Atençao-FPC

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Fundamentos de Psicologia Cognitiva, trabalho práticoFPUL 2009/2010 1º ano-tema atenção - nota 1,9 valores

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  1. 1. C onsciência Perceptiva e a sua Perda na Negligência Unilateral e Extinção 14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa Docente: Prof.ª Sandra Fernandes Discentes: Isabel de Almeida - P6 – N.º 8841 Vanessa Dias - P6 - N.º 9236 Ana Paula Silva - P1 - N.º 8777 1.º Ano – 2.º Semestre Fundamentos de Psicologia Cognitiva
  2. 2. Em que consiste a atenção? 14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa <ul><li>Definição: </li></ul><ul><li>Refere-se à selectividade do processamento </li></ul><ul><li>“ É o processo pelo qual a mente toma posse, de forma clara e viva, de um ou vários objectos ou sequências de pensamentos que parecem simultaneamente possíveis. A essência da atenção é constituida pela focalização , concentração e consciência .” </li></ul><ul><li>William James (1890) </li></ul>William James
  3. 3. 14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa Atenção Selectiva (ou Focalizada) Versus Atenção Dividida <ul><li>Apresenta-se aos sujeitos </li></ul><ul><li>mais do que um estímulo </li></ul><ul><li>em simultâneo; </li></ul><ul><li>Solicita-se resposta </li></ul><ul><li>apenas a um dos </li></ul><ul><li>estímulos; </li></ul><ul><li>Apresentam-se pelo </li></ul><ul><li>menos dois estímulos </li></ul><ul><li>ao sujeito; </li></ul><ul><li>Solicita-se resposta </li></ul><ul><li>a todos os estímulos </li></ul><ul><li>apresentados; </li></ul>
  4. 4. 14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa Atenção Selectiva Atenção Dividida Utilidade do estudo da: Estudo da Atenção Selectiva Estudo da Atenção Dividida <ul><li>Permite analisar o processo </li></ul><ul><li>de selecção; </li></ul><ul><li>Torna possivel aferir do </li></ul><ul><li>destino do estímulo não </li></ul><ul><li>captado; </li></ul><ul><li>Permite obter informação sobre </li></ul><ul><li>as limitações do processamento; </li></ul><ul><li>Permite obter dados acerca </li></ul><ul><li>da capacidade dos mesmos </li></ul><ul><li>mecanismos; </li></ul>
  5. 5. Funções Desempenhadas pela Atenção 14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa <ul><li>- Identificação de eventos e objectos importantes no ambiente; </li></ul><ul><li>Capacidade dos sujeitos para prestar atenção a um campo de estimulação, por um periodo de tempo prolongado; </li></ul><ul><li>Capacidade de acompanhar um determinado estímulo enquanto se ignora outros; </li></ul>
  6. 6. Abordagens Teóricas da Atenção <ul><li>I – Modelos de Filtro (Estudos Iniciais) </li></ul><ul><li>Colin Cherry (1953) </li></ul><ul><li>Donald Broadbent (1958) </li></ul><ul><li>Anne Treisman (1966) </li></ul><ul><li>II – Outros Modelos Teóricos </li></ul><ul><li>Deutsch and Deutsch (1963) </li></ul><ul><li>Kahneman (1973 ) </li></ul><ul><li>Lavie e Tsal (1994) </li></ul>14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa
  7. 7. Modelo de Filtro <ul><li>Colin Cherry (1953) </li></ul><ul><li>Estudos em audição dicótica </li></ul><ul><li>em tarefas mascaradas (shadowed tasks) </li></ul>14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa Repetição de uma mensagem auditiva em voz alta, enquanto era transmitida uma outra mensagem no outro ouvido;
  8. 8. Modelos de Filtro (Cont.) <ul><li>Donald Broadbent (1958) </li></ul>14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa Experiência de escuta dicótica com dígitos: Três dígitos eram apresentados dicóticamente, ouvidos um a seguir ao outro por um ouvido; e em simultâneo três dígitos distintos eram apresentados ao outro ouvido; Resultados: - Participantes tentam lembrar-se dos números pela ordem da sua preferência; - Verifica-se uma nítida tendência para tentar relembrar os dígitos ouvido por ouvido e não a par ou paralelo; Em suma Donald Broadbent colocou e estudou a questão do modo de processamento da informação;
