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Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver
queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.
Colossenses 3:13
Capitulo 2
PARA QUE EXISTE A FAMILIA?
Muitos que se casam nunca perguntaram: para que existe a família?
Casam-se trabalham, se esforçam, compram coisas, tem filhos, mas
não sabem por que. Esta falta de definição leva a maioria das
pessoas a crerem que são bons pais, apenas por darem a seus filhos
a comida, roupa, casa, escola, etc. Tudo isto é necessário, mas não é
fundamental. Então qual é o proposito da família?
Palavra chave de Hoje: Suportando-vos uns aos outros, e
perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra
outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.
Colossenses 3:13
OBJETIVOS ERRADOS
a) Alguns tem como objetivo principal da vida o
progresso material. Vivem desejando e
trabalhando para alcançar o progresso
desejado ( Lucas12.15).
b) Outros casam para ter felicidade pessoal. São
egoístas. Pensam só em receber nunca dar.
Querem ser servidos e não servem. O fracasso
é certo.
c) Outros fazem da família um fim em si mesma.
É a idolatria da família. A família se torna mais
importante que Deus.
d) Há aqueles que se casam para terem os
benefícios da vida de família, tais como: a
alegria de viver em companhia, o dar e o
receber afeto, o deleite das relações sexuais, a
cobertura, a alegria de ter filhos, etc. Todos
estes benefícios são legítimos, mas não
podemos fazer deles o objetivo e proposito
para a família.
Palavra chave de Hoje: Suportando-vos uns aos outros.
l. Qual é o proposito de Deus para a família?
Deus é o criador da família. Ele é o dono da família. A Família existe para Ele (Rm
11.36). Ele tem um proposito para a família.
Por que Deus instituiu o casamento?
Por que deu uma esposa a Adão?
Por que Deus tem um proposito eterno. A Família existe para cooperar com o proposito
de Deus: ter uma família de muitos filhos Semelhantes a Jesus.
ll. COMO A FAMÍLIA COOPERA COM O PROPOSITO DE DEUS?
A. NA CRIAÇÃO DOS FILHOS PARA DEUS
É emocionante pensar que podemos ter filhos a quem Deus pode adotar como
SEUS filhos. Com este proposito em vista, todo trabalho e esforço da família se
transforma em um serviço para Deus. Cozinhar, lavar passar, trabalhar para o
sustento diário, ter filhos, cria-los, instrui-los, educa-los, tudo isso deve ser para
Deus. Somos seus colaboradores.
Os que se casam com o proposito de ter os benefícios da casamento, dificilmente
serão felizes. Logo descobrirão que além dos benefícios, há trabalho,
responsabilidades, dificuldades, lutas e sofrimentos.
Palavra chave de Hoje: Suportando-vos uns aos outros.
Deus não forma uma família para si mesmo as custas da nossa felicidade. Ele
quer que sejamos felizes e que desfrutemos os benefícios que a família oferece.
Mas os benefícios são secundários. O importante é o seu proposito eterno.
Como ficam os casais que não podem ter filhos?
Todos pode ter filhos, quer seja gerando ou adotando-os. Há tantos filhos que
precisam de pais!
Como ficam os que não se casam?
Podem dedicar-se a outros aspectos do serviço na obra do Senhor. Jesus não
se casou, Paulo não teve família, mas ambos se entregaram totalmente ao
proposito de Deus.
B. FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO SER HUMANO
A convivência familiar nos coloca nas circunstancias ideais para o nosso
aperfeiçoamento. É na família que se forma o nosso caráter. Nela aprendemos
a praticar o Amor, a Humildade, a Paciência, a Bondade e a Mansidão.
Também aprendemos responsabilidade, disciplina, sujeição, serviço, respeito e
tolerância. Assim como aprendemos a perdoar, confessar, suportar, negar a
nos mesmos, exercer autoridade com amor, corrigir com graça, sofrer, orar e
confiar em Deus.
Palavra chave de Hoje: Suportando-vos uns aos outros.
