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  1. 1. 1CENTRO REGIONAL UNIVERSITÁRIO DE ESPÍRITO SANTO DO PINHAL CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO INCLUSÃO DIGITAL ADRIANA DO COUTO FONSECA ESPÍRITO SANTO DO PINHAL 2011
  2. 2. 2 CENTRO REGIONAL UNIVERSITÁRIO DE ESPÍRITO SANTO DO PINHAL CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO INCLUSÃO DIGITALALUNO: Adriana do Couto Fonseca Trabalho apresentado como exigência para obtenção do título de Bacharel em Ciência da Computação ao Centro Regional Universitário de Espírito Santo do Pinhal – UNIPINHAL, na área de Ciência da Computação, Sob orientação da Profa. MSc. Patrícia Aparecida Zibordi Aceti. ESPÍRITO SANTO DO PINHAL 2011
  3. 3. 3 FOLHA DE APROVAÇÃOAutor: Adriana do Couto FonsecaTítulo: Inclusão Digital _____________________________ Profª. Msc. Patrícia Aparecida Zibordi Aceti Orientador ______________________________ Prof. Esp. Jasiel Pereira Pinto Membro ______________________________ Profª. Dra. Monica Luri Giboshi Membro Espírito Santo do Pinhal, 15 de Dezembro de 2011
  4. 4. 4DedicatóriaDedico este trabalho a Deus e aos meus pais Oliveira e Rita, que sempre meapoiaram.Porque sem Eles nada disso seria possível.
  5. 5. 5 AgradecimentoA todos aqueles que de alguma forma me ajudaram e incentivaram na realizaçãodeste sonho. Principalmente nos momentos de maior dificuldade, que foram meusuporte para que eu pudesse dar continuidade e finalizar esse trabalho.
  6. 6. 6 SUMARIO1. INTRODUÇÃO...............................................................................................82. SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO......................................................................92.1 Origens da Sociedade Da Informação.........................................................112.2 Sociedade da Informação No Brasil.............................................................123. INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO....................................................................143.1 O uso da Tecnologia e Do Computador na Educação ..............................153.2 Computador: Vantagens do seu uso na Educação...................................193.3 Internet X Educação......................................................................................224. EDUCAÇÃO E NOVAS TECNOLOGIAS........................................................244.1 O professor perante as revoluções tecnológicas.......................................254.2 Os professores e a atualização tecnológica................................................275. INCLUSÃO DIGITAL.....................................................................................295.1 O que é Inclusão Digital? ............................................................................295.2 Entendendo a Inclusão Digital...............................................................................306. EXCLUSÃO DIGITAL .....................................................................................336.1 Fatores que contribuem para Exclusão Digital...........................................357. CONCEITO DE TELECENTRO.......................................................................377.1 Objetivo dos telecentros...............................................................................377.2 Atividades a serem desenvolvidas nos telecentros...................................387.3 Funções do conselho gestor ........................................................................388. CONCLUSÃO.................................................................................................40REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.......................................................................41
  7. 7. 7 ResumoEste trabalho teve como objetivo realizar uma pesquisa bibliográfica paracompreender o processo de Inclusão Digital. Além disso, foi possível observar aSociedade da informação, cujo método de ensino é repleto de tecnologias. A partirdeste trabalho também foi possível compreender a importância do uso docomputador e de outras tecnologias na educação, além da influência da Internet.Cabe ressaltar que a preparação dos professores para essa nova maneira deensinar é essencial. Pois ao longo deste trabalho foi possível ver que as pessoas“incluídas socialmente” estão mais preparadas para o mercado de trabalho.Palavras-chave: inclusão digital, computador, tecnologia, educação, mercado detrabalho
  8. 8. 8 1. INTRODUÇÃO Inclusão Digital é a evolução da tecnologia da informação, permitindo atodos a inserção na sociedade da informação, podendo ajudar no seu dia a dia,maximizando o tempo de cada individuo, melhorando a vida das pessoas. Precisa ter um computador, acesso a internet e o domínio dessasferramentas, mas isso com o auxilio de um profissional qualificado para que o usodestas seja correto. O público alvo da inclusão digital é composto por: portadores denecessidades especiais, idosos, população de zonas de difícil acesso e de baixarenda. Há diversas políticas de inclusão digital sendo implantadas para que apopulação mais vulnerável possa ter acesso à tecnologia da informação. Com a utilização da internet, as informações encontram-se globalizadas edisponíveis do mundo todo, sendo que a qualquer momento a população pode teracesso e informação sobre o que acontece.
  9. 9. 9 2. SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO A expressão “sociedade da informação” passou a ser utilizada, nos últimosanos desse século, para substituir o conceito de “sociedade pós-industrial” e comoforma de apontar um novo modelo técnico e econômico. A expressão “Sociedade de Informação” refere-se a um modo dedesenvolvimento social e econômico em que a aquisição, armazenamento,processamento, valorização, transmissão, distribuição e disseminação deinformação conducente à criação de conhecimento e à satisfação das necessidadesdos cidadãos e das empresas, desempenham um papel central na atividadeeconômica, na criação de riqueza, na definição da qualidade de vida dos cidadãos edas suas práticas culturais. (TAKAHASHI , 2000) Esta sociedade pós-industrial ou esse novo modelo de sociedade tem,segundo CASTELLS (2000, p.78) as seguintes características fundamentais: • A informação é sua matéria-prima: as tecnologias se desenvolvempara permitir o homem atuar sobre a informação propriamente dita, ao contrário dopassado quando o objetivo dominante era utilizar informação para agir sobre astecnologias, criando implementos novos ou adaptando-os a novos usos. • Os efeitos das novas tecnologias têm alta penetrabilidade porque ainformação é parte integrante de toda atividade humana, individual ou coletiva e,portanto todas essas atividades tendem a serem afetadas diretamente pela novatecnologia. • Predomínio da lógica de redes. Esta lógica, característica de todotipo de relação complexa, pode ser, graças às novas tecnologias, materialmenteimplementada em qualquer tipo de processo. • Flexibilidade: a tecnologia favorece processos reversíveis, permitemodificação por reorganização de componentes e tem alta capacidade dereconfiguração. • Crescente convergência de tecnologias, principalmente amicroeletrônica, telecomunicações, optoeletrônica, computadores, mas também ecrescentemente, a biologia. O ponto central aqui é que trajetórias de