  9. 9. Modelos de Filtro (Cont.) <ul><li>Anne Treisman (1966) </li></ul>14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa <ul><li>Apresentar uma história num modelo de escuta dicótica: </li></ul><ul><li>A história é contada mudando de ouvido para ouvido </li></ul><ul><li>Resultados: </li></ul><ul><li>É mais fácil reconhecer a mensagem quando esta vem antes de outra,  ao invés de quando a sucede. </li></ul>
  10. 10. Outros Modelos Teóricos <ul><li>Teoria do Filtro Tardio </li></ul><ul><li>Deutsch and Deutsch (1963) </li></ul><ul><li>- Deram respostas aos inúmeros problemas e críticas do modelo de Broadbent invocando que há uma análise do significado de todos os estímulos; </li></ul><ul><li>- Sugerem que a selecção ou filtro só acontece depois da análise semântica; </li></ul><ul><li>- Todos os estímulos são processados ; </li></ul><ul><li>- O afunilamento na atenção selectiva ocorreria tardiamente no processamento da informação; </li></ul><ul><li>- A selecção teria lugar na memória de trabalho ; </li></ul>14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa
  11. 11. Outras Teorias <ul><li>Modelos de capacidade </li></ul><ul><li>Kahneman (1973 ) </li></ul><ul><li>- É menos importante a localização do afunilamento para a atenção selectiva do que a compreensão das exigências colocadas ao sujeito pela tarefa; </li></ul><ul><li>- Tarefas pouco exigentes podem ser efectuadas simultaneamente; </li></ul><ul><li>- A atenção pode ser concebida como o conjunto de processos e recursos cognitivos para a categorização e reconhecimento dos estímulos; </li></ul>14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa
  12. 12. Outras Teorias (Cont.) <ul><li>Modelos de Atenção e esforço: </li></ul><ul><li>Khaneman (1973 ) </li></ul><ul><li>- Os recursos são limitados (dependem da complexidade do estímulo); </li></ul><ul><li>- Há uma alocação dos recursos cognitivos de forma flexível; </li></ul><ul><li>- O conjunto dos recursos disponíveis depende do nível de alerta; </li></ul><ul><li>- Política de alocação de recursos depende das disposições duradouras e intenções momentâneas ; </li></ul>14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa
  13. 13. Comparação entre Modelos Teóricos Esquema 14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa
  14. 14. Negligência Espacial Unilateral 14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa Driver & Vuilleumier (2001) Definição: Desordem neurológica cerebral, caracterizada por falta de consciência para eventos sensoriais no lado contralesional, perda de comportamentos orientadores para o lado contralesional;
  15. 15. Negligência Espacial Unilateral (Cont.) <ul><li>Viés espacial numa direcção; </li></ul><ul><li>Viés existe em todas as modalidades sensoriais; Pacientes revelam perda de consciência para o lado afectado (ainda que intactos os caminhos sensoriais primários para processar a informação negligenciada); </li></ul><ul><li>Consciência perceptiva é determinada pelos estímulos aos sentidos, mas tal depende da atenção selectiva (em indivíduos sãos neurologicamente). </li></ul>14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa
  16. 16. Teste de Secção de Linhas 14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa
  17. 17. Anatomia da Negligência 14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa Negligência espacial unilateral é mais frequente em humanos quando há lesões no lobo parietal inferior, em especial no HD; - Lesões podem resultar de AVC ; - Lesão parietal inferior (Direita) é o mais forte denominador comum em negligências graves; - Quadro anatómico completo da Negligência envolve as estruturas subcortical, frontal, e temporal superior;
