Mudança estrutural e crescimentoeconômico: os desafios da presente década                  Carmem Feijo     Universidade F...
Objetivo• Objetivo é recuperar o debate atual sobre a  importância da indústria manufatureira na estrutura  produtiva.• Ev...
Apresentação• Desindustrialização: causas e consequências  para o crescimento a longo prazo.• Desindustrialização e imatur...
Causas da desindustrialização: 2 posições em debate• “novo-desenvolvimentistas”: combinação perversa  entre abertura finan...
Conceito de desindustrialização• “Clássico”: definido por Rowthorn e Ramaswany - uma  redução persistente da participação ...
Desindustrialização e Doença Holandesa• Desindustrialização positiva: transferência para o  exterior das atividades manufa...
Causas internas da desindustrialização• desenvolvimento econômico leva “naturalmente”  todas as economias a se desindustri...
Causas externas da desindustrialização• grau de integração comercial e produtiva das  economias.• Diferentes países podem ...
Doença holandesa e desindustrialização precoce• A relação entre: participação do emprego; do valor  adicionado da indústri...
Conclusão: Desindustrialização precoce• Países afetados pela “doença holandesa”  iniciam o seu processo de desindustrializ...
Conseqüências da desindustrialização• modelos neoclássicos de crescimento: a ocorrência  ou não da desindustrialização é i...
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Estágios de desenvolvimento• Primeiro: produção de bens de consumo.• Segundo: indústria de bens de consumo deve começar a ...
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Núcleo endógeno de dinamização tecnológica• Furtado, por exemplo, via que a economia em  desenvolvimento, com o processo d...
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Taxa de crescimento do PIB e do VA da Indústria de                 Transformação                   1970-2010              ...
Taxa anual de crescimento do PIB e do Valor Adicionadoda Indústria de Transformação1948-2010                              ...
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VariaçãoSetores Industriais           Participação percentual     em p.p                        1970     1985     1996    ...
Indústria de Transformação e Extrativa Mineral- Participação % doValor adicionado no Valor da Produção por setores segundo...
os estágios de industrialização• O aprofundamento do processo de industrialização  prejudicado nos anos 1980: inflação e a...
da consolidação do setor industrial à abertura               econômica nos anos 1990• A análise sobre o fluxo de comércio ...
Saldo da Balança Comercial de Bens de Consumo Duráveis e de                 Capital- FOB em US$ milhões –                 ...
Balança Comercial por Intensidade Tecnológica                                         1989-2010 (US$ milhões FOB)80.00060....
Mudança na estrutura• o aumento das exportações líquidas de produtos  básicos não sustenta o crescimento de longo prazo.• ...
Mudança na estrutura• O catching up só ocorrerá quando a especialização  da indústria se der no sentido de uma produção co...
desindustrialização recente• Com estrutura industrial imatura, para que o  processo de catching up venha a ocorrer, e o  p...
Mudança estrutural no período recente-pos                   2003• De 2004 até 2010 o percentual de valorização do real  fo...
aumento dos termos de troca e ‘doença holandesa’• aumento excessivo de rentabilidade no setor  exportador de commodities e...
Política econômica e valorização cambial• processo de perda relativa de importânica da  indústria ao crescimento de longo ...
Participação % no PIB dos Saldos do Balanço de Pagamentos eReservas Internacionais 1990 a 2010                            ...
A título de conclusão: o debate é antigo• O interesse de como se dá o processo de desenvolvimento em  países menos desenvo...
Conclusão• Valorização do câmbio beneficia o setor produtivo:  barateando importações de insumos e de bens de  capital, po...
Conclusão• “ existência de recursos naturais em quantidades  abundantes pode sustentar altas taxas de  crescimento durante...
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Mudança Estrutural e Crescimento Econômico: Os Desafios da Presente Década, por Carmén Feijó

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Palestrante: Carmem Feijó – Prof. da Univ.Federal Fluminense e diretora do Centro

Internacional Celso Furtado. Tema: Mudança estrutural e crescimento econômico: os desafios da presente década.

No Fórum BNB de Desenvolvimento 2011

Publicada em: Educação, Negócios, Tecnologia
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Mudança Estrutural e Crescimento Econômico: Os Desafios da Presente Década, por Carmén Feijó

  1. 1. Mudança estrutural e crescimentoeconômico: os desafios da presente década Carmem Feijo Universidade Federal Fluminense (UFF) Centro Internacional Celso Furtado (CICF) ANPEC NE, Fortaleza 2011 1
  2. 2. Objetivo• Objetivo é recuperar o debate atual sobre a importância da indústria manufatureira na estrutura produtiva.• Evidência: peso vem decaindo de forma constante – anos 1980 - e mais acentuadamente a partir da estabilidade econômica -1ª. metade anos 1990.• No cerne da controvérsia hoje está o efeito da valorização da taxa de câmbio sobre o potencial desempenho da indústria. 2
  3. 3. Apresentação• Desindustrialização: causas e consequências para o crescimento a longo prazo.• Desindustrialização e imaturidade da indústria: perda de importância relativa da indústria sinaliza um retrocesso da estrutura no sentido de reduzir o potencial de crescimento futuro? 3
  4. 4. Causas da desindustrialização: 2 posições em debate• “novo-desenvolvimentistas”: combinação perversa entre abertura financeira, valorização dos termos de troca e câmbio apreciado.• “economistas ortodoxos”: transformações não tiveram um efeito negativo sobre a indústria e que a apreciação do câmbio real resultante dessas reformas favoreceu a indústria ao permitir a importação de máquinas e equipamentos tecnologicamente mais avançados. 4
  5. 5. Conceito de desindustrialização• “Clássico”: definido por Rowthorn e Ramaswany - uma redução persistente da participação do emprego industrial no emprego total de um país ou região. – Isto teria ocorrido nos países desenvolvidos a partir da década de 1970 e na América Latina na década de 1990.• Tregenna : forma mais ampla - situação na qual tanto o emprego industrial como o valor adicionado se reduzem como proporção do emprego total e do PIB, respectivamente. • Logo• Economia se desindustrializa quando o setor industrial perde importância como fonte geradora de empregos e/ou de valor adicionado para uma determinada economia. 5
  6. 6. Desindustrialização e Doença Holandesa• Desindustrialização positiva: transferência para o exterior das atividades manufatureiras mais intensivas em trabalho e/ou com menor valor adicionado – aumento da participação de produtos com maior conteúdo tecnológico e maior valor adicionado na pauta de X.• Desindustrialização negativa: acompanhada de uma “re-primarização” da pauta de exportações.• Doença holandesa: desindustrialização causada pela apreciação da taxa real de câmbio – descoberta de recursos naturais escassos 6
  7. 7. Causas internas da desindustrialização• desenvolvimento econômico leva “naturalmente” todas as economias a se desindustrializar .• elasticidade renda da demanda de serviços tende a crescer tornando-se maior do que a elasticidade renda da demanda por manufaturados, logo, peso dos serviços no PIB tende a aumentar.• Produtividade do trabalho cresce mais rápido na indústria do que nos serviços, a participação do emprego industrial deve declinar antes da queda da participação da indústria no valor adicionado. 7
  8. 8. Causas externas da desindustrialização• grau de integração comercial e produtiva das economias.• Diferentes países podem se especializar na produção de manufaturados (China, Alemanha) ou na produção de serviços (Estados Unidos, Reino Unido).• Alguns países podem se especializar na produção de manufaturados intensivos em trabalho qualificado, ao passo que outros podem se especializar na produção de manufaturados intensivos em trabalho não-qualificado. 8
  9. 9. Doença holandesa e desindustrialização precoce• A relação entre: participação do emprego; do valor adicionado da indústria e a renda per-capita pode ser afetada pela “doença holandesa”.• “desindustrialização precoce”- se inicia a um nível de renda per-capita inferior ao observado nos países desenvolvidos quando os mesmos iniciaram o seu processo de desindustrialização. 9
  10. 10. Conclusão: Desindustrialização precoce• Países afetados pela “doença holandesa” iniciam o seu processo de desindustrialização sem terem alcançado o “ponto de maturidade” de suas respectivas estruturas industriais.• Não esgotam todas as possibilidades de desenvolvimento econômico que são permitidas pelo processo de industrialização. 10
  11. 11. Conseqüências da desindustrialização• modelos neoclássicos de crescimento: a ocorrência ou não da desindustrialização é irrelevante - crescimento de longo-prazo é conseqüência apenas da “acumulação de fatores” e do “progresso tecnológico”, sendo independente da composição setorial da produção.• pensamento heterodoxo o processo de crescimento heterodoxo: econômico é setor-específico. 11
  12. 12. indústria como o motor do crescimento de longo-prazo• (i) efeitos de encadeamento para frente e para trás na cadeia produtiva: são mais fortes na indústria.• (ii) presença de economias estáticas e dinâmicas de escala: a produtividade na indústria é uma função crescente da produção industrial - “lei de Kaldor-Verdoorn”. 12
  13. 13. indústria como o motor do crescimento de longo-prazo• (iii) mudança tecnológica ocorre majoritariamente na indústria: progresso tecnológico é difundido a partir do setor manufatureiro.• (iv) A elasticidade renda das importações de manufaturas é maior do que a elasticidade renda das importações de commodities e produtos primários: – industrialização é necessária para aliviar a restrição de balanço de pagamentos ao crescimento de longo-prazo. 13
  14. 14. Maturidade de uma economia• A relacionada ao fato de ter completado o desenvolvimento industrial.• quatro estágios de desenvolvimento no processo de industrialização (Kaldor)• uma economia ‘imatura’ se torna ‘madura’ a partir da expansão da demanda agregada. 14
  15. 15. Processo de industrialização• acumulação de capital é a variável chave para o processo de desenvolvimento econômico.• taxa de mudança tecnológica se acelera beneficiando toda a economia.• A fase de maturidade seria atingida quando houvesse um nível de produtividade homogênea. 15
  16. 16. Modelo de Causação Circular• impacto combinado das interações de fatores de oferta e demanda atuando através do tempo.• processo de industrialização deve ocorrer de forma cumulativa: – a produção de bens de consumo precederia a produção de bens de capital, ambas em seus estágios iniciais voltados para abastecer a demanda doméstica e desse modo antecedendo a produção industrial voltada para exportação, ou seja, voltada para a demanda externa. 16
  17. 17. 17
  18. 18. Estágios de desenvolvimento• Primeiro: produção de bens de consumo.• Segundo: indústria de bens de consumo deve começar a exportar seu excedente. Estágios um e dois podem criar a pré- condição para a economia se especializar na produção de bens de capital• Terceiro: país inicia esforço para promover a substituição de importações de bens de capital e desenvolver tecnologia própria. Consolida a participação do setor de bens de capital na produção nacional.• Quarto: país se torna um exportador de bens de capital. Setor produtor nacional de bens de capital teria atingido um amadurecimento tecnológico compatível com o dos países industrializados. 18
  19. 19. Argumentos em relação à economia brasileira• Matriz industrial complexa, mas não realizou o catching up, principalmente porque não completou os últimos estágios de desenvolvimento.• Balança comercial brasileira é estruturalmente deficitária em bens de maior intensidade tecnológica, ou seja, o país é importador líquido de bens de capital.• A partir de 2004, as conjunturas doméstica e internacional também não têm favorecido o processo de industrialização, tornando a economia brasileira menos dinâmica. 19
  20. 20. Núcleo endógeno de dinamização tecnológica• Furtado, por exemplo, via que a economia em desenvolvimento, com o processo de industrialização incompleto, deveria basear seu crescimento ‘com criatividade’, isto é, com inovação tecnológica.• Fajnzylber argumenta que não bastaria o desenvolvimento de uma indústria de bens de capital, “seria necessário constituir um ‘núcleo endógeno de progresso técnico’, tecnologicamente fortalecido e articulado com o conjunto do sistema produtivo. 20
  21. 21. A estrutura industrial brasileira• Aceleração da industrialização: pós-guerra até meados dos anos 1980: peso da indústria no PIB - passa de 20% em 1947 até atingir a 36% em 1985 e passa a decair, chegando a pouco mais de 15% em 2010.• Até 1980 a taxa de crescimento do produto industrial acima do PIB na maioria dos anos. A partir da crise da dívida externa até 2010, em apenas 10 anos de um total de 30 o valor adicionado da indústria ficou acima do crescimento do PIB. 21
  22. 22. Taxa de crescimento do PIB e do VA da Indústria de Transformação 1970-2010 22
  23. 23. Taxa anual de crescimento do PIB e do Valor Adicionadoda Indústria de Transformação1948-2010 23
  24. 24. Taxa de crescimento de produção física:Bens de Capital e Indústria de Transformação 1975-2010 24
  25. 25. VariaçãoSetores Industriais Participação percentual em p.p 1970 1985 1996 2007 1970/2007Baseado em RecursosNaturais 32.6 34.0 32.6 41.0 8.4Fabricação de Coque eRefino de Petróleo 3.4 5.2 5.4 14.5 11.1Intensiva em Trabalho 15.9 15.3 13.6 10.1 -5.8Têxteis 9.3 5.5 3.3 1.9 -7.4Intensiva em Escala 37.1 35.9 35.8 33.7 -3.4Diferenciada+Ciência 25 14.4 14.8 18.0 15.1 0.7
  26. 26. Indústria de Transformação e Extrativa Mineral- Participação % doValor adicionado no Valor da Produção por setores segundo aintensidade de tecnologia - 1985, 1996, 2007 26
  27. 27. os estágios de industrialização• O aprofundamento do processo de industrialização prejudicado nos anos 1980: inflação e aumento da vulnerabilidade externa.• 1970 e 2007: tendência à especialização em recursos naturais e rigidez - ganhos e perdas bem localizados.• Mudanças nas participações relativas dos setores foram mais intensas de 1985 para 2007.• Indústria não atingiu a maturidade em termos de desenvolvimento industrial. 27
  28. 28. da consolidação do setor industrial à abertura econômica nos anos 1990• A análise sobre o fluxo de comércio internacional- bens de consumo durável e bens de capital.• saldo comercial dos produtos industriais classificados por intensidade tecnológica• conclui-se que o desempenho do setor produtor de bens de capital nacional, ainda é insuficiente para provocar o dinamismo que a indústria brasileira precisa para ser o motor do crescimento econômico de longo prazo, ou seja, para relaxar a restrição externa ao crescimento 28
  29. 29. Saldo da Balança Comercial de Bens de Consumo Duráveis e de Capital- FOB em US$ milhões – 1974-201010000 5000 0 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 00 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 -5000-10000-15000 Saldo Balança de Bens de Consumo Duráveis Saldo da Balança de Bens de Capital 29
  30. 30. Balança Comercial por Intensidade Tecnológica 1989-2010 (US$ milhões FOB)80.00060.00040.00020.000 0 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010-20.000-40.000-60.000-80.000 Indústria Alta e Média-Alta Tec Indústria Média-Baixa e Baixa Tec Demais Produtos 30
  31. 31. Mudança na estrutura• o aumento das exportações líquidas de produtos básicos não sustenta o crescimento de longo prazo.• Com exceção do progresso técnico aplicado à produção de commodities, as inovações de produto ou de processos não estariam sendo criadas no país, ou seja, o ‘núcleo endógeno de progresso técnico’ seria voltado para aumentar as vantagens comparativas na produção e comercialização de produtos básicos, e a elasticidade-renda da demanda por importação continuaria maior que a elasticidade-renda da exportação. 31
  32. 32. Mudança na estrutura• O catching up só ocorrerá quando a especialização da indústria se der no sentido de uma produção com maior valor adicionado, maior conteúdo tecnológico e mais dinâmico no sentido de transbordamento – spillover – de seus efeitos para outros setores da economia. 32
  33. 33. desindustrialização recente• Com estrutura industrial imatura, para que o processo de catching up venha a ocorrer, e o princípio de causalidade cumulativa opere de forma virtuosa, forças além dos incentivos via mercado, devem atuar.• Contexto de apreciação cambial, políticas de incentivo à substituição de importações de bens de alta tecnologia se fazem mais necessárias. 33
  34. 34. Mudança estrutural no período recente-pos 2003• De 2004 até 2010 o percentual de valorização do real foi em torno de 60% e a valorização dos termos de troca em torno de 35%.• Assim, a valorização nos preços das commodities, mesmo com o câmbio valorizado, exerceu influência positiva sobre o crescimento da economia, porém acentuou a tendência à especialização da indústria nos setores intensivos em recursos naturais 34
  35. 35. aumento dos termos de troca e ‘doença holandesa’• aumento excessivo de rentabilidade no setor exportador de commodities e redução nos demais.• valorização da taxa de câmbio torna o setor industrial menos competitivo, e reforça a tendência à estagnação dos setores baseado em ciência e diferenciada, e a redução dos setores intensivo em trabalho e intensivo em escala. 35
  36. 36. Política econômica e valorização cambial• processo de perda relativa de importânica da indústria ao crescimento de longo prazo agravado pela condução da política monetária que mantém elevado o diferencial de juros, atraindo a entrada de moeda estrangeira na forma de superávit na conta capital e financeira em excesso às necessidades de financiamento do balanço de pagamentos. 36
  37. 37. Participação % no PIB dos Saldos do Balanço de Pagamentos eReservas Internacionais 1990 a 2010 37
  38. 38. A título de conclusão: o debate é antigo• O interesse de como se dá o processo de desenvolvimento em países menos desenvolvidos ocupa a agenda de pesquisa nos anos 1940 e 1950.• a agenda de política econômica estruturalista passa a defender a industrialização de países não industrializados, para uma melhor inserção dessas economias no fluxo de comércio.• Industrialização tardia gerou estruturas produtivas muito heterogêneas e relativamente pouco diversificadas.• Além disso, o processo de industrialização via substituição de importação levou economias periféricas, antes de concluírem a industrialização integralmente, enfrentassem problemas crônicos de balanço de pagamentos. 38
  39. 39. Conclusão• Valorização do câmbio beneficia o setor produtivo: barateando importações de insumos e de bens de capital, porém desestimula as exportações.• O impacto sobre a estrutura produtiva depende em que medida esses efeitos se refletem em aumento de produtividade que compense a relativa perda de competitividade.• Logo: impacto de um câmbio apreciado sobre a estrutura produtiva será positivo se promover uma mudança estrutural que relaxe restrição externa de longo prazo. 39
  40. 40. Conclusão• “ existência de recursos naturais em quantidades abundantes pode sustentar altas taxas de crescimento durante um certo período, sem que seja necessário um grande esforço de investimento para produção de tecnologia. Porém, a disponibilidade de recursos naturais é, em si mesma, insuficiente para sustentar o crescimento de longo prazo. – i) o crescimento baseado em fatores abundantes não promove mudança estrutural ... e; – ii) o crescimento é mais vulnerável às mudanças na economia internacional e ao comportamento da demanda externa. “ 40

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