  10. 10. 10desenvolvimento tecnológico em diversas áreas do saber tornam-se interligadas etransformam-se as categorias segundo as quais pensamos todos os processos. Os efeitos da valorização da informação, ao longo das últimas décadas,provocaram mudanças que refletiram em todos os ambientes sociais e na economiade maneira geral. O progresso tecnológico dos últimos anos tem colaborado de modo positivopara a globalização, a “tecnologia” está presente em todos os lugares nasresidências, empresas, estabelecimentos, escolas, tornando a sociedade maisinformatizada. Analisando as características dos países, cada qual com seus costumessociais, políticos, culturais, econômicos e geográficos a “sociedade da informação”deve se ajustar e atender as diferentes necessidades de cada um. De acordo com STEWART (1998, p.37), as fontes fundamentais de riquezada nova “Era da Informação” são o conhecimento e a comunicação e não mais osrecursos naturais ou o trabalho físico como na Era Industrial. Tais mudanças,segundo o autor, devem ser encaradas como conseqüência de um movimentorevolucionário marcado por forças poderosas como a globalização das economias, adisseminação da tecnologia da informação e o crescimento das redes decomputadores, o desmantelamento da hierarquia empresarial composta por váriosníveis etc. É possível observar ao longo da história do homem, desde os primórdios,quando viviam em cavernas e desenhavam nas paredes, e por todo seu processoevolutivo, sua necessidade em desenvolver maneiras que permitam registrar suasinformações a respeito da natureza, ajustando conhecimento na busca porsobrevivência e evolução. A informação sempre foi à matéria prima para o desenvolvimento. As novastecnologias da comunicação e informação aceleraram o acesso e o intercâmbio deinformações em uma sociedade pautada pela informação e pelo conhecimento. A sociedade da informação e do conhecimento é uma realidade. Segundo BORGES (2000 p.32) esta é “uma resposta à dinâmica daevolução, ao crescimento vertiginoso de experiências, invenções, inovações, dentrode um enfoque sistêmico – onde a interdisciplinaridade é um fator determinante”. Asconseqüências da valorização da informação, ao longo das últimas décadas,
  11. 11. 11implicaram em transformações que repercutiram em todos os meios sociais e naeconomia como um todo. Designações diversas para caracterizar a sociedade contemporânea e osurgimento de uma nova economia após essas transformações têm sidoconstruídas. Castells (1999a) aborda a emergência de uma “Sociedade em Rede” e, apósuma passagem panorâmica e universal pelas transformações da economia mundialcontemporânea, afirma que, como tendência histórica, funções e processosdominantes no atual contexto estão organizados, cada vez mais, em torno dasredes. Defende em sua tese que as redes constituem a nova morfologia social denossa sociedade e a difusão da lógica da rede modifica substantivamente aoperação e o resultado dos processos de produção, experiência, poder e cultura. Neste capítulo abordaremos a Sociedade da Informação como um todo,apresentando suas características, procurando compreender a importância destetema, entendendo sua origem, ajustando conceitos e explicando informações. Estudaremos os elementos fundamentais desta sociedade e como elescontribuem para seu desenvolvimento. 2.1 Origem da Sociedade da Informação Ao longo do tempo a informação vem se aperfeiçoando desde as primeirasinformações mostradas pelos homens das cavernas em seus desenhos até os diasatuais. Pode-se dizer que desde as primeiras invenções voltadas paracomunicação até os dias de hoje com o aparecimento da grande rede decomunicação que é a internet, o homem convive com o aumento de informaçõesdisponíveis que esse progresso representa. Vivemos na era da informação. A informação sobre previsão do tempo,esportes, diversões, finanças, informação significa fatos: é o tipo de coisa presenteem livros, que pode se expressar em palavras ou imagens. As informações podem,portanto vir em várias formas, o simples fato de responder uma pergunta gera umainformação.
  12. 12. 12 Falar em Sociedade da Informação recomenda pensar em novastecnologias, foi surgimento de uma nova sociedade, onde a tecnologia predomina efacilita relações sociais, culturais e econômicas, caracterizada pela capacidade dese obter qualquer informação, em qualquer momento, em qualquer lugar, onde oconhecimento é fundamental e deve ser cada vez mais compartilhado. Esta sociedade denominada por muitos de Sociedade da Informação,embora o termo seja ideológico e impreciso, também recebe outras denominações,como: Sociedade do Conhecimento, Sociedade do Saber, Nova economia,Cibercultura, Sociedade Digital, Sociedade Contemporânea, Sociedade em Redeentre outros. Não importa o nome, o importante é entender seu desenvolvimento, paranossos estudos usaremos a expressão “Sociedade da Informação”. A evolução da informação gerou o uso de recursos da informática, onde osmesmos ainda são pouco controlados, devido entre outros fatores o pequeno graude instrução de quem opera sistemas informatizados. Nos últimos anos, foi possível perceber uma grande evolução dacomputação e da internet, e dessa forma a sociedade assumiu o controle detransmissão da informação pela primeira vez na história. Ainda que com algumaslimitações e riscos, a sociedade começou a ganhar espaço nos meios decomunicação, podendo participar de todo o processo, dessa maneira as pessoaspassam a participar da evolução do mundo e concretizar a passagem da sociedadeindustrial para a sociedade de informação. 2.2 A Sociedade da Informação No Brasil Nos últimos anos a tecnologia tem avançado de maneira significativa nomundo todo. No decorrer da década de 90, existiram várias ações para dar força ao quese chama hoje em dia como Sociedade da Informação. Visando favorecer a integração global, a tecnologia passou a estar presenteem todas as casas, escolas empresa e deixando as pessoas mais informadas. Considerando as particularidades dos países, com todas suas diferençascomo o da sociedade, da política, da cultura, da economia e até mesmo de sua
  13. 13. 13posição geográfica, que acaba por influenciar todos os outros aspectos, a“sociedade da informação” deve adaptá-las e respeitá-las, atendendo então, asdiferenças de cada um. Tendo em vista a criação de políticas para o desenvolvimento econômico, acriação de novas oportunidades, e concomitante ingresso na Sociedade daInformação, em 1998 o Governo Federal através do MCT, encomendou um estudorealizado por grupos de discussão, para apontar os possíveis contornos e diretrizesde um programa de ações rumo a Sociedade da Informação no Brasil. O resultado deste estudo foi concretizado com o lançamento do ProgramaSociedade da Informação (SocInfo), através do Decreto 3.294, em 15 de dezembrode 1999 (CHAHIN et al., 2004, p.34). No Brasil, como em todos os outros países, a “sociedade da informação”mudou o perfil de profissionais que o mercado necessita, exigindo dessa maneirauma mudança na maneira de ensinar nas instituições.
