Pp Queda Da Monarquia E 1 Republica

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Síntese em powerpoint para os alunos de 9º ano

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Pp Queda Da Monarquia E 1 Republica

  1. 1. PORTUGAL: DA 1ª REPÚBLICA À DITADURA MILITAR História 9º ano
  2. 2. <ul><ul><li>TEXTO 1 </li></ul></ul><ul><ul><li>“ E, embora Luís Bernardo fosse um monárquico condescendente – mais por herança familiar do que por convicção assumida – certos argumentos dos republicanos pareciam-lhe carregados de razão. Desde 1890 – a data do Ultimatum inglês – o país mergulhara em profunda crise: política, económica, cultural, social. Com o fim da escravatura no Brasil, tinham cessado as remessas de emigrantes, que até aí equilibravam as contas externas do reino. Tudo o que era imprescindível à modernização do país era importado, e as únicas verdadeiras exportações eram a cortiça e as conservas de peixe. Pequenos sectores, como o vinho do Porto ou o cacau de S.Tomé, eram uma pequeníssima contribuição no imenso déficit comercial corrente. Todos os anos, o Orçamento apresentava um desequilíbrio de cinco a seis mil contos, a acumular a uma dívida flutuante de oitenta mil. Mais de três quartos da população de cinco milhões e meio de pessoas vivia nos campos, mas a agricultura, inteiramente baseada numa mão-de-obra barata e miserável, não chegava sequer para evitar a fome. Oitenta por cento da população era analfabeta, noventa por cento não dispunha de cuidados de saúde e vivia exposta à doença e às epidemias, basicamente como na Idade Média. Portugal era o mais atrasado país da Europa, o mais inculto, o mais pobre, o mais triste.” </li></ul></ul><ul><li>Miguel Sousa Tavares, “Equador”, Oficina do Livro, 2003, pp.81,82 </li></ul>
  3. 3. CRISE E QUEDA DA MONARQUIA <ul><li>Nos finais do séc. XIX e princípios do séc. XX, Portugal passou por grandes dificuldades que puseram em causa a Monarquia. </li></ul><ul><li>a)        Crise económica e financeira (final séc.XIX): insuficiência da produção agrícola e industrial; défice da balança comercial; falências bancárias; endividamento externo. </li></ul><ul><li>b)        Crise social: aumento dos preços e dos impostos; aumento do desemprego; emigração; agitação social (manifestações e greves) </li></ul><ul><li>c)        Aparecimento de novas ideologias: Republicana; Socialista; Sociedades Secretas (Maçonaria, Carbonária) </li></ul><ul><li>d)        Revolta Republicana no Porto a 31 de Janeiro de 1891 , na sequência do Ultimato Inglês; esta revolta foi abafada pelas tropas fiéis ao rei, mas teve grande significado, uma vez que contribuiu para aumentar o número de adeptos da República. </li></ul><ul><li>e)        1907 – Ditadura de João Franco (chefe do governo do Rei D.Carlos) </li></ul><ul><li>f)          1908 – Regicídio – assassinato do Rei D.Carlos e do príncipe -. Herdeiro D. Luís Filipe </li></ul><ul><li>g)        D. Manuel II sobe ao trono, demitiu João Franco e aliviou a repressão. </li></ul>
  4. 4. REGICÍDIO
  5. 5. O ÚLTIMO REI
  6. 6. A 1ª REPÚBLICA Em 5 de Outubro de 1910, um movimento militar (chefiado por Machado Santos), com um forte apoio popular, implantou a República em Portugal. O rei D. Manuel II foi afastado, embarcando com a família para o exílio em Inglaterra. O governo provisório foi presidido por Teófilo Braga até à eleição do governo definitivo. A Constituição de 1911 instituiu uma República Democrática Parlamentar: consagrou a divisão tripartida dos poderes, a soberania da nação e o regime parlamentar. Manuel de Arriaga foi o primeiro Presidente da República Constitucional, eleito.