O Lar é a escola de formação tanto para os pais quanto para os filhos. Deus vai
utilizar a convivência familiar, mais do que qualquer outra coisa, para transformar o
nosso caráter à semelhança de Cristo ( Rm 8.28-29).
lll. Brigas dos pais afetam os
relacionamentos dos filhos até a vida
adulta
Crianças que presenciam brigas violentas
dos pais têm mais dificuldades em se
relacionar.
Você pode não se dar conta, mas discussões de casal diante dos filhos podem
marcá-los para sempre. Foi exatamente isso o que aconteceu com Paula (que
prefere não revelar o nome), relações-públicas que mora em São Paulo e tem 30
anos. Emocionada, ela garante não acreditar mais no amor. Para ela, um dos
motivos de sua vida amorosa ser tumultuada é resultado dos exemplos que teve
em casa: constantes confrontos dos pais e a separação dos dois.
DEPOIMENTOS REAIS
A professora Lídia Weber fez a seguinte pergunta às crianças entrevistadas:
"Se você pudesse fazer três pedidos para Deus realizar, quais você faria para
ela mudar ou melhorar na sua casa, nos seus pais ou na sua escola?". Veja
algumas respostas:
“Queria que meus pais parassem de gritar comigo e minha mãe parasse de
me xingar.” (menina de 6 anos - caso 32)
“Queria que meus pais não me batessem mais.” (menina de 7 anos - caso 21)
“Queria que meus pais parassem de brigar entre eles e meu irmão não
brigasse tanto comigo.” (menino de 5 anos - caso 37)
“Sabemos, com certeza, que não basta ter ótimas práticas educativas. Os pais
também devem ter bom relacionamento entre eles”, explica a especialista. “Uma
abordagem integrativa e interdisciplinar inclui três relações de influências mútuas
em uma família: mãe-filhos, pai-filhos e relação conjugal.”
Segundo Lídia, quanto mais os pais brigam entre si, mais a criança tem tendência
de apresentar comportamentos denominados antissociais (brigar, mentir, praticar
bullying, gritar etc.).
Discussões fazem parte dos relacionamentos. Se um casal diverge em algo, não
precisa omitir dos filhos. Mas essa conversa deve acontecer com respeito, sem
ofensas, humilhações e, especialmente, sem violência, seja ela física ou verbal”,
defende. “Casais que não se respeitam possivelmente facilitarão o surgimento de
conflitos nos filhos.”
Se os seus filhos presenciarem uma briga
séria, converse com eles depois e peça
desculpas Lídia diz que os filhos podem
aprender muito com as crises. "As
pessoas brigam e se reconciliam, podem
ter opiniões diferentes e se amar mesmo
assim; podem se amar e brigar de vez em
quando... É importante aceitar a opinião
de outros e saber perdoar", explica ela.
"Brigas ruins são compostas por insultos
pessoais, expressões de hostilidade,
xingamentos e agressão física.
Discussões que levam ao aprendizado
mostram expressões verbais de apoio ao
outro, compreensão e empatia;
cumplicidade e compromisso para
resolução do problema”, diferencia.
Prof.ª Lídia é pós doutora em psicologia e
Atua na área da família.
Podemos vencer esse padrão natural ligado ao ego do homem e perdoar.
Frequentemente, ouvimos falar: “Perdoo,
mas não esqueço”. Na verdade, quem diz
isto não perdoa, porque guarda rancor. Por
isso é dito que não se perdoa de verdade
quando, no fundo, não se está disposto a
esquecer. Perdoar é esquecer? Ambos
produzem o mesmo efeito? Trata-se de
uma questão de grande importância, já
que o perdão é essencial para uma vida
feliz e equilibrada: “Aquele que é incapaz
de perdoar é incapaz de amar” (Martin
Luther King).
Parece-me que é preciso diferenciar “esquecer”, quando significa ressentimento, e
esquecer como “desaparecer da memória”. Vou me referir ao primeiro sentido: é
preciso esquecer, “não regateie o perdão: é impossível caminhar com tantas
feridas abertas... perdoe todas as velhas feridas e as cicatrize com resinas de
amor” (Zenaida Bacardí de Argamasilla). É não querer mal, não há outro caminho.