  14. 14. 14 3. INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO Quando se fala no uso da Informática na educação pode-se dizer que ossistemas computacionais não transmitem apenas informações, mas seadministrados de maneira correta, podem interpretar a necessidade de informaçãodo aluno e fornecê-la de maneira adequada. O uso da informática pelas escolas cresce a cada dia, tanto por parte dadireção quanto por parte dos educadores como ferramenta de apoio no ensino. Seu uso adequado cria a oportunidade de desenvolver e a organizar aconstrução do pensamento, bem como, desperta o interesse e a curiosidade dosalunos, que são peças fundamentais para a construção do conhecimento. As transformações ocorridas nos meios de comunicação e o interessecrescente em tecnologia apresentam uma nova forma de aprender e ensinar. A utilização dos recursos da informática na educação sempre foi um desafiopara os pesquisadores preocupados com a disseminação dos computadores nasociedade. Já em meados da década de 50, quando começaram a sercomercializados os primeiros computadores com capacidade de programação earmazenamento de informação, apareceram as primeiras experiências do seu usona educação (VALENTE, 1997). A Informática como instrumento de aprendizagem e sua ação no meio socialvem se tornando cada vez mais importante do ponto de vista educacional. Devido às novas tecnologias, a educação e sua antiga metodologia adotadapara ensinar vem passando por mudanças estruturais e funcionais. Não podemos negar que a tecnologia provoca mudanças no comportamentodas pessoas, desde a maneira como organizamos conhecimento até no nossorelacionamento com o mundo. De acordo com (FRÓES) : “Os recursos atuais da tecnologia, os novos meios digitais: a multimídia, a Internet, a telemática trazem novas formas de ler, de escrever e, portanto, de pensar e agir. O simples uso de um editor de textos mostra como alguém pode registrar seu pensamento de forma distinta daquela do texto
  15. 15. 15 manuscrito ou mesmo datilografado, provocando no indivíduo uma forma diferente de ler e interpretar o que escreve, forma esta que se associa, ora como causa, ora como conseqüência, a um pensar diferente.” É preciso reconhecer os benefícios que os meios de comunicação oferecemna aprendizagem dos alunos, e cobrar dos educadores um método de ensino queutilize diferentes fontes de conhecimento de livros convencionais, filmes a pesquisasna internet, e que este trabalho tenha como objetivo a qualidade. A preocupação com a qualidade educacional é antiga. Mas, atualmente éuma preocupação generalizada, pois envolve a problemática da igualdade e deoportunidade. Os computadores podem ser usados, por exemplo, como ferramenta noensino de música baseado na educação, já que podem fornecer um ambiente paradiversas explorações através de estas possibilitarem a construção do conhecimento. Segundo ALMEIDA (2000) os computadores possibilitam representar etestar idéias ou hipóteses, que levam a criação de um mundo simbólico e aconstrução do conhecimento. 3.1 O uso da Tecnologia e Do Computador na Educação O uso do computador na educação tem como papel ultrapassar os limitesdo método convencional de ensinar, dando chance às escolas de reconstruir a formade se ensinar. A informática na educação possibilita ao professor a construção do seuconhecimento, transformando a sala de aula num espaço real de interação, de trocade resultados, e adaptando os dados à realidade do aluno. Quando falamos em computador usado com fins pedagógicos ele passa aser visto apenas como uma tecnologia, mas deve ser visto como uma ferramenta deensino usada para criar um ambiente interativo que proporcione ao aluno, buscar,levantar hipóteses, pesquisar, criar e deste modo construir seu próprioconhecimento. A informática ultrapassou os outros meios de comunicação, principalmentepela velocidade, com que as coisas se realizam, por isso dizemos que estamos
  16. 16. 16vivendo na era digital. Assim o computador se faz presente na produção edivulgação de todas as formas de conhecimentos da humanidade. Dessa maneira computador pode ser incorporado no processo educativo dosalunos, podendo se tornar um transformador de alterações, colaborando com umanova forma de aprender. Por meio desta máquina, cria-se a possibilidade do alunoaprender “brincando”, construindo seu próprio conhecimento, e aprendendo comseus próprios erros. Além disso, o professor ao se utilizar do computador, acaba transformandoo método tradicional de ensinar em aprendizagem contínua, fazendo com que osalunos se comuniquem mais promovendo a troca e a valorização dos conhecimentose das habilidades de cada aluno. Professor e aluno tendem a se tornarem parceirosnesta contínua busca em aprender, e interagem mais. O uso do computador na educação é um fenômeno recente, com seu início ,e com o aparecimento da informática, o computador pode ser usado com maioreficiência na educação. De acordo com FONSECA (2001, p.2): “É preciso lembrar que os computadores são ferramentas como quaisquer outras. Uma ferramenta, sozinha, não faz o trabalho. É preciso um profissional, um mestre no ofício, que a manuseie, que a faça fazer o que ele acha que é preciso fazer. É preciso, antes da escolha da ferramenta, um desejo, uma intenção, uma opção. Havendo isto, até a mais humilde sucata pode transformar-se em poderosa ferramenta didática. Assim como o mais moderno dos computadores ligado à Internet. Não havendo, é este que vira sucata”. As formas de ensinar tendem a evoluir para poder acompanhar astecnologias sendo assim a prática de aprendizagem e a utilização de instrumentosque distinguem a relação aluno-professor, não só o computador como vários outrosrecursos multimídias tendem a ser inseridas no processo de educação comoferramentas de ensino. Estas ferramentas, por assim dizer, não serão utilizadas para desqualificaros instrumentos usados atualmente, (livros,apostilas,quadro,caderno etc..) e simserão utilizadas para acrescentar conhecimento e tornar as aulas mais interessantese proveitosas.
  17. 17. 17 Estes instrumentos nem sempre tem aceitação entre professores epedagogos, porque nenhum deles nasceu de uma necessidade expressa pelaeducação, mas incentivam a aprendizagem. O computador não foi inventado para atender nenhuma necessidade daeducação, ainda assim, é um instrumento de comunicação e informações capaz deproduzir conhecimentos. Visto por determinados educadores como uma importante maneira demotivar os alunos, sendo ainda capaz de receber e guardar documentos humanos erealizar operações lógicas. Vale ressaltar que só é possível ter acesso às informações disponíveis namáquina se tiver acesso aos seus documentos, e a informações contidas na rede sehouver conexão com a internet. A capacidade do computador é limitada, assim como os livros oscomputadores transmitem conhecimentos, interagindo com os alunos em ambosexemplos o professor tem nestes recursos um assistente e, em relação ao aspectointeração instrumento-aluno o computador é superior, pois estando conectado com ainternet pode oferecer informações a respeito de qualquer assunto, de qualquerlugar do planeta não se limitando a apenas uma disciplina ou assunto. O uso do computador como máquina para ensinar ainda provoca desacordoentre alguns educadores, pois cada um tem um método de ensino. Sendo que alguns destes educadores acreditam que o computador deve serusado como um recurso de aprendizagem onde cada aluno possa administrar seupróprio aprendizado. Existe um grupo que defende seu uso só como instrumentodidático, e não como um material fundamental para o ensino o computador seria umsuporte, fornecendo aos alunos, programas educativos e estruturados que visam umdeterminado objetivo. “Porém não se deve perder de vista que utilizar o computador apenas como recurso de aprendizagem pode representar uma subutilização de um recurso extremamente rico e versátil!”. (MARQUES: 1996, p. 96) As vantagens do computador em relação aos outros instrumentos usadospara ensinar estão no fato de que ele é um recurso audiovisual, interativo, queobedece ao desempenho de cada aluno com prontidão.
  18. 18. 18 Todas essas características fazem do computador um interlocutor1totalmente diferente daqueles com os quais o aluno se relaciona. A informática educativa utiliza-se de programas que mudam em conteúdo eapresentação, e os mesmos servem de veículo de comunicação entre o homem e amáquina, considerando também, que na teoria das Inteligência Múltiplas o processoeducacional observa que cada ser humano possui uma forma diferente de aprenderatravés de diferentes meios.Micotti (1999, p.158) afirma: As atuais propostas pedagógicas, ao invés de transferência de conteúdos prontos, acentuam a interação do aluno com o objeto de estudo, a pesquisa, a construção dos conhecimentos para o acesso ao saber. As aulas são consideradas como situações de aprendizagens, de mediação; nestas são valorizadas o trabalho dos alunos (pessoal e coletivo) na apropriação do conhecimento e a orientação do professor para o acesso ao saber. O abandono, a repetência, o desinteresse dos adolescentes com os estudose o despreparo para o mercado de trabalho apresenta a necessidade de repensar aeducação e experimentar novas opções , como por exemplo, o uso do computadorcomo ferramenta no processo institucional, tendo em mente o desenvolvimento denovas habilidades, porque o aluno ao ter contato e fazer uso de novas ferramentasprecisa também aprender novos métodos para poder desenvolver estas habilidadesou inteligência. O uso de tecnologia e de programas na educação não muda a relaçãoprofessor-aluno, apenas oferece novos atrativos, novas possibilidades de ganhos narelação ensino-aprendizagem, com inovação e poder de comunicação. O grandedesafio para as instituições de ensino em relação à formação de seus professoresestá no conhecimento para trabalhar com estas máquinas, (computadores) nosentido de processar informações, selecionar tecnologias e aplicá-las às tarefas,incluindo seus sistemas de programação. As escolas devem usar a tecnologia para que o professor desenvolva suashabilidades e obtenha o aprendizado, atualizando-se constantemente. Modificar a escola e trocar antigos modelos é uma ação constante para oseducadores. A escola será mais expressiva, quando criar uma prática que a1 Interlocutor: Os interlocutores são as pessoas que participam do processo de interação que se dápor meio da linguagem. É aquele que toma parte da conversação.