  18. 18. Lobo Parietal - Localização 14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa
  19. 19. Negligência Versus Visão Cega 14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa - Negligência foi descrita há mais de um século por neurologistas alemães (Loeb, 1885); <ul><li>Desafio da visão é explicar a manutenção de funções visuais residuais mediante estímulo na região retinopaticamente cega; </li></ul><ul><li>- A negligência não equivale à cegueira retinopática; sendo distintos os efeitos das lesões parietais e occipitais; </li></ul>
  20. 20. Lobos Parietal e Occipital 14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa
  21. 21. Natureza Espacial da Negligência Versus Perda Sensorial Primária <ul><li>Natureza Espacial da Negligência </li></ul><ul><li>- Gradiente de deficiência, o desempenho decresce com a proximidade dos estímulos em relação à área afectada; </li></ul><ul><li>- Desempenho depende do grau de proximidade de estímulos; </li></ul><ul><li>- Visão de estímulos depende de informação visual e da postura corporal; </li></ul><ul><li>- Emparelhamento a nível superior do representação espacial; </li></ul><ul><li>- Negligência unilateral espaço distante Versus Espaço próximo; </li></ul><ul><li>Perda Sensorial Primária </li></ul><ul><li>- Corte no campo visual esquerdo de paciente occipital impede detecção de estímulo(s); </li></ul><ul><li>A cegueira em hemicampo mantêm-se independentemente da posição orbital, ou da cabeça; </li></ul><ul><li>- Pacientes com cortes de campo visual podem ter insight do défice e compensá-lo com movimentos oculares; </li></ul>14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa
  22. 22. Perspectiva Atencional na Negligência <ul><li>Consciência perceptiva depende da estimulação sensorial e da projecção de tal informação nas áreas sensoriais primárias do córtex; </li></ul><ul><li>Atenção selectiva pode exercer efeitos sobre a percepção; </li></ul><ul><li>“ Cegueira inatencional” - anulação temporária da percepção de um dado objecto, motivada por falta de atenção (Mack & Rock, 1998). </li></ul>14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa
  23. 23. <ul><li>A extinção, durante uma estimulação dupla e simultânea, parece poder ser “explicada” pelo processo de atenção normal. </li></ul><ul><li>Este fenómeno pode ocorrer não só ao nível da visão, mas também entre modalidades sensoriais (e.g. Mattingley, Driver, Beschin & Robertson, 1997; cit. por Driver & Vuilleumier, 2001) – na visão, o enviesamento torna-se notável quando 2 ou mais estímulos competem pela nossa atenção. </li></ul><ul><li>Estudo recente (teste computorizado): </li></ul><ul><li>A negligência está correlacionada directamente com o grau de extinção por distracção provocada por formas ipsilesionais (cit. em Driver & Vuilleumier, 2001) </li></ul>14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa
  24. 24. <ul><li>Perspectivas Diferentes: </li></ul><ul><li>Autores do Artigo </li></ul><ul><li>- O enviesamento espacial é mais aparente nas situações em que há competição entre estímulos, onde os estímulos ipsilesionais se tornam dominantes em relação aos estímulos contralesionais; </li></ul><ul><ul><li>Outros autores (e.g. Milner, 1997; cit. em Driver & Vuilleumier, 2001) </li></ul></ul><ul><ul><li>- A extinção pode revelar a existência de um componente atencional à parte, nas lesões superiores (um único estudo – Posner et al., 1984; cit. em Driver & Vuilleumier, 2001); </li></ul></ul>14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa
  25. 25. 14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa Não podemos estar conscientes de múltiplos estímulos de uma vez só, mesmo que o nosso sistema sensorial os faça “chegar” até nós – percepcionamo-los antes como um todo. Doentes Saudáveis É possível prever os estímulos que serão extinguidos (lado contralesional) Não é possível prever os estímulos que “escapam” à atenção Há dificuldade quando são apresentados 2 ou mais estímulos (baixo limiar de atenção) O limiar de atenção normal só é ultrapassado quando há estímulos breves e em apresentações mais preenchidas Enviesamento e restrição espacial Menor enviesamento e restrição espacial
