SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 17
Câncer de Glândula Suprarrenal
O que é Câncer de Glândula Suprarrenal?
A maioria dos tumores do córtex suprarrenal não é câncer. São tumores benignos
conhecidos como adenomas. O câncer suprarrenal na maioria das vezes é diagnosticado
devido aos sintomas e alterações causadas no corpo pela produção dos hormônios, como
ganho de peso, retenção de líquidos, puberdade precoce em crianças ou crescimento de
pêlos faciais ou corporais em excesso em mulheres e pelos sintomas causados pelo
crescimento do tumor.
Sintomas causados pela Produção de Estrogênio ou Andrógeno
Os sintomas causados pelo câncer suprarrenal são causados pelos hormônios produzidos
pelo tumor ou pela pressão que o tumor exerce em outros órgãos devido ao crescimento.
Em crianças, os sintomas são mais frequentemente causados pelos andrógenos
(hormônios masculinos); crescimento excessivo de pêlos faciais e corporais, aumento do
pênis em meninos ou do clitóris nas meninas. Se o tumor segrega estrogênios
(hormônios femininos), pode levar as meninas à puberdade precoce. Nas meninas, a
produção de estrogênio pode causar aumento da mama. Em adultos, os sintomas devido
ao aumento da produção dos hormônios sexuais são menos visíveis ou não apresentam
sintomas até que o tumor comece a pressionar órgãos adjacentes.
Sintomas causados pela Produção de Cortisol
Os níveis excessivos de cortisol provocam um problema conhecido como Síndrome de
Cushing. O aumento do nível de cortisol pode causar sintomas como:
ganho de peso, acúmulo de gordura no pescoço e ombros, estrias no abdome,
crescimento excessivo de pêlos em mulheres, menstruações irregulares, fraqueza e
perda de massa muscular nas pernas, depressão ou mau humor, osteoporose, diabetes
e hipertensão arterial.
Sintomas causados pela Produção de Aldosterona
Os principais sinais e sintomas são pressão alta, fraqueza, câimbras musculares e
diminuição do nível de potássio no sangue.
Sintomas causados pela Pressão do Tumor sobre os Órgãos Adjacentes
O crescimento do tumor suprarrenal pode pressionar os órgãos e tecidos adjacentes.
Isso pode causar dor na região do tumor, sensação de saciedade no abdome ou
dificuldade para comer devido a essa sensação de saciedade.
Diagnóstico do Câncer de Glândula Suprarrenal: Imagem
Os exames de imagem ajudam a localizar a lesão e são extremamente úteis para
determinar a extensão da doença o que se denomina estadiamento do câncer. Os
principais exames utilizados para o diagnóstico ou estadiamento do câncer da glândula
suprarrenal são:
• Radiografia de Tórax.
• Ultrassom.
• Tomografia Computadorizada.
• Ressonância Magnética.
• Tomografia por Emissão de Pósitrons.
Diagnóstico do Câncer de Glândula Suprarrenal: Laboratório
Os exames de sangue e urina são importantes para medir os níveis de hormônios
suprarrenais e diagnosticar se um paciente apresenta sinais e sintomas de câncer de
glândula suprarrenal. Os exames de sangue e urina são tão importantes quanto os
exames de imagem no diagnóstico da doença. Podem ser solicitados:
• Exames para medir o nível de cortisol.
• Exames para medir o nível de aldosterona.
• Exames para medir o nível de estrogênio e andrógeno.
Diagnóstico do Câncer de Glândula Suprarrenal: Biópsia
O procedimento comumente utilizado para obter o diagnóstico e estadiamento do
câncer de glândula suprarrenal é a biópsia por agulha, que é inserida através do abdome
até a glândula suprarrenal. Podem ser utilizados diferentes tipos de agulha:
• Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) - Consiste na remoção de uma amostra
de células tumorais com uma seringa.
• Biópsia de Fragmento com Agulha (Core Biopsy) - Consiste na retirada de
fragmentos de tecido, com uma agulha de calibre mais grosso que da PAAF.
Ambos os procedimentos são geralmente guiados por ultrassom ou tomografia
computadorizada.
Estágios do Câncer de Glândula Suprarrenal
Sistema TNM:
I - T1, N0, M0.
II - T2, N0, M0.
III - T1 ou T2, N1, M0; ou T3, N0, M0.
IV - T3, N1, M0; ou T4, N0 ou N1, M0; ou qualquer T, qualquer N, M1.
Sistema ENSAT:
I - T1, N0, M0.
II - T2, N0, M0
III - T3 ou T4, N0, M0; ou qualquer T, N1, M0.
IV – Qualquer T, qualquer N, M1.
Tratamento: Cirurgia
A cirurgia para remover a glândula suprarrenal é denominada adrenalectomia. Existem
duas abordagens principais para a remoção da glândula suprarrenal cirurgia aberta e
cirurgia laparoscópica. Se o tumor invadiu o rim, todo o órgão ou parte dele também
devem ser retirados. Se a doença se desenvolveu no músculo e gordura da glândula
suprarrenal, estes tecidos também serão removidos. O objetivo principal da cirurgia é
retirar todo o tumor diminuindo assim a chance de recidiva.
Tratamento: Radioterapia
A radioterapia utiliza feixes de alta energia, como os raios-X, para matar as células
cancerosas e diminuir o tamanho do tumor. A radioterapia não é frequentemente
utilizada como o principal tratamento para o câncer de glândula suprarrenal, porque as
células cancerígenas não são fáceis de serem destruídas com radiação. A radioterapia
pode ser realizada após a cirurgia como tratamento adjuvante ou para tratar metástases
ósseas ou cerebrais.
Tratamento: Quimioterapia
O medicamento mais utilizado no tratamento do câncer de glândula suprarrenal é o
mitotano, que bloqueia a produção de hormônios pela glândula adrenal e também
destrói tanto as células suprarrenais cancerígenas, como o tecido saudável. O mitotano
é útil para pacientes com tumores de glândula suprarrenais com problemas
causados pela produção excessiva de hormônios. Mesmo quando não reduz o tumor, o
mitotano pode reduzir a produção de hormônios anormais e aliviar os sintomas. Cerca
de 80% dos pacientes com secreção hormonal excessiva são beneficiados pelo
mitotano. Outros medicamentos quimioterápicos usados no tratamento do câncer de
glândula suprarrenal são: Paclitaxel, 5-fluorouracil, Vincristina e Estreptozocina.
Tratamento: Outros medicamentos
Outros medicamentos podem ser utilizados para bloquear a produção de hormônios ou
diminuir os efeitos dos hormônios. O tratamento com algumas dessas medicações deve
ser supervisionado por um endocrinologista, porque afetam vários sistemas hormonais.
• Cetoconazol, aminoglutetimida e metirapona podem reduzir a produção de
hormônios esteroides suprarrenais.
• Espironolactona - Diminui o efeito da aldosterona.
• Mifepristone - Diminui os efeitos do cortisol.
• Tamoxifeno, toremifeno e fulvestranto - Podem bloquear os efeitos do estrogênio.
Vivendo com Câncer de Glândula Suprarrenal
O diagnóstico do câncer de glândula suprarrenal faz com que a maioria dos pacientes
passe a ver a vida sob outra perspectiva. Faça escolhas saudáveis, alimente-se bem, faça
exercícios e descanse sempre que precisar. Uma das coisas que ajuda muito o paciente
com câncer de glândula suprarrenal a enfrentar a doença é o apoio e a força que ele
recebe. Independente de como, o importante é que você encontre em algo ou alguém
essa ajuda, seja nos familiares, nos amigos, em ex-pacientes, em sites sobre a doença, ou
até em sua própria fé, você não precisa passar por tudo isso sozinho.
Novos Tratamentos
Quimioterapia - Alguns estudos clínicos em andamento estão avaliando novas combinações
de drogas quimioterápicas. Um estudo mostrou que o uso de gemcitabina e 5-FU em conjunto
podem ser útil para pacientes com câncer adrenocortical avançado. Outro estudo comparou
dois esquemas de quimioterapia: cisplatina, etoposídeo, doxorrubicina com mitotano versus
estreptozotocina com mitotano em pacientes com tumor suprarrenal avançado.
Terapia Alvo - Vários estudos estão avaliando o uso de medicamentos alvo isolados ou em
combinação com outras drogas, como o mitotano. Dois estudos recentes exploraram o efeito
de medicamentos que bloqueiam o hormônio do fator de crescimento insulina 2 (IGF2),
suspeito de aumentar o crescimento dos cânceres suprarrenais.
Câncer de Glândula Suprarrenal