  19. 19. 19pronuncie com o ponto de vista do mundo e de sociedade, expressando omovimento da prática social coletiva, transformando realidades sociais em direção aliberdade. Os computadores estão propiciando uma verdadeira revolução no processo de ensino aprendizagem. Uma razão mais óbvia advém dos diferentes tipos de abordagens de ensino que podem ser realizados através do computador, devido a inúmeros programas desenvolvidos para auxiliar o processo de ensino aprendizagem. Entretanto, a maior contribuição do computador como meio educacional advém do fato de seu uso ter provocado o questionamento dos métodos e processos do ensino utilizados. (VALENTE,1993, p.47) Trabalhar visões diferentes a respeito deste assunto acaba por formarcríticos que estarão preparados para trabalhar com a chamada civilização deimagens e informações e propor a aproximação desses recursos de comunicação,utilizando-os de forma sistemática na escola e não tratá-los (computador, vídeo,televisão e outros) como apenas mais uma solução didático-pedagógica já estudada. Vale ressaltar que ao se trabalhar os recursos tecnológicos na educação,não basta apenas terem acesso a textos, sons, imagens, softwares, mas sim, que sedeixe claro o procedimento de sua aplicação enquanto proposta para utilizaçãodessas máquinas e seus recursos. É preciso mais que apenas compreender as tecnologias, entendendo oprocesso de construção do conhecimento e como acontece o movimento do ensinare aprender, numa sociedade onde a comunicação permite que as pessoas tenhamacesso a informações que se multiplicam e se atualiza rapidamente, superandotempo e espaço. Dessa maneira, é possível identificar que a relação entre ciência etecnologia vai aos poucos alterando o indivíduo e as sociedades; esta modificaçãoocorre independente da utilização que se faça da tecnologia 3.2 Computador: Vantagens do seu uso na Educação A entrada do computador, no ambiente escolar, atualmente deve ser vistacomo uma necessidade para a inovação na metodologia de ensino, destacada nacapacidade de educadores se prepararem para uma renovada forma de ensino. A importância do papel do professor neste processo informatizado está emse conscientizar de que não é ele quem deve recomendar o que é adequado para
  20. 20. 20cada aluno, mas sim é papel dele estar constantemente atento à capacidade decada um. Então, se o professor não se colocar dentro de seu tempo e caminhar emdireção ao desenvolvimento, ficará muito difícil gerar uma atuação docente dequalidade. Modificar a escola e mudar antigos padrões é uma batalha constante paraos professores, que procuram uma educação humanizada, que forme indivíduoscapazes de transformar e se transformar, empenhados com uma sociedade menosdicotômica, exigindo que o professor transforme seu papel de simples narrador eprivilegie o diálogo como método de aprendizagem. A relação de ensino/aprendizagem é uma relação de comunicação, que visaformar e informar. Instrumentos que possam se encaixar nesta dinâmica sãoimportantes pela possibilidade de servir ao ensino. Livro, vídeo, fotografia,computadores e outros são formas de comunicar conhecimentos e, como estes sãode interesse da educação. O computador é um instrumento independente do ensino, pois não foi umacriação com fins pedagógicos. Porém, é também instrumento de comunicação, e por tanto, uma nova formade transmitir conhecimentos com grande influência. Segundo MARQUES et al. (1996), o computador é uma máquina capaz defornecer ao professor uma ferramenta potente para motivar seus alunos, fazendo-osparticipar ativamente do trabalho escolar. Vale lembrar que o computador se diferencia dos outros instrumentos devidoao fato de que ele não se limita a apenas transmitir informações, mas também podereceber e trabalhar essas informações. Sendo assim, um computador é capaz deinterpretar a necessidade de informação do aluno e fornecê-la imediatamente. Dentre algumas vantagens que o computador apresenta em relação a outrosinstrumentos, pode-se citar: - é um ótimo recurso audiovisual superior aos demais e ainda é interativo.Neste sentido, pode solicitar e responder aos questionamentos do aluno, evitandoque este fique indiferente e, dessa maneira acabe por se distrair com outrosassuntos; - o computador tem a vantagem de não prejudicar o desempenho, pois temo poder de obedecer ao ritmo de aprendizado de cada aluno, repetindo a mesmaexplicação o número de vezes que o aluno desejar;
  21. 21. 21 - podemos ver positivamente também a rapidez e eficiência com a qual ocomputador resolve as duvidas e questionamentos; Desta forma, quando o aluno esta trabalhando com um conteúdo qualquerele pode ter uma avaliação imediata sobre o que precisa estudar mais para ummelhor entendimento do assunto. Essas características fazem do computador um instrumento totalmentediferente dos demais que o aluno esta acostumado a utilizar. Dentre outras talvezsejam essas peculiaridades as responsáveis pelo alto grau de motivação, por partedos alunos, em usar o computador sempre que possível. Segundo MARQUES et al. (1996): (...) a motivação é extremamente importante para qualquer aprendizagem, pois, sem ela, é pouco provável que a atenção do indivíduo esteja voltada para o que deve aprender. O computador oferece vantagens sobre os recursos tradicionais, pois pode ser programado para, por exemplo, apresentar situações cada vez mais complexas para o aluno, após ter-se certificado do conhecimento necessário por parte deste, através de questões com dificuldades específicas sobre a matéria. A criação de um banco de dados com informações científicas, históricas eoutras que o aluno possa consultar quando precisar é outra maneira de utilizar ocomputador. Dessa forma, o estudante pode ter uma maior autonomia e força de vontadepara realizar seu trabalho de forma independente. Do ponto de vista dos educadores que já utilizam o computador em suasaulas, todos que são ligados à escola (como diretores e responsáveis pela gradecurricular e pelas ferramentas utilizadas) estão começando a aproveitar o poder doscomputadores para fazer melhorias na postura educacional e na eficácia dasescolas, as tornando mais modernas e deixando os alunos mais estimulados comessa nova forma de pensar e de aprender. Educadores que já usam à informática na educação crêem que com ossistemas dos quais disponibilizamos atualmente podem ser atingidos objetivoscomo: a melhoria da alfabetização, a conquista de habilidades computacionais, amelhoria no ensino de conceitos, o incentivo ao questionamento do aluno, ainstrução diferenciada. Os computadores também estão a serviço das necessidades doaprendizado de estudantes portadores de deficiências físicas ou mentais,
  22. 22. 22desmotivados, emocionalmente perturbados, com ausências crônicas, com medoda, aluno geograficamente isolado. Muitas famílias também utilizammicrocomputadores em casa para complementar a aprendizagem das crianças. Atualmente é fundamental ter um microcomputador em casa, dessa formaas pessoas, estudantes ou não, estão sempre conectadas com tudo que ocorre nomundo, mantendo-se sempre atualizado. No próximo item veremos o uso da internet na educação, e sua importâncianos dias de hoje. 3.3 Internet x Educação Para fazer uma análise profunda e completa deste tema, não foramestudadas somente as vantagens deste tipo de ferramenta na educação, mastambém como ela está sendo aplicado, o que já mudou e o que ainda tem quemudar para tornar mais eficiente e eficaz a sua utilização e os possíveis problemasdessa utilização. É possível saber que as escolas vão ter que estar mais bem equipadas e osprofessores mais preparados. Nos últimos anos os educadores notaram o rápido desenvolvimento dasredes de computadores, o avanço do poder dos computadores pessoais e osgrandes avanços tecnológicos como uma grande possibilidade de gerar e armazenarinformações, a interatividade e capacidade de ultrapassar o tempo e a distânciaentre o educador e aprendiz. Conforme CORRÊA (2004, p. 3). “A tecnologia empregada funciona como força impulsionadora da criatividade humana, da imaginação, devido à visibilidade de material que circula na rede, permitindo que a comunicação se intensifique, ou seja, as ferramentas promovem o convívio, o contato, enfim. Uma maior aproximação ente as pessoas.” O acesso à Internet é um recurso barato que diminui a distancia diversosrecursos educacionais que fisicamente estariam fora do alcance de grande parte dosalunos, professores, pesquisadores, cientistas e instituições brasileiras. No método de ensino convencional, onde se seguem todos os padrõespedagógicos tradicionais, a Internet obtém grande destaque, quando aplicada como