“Perdão é uma palavra que não é nada, mas que carrega sementes de milagres”
(Alejandro Casona), sementes semeadas em nossos corações pelo próprio Jesus,
que se alimentam até mesmo das ofensas: cada ofensa recebida é uma
oportunidade de melhorar nossa capacidade de perdoar, pois, em vez de causar
ressentimentos, é estímulo para essa coisa divina chamada perdão.
Diz uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto. Num determinado ponto
da viagem discutiram e um deu uma bofetada no noutro. Este, profundamente
ofendido, sem dizer nada, escreveu na areia: “Hoje o meu melhor amigo me deu uma
bofetada no rosto”. Continuaram o trajeto e entreviram um oásis. Mortos de sede,
ambos correram e o primeiro que chegou se atirou na água sem pensar e, em seguida,
começou a se afogar. O outro amigo se atirou na água para salvá-lo. Assim que
melhorou, pegou uma faca e escreveu em uma pedra: “Hoje o meu melhor amigo
salvou a minha vida.” Intrigado, o amigo perguntou: “Por que, depois de eu ter te feito
mal, escrevestes na areia e agora escreves em uma pedra?” Sorrindo, o outro
respondeu a ele:
“Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever a ofensa na areia,
porque o vento do esquecimento a leva; por outro lado, quando nos faz algo
notável, devemos gravá-lo na pedra da memória do coração, onde nenhum vento
do mundo poderá apagá-lo”.
O erro de muitos é pensar que o perdão deve surgir de seus corações, que é algo
que devemos sentir, que deve, de certa forma, “nascer em nós”. Mas o perdão é
uma decisão, não um sentimento, porque quando perdoamos não sentimos mais a
ofensa, não sentimos mais o rancor.
A Base do Casamento é a vontade comprometida pelo pacto mutuo e não o amor
sentimental.
Por isso o amor sempre será perdoador. Nunca sentimental.
Vamos viver o perdão, vivendo o melhor na presença de Deus em família.
É vencer o falso sentimento que tenta reinar em nós pelo sangue de Jesus em
nossa vida.

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Suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos

  • 1. Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. Colossenses 3:13
  • 2. Capitulo 2 PARA QUE EXISTE A FAMILIA? Muitos que se casam nunca perguntaram: para que existe a família? Casam-se trabalham, se esforçam, compram coisas, tem filhos, mas não sabem por que. Esta falta de definição leva a maioria das pessoas a crerem que são bons pais, apenas por darem a seus filhos a comida, roupa, casa, escola, etc. Tudo isto é necessário, mas não é fundamental. Então qual é o proposito da família? Palavra chave de Hoje: Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. Colossenses 3:13
  • 3. OBJETIVOS ERRADOS a) Alguns tem como objetivo principal da vida o progresso material. Vivem desejando e trabalhando para alcançar o progresso desejado ( Lucas12.15). b) Outros casam para ter felicidade pessoal. São egoístas. Pensam só em receber nunca dar. Querem ser servidos e não servem. O fracasso é certo. c) Outros fazem da família um fim em si mesma. É a idolatria da família. A família se torna mais importante que Deus. d) Há aqueles que se casam para terem os benefícios da vida de família, tais como: a alegria de viver em companhia, o dar e o receber afeto, o deleite das relações sexuais, a cobertura, a alegria de ter filhos, etc. Todos estes benefícios são legítimos, mas não podemos fazer deles o objetivo e proposito para a família. Palavra chave de Hoje: Suportando-vos uns aos outros.
