Vigilancia Epidemiologica parte01

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Vigilância Epidemiológica - parte 01

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Vigilancia Epidemiologica parte01

  1. 1. EPIDEMIOLOGIA Parte 01 PROFa. MSc. PROFa. MSc. MARISE RAMOS DE SOUZA
  2. 2. EPIDEMIOLOGIA ETMOLOGICAMENTE: EPI=SOBRE DEMOS= POPULAÇÃO LOGOS = TRATADO Epidemiologia é portanto, o estudo de alguma coisa que aflige (afeta) a população.
  3. 3. EPIDEMIOLOGIA Rouquayrol, 2003 “Ciência que estuda o processo saúde-doença em coletividades humanas, analisando a distribuição e os fatores determinantes das enfermidades, danos à saúde e eventos associados à saúde coletiva, propondo medidas específicas de prevenção, controle, ou erradicação de doenças, e fornecendo indicadores que sirvam de suporte ao planejamento, administração e avaliação das ações de saúde”
  4. 4. CETRO CONCURSOS - Solução em Concursos Públicos Prefeitura Municipal de Cruzeiro – SP 2006 21. A epidemiologia é uma ciência que pode dar suporte às medidas governamentais relacionadas à saúde. A definição de epidemiologia é: (A) Ciência que estuda prioritariamente a mortalidade e suas conseqüências. (B) Ciência que fiscaliza e determina as vacinas que devem ser disponibilizadas no esquema básico. (C) Ciência que estuda morbidades e mortalidade em destaque em uma comunidade em determinado período. *(D) Ciência que estuda a relação saúde-doença em uma comunidade, analisando a distribuição e os fatores determinantes dos agravos à saúde. (E) Ciência que estuda a prática da saúde pública e fiscaliza as condições sociais, econômicas e ambientais de uma população.
  5. 5. HISTÓRIA NATURAL DAS DOENÇAS Denomina-se História Natural da Doença (HND), um conjunto de processos interativos, compreendendo “as inter-relações do agente, do suscetível (hospedeiro) e do meio ambiente que afetam o processo global e seu desenvolvimento, desde as primeiras forças que criam o estímulo patológico no meio ambiente, ou em qualquer outro lugar, passando pela resposta do homem ao estímulo, até as alterações que levam a um defeito, invalidez, recuperação ou morte” (Leavell & Clark, 1976).
  6. 6. ESTRUTURA EPIDEMIOLÓGICA O AMBIENTE - Deve ser entendido como “o conjunto de todos os fatores que mantém relações interativas com o agente etiológico e o hospedeiro, sem se confundir com os mesmos”. (Ambiente: Físico, Biológico, Social (econômico, político, cultural e psicossocial). O AGENTE - Embora, de um modo geral, se considere que cada doença infecciosa (não infecciosa ou agravos à saúde) tem seu agente etiológico específico, deve-se ter claro que não há um agente único da doença.
  7. 7. ESTRUTURA EPIDEMIOLÓGICA O HOSPEDEIRO (SUSCETÍVEL) - É aquele onde a doença se desenvolverá e terá oportunidade de se manifestar clinicamente. O homem, como espécie, é suscetível a um grande número de agentes do meio, de natureza viva ou inorgânica, que com ele interagem, provocando disfunções.
  8. 8. HISTÓRIA NATURAL E PREVENÇÃO DE DOENÇAS E AGRAVOS À SAÚDE Inter-relações de diversos fatores Agente M MORTE U L Suscetível T DEFEITO/INVALIDEZ I C Ambiente:: São todos os fatores que A mantém relações interativas com U HORIZONTE CLÍNICO Z SINAIS E SINTOMAS o agente e o suscetível. A 1. Sócio-econômicos: L I RECUPERAÇÃO ALTERAÇÃO FISIOLÓGICAS 2. Sócio-políticos D A 3. Sócio-culturais 4. Psico-sociais D E Interação – suscetível – estímulo - reação Período de pré-patogênese Período de patogênese - Promoção da saúde INFORMAÇÃO Reabilitação EDUCAÇÃO Proteção específica Diagnóstico precoce e COMUNICAÇÃO IMUNIZAÇÃO REINSERÇÃO SOCIAL tratamento imediato SUPORTE ESPECIALIZADO PROMOÇÃO DE SAÚDE OCUPACIONAL DIAGNÓSTICO E ACOMPANHA- Limitação de incapacidade HUMANIZAÇÃO DIREITOS HUMANOS MENTO AMBULATORIAL PROTEÇÃO CONTRA SERVIÇOS DE PREVENÇÃO SE- Evitar futuras complicações. CUNDÁRIA - Evitar seqüelas. ACIDENTES LOGÍSTICA DA INSUMOS Prevenção primária Prevenção secundária Prevenção terciária Níveis de aplicação das medidas preventivas
  9. 9. http://concursos.acep.org.br/ITAPIPOCA2006. 28. Em relação à história natural e prevenção de doenças (modelo Leavell & Clark), constituem- se como medidas de prevenção primária: A) o diagnóstico precoce e o tratamento imediato dos casos. B) a proteção específica e a limitação da incapacidade. C) o diagnóstico precoce e a promoção da saúde. *D) a proteção específica e a promoção da saúde.
  10. 10. dados informação O “raciocínio epidemiológico” implica a quantificação - construção de medidas (indicadores) que possam representar a experiência não de indivíduos mas de muitos deles Medidas da ocorrência de doenças, óbitos, outros agravos à saúde e eventos associados à saúde
  11. 11. Os epidemiologistas estudam a distribuição de freqüências e padrões de ocorrência de enfermidades ou outros eventos de saúde uma população.
  12. 12. Para isto, descreve a caracteriza os eventos de saúde em termos de tempo, espaço e pessoa. "quem? "quem?“ "onde? "onde?” "quando? "quando? " "como? "como? " "por quê?" quê? Na perspectiva de identificar desigualdades e iniqüidades em saúde
  13. 13. O que é análise de dados em epidemiologia? Sumarização de dados populacionais para a obtenção de: – medidas – ou imagens (gráficos, mapas, etc.) que facilitem ou permitam a interpretação dos dados e desse modo se viabilize a produção do conhecimento desejado.
  14. 14. O Método Epidemiológico - (Etapas) 1. Epidemiologia Descritiva - consiste na descrição da distribuição, em termos de freqüência, da ocorrência de doenças ou agravos à saúde, com relação ao tempo, local e atributos pessoais. 2. Formulação de Hipótese(s) - após os conhecimentos adquiridos na etapa anterior, o epidemiologista formula hipóteses referentes aos fatores ou causas que expliquem os agravos à saúde.
  15. 15. O Método Epidemiológico - (Etapas) 3. Teste de Hipótese(s) - se destina a comprovar ou não a veracidade da(s) hipótese(s) formulada(s), através de vários modelos de estudo. 4. Confirmação da(s) Hipótese(s) - se confirmada passa à condição de tese ou teoria.
  16. 16. Epidemiologia Descritiva VARIÁVEIS EPIDEMIOLÓGICAS
  17. 17. PESSOA: QUEM? Características herdadas ou adquiridas (idade, sexo, cor, escolaridade, renda, estado nutricional e imunitário, etc.); etc. Atividades (trabalho, esportes, práticas religiosas, costumes, etc.); etc. Circunstâncias de vida (condição social, econômica e do meio ambiente). ambiente).
  18. 18. TEMPO: QUANDO? A cronologia de uma doença é fundamental para a sua análise epidemiológica. epidemiológica. A distribuição dos casos de determinada doença por períodos de tempo (semanal, mensal, anual) permite verificar como a doença evolui. evolui.
  19. 19. A distribuição cronológica apresenta- apresenta-se como:
  20. 20. TENDÊNCIA SECULAR São as variações na incidência/prevalência ou mortalidade/letalidade de doenças observadas por um longo período de tempo, geralmente dez anos ou mais. mais.
  21. 21. VARIAÇÃO CÍCLICA São variações com ciclos periódicos e regulares. regulares. O comportamento cíclico das doenças resulta de recorrências nas suas incidências, que podem ser anuais ou de periodicidade mensal ou semanal. semanal. Na variação cíclica, portanto, um dado padrão é repetido de intervalo em intervalo. intervalo.
  22. 22. VARIAÇÃO SAZONAL Ocorre quando a incidência das doenças aumenta sempre, periodicamente, em algumas épocas ou estações do ano, meses do ano, dias da semana, ou em horas do dia. dia. Por exemplo, dengue (nas épocas quentes do ano), acidentes de trânsito (horas de muita movimentação urbana – deslocamento para o trabalho ou escola). escola).
  23. 23. LUGAR: ONDE? Utiliza- Utiliza-se a distribuição geográfica para identificar de que forma as doenças se distribuem no espaço (urbano/rural, distrito sanitário, bairro, Município, etc.), associando a sua etc. alta ocorrência. ocorrência. Exemplo: Exemplo: à baixas coberturas vacinais, precariedade no saneamento básico, mananciais contaminados por microorganismos, existência ou não de uma rede básica de atenção à saúde, etc. etc.
  24. 24. Em relação ao local de transmissão, os casos podem ser classificados como: Caso autóctone É o caso confirmado que foi detectado no mesmo local onde ocorreu a transmissão. Casos alóctone É o caso confirmado que foi detectado em um local diferente daquele onde ocorreu a transmissão.
  25. 25. Prefeitura Municipal de Betim - 2007 QUESTÃO 36 Caso alóctone de uma doença é: a) caso oriundo do mesmo local onde ocorreu a doença. *b) caso importado de uma outra localidade onde ocorreu a doença. c) caso assintomático oriundo do mesmo local onde ocorreu a doença. d) caso de doença grave não importando o local onde ocorreu a doença.
  26. 26. FORMAS DE OCORRÊNCIAS DAS DOENÇAS
  27. 27. CASO ESPORÁDICO Quando, em uma comunidade, verifica-se o verifica- aparecimento de casos raros e isolados de uma certa doença, a qual não estava prevista, esses casos são chamados de casos esporádicos. esporádicos. Exemplo: Exemplo: peste (transmitida pela picada de pulgas infectadas com a bactéria Yersinia pestis. pestis.
  28. 28. CONGLOMERADO TEMPORAL DE CASOS Um grupo de casos para os quais se suspeita de um fator comum e que ocorre dentro dos limites de intervalos de tempo, significativamente, iguais, medidos a partir do evento que, supostamente, foi a sua origem. origem. Exemplo: Exemplo: leptospirose (doença infecciosa causa pela bactéria do gênero Leptospira). Leptospira)
  29. 29. ENDEMIA Quando a ocorrência de determinada doença apresenta variações na sua incidência de caráter regular, constante, sistemático. sistemático. Assim, endemia é a ocorrência de uma determinada doença que, durante um longo período de tempo, acomete, sistematicamente, populações em espaços delimitados e caracterizados, mantendo incidência constante ou permitindo variações cíclicas ou sazonais ou atípicas. atípicas. Exemplo: Exemplo: tuberculose (causada pelo Mycobactrium tuberculosis) e malária (causada por protozoários do tuberculosis) gênero Plasmodium). Plasmodium)
  30. 30. EPIDEMIA As epidemias caracterizam-se pelo aumento do número de caracterizam- casos acima do que se espera, comparado à incidência de períodos anteriores. anteriores. O mais importante, contudo, é o caráter desse aumento descontrolado, brusco, significante, temporário. Se, em temporário. uma dada região, inexiste determinada doença e surgem dois ou poucos casos, pode-se falar em epidemia, dado o pode- seu caráter de surpresa. surpresa. Exemplo: Exemplo: o aparecimento de dois casos de sarampo em uma região que, há muitos anos, não apresentava um único caso. caso. Exemplo: Exemplo: epidemia de dengue. dengue.
  31. 31. SURTO EPIDÊMICO Costuma- Costuma-se designar surto quando dois ou mais casos de uma determinada doença ocorrem. ocorrem. em locais circunscritos, como instituições, escolas, domicílios, edifícios, cozinhas coletivas, bairros ou comunidades, aliados à hipótese de que tiveram, como relação entre eles, a mesma fonte de infecção ou de contaminação ou o mesmo fator d e risco, o mesmo quadro clínico e ocorrência simultânea. simultânea.
  32. 32. PANDEMIA Dá-se o nome de pandemia à Dá- ocorrência epidêmica caracterizada por uma larga distribuição espacial que atinge várias nações. nações.
  33. 33. Prefeitura Municipal da Serra Concurso Público para Área de Saúde 16 - O Serviço de Epidemiologia do Centro Municipal de Saúde de Serra foi solicitado para investigar a ocorrência de uma doença infecto-contagiosa (sarampo) infecto- que vinha há cerca de cinco semanas atingindo várias crianças de uma mesma escola, localizada em uma comunidade de baixa renda. Isso caracteriza: renda. caracteriza: (A) epidemia; (B) endemia; (C) pandemia; (D) foco endêmico; *(E) surto epidêmico. epidêmico.
  34. 34. VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
  35. 35. 5ª Conferência Nacional de Saúde 1975 Instituído o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica SNVE (Lei 6.259 – Dec.Dec. 78.231/76) 78.231/76)
  36. 36. Segundo a Lei n° 8.080/90 vigilância epidemiológica “um conjunto de ações que proporciona o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos”.
  37. 37. Vigilância Epidemiológica (VE) Definição: Definição: Ação. Informação – Decisão - Ação. Finalidade: Finalidade: Recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos. agravos.
  38. 38. Governo do Paraná - 2004 A vigilância epidemiológica tem como propósito fornecer orientação técnica permanente para os que têm a responsabilidade de decidir sobre a execução de ações de controle de doenças e agravos. Considerando agravos. essa afirmação, assinale a alternativa correta. correta. a) A informação limita o desencadear de ações por meio do planejamento. planejamento. b) Informação é o dado não analisado. analisado. *c) O eixo central da vigilância epidemiológica é o processo de informação-decisão-ação. informação-decisão-ação. d) Informação não implica interpretação por parte do usuário. usuário. e) O planejamento em saúde independe das informações e da epidemiologia. epidemiologia.
  39. 39. São funções da vigilância epidemiológica: coleta de dados; dados; processamento dos dados coletados; coletados; análise e interpretação dos dados processados; processados; recomendação das medidas de controle apropriadas; apropriadas;
  40. 40. São funções da vigilância epidemiológica: promoção das ações de controle indicadas; indicadas; avaliação da eficácia e efetividade das medidas adotadas; adotadas; divulgação de informações pertinentes. pertinentes.
  41. 41. SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE - GOIÁS UEG 2004 Questão 1 A vigilância epidemiológica é um serviço que reúne um conjunto de ações que permite acompanhar a evolução das doenças na população. Pode-se dizer que população. Pode- é um termômetro, funcionando como um indicador de quais ações devem ter prioridade no planejamento da assistência à saúde. Entretanto, para que a saúde. vigilância epidemiológica possa propor ações de prevenção e controle. controle. Marque a alternativa que relaciona, na seqüência CORRETA, essas etapas: etapas: a) Coleta de dados, notificação, processamento dos dados, análise dos dados, recomendação de medidas de controle e prevenção, promoção de ações de controle e prevenção, avaliação e implantação do programa do Ministério da Saúde. Saúde. b) Notificação, processamento dos dados, análise dos dados, ações de controle de prevenção e promoção, avaliação e divulgação das informações. informações. *c) Coleta de dados, processamento dos dados, análise dos dados, recomendação de medidas de controle e prevenção, promoção das ações de controle e prevenção, avaliação da eficácia das medidas e divulgação das informações. informações. d) Coleta de dados, notificação, análise dos dados e implementação de ações de promoção e prevenção. prevenção.
  42. 42. Prefeitura de Betim - 2007 São propósitos e funções da vigilância epidemiológica, EXCETO: a) tornar disponíveis informações atualizadas sobre a ocorrência de doenças e agravos. b) coleta, processamento, análise e interpretação de dados sobre doenças e agravos. c) recomendação e promoção de medidas de controle para doenças e agravos. *d) fabricação de insumos alopáticos usados para controle de doenças e agravos.
  43. 43. UNIFAP/DEPSEC Concurso Público GEA/2004 11. A vigilância epidemiológica tem como propósito fornecer 11. orientação técnica permanente para os profissionais de saúde que têm a responsabilidade de decisão referente à execução de ações de controle de doenças e agravos, por isso a vigilância epidemiológica é um importante instrumento de: de: (A) alta produção de bens, educação e habitação adequada. adequada. *(B) planejamento, organização, operacionalização dos serviços de saúde. saúde. (C) consumo, sistema de necessidade e fiscalização sanitária. sanitária. (D) monitorização, coeficientes de cesarianas, efeitos adversos para a saúde. saúde. (E) preocupações da comunidade, provisão de bens públicos, tecnologia do conhecimento. conhecimento.

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