  7. 7. As ideias republicanas defendiam: a)        O desenvolvimento económico do país b)        A educação do povo c)        A defesa das colónias d)        A diminuição da influência da Igreja Católica no Estado. Os primeiros governos republicanos tomaram importantes medidas de carácter anticlerical, financeiro, social e no domínio da educação. Foram fixadas por decreto, a forma e as cores da nova bandeira nacional: verde e vermelho com as armas nacionais inscritas na esfera armilar. A moeda e o hino também mudaram: o real foi substituído pelo escudo e o hino da Carta Constitucional pela canção patriótica “A Portuguesa” (música de Alfredo Keil e letra de Henrique Lopes de Mendonça, em 1890 (como reacção ao Ultimato Inglês).
  8. 8. A INTERVENÇÃO DE PORTUGAL NA GRANDE GUERRA <ul><li>Foram várias as razões que levaram o governo presidido por Afonso Costa(1916) a decidir pela participação de Portugal na Grande Guerra, ao lado dos Aliados: </li></ul><ul><ul><li>a)        Garantir a posse das colónias portuguesas em África, ameaçadas pelos alemães </li></ul></ul><ul><ul><li>b)        Legitimar internacionalmente o novo regime republicano e alcançar uma posição de prestígio </li></ul></ul><ul><ul><li>c)        Aceder ao pedido do Governo Britânico de aprisionar os submarinos e navios alemães fundeados em portos portugueses </li></ul></ul><ul><li>1917 – Corpo Expedicionário Português (CEP) partiu para a Frente de Combate em França. </li></ul><ul><li>Consequências: 36 mil vidas perdidas em combate (França e África); agravamento das dificuldades económicas do país; reconhecimento internacional do novo regime; Participação na Conferência de Paz; reafirmação da posse das colónias africanas. </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  9. 9. <ul><li>TEXTO 2 </li></ul><ul><li>“ O desemprego era o campo fértil para todos estes meios, dinheiro raro, preços especulativos, necessidades prementes para a comida. Havia fome, muita fome que os abastecimentos desta República, sempre com greves e anarquia generalizada, não conseguiam suprir. E a guerra viera acrescentar mais males ainda, a um corpo que já tanto sofria. </li></ul><ul><li>Depositara tanta esperança na queda da Monarquia, na proclamação da República! Gente nova para dias novos! Mas depois tinham vindo aqueles ataques demasiados à Igreja, aquele surdo alastrar de um poder invisível e secreto que oprimia e perseguia tanta gente, os telégrafos sempre a falhar, os comboios a sofrer atrasos e mercadorias a extraviar-se, os jornais a verem-se perseguidos e censurados, os bens a não chegarem para todos. Já tinham passado sete anos e nada: o país estava pior. Alguns ricos mais ricos – mas havia muito mais pobres. E a Igreja, que agasalhava estes desfavorecidos, os alimentava e disfarçava, tinha sido forçada a bater em retirada, ayingida como nunca. </li></ul><ul><li>E que lhe dizia a ele que não andava ali alguma sabotagem dos monárquicos?” </li></ul><ul><li>Miguel Cardoso, Um tiro na Bruma, Sopa de Letras, 2007, p.78 </li></ul>
  10. 10. A AGONIA DA 1ª REPÚBLICA <ul><li>O conflito com a Igreja Católica, a difícil situação económica (agravada com a participação de Portugal na 1ª guerra mundial) e a instabilidade política, criaram um clima de grande insatisfação entre a burguesia e em alguns sectores populares. </li></ul><ul><li>O desencanto social e o desejo crescente de um governo forte que viesse resolver a crise generalizada que o país atravessava, abriu as portas ao aparecimento de uma ditadura . </li></ul>
  11. 11. A REACÇÃO AUTORITÁRIA: A DITADURA MILITAR <ul><li>Em 28 de Maio de 1926, o general Gomes da Costa deu início, em Braga, ao golpe militar que iria pôr fim à 1ª República e instaurar a ditadura militar. </li></ul><ul><li>Em Abril de 1928, o general Óscar Carmona assumiu as funções de Presidente da República. Para tentar resolver a crise financeira do país, chamou para Ministro das Finanças António de Oliveira Salazar. </li></ul><ul><li>Em 1933 era aprovada uma nova Constituição que fundava o “ESTADO NOVO”, um regime fascista, no qual Salazar iria desempenhar o papel principal até 1968. </li></ul>

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