  • 4. l. Qual é o proposito de Deus para a família? Deus é o criador da família. Ele é o dono da família. A Família existe para Ele (Rm 11.36). Ele tem um proposito para a família. Por que Deus instituiu o casamento? Por que deu uma esposa a Adão? Por que Deus tem um proposito eterno. A Família existe para cooperar com o proposito de Deus: ter uma família de muitos filhos Semelhantes a Jesus. ll. COMO A FAMÍLIA COOPERA COM O PROPOSITO DE DEUS? A. NA CRIAÇÃO DOS FILHOS PARA DEUS É emocionante pensar que podemos ter filhos a quem Deus pode adotar como SEUS filhos. Com este proposito em vista, todo trabalho e esforço da família se transforma em um serviço para Deus. Cozinhar, lavar passar, trabalhar para o sustento diário, ter filhos, cria-los, instrui-los, educa-los, tudo isso deve ser para Deus. Somos seus colaboradores. Os que se casam com o proposito de ter os benefícios da casamento, dificilmente serão felizes. Logo descobrirão que além dos benefícios, há trabalho, responsabilidades, dificuldades, lutas e sofrimentos. Palavra chave de Hoje: Suportando-vos uns aos outros.
  • 5. Deus não forma uma família para si mesmo as custas da nossa felicidade. Ele quer que sejamos felizes e que desfrutemos os benefícios que a família oferece. Mas os benefícios são secundários. O importante é o seu proposito eterno. Como ficam os casais que não podem ter filhos? Todos pode ter filhos, quer seja gerando ou adotando-os. Há tantos filhos que precisam de pais! Como ficam os que não se casam? Podem dedicar-se a outros aspectos do serviço na obra do Senhor. Jesus não se casou, Paulo não teve família, mas ambos se entregaram totalmente ao proposito de Deus. B. FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO SER HUMANO A convivência familiar nos coloca nas circunstancias ideais para o nosso aperfeiçoamento. É na família que se forma o nosso caráter. Nela aprendemos a praticar o Amor, a Humildade, a Paciência, a Bondade e a Mansidão. Também aprendemos responsabilidade, disciplina, sujeição, serviço, respeito e tolerância. Assim como aprendemos a perdoar, confessar, suportar, negar a nos mesmos, exercer autoridade com amor, corrigir com graça, sofrer, orar e confiar em Deus. Palavra chave de Hoje: Suportando-vos uns aos outros.
  • 6. O Lar é a escola de formação tanto para os pais quanto para os filhos. Deus vai utilizar a convivência familiar, mais do que qualquer outra coisa, para transformar o nosso caráter à semelhança de Cristo ( Rm 8.28-29). lll. Brigas dos pais afetam os relacionamentos dos filhos até a vida adulta Crianças que presenciam brigas violentas dos pais têm mais dificuldades em se relacionar. Você pode não se dar conta, mas discussões de casal diante dos filhos podem marcá-los para sempre. Foi exatamente isso o que aconteceu com Paula (que prefere não revelar o nome), relações-públicas que mora em São Paulo e tem 30 anos. Emocionada, ela garante não acreditar mais no amor. Para ela, um dos motivos de sua vida amorosa ser tumultuada é resultado dos exemplos que teve em casa: constantes confrontos dos pais e a separação dos dois.
  • 7. DEPOIMENTOS REAIS A professora Lídia Weber fez a seguinte pergunta às crianças entrevistadas: "Se você pudesse fazer três pedidos para Deus realizar, quais você faria para ela mudar ou melhorar na sua casa, nos seus pais ou na sua escola?". Veja algumas respostas: “Queria que meus pais parassem de gritar comigo e minha mãe parasse de me xingar.” (menina de 6 anos - caso 32) “Queria que meus pais não me batessem mais.” (menina de 7 anos - caso 21) “Queria que meus pais parassem de brigar entre eles e meu irmão não brigasse tanto comigo.” (menino de 5 anos - caso 37) “Sabemos, com certeza, que não basta ter ótimas práticas educativas. Os pais também devem ter bom relacionamento entre eles”, explica a especialista. “Uma abordagem integrativa e interdisciplinar inclui três relações de influências mútuas em uma família: mãe-filhos, pai-filhos e relação conjugal.” Segundo Lídia, quanto mais os pais brigam entre si, mais a criança tem tendência de apresentar comportamentos denominados antissociais (brigar, mentir, praticar bullying, gritar etc.).