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

enfermagem em clinica médica
 enfermagem em clinica médica enfermagem em clinica médica
enfermagem em clinica médicaCassia Campos
 
Cartilha saude mental
Cartilha saude mentalCartilha saude mental
Cartilha saude mentalkarol_ribeiro
 
Quimioterapia de las enfermedades neoplásicas
Quimioterapia de las enfermedades neoplásicasQuimioterapia de las enfermedades neoplásicas
Quimioterapia de las enfermedades neoplásicasebelyn792
 
Introdução ao Estudo da Cefaléias
Introdução ao Estudo da CefaléiasIntrodução ao Estudo da Cefaléias
Introdução ao Estudo da CefaléiasDr. Rafael Higashi
 
Anti-HER2 Therapies in Breast Cancer
Anti-HER2 Therapies in Breast CancerAnti-HER2 Therapies in Breast Cancer
Anti-HER2 Therapies in Breast Cancerflasco_org
 
SEP 2023 ONCOLOGY CARTOONS
SEP 2023 ONCOLOGY CARTOONSSEP 2023 ONCOLOGY CARTOONS
SEP 2023 ONCOLOGY CARTOONSKanhu Charan
 
Esclerose multipla
Esclerose multiplaEsclerose multipla
Esclerose multiplagersonfisio
 
Manifestacoes psiquiatricas do HIV
Manifestacoes psiquiatricas do HIVManifestacoes psiquiatricas do HIV
Manifestacoes psiquiatricas do HIVMalenBarroso
 
Leis do sus na integra
Leis do sus na integraLeis do sus na integra
Leis do sus na integraLuanapqt
 
Caso clinico delirium
Caso clinico deliriumCaso clinico delirium
Caso clinico deliriumVera Gonzaga
 
Uso Racional de Medicamentos, contribuições. Volume 2
Uso Racional de Medicamentos, contribuições. Volume 2 Uso Racional de Medicamentos, contribuições. Volume 2
Uso Racional de Medicamentos, contribuições. Volume 2 Prof. Marcus Renato de Carvalho
 
Avaliação de prescrição e protocolos de tratamento oncológico
Avaliação de prescrição e protocolos de tratamento oncológicoAvaliação de prescrição e protocolos de tratamento oncológico
Avaliação de prescrição e protocolos de tratamento oncológicoArquivo-FClinico
 
Transformando soluções
Transformando soluçõesTransformando soluções
Transformando soluçõesViviane Campos
 
