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UM POUCO DE HISTÓRIA... 
Quando se chega a uma livraria não se faz idéia o 
quanto foi importante este comércio, efervescente no 
século XIX, para a sociedade paulistana. Um comércio 
que aflorava o cotidiano da cidade e tinha o seu devido 
respeito que, para prosperar, este comércio não precisava 
apenas de dotes comerciais, precisava de um toque de 
amor e sutileza para agradar o leitor. 
O primeiro local a comercializar livros no Brasil foi o 
Collegio dos Jesuítas, localizado no Morro do Castelo no 
Rio de Janeiro entre os séculos XVII e XVIII. Nesta 
livraria eram vendidos apenas bíblias e livros relacionados 
ao catolicismo, religião oficial no Brasil. Para aqueles que 
desejassem adquirir livros de outros assuntos era 
necessário fazer encomenda, que levariam meses para 
chegar ao local do destino. Começou ocorrer um comércio 
paralelo de marinheiros portugueses que desembarcavam 
no Brasil com alguns livros para ser vendido na cidade. 
Este comércio em São Paulo começou a aflorar no 
século XIX. As livrarias paulistanas foram impulsionadas 
pela inauguração da Faculdade de Direito do Largo São 
Francisco em 1827, poucos anos após a Independência do 
Brasil. Alunos advindos de outras cidades e a aristocracia 
alimentaram inicialmente este comércio tornando-se 
popular.
Uma das sedes da Livraria Teixeira - Avenida São João (anos 1920)
HOJE EM DIA... 
Segundo levantamento da Associação Nacional de 
Livrarias (ANL), realizado com o apoio da Câmara 
Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos 
Editores de Livros (Snel), que está saindo agora do forno, 
temos hoje no Brasil 2.767 livrarias. Desse total, 50% 
estão em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Da 
outra metade, 35% estão nas regiões Sul e Nordeste. 
A recomendação da Organização das Nações Unidas 
(ONU) é que o número ideal de livrarias seja de uma para 
cada 10 mil habitantes. 
Pelos números recentes, demos uma melhorada, mas 
a estatística ainda é bem ruinzinha: 2.767 livrarias para 
190 milhões de pessoas, o que dá por volta de uma para 
cada 70 mil habitantes. 
Outro dado alentador para o mercado livreiro do Brasil 
está no interesse pelas bienais. Os números da última 
Bienal do Livro de São Paulo impressionam: 1,5 milhão 
de livros expostos, mais de 800 mil pessoas circulando 
pelos estandes e 3 mil novos títulos lançados.
Investimentos como os feitos pela Saraiva devem ser vistos com bons olhos, pois 
estão acreditando que o brasileiro passará a ler ainda mais. 
LIVRARIA 
LIVRARIA
“Precisamos nos 
conscientizar da importância 
de se incentivar a leitura, 
especialmente entre as 
crianças, pois é a infância a 
fase da vida em que se toma 
o gosto pelos livros. 
Assim, vamos preparar nosso 
País para crescer e prosperar. 
Ninguém pode cruzar os 
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nós.”
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  • 1. UM POUCO DE HISTÓRIA... Quando se chega a uma livraria não se faz idéia o quanto foi importante este comércio, efervescente no século XIX, para a sociedade paulistana. Um comércio que aflorava o cotidiano da cidade e tinha o seu devido respeito que, para prosperar, este comércio não precisava apenas de dotes comerciais, precisava de um toque de amor e sutileza para agradar o leitor. O primeiro local a comercializar livros no Brasil foi o Collegio dos Jesuítas, localizado no Morro do Castelo no Rio de Janeiro entre os séculos XVII e XVIII. Nesta livraria eram vendidos apenas bíblias e livros relacionados ao catolicismo, religião oficial no Brasil. Para aqueles que desejassem adquirir livros de outros assuntos era necessário fazer encomenda, que levariam meses para chegar ao local do destino. Começou ocorrer um comércio paralelo de marinheiros portugueses que desembarcavam no Brasil com alguns livros para ser vendido na cidade. Este comércio em São Paulo começou a aflorar no século XIX. As livrarias paulistanas foram impulsionadas pela inauguração da Faculdade de Direito do Largo São Francisco em 1827, poucos anos após a Independência do Brasil. Alunos advindos de outras cidades e a aristocracia alimentaram inicialmente este comércio tornando-se popular.
  • 2. Uma das sedes da Livraria Teixeira - Avenida São João (anos 1920)
  • 3. HOJE EM DIA... Segundo levantamento da Associação Nacional de Livrarias (ANL), realizado com o apoio da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), que está saindo agora do forno, temos hoje no Brasil 2.767 livrarias. Desse total, 50% estão em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Da outra metade, 35% estão nas regiões Sul e Nordeste. A recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU) é que o número ideal de livrarias seja de uma para cada 10 mil habitantes. Pelos números recentes, demos uma melhorada, mas a estatística ainda é bem ruinzinha: 2.767 livrarias para 190 milhões de pessoas, o que dá por volta de uma para cada 70 mil habitantes. Outro dado alentador para o mercado livreiro do Brasil está no interesse pelas bienais. Os números da última Bienal do Livro de São Paulo impressionam: 1,5 milhão de livros expostos, mais de 800 mil pessoas circulando pelos estandes e 3 mil novos títulos lançados.
  • 4. Investimentos como os feitos pela Saraiva devem ser vistos com bons olhos, pois estão acreditando que o brasileiro passará a ler ainda mais. LIVRARIA LIVRARIA
  • 5. “Precisamos nos conscientizar da importância de se incentivar a leitura, especialmente entre as crianças, pois é a infância a fase da vida em que se toma o gosto pelos livros. Assim, vamos preparar nosso País para crescer e prosperar. Ninguém pode cruzar os braços diante dessa realidade, pois essa é uma responsabilidade de todos nós.”