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3ª aula atendimento inicial no trauma

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Terceira aula de APH Prof Silvio Atendimento Inicial ao Trauma

Publicada em: Saúde e medicina
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3ª aula atendimento inicial no trauma

  1. 1. AVALIAÇÃO INICIAL
  2. 2. ObjetivosObjetivosObjetivosObjetivos Ao final desta aula o aluno deverá ser capaz de:Ao final desta aula o aluno deverá ser capaz de: • conceituar trauma e politraumatizadoconceituar trauma e politraumatizado • identificar os mecanismos de traumaidentificar os mecanismos de trauma • aplicar os princípios do ABCDEaplicar os princípios do ABCDE
  3. 3. Conceitos:Conceitos:Conceitos:Conceitos: TraumaTrauma Agravo provocado por força ou agente externo. PolitraumatizadoPolitraumatizado Indivíduo que apresenta mais de uma lesão decorrente de trauma, em diferentes segmentos corporais.
  4. 4. MecanismosMecanismos do trauma:do trauma: MecanismosMecanismos do trauma:do trauma: Classificação usual : Fechado : Colisão de moto ou carro, atropelamento, queda, violência interpessoal. Aberto ou penetrante : FAF e FAB
  5. 5. Fonte: PHTLS Sinais clássicos de Fratura dos ossos Da base do crânio Sinal de battle ou sinal da batalha Olho de guaxinim
  6. 6. Enfisema SC (face)Ferimento de face Transsecção da traquéia Trauma de face
  7. 7. Procedimentos de Suporte Básico Atendimento inicial ao traumatizado: Objetivos  Avaliar as condições do paciente Reanimar e estabilizar as prioridades Condições que levam a morte rapidamente :  Hipóxia  Hemorragia  Hipotermia
  8. 8. Procedimentos de Suporte Básico Premissas Básicas : 1. Seqüência lógica de atendimento . 2. Etapas seqüenciais ABC = Condições que impliquem em risco de vida devem ser tratadas assim que identificadas. AÉREAS (vias) BOA VENTILAÇÃO CIRCULAÇÃO DISABILITY Incapacidades Exposição e Exame físico Atendimento inicial ao politraumatizado
  9. 9. Procedimentos de Suporte Básico Atendimento inicial das vias aéreas : Controle da coluna cervical : imobilização manual , alinhamento Correção da queda da língua : - Levantamento do queixo (chin lift ) - projeção da mandíbula ( jaw thrust ) Visualização da cavidade oral (próteses, alimentos ?) Aspiração : preferência para a sonda rígida Manutenção : Cânula de Guedel Oxigênio suplementar Via aérea definitiva ?(SAV)
  10. 10. Procedimentos de Suporte Básico liberação das vias aéreas:  Permeabilização e prevenção da hipóxia . estabilização da coluna cervical  Controle da coluna cervical
  11. 11. Liberação das vias aéreas e estabilização da coluna cervical Procedimentos de Suporte Básico Fonte: PHTLS manobra de inclinação de cabeça e elevação do queixo (Chin lift)estabilização da coluna cervical(Jaw trust)
  12. 12. Procedimentos de Suporte Básico Estabelecer medidas para permeabilidade Fonte: PHTLS Tamanho adequado da cânula de guedel
  13. 13. Princípios : Considerar TRM em todo traumatizado , (principalmente nos TCE e nas lesões acima da clavícula.) Checar responsividade : Sim ?Não? = Risco a vida ? = ABC  Risco a vida = intervenção imediata * Estabelecer medidas para permeabilidade Procedimentos de Suporte Básico
  14. 14. Considerar TRM em todoConsiderar TRM em todo o traumatizado .......o traumatizado .......
  15. 15. Considerar TRM em todoConsiderar TRM em todo o traumatizado .......o traumatizado ....... Luxação de coluna cervical
  16. 16. Reconhecimento de dificuldades com VA : 1. VER : - Ansiedade, agitação, apatia - Esforço respiratório - Cianose - desvio de traquéia - sangramentos faciais e/ou edemas* - Encravamento ? 2. OUVIR : roncos, disfonia, etc 3. HISTÓRIA DO TRAUMA : Qual o mecanismo? Procedimentos de Suporte Básico
  17. 17. Fonte: PHTLS POR ISSO, A IMPORTÂNCIA DO COLAR CERVICAL E PRANCHA !
  18. 18. Procedimentos de Suporte Básico BOA VENTILAÇÃO Princípios : 1. Permeabilidade não implica em ventilação 2. Oxigênio para todos com ou sem via aérea definitiva Atendimento inicial ao politraumatizado
  19. 19. Procedimentos de Suporte Básico Atendimento inicial ao politraumatizado Checar respiração: Ver, ouvir e sentir Fonte: PHTLS BOA VENTILAÇÃO
  20. 20. Procedimentos de Suporte Básico Atendimento inicial ao politraumatizado Avaliação do estado respiratório : 1. Inspeção : expansibilidade e simetria, presença de lesões, hematomas, fraturas, etc * 2. Ausculta : fluxo de ar (pneumotórax, hemotórax) 3. Percussão : ar ? Sangue ? 4. Palpação : lesões de parede ? Tórax instável ?