Diretrizes cuidados de Idosos com Diabetes Mellitus: Atualização 2013
Diretrizes cuidados de Idosos com Diabetes Mellitus: Atualização 2013Diretrizes cuidados de Idosos com Diabetes Mellitus: Atualização 2013
Diretrizes cuidados de Idosos com Diabetes Mellitus: Atualização 2013Digão Pereira
 

Mais procurados (20)

enfermagem em clinica médica
 enfermagem em clinica médica enfermagem em clinica médica
enfermagem em clinica médica
 
Onco
OncoOnco
Onco
 
Cartilha saude mental
Cartilha saude mentalCartilha saude mental
Cartilha saude mental
 
Quimioterapia de las enfermedades neoplásicas
Quimioterapia de las enfermedades neoplásicasQuimioterapia de las enfermedades neoplásicas
Quimioterapia de las enfermedades neoplásicas
 
Introdução ao Estudo da Cefaléias
Introdução ao Estudo da CefaléiasIntrodução ao Estudo da Cefaléias
Introdução ao Estudo da Cefaléias
 
Anti-HER2 Therapies in Breast Cancer
Anti-HER2 Therapies in Breast CancerAnti-HER2 Therapies in Breast Cancer
Anti-HER2 Therapies in Breast Cancer
 
Dermatologia
DermatologiaDermatologia
Dermatologia
 
Farmacovigilância.
Farmacovigilância.Farmacovigilância.
Farmacovigilância.
 
Tumor do colon
Tumor do colonTumor do colon
Tumor do colon
 
SEP 2023 ONCOLOGY CARTOONS
SEP 2023 ONCOLOGY CARTOONSSEP 2023 ONCOLOGY CARTOONS
SEP 2023 ONCOLOGY CARTOONS
 
Esclerose multipla
Esclerose multiplaEsclerose multipla
Esclerose multipla
 
Manifestacoes psiquiatricas do HIV
Manifestacoes psiquiatricas do HIVManifestacoes psiquiatricas do HIV
Manifestacoes psiquiatricas do HIV
 
Leis do sus na integra
Leis do sus na integraLeis do sus na integra
Leis do sus na integra
 
Leucemia
LeucemiaLeucemia
Leucemia
 
Caso clinico delirium
Caso clinico deliriumCaso clinico delirium
Caso clinico delirium
 
Uso Racional de Medicamentos, contribuições. Volume 2
Uso Racional de Medicamentos, contribuições. Volume 2 Uso Racional de Medicamentos, contribuições. Volume 2
Uso Racional de Medicamentos, contribuições. Volume 2
 
Aula 4 - câncer de mama
Aula 4 - câncer de mamaAula 4 - câncer de mama
Aula 4 - câncer de mama
 
Avaliação de prescrição e protocolos de tratamento oncológico
Avaliação de prescrição e protocolos de tratamento oncológicoAvaliação de prescrição e protocolos de tratamento oncológico
Avaliação de prescrição e protocolos de tratamento oncológico
 
Transformando soluções
Transformando soluçõesTransformando soluções
Transformando soluções
 
Diretrizes cuidados de Idosos com Diabetes Mellitus: Atualização 2013
Diretrizes cuidados de Idosos com Diabetes Mellitus: Atualização 2013Diretrizes cuidados de Idosos com Diabetes Mellitus: Atualização 2013
Diretrizes cuidados de Idosos com Diabetes Mellitus: Atualização 2013
 

Semelhante a Câncer de Glândula Suprarrenal

Câncer de Mama
Câncer de MamaCâncer de Mama
Câncer de MamaOncoguia
 
Cancer de Tireoide
Cancer de TireoideCancer de Tireoide
Cancer de TireoideOncoguia
 
Sarcoma Uterino
Sarcoma UterinoSarcoma Uterino
Sarcoma UterinoOncoguia
 
Câncer de Ovário
Câncer de OvárioCâncer de Ovário
Câncer de OvárioOncoguia
 
Câncer de Pâncreas
Câncer de PâncreasCâncer de Pâncreas
Câncer de PâncreasOncoguia
 
Câncer Útero / Próstata / Mama
Câncer Útero / Próstata / MamaCâncer Útero / Próstata / Mama
Câncer Útero / Próstata / MamaAndressa Macena
 
Câncer de Bexiga
Câncer de BexigaCâncer de Bexiga
Câncer de BexigaOncoguia
 
Câncer de Timo
Câncer de TimoCâncer de Timo
Câncer de TimoOncoguia
 
antonio inacio ferraz-câncer de prostata
antonio inacio ferraz-câncer de prostataantonio inacio ferraz-câncer de prostata
antonio inacio ferraz-câncer de prostataANTONIO INACIO FERRAZ
 
Neoplasia de próstata 25.04.pdf
Neoplasia de próstata 25.04.pdfNeoplasia de próstata 25.04.pdf
Neoplasia de próstata 25.04.pdfValeria146201
 
Tudo Sobre Câncer de Próstata
Tudo Sobre Câncer de PróstataTudo Sobre Câncer de Próstata
Tudo Sobre Câncer de PróstataOncoguia
 
Câncer de próstata
Câncer de próstataCâncer de próstata
Câncer de próstataDeivid Castro
 
Cancro da próstata
Cancro da próstataCancro da próstata
Cancro da próstataDiogo Alves
 
Câncer de Mama uma visão mais objetiva do assunto.
Câncer de Mama uma visão mais objetiva do assunto.Câncer de Mama uma visão mais objetiva do assunto.
Câncer de Mama uma visão mais objetiva do assunto.biankathamara
 
