1º slide texto 1 da apostila

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1º slide texto 1 da apostila

  1. 1. QUESTIONAMENTOS  Que tarefas são exigidas para a prática docente no mundo contemporâneo? Qual é o papel da geografia escolar neste mundo? Que trabalho docente os professores de geografia têm realizado? Que concepções teórico-práticas têm contribuído para a construção da geografia escolar? Como têm sido formados os professores de geografia.
  2. 2.  A compreensão mais ampla e crítica do ensino em geral e dos fundamentos teóricos e metodológicos da geografia escolar, realizada pela teoria didática, é um dos subsídios para a atuação docente consciente e autônoma.
  3. 3. A GEOGRAFIA E A LEITURA DA ESPACIALIDADE CONTEMPORÂNEA  Na área da economia, as mudanças nos sistemas econômicos e produtivos estão demandando novas atuações profissionais.  Esse quadro é de uma economia que se estrutura em rede, que fragmenta e flexibiliza sua produção, com interconexão entre as empresas, com uma estrutura empresarial mais horizontal.
  4. 4.  Além de aspectos atinentes à economia global atual, características de outras esferas da vida cotidiana também compõem o contexto do mundo contemporâneo, como a urbanização, a informatização e a comunicação, o interculturalismo, o avanço e a crise científicos.
  5. 5.  O espaço como objeto da análise geográfica não é aquele da experiência empírica, não é um objeto espacial em si mesmo, mas sim uma abstração, uma construção teórica; o espaço geográfico é concebido e construído intelectualmente como um produto social e histórico que se constitui em ferramenta de análise da realidade em sua dimensão material e em sua representação.
  6. 6.  Definir o espaço como categoria numa perspectiva crítica permite analisar a realidade, ainda segundo Ortega Valcárcel (2004), prestando atenção não tanto às coisas, aos objetos, mas aos processos, destacando o valor das mudanças, considerando a realidade mais como um sistema de relações que de coisas.
  7. 7.  A geografia busca, com isso, estruturar- se para ter um olhar mais integrador e aberto, ao mesmo tempo, às contribuições de outras áreas da ciência e às diferentes espacialidades em seu interior; um olhar mais compreensivo, mas sensível às explicações do senso comum, ao mesmo, ao sentido dado pelas pessoas para suas práticas espaciais.
  8. 8.  Para que os alunos entendam os espaços de sua vida cotidiana, que se tornaram extremamente complexos, é necessário que aprendam a olhar, ao mesmo tempo, para um contexto mais amplo e global, do qual todos fazem parte, e para os elementos que caracterizam e distinguem seu contexto local.
  9. 9. O MUNDO ATUAL E OS DESAFIOS DA PRÁTICA DOCENTE EM GEOGRAFIA  A atividade do professor, como agente essencial dessa formação, exige alterações, o que, por sua vez, requer mudanças em seus próprios processos de formação.
  10. 10. QUESTIONAMENTOS  Como o professor aprende? Como ele aprende a ensinar? Em que contextos ocorre essa aprendizagem? Como o professor constrói seu conhecimento das diferentes matérias escolares que serão instrumentos básicos do trabalho docente?
  11. 11.  Uma das dificuldades na formação inicial é que em geral ela tem sido bastante marcada pela aprendizagem de conteúdos teóricos da geografia acadêmica, e de suas diversas especialidades, sem a reflexão de seus significados mais amplos e de como atuar na prática docente com esse conteúdo.
  12. 12.  A geografia é um campo do conhecimento científico que desde sempre se constituiu com base na multidimensionalidade, já que buscou compreender as relações que se estabelecem entre o homem e o mundo natural, e como essas relações que se estabelecem entre o homem e o mundo natural, e como essas relações, ao longo da história, vêm constituindo diferentes espaços.