  21. 21. Inspeção: lesão cinto de segurança Inspeção: avalie o dorso
  22. 22. Procedimentos de Suporte Básico Atendimento inicial à “boa respiração” : Manutenção do controle da coluna cervical Vias aéreas pérveas Oxigênio suplementar * Oximetria : “ é reflexo de vias aéreas pérveas e de boa respiração e circulação.” - Medida indireta da paO2 - satO2 >95% = paO2 70mmHg Correção do pneumotórax aberto Atendimento inicial ao politraumatizado
  23. 23. Curativo de 3 pontas FAF Ferimento de entrada FAF Ferimento de saída
  24. 24. Curativo de 3 pontas Fonte: PHTLS
  25. 25. CIRCULAÇÃO Procedimentos de Suporte Básico PULSO CAROTÍDEO Fonte: PHTLS
  26. 26. CONTROLE DE HEMORRAGIAS Procedimentos de Suporte Básico Fonte: PHTLS
  27. 27. Procedimentos de Suporte Básico Atendimento inicial ao politraumatizado Princípios : Controle de sangramentos externos Avaliação do estado hemodinâmico Reposição de volume (SAV) CIRCULAÇÃO
  28. 28. Procedimentos de Suporte Básico Atendimento inicial ao politraumatizado CIRCULAÇÃO Avaliação do estado hemodinâmico : Nível de consciência : alteração = < perfusão cerebral Coloração da pele : acinzentada ? Pálida ? Pulsos : simetria , qualidade, frequência e regularidade - rápido e filiforme = hipovolemia provável - irregular = deterioração cardíaca - ausente = reanimação imediata
  29. 29. Procedimentos de Suporte Básico Atendimento inicial ao politraumatizado CIRCULAÇÃO Atendimento inicial à “circulação” : Controle de sangramentos externos : compressão direta Reconhecer e tratar o choque*  Reposição volêmica*  Controle da hipotermia : aquecer  Monitorizacão eletrocardiográfica
  30. 30. Procedimentos de Suporte Básico Atendimento inicial ao politraumatizado DISABILITY Incapacidades Princípios : Rebaixamento de consciência = < Perfusão cerebral ou trauma direto = Reavaliação ventilatória e circulatória
  31. 31. Procedimentos de Suporte Básico Atendimento inicial ao politraumatizado DISABILITY Incapacidades Avaliação do estado neurológico : Responsividade : método AVDI Nível de consciência : Escala de Coma de Glasgow  Pupilas : reatividade a luz, tamanho e simetria  Força motora : simetria
  32. 32. Procedimentos de Suporte Básico Atendimento inicial ao politraumatizado DISABILITY Incapacidades análise da responsividade - AVDI A : Alerta V : responde a estímulo Verbal D : responde a estímulo Doloroso I : Inconsciente
  33. 33. Procedimentos de Suporte Básico Escala de Coma de Glasgow Abertura ocular AO Melhor Resposta Verbal-MRV Melhor Resposta Motora- MRM Pontuação Obedece comando verbal 6 Orientado Localiza e retira a dor 5 Espontânea Confuso Localiza 4 À ordem Verbal Palavras inapropriadas Flexão (decorticação) 3 À dor Sons incompreensíveis Extensão ( descerebração ) 2
  34. 34. Procedimentos de Suporte Básico Escala de Coma de Glasgow Sobre a avaliação : Ponto CríticoPonto Crítico : Glasgow < 8 Coma (Intubação ???) Queda em 1 indicador ?Queda em 1 indicador ? : Informar qual? Queda nos 3 indicadoresQueda nos 3 indicadores = Sinal de alerta Glasgow 13 a 15Glasgow 13 a 15 : Alteração / trauma leve Glasgow 9 a 12Glasgow 9 a 12 : Alteração / trauma moderada Glasgow 3 a 8Glasgow 3 a 8 : Alteração / trauma grave
  35. 35. Procedimentos de Suporte Básico Escala de Coma de Glasgow Situações impeditivas : Edema palpebral ou trauma ocular Alcoolismo Parestesias e plegias Uso de drogas Hipotensão Intubação, crico e traqueo Sedação Imobiilizações Hipóxia Pontuar “1” e justificar
  36. 36. Procedimentos de Suporte Básico Escala Revisada de Trauma - RTS Avalia a gravidade do trauma através da repercussão sobre a função circulatória, respiratória e neurológica Método mundialmente aceito (ATLS, PHTLS)  Idealizada por Howard Champion e col em 1981,1989 (EUA)  Utilizada no APH com a finalidade de auxiliar na triagem para o hospital de destino
  37. 37. Procedimentos de Suporte Básico Escala Revisada de Trauma - RTS Características da escala:  são 3 indicadores: pressão arterial sistólica= 0 - 4 pontos frequência respiratória= 0 - 4 pontos escala de coma de glasgow= 0 - 4 pontos  sobre a pontuação: Executar a checagem dos sinais vitais e pontuar Pontuar indicadores em separado e somar Total : 0 a 12 pontos Ponto de corte = RTS < 10 Queda dos 3 indicadores = sinal de alertasinal de alerta
  38. 38. Procedimentos de Suporte Básico Escala Revisada de Trauma - RTS Escala de Coma de Glasgow Pressão Arterial Sistólica Freqüência Respiratória Escore 13 - 15 > 89 10 - 29 4 9 - 12 76 - 89 > 29 3 6 - 8 50 - 75 6 - 9 2 4 - 5 1 - 49 1 - 5 1 3 0 0 0
  39. 39. Procedimentos de Suporte Básico Escala Revisada de Trauma - RTS Sobre a decisão de triagem : RTS = 12 :RTS = 12 : • Parâmetros próximos da normalidade. • Discretas alterações fisiológicas • 99,5% de probabilidade de sobreviver Hospital secundárioHospital secundário
  40. 40. Procedimentos de Suporte Básico Escala Revisada de Trauma - RTS Sobre a decisão de triagem : RTS = 11 :RTS = 11 : • Moderadas alterações fisiológicas • 96,9% de probabilidade de sobreviver • alta sensibilidade à vítimas com lesões fechadas e com parâmetros em compensação Hospital secundário ?Hospital secundário ? Hospital terciário ?Hospital terciário ?