Entendendo o câncer colorretal
Entendendo o câncer colorretalEntendendo o câncer colorretal
Entendendo o câncer colorretalOncoguia
 
O que você precisa saber Câncer colorretal
O que você precisa saber Câncer colorretalO que você precisa saber Câncer colorretal
O que você precisa saber Câncer colorretalTookmed
 
Cancer estomago, coloretal
Cancer estomago, coloretalCancer estomago, coloretal
Cancer estomago, coloretalFisioterapeuta
 
Câncer de Rim
Câncer de RimCâncer de Rim
Câncer de RimOncoguia
 

Semelhante a Câncer de Glândula Suprarrenal (20)

Câncer de Mama
Câncer de MamaCâncer de Mama
Câncer de Mama
 
Cancer de Tireoide
Cancer de TireoideCancer de Tireoide
Cancer de Tireoide
 
Sarcoma Uterino
Sarcoma UterinoSarcoma Uterino
Sarcoma Uterino
 
Câncer de Ovário
Câncer de OvárioCâncer de Ovário
Câncer de Ovário
 
Câncer de Pâncreas
Câncer de PâncreasCâncer de Pâncreas
Câncer de Pâncreas
 
CÂNCER DE MAMA PALESTRA.pptx
CÂNCER DE MAMA PALESTRA.pptxCÂNCER DE MAMA PALESTRA.pptx
CÂNCER DE MAMA PALESTRA.pptx
 
Câncer Útero / Próstata / Mama
Câncer Útero / Próstata / MamaCâncer Útero / Próstata / Mama
Câncer Útero / Próstata / Mama
 
Câncer de Bexiga
Câncer de BexigaCâncer de Bexiga
Câncer de Bexiga
 
Câncer de Timo
Câncer de TimoCâncer de Timo
Câncer de Timo
 
antonio inacio ferraz-câncer de prostata
antonio inacio ferraz-câncer de prostataantonio inacio ferraz-câncer de prostata
antonio inacio ferraz-câncer de prostata
 
Neoplasia de próstata 25.04.pdf
Neoplasia de próstata 25.04.pdfNeoplasia de próstata 25.04.pdf
Neoplasia de próstata 25.04.pdf
 
Tudo Sobre Câncer de Próstata
Tudo Sobre Câncer de PróstataTudo Sobre Câncer de Próstata
Tudo Sobre Câncer de Próstata
 
Câncer de próstata
Câncer de próstataCâncer de próstata
Câncer de próstata
 
Cancro da próstata
Cancro da próstataCancro da próstata
Cancro da próstata
 
Câncer de Mama uma visão mais objetiva do assunto.
Câncer de Mama uma visão mais objetiva do assunto.Câncer de Mama uma visão mais objetiva do assunto.
Câncer de Mama uma visão mais objetiva do assunto.
 
Entendendo o câncer colorretal
Entendendo o câncer colorretalEntendendo o câncer colorretal
Entendendo o câncer colorretal
 
O que você precisa saber Câncer colorretal
O que você precisa saber Câncer colorretalO que você precisa saber Câncer colorretal
O que você precisa saber Câncer colorretal
 
Cancer estomago, coloretal
Cancer estomago, coloretalCancer estomago, coloretal
Cancer estomago, coloretal
 
Câncer de Rim
Câncer de RimCâncer de Rim
Câncer de Rim
 
cancer de mama
cancer de mamacancer de mama
cancer de mama
 

Mais de Oncoguia

Feelings about Radiotherapy: the Brazilian Cancer Patients' Perspective
Feelings about Radiotherapy: the Brazilian Cancer Patients' PerspectiveFeelings about Radiotherapy: the Brazilian Cancer Patients' Perspective
Feelings about Radiotherapy: the Brazilian Cancer Patients' PerspectiveOncoguia
 
Insights from a Brazilian Patient Group
Insights from a Brazilian Patient GroupInsights from a Brazilian Patient Group
Insights from a Brazilian Patient GroupOncoguia
 
Return to work after breast cancer: disparities among patients treated in pub...
Return to work after breast cancer: disparities among patients treated in pub...Return to work after breast cancer: disparities among patients treated in pub...
Return to work after breast cancer: disparities among patients treated in pub...Oncoguia
 
Obesidade e câncer nas políticas públicas
Obesidade e câncer nas políticas públicasObesidade e câncer nas políticas públicas
Obesidade e câncer nas políticas públicasOncoguia
 
Pesquisas do Oncoguia mostra visão sobre câncer por quem mora na favela
Pesquisas do Oncoguia mostra visão sobre câncer por quem mora na favelaPesquisas do Oncoguia mostra visão sobre câncer por quem mora na favela
Pesquisas do Oncoguia mostra visão sobre câncer por quem mora na favelaOncoguia
 
Percepções e prioridades do câncer nas favelas brasileiras
Percepções e prioridades do câncer nas favelas brasileirasPercepções e prioridades do câncer nas favelas brasileiras
Percepções e prioridades do câncer nas favelas brasileirasOncoguia
 
Consultas Públicas do SUS / Paciente oncológico: informe-se e participe!
Consultas Públicas do SUS / Paciente oncológico: informe-se e participe!Consultas Públicas do SUS / Paciente oncológico: informe-se e participe!
Consultas Públicas do SUS / Paciente oncológico: informe-se e participe!Oncoguia
 
Impactos do Câncer na vida dos familiares cuidadores
Impactos do Câncer na vida dos familiares cuidadoresImpactos do Câncer na vida dos familiares cuidadores
Impactos do Câncer na vida dos familiares cuidadoresOncoguia
 
Cosaúde e o processo de incorporação de tecnologias oncológicas
Cosaúde e o processo de incorporação de tecnologias oncológicasCosaúde e o processo de incorporação de tecnologias oncológicas
Cosaúde e o processo de incorporação de tecnologias oncológicasOncoguia
 
Relatório de atividades do Instituto Oncoguia / 2021
Relatório de atividades do Instituto Oncoguia / 2021Relatório de atividades do Instituto Oncoguia / 2021
Relatório de atividades do Instituto Oncoguia / 2021Oncoguia
 
Por uma oncologia mais atual e justa
 Por uma oncologia mais atual e justa Por uma oncologia mais atual e justa
Por uma oncologia mais atual e justaOncoguia
 
Percepções da população brasileira sobre o câncer
Percepções da população brasileira sobre o câncerPercepções da população brasileira sobre o câncer
Percepções da população brasileira sobre o câncerOncoguia
 
Datafolha_Oncoguia_PercepcoesSobreOCancer .pdf
Datafolha_Oncoguia_PercepcoesSobreOCancer .pdfDatafolha_Oncoguia_PercepcoesSobreOCancer .pdf
Datafolha_Oncoguia_PercepcoesSobreOCancer .pdfOncoguia
 
Como contribuir em Consulta Pública da Conitec
Como contribuir em Consulta Pública da ConitecComo contribuir em Consulta Pública da Conitec
Como contribuir em Consulta Pública da ConitecOncoguia
 
Contribuição Oncoguia com a ATS na SS - 03.2022
Contribuição Oncoguia com a ATS na SS - 03.2022Contribuição Oncoguia com a ATS na SS - 03.2022
Contribuição Oncoguia com a ATS na SS - 03.2022Oncoguia
 
Study of cancer patient's communication of pain to the health team
Study of cancer patient's communication of pain to the health teamStudy of cancer patient's communication of pain to the health team
Study of cancer patient's communication of pain to the health teamOncoguia
 
How can we help: The needs of those seeking breast cancer information and sup...
How can we help: The needs of those seeking breast cancer information and sup...How can we help: The needs of those seeking breast cancer information and sup...
How can we help: The needs of those seeking breast cancer information and sup...Oncoguia
 
Caring for colorectal cancer patients: the perspective of informal caregivers...
Caring for colorectal cancer patients: the perspective of informal caregivers...Caring for colorectal cancer patients: the perspective of informal caregivers...
Caring for colorectal cancer patients: the perspective of informal caregivers...Oncoguia
 
Cancer de fígado - ILNC
Cancer de fígado - ILNCCancer de fígado - ILNC
Cancer de fígado - ILNCOncoguia
 
Como contribuir em consulta pública da Conitec
Como contribuir em consulta pública da ConitecComo contribuir em consulta pública da Conitec
Como contribuir em consulta pública da ConitecOncoguia
 

Mais de Oncoguia (20)

Feelings about Radiotherapy: the Brazilian Cancer Patients' Perspective
Feelings about Radiotherapy: the Brazilian Cancer Patients' PerspectiveFeelings about Radiotherapy: the Brazilian Cancer Patients' Perspective
Feelings about Radiotherapy: the Brazilian Cancer Patients' Perspective
 
Insights from a Brazilian Patient Group
Insights from a Brazilian Patient GroupInsights from a Brazilian Patient Group
Insights from a Brazilian Patient Group
 
Return to work after breast cancer: disparities among patients treated in pub...
Return to work after breast cancer: disparities among patients treated in pub...Return to work after breast cancer: disparities among patients treated in pub...
Return to work after breast cancer: disparities among patients treated in pub...
 
Obesidade e câncer nas políticas públicas
Obesidade e câncer nas políticas públicasObesidade e câncer nas políticas públicas
Obesidade e câncer nas políticas públicas
 
Pesquisas do Oncoguia mostra visão sobre câncer por quem mora na favela
Pesquisas do Oncoguia mostra visão sobre câncer por quem mora na favelaPesquisas do Oncoguia mostra visão sobre câncer por quem mora na favela
Pesquisas do Oncoguia mostra visão sobre câncer por quem mora na favela
 
Percepções e prioridades do câncer nas favelas brasileiras
Percepções e prioridades do câncer nas favelas brasileirasPercepções e prioridades do câncer nas favelas brasileiras
Percepções e prioridades do câncer nas favelas brasileiras
 
Consultas Públicas do SUS / Paciente oncológico: informe-se e participe!
Consultas Públicas do SUS / Paciente oncológico: informe-se e participe!Consultas Públicas do SUS / Paciente oncológico: informe-se e participe!
Consultas Públicas do SUS / Paciente oncológico: informe-se e participe!
 
Impactos do Câncer na vida dos familiares cuidadores
Impactos do Câncer na vida dos familiares cuidadoresImpactos do Câncer na vida dos familiares cuidadores
Impactos do Câncer na vida dos familiares cuidadores
 
Cosaúde e o processo de incorporação de tecnologias oncológicas
Cosaúde e o processo de incorporação de tecnologias oncológicasCosaúde e o processo de incorporação de tecnologias oncológicas
Cosaúde e o processo de incorporação de tecnologias oncológicas
 
Relatório de atividades do Instituto Oncoguia / 2021
Relatório de atividades do Instituto Oncoguia / 2021Relatório de atividades do Instituto Oncoguia / 2021
Relatório de atividades do Instituto Oncoguia / 2021
 
Por uma oncologia mais atual e justa
 Por uma oncologia mais atual e justa Por uma oncologia mais atual e justa
Por uma oncologia mais atual e justa
 
Percepções da população brasileira sobre o câncer
Percepções da população brasileira sobre o câncerPercepções da população brasileira sobre o câncer
Percepções da população brasileira sobre o câncer
 
Datafolha_Oncoguia_PercepcoesSobreOCancer .pdf
Datafolha_Oncoguia_PercepcoesSobreOCancer .pdfDatafolha_Oncoguia_PercepcoesSobreOCancer .pdf
Datafolha_Oncoguia_PercepcoesSobreOCancer .pdf
 
Como contribuir em Consulta Pública da Conitec
Como contribuir em Consulta Pública da ConitecComo contribuir em Consulta Pública da Conitec
Como contribuir em Consulta Pública da Conitec
 
Contribuição Oncoguia com a ATS na SS - 03.2022
Contribuição Oncoguia com a ATS na SS - 03.2022Contribuição Oncoguia com a ATS na SS - 03.2022
Contribuição Oncoguia com a ATS na SS - 03.2022
 
Study of cancer patient's communication of pain to the health team
Study of cancer patient's communication of pain to the health teamStudy of cancer patient's communication of pain to the health team
Study of cancer patient's communication of pain to the health team
 
How can we help: The needs of those seeking breast cancer information and sup...
How can we help: The needs of those seeking breast cancer information and sup...How can we help: The needs of those seeking breast cancer information and sup...
How can we help: The needs of those seeking breast cancer information and sup...
 
Caring for colorectal cancer patients: the perspective of informal caregivers...
Caring for colorectal cancer patients: the perspective of informal caregivers...Caring for colorectal cancer patients: the perspective of informal caregivers...
Caring for colorectal cancer patients: the perspective of informal caregivers...
 
Cancer de fígado - ILNC
Cancer de fígado - ILNCCancer de fígado - ILNC
Cancer de fígado - ILNC
 
Como contribuir em consulta pública da Conitec
Como contribuir em consulta pública da ConitecComo contribuir em consulta pública da Conitec
Como contribuir em consulta pública da Conitec
 

Último

Enhanced recovery after surgery in neurosurgery
Enhanced recovery  after surgery in neurosurgeryEnhanced recovery  after surgery in neurosurgery
Enhanced recovery after surgery in neurosurgeryCarlos D A Bersot
 
ENFERMAGEM - MÃ_DULO IV - ENFERMAGEM EM PACIENTES CRITICOS.pptx
ENFERMAGEM - MÃ_DULO IV - ENFERMAGEM EM PACIENTES CRITICOS.pptxENFERMAGEM - MÃ_DULO IV - ENFERMAGEM EM PACIENTES CRITICOS.pptx
ENFERMAGEM - MÃ_DULO IV - ENFERMAGEM EM PACIENTES CRITICOS.pptxcontatofelipearaujos
 
Anatomopatologico HU UFGD sobre CA gástrico
Anatomopatologico HU UFGD sobre CA gástricoAnatomopatologico HU UFGD sobre CA gástrico
Anatomopatologico HU UFGD sobre CA gástricoMarianaAnglicaMirand
 
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICASAULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICASArtthurPereira2
 
Primeiros Socorros - Sinais vitais e Anatomia
Primeiros Socorros - Sinais vitais e AnatomiaPrimeiros Socorros - Sinais vitais e Anatomia
Primeiros Socorros - Sinais vitais e AnatomiaCristianodaRosa5
 
Manual_Gestao e Administracao_III__Julho13_FINAL..pdf
Manual_Gestao e Administracao_III__Julho13_FINAL..pdfManual_Gestao e Administracao_III__Julho13_FINAL..pdf
Manual_Gestao e Administracao_III__Julho13_FINAL..pdfClivyFache
 
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdf
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdfSistema endocrino anatomia humana slide.pdf
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdfGustavoWallaceAlvesd
 
eMulti_Estratégia APRRESENTAÇÃO PARA DIVULGAÇÃO
eMulti_Estratégia APRRESENTAÇÃO PARA DIVULGAÇÃOeMulti_Estratégia APRRESENTAÇÃO PARA DIVULGAÇÃO
eMulti_Estratégia APRRESENTAÇÃO PARA DIVULGAÇÃOMayaraDayube
 
Medicina Legal.pdf jajahhjsjdjskdhdkdjdjdjd
Medicina Legal.pdf jajahhjsjdjskdhdkdjdjdjdMedicina Legal.pdf jajahhjsjdjskdhdkdjdjdjd
Medicina Legal.pdf jajahhjsjdjskdhdkdjdjdjdClivyFache
 
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE - ENDOLASER
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE - ENDOLASERTERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE - ENDOLASER
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE - ENDOLASERCarlaDaniela33
 
PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.ppt
PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.pptPSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.ppt
PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.pptAlberto205764
 
Aula Saúde da Criança e do Adolescente.pptx
Aula Saúde da Criança e do Adolescente.pptxAula Saúde da Criança e do Adolescente.pptx
Aula Saúde da Criança e do Adolescente.pptxIgrejaBblica1
 

Último (13)

Enhanced recovery after surgery in neurosurgery
Enhanced recovery  after surgery in neurosurgeryEnhanced recovery  after surgery in neurosurgery
Enhanced recovery after surgery in neurosurgery
 
ENFERMAGEM - MÃ_DULO IV - ENFERMAGEM EM PACIENTES CRITICOS.pptx
ENFERMAGEM - MÃ_DULO IV - ENFERMAGEM EM PACIENTES CRITICOS.pptxENFERMAGEM - MÃ_DULO IV - ENFERMAGEM EM PACIENTES CRITICOS.pptx
ENFERMAGEM - MÃ_DULO IV - ENFERMAGEM EM PACIENTES CRITICOS.pptx
 
Anatomopatologico HU UFGD sobre CA gástrico
Anatomopatologico HU UFGD sobre CA gástricoAnatomopatologico HU UFGD sobre CA gástrico
Anatomopatologico HU UFGD sobre CA gástrico
 
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICASAULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
AULA SOBRE SAMU, CONCEITOS E CARACTERICAS
 
Aplicativo aleitamento: apoio na palma das mãos
Aplicativo aleitamento: apoio na palma das mãosAplicativo aleitamento: apoio na palma das mãos
Aplicativo aleitamento: apoio na palma das mãos
 
Primeiros Socorros - Sinais vitais e Anatomia
Primeiros Socorros - Sinais vitais e AnatomiaPrimeiros Socorros - Sinais vitais e Anatomia
Primeiros Socorros - Sinais vitais e Anatomia
 
Manual_Gestao e Administracao_III__Julho13_FINAL..pdf
Manual_Gestao e Administracao_III__Julho13_FINAL..pdfManual_Gestao e Administracao_III__Julho13_FINAL..pdf
Manual_Gestao e Administracao_III__Julho13_FINAL..pdf
 
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdf
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdfSistema endocrino anatomia humana slide.pdf
Sistema endocrino anatomia humana slide.pdf
 
eMulti_Estratégia APRRESENTAÇÃO PARA DIVULGAÇÃO
eMulti_Estratégia APRRESENTAÇÃO PARA DIVULGAÇÃOeMulti_Estratégia APRRESENTAÇÃO PARA DIVULGAÇÃO
eMulti_Estratégia APRRESENTAÇÃO PARA DIVULGAÇÃO
 
Medicina Legal.pdf jajahhjsjdjskdhdkdjdjdjd
Medicina Legal.pdf jajahhjsjdjskdhdkdjdjdjdMedicina Legal.pdf jajahhjsjdjskdhdkdjdjdjd
Medicina Legal.pdf jajahhjsjdjskdhdkdjdjdjd
 
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE - ENDOLASER
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE - ENDOLASERTERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE - ENDOLASER
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE - ENDOLASER
 
PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.ppt
PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.pptPSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.ppt
PSORÍASE-Resumido.Diagnostico E Tratamento- aula.ppt
 
Aula Saúde da Criança e do Adolescente.pptx
Aula Saúde da Criança e do Adolescente.pptxAula Saúde da Criança e do Adolescente.pptx
Aula Saúde da Criança e do Adolescente.pptx
 

Câncer de Glândula Suprarrenal

  • 1.
  • 2. Câncer de Glândula Suprarrenal
  • 3. O que é Câncer de Glândula Suprarrenal? A maioria dos tumores do córtex suprarrenal não é câncer. São tumores benignos conhecidos como adenomas. O câncer suprarrenal na maioria das vezes é diagnosticado devido aos sintomas e alterações causadas no corpo pela produção dos hormônios, como ganho de peso, retenção de líquidos, puberdade precoce em crianças ou crescimento de pêlos faciais ou corporais em excesso em mulheres e pelos sintomas causados pelo crescimento do tumor.
  • 4. Sintomas causados pela Produção de Estrogênio ou Andrógeno Os sintomas causados pelo câncer suprarrenal são causados pelos hormônios produzidos pelo tumor ou pela pressão que o tumor exerce em outros órgãos devido ao crescimento. Em crianças, os sintomas são mais frequentemente causados pelos andrógenos (hormônios masculinos); crescimento excessivo de pêlos faciais e corporais, aumento do pênis em meninos ou do clitóris nas meninas. Se o tumor segrega estrogênios (hormônios femininos), pode levar as meninas à puberdade precoce. Nas meninas, a produção de estrogênio pode causar aumento da mama. Em adultos, os sintomas devido ao aumento da produção dos hormônios sexuais são menos visíveis ou não apresentam sintomas até que o tumor comece a pressionar órgãos adjacentes.
  • 5. Sintomas causados pela Produção de Cortisol Os níveis excessivos de cortisol provocam um problema conhecido como Síndrome de Cushing. O aumento do nível de cortisol pode causar sintomas como: ganho de peso, acúmulo de gordura no pescoço e ombros, estrias no abdome, crescimento excessivo de pêlos em mulheres, menstruações irregulares, fraqueza e perda de massa muscular nas pernas, depressão ou mau humor, osteoporose, diabetes e hipertensão arterial.
  • 6. Sintomas causados pela Produção de Aldosterona Os principais sinais e sintomas são pressão alta, fraqueza, câimbras musculares e diminuição do nível de potássio no sangue. Sintomas causados pela Pressão do Tumor sobre os Órgãos Adjacentes O crescimento do tumor suprarrenal pode pressionar os órgãos e tecidos adjacentes. Isso pode causar dor na região do tumor, sensação de saciedade no abdome ou dificuldade para comer devido a essa sensação de saciedade.
  • 7. Diagnóstico do Câncer de Glândula Suprarrenal: Imagem Os exames de imagem ajudam a localizar a lesão e são extremamente úteis para determinar a extensão da doença o que se denomina estadiamento do câncer. Os principais exames utilizados para o diagnóstico ou estadiamento do câncer da glândula suprarrenal são: • Radiografia de Tórax. • Ultrassom. • Tomografia Computadorizada. • Ressonância Magnética. • Tomografia por Emissão de Pósitrons.
  • 8. Diagnóstico do Câncer de Glândula Suprarrenal: Laboratório Os exames de sangue e urina são importantes para medir os níveis de hormônios suprarrenais e diagnosticar se um paciente apresenta sinais e sintomas de câncer de glândula suprarrenal. Os exames de sangue e urina são tão importantes quanto os exames de imagem no diagnóstico da doença. Podem ser solicitados: • Exames para medir o nível de cortisol. • Exames para medir o nível de aldosterona. • Exames para medir o nível de estrogênio e andrógeno.
  • 9. Diagnóstico do Câncer de Glândula Suprarrenal: Biópsia O procedimento comumente utilizado para obter o diagnóstico e estadiamento do câncer de glândula suprarrenal é a biópsia por agulha, que é inserida através do abdome até a glândula suprarrenal. Podem ser utilizados diferentes tipos de agulha: • Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) - Consiste na remoção de uma amostra de células tumorais com uma seringa. • Biópsia de Fragmento com Agulha (Core Biopsy) - Consiste na retirada de fragmentos de tecido, com uma agulha de calibre mais grosso que da PAAF. Ambos os procedimentos são geralmente guiados por ultrassom ou tomografia computadorizada.
  • 10. Estágios do Câncer de Glândula Suprarrenal Sistema TNM: I - T1, N0, M0. II - T2, N0, M0. III - T1 ou T2, N1, M0; ou T3, N0, M0. IV - T3, N1, M0; ou T4, N0 ou N1, M0; ou qualquer T, qualquer N, M1. Sistema ENSAT: I - T1, N0, M0. II - T2, N0, M0 III - T3 ou T4, N0, M0; ou qualquer T, N1, M0. IV – Qualquer T, qualquer N, M1.
  • 11. Tratamento: Cirurgia A cirurgia para remover a glândula suprarrenal é denominada adrenalectomia. Existem duas abordagens principais para a remoção da glândula suprarrenal cirurgia aberta e cirurgia laparoscópica. Se o tumor invadiu o rim, todo o órgão ou parte dele também devem ser retirados. Se a doença se desenvolveu no músculo e gordura da glândula suprarrenal, estes tecidos também serão removidos. O objetivo principal da cirurgia é retirar todo o tumor diminuindo assim a chance de recidiva.
  • 12. Tratamento: Radioterapia A radioterapia utiliza feixes de alta energia, como os raios-X, para matar as células cancerosas e diminuir o tamanho do tumor. A radioterapia não é frequentemente utilizada como o principal tratamento para o câncer de glândula suprarrenal, porque as células cancerígenas não são fáceis de serem destruídas com radiação. A radioterapia pode ser realizada após a cirurgia como tratamento adjuvante ou para tratar metástases ósseas ou cerebrais.
  • 13. Tratamento: Quimioterapia O medicamento mais utilizado no tratamento do câncer de glândula suprarrenal é o mitotano, que bloqueia a produção de hormônios pela glândula adrenal e também destrói tanto as células suprarrenais cancerígenas, como o tecido saudável. O mitotano é útil para pacientes com tumores de glândula suprarrenais com problemas causados pela produção excessiva de hormônios. Mesmo quando não reduz o tumor, o mitotano pode reduzir a produção de hormônios anormais e aliviar os sintomas. Cerca de 80% dos pacientes com secreção hormonal excessiva são beneficiados pelo mitotano. Outros medicamentos quimioterápicos usados no tratamento do câncer de glândula suprarrenal são: Paclitaxel, 5-fluorouracil, Vincristina e Estreptozocina.
  • 14. Tratamento: Outros medicamentos Outros medicamentos podem ser utilizados para bloquear a produção de hormônios ou diminuir os efeitos dos hormônios. O tratamento com algumas dessas medicações deve ser supervisionado por um endocrinologista, porque afetam vários sistemas hormonais. • Cetoconazol, aminoglutetimida e metirapona podem reduzir a produção de hormônios esteroides suprarrenais. • Espironolactona - Diminui o efeito da aldosterona. • Mifepristone - Diminui os efeitos do cortisol. • Tamoxifeno, toremifeno e fulvestranto - Podem bloquear os efeitos do estrogênio.
  • 15. Vivendo com Câncer de Glândula Suprarrenal O diagnóstico do câncer de glândula suprarrenal faz com que a maioria dos pacientes passe a ver a vida sob outra perspectiva. Faça escolhas saudáveis, alimente-se bem, faça exercícios e descanse sempre que precisar. Uma das coisas que ajuda muito o paciente com câncer de glândula suprarrenal a enfrentar a doença é o apoio e a força que ele recebe. Independente de como, o importante é que você encontre em algo ou alguém essa ajuda, seja nos familiares, nos amigos, em ex-pacientes, em sites sobre a doença, ou até em sua própria fé, você não precisa passar por tudo isso sozinho.
  • 16. Novos Tratamentos Quimioterapia - Alguns estudos clínicos em andamento estão avaliando novas combinações de drogas quimioterápicas. Um estudo mostrou que o uso de gemcitabina e 5-FU em conjunto podem ser útil para pacientes com câncer adrenocortical avançado. Outro estudo comparou dois esquemas de quimioterapia: cisplatina, etoposídeo, doxorrubicina com mitotano versus estreptozotocina com mitotano em pacientes com tumor suprarrenal avançado. Terapia Alvo - Vários estudos estão avaliando o uso de medicamentos alvo isolados ou em combinação com outras drogas, como o mitotano. Dois estudos recentes exploraram o efeito de medicamentos que bloqueiam o hormônio do fator de crescimento insulina 2 (IGF2), suspeito de aumentar o crescimento dos cânceres suprarrenais.