  13. 13. REFERÊNCIAS CONCEITUAIS RELEVANTES PARA O PENSAMENTO ESPACIAL  Os conteúdos a serem ensinados são aqueles considerados relevantes para compreender a espacialidade atual. Desse modo, o aluno poderá adquirir ferramentas intelectuais que lhe permitam compreender a realidade espacial que o cercam na complexidade, na sua multiescalaridade, nas suas contradições, por meio da análise de sua forma/conteúdo, de sua historicidade.
  14. 14.  O ensino é um processo dinâmico que envolve três elementos fundamentais: o aluno, o professor e a matéria. Os três elementos estão interligados, são ativos e participativos, sendo que a ação de um deles influencia a ação dos outros.
  15. 15.  Como já foi dito, a geografia escolar lida com conhecimentos sobre o espaço, visando ao raciocínio espacial, necessário ao exercício da cidadania, pois se acredita, como vem sendo defendido neste capítulo, que a espacialidade é uma dimensão importante da realidade.
  16. 16.  O encontro conceito/confronto da geografia cotidiana, da dimensão do espaço vivido pelos alunos, com a dimensão da geografia científica, do espaço concebido por essa ciência, possibilita a reelaboração de conhecimento e uma maior compreender da experiência.
  17. 17. CONCEITO DE LUGAR  O lugar é, portanto, o habitual da vida cotidiana, mas, por outro lado, também é por onde se concretizam ralações e processos globais. O lugar produz-se na relação do mundial com o local, que é ao mesmo tempo a possibilidade de manifestação do global e de realização de resistência à globalização.
  18. 18.  A geografia sempre se caracterizou por estudar as questões por uma perspectiva de análise que pressupõe distintos níveis territoriais; no entanto, hoje estão colocados explicitamente como categorias de análise o cotidiano e o local, acrescido do regional.
  19. 19.  O conhecimento de outros lugares e a comparação entre eles e seu próprio lugar, juntamente com a análise da diferenciação de condições do “global” em cada lugar, podem fazer avançar a compreensão dos lugares vividos.
  20. 20. CONCEITO DE PAISAGEM  As paisagens são, assim, expressões técnicas, funcionais e estéticas da sociedade. Pode-se dizer, assim, que, pela observação dos objetos da paisagem – observação que é subjetiva e seletiva – percebem-se as ações sociais, as contradições sociais, as testemunhas de ações passadas, de distintos tempos.
  21. 21.  No ensino da geografia, é necessário a formação do conceito de paisagem, que pressupõe a concepção de que os espaços têm uma forma (paisagem) que expressa seu conteúdo (o movimento social), de que a paisagem revela as relações de produção da sociedade, seu imaginário social, suas crenças, seus valores, seus sentimentos.
  22. 22.  Existe uma distância muito grande entre o conceito científico e o conceito cotidiano de paisagem com a qual o professor deve contar no momento de iniciar o trabalho de construção de conhecimento a ser desenvolvido no ensino.
  23. 23. O CONCEITO DE TERRITÓRIO  Esse conceito, portanto, tem a ver com uma problemática relacional de indivíduos e seus lugares de prática, que resulta em formas espaciais, composta de tessituras, nós e redes. Sendo assim, a identidade também é um elemento é um elemento de sua constituição, assim como o conceito de lugar.
  24. 24.  O território é considerado como campo de força, de múltiplas escalas, produzido por meio da apropriação e da ocupação de um espaço por um agente, que pode ser o Estado, uma empresa, um grupo social ou um indivíduo.
  25. 25.  Além disso, a constituição do território, como relação social projetada no espaço, pode dar-se por longo tempo ou por apenas poucos minutos, tornando- se regular ou periódico, estável ou instável, flexível ou inflexível.
  26. 26.  No processo de ensino, é necessário considerar o que pensam os alunos sobre território. Por outro lado, quando pensam em seu espaço cotidiano, eles apontam território como um lugar ocupado, do qual alguém tem a propriedade.