  26. 26. <ul><li>- Estudos recentes: existe um processamento considerável que ocorre anteriormente ao momento da extinção - corresponde normalmente ao que se passa na “pré-atenção”, nos sujeitos saudáveis (Merikle et al.; cit. Por Driver & Vuilleumier, 2001) . </li></ul><ul><li>Visão normal: a dificuldade em prestar atenção a vários estímulos concorrentes pode ser reduzida se estes forem associados a um único objecto ou grupo (princípios gestaltistas); e.g.: Duncan , 1984; Baylis & Driver ,1993; tal como cit. em Driver & Vuilleumier, 2001. </li></ul><ul><li>Sujeitos heminegligentes: o agrupamento realizado durante a “pré-atenção” (segregação visual) pode continuar a ocorrer, apesar do viés espacial patológico afectar a consciência do estímulo - estudo com figuras Kanizsa (Mattingley, Davis e Driver, 1997; tal como cit. em Driver & Vuilleumier, 2001 ) </li></ul><ul><li>- Na presença de dois estímulos, o agrupamento destes diminui, portanto, a extinção; </li></ul>14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa
  27. 27. 14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa Estudo com Figuras Kanizsa (Mattingley, Davis e Driver, 1997) Situação A Não há percepção de um rectângulo branco, devido à presença dos arcos das circunferências (não há nenhum princípio gestaltista que torne possível); Situação B Há percepção de um rectângulo branco, formado com ajuda dos círculos; Situação C Há maior % de estímulos extinguidos nos ensaios bilaterais (+/- 70%) sem figura Kanizsa do que com figura Kanizsa (+/-10%). Nos ensaios unilaterais, a extinção é bastante mais reduzida quando em comparação com os ensaios bilaterais;
  28. 28. Efeitos das condições experimentais na extinção de estímulos <ul><li>A extinção é eliminada quando os estímulos concorrentes são vistos como uma única unidade perceptiva – os estímulos tornam-se aliados na competição pela atenção. </li></ul>14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa
  29. 29. Destino dos Estímulos Extinguidos <ul><li>Os tempos de reacção dos pacientes podem ser influenciados inconscientemente, não só nas situações onde os estímulos são extinguidos, mas também quando se trata de propriedades mais complexas dos objectos (e.g.: cor, forma). </li></ul>14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa Pré-atenção Competição de estímulos Estímulo saliente Processamento consciente Extinção Processamento inconsciente (ver Driver, 1996, para revisão; tal como cit. em Driver & Vuilleumier, 2001)
  30. 30. <ul><li>McGlinchey-Berroth, Milberg, Verfaelli, Alexender e Kilduff (1993) </li></ul><ul><li>- A extinção de imagens apresentadas no lado contralesional aumentava a velocidade de resposta a palavras semanticamente relacionadas com a mesma (cit. em Driver & Vuilleumier, 2001) ; </li></ul><ul><li>- Os resultados obtidos foram semelhantes àquilo que se passa no processamento inatencional nos sujeitos normais, em algumas situações (ver estudos de Driver (1996) e Merikle et al., referenciados por Driver & Vuilleumier, 2001); </li></ul><ul><li>- A existência de preservação do processamento inconsciente (apesar da lesão) não quer dizer que este seja tão abrangente ou equivalente à percepção consciente e ao processamento desatento nos sujeitos saudáveis, respectivamente; </li></ul>14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa
  31. 31. Anatomia da Percepção Consciente e Inconsciente na Negligência e Extinção <ul><li>Métodos: </li></ul><ul><li>Uso de ressonância magnética </li></ul><ul><ul><li>- Estudos recentes indicam que a actividade inconsciente pode extender-se também à via ventral (Vuilleumier, Valenza e Landis, submetido a publicação; tal como cit. em Driver & Vuilleumier, 2001) </li></ul></ul><ul><ul><li>- A extensão da lesão do parietal a outras áreas cerebrais (córtex occipital e temporal) influenciam os efeitos na negligência. </li></ul></ul>14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa Sistema visual Via dorsal Via ventral Processamento inconsciente Processamento consciente
  32. 32. <ul><li> Vuilleumier (2000) </li></ul><ul><ul><li>As faces são menos extinguidas do que outras classes de estímulos (apesar de estas poderem em certa medida serem extinguidas); </li></ul></ul><ul><ul><li>Faces apresentadas à direita levaram a maior extinção dos estímulos contralesionais do que outros estímulos à direita : </li></ul></ul><ul><ul><li>Justificações: </li></ul></ul><ul><ul><li>Significado biológico ; existência de neurónios especializados, no córtex fusiforme, para responder a estes tipo de estímulo; </li></ul></ul>14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa
  33. 33. 14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa <ul><li>Outras evidências: </li></ul><ul><ul><li>- A organização perceptiva de faces ocorre “pré-atentivamente” na visão normal (Suzuki e Cavanagli, 1995; tal como cit. em Driver & Vuilleumier, 2001 ) </li></ul></ul><ul><ul><li>- Modulação da extinção pelos estímulos “face”, “captados” pré-atentivamente e conduzidos à nossa consciência; </li></ul></ul><ul><ul><li>- Faces com expressões felizes ou zangadas são menos extinguidas do que as faces inexpressivas (Vuilleumier & Schwartz, na imprensa; tal como cit. em Driver & Vuilleumier, 2001 ) , o que pode ser explicado pela captação de atenção normal por faces emotivas (Mack e Rock, 1998; tal como cit. por Driver & Vuilleumier, 2001 ) ; </li></ul></ul><ul><ul><li>- Estímulos emocionais contralesionais salientes são captados pela atenção e chegam-nos à consciência, apesar da lesão e do enviesamento espacial; </li></ul></ul>
  34. 34. Medidas Neurofisiológicas e Bases Neurológicas <ul><li>Uso de fMRI e ERP </li></ul><ul><ul><li>- Métodos muito usados no estudo da atenção (e.g. Corbetta, Meisin, Dobmeyer, Shulman e Petersen, 1990; Mangun, 1995) e também nos défices de consciência em sujeitos com cegueira cortical (Sahraie et al. 1957; Shefrin, Goodin e Aminoff, 1988); </li></ul></ul><ul><ul><li>- Aplicados recentemente na negligência e extinção; </li></ul></ul><ul><li>- Medem coisas diferentes, nem sempre coincidem em termos de </li></ul><ul><li>Resposta; </li></ul><ul><li>E.g.: Corbetta et al. 1990; Martinez et al. 1999; tal como citado em Driver & Vuilleumier, 2001 </li></ul>14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa Atenção espacial córtex temporal ventral Área occipital anterior direita - córtex visual primário
  35. 35. <ul><li>Os Efeitos Dramáticos das Lesões Parietais na Consciência dos Doentes Sugerem que Deve Existir interacção Entre as Áreas Parietais e Outras Partes do Sistema Visual </li></ul><ul><li>Propriedades celulares </li></ul>14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa Qualquer que seja o estímulo mais afastado do lado ipsilesional captura normalmente a atenção Justificações do ponto de vista celular: - Os neurónios parietais são altamente selectivos em relação a estímulos mais salientes ou que recebem particular atenção da nossa parte (Gottlieb et al. 1998); - Os neurónios conduzem os estímulos aos quais decidimos responder (Snyder, Batista e Andersen, 1997) - Os neurónios parietais dão uma representação muito selectiva da informação;
  36. 36. <ul><li>Apesar de muitas áreas cerebrais mostrarem modulação das respostas visuais pela atenção (e.g. Moran e Desimone, 1985; Desimone e Duncan, 1999; cit. em Driver & Vuilleumier, 2001 ) , este efeito é particularmente visível nas áreas parietais ou em outras áreas relacionadas com a negligência, e.g., pré-frontal. </li></ul><ul><li>Princípio “tudo ou nada”: </li></ul><ul><li>Só um estímulo se torna dominante </li></ul><ul><li>Enviesamento da atenção associado à negligência </li></ul>14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa
  37. 37. <ul><li>- A atenção selectiva verificada pode ser abordada com base numa ideia de “competição integrada” de Desimone e Duncan (1995): vários estímulos competem para serem conduzidos pelos neurónios e chegarem à consciência; </li></ul><ul><li>- Os estímulos salientes têm vantagem competitiva e por isso atraem mais a atenção (sistema bottom-up); mas os estímulos aos quais decidimos dar atenção também têm alguma vantagem (sistema top-down); </li></ul><ul><li>- A competição e a atenção podem ser enviesadas pela extensão da lesão, condicionando a extinção no lado contralesional; </li></ul><ul><li>- Segundo Desimone e Duncan (1995) o princípio de “tudo ou nada” enviesa a competição entre os vários sistemas sensoriais, ou seja, embora não haja áreas cerebrais “especializadas” em atenção selectiva, “ganha” a informação mais forte/saliente; </li></ul>14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa
  38. 38. Considerações Finais dos Autores <ul><li>Dúvida de que haja uma única área cerebral responsável pela consciência – haverá antes uma interação entre diferentes áreas cerebrais (Baars, 1997; Dehaene, Kerszberg e Changeux, 1998; Lumer e Rees, 1999; cit. por Driver & Vuilleumier, 2001); </li></ul><ul><li>A revisão permite verificar que os autores tendem a atribuir um </li></ul><ul><li>papel-chave às áreas cerebrais nas quais se tornaram especialistas; </li></ul><ul><li>- Nem todas as áreas do cérebro são iguais a respeito da atenção selectiva, embora o princípio “tudo ou nada” se possa aplicar em muitas dessas áreas </li></ul>14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa
  39. 39. Pergunta 1: <ul><li>- A síndrome de heminegligência esquerda (neglect) ocorre frequentemente em humanos após: </li></ul><ul><li>a) Lesão Cerebral indiferenciada; </li></ul><ul><li>b) Lesão Cerebral que afecta o lobo parietal direito; </li></ul><ul><li>c) Lesão Cerebral que afecta o hemisfério esquerdo; </li></ul>14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa
  40. 40. Pergunta 2: <ul><li>Tendo em conta a relação entre a síndrome de heminegligência esquerda e a extinção, conclui-se que: </li></ul><ul><li>a) Ambas são graves e incapacitantes para os pacientes; </li></ul><ul><li>b) Nos pacientes, a heminegligência esquerda é mais incapacitante e gravosa para os processos de atenção do que a extinção; </li></ul><ul><li>c) Não existem diferenças precisas no processamento da atenção, tanto na síndrome de heminegligência esquerda, como no de extinção; </li></ul>14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa
  41. 41. Teste de Atenção
  42. 42. Referências: <ul><li>Driver, J., & Vuilleumier, P. (2001). Perceptual awareness and its loss in unilateral neglect and extinction. Cognition, 79, 39-88. </li></ul><ul><li>Eysenck, M. W., & Keane, M. T. (2007). Manual de Psicologia Cognitiva . Porto Alegre: Artmed. </li></ul><ul><li>Mesquita, E. M. (2007, Novembro 26). Heminegligência: Influência dos Processos Pré-atencionais no fenómeno da extinção e contributos para reabilitação. O Portal dos Psicólogos. Retirado de: http://www.psicologia.com.pt/artigos/textos/A0385.pdf </li></ul><ul><li>Sternberg, R. J. (2008). Psicologia Cognitiva . Porto Alegre: Artmed. </li></ul>14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa
  43. 43. <ul><li>2 </li></ul><ul><li>“ A atenção é a mais importante de todas as faculdades para o desenvolvimento da inteligência humana” </li></ul><ul><li>Charles Darwin </li></ul>14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa 14-07-10 Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa

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