Ensaios tecnologicos dos agregados para concreto

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ENSAIOS TECNOLOGICOS DOS AGREGADOS PARA CONCRETO. FORMACAO DE AMOSTRAS DE AGREGADOS - METODO BRASILEIRO - MB 6 (1939), DETERMINACAO DA COMPOSICAO GRANULOMETRICA DOS AGREGADOS - MB 7, AGREGADOS PARA CONCRETO - ESPECIFICACAO BRASILEIRA - EB 4, DETERMINACAO DO TEOR DE ARGILA EM TORROES NOS AGREGADOS MB 8, DETERMINACAO DO TEOR DE MATERIAIS PULVERULENTOS NOS AGREGADOS MB 9, AVALIACAO DAS IMPUREZAS ORGANICAS DAS AREIAS PARA CONCRETO MB 10, ENSAIO DE QUALIDADE DE AREIA MB-954 (1945).

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Ensaios tecnologicos dos agregados para concreto

  1. 1. MAURO RIBEIRO VIEGAS Docente livre da Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil. Catedrático interino da Cadeira de Materiais deconstrução-Estudo do Sólo EEÉSSÁIOS 'TECÊIOLbGICOS DOS ¡ÍaGREGÀDOS PARÁ CONCRETO ABRIL - 1951
  2. 2. MAURO RIBEIRO VIEGAS Docente livre da Faculdade Nacional de Arquitetura. da. Universidade do Brasil. Catedrático interino/ da Cadeira de Materiais de Construção-Estudo do Sólo EN§AIOS TEÇNOLÓGICOS DOS ÀGREGADOS PARA CONCRETO ABRIL ea 1951
  3. 3. AGREGADOS PARA CONCRETO _. . 1 _. PRELIMINARES Entre os materiais de construção destaca-se o concreto de cimento hidráulico, como sendo o de maior importância, uma vêz que associado ao ferro, constitue o que nós cha- mamos de concreto armado. O concreto é constituído misturando-se cimento, água e agregado. 0 cimento é o material ativo, que, quando em mistura com a água, com a qual reage quimicamente forma o elemento aglutinante. O agregado; por sua vêz, é o material chamado inerte, cujos elementos, ligados pela pasta aglomerante cimento- água, formam o concreto propriamente dito. Tem o agregado grande importância técnica e eco- nômica na confecção dos concretos e das argamassas. Sob o ponto de vista técnico faz baixar o índice de retração, e dá, de' um modo geral, maior resistência aos agentes agressivos. Influindo porém, desfavoràvelmente sôbre o fator água-cimento, isto é, exigindo, com a sua presença, para a mesma consistência do concreto o aumento daquêie fator, qu. e tem influência preponderante na resistência concorre assim, de um modo indireto e para o abaixa- mento dessa resistência. Economicamente porém, é maior a influência da presença do agregado no concreto. . a
  4. 4. _4_ Comparando-se nas dosagens usuais a proporção ou teôr em cimento com a diferença de preço entre éste e o do agregado, chega-se facilmente à decisiva influência econômica da presença do agregado. Dêsse modo o agregado torna-se um material de grande importância na confecção dos concretos, para cuja dosagem racional são necessários estudos preliminares a seu respeito. . ... -
  5. 5. _ 11 _ CLASSIFICAÇÃO DOS AGREGADOS Tendo em vista o principal emprêgo dos agregados nos concretos, êles são classificados em a) -. - agregado miúdo (1) b) _ agregado graúdo. De acôrdo com o critério adotado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (2) (E. B. 4.), o agregado é considerado miúdo quando passando todo êle na peneira de abertura de 9,5 mm. fica retido do mesmo, .no. máximo 5% na peneira _de abertura de 4,8 mm; e agregado graúdo é aquele que "deixa passar, no máximo, 5% na peneira de 4,8 mm. Convém, porém, observar que outrora a tolerância, ' quer num caso, quer noutro, era de 15%. (1) - As expressões: "agregado miúdo" e "agregado graúdo" foram introduzidas pela 1.9 vêz no Brasil pelo ilustre professor da Faculdade Nacional de Arquitetura - engenheiro Edison Passos. quando escreveu o Caderno de Obrigações da Prefeitura do Distrito Federal, em outubro de 1928. Até então, denominavam-se. : agregado fino e agregado grosso. (2) -~› A Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT - foi fundada por industriais, técnicos, institutos de tecnologia e enti- dades oficiais, em setembro de 1940. É uma associação particular, porém reconhecida pelo Govêmo. Seu objetivo é organizar: a) especificações que definam as qualidades dos produtos; b) normas que estabeleçam regras para a execução de serviços; c) padrões que reduzam os tipos produzidos a um número mais econômico; d) terminologias que uniíormízem as designações técnicas em tôdo o pais.
  6. 6. _6_ O agregado, de um modo geral, é um material granu- loso, resistente e inerte. O agregado miúdo se divide em natural e artificial; os naturais são as areias, e artificiais: o pó de pedra, as escórias de altos fornos, etc. As areias naturais encontram-se na natureza como rochas fragmentárias e resultante da decomposição e desa- gregação de rochas compactas. Quando o depósito de areia é encontrado no próprio local da rocha matriz, chamamos a êste depósito de arena - aliás caso pouco frequente. Em geral, a rocha decomposta vai sendo transformada e carreada com a ação do tempo, pelo vento e pela erosão, para os vales, formando os depósitos de . areia própria- mente ditos. ' _ No litoral marítimo_ também se encontram depósitos de areia. 'Quanto à natureza, as areias podem ser silicosas, se é uma fragmentação do quartzo, podendo ainda ser cal- cárea _ou basáltica, conforme a rocha que lhe der origem. No Distrito Federal as areias empregadas na cons- trução são procedentes geralmente da faixa litorânea, compreendendo esta, os areais da Ilha do Governador e de Mauá no Estado do Rio; e as areias das praias, bem como as dos cursos d'água, que atravessam a planície da cidade. O agregado graúdo é um material natural, como o pedregulho, e artificial, quando proveniente da britagem das rochas, denominando-se então, de pedras britadas, bem como as escórias. ' , Aplicação da areia - A areia tem diversas aplicações na indústria e na construção propriamente dita: a) no preparo das argamassas, bem como do con- ereto; b) na fabricação da cerâmica, aumentando o ponto de fusão e tornando menor a plasticidade;
  7. 7. .. .Jim c) na fabricação do vidro, que é obtido pela fusão da areia com o carbonato de sódio; d) na fabricação de materiais abrasivos, como o carburundo e a lixa, resultantes da fusão da areia com o coque; e) na fundição com areias especiais para moldagem em metalurgia; e f) finalmente, é empregada a areia na filtração de águas pluviais. A areia, para ser utilizada na construção, para con- fecção de concreto ou argamassa, deve satisfazer a vários requisitos: a) grãos de diversos tamanhos; b) não ter excesso de mica e de matéria orgânica; c) não possuir argila que ultrapasse um certo limite. Aplicação da brito -- A brita, ou pedrabrítada, que é o agregado graúdo, têm também diversas aplicações: a) na confecção dos concretos; b) na construção, é empregada nas fundações, bal- drames; cj) nas pavimentações, é utilisada nos calçamentos a macadame. Influe sobre a trabalhabilidade e bôa consistência dos concretos a graduação, a fôrma e dimensões dos grãos. . Assim, os concretos feitos com pedra britada, exigem, para um mesmo gráu de trabalhabilidade, uma pasta mais fluida que os_ concretos confeccionados com pedregulho.
  8. 8. m-III- PROPRIEDADES TECNOLÓGICAS DOS AGREGADOS 1 - PRELIMINARES E O estudo dos materiais, de um modo geral, deve ser orientado, obedecendo às seguintes etapfasz ia), .utilização do material na construção; b) como é obtido e de 'onde procede o material; c) fixação de limites para os índices qualitativos, conforme- o emprêgo do material (especificação); d) estudo ou exame das propriedades tecnológicas, tendo por objetivo a determinação dos índices qualitativos do material (métodos de ensáios). _ No caso 'particular de que tratamos, isto é, dos agre- gados para o concreto, as mesmas etapas acima são observadas. 'Quanto à sua utilização e procedência, já nos refe- rimos, embora sumariamente; porque a finalidade da cadeira de Materiais de Construção -- Estudo do Solo, é mais de caráter tecnológico do material, do que da construção propriamente, ou da indústria. 2 -- AMOSTRAS De uma maneira geral a amostra de um agregado, que vai ser submetidoa ensaio, deve ser a mais repre- sentativa possivel da média do próprio material.
  9. 9. Para os agregados há um método de amostragem normalizado ela Associa ão Brasileira de Normas Téc- P 9 nicas com o símbolo de MB6 : "Formação de amostras de agregado", que se segue:
  10. 10. _. .10.. .. FORMAÇÃO DE. AMOSTRAS _DE AGREGADOS MÉTODO BRASILEIRO OBJETIVO 1 - Este Método fixa o modo pelo qual se deve proceder ›para a formação da amostra a ser remetida. ao laboratório, =tendo em vista a execução de ensaios de recebimento de agrega- dos miúdos e graúdos para. concretos. (1) AMOSTRA ' _ 2 »- A amostra de agre- gado deve ser colhida pelo interessado; as amostras destinadas a ensaios preli- minares podem ser forne- cidas pelo produtor, vende- dor ou proprietário do de- pósito. 3 - Para a formação de uma amostra representati- va de um agregado, serão colhidas em diferentes pontos do depósito ou do material amontoado, amos- tras parceladas que, de- pois de reunidas, serão tra- Édas do seguinte modo: ) (l) Esse o objetivo principal. Este Método indica também como, no laboratório, desdo- brar a amostra original, para ' a execução de cada um dos ensaios (item 5). (2) Nos agregados amon- toados, os grânulos maiores tendem a se acumular na zona periférica do monte; o 1 iri2-s 1939 I - misturam-se bem essas amostras parceladas e, ajuntandmse, forma-se um monte em forma de cône; II - abate-se, com uma pá, êsse cône, de modo a transforma-lo num tronco de cône com a base tão larga quanto possível; III - divide-se' diame- tralmente êsse tronco de cône em quatro partes mais ou menos iguais; IV - tomam-se duas partes opostas; misturam- se e recomeça-se a opera- ção com êsse material (agora proximamente igual ã metade da quantidade primitiva). Prossegue-se assim, em operações sucessivas, até obter-se a. quantidade mí- nima especificada a. se- guir: operador, tendo em vista êste fato, evitará a colheita de material que interesse apenas essa região. A fim de tam- bém evitar a segregação da parte pulverulenta do agre- gado, sempre que fôr possí- vel, as amostras devem ser tomadas quando o material úmido.
  11. 11. ! P E _'11_ É FORIVIAÇÃO DE AMOSTRAS DE AGREGADOS MÉTODO BRASILEIRO A - para agregados miudos . . . 10 kg B - para agregados graudos (3) . . 50 kg REMESSA DE AMOSTRAS 4 -- As amostras de agre- gados devem ser remetidas ao laboratório em caixas, sacos de tecido cerrado ou outro recipiente capaz de evitar a fuga do material mais fino. Cada amostra deve ser acompanhada, obrigatoria- mente, do nome do reme- tente e da indicação da procedência e poderá ter outras informações que possam interessar. _g_ (3) Quando se tratar de agre- gados Inisturados (o areião, p. ex), a amostra deve ser de 60 kg, e mesmo mais, se o agregado miúdo preponde- rer na mistura. MB - 6 1939 SEPARAÇÃO DA AMOS- TRA PARA ENSAIO 5 -- No laboratório, para a formação da amostra para cada ensaio, a totali- dade da amostra represen- tativa é passada através do separador de amostras, di- vidindo-sc assim o mate- rial em duas porções das quais uma é desprezada, repetindo-se com a outra. em seguida, a mesma ope- ração. Procede-se de igual forma, em operações su- cessivas, até obter-se a quantidade mínima especi- ficada no Método corres- pondente ao ensaio que se vai realizar. Afim. de se evitar segre- gação dos materiais finos e pulverulentos, convém pro- ceder a essa operação com o agregado ligeiramente úmido.
  12. 12. 3 - ENSAIOS TECNOLÓGICOS DOS AGREGADOS Os principais ensaios tecnológicos dos agregados po- dem ser indicados pelo esquema abaixo : B - determinação do teôr de argila, f A - granulométrico; I em torrões; C - determinação do teôr do material pulverulento; D - avaliação do teôr em matéria or- gânica; ENSAIOS E _determinação da resistência em argamassa; real; G - determinação do peso específico aparente; H - determinação do vazio; I -- determinação do teôr em umi- L dade. l . | í I F - determinação do peso __ específico I . l | I I Façamos agora considerações gerais, de ordem prá- tica, sôbre o esquema acima, salientando a importância relativa de cada ensaio. Os ensaios - granulométrico, de determinação do teôr de argila em torrões, de determinação do teôr de material pulverulento, de avaliação do teôr em matéria orgânica, e o de determinação da resistência em arga- massa, são considerados, na prática corrente, como ensaios de recepção, ou de qualidade, porque os índices correspon- dentes melhor caracterizam a. qualidade do agregado, ten- do-se em vista o seu emprêgo nos concretos. Os demais ensaios, não obstante se referir-em também a índices qualitativos, se consideram como auxiliares, ou de aplicação, por isso que, o seu conhecimento é mais útil ao construtor por ocasião do emprêgo do material.
  13. 13. __ 13 ___ Os 'ensaios de: a) determinação do teôr de argila em torrões; b) determinação do teôr de material pulverulento; c) avaliação do teôr em matéria 'orgânica são . cha- mados comumente de ensaios relativos a impurezas, sendo que os dois primeiros se referem às impurezas inorgâni- cas, e o terceiro à matéria orgânica, conforme mostra o seu titulo, sendo êste empregado, de preferência, nas areias naturais. ' A - Ensaio granulométrico O agregado é constituído de um modo geral de *ele- mentos que-variam de forma e tamanho; a sua granulo- metria ou graduação seria em rigor conhecida, 'se fôsse possível, para cada fôrma de elementos, fazer-sea -deter- minação das quantidades relativas a cada tamanho. A indeterminação do problema, dada principalmente a variedade de fôrma, é evidente. Admite-se, então, uma solução aproximada que con- siste, -em fazer passar o agregado numa série de . peneiras ou crivos, que permitem 'a separação dos elementos 'em grupos de tamanhos médios, compreendidos entre certos limites, abstraindo-se da fôrma propriamente que possuem. Essas peneiras podem ser de malhas circulares ou de malhas quadradas; as primeiras são de uso freqüente na tecnologia européia e as outras utilizadas pelos-americanos e pela ABNT, já normalizado. no método'MB-7,~coíno ve- remos adiante. A granulometria é -de grande importância 'na dosa- gem dos concretos. A A -consistência de um concreto, depende, para um fator água-cimento, fixado de ante-mão, da granulome- tria do agregado utilizado. Os agregados devem possuir grãos de diâmetros va. - riados afim de que os menores preencham os vazios for- mados pelos grãos maiores, evitando-se um maior con-
  14. 14. _14_ sumo de pasta, que seria empregada para encher aquêles vazios, afetando assim a economia. Com uma bôa proporção de agregados miúdos e graúdos, obtém-se uma mistura 'econômica de agregados. -Essa mistura é mais econômica quando é aumentada a 'proporção do* agregado graúdo, até um limite máximo, limite êsse, que, ultrapassado, deixa a pasta de ser plástica. 1 Por outro lado, um excesso de agregado miúdo obriga um maior consumo de pasta, em virtude de ser maior a superfície de agregado a envolver. Deve o agregado graúdo ter grãos resistentes, limpos e inertes, a fim de evitar que venha a prejudicar o con- creto, o qual baigca bastante sua resistência a compressão, quando não são empregadas britas de 'bôa qualidade. Como a resistência do concreto é limitada pela de seu elemento mais fraco, e, que no . caso, é o agregado . miúdo 4- a areia - deverá aquêle elemento ter uma resistência igual ou maior à da pasta envolvente. Resumindo, verificamos tornar-se necessário adotar -uma relação graúdo-miúdo, cujos valores sómente na prá- ~tica podemos obter, de acôrdo com os tipos de materiais - disponíveis. Daí a importância do conhecimento da granulometria dos agregados para o concreto, cuja determinação se en- "contra . normalizada pela ABNT, no método MB-7 -- De- terminação da composição granulométrica dos agregados. Pela ABNT temos ainda a especificação EB-4, -- Agregados para concreto ~- na qual se encontram os li- -mites da' composição granulométrica para os agregados miúdos e graúdos.
  15. 15. É . i _.15_ DETERMINAÇÃO DA COM- POSIÇÃO GRANULOMETRI- CA nos AGREGADOS MÉTODO BRASILEIRO _íw___r. .___í. . _ I í í MB - 7 t 1939. ____ OBJETIVO '1 - Este Método fixa o modo pelo qua] deve ser feita. a determinação da. composição granulométrica de agregados miúdos e graúdos, destinados ao pre- paro do concreto. APARELHAGEM 2 -- A aparelhagem ne- cessária é constituída de uma série de peneiras, de- nominada normal e obede- cendo aos seguintes requi- sitos : (a) A 'tela empregada. nas peneiras terá seus fios de latão ou de bronze e ; ifserá montada, b_em éspica- ' da e sem distorsao, em cai- xilho resistente e de modo a. impedir a fuga de mate- rial durante o peneira- mento. (b) 0 tamanho das ma- lhas e o diâmetro dos fios metálicos devem obedecer às imposições fixadas no quadro segui-nte : As peneiras de 25 e 50 'mm são intermediárias; auxiliam na. fixação do diâmetro maximo mas não entram no cálculo do mó- dulo de finura. " AMOSTRA 3 -- (a) A amostra do agregado remetida ao la- boratório deve ter sido co- lhida de acôrdo com o Mé- todo MB-ô. Diamelm aproximado dos llns e m m m Panelas. p aberta ras nominais, a . em mm. média ++++$++++++% i2 3:2 : ü- i3 i3 3.3 i3 i3 ; t3 . i5 i5. i6 (b) Da amostra remeti- da ao laboratório será. for- mada, de acôrdo com o Mé- todo MB-6, a amostra re- presentativa -- para aná- lise granuiométrica, pesan- do não menos. que o indi- cado na tabela. seguinte: Tolorancíu em 0!. , Abertura Abanum máxima
  16. 16. 'ção de 0,1% ~amostra. MÉTODO BRASILEIRO A - Para agregados miúdos . . . . . B - Para agregados graúdoa: lkg de diametro máximo = 10 mm 5 kg de diâmetro maximo -_-_ 25 mm 10 kg de diâmetro máximo z 38 mm 15 kg de diâmetro - máximo = 56 mm 2o kg ENSAIO 4 - (a) A amostra para' ensaio é previamente sêca ao ar e pesada. . (b) A amostra é a seguir peneirada através da série normal de peneiras, de modo a serem os seus gra- nulos separados e classifi- cados em diferentes tama- nhos. (1) O peneiramento deve ser continuado até que, após um minuto de peneiramen- to contínuo, através de qualquer peneira, passe menos de 1% pêso total da amostra. (2) (c) O material retido em cada peneira é separado e pesado. (d) As pesagens devem ser feitas com aproxima- do pêso de , x5 - (a. ) Se urn agregado 'tino : apresentar entre 5 e .15% de material mais_ gros- DETERMINAÇÃO DA 'COM- POSIÇÃO_ GRANULOMÉTRI- CA DOS. AGREGADOS I â 1 MB-7 Ê 1939 so do que 43mm, será. êle ainda globalmente conside- rado_ como "agregado miúdo". (b) Se um' agregado grosso' apresentar até 15% de material passando' pela peneira de 43mm, será êle ainda globalmente consi- derado c o m o “agregado graúdo". (c) Se, porém, mais do que 15% -de um agregado fino fôr mais grosso. do que 43mm, ou mais do que 15% de um agregado grosso passar pela peneira de 4,8mm, serão consignadas separadamente as composi- ções granulométrícas das partes do material acima e abaixo da referida. peneira. . 3) (1) É' claro que as peneiras devem , ser arrumadas, de bai- xo para cima, na ordem cres- cente das aberturas de ma- lha. (2) Em laboratório, no en- saio de agregados muito fi- nos ou apresentando grânulos acumulados em poucas penei- ras, há vantagem em se ope- rar com quantidades meno- res de material, desdobrando a amostra a ensaiar' em duas ou três porções. (3) Trata-se de uma regras útil para a aplicação prática das definições de "agregado miúdo" e "agregado graúdo" da Especificação EB-á. '
  17. 17. _.17_ DETERMINAÇÃO DA COM- POSIÇÃO GRANULOMÉTRI- CA DOS AGREGADOS MÉTODO BRASILEIRO O MB-'I 1939 Convém consignar tam- bém a proporçao relativa dessas partes. RESULTADOS 6 - 0 certificado de en- saio deve consignar: (a) os pêsos dos grânu- los retidos em cada uma das peneiras da série nor- mal; (b) a expressão dêsses pêsos em porcentagem do pêso inicial da amostra pe- neirada (porcentagens re- tidas); (c) para cada peneira a soma das porcentagem re- tidas nela e nas que lhe estão superpostas (porcen- tagens acumuladas); (d) o módulo de finura (4) e, finalmente, (e) o diametro máximo do agregado analisado. No cálculo das porcenta- gens devem ser despreza- das as frações, consignan- do o atestado apenas números inteiros. a: (4) Chama-se módulo de fi- nura de um agregado a so- ma das porcentagens acumu- ladas nas peneiras da série normal, dividida por 100; no cálculo do módulo as porcen- tagens, acumuladas nas pe- neiras íntermediárias não são incluídas na soma.
  18. 18. _.18_ AGREGADOS PARA CONCRETO ESPECIFICAÇÃO BRASILEIRA OBJETIVO 1 -- A presente Especifi- cação fixa os característi- cos exigíveis na recepção dos agregados, miúdos e graúdos, destinados à con- fecção de concreto em obras de importância_ NOTA: _ Admite~se que, em certas obras, não seja econômicamente possível a obtenção de agregados que preencham rigorosamente as exigências desta. Especi- ficação. Em tais casos, o enge- nheiro fiscal só poderá. au- torizar o emprêgo dos ma. - teriais após estudos de 1a- boratório que demonstrem a possibilidade de, com êles, produzir-se c o n c r e t o de qualidade satisfatória. CONDIÇÕES GERAIS 2 - O agregado miúdo é a areia natural quartzosa, ou a artificial resultante do britamento de rochas estáveis, de diâmetro má- ximo igual ou inferior a 43mm. 3 - O agregado graúdo é o pedreguiho natural, ou a pedra. britada provenien- te do britamento de rochas estáxeis, de diâmetro má, - ximo superior a 433mm. 4 -- Na. designação do tamanho de um agregado, . diâmetro máximo é a aber- tura de malha, em mm, da peneira da série normal à qual corresponde uma. por- _. _.___. .._. . centagem acumulada igual ou imediatamente inferior a 5%. (a) A granulometria dos agregados miúdo e graúdo destinados a uma dada obra detnyrá ser razoavel- mente uniforme; a tole- râzncia admitida será fixa- da pelo engenheiro fiscal. (b) Agregados miúdos e graúdos, agregados de pro- cedência, diferente, não se- rão misturados ou postos no mesmo monte numa. mesma parte da constru- ção ou numa mesma beto- nada, sem permissão do engenheiro fiscal. INSPEÇÃO E FORMAÇÃO DA AMOSTRA 6 - Efetuezdo cada. for- necimento, ou no decorrer dêste, o engenheiro fiscal da obra : (a) verificará se a natu- reza do agregado fornecido corresponde ao estipulado; (b) de cada lote de 50m3 ou fração, formará uma amostra representativa, de acôrdo com o método MB-6; (c) remeterá. logo após essa amostra a um Labora- tório devidamente apare- Ihado, para a execução dos ensaios. ENSAIOS 'E _- Cabe ao Laboratório, recebida. a. amostra repre- sentativa do lote de agre- gado e verificada a sua i a
  19. 19. __ 19 __ AGREGADOS PARA CONCRETO ESPECIFICAÇÃO BRASILEIRA autenticidade, com ela exe- cutar os ensaios de recebi- mento constantes desta Especificação, de acordo com os Métodos NIB-õ, l1vIB-7, MB-S, MB-9 e MB- 0. CONDIÇÕES IWOSTAS A _ miúdos : 8 -- A amostra represen- tativa de um agregado miúdo, submetida aos en- saios. de recebimento, de- verá, apresentar-se de acór- do com as condições se- gui-ntes : (a) Composição granulo- métrica: - A composição granulométrica deverá es- tar dentro dos seguintes li- mites_ : P a. r a. agregados i I _Ê Penehas _ ¡ Porcentlacum. ' Í Aberturas m_. ._. ___: °m pe” g N°"“"aW Q Zona z. UtuL' em mm. Oüma záve¡ | _. ___. __| m_ __, __ ¡ à 9.5 0 I 0 43 3-5 ¡ o-3 2,4 29 - 43 13 - 29 1,2 49 - 64 23 - 49 as ; sa-83142-68 0,3 83 - 94 73 - 83 0,15 93 - 98 88 - 93 (b) Substâncias nocivas: _ A quantidade de subs- tâncias nocivas não deve exceder os seguintes limi- 1939 E 1 EB-4 I I _Í tes, em % do pêso do ma- terial : Torroes de argila 1,5 Materias carbonosas . 1,0 M a t e r i al pulverulento passando na peneira n. 200 (0,075mm de abertura de malha) : 1) em concreto sub- metido a desgaste superficial no má. - ximo. ... ... 3,0 2) para outros, con- cretos, no maximo 5,0 Nota: - Outras substâncias nocivas (tais como: gra- vetos, mica, grânulos ten- ros, friáveis, ou envolvi- dos em películas, etc), terão seus limites de to- relância fixados pelo en- genheiro fiscal de acõrdo com a nnatureza da obra e condições de tempo ou lugar. (c) Impurezas orgâni- cas : - Os agregados miú- dos não devem c o n t e r quantidades nocivas de im- purezas orgãnicas. Quando o Ioaboratório achar conve- niente, serão êsses agrega- dos submetidos ao ensaio colorimétrico, de a c ô r d o com o Método MB-10. Se, nesse ensaio, o agregado miúdo fornecer uma solu- ção mais escura. do que a s o l u ç ã o padrão, sera êle considerado suspeito _e sub- metido ao Ensaio de Quali- dade.
  20. 20. .am- I AGREGADOS PARA ¡ CONCRETO 1 I | í EB-4 ESPECIFICAÇÃO BRASILEIRA 193g (d) Ensaio de Qualida- (a) Composção granulo- ' de (*) : -- Quando 0 agre- métrica: _ A composição gado miúdo, em Virtude tie gra-nulométrica deverá. es- impurezas orgânicas for tar dentro dos seguintes considerado suspeito do limites. ; ponto de vista de resistên- cia ou de durabilidade, será m, . . êie submetido a ensaio o - _ - _ Pcrcanaagsna acumuladas. em . › peneiras de abertura nominais, comparativo de resistência realizado com o método es- d, tabeiecido pelo Laborató- _m_ _ , rio, ou a outro ensaio que meti-taum o Laboratório julgar con-Jôaasmm veniente e _que, a juízo do Rãatftmn¡ engenheiro fiscal, demons- Ilnçsmm tre ser o agregado satisfa- 50a25mm tÔÍÍO. 381119 mm Nota: -- No caso de ser o , ü agregado suspeito sub- metido a ensaio compara- tivo de resistência, de- de rova ' _ _ : Êfàsgâtaãorggfa resgstên_ Noia: - Dentro dos limites cia média no mínimo igual a n% da resistência obtida com _corpos de prova feitos com areia normal. O número n fi- cará a critério do enge- nheiro fiscal, que o fixa- rá de acôrdo com a na- tureza da obra, e as con- dições de tempo e de lu- indicados acima, poderá o engenheiro fiscal res- tringir as oscilações de composição, fixando-lhes limites mais apertados, para atender a circuns- tâncias especiais de tem- po ou de lugar. (b) Substâncias nocivas: gar_ -_- A quantidade d_e subs- tatncias nocivas nao deve B _ P a_ e d exceder os seguintes 11mi- graúdo¡ ar agr ga o tes, em % do peso do ma- 9 _- A amostra represen- tativa de um aregaclo graú- do, quando submetida aos ensaios de recepção, deve- rá apresentar-se de acôrdo : em as condições seguin- es : terial : (ii) Foi aprovado na 6.a Reunião da A. B. N. T. , em estágio de recomendação, o Método de Ensaio de Quali- dade de Areia - MB-95 R.
  21. 21. __ . .._. _.__. _._. ._. ___. ._. ___ . ._. ... ..__. _ _____. A _. _.21_ AGREGADOS PARA CONCRETO ESPECIFICAÇÃO BRASILEIRA Torrões de argila . . Material pulveruiento passando na penei- ra n. 200 (Omãmm de abertura de ma- lha) . . . . . . . 10 0,25 (c) Resistência e dura- bilidade dos grânulos: - O agregado graúdo deve ser constituído de grânulos re- sistentes e estáveis. Desde que sôbre isso haja dúvidas (ou sôbre a nocividade de certas substâncias estra- nhas). o agregado graúdo será enviado a um Labora- tório, o qual procederá aos estudos julgados necessá- rios. Se os resultados forem satisfatórios, a critério do engenheiro fiscal, o agre- EB-4 to 1 I í E 1939 ãado poderá ser emprega- o. ACEITAÇÃO E REJEIÇÂO DO LOTE (a) Ao engenheiro fiscal compete cotejar, para cada lote do fornecimento, os resultados colhidos na ins- peção e nos ensaios de re- cebimento com as exigên- cias da presente Especifi- cação. (b) Caso todos êsses re- sultados preencham essas exigências, o lote será. aceito. (c) Caso um ou mais dêsses resultados não pre- encham as referidas exi- gências, o lote será. rejei- tado.
  22. 22. _.22_ São adotados pela EB-4, como vimos, os limites da composição granulométrica do agregado miúdo, limites êsses que fazem parte da tabela do item 8-a. Para êsse quadro organizamos o gráfico abaixo, onde se verificam os limites das zonas: ótima e utilizável, dos agregados miúdos, referidos às porcentagens acumuladas. cvs/ ósseo psuomsrenr/ vo aosrmrfs ao AG/ ?EGADÓ Mliíüü O* "K5 C0 O O Ó I . ÁA- ; . l' "ñ 'I'll' e. .~. ... .4.r_~, .. É. .-” l. ,.. .›. ... ... .5.. ... ... .5- . ..O ma». m an 0 7o Ace/ suis cale 9¡ Ô o o õ 5 o 8 j, IlIII| |I 6 .3 4 o' -- m' ' o --›. Abw fura de: peneiras-même 0.! O
  23. 23. Resultado de ensaio para determinar a granulometria de um agregado miúdo - areia do litoral, realizado no Laboratório de Ensaio de Materiais , j da Prefeitura do Distrito Federal. À ENSAIO : Granulométrico I a' vI-KTERIAL: Areia silicosa TEMPO DE PENEIRAMENTO PELO TY-LAB: i PÉSO DA AMOSTRA _ 5 kg 10 min l 7 a N EI R A s 1' ' ” "o/ a ACÚMULADA ¡ ' . _uma_ i -_-_-- 5Abertura[ N. ° ; Residuos % Material | Material] ~ mm | i Grama: : isíznplesi Retido [Passandoi Observações l l | l 4,8 4 | 0 0 O 100 I 4' i 2,4 8 500 | 10 I 10 90 O modulo de finura g 1 _ é: E 1,2 16 _1.150 | 23 | 33 l 67 _. 1 291 ã 0,6 3o ¡ 1.600 I 32 '65 i 35 imz--zzoi l ' 100 I~ 0,3 50 1.050 j 21 36 14 l i 1 0,15 | 100 550 11 97 I 3 i I 0,075 ã 200 100 2 * 99 [ 1 dmax : : 4,3 mm ¡ g ¡ 1 À dmin : 0,15 mm : Fundo ¡ _ 5o 1 1 g *wo o z --- I --- u - a ¡ J 5.000 1 100 ¡ 291 ¡ g (*) H Não entram na soma para. a determinação do modulo de finura.
  24. 24. 7a mama/ adam _.24_ o oRár/ co of cRArvuLoMÉrR/ A d# ARÊIAMSIÍJICOSA o . .í N ' JÔ? ! ! um das peneiras -mm Marema! re tido -~ - »Mater/ al passando
  25. 25. Foi ainda, por nós ensaiado. um agregado graúdo - pedra britada, a fim de determinarmos a sua granulometria. : ENSAIO: Granulométrico PESO DA AMOSTRA: _ 1o kg TEMPO DE PENEIRAMENTO ÉMPRÉGANDO o _ _ rar-Lais: _io min 1INIATERIAL: Brita Gnaissica _ l . ” 1 : PENEIRASi %ACUMULADA í l Resíduo l % Observações l Abertura Polega- ] G-ramas | Simples [ Material ¡ hiatcrial 1 mm das n. ” | l Retido ¡Passando! u' í l _l "i ' " t' " 38 l 11/2" l 0 1 0 O 100 0 modulo de fmura l l 25 l 1" m 2.190 q 22 22 3 78 I ã l l 1 l l 19 1 3/4" 5.965 g 51 73 g 27 m = -- -_- 7,71 1 _. l . _ 1 10o ' l 12,7 l 1/2" 2.440 Il 2 1 97 . 3 9,5 17o 1 21 99 k 1 . 1 e I a 4,8 ¡ n34 25 l o 99 ' 1 draax = 33 mm l k 1 dmin z: 12,7 mm Fundo l - l 110 1 | 100 .0_ l l 1 l . . I l 1 10 00o l 100 j ¡ “ ¡
  26. 26. onÂr/ ço o: namorou: rm Anatomia 0.94000 IU _= __ = =g= = "" *f* 55:: . ==. . . 1 e 2' 3 _ Abertura . das peneiras - nm g Élvàreríslrer/ Ho --- - "Morar/ el passando
  27. 27. __27_. . Para a determinação do modulo de finura e dos diâ- metros máximo e minimo, convém esclarecer o seguinte: a) Modulo de Finwra (no caso) Para o cálculo do modulo de finura são eliminadas as porcentagens acumuladas de material retido relativa as peneiras intermediárias de 25mm e 123mm e incluídas as porcentagens correspondentes a todas as demais, cujas aberturas estão em progressão geométrica de razão dois, até a peneira de 0,15mm (número 100) inclusive. Assim, no caso em aprêço o modulo de finura é: 771 m z -_- z 7,71 100 b) Diâmetro máximo e mínimo. Diâmetro máximo é dado pela abertura da peneira, que retendo 5% ou menos, a imediatamente inferior retém mais de 5%. Assim, nas colunas de porcentagens acumu- ladas a peneira de 38mm retendo % maior que 5%, a se- guinte, ou de 25mm, retendo 22% '> 5% o diâmetro r máximo e: Dmax z: 33 mm ou 1 1/2" O diâmetro mínimo é dado analogamente, isto é, pela abertura da peneira que, deixando passar 5% ou menos, a imediatamente superior deixa passar mais de 5%. Assim, nas colunas de porcentagens acumuladas vê-se que a peneira de 12,7 mm deixa passar 3% < 5%, e a peneira imediatamente superior ou de 19,5 mm deixa passar 27% 7 5%. Portanto o diâmetro mínimo é z Dmín z 12,7 mm ou V2 "
  28. 28. _.23_ c) Bitola Chama-se bitola de um agregado o conjunto dos limi- tes diâmetros máximo e mínimo, entre os quais se consi- deram compreendidos os tamanhos do agregado. Portanto, a bitola do agregado graúdo submetido ao ensaio é : 38 mm --» 12,7 mm. B -- Determinação do_ teôr de argila em torrões nos agregados. Devemos ter a máxima cautela com as substâncias estranhas que existem nos agregados, principalmente nos agregados naturais, - que prejudicam o' endurecimento da pasta de cimento, quando não são tomadas as necessárias precauções. A presença da argila, no agregado é, entre as demais impurezas, considerada uma das mais prejudiciais. A Especificação EB-4, estabelece no seu item 8-b *o limite máximo de 15% em peso, do material, para o agre- gado miúdo; e, no item 9-b o limite de 0,25% para o agregado graúdo. Encontra-se normalizado pela ABNT o método de ensaio MB-8, _de 'Determinação do Teôr de Argila em Torrões nos Agregados", o “qual transcrevemos:
  29. 29. _ 2g". .. orrramnvaçao no TEOR DE ARGILA EM TORRÕES NOS AGREGADOS MÉTODO BRASILEIRO 1 MB-8 i _ i 1939 l OBJETIVO 1. Este método fixa o modo pelo qual deve ser feita a determinação apro- ximada do teôr de argila em torrões eventualmente presentes nos agrega- dos miúdos e graúdos, des- tonados ao preparo do con- ereto. 'APARELHAGEM 2. A aparelhagem ne- cessária é a seguinte: ' (a) algumas vasilhas metálicas, de bordos rasos, que permitam extender a amostra de agregados em camada fina; (b) a série normal de peneiras, usadas no méto- do M347. AMOSTRA 3. A amostra do agre- gado remetida ao labora- tório, deve ter sido colhida de acôrdo com o Método MB -6. ' 4. Dessa amostra origi- nal formam-se as amos- tras para o ensaio, de acôr- do com o seguinte proces- so: (a) secar certa quanti- dade de agregado em estu- (d) nessas operações, manusear os agregados de modo a não triturar os tor- rões de argila eventual- mente presentes. 'ENSAIOS (a) Cada uma das amos- tras a ensaiar e pesada, es- ta a 100°C, até constância de peso; (b) peneirar êsse mate- rial sucessivamente através de cada uma das seguintes peneiras: 76mm; 38mm; 19mm; e 1,2mm; (c) com os grânnulos de vários tamanhos assim separados, formar amos- tras para ensaios, com pe- sos minimos indicados a seguir. (1) I Pêso mí- l nimo da Material retido l amostra à entre as pe- j para en- neíras de: saio, em l s. _l______ 1.2 e 4,8 mm I 0,2 l 4,8 e 19 mm l 1 . 19 e 38 mm 3 38 e 76 mm E 5 I _mm tendidas em camada fina numa das vasilhas e exa- minada quanto à, presença de argila em torrões. (1) Não é possível prefixar o pêso da amostra inicial com a qual se deve operar; isso depende muito da granulome- tria do agregado. Para certos agregados graúdos, a amos- tra necessária poderá ser bas- tante grande, até mesmo 100 kg. « _ _ __ _. .. . _.. ._. _._____. _.. .__. ... ~.. .__. __ ____ . _ . -.. ___. .___. _.___. .
  30. 30. _.30_ DETERMINAÇÃO DO TEÔR DE ARGILA EM TORRÕES NOS AGREGADOS MB - 8 MÉTODO BRASILEIRO 1939 4 n. - _ . - 7 . ,. ,W . 7,, _ Todas as particulas sus- todos os torrões encontra- i cetíveís de serem desfeitas dos, os seus resíduos são com os dedos são conside- eliminados, repeneíran- radas como sendo de argila. do cada. amostra através em torrões. das peneiras seguintes: (b) Depois 'de esmagar (c) APÓS 0 Tepeneira' i mento, pesa-se novamente í I _. cada: anxostra; o peso dos torroes de argila é obtido I | Peneira . I . A m O St r a para a I pela dlferença entre os 6.01.: E ensaiada: remoção ã pesos e sera' expresso . em Material re- | dos re- É pçrcentagem do peso. 1m" ¡ retido entre' ' Síduos = clal da amostra ensauada. _ dos (d) conhecidas e s s a s g as peneiras de_ J ¡Orrões : porcentegens e de pos_se _da ¡ composlçao granulometria¡ -«-- ¡ - “_ do aggegado (determxpada nm i mm e 248123: 4,8 e 19 mm | 2,4 mm ' - ~ w e mm a mm gizzzàti: :rãlàzrzígaàzrmes 38 e 76 mm | 4,8 mm p ' I a (e) As pesagens devem _-. ... __ . . . _______ ser feitas com aproxíma~ ção de 0,05% do peso da amostra. C - Determinação do teôr de materiais pulverulentos nos agregados. São ainda prejudiciais à bôa qualidade do . concreto, a presença de materiais pulverulentos argílosos, e não argilosos. O método MB-Q - de Determinação do Teôr de Ma- teriais Pulverulentos nos Agregados fixa como deve ser feito o ensaio, método êsse também normalizado pela ABNT. '
  31. 31. ._3]___ . .a DETERMINAÇÃO DO TEOR DE MATERIAIS . PULVERU- LENTOS NOS AGREGADOS MÉTODO BRASILEIRO OBJETIVO 1. Este método fixa o modo pelo qua] deve ser feita. a determinação do teôr total de terra, de ar- gila e de outros materiais pulverulentos não argiio- sos de partículas menores que 035mm. , presentes nos agregados miúdos e graú- dos destinados ao preparo de concreto. APARELHAGEM 2. A aparelhagem é a seguinte: (a) Um conjunto de duas peneiras superpostas: a superior de 1,2mm de aber- tura de malha visando apenas suster o material mais grosso, e a inferior, de 0,75mm de abertura tie malha. (1) (b) Uma. vasilha de ta- manho suficiente para sus- ter a amostra de agregado e a água. de recobrimento, e bastante robusta para. permitir agitação vigorosa. do material sem perda. de água. ou de material. (1) Essa peneira de 0,075 mm é a normal para peneira- mento de cimento portland. Numa eventual verificação da tela, podem ser adotadas as tolerâncias fixadas no Méto- do MB-1. 1 MB-9 l 1 1939 l AMOSTRA (a) A amostra de mate- rial remetida ao laborató- rio, deve ter sido coihida. de acôrdo com o Metodo MB-ô. (b) Da amostra remeti- da ao laboratório (depois de umedecida, afim de evi- tar segregação e de cuida- dosamente misturada) será formada de acôrdo com o Método MB-6 a amostra para o ensaio; o peso des- sa amostra sera no míni- mo, o indicado na. tabela. seguinte : . ENSAIO Diumetro maximo do agregado < 4.8 mm >~L8e<19mm D; 19 mm (a) A amostra a ensaiar @previamente sêca a. . . .. 100°C, até constância de peso e pesada. (b) A seguir é colocada na vasilha. e recoberta com água em excesso. Agita-se vigorosamente o material (eventualmente com o au- Puo teima nprolulunado a¡ : montra n emular. em ka
  32. 32. ___ 32 . ._ DETERMINAÇÃO DO " TEÔR DE IVIATERIAIS PULVERU- ] LENTOS 'NOS AGREGADOS | í l i MÉTODO BRASILEIRO xilio de uma haste), de forma a provocar a sepa- ração e suspensão das par- tículas finas; parte da água é então cuidadosa- mente vertida para. outro recipiente, através das pe- neiras. (c) Recobre-se o mate- rial com-mais água e repe- te-se a operação até que a água de lavagem se torne límpida. O material retido nas peneirasvai sendo re- posto na vasilha corres- pondente. (d) 0 agregado lavado é finalmente sêco em estufa até constância de peso e novamente pesado. (e) As pesagens devem ser feitas com aproxima- ção de 0,1% do peso da amostra. MB - 9 1939 -unasm-un- RESULTADOS 5. 0 peso dos materiais pulverulentos r e m o v idos pela lavagem é obtido por diferença entre os pesos da amostra antes e depois da' lavagem; sera expresso em porcentagem do peso inicial da amostra ensaia- da. (2) (2) Em caso de dúvida, para confirmação do resulta- obtido, recolhe-se tôda a água de 'lavagem e dela re- "tira-se uma amostra represen- tativa que, a seguir, será eve- porada completamente, for- necendo assim os elementos necessários para o cálculo da porcentagem de m a t e r i a is puiverulentos mais finos que 0,075 mm. D - Avaliação das impurezas orgânicas dos agregados. _A presença de matéria orgânica nos-agregados, além, de' um certo limite, tem uma influência prejudicial nas 'argamassas e nos concretos. Não' obstante as dificuldades para a determinação do teôr da matéria orgânica, bem como de sua própria ori- gem, foi normalizado pela ABNT um método, chamado colorimétrico, que permite uma indicação aproximada do teôr em matéria orgânica. É o método MB-10 -- “Avaliação das Impurezas Or- gânicas das Areias para Concreto? que é o seguinte:
  33. 33. ' . ..33 __. . 'ÊvALiAç-; zio Das IMPU- “ I REZAS ORGÁNICAS DAS ¡ AREIAS PARA CON- _¡ i CRETO MB - 10 IVIÉTODO "BRASILEIRO _ 1939 OBJETIVO 1. Este método fixa o medo pelo *qual deve = ser feita a avaliação colorimé- trica das impurezas orgã- -nicas 'mas areias - destinadas ao, ,preparo do concreto. seu_ principal vãlor . está em : chamar . a 'atenção do construtor sôbre a ne- cessidade de um estudo : especial *que #permite ava- liar o _grau de , nocividade *da *matéria 'orgânica "pre- -sente numa. :estreias «que o ensaio dê como suspeita. AMOSTRA “êaJ #A amostra. de areia rv. e.. m-e~t. i.d~a_= .›ao laboratório deve ter sido colhida. de acôrdo com o Método . . . . MB - 6. (b) Da amostra remeti- da ao laboratório (depois de umedecida afim , de evi- tar segregação e de cuida- dosamente misturada) será formada, de acôrdo com o Método MLB-ô¡ a. amostra para o ensaio, a qual deve- ra ter pouco mais de 200g. Preparam-se, com ante- cedência e em quantidade suficiente para vários en- saios, as seguintes solu- çoes : a) Solução de hidróxido de sódio a 3%: (1) Hidróxido . de sódio 30g Agua destilada 970g b) Solução de ácido tani- co a 2% : Ácido tànico 2g Alcool a 95% 10ml Água destilada 90mi ENSAIO (a) Num frasco erlen- meyer (ou recipiente se- melhante) adicionam-se a r sódio , ; 200g de areia sêca, 100 m1 da solução de hidróxido de -agita-'se «vigorosa- mente e deixa-se em re- pouso durante 24 horas. (b) *P a-“r-a. .icomparação, . .prepara-se uma. s o I u ç a o -padrãd adicionando a 3'ml : da solução de ácido t-ãnieo, 97 m1 da solução de hidró- xido de sódio; agita-se e deixa-se izambém vem re- 'pouso durante 24 "horas. (c) ? Findo o : prazo din-- clicado, a solução que este- ve em contato com a areia é filtrada; procede-se : en- tão a comparação das in- tensidades de côr das ditas soluções. 12) RESULTADOS Consigna-se no certifi- cado se a. solução que es- teve em contato com a areia tem intensidade de côr superior ou não, à da solução padrão. (3) (1) Poderá ser utilizada soda cáustica comercial cuja pureza seja satisfatória, em relação ao caráter aproxima- do do ensaio (90-95% de pu- reza. p. ex. ). (2) A comparação das in» tensidades de côr pode ser feita, ou empregando-se um colorímetro. ou simplesmente comparando espessuras iguais das duas soluções originais ou de suas diluições. (3) Se a côr da solução que esteve em contato com a areia é mais intensa do que a da solução padrão, pode-se também dizer que a areia apresentou um “índice de co- loração", em têrmos de ácido tânico, superior a 300 partes por milhão.
  34. 34. _.34_ A respeito da aplicação do ensaio colorimétrico, o Eng. Fernando Lobo Carneiro acentúa em uma de suas publicações, que as nossas areias, no Distrito Federal, não satisfazem o requisito desse ensaio. Dai a ne essidade do ensaio de resistência em argamassa, cpie se segue. E - Determinação da resistência em argamassa. Êste ensaioem regra é feito no agregado miúdo na- tural ou na areia, quando o material se torna suspeito pelo resultado obtido no ensaio de avaliação de matéria organica. O objetivo do método adotado é comparar a resis- tência de uma argamassa confeccionada com uma areia considerada bôa, com outra argamassa feita com a areia suspeita. - t O método para determinar a resistência em argamassa, é o MB-Qõ-R, recomendado pela ABNT, que é o seguinte :
  35. 35. _35_ ENSAIO DE QUALIDADE DE AREIA IMIÉTODO RECOMENDADO mau-Ms. . 1. Éste Método tem por objetivo indicar como deve ser feito o ensaio compa» rativo de resistência à compressão de argamassas para determinar a quali- dade de areia para con- creto. APARELHAGEM 2. A aparelhagem com a qual se executa o ensaio é a mesma definida para a execução do ensaio de re- sistência à. compressão in- cluido no Método Brasilei- ro MB-L para ensaio de cimento. AMOSTRA 3. A amostra será for- mada de acôrdo com o Mé- todo Brasileiro MB-ô, para formação de agregados. ENSAIÔ (a) A amostra de agre- gado a ser ensaiada será, previamente sêca. à som- bra. , não sendo permitida a secagem ao sol ou em estufa. (b) A areia de compa- ração será de granulome- tria idêntica à. da areia em estudo e reconhecida de bôa. qualidade, tanto pelo seu emprêgo corrente em obras de concreto como pelos ensaios sistemáticos de laboratório. (c) Com a areia de comparação, composta no MB -95R 1945 . ..___. __. ... -.í-: __. :- momento de seu emprêgo, segundo a granulometria da areia em estudo, será preparada uma argamassa de traço em pêso de 1 de cimento para 3 de areia, juntando-se água de modo a obter uma consistência correspondente a um índi- ce de liíjmm + ou --- 5mm; tudo de acôrdo com os pro- eesrzs definidos no IK/ Iétodc iviB - 1. (d) Com a consistência definida na alínea ante- rior, preparam-se, para cada. idade, 6 corpos de prova cilíndrioos de arga- massa, de traço em pêso de 1 de cimento para 3 de areia de comparação, nas condições previstas no Mé- todo MB- - 1. (e) Preparam-se, em se- guida, e nas mesmas con- dições, para cada idade 6 corpos de prova com arga- massa da areia em estudo, composta no momento de seu emprêgo, de acôrdo com sua granulometria, com o traço em pêso, de 1 de cimento para uma quantidade de areia tal que, com a relação água- cimento igual à emprega- da para a argamassa de areia de comparação, apre~ sente, também, a. consis- tência definida na alínea c) deste artigo. (f) Procede-se à remo- ção das formas e a cura dos corpos de prova nas condições previstas no Mé- todo MB-I.
  36. 36. ENSAIO DE QUALIDADE DE AREIA MÉTODO RECOMENDADO (g) De* acôrdo sempre com 0°' estabelecído- no Mé- todo MB-I. , rompem-se os corpos' de prova a' 3, a. 7 e a: 28 dias. . RÉSULTAIJOS' (a) O resultado a for- necer constará simples- mente. das' resistências mé- dias' em kg/ cmz' a 3, a 7 e a, 28 dias, dos_ corpos de prova , prepara-dos com a areia em' estudo e, com a areia _ _de comparação defi- nida, na' alínea b) do item 4*, abarrcionendo-se para o cálculo' da média em cada idade', os resultados que di- d¡ l 1 MB - 951a I . | s 1.94.5 I ferirem 10% Inédia. (b) Em casos de urgên- cia serão' fornecidas desde logo as resistência a 3d e' a 7 dias, sen-do" fornecidas posteriormente' as resistên- cia a 28 dias. (c) No certificado do ensaio, além das resistên- cias médias» obtidas com a areia. em estudo e das. re- sistências Inédias obtidas com a' areia de compara- ção, será. também registra- da'. a' porcentagem que as primeiras' resistências re- presentam em relação. às segundas, nas idades cor- respondentes. ou mais da
  37. 37. F - Determinação do peso específico real. O peso específico real é um* dado básico- sôbre o agre- gado na sua utilização. Êsse peso específico serve, por exemplo, para determinação do vazio e do volume abso- luto do agregado; sendo» útil portanto, 'na dosagem e no cálculo do. consumo dias argamassas e concretos. 1 - No agregado miúdo. O 'peso especifico real do agregado miúdo é obtido, na prática pelo processo do frasco de Chapman (3). Sua determinação pelo método acima, ainda não se encontra normalizada pela ABNT embora já o seja pela ASTM (4), no seu método C-128-I2, pelo qual nos orientamos. Em resumo, a determinação pelo frasco de Chapman é feita do seguinte modo: I Prepa-ro da amostra -- serão tiradas 500 gramas de 1 quilo de areia sêca ao ar, devendo essa amostra ser a mais representativa possível da areia em questão. Técnica do ensaio: a) coloca-se água no frasco até a divisão 200 cm3; b) começa-se então a jogar as 500 gramas de areia (3) Cloyd M. Chapman - inventor do frasco, que tomou seu nome. Hoje é chamado frasco de Chapman, encontrado em todos os laboratórios de materiais, inclusive- de emergência, nas obras de importância. A (4) The American Society for Testing Materials m Associação Norte Americana organizada em 1898, cujo fim específico é promo- ver o conhecimento dos materiais de emergência e a normalização de especificações e métodos de ensaio. Sua finalidade é atingida largamente, 'com o auxílio de mais de 700 comissões técnicas. Seus trabalhos e suas normas tem um prestígio universal, não só na indústria como na técnica.
  38. 38. _.38_ no interior do frasco; operação essa que deve ser feita vagarosamente, agitando-se o frasco de quando em quando, a fim de evitar a formação de bolhas de ar. c_) vê-se então que o nível d'água sóbe, e no fim daquela operação, procede-se à leitura; essa lei- tura é feita após o desaparecimento de uma grossa espuma no gargalo, a fim de evitar erros de avaliação. Oensaio deve ser repetido mais duas vêzes tomando- se como resultado final a média aritmética das leituras realizadas. Na prática, a fim de evitar delongas para calcular o pêso específico, _utiliza-se um gráfico bastante conhecido, no qual entra-se com a leitura L no gráfico, obtendo-se em seguida o pêso específico da areia. O gráfico é construído com o auxílio de uma equa- ção, onde o volume lido no frasco é igual ao volume do material introduzido no mesmo (que é areia e água), sendo L a leitura e p o pêso específico temos: 500 L = --- + 200 donde P 500 P = -- L-200 Com o auxílio desta fórmula, organiza-se a tabela seguinte:
  39. 39. ___. _- asim-o »asma os TERM/ NAÇÃO _ao ata: : . ÉSPEC/ FICQ REAL ao »emma Mit/ DO 'PELO FRASCO o: CHAPA/ AN (J IIIIIIIIIE E í I " -WIEIUII I , . ~ e I ng¡ : :gn I n: m, q II , n n¡ l : n: IIIII E á m III nn¡ I ê IE lã' E¡ 5." k Em E ng Ill a a II IL: III 2 n . E I 3 2°” n¡ . I ê , IIIIIIIIII a_ I - IIIIII r , › _ , , IIIII: ;J nn¡ I _ _ , e , :III a n « III __ I. _nu z - as_ mz o Q Q 4;) à g 3 â É É R In v ê . ° Il' _L em» - . Latinas-assino frasco
  40. 40. _4g__ De posse dos valores de L, organiza-se o gráfico, to- mando-sa . no eixo das abcissas : as leituras de = L em : cm3 e no eixo das ordenadas os pesos específicos p, conforme a figura n. ” 4. 2 +- No agregado graúdo. Ó método de determinação do pêso específico real do agregado graúdo também não se encontra normali- zado pela ABNT. Está porém, normalizado pela ASTM a determinação do pêso específico, real dos agregados graúdos. Dispõe a ASTM de dois métodos: - a) C 97-47 (5), que tem por objetivo determinar o pêso especifico real e a absorção da pedra . que constitue o agregado graúdo. Este é o método, aliás, usualmente adotado nos labo- ratórios brasileiros. A b) C 127-42 (6), que tem por . objetivo determinar o pêso específico real e a absorção do . agregado, sendo o preferido pela ASTM para agregados graúdos. Os dois métodos referidos exigem o emprêgo da ba- lança 'hidrostática. No primeiro é tomado um fragmento único da pedra e com êle se fazem as determinações. No “segundo, são tomados vários 'elementos da pedra de uma só vêz, os quais, em conjunto são submetidos ao ensaio. (5) ASTM - Standards 1946 -›' Part II - pág. 216. (6) ASTM --= - Standards 1946 II -- Part II - pág. 470.
  41. 41. _. 4T_ G - Determinação do pêso específicos aparente dos agregados. O conhecimento do pêso específico aparente é útil. para a determinação do vazio, -e para atransformação das dosagens em Volume para as dosagens em pêso. A determinação do pêso específico aparente dos agre~ gados não se encontra ainda normalizada pela ABNT, e sim pela ASTM, no método C 29-42 (7). O método de um modo geral consiste eni- determinar o pêso de um volume conhecido de um agregadoem can- dições determinadas de acamamcnto. Para isto estão normalizadas as vasilhas, tendo-se em vista o tamanho máximo do _agregado e o processo: do enchimento da vasilha. H - Vazio. Nas dosagensde argamassas ou mesmo de concreto, pelo critério de se estabelecer a relação entre a quanti- dade . d-e pasta e o volume _de vazios dos agregados, é in- dispensável o conhecimento desse volume. O vazio de um agregado é em geral obtido de modo indireto, pelo_ conhecimento prévio dos pesos específicos, real e aparente. -Para isso se dispõe da relaçãio: PazPr (1-Cv-)- › f Pa é o pêso específico aparente donde: «à Pr é o pêso específico real L Cv é o coeficiente de trazia (73 ASTM - Standards 1946 Part II. we- pág. 474..
  42. 42. .. _. 42"_ Não obstante isso, pode-se fazer a determinação di- reta do vazio, como por exemplo, do agregado miúdo, usando-se também o frasco de Chapman. 'I ¡- Determinação do teôr em umidade ou água saí- _perficiaL O conhecimento da umidade ou água superficial 'que possa conter os agregados, é necessário pela' influência 'que 'essa' água pode ter sôbre os concretos e argamassas de cimento- hidráulico, fazendo variar o fator água- cimento. E 'além disso, na dosagem em volume, na variação "que 'pode ocasionar, no volume aparente, principalmente dos agregados omiúdos. A determinação da umidade faz-se de um modo sim- ples, pesando-se uma certa quantidade o material úmido, e, em seguida, do mesmo material depois de sêco. Por 'diferençatêm-se o teôr em úmidade. " . Há também o método chamado “do frasco", norma- -lizado pela ASTM (8), e que entre nós se emprega usan- (lo-se o frasco de Chapman. Ai propósito convém observar que não há método 'normalizado 'pela ABNT para a “determinação do teôr em umidade. Quanto à variação de volume nos agregados miúdos com a umidade, têm-se o fenômeno chamado "inchamento", para o qual há diversos estudos experimeentais, feito com as nossa sareias. A êsse respeito indicamos no *gráfico a seguir, a curva de inchamento de uma areia de granulometria média, figura' 5. (8) ASTM '- Standards 1946 - PartI-I -- C 70-47, pág. 1.406.
  43. 43. CURVA DE INCHÀMÊNTO o m . e 4 - . À . o_ . w . a. . .JEEP m. .. M I! IIIII . 2 M nllll III I 1 2 u Í_ . in-nu II É n . m . .u nau. inutil: : . _". ¡7Wí, :;mz_i sm o _ IIXI % . . . n . - .1 . -.¡__.4,.11.. .. 1-. ._ u. a M M . W nnmnmunn ¡Á. W.4É_%o? . _. . _ _ _ _ _ . m w . ... #â . H , .A-%# + w - o. a. . í. . m. . m¡ Q. . . . . . . _ . .ñ. c. d . m. a l w . a L n . r _ . a m _r a a. e a. a. .a r . m m O n. a . n a M . N É ohcmsmmee. .. o_
  44. 44. .Composto . e ImpresSQ. na Oficina Gráfica. da " ' Universidade do Brasil

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