Ética direitos humanos cidadania 2

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Ética direitos humanos cidadania 2

  1. 1. Profº Me. Israel Serique Ética, Direitos Humanos e Cidadania ÉTICA PROFISSIONAL (SÁ-2009)
  2. 2. INTRODUÇÃO GERAL E PRIMEIRA CONCEPÇÃO DE ÉTICA A Ética , como ramo da Filosofia e considerado como ciência , é desde os trabalhos de Pitágoras, no século VI a.C., e se agasalha em manifestações remotas, quer em fragmentos que nos chegam de escritos de Aristóteles. O Sentido Amplo de Ética Em seu sentido de maior amplitude, a Ética tem sido entendida como a ciência da conduta humana perante o ser e seus semelhantes. A Ética envolve os estudos de aprovação ou desaprovação da ação e a consideração de valor como equivalente de uma medição do que é real e voluntarioso no campo das ações virtuosas. Aspectos de Análise da Ética no Entendimento dos Pensadores Clássicos a. A Ética é a ciência que estuda a conduta dos seres humanos, analisando os meios que devem ser empregados para a referida conduta se reverta sempre em favor do homem. Neste aspecto o homem torna-se o centro da observação, em consonância como meio que lhe envolve. b. A Ética como ciência que busca os modelos da conduta conveniente, objetiva, dos seres humanos. Neste aspecto a Ética faz relação entre o ser humano e o seu meio ambiente, passando a guiar a estrutura normativa.
  3. 3. Estudos da Ética Pelos Pensadores Modernos Os filósofos modernos buscaram inspirações remotas para seus estudos e em suas formulações teóricas temos basicamente as seguintes expressões: a. Aqueles que analisaram o bem como algo natural e inerente à alma; b. Aqueles que afirmaram que o bem seria a autoafirmação do ser; c. Aqueles que confundiram a lei do Estado como a materialização do bem. Henri Bergson (1859-1941) focou os estudos morais e éticos sob dois ângulos distintos a que denominou de moral fechada e moral aberta. A moral fechada é derivada do instinto, na preservação das sociedades em que se agrupam os seres. A moral fechada deriva dos fenômenos mais gerais da vida; consiste numa pressão exercida pela sociedade, e as ações que lhe correspondem são levadas a cabo de modo automático, instintivamente. Só em casos excepcionais se trava luta entre o eu individual e o social. A moral fechada é impessoal e triplamente fechada: visa a conservação dos costumes sociais, faz coincidir quase inteiramente o individual com o social, de sorte que a alma se move constantemente dentro do mesmo círculo, e, por último, é sempre função de um grupo limitado e nunca pode ser válida para a humanidade inteira, porque a coesão social, da qual é função, repousa em grande parte na necessidade de autodefesa. A moral aberta. Esta aparece encarnada em personalidades. eminentes, em santos e heróis, e não é moral social, mas humana e pessoal. Não consiste numa pressão, mas num apelo; não é fixa, mas essencialmente progressiva e criadora. É aberta no sentido que abarca a vida inteira no amor, proporciona até o sentimento da liberdade e coincide com o próprio princípio da vida. Procede de uma emoção profunda que, do mesmo modo que o sentimento provocado pela música, carece de objeto. Todavia, na realidade nem a moral fechada nem a moral aberta se apresentam em forma pura; toda aspiração procura consolidar-se numa obrigação e esta, por sua vez, procura captar a aspiração. Estas duas forças, das quais uma é infra-intelectual e outra supra-intelectual, operam no campo da inteligência, e por isso o moral é uma vida racional. Como quer que seja, a moral fechada e a aberta constituem duas manifestações complementares do mesmo valor vital.
  4. 4. CONDUTA DO SER HUMANO EM SUA COMUNIDADE E EM SUA CLASSE A razão pela qual se exige uma disciplina do homem em seu grupo repousa no fato de que as associações possuem, por sua naturezas, uma necessidade de equilíbrio que só se encontra quando a autonomia dos seres se coordena na finalidade do todo. Cada ser, assim como a somatória deles em cada classe, tem seu comportamento específico, guiado pela característica do trabalho executado. Cada conjunto de profissionais deve seguir uma ordem que permita a evolução harmônica do trabalho de todos, a partir da conduta de cada um, através de uma tutela no trabalho que conduza a regulação do individualismo perante o coletivo. Nesta conjuntura é extremamente importante que as pessoas dominem a Ética e o exercício das virtudes dela defluentes. Como os seres são heterogêneos por seus caracteres, a homogeneização perante a classe precisa ser regulada de forma que o bem geral esteja preservado