  27. 27. O CONCEITO DE CIDADE  A compreensão do tema da cidade pelos alunos exige tratamento interdisciplinar, requer a formação de um sistema amplo de conceitos, a aquisição de muita informação e o desenvolvimento de uma série de capacidades e habilidades.
  28. 28.  No entanto, a cidade é um lugar bastante complexo, de produção social, no qual a identidade é vivida em fronteiras difusas, permeáveis, com muitos espaços de contato, de resistências e de exclusão, em que há manifestações de diferentes percepções, usos, culturas e aspirações de distintos grupos, em seus espaços públicos e privados.
  29. 29.  Para que o ensino de geografia contribua para a formação, pelo aluno, do conceito de cidade como ferramenta para a análise geográfica do mundo, não se deve estruturar o conteúdo escolar por meio de um conjunto de conceitos com definição pronta, como, por exemplo: o que é cidade, o que é o processo de urbanização, o que é segregação urbana etc.
  30. 30.  No intuito, dá prioridade a temas como: a cidade como arranjo espacial – com isso se discute o que caracteriza a cidade (a vivida pelo aluno e outras que podem ser apresentadas pelo professor) do ponto de vista da organização da paisagem; a cidade como modo de produção – com esse tema se trabalha o entendimento de que ela é um arranjo espacial histórico e que corresponde a determinadas formas de organização e da produção social.
  31. 31. O TRABALHO DOCENTE VOLTADO PARA A APRENDIZAGEM GEOGRÁFICA  O trabalho do professor consiste, pois, em tornar possível a aprendizagem do aluno. Isso significa que o sujeito central do ensino é o aluno com seu processo de conhecimento pelo aluno, mediado pelo professor.
  32. 32.  A decisão sobre o caminho metodológico a seguir envolve uma reflexão epistemológica, entendida como a definição do que é conhecimento, do que é o conhecimento científico, do que é conhecer (ou a origem do conhecimento), do como e do que conhecer.
  33. 33.  A escolha metodológica – e de resto as outras decisões atinentes ao cotidiano do trabalho docente – deve ser feita pelo professor, individual e coletivamente, de modo consciente e com autoria.
  34. 34.  Acredita-se que ao discutir a sociedade atual, a partir da compreensão de sua espacialidade, o professor de Geografia não deve colocar o espaço geográfico apenas como palco dos acontecimentos políticos, econômicos culturais e históricos; mas ir além, mostrando como a sociedade constrói e reconstrói o espaço geográfico conforme os interesses das classes sociais em um determinado momento histórico.
  35. 35.  O educando deve perceber que o espaço geográfico é constituído pela sociedade, como resultado da interligação entre sociedade e natureza nas contradições e desigualdades da sociedade.
  36. 36.  Mas do que o caráter coletivo da prática docente na escola, o que quero ressaltar aqui é seu caráter reflexivo. O espaço da escola é um espaço de formação não só dos alunos, mas também dos professores. Além de ser um espaço formativo para os professores por veicular conhecimentos e informações, por orientar comportamentos das pessoas que ali estão no cotidiano, a escola é um espaço no qual uma formação profissional mais sistematizada pode ocorrer.
  37. 37.  O espaço da escola deve ser uma conquista para o processo de formação contínua do professor de geografia. Contudo, a consciência da necessidade e o desejo de formação contínua devem surgir de valores e convicções construídos no processo de formação inicial em cursos universitários.
  38. 38.  Trata-se de, no tratamento dos diversos conteúdos apresentados aos alunos em formação, contemplar reflexões, procurar aplicações na prática, buscar aprofundamento na pesquisa, sobre questões como: em que contexto a geografia se constituiu como ciência? Qual a natureza do conhecimento geográfico ao longo de sua história? ...
  39. 39.  Considero que a tarefa de acompanhar, analisar e avaliar as propostas de formação de professores de geografia, em andamento nos diferentes cursos de nível superior, é responsabilidade de todos os envolvidos no processo, e dessa tarefa dependem a melhoria das propostas e o avanço nas reflexões da didática da geografia.

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