  41. 41. Procedimentos de Suporte Básico Escala Revisada de Trauma - RTS Hospital terciárioHospital terciário Sobre a decisão de triagem : RTS < ou = 10 :RTS < ou = 10 : • importantes alterações fisiológicas • mais de 10% de probabilidade de morrer • alta especificidade à vítimas com lesões graves
  42. 42. Procedimentos de Suporte Básico Escala Revisada de Trauma - RTS Sobre a decisão de triagem : RTS = 12: hospital terciário OVER - TRIAGEM (supra-triagem) RTS < ou = 10: hospital secundário UNDER - TRIAGEM (sub triagem)
  43. 43. Procedimentos de Suporte Básico Escala Revisada de Trauma - RTS Escala de Coma de Glasgow Glasgow ou RTSGlasgow ou RTS InicialInicial Glasgow ou RTSGlasgow ou RTS FinalFinal Intervenções deIntervenções de APHAPH ProcedimentosProcedimentos de APHde APH
  44. 44. Procedimentos de Suporte Básico Atendimento inicial ao politraumatizado DISABILITY Incapacidades Avaliação das pupilas : Reatividade a luz = Fotoreagentes S/N Tamanho = isocóricas / anisocóricas Simetria
  45. 45. Miose : constricção (parassimpático ) Midríase : dilatação (simpático ) Anisocóricas : diâmetros/tamanhos diferentes (D>E) Isocóricas : diâmetros/tamanhos normal Procedimentos de Suporte Básico Avaliação das pupilas
  46. 46. Fonte: PHTLS
  47. 47. Procedimentos de Suporte Básico Avaliação da força motora : MMSS: pedir para “movimentar” os braços e apertar as mãos do avaliador MMII: movimentar (estender e flexionar, elevar e abaixar um de cada vez) Simetria??? DISABILITY Incapacidades
  48. 48. Procedimentos de Suporte Básico Exposição e Exame físico Princípio : Só realizado se o exame dos ABC estiver completo e a vítima reanimada .
  49. 49. Procedimentos de Suporte Básico Exposição e Exame físico Exposição e Exame físico : Cortar as vestes ( prevenir hipotermia ) Exame físico completo e sinais vitais História AMPLA (Entrevista): A = alergias M = medicamentos em uso P = Passado médico, L = líquidos e alimentos
  50. 50. Procedimentos de Suporte Básico Exposição e Exame físico Cortar as vestes ( prevenir hipotermia ) Fonte: PHTLS
  51. 51. Procedimentos de Suporte Básico Exposição e Exame físico Cabeça e couro cabeludo : lacerações, contusões, fraturas, sangramentos, lesões penetrantes, etc FAB encravamento
  52. 52. Procedimentos de Suporte Básico Exposição e Exame físico Enfisema SC Face : lacerações, contusões, fraturas, sangramentos, lesões penetrantes e nos olhos, etc.
  53. 53. Procedimentos de Suporte Básico Exposição e Exame físico FAB pescoço Coluna cevical e pescoço : idem a cabeça. Ênfase para a detecção de enfisema SC, desvio ou fratura de traquéia
  54. 54. Procedimentos de Suporte Básico Exposição e Exame físico Avaliar o dorso Tórax : lacerações, contusões, fraturas de costelas e clavícula, sangramentos, lesões penetrantes, etc. Ausculta.
  55. 55. Procedimentos de Suporte Básico Exposição e Exame físico Abdome : busca de lesões aparentes e/ou presença de dor. Fraturas de pelve e das últimas costelas.Atenção para o períneo. Sangue ?
  56. 56. Procedimentos de Suporte Básico Exposição e Exame físico MMII e MMSS : lesões de tecido abertas ou fechadas, deformidades, fraturas, dor. PULSOS !!!
  57. 57. Procedimentos de Suporte Básico DECISÃO PELO TRANSPORTE Mais próximo Ou mais adequado ?

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