppolite na disciplina História dos Sistemas de Pensamento. A aula inaugural de Foucault nessa cadeira foi a famosa "Ordem do discurso".
  • 10. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss * Surveiller et punir (1975; Vigiar e Punir) é um amplo estudo sobre a disciplina na sociedade moderna, para ele, "uma técnica de produção de corpos dóceis".
  • 11. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss * Deixou inacabado seu mais ambicioso projeto, Historie de la Sexualité (História da SexualidadeO primeiro dos seis volumes anunciados foi publicado em 1976 sob o título La Volonté de Savoir (1976; A Vontade de Saber) e despertou duras críticas. Em 1984, pouco antes de morrer, publicou outros dois volumes, rompendo um silêncio de oito anos: L’Usage des plaisirs (O uso dos prazeres), que analisa a sexualidade na Grécia Antiga e Le souci de soi (O cuidado de Si), que trata da Roma Antiga.
  • 12. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss * Foucault teve vários contatos com diversos movimentos políticos. Engajou-se nas disputas políticas nas Guerras do Irã e da Turquia. O Japão é também um local de discussão para Foucault. Várias vezes esteve no Brasil, onde realizou conferências e firmou amizades como a de Roberto Machado. Foi no Brasil que pronunciou as importantes conferências sobre A verdade e as formas jurídicas, na PUC do Rio de Janeiro. Os Estados Unidos atraem Foucault em função do apoio à liberdade intelectual e em função de São Francisco, cidade onde Foucault pode vivenciar algumas experiências marcantes em sua vida pessoal no que diz respeito à sua sexualidade. Berkeley torna-se um pólo de contato entre Foucault e os Estados Unidos. Definitivamente, Foucault sentia-se em casa nos EUA.
  • 13. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss Em junho de 1984, em função de complicadores provocados pela AIDS, Foucault tem septicemia e isso provoca sua morte por supuração cerebral no dia 25. Discutido e estudado por várias áreas do saber, Foucault mostra-se como um pensador arrojado, um intelectual que, preocupado com o presente em que se encontra inserido, percorre os saberes em busca de uma crítica que subverta os esquemas de saberes e práticas que nos subjugam.
  • 14. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss Qual Escola? "Não me pergunte quem sou e não me diga para permanecer o mesmo“ Primeiros trabalhos sobre o conhecimento são denominados estruturalistas (História da Loucura, As palavras e as coisas, etc.) Já os trabalhos posteriores são chamados de pós-estruturalistas (Vigiar e Punir, Hist. Da Sexualidade) Considerado Pós-moderno
  • 15. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss ARAÚJO, Inês Lacerda de. Foucault e a crítica do sujeito. Curitiba: Editora da UFPR, 2001 1ª) FASE – Discursos e Saberes (Arqueologia) de conhecimento (ser-saber) 2ª) FASE – Práticas e Poderes (Genealogia) de ação (ser-poder) 3ª) FASE – Si – sujeito (Ética) constituídos pela moral (ser-consigo)
  • 16. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss 1ª FASE Discursos e Saberes (Arqueologia) conhecimento (ser-saber) 2ª FASE Práticas e Poderes (Genealogia) ação (ser-poder) 3ª FASE Si – sujeito (Ética) moral (ser-consigo) A ordem do Discurso (1971) Vol. 3 da His. Sexualidade Prox. morte (1984)
  • 17. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss 1ª FASE Discursos e Saberes (Arqueologia) conhecimento (ser-saber) Ligação com Escola do Annales Idéias estruturalistas C. Lévi-Strauss * História da Loucura * O nascimento da Clínica * Arqueologia do Saber * As palavras e as coisas
  • 18. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss 1) Epistemes “Estruturas discursivas” Cidades Soterradas! Teias discursiva s.                   Método Arqueológico
  • 19. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss Discurso 1) * Não tem origem. *Não está relacionado aos sujeitos. * Não sai de um sujeito para outro! 2) Tem uma materialidade – opera proibições, exclusões ele acaba delimitando áreas de privilégio (locais específicos) ONDE? COMO? QUEM? ESPECIALIDADE? Regras da ABNT Autor – Quando foi criado a idéia de autor – quem tem o direito de dizer que é dono de uma idéia?
  • 20. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss O termo discurso, em Foucault, tem valor diferente do que lhe atribuem teorias lingüísticas: discurso, no quadro teórico do pensamento do autor, faz referência ao conjunto de regras e práticas que constroem uma versão da realidade ao produzirem representações sobre certos objetos e conceitos e definirem aquilo que se pode dizer sobre aqueles objetos e conceitos, num momento histórico específico (FOUCAULT, Arqueologia do Saber, 1987).