  23. 23. 23fonte de pesquisas, possibilitando consulta a bibliotecas, tirando dúvidas, além depossuir um grande acervo de conhecimento que enriquece o aprendizado. Pelo fato de possuir ampla variedade de recursos multimídia que contribuempara uma melhor exposição e compreensão do assunto, a Internet é um grandeatrativo para a busca de conhecimento. Essa variedade admite um maior poder de escolha se tornando umdiferencial da Internet em relação às demais tecnologias de informação empregadasno ensino. A abundância de conteúdo e um chamado à exploração da informaçãooriginado de sua maior interação entre o aluno e a tecnologia fazem da Internet aferramenta que apresenta as vantagens que as demais tecnologias de informaçãoaté então já empregavam, mas com menos limitações. É possível perceber que existe um potencial imenso facilmente explorável:colocar o estudante para ler e escrever com o computador acaba por incentivá-lo naescrita e leitura convencionais. As ferramentas computacionais, especialmente a Internet, pode ser umasolução rica em possibilidades que contribuam com a melhora no nível deaprendizagem, para isso é necessário que haja uma reformulação nos métodos deensino, que se criem novos modelos metodológicos, que se repense qual osignificado da aprendizagem. È necessário uma aprendizagem onde exista lugar para que se gere aconstrução do conhecimento. Conhecimento idealizado como relação, ou produto darelação entre o sujeito e seu conhecimento. Onde esse sujeito descobre, constrói e modifica, de forma criativa seupróprio conhecimento, o grande desafio da atualidade consiste em trazer essa novarealidade para dentro da sala de aula, o que significa mudar, de modo significativo, ométodo educacional como um todo. Para se tornar viável a inserção de tecnologias como computadores einternet nas escolas é necessário que os professores estejam preparados paraensinar fazendo uso destas ferramentas. No capítulo a seguir serão apresentadas as mudanças que estão sendorealizadas a fim de preparar os professores para educar na era digital.
  24. 24. 244 EDUCAÇÃO E NOVAS TECNOLOGIAS Atualmente as instituições de ensino dispõem de vários recursosaudiovisuais para serem introduzidas durante o processo de ensino e aprendizagem. As novas tecnologias trouxeram grande impacto sobre a Educaçãodesenvolvida nos dias atuais, criando novas formas de aprendizado, disseminaçãodo conhecimento e, especialmente, novas relações entre professor e aluno. CASTELLS , (1999b, p.50-51) descreve as tecnologias da seguinte forma: ... as tecnologias não são [mais] simples ferramentas a serem aplicadas, mas processos a serem desenvolvidos. Usuários e criadores podem tornar-se a mesma coisa. Desta forma, os usuários podem assumir o controle da tecnologia, como no caso da Internet. Segue-se uma relação muito próxima entre os processos sociais de criação e manipulação de símbolos (a cultura da sociedade) e a capacidade de produzir e distribuir bens e serviços (forças produtivas)... . Contudo, diante deste novo cenário educacional, aparece uma nova questãopara o professor: saber como usar de forma pedagógica as mídias. Dessa maneira o professor que antes desenvolvia sua aula, tal como haviase organizado durante seus estudos preparatórios e durante toda experiência emsala de aula, se depara com uma situação que implica novas aprendizagens emudanças na prática pedagógica. Esse fato faz com que a maioria dos professores tema pelo uso dainformática na sala de aula, muitas vezes por medo do novo, ou somente por ver ocomputador como algo difícil para trabalhar, ou simplesmente porque os alunosconhecem mais o computador do que seus professores. Porém, o que se sabe é que o computador não veio para dificultar a vida daspessoas, mas sim para ajudar e facilitar muitas atividades que seriam difíceis deserem realizadas sem a informática
  25. 25. 25 A revolução trazida pela internet mostra que a informação gerada emqualquer lugar esteja disponível rapidamente. A globalização do conhecimento e arapidez da informação são excelentes ganhos para a humanidade. A Internet tem colaborado para mudanças na comunicação e também naspraticas educacionais. È possível perceber neste estudo que a tecnologia influencia a educação deforma direta, e que de alguma maneira acaba por não só influenciá-la como tambémpor transformá-la pouco a pouco. 4.1 O professor perante as revoluções tecnológicas Existem alguns fatores que atrapalham a propagação do uso do computadorcomo ferramenta de ensino: o fato dos professores não receberem uma preparaçãoadequada é uma delas. Nos cursos de Formação de Professores ainda não encontramos a adoçãodesta prática. É preciso “ENSINAR” o professor desde o início do seu processo deformação, fazendo-o entender que o computador tem como princípio, o papel depropor profundas mudanças pedagógicas e não de automatizar o ensino,promovendo a alfabetização digital. Para SILVA, (1996, p. 100) "[...]o professor passa a ter um novo desafio: modificar a comunicação no sentido da participação – intervenção [...] Não mais da prevalência do falar- ditar, mas a resposta autônoma, criativa e não prevista dos alunos, o rompimento de barreiras entre estes e o professor, e a disponibilidade de redes de conexões no tratamento dos conteúdos de aprendizagem. [...] A ousadia e autoria do professor estão como nunca evocadas..." A utilização da informática no ambiente escolar permite uma parceria entrealuno e professor, que juntos buscam o conhecimento. As mudanças estão ocorrendo tanto no relacionamento professor e aluno,quanto nos objetivos e nos métodos de ensino, e nesse processo de transformaçãocabe ao professor buscar saber qual é o seu novo papel de forma crítica, conscientee participativa.
  26. 26. 26 O computador chegou à escola e tem tudo para revolucionar o atualprocesso de ensino e aprendizagem. Computadores de última geração, internet sem fio, softwares educativos,são algumas das novidades existentes no sistema de ensino público e particular. Os investimentos com informática são crescentes em toda rede de ensino,no entanto, todo esse avanço não tem sido acompanhado pelos professores. Se a figura do professor continuar a ser apenas a de um transmissor defatos, como o é atualmente em nosso sistema de ensino, tanto professor quantocomputador podem fazer este papel. E a máquina terá grande vantagem sobre oprofessor já que através dela é possível retirar informações ilimitadas, graças àchegada da Internet. Para adaptar a Internet à educação, os professores precisam de preparação. Os professores devem ter formação adequada, suporte e oportunidadespara desenvolverem seu potencial. Os alunos universitários que escolhessem a Licenciatura, mestrado,doutorado deveriam ter este tipo de formação. É necessário incentivar desde cedoos futuros professores a se comunicar com outros professores via internet. E isso só é possível se eles tiverem os conhecimentos básicos e tiverem nasuniversidades boas condições de ligação à rede. A Internet não é apenas uma nova ferramenta, mas também um meio decomunicação. Esta idéia de adquirir conhecimento através da comunicação tem queser bem explorada para também ser transmitida mais tarde aos próprios alunos. Mas, todos estes argumentos se reduzem ao seguinte fato: a grande maioriadestes professores não vivenciou em sua época uma relação tão próxima de homemcontra máquina. Para grande maioria deles, o computador é uma novidade tão grande quantopara as crianças que estão tendo contato pela primeira vez com esta novatecnologia. Segundo VALENTE (1997), o computador pode ser usado na educaçãocomo máquina de ensinar ou como ferramenta para ensinar. O uso do computador como máquina de ensinar consiste na informatizaçãodos métodos de ensino tradicionais. Alguma pessoa faz no computador uma série de informações, que devemser passadas ao aluno na forma de um tutorial, exercício e prática ou jogo.