  • 8. Discussões fazem parte dos relacionamentos. Se um casal diverge em algo, não precisa omitir dos filhos. Mas essa conversa deve acontecer com respeito, sem ofensas, humilhações e, especialmente, sem violência, seja ela física ou verbal”, defende. “Casais que não se respeitam possivelmente facilitarão o surgimento de conflitos nos filhos.” Se os seus filhos presenciarem uma briga séria, converse com eles depois e peça desculpas Lídia diz que os filhos podem aprender muito com as crises. "As pessoas brigam e se reconciliam, podem ter opiniões diferentes e se amar mesmo assim; podem se amar e brigar de vez em quando... É importante aceitar a opinião de outros e saber perdoar", explica ela. "Brigas ruins são compostas por insultos pessoais, expressões de hostilidade, xingamentos e agressão física. Discussões que levam ao aprendizado mostram expressões verbais de apoio ao outro, compreensão e empatia; cumplicidade e compromisso para resolução do problema”, diferencia. Prof.ª Lídia é pós doutora em psicologia e Atua na área da família.
  • 9. Podemos vencer esse padrão natural ligado ao ego do homem e perdoar. Frequentemente, ouvimos falar: “Perdoo, mas não esqueço”. Na verdade, quem diz isto não perdoa, porque guarda rancor. Por isso é dito que não se perdoa de verdade quando, no fundo, não se está disposto a esquecer. Perdoar é esquecer? Ambos produzem o mesmo efeito? Trata-se de uma questão de grande importância, já que o perdão é essencial para uma vida feliz e equilibrada: “Aquele que é incapaz de perdoar é incapaz de amar” (Martin Luther King). Parece-me que é preciso diferenciar “esquecer”, quando significa ressentimento, e esquecer como “desaparecer da memória”. Vou me referir ao primeiro sentido: é preciso esquecer, “não regateie o perdão: é impossível caminhar com tantas feridas abertas... perdoe todas as velhas feridas e as cicatrize com resinas de amor” (Zenaida Bacardí de Argamasilla). É não querer mal, não há outro caminho. “Perdão é uma palavra que não é nada, mas que carrega sementes de milagres” (Alejandro Casona), sementes semeadas em nossos corações pelo próprio Jesus, que se alimentam até mesmo das ofensas: cada ofensa recebida é uma oportunidade de melhorar nossa capacidade de perdoar, pois, em vez de causar ressentimentos, é estímulo para essa coisa divina chamada perdão.
  • 10. Diz uma lenda árabe que dois amigos viajavam pelo deserto. Num determinado ponto da viagem discutiram e um deu uma bofetada no noutro. Este, profundamente ofendido, sem dizer nada, escreveu na areia: “Hoje o meu melhor amigo me deu uma bofetada no rosto”. Continuaram o trajeto e entreviram um oásis. Mortos de sede, ambos correram e o primeiro que chegou se atirou na água sem pensar e, em seguida, começou a se afogar. O outro amigo se atirou na água para salvá-lo. Assim que melhorou, pegou uma faca e escreveu em uma pedra: “Hoje o meu melhor amigo salvou a minha vida.” Intrigado, o amigo perguntou: “Por que, depois de eu ter te feito mal, escrevestes na areia e agora escreves em uma pedra?” Sorrindo, o outro respondeu a ele: “Quando um grande amigo nos ofende, devemos escrever a ofensa na areia, porque o vento do esquecimento a leva; por outro lado, quando nos faz algo notável, devemos gravá-lo na pedra da memória do coração, onde nenhum vento do mundo poderá apagá-lo”. O erro de muitos é pensar que o perdão deve surgir de seus corações, que é algo que devemos sentir, que deve, de certa forma, “nascer em nós”. Mas o perdão é uma decisão, não um sentimento, porque quando perdoamos não sentimos mais a ofensa, não sentimos mais o rancor.
  • 11. A Base do Casamento é a vontade comprometida pelo pacto mutuo e não o amor sentimental. Por isso o amor sempre será perdoador. Nunca sentimental. Vamos viver o perdão, vivendo o melhor na presença de Deus em família. É vencer o falso sentimento que tenta reinar em nós pelo sangue de Jesus em nossa vida.