  5. 5. Individualismo E Ética Profissional Parece ser uma tendência do ser humano a de defender, em primeiro lugar, seus interesses próprios. Os serviços realizados com amor, visando ao benefício de terceiros, com a consciência do bem comum, passa a existir a expressão social do mesmo. O valor ético do esforço humano é variável de acordo com seu alcance em face a comunidade. Aquele que só se preocupa com os lucros, geralmente, tende a ter menor consciência de grupo. A ele pouco importa o que ocorre com a comunidade e muito menos com a sociedade. A ausência de ética pode levar a discriminação e até a políticas desumanas em âmbito internacional. Como só a atitude virtuosa tem condições de garantir o bem comum, a Ética tem sido o caminho justo, adequado, para o benefício geral.
  6. 6. Vocação Para o Coletivo Egresso de uma vida inculta e desorganizada, o homem foi-se organizando, na busca de maior estabilidade vital. Foi cedendo parcelas do referido individualismo para se beneficiar da união, da divisão do trabalho, da proteção da vida em comum. A organização social foi um progresso, como continua ser a evolução da mesma. A formação das classe sociais é um fato de grande importância ética que se completa no momento exato em que o homem sai de sua homogeneidade instável de origem primitiva e forma grupamentos mais determinados e estáveis (VIDARI apud SÁ, 2009, p. 131). Entre a sociedade de hoje e aquela primitiva não existem mais níveis de comparações, quanto a complexidade; devemos reconhecer, porém, que, nos núcleos menores, o sentimento de solidariedade era bem mais acentuado, assim como os rigores éticos. A vocação para o coletivo já não encontra, nos dias atuais, a mesma pujança nos centros maiores. Como o compromisso do individualismo gera sempre o risco de transgressão ética, imperiosa se faz a necessidade de uma tutela sobre o trabalho, através de normas éticas. Uma disciplina de conduta protege todos, evitando o caos que pode imperar quando se outorga ao indivíduo o direito de tudo fazer, ainda que prejudicando terceiros. É preciso que cada um ceda alguma coisa para receber muitas outras; esse é um princípio que sustenta e justifica a prática virtuosa perante a comunidade. O homem não deve construir seu bem a custa de destruir o de outros, nem admitir que só existe a sua vida em todo o universo.
  7. 7. Classes Profissionais Uma classe profissional caracteriza-se pela homogeneidade do trabalho executado, pela natureza do conhecimento exigido preferencialmente para tal execução e pela identidade de habilitação para o exercício da mesma. A classe profissional é, pois, um grupo dentro da sociedade, específico, definido por sua especificidade de desempenho de tarefa.
  8. 8. Os Códigos de Ética Profissional e Suas Bases Filosóficas Todo código de ética tem seu fundamento em princípios filosóficos. Esta base deve fazer referência ao exercício da profissão considerando : a. Aqueles que serão atendidos b. Os colegas de trabalho; c. A classe de trabalho; d. A nação As virtudes básicas são comuns em todos os códigos. As virtudes específicas de cada profissão representam as variações entre os diversos estatutos éticos: zelo, sigilo, respeito à legalidade etc. A base filosófica é necessária para que se forme a estrutura. Formada a estrutura, a partir dela, traçam os detalhes.
  9. 9. Profº Ms. Israel Serique dos Santos [Doutorando e Mestre em Ciências da Religião (PUC- Goiás); Licenciado em Pedagogia (UVA-Ceará) e História (UVA-Ceará)]; Bacharel em Teologia (FACETEN- Roraima); licenciando em Matemática (UNIFAN-Goiás). e-mail: israelserique@gmail.com Ética, Direitos Humanos e Cidadania

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