  • 21. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss “O discurso não é simplesmente aquilo que traduz as lutas ou os sistemas de dominação, mas aquilo porque, pelo que se luta, o poder do qual nos queremos apoderar". (A Ordem do Discurso, p.10) – Ex. Disputatio
  • 22. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss “Meu objetivo será mostrar-lhes como as práticas sociais podem chegar a engendrar domínios de saber que não somente fazem aparecer novos objetos, novos conceitos, novas técnicas, mas também fazem nascer formas totalmente novas de sujeitos e de sujeitos de conhecimento. O próprio sujeito de conhecimento tem uma história, a relação do sujeito com o objeto, ou, mais claramente, a própria verdade tem uma história.". (A verdade e as formas jurídicas, p.8)
  • 23. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss 2ª FASE Práticas e Poderes (Genealogia)ação (ser-poder) Vigiar e Punir A verdade e as formas jurídicas Microfísica do Poder História da Sexualidade 1 e 2 Em defesa da sociedade Outros cursos
  • 24. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss Poderes e Práticas Poder  feixe de força (comparado a física) Está em todas as partes.  Família  Mídia  Emprego  Estado 
  • 25. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss Poder soberano – Poder antigo (visto a partir de um olhar tradicional) Poder normalizador ou poder da norma – disciplinar + biopoder + outros Poder soberano + Poder normalizador ou poder da norma disciplinar + biopoder + outros Poder
  • 26. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss “O primeiro modelo é chamado por Foucault ‘jurídico-discursivo’, porque o modo de ação por excelência de tal poder é o enunciado da regra ou da lei – logo, um ato de linguagem, de discurso – que fixa o lícito e o ilícito, o permitido e o proibido. Este tipo de poder, essencialmente apto a colocar limites e cujos efeitos se voltam todos à obediência, se exerce segundo a modalidades uniformes, quaisquer que sejam as relações que ele rege: monarca-súditos, Estado-cidadãos, pais-filhos...” LOSCHAK, Danièle. A questão do Direito...
  • 27. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss “A lei não nasce da natureza, junto das fontes freqüentadas pelos primeiros pastores; a lei nasce das batalhas reais, das vitórias, dos massacres, das conquistas que têm sua data e seus heróis de horror; a lei nasce das cidades incendiadas, das terras devastadas; ela nasce com os famosos inocentes que agonizam no dia que está amanhecendo” FOUCAULT, Em defesa ... p. 58-9.
  • 28. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss Do Suplício Público a Prisão
  • 29. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss Decadência do Poder Soberano (Poder régio) Não é mais a forma principal de poder na sociedade contemporânea. “(...) nas sociedades ocidentais, e isto desde a Idade Média, a elaboração do pensamento jurídico se fez essencialmente em torno do poder régio. Foi a pedido do poder régio, foi igualmente em seu proveito, foi para servir-lhe de instrumento ou de justificação que se elaborou o edifício jurídico de nossas sociedades” FOUCAULT, Em defesa da sociedade. p. 30.
  • 30. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss Foucault aponta que o modelo jurídico não consegue mais dar conta da sociedade pois os “novos procedimentos de poder que funcionam, nnããoo ppeelloo ddiirreeiittoo, mmaass ppeellaa ttééccnniiccaa, não pela lei mas pela normalização, não pelo castigo mas pelo ccoonnttrroollee, e que se exercem em níveis e formas que extravazam do Estado e de seus aparelhos. Entramos, já há séculos, num tipo de sociedade em que o jurídico pode codificar cada vez menos o poder ou servir-lhe de sistema de representação” FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade Vol. 1...
  • 31. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss Corpos Dóceis “Houve, durante a época clássica, uma descoberta do corpo como objeto e algo de poder. Encontraríamos facilmente sinais dessa grande atenção dedicada então ao corpo – ao corpo que se manipula, se modela, se treina, que obedece, responde, se torna hábil ou cujas forças se multiplicam” (Vigiar e Punir) Recruta  soldado a ser adestrado Treinamento militar
  • 32. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss Corpos Dóceis Arte da Distribuição 1) Cerca (colégios, quartéis, conventos, concentrações...) 2) Clausura (espaços individuais) 3) Localizações funcionais (no tabalho...) 4) Filas (organização e distribuição) Controle de atividades 1) Horário 2) Elaboração temporal do ato 3) Articulação Corpo-objeto Controle sobre os elementos do corpo...
  • 33. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss Exigem certas técnicas de DISCIPLINA Poder disciplinar – exerce sobre os corpos disciplina 1)VIGILÂNCIA HIERÁRQUICA Ex. Prédios, Prisões, Escolas, Supermercados, etc.
  • 34. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss 1) VIGILÂNCIA HIERÁRQUICA
  • 35. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss 1) VIGILÂNCIA HIERÁRQUICA
  • 36. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss PANOPTISMO Sociedade do controle Livro 1984 de George Orwell Filme THX 1138 G. Lucas 35:16 – condenação ao uso do corpo 38:36 – uso do corpo 46:07 – prisão sem grades 54:00 – fuga Sociedade do controle onde as pessoas são adestradas...
  • 37. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss 2) SANÇÃO NORMALIZADORA (pena por descumprir um determinado aspecto de controle) - Pequenos sistemas penais Tempo Atividade Maneira de ser Discurso Corpo Sexualidade Possibilidades de sanções positivas
  • 38. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss 3) EXAME (hierarquia mais sanção que normaliza através de um controle exterior) Inverte a invisibilidade da economia do poder Individualidade num campo documentário Indivíduo como “caso” Exame criminiológico?
  • 39. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss Biopoder – Taxa de mortalidade e natalidade (controle de patente – remédio de AIDS) PS – Mandar Matar ou Deixar Viver BP – Deixar morrer ou Mandar Viver
  • 40. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss Sujeito – sem ter nas mãos as rédeas da história – o homem está mais sujeitado do que é sujeito. Comprar Pipoca? Antes Agora
  • 41. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss 3ª FASE Si – sujeito (Ética) moral (ser-consigo) História da Sexualidade 3 Algumas aulas de Ditos e Escritos Hermenêutica do Sujeito
  • 42. MMiicchheell FFoouuccaauulltt –– NNooççõõeess GGeerraaiiss Resistência  força que o sujeito pode tentar efetivar, mesmo que com maior dificuldade, para evitar ser dominado. Ética está pautada na resistência “Vida como obra de arte” Ética... Um contra-poder ressaltando a independência a construção do si.