  27. 27. 27 Entretanto, é muito comum encontrarmos essa abordagem sendo usadacomo construtivista, ou seja, para propiciar a construção do conhecimento na"cabeça" do aluno. Como se os conhecimentos fossem tijolos que devem ser justapostos esobrepostos na construção de uma parede. Nesse caso, o computador tem afinalidade de facilitar a construção dessa "parede", fornecendo "tijolos" do tamanhomais adequado, em pequenas doses e de acordo com a capacidade individual decada aluno. (VALENTE, 1997). Considerando as mudanças pelas quais a escola vem passando com aentrada dos computadores no ensino, a formação do profissional adequado paramediar à interação aluno-computador é fundamental. O que se percebe é que as novas tecnologias trouxeram impactos sobrenosso dia-a-dia, exercendo importante papel nos desenvolvimentos dos serviçoseducacionais e proporcionando avanço para a democratização da Educação. A seguir estaremos falando um pouco sobre formação dos professores parao uso de novas tecnologias que estão sendo inseridas na escola. 4.2 Os professores e a atualização tecnológica O aprendizado é conduzido por um conjunto de fatores, dentre eles, éessencial a compreensão teórico-metodológica do professor. Tanto aluno como professores precisam ter claros seus objetivos para que aaprendizagem seja significativa. Para a melhoria no ensino se faz necessário primeiramente uma concepçãodefinida pelo professor e, depois, uma articulação entre teoria (saber) e metodologia(como fazer). Antigamente as pessoas acreditavam que quando o indivíduo terminava agraduação, estaria pronto para atuar na profissão escolhida por toda vida; nãohavendo necessidade de atualizar constantemente seus conhecimentos. Atualmente pode-se dizer que a realidade é diferente, principalmente para oprofessor, que deve estar consciente de que sua formação é permanente, para quepossa acompanhar as mudanças significativas no cenário educacional. O professor, pesquisando junto com os estudantes acaba por estimular ointercâmbio de informações entre eles.
  28. 28. 28 Com o passar do tempo, sabemos que se torna cada vez menor a utilizaçãodo quadro negro, do livro-texto e do professor que aplicava muito conteúdo,enquanto aumenta a aplicação de novas tecnologias. Não se pode esquecer que os mais poderosos e autênticos "recursos" daaprendizagem continuam sendo o professor e o aluno que, juntos e dialogando,poderão descobrir novos caminhos para ensinar e aprender.. Estamos vivendo um momento em que a sociedade é denominada“sociedade da informação” no qual não ter acesso às Tecnologias de Informação eComunicação pode ser fator de discriminação. O uso de tecnologias como ferramentas de ensino surge como um novorecurso no processo de ensino-aprendizagem, e são importantes por que dessamaneira o aluno pode estudar sozinho, diminuindo a distancia entre o aluno e aescola. O professor deve sair de sua formação inicial, com conhecimentos que otornem apto não só a dar aulas, mas de fato ser um intermediário do conhecimento eda aprendizagem de seus alunos. O que é, realmente, importante destacar é a interação, a atuaçãoparticipativa que é necessária em qualquer tipo de aula com ou sem tecnologia. Essa troca de informações é importante para que o estudante vivencie anegociação de significados que irá iniciá-lo na aprendizagem de uma prática socialque será permanente na vida do cidadão do próximo milênio: a construção dainteligência coletiva (MELLO, 1999). É necessário que os cursos que preparam professores se sensibilizem paraa expectativa transformadora do uso do computador para que o futuro professortenha garantido em sua formação a capacidade de assumir o intermédio dasinterações entre professor-aluno-computador de modo que o aluno possa construir oseu conhecimento em um ambiente desafiador, onde o computador seja um auxiliarno desenvolvimento da autonomia e da criatividade. Independente do uso que se faça do computador e do ensinamento que oampara, o professor tem um papel importante a desempenhar. Cabe a ele organizare orientar todas as situações de aprendizagem, de modo a estimular e enriquecer oconhecimento, afetivo e social dos alunos, e estes conhecimentos precisam sergarantidos a ele em sua formação.
  29. 29. 29 5 INCLUSÃO DIGITAL 5.1 O que é Inclusão Digital? Inclusão digital é melhorar as condições de vida de algumas pessoas comajuda da tecnologia, não significa apenas “alfabetizar” a pessoa em informática, mastambém ajudá-la, mostrando como ela pode ganhar dinheiro e melhorar de vida comajuda do computador e de toda tecnologia aprendida com a Inclusão. Desta maneira, antes de se falar em inclusão digital, é necessário entendera inclusão social. Para BALBONI (2007, p. 30) a inclusão social “não se refere apenas apartilha adequada de bens materiais e a participação na sociedade, mas aoportunidade do indivíduo de poder transformar a sua realidade.” Atualmente a sociedade, conhecida por sociedade da informação, apresentauma grande diferença econômica entre as diversas classes sociais, esta diferençaafeta a inclusão digital. A melhor maneira de uma pessoa transformar a sua realidade é por meio dainformação (conhecimento), devido à desigualdade social varias pessoas não temacesso à internet, que é o maior veiculador de informação existente hoje. Conhecendo o conceito de inclusão social, pode-se falar também deinclusão digital. Tendo em vista que a "[...] inclusão digital significa, antes de tudo, melhoraras condições de vida de uma determinada região ou comunidade com ajuda datecnologia" (RÊBELO, 2005). Com a inclusão digital é possível fazer mais do que apenas ensinarinformática, é possível mostrar a essas pessoas uma nova realidade. Expandir seushorizontes e fazer com que ela perceba que o mundo não se limita apenas arealidade de sua comunidade.
  30. 30. 30 Desenvolvimento sem a Internet seria o mesmo que a industrialização semeletricidade na era industrial. Do ponto de vista de uma comunidade, a inclusão digital é aplicar astecnologias a procedimentos que ajudem no fortalecimento de suas atividadeseconômicas, ajudando sua capacidade de organização, do nível educacional e daauto-estima de seus integrantes, da integração com outros grupos, e serviços locaise de sua qualidade de vida. 5.2 Entendendo a Inclusão Digital Somente colocar um computador na mão das pessoas ou vendê–lo a umpreço menor não é, decididamente, inclusão digital. É preciso ensiná–las a utilizá–loem benefício próprio e coletivo. A Sociedade da Informação leva a necessidades sociais,fazendo com que ainclusão digital ganhe força e estar incluído digitalmente passa a ser um direito docidadão e incluí-lo passa a ser um dever governamental. A inclusão digital pode ser entendida como uma forma de fazer os indivíduosa saberem utilizar os recursos das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC)para obterem o acesso a esses recursos. O processo de inclusão digital deve estimular a capacidade das pessoasutilizarem os recursos tecnológicos de forma competente e útil, para um usoadequado das Tecnologias da Informação e Comunicação. Segundo NETO (2006, p. 3) No mundo atual, há grande demanda e necessidade de informação e a inclusão digital se faz necessária para possibilitar ao cidadão sua inclusão social, pois praticamente qualquer área de trabalho se utiliza de computadores e “softwares”. Assim, para o cidadão ingressar no mercado de trabalho há necessidade de conhecimentos em informática. O conhecimento de uso e acesso à Internet é uma considerável necessidade e, preponderante, para qualquer programa de inclusão digital. Hoje em dia a sociedade tem mudado o seu perfil, o indivíduo precisa demais informação e conhecimento para conseguir utilizar as novas tecnologias, quersejam de tecnologias de comunicação ou até mesmo as tecnologias de informações. Isto tem ocorrido com grande freqüência, já que as principais atividadeseconômicas e governamentais estão informatizadas.
  31. 31. 31 A informatização das atividades tem exigido mais conhecimento dosprofissionais, assim sendo a inclusão digital torna-se cada vez mais importante, vistoque à medida que “tudo” vai sendo informatizado somente dominando o mundodigital será possível se enquadrar neste perfil de profissional. Proenza (2002) definiu um guia para definição de políticas dedesenvolvimento com base nas tecnologias de informação e comunicação. Segundoo autor, os elementos apresentados para a definição de políticas públicas deinclusão digital incluem: • Acesso amplo à internet no que diz respeito à oportunidade e segurança; • aprendizado democrático e em rede o qual está relacionado à questão da incorporação das TICs na educação e a preparação de pessoas competentes para promover o uso e o aperfeiçoamento permanente; • Avaliação de Habilidades de Inclusão Digital: uma Proposta de Instrumento de Medida Universidade de Brasília Daniela Barbosa Santos • Desenvolvimento competitivo e inclusivo de oportunidades de trabalho e mercado; • Desenvolvimento social em rede que inclui ações de desenvolvimento para comunidades carentes e excluídas; • Inserção da relação TIC e Pobreza na política de desenvolvimento nacional. O Comitê Gestor da Internet (CGI.Br2) inclui outras ações como: • Garantir a existência de um ponto de fibra óptica em cada município para assegurar conectividade de qualidade; • apoiar iniciativas de inclusão digital de cada município; • garantir pelo menos o acesso coletivo nos municípios através das iniciativas locais dos telecentros;
  32. 32. 32 • garantir que no menor prazo possível todas as escolas estejam bem conectadas à internet; • garantir conectividade a todos os serviços de saúde pública, segurança e administração municipal; • assegurar a utilização de sistemas e padrões abertos, para reduzir a um mínimo a dependência de sistemas e softwares proprietários ou com problemas de interoperabilidade; • montar uma estratégia nacional de capacitação para que, em todos os níveis, pessoas e instituições, tendo o acesso aos meios e instrumentos, possam utilizá-los com eficácia; Para que a inclusão digital seja eficiente, não basta fornecer apenaselementos para a obtenção de equipamentos e programas. É preciso investir na capacitação dos usuários para que eles saibam utilizarbeneficamente os recursos digitais, aprendendo, assimilando e propagandoconhecimento, compartilhando informações. Somente entrar em contato com a informação pode não gerar conhecimento. Para adquirir conhecimento é preciso uma boa orientação, esteconhecimento tem sido gerado pela Inclusão digital, ela também tem contribuído noaumento de dos cidadãos na gestão pública e no controle do governo. O Livro Verde concorda que para conseguir a inclusão digital da maioria dapopulação é necessário fazer com que toda ela tenha acesso à Internet. Dessaforma, multiplicam iniciativas que tem como objetivo a alfabetização digital e acessoàs TIC, particularmente ao computador e à Internet. A inclusão digital que vem sendo praticada tem atingido apenas anecessidade de preparar as pessoas, conforme o interesse da sociedade Digitalpara dessa maneira inseri-lo no mercado, fazer com que o cidadão aprenda a usaras tecnologias com o objetivo de inseri-lo no mercado de trabalho, e não garantem aconstrução do conhecimento com apropriação crítica da tecnologia que atentemudança comportamental no indivíduo e em seu grupo social.
  33. 33. 33 6. EXCLUSÃO DIGITAL A informática facilitou a vida dos cidadãos, ao mesmo tempo em queintensificou as diferenças entre as classes sociais, pois quem não utiliza suastecnologias encontra dificuldades de conseguir boas oportunidades de emprego,estudo e lazer. No auge da informática foi impossível evitar o surgimento de um grupo depessoas que ainda sofrem a falta de domínio digital. Eles são chamados excluídosdigitais. Pessoas que por um motivo ou outro não ingressaram no aprendizado dainformática. A exclusão digital tem características bem semelhantes ao analfabetismoclássico. Vale lembrar que assim como a escrita foi iniciada como um instrumento decomunicação altamente necessário para sociedades antigas, o digital exclui eseleciona indivíduos da mesma forma. As pessoas que sabiam escrever e ler eram muito valorizadas naantiguidade, o mesmo acontecendo com indivíduos que dominam a informática hojeem dia. Este processo de seleção é natural, se tratando de conhecimento, já queaqueles com mais conhecimento e habilidades se destacam no mercado detrabalho. A exclusão existe desde que o mundo é mundo. E com um mundoextremamente capitalista podemos dizer que muitos são os excluídos. O termo exclusão digital geralmente é usado para indicar o não acesso asTecnologias de Informação e Comunicação pelos indivíduos. Porém, achamos que este termo designa muito mais, pois hoje exclusãodigital caminha lado a lado com a exclusão social.
  34. 34. 34 Sendo assim, se um cidadão não estiver incluído digitalmente ele perdeespaço neste mundo competitivo, ou seja, estar excluído socialmente é excluídodigitalmente. A exclusão digital no Brasil é a imagem da exclusão social, pois a maioriados excluídos digitalmente estão excluídos socialmente. Lemos (2001) diz: “O antídoto para a exclusão digital estaria disponível nas próprias tecnologias que se estabelecem como uma das principais fontes da desigualdade social contemporânea. “A inclusão social viria por meio da inclusão digital e da utilização de novas mídias e tecnologias, mobilizando um novo arsenal de políticas públicas, sobretudo nos países em desenvolvimento”. A inclusão digital deveria ser produto de uma política pública cujo orçamentoteria como destino a inclusão e oportunidades a todos os cidadãos. Neste contexto, é preciso levar em conta indivíduos com baixa escolaridade,baixa renda, com limitações físicas e idosos. Uma ação prioritária deveria ser voltada às crianças e jovens, poisconstituem a próxima geração.Políticas públicas podem aproveitar as novastecnologias para melhorar as condições de vida do conjunto da população e dosmais pobres, mas a luta contra a exclusão digital é, principalmente, uma luta paraencontrar caminhos para diminuir o impacto negativo das novas tecnologias sobre adistribuição de riqueza e oportunidades de vida. Para LUCAS (2000, p.161) (...) a exclusão digital é mais uma barreira socioeconômica entre indivíduos, famílias, empresas e regiões geográficas, a qual decorre da desigualdade quanto ao acesso e uso das tecnologias da informação e comunicação, hoje simbolizadas na Internet. Apontam-se como benefícios da extensão da cidadania para os digitalmente excluídos, a possível melhoria das condições de educação, saúde, oportunidades econômicas e participação democrática na administração pública(...) Pode-se dizer que a exclusão digital é um dos grandes desafios deste iníciode século, com importantes conseqüências nos diversos aspectos da vida humanana contemporaneidade. As desigualdades existentes, já populares entre pobres e ricos entram naera digital e a tendência é que elas aumentem com a mesma velocidade com quesurgem as novas tecnologias.
  35. 35. 35 A Internet “de todos para todos” como pautado no Livro Verde só serápossível se forem criadas condições para o acesso público dos cidadãos às redesdigitais de forma ampla. SILVEIRA (2003, p. 29) sugere que para melhorarmos o quadro da exclusãodigital é importante tratá-la como uma questão de cidadania sendo necessáriaspolíticas públicas que visem diminuir as desigualdades. Vale ressaltar que atualmente o profissional buscado pelo mercado de deveser alguém com capacidade de aprendizagem constante, que se adapte a mudançascom facilidade, com capacidade para trabalhar em grupo e que domine a linguagemdas novas tecnologias de comunicação e informação. Sendo assim, o profissionalsolicitado hoje em dia deve ser alfabetizado não apenas nas letras, mas também doponto de vista digital. Por fim, semelhantes à luta pela democratização econômica e social visandogarantir a todos os direitos de cidadania deverão ser estabelecidas soluções para seter uma popularização do acesso às redes digitais, sendo assim, a melhor maneirapara combater a exclusão digital em longo prazo é investir na educação, nasescolas, de modo que a população tenha acesso desde a infância às novastecnologias. 6.1 Fatores que contribuem para Exclusão Digital A Exclusão Digital é resultado das diferenças sociais, econômicas e políticase tem se intensificando a cada ano devido à falta de incentivo e iniciativa dogoverno. Pode-se dizer que a Exclusão digital é a condição na qual um indivíduo ougrupo de pessoas não tem a possibilidade de utilizar os meios modernos datecnologia digitai. Esta situação compromete a mobilidade social e a empregabilidade de umapessoa destacando o problema da exclusão social que reflete diretamente naexclusão digital. Muitos são os fatores contribuem, para a exclusão digital, os segundosegundo Afonso (2000, p.10) são:
  36. 36. 36a) Infra-estrutura Precária em Telecomunicações: É necessária uma infra-estrutura razoável em telecomunicações. Se não existe tal infra-estrutura, é necessário construí-la e isso demanda tempo e dinheiro. Esse problema atinge principalmente os países subdesenvolvidos, justamente os que apresentam menores condições de resolvê-los. É extremamente necessário o aperfeiçoamento das redes de telecomunicações para que as mesmas suportem a transmissão de informações com a introdução de novas tecnologias, tanto do lado dos equipamentos da rede (elementos de rede), quanto dos meios de transmissão (redes de transporte) e dos sistemas de operação para gerenciamento e que exista uma rede de formação à distância e presencial para os monitores que trabalham no atendimento direto às comunidades.b) Custo de Acesso: O custo de acesso é mensurado basicamente por três indicadores: preço dos computadores, custo das tarifas telefônicas e despesas com provedor de acesso à Internet.c) Conteúdo: É a obtenção de informação que motiva as pessoas a utilizarem a Internet. Portanto, a ausência de informação relevante também deve ser considerada uma barreira. Prover informação sob demanda a um público tão heterogêneo tem se mostrado uma árdua tarefa.d) Censura: Mecanismos de censura também atrapalham a disseminação da Internet. Casos recentes incluem o governo chinês, que controla o acesso dos internautas de seu país ao conteúdo de sites ocidentais sob a justificativa de proteger o regime ditatorial comunista e o Talibã que proibiu o uso da Internet no Afeganistão sob justificativas fanático-religiosas.
  37. 37. 37 7. CONCEITO DE TELECENTRO A inclusão digital visa a melhoraria das condições de vida de umadeterminada comunidade e incluí-la digitalmente, oferecendo melhores condiçõessociais com o uso dos computadores e não apenas “alfabetizar” as pessoas eminformática. Segundo Rebelo (2005) é importante mostrar como as pessoas podemganhar dinheiro e melhorar de vida com essa tecnologia. Muitos compreendem queincluir digitalmente nada mais é do que colocar computadores na frente das pessoase ensiná-las a usar um editor de texto e pacotes de escritório. Colocar o computador ao alcance das mãos das pessoas ou apenas vendê-los mais baratos definitivamente não é inclusão digital. É preciso ensiná-las e ajudá-las a usar em beneficio próprio e coletivo. Telecentros Comunitários são espaços públicos equipados de computadoresconectados à Internet em banda larga, onde são realizadas atividades, por meio douso das TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação). A questão do acesso pela perspectiva tecnológica ou financeira não é oprincipal ou o único fator da inclusão. Entende-se que incluir digitalmente não é somente equipar a população comtecnologias, mas sim proporcionar meios de comunicação e aprendizado a toda àsociedade. 7.1 Objetivo dos telecentros: • Promover o desenvolvimento social e econômico da comunidade atendida, reduzido a exclusão social, criando oportunidades aos cidadãos, membros desta sociedade;
  38. 38. 38 • Implantação de um espaço público que permita ao cidadão interagir com outros que já tenham acesso aos recursos das TICs, bem como com o Poder Público, por meio dos Portais de Governo Eletrônico; • Uso de ferramentas (computadores, impressoras, conectividade e outros equipamentos audiovisuais e/ou multimídia), para uso em capacitações e atividades diversas ligadas à Inclusão Digital para todo o público alvo. 7.2 Atividades a serem desenvolvidas nos telecentros O conselho poderá ter de 9 a 13 membros. Pode participar qualquer cidadãoda comunidade a partir de 18 anos e que tenha interesse de colaborar para as açõese atividades do projeto telecentro. Entre as diversas atividades que podem ser desenvolvidas no âmbito dainclusão digital pela comunidade local, no Telecentro, destacamos as seguintes: • Uso livre dos equipamentos; • Acesso à internet; • Cursos de informática básica; • Curso de navegação na Internet; • Uso preferencial de softwares de plataforma aberta e não proprietária, conforme as diretrizes do Governo Federal; • Realização de oficinas de capacitação e oficinas diversas que possam utilizar as TICs disponíveis no Telecentro; • Produção e compartilhamento de conhecimento coletivo (conteúdos produzidos a partir das capacitações); • Realização de atividades sócio-culturais para mobilização social e/ou divulgação do conhecimento; • Oficinas de alfabetização digital. 6.3 Funções do conselho gestor
  39. 39. 39As principais funções do conselho gestor são: • Acompanhar e fiscalizar o atendimento e as atividades gerais do telecentro. • Apresentar propostas de melhoria e ampliação das atividades do projeto. • Apoiar o trabalho dos monitores e coordenadores para o bom desempenho do Projeto. • Discutir, aprovar, ou alterar o regimento interno e estatuto do telecentro. • Fazer, divulgação na comunidade local para que todos participem dos cursos/atividades. • Buscar Parcerias locais para manutenção do espaço e criação de novas atividades de capacitação.
  40. 40. 40 8. CONCLUSÃO Qualquer estudo que pretende se aprofundar sobre o uso de novastecnologias na educação deve ir além da observação do modelo padrão do uso docomputador como mera peça de adorno ou referência de status. Deve refletir que a questão da informática na educação vai mais além dediscutir este ou aquele programa, e se dedicar a entender como ele pode ser usadopara auxiliar nas propostas de mudanças; das próprias mudanças operadas por elena prática pedagógica. O crescimento da informática exerce grande impacto na vida da sociedadeda informação. Vários setores como o produtivo, o industrial, o financeiro, dapesquisa científica, das comunicações, etc., já estão informatizados, sendo assimfica fácil perceber que o profissional que será mais procurado para este mercadoserá aquele que está adaptado a toda esta tecnologia. Portanto, são necessárias políticas públicas que criem programas deInclusão Digital e incentivem os jovens a procurá-lo, mantendo boas máquinas eacesso a internet, e bons professores capacitados e aptos a ensinar utilizando atecnologia e os computadores como ferramenta. Assim sendo, justifica-se um estudo acerca do tema sobre a inclusão dealunos excluídos digital e socialmente, pois estes jovens precisam desta inclusãopara terem condições de concorrer no mercado de trabalho com os outros jovensque convivem com a tecnologia e com os computadores diariamente.
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