SlideShare uma empresa Scribd logo

Catálise 1 introdução

catálise

1 de 31
Baixar para ler offline
Prof. Dr. Ary da Silva Maia
PPGQ – Programa de Pós-graduação em Química
UFPB – UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
 Apresentação do Curso
 Apresentação do Cronograma
 Apresentação do Professor
 Apresentação do Site
 Breve Histórico
2
 Antiguidade:
◦ processos fermentativos.
 Idade Média:
◦ preparação do éter sulfúrico.
 Roebuck (Sec. XVII):
◦ fabricação de ácido sulfúrico em câmaras de
chumbo.
 Primeira Patente (1834):
◦ Platina para oxidação de S a SO2.
 Mitscherlich (1834):
◦ Álcool em contato com ácido sulfúrico a
140oC se desdobra em éter e água 
“decomposição e combinação por contato”
 sistematização.
3
 Berzelius (1836):
◦ kata + lusis (grego)  “movimento para
baixo” + “ruptura”  dissolução,
decomposição.
“This new force, which was unknown until now, is common to
organic and inorganic nature. I do not believe that this is a force
entirely independent of the electrochemical affinities of matter;
I believe, on the contrary, that it is only a new manifestation, but
since we cannot see their connection and mutual dependence, it
will be easier to designate it by a separate name. I will call this
force catalytic force. Similarly, I will call the decomposition of
bodies by this force catalysis, as one designates the
decomposition of bodies by chemical affinity analysis.”
— Jöns Jacob Berzelius
'Some Ideas on a New Force which Acts in Organic Compounds', Annales chimie
physiques, 1836, 61, 146. Translated in Henry M. Leicester and Herbert S.
Klickstein, A Source Book in Chemistry 1400-1900(1952), 267.
4
 Ostwald (1895):
◦ estudo de diversos processos catalíticos.
◦ “catalisador muda velocidade da reação sem
mudar a composição do equilíbrio”.
 Ostwald (1901):
◦ Definição de catalisador.
◦ “qualquer substância que altera a
velocidade de uma reação química sem
aparecer como produto final”  importância
industrial.
 Processos catalíticos industriais:
 Catálise no Brasil:
5
 Definições Básicas:
◦ Catalisador:
 Substância que aumenta a taxa de uma reação, sem
ser apreciavelmente consumida no processo.
 Ele pode sofrer modificações extremas durante o
processo.
 Não pode mudar o equilíbrio químico determinado
pela termodinâmica, pode sim acelerar a taxa de
aproximação do equilíbrio.
◦ Atividade Catalítica:
 Se refere à taxa pela qual a reação alcançará o
equilíbrio.
 Esta taxa pode ser expressa de diversas formas:
 Por unidade total de área (ra)*;
 Por massa ou volume do catalisador (rw ou rv);
 Por volume de reator empacotado (rrv).
* Recomendado pela IUPAC
6

Recomendados

Aula 16 19 substituição nucleofílica
Aula 16 19 substituição nucleofílicaAula 16 19 substituição nucleofílica
Aula 16 19 substituição nucleofílicaGustavo Silveira
 
Reações de Ácidos Carboxílicos e Derivados
Reações de Ácidos Carboxílicos e DerivadosReações de Ácidos Carboxílicos e Derivados
Reações de Ácidos Carboxílicos e DerivadosJosé Nunes da Silva Jr.
 
Reações de Substituição Nucleofílica e de Eliminação
Reações de Substituição Nucleofílica e de EliminaçãoReações de Substituição Nucleofílica e de Eliminação
Reações de Substituição Nucleofílica e de EliminaçãoJosé Nunes da Silva Jr.
 
Relatorio quimica geral_2 - cinetica
Relatorio quimica geral_2 - cineticaRelatorio quimica geral_2 - cinetica
Relatorio quimica geral_2 - cineticaÍngrede Silva
 

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

7 reactores quimicos-rev 2103
7 reactores quimicos-rev 21037 reactores quimicos-rev 2103
7 reactores quimicos-rev 2103Fersay
 
Fisica exercicios resolvidos 014
Fisica exercicios resolvidos  014Fisica exercicios resolvidos  014
Fisica exercicios resolvidos 014comentada
 
Mecanismos de reação sn1 e sn2
Mecanismos de reação sn1 e sn2Mecanismos de reação sn1 e sn2
Mecanismos de reação sn1 e sn2Adrianne Mendonça
 
Titulação ácido base
Titulação ácido baseTitulação ácido base
Titulação ácido baseMarco Bumba
 
Lista de exercício (termodinâmica) com gabarito
Lista de exercício (termodinâmica) com gabaritoLista de exercício (termodinâmica) com gabarito
Lista de exercício (termodinâmica) com gabaritohainner2
 
Compostos de coordenação
Compostos de coordenaçãoCompostos de coordenação
Compostos de coordenaçãoLarissa Cadorin
 
Capitulo 2 balanço de massa
Capitulo 2   balanço de massaCapitulo 2   balanço de massa
Capitulo 2 balanço de massaPk Keller
 
Aula 13 balanço de massa - prof. nelson (area 1) - 29.04.11
Aula 13   balanço de massa - prof. nelson (area 1) - 29.04.11Aula 13   balanço de massa - prof. nelson (area 1) - 29.04.11
Aula 13 balanço de massa - prof. nelson (area 1) - 29.04.11Nelson Virgilio Carvalho Filho
 
Métodos térmoanalíticos de análise (TG, DTG, DTA, DSC)
Métodos térmoanalíticos de análise (TG, DTG, DTA, DSC)Métodos térmoanalíticos de análise (TG, DTG, DTA, DSC)
Métodos térmoanalíticos de análise (TG, DTG, DTA, DSC)Luis Henrique Bembo Filho
 
Aula 09 processos de conversão
Aula 09   processos de conversãoAula 09   processos de conversão
Aula 09 processos de conversãoAnderson Pontes
 
Aula 4. balanço de massa com reação química
Aula 4. balanço de massa com reação químicaAula 4. balanço de massa com reação química
Aula 4. balanço de massa com reação químicaLéyah Matheus
 
Relatório de polarimetria
Relatório de polarimetria Relatório de polarimetria
Relatório de polarimetria Railane Freitas
 
Teoria do campo cristalino
Teoria do campo cristalinoTeoria do campo cristalino
Teoria do campo cristalinoFernando Santos
 
Aula 06 tecnologia da engenharia química - reações industriais - 11.03.11
Aula 06   tecnologia da engenharia química - reações industriais - 11.03.11Aula 06   tecnologia da engenharia química - reações industriais - 11.03.11
Aula 06 tecnologia da engenharia química - reações industriais - 11.03.11Nelson Virgilio Carvalho Filho
 
Apostila cálculo de reatores i
Apostila cálculo de reatores iApostila cálculo de reatores i
Apostila cálculo de reatores iOnildo Lima
 

Mais procurados (20)

Potenciometria
PotenciometriaPotenciometria
Potenciometria
 
7 reactores quimicos-rev 2103
7 reactores quimicos-rev 21037 reactores quimicos-rev 2103
7 reactores quimicos-rev 2103
 
Fisica exercicios resolvidos 014
Fisica exercicios resolvidos  014Fisica exercicios resolvidos  014
Fisica exercicios resolvidos 014
 
Mecanismos de reação sn1 e sn2
Mecanismos de reação sn1 e sn2Mecanismos de reação sn1 e sn2
Mecanismos de reação sn1 e sn2
 
Titulação ácido base
Titulação ácido baseTitulação ácido base
Titulação ácido base
 
Cinética Química coc
Cinética Química cocCinética Química coc
Cinética Química coc
 
Lista de exercício (termodinâmica) com gabarito
Lista de exercício (termodinâmica) com gabaritoLista de exercício (termodinâmica) com gabarito
Lista de exercício (termodinâmica) com gabarito
 
Compostos de coordenação
Compostos de coordenaçãoCompostos de coordenação
Compostos de coordenação
 
Termodinâmica2
Termodinâmica2Termodinâmica2
Termodinâmica2
 
Capitulo 2 balanço de massa
Capitulo 2   balanço de massaCapitulo 2   balanço de massa
Capitulo 2 balanço de massa
 
Aula 13 balanço de massa - prof. nelson (area 1) - 29.04.11
Aula 13   balanço de massa - prof. nelson (area 1) - 29.04.11Aula 13   balanço de massa - prof. nelson (area 1) - 29.04.11
Aula 13 balanço de massa - prof. nelson (area 1) - 29.04.11
 
Métodos térmoanalíticos de análise (TG, DTG, DTA, DSC)
Métodos térmoanalíticos de análise (TG, DTG, DTA, DSC)Métodos térmoanalíticos de análise (TG, DTG, DTA, DSC)
Métodos térmoanalíticos de análise (TG, DTG, DTA, DSC)
 
Aula 09 processos de conversão
Aula 09   processos de conversãoAula 09   processos de conversão
Aula 09 processos de conversão
 
Solução tampão
Solução tampãoSolução tampão
Solução tampão
 
Aula 4. balanço de massa com reação química
Aula 4. balanço de massa com reação químicaAula 4. balanço de massa com reação química
Aula 4. balanço de massa com reação química
 
Relatório de polarimetria
Relatório de polarimetria Relatório de polarimetria
Relatório de polarimetria
 
Estrutura cristalina
Estrutura cristalinaEstrutura cristalina
Estrutura cristalina
 
Teoria do campo cristalino
Teoria do campo cristalinoTeoria do campo cristalino
Teoria do campo cristalino
 
Aula 06 tecnologia da engenharia química - reações industriais - 11.03.11
Aula 06   tecnologia da engenharia química - reações industriais - 11.03.11Aula 06   tecnologia da engenharia química - reações industriais - 11.03.11
Aula 06 tecnologia da engenharia química - reações industriais - 11.03.11
 
Apostila cálculo de reatores i
Apostila cálculo de reatores iApostila cálculo de reatores i
Apostila cálculo de reatores i
 

Destaque

Destaque (20)

Catalisadores
CatalisadoresCatalisadores
Catalisadores
 
Catalizadores quimicos
Catalizadores quimicosCatalizadores quimicos
Catalizadores quimicos
 
Cap.4-1-Propriedades dos Catalisadores Solidos-5.pdf
Cap.4-1-Propriedades dos Catalisadores Solidos-5.pdfCap.4-1-Propriedades dos Catalisadores Solidos-5.pdf
Cap.4-1-Propriedades dos Catalisadores Solidos-5.pdf
 
Catalisadores biológicos (1)
Catalisadores biológicos (1)Catalisadores biológicos (1)
Catalisadores biológicos (1)
 
Cap.4-3-ATextura dos Catalisadores-6.pdf
Cap.4-3-ATextura dos Catalisadores-6.pdfCap.4-3-ATextura dos Catalisadores-6.pdf
Cap.4-3-ATextura dos Catalisadores-6.pdf
 
Enzima (2)
Enzima (2)Enzima (2)
Enzima (2)
 
Cap7-Preparacao de Catalisadores-7.pdf
Cap7-Preparacao de Catalisadores-7.pdfCap7-Preparacao de Catalisadores-7.pdf
Cap7-Preparacao de Catalisadores-7.pdf
 
Enzimas
EnzimasEnzimas
Enzimas
 
Enzimas
EnzimasEnzimas
Enzimas
 
Catálise Assimétrica Heterogênea
Catálise Assimétrica HeterogêneaCatálise Assimétrica Heterogênea
Catálise Assimétrica Heterogênea
 
Organocatalise
OrganocataliseOrganocatalise
Organocatalise
 
2014 1 - qb70 d- cinetica aula 2
2014 1 - qb70 d- cinetica aula 22014 1 - qb70 d- cinetica aula 2
2014 1 - qb70 d- cinetica aula 2
 
RVQ
RVQRVQ
RVQ
 
Cinética química
Cinética químicaCinética química
Cinética química
 
Conceitos de cinética química
Conceitos de cinética químicaConceitos de cinética química
Conceitos de cinética química
 
Cinética Química
Cinética QuímicaCinética Química
Cinética Química
 
Isotermas de adsorçã1
Isotermas de adsorçã1Isotermas de adsorçã1
Isotermas de adsorçã1
 
Enzimas catalizadores biológicos
Enzimas catalizadores biológicosEnzimas catalizadores biológicos
Enzimas catalizadores biológicos
 
Relatorio de adsorção1 (1)
Relatorio de adsorção1 (1)Relatorio de adsorção1 (1)
Relatorio de adsorção1 (1)
 
Química
QuímicaQuímica
Química
 

Semelhante a Catálise 1 introdução

CALCULO DE REACTORES (REAÇÕES AUTOCATALÍTICAS) 16.12.2022.pdf
CALCULO DE REACTORES (REAÇÕES AUTOCATALÍTICAS) 16.12.2022.pdfCALCULO DE REACTORES (REAÇÕES AUTOCATALÍTICAS) 16.12.2022.pdf
CALCULO DE REACTORES (REAÇÕES AUTOCATALÍTICAS) 16.12.2022.pdfLuvumbuMoiss
 
Aula 1_Introdução a Cinética Química.pptx
Aula 1_Introdução a Cinética Química.pptxAula 1_Introdução a Cinética Química.pptx
Aula 1_Introdução a Cinética Química.pptxPettersonCristian
 
Cinetica quimica
Cinetica quimicaCinetica quimica
Cinetica quimicaLiana Maia
 
Resumo te rico cin-tica qu-mica.QUIMICA
Resumo te rico cin-tica qu-mica.QUIMICAResumo te rico cin-tica qu-mica.QUIMICA
Resumo te rico cin-tica qu-mica.QUIMICAcolegioexpansao
 
Cinética Química - Fisico-química
Cinética Química - Fisico-químicaCinética Química - Fisico-química
Cinética Química - Fisico-químicaDanilo Alves
 
cinticaqumica-141002231720-phpapp. 02.pdf
cinticaqumica-141002231720-phpapp. 02.pdfcinticaqumica-141002231720-phpapp. 02.pdf
cinticaqumica-141002231720-phpapp. 02.pdfMariaCeclia811680
 
Cinética e equilíbrio químico
Cinética e equilíbrio químicoCinética e equilíbrio químico
Cinética e equilíbrio químicoMarilena Meira
 
Capitulo 1 introducao a engenharia das reacoes quimicas
Capitulo 1   introducao a engenharia das reacoes quimicasCapitulo 1   introducao a engenharia das reacoes quimicas
Capitulo 1 introducao a engenharia das reacoes quimicasTonecas Pereira
 
Características Gerais Enzimática
Características Gerais EnzimáticaCaracterísticas Gerais Enzimática
Características Gerais EnzimáticaAline Paiva
 
Características e funções Gerais Enzimática
Características e funções Gerais EnzimáticaCaracterísticas e funções Gerais Enzimática
Características e funções Gerais EnzimáticaAline Paiva
 
Trabalho de rq
Trabalho de rqTrabalho de rq
Trabalho de rqTatiana BD
 
Aula 7 Testes De Estabilidade E Fundamentos De Cinetica Quimica
Aula 7   Testes De Estabilidade E Fundamentos De Cinetica QuimicaAula 7   Testes De Estabilidade E Fundamentos De Cinetica Quimica
Aula 7 Testes De Estabilidade E Fundamentos De Cinetica Quimicanewton.andreo
 
Reaores ideais capitulo 5
Reaores ideais   capitulo 5Reaores ideais   capitulo 5
Reaores ideais capitulo 5carlarodarte
 

Semelhante a Catálise 1 introdução (20)

CALCULO DE REACTORES (REAÇÕES AUTOCATALÍTICAS) 16.12.2022.pdf
CALCULO DE REACTORES (REAÇÕES AUTOCATALÍTICAS) 16.12.2022.pdfCALCULO DE REACTORES (REAÇÕES AUTOCATALÍTICAS) 16.12.2022.pdf
CALCULO DE REACTORES (REAÇÕES AUTOCATALÍTICAS) 16.12.2022.pdf
 
Aula 1_Introdução a Cinética Química.pptx
Aula 1_Introdução a Cinética Química.pptxAula 1_Introdução a Cinética Química.pptx
Aula 1_Introdução a Cinética Química.pptx
 
Cinetica quimica
Cinetica quimicaCinetica quimica
Cinetica quimica
 
Resumo te rico cin-tica qu-mica.QUIMICA
Resumo te rico cin-tica qu-mica.QUIMICAResumo te rico cin-tica qu-mica.QUIMICA
Resumo te rico cin-tica qu-mica.QUIMICA
 
Cinética Química - Fisico-química
Cinética Química - Fisico-químicaCinética Química - Fisico-química
Cinética Química - Fisico-química
 
Apostila de química 2013 3 col 1 bim.
Apostila de química 2013  3 col  1 bim.Apostila de química 2013  3 col  1 bim.
Apostila de química 2013 3 col 1 bim.
 
cinticaqumica-141002231720-phpapp. 02.pdf
cinticaqumica-141002231720-phpapp. 02.pdfcinticaqumica-141002231720-phpapp. 02.pdf
cinticaqumica-141002231720-phpapp. 02.pdf
 
Cinética e equilíbrio químico
Cinética e equilíbrio químicoCinética e equilíbrio químico
Cinética e equilíbrio químico
 
Fqe1 exp3 cinetica
Fqe1 exp3 cineticaFqe1 exp3 cinetica
Fqe1 exp3 cinetica
 
Ana nery cinética química
Ana nery   cinética químicaAna nery   cinética química
Ana nery cinética química
 
Cinética química aula 02
Cinética química   aula 02Cinética química   aula 02
Cinética química aula 02
 
Capitulo 1 introducao a engenharia das reacoes quimicas
Capitulo 1   introducao a engenharia das reacoes quimicasCapitulo 1   introducao a engenharia das reacoes quimicas
Capitulo 1 introducao a engenharia das reacoes quimicas
 
Aula4_Enzimas201102
Aula4_Enzimas201102Aula4_Enzimas201102
Aula4_Enzimas201102
 
Características Gerais Enzimática
Características Gerais EnzimáticaCaracterísticas Gerais Enzimática
Características Gerais Enzimática
 
Características e funções Gerais Enzimática
Características e funções Gerais EnzimáticaCaracterísticas e funções Gerais Enzimática
Características e funções Gerais Enzimática
 
Trabalho de rq
Trabalho de rqTrabalho de rq
Trabalho de rq
 
Reatores químicos 2
Reatores químicos 2Reatores químicos 2
Reatores químicos 2
 
Cinética química
Cinética químicaCinética química
Cinética química
 
Aula 7 Testes De Estabilidade E Fundamentos De Cinetica Quimica
Aula 7   Testes De Estabilidade E Fundamentos De Cinetica QuimicaAula 7   Testes De Estabilidade E Fundamentos De Cinetica Quimica
Aula 7 Testes De Estabilidade E Fundamentos De Cinetica Quimica
 
Reaores ideais capitulo 5
Reaores ideais   capitulo 5Reaores ideais   capitulo 5
Reaores ideais capitulo 5
 

Último

Ainda nessa perspectiva, mencione ao menos três desafios associados à aplicaç...
Ainda nessa perspectiva, mencione ao menos três desafios associados à aplicaç...Ainda nessa perspectiva, mencione ao menos três desafios associados à aplicaç...
Ainda nessa perspectiva, mencione ao menos três desafios associados à aplicaç...apoioacademicoead
 
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...azulassessoriaacadem3
 
2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...
2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...
2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...azulassessoriaacadem3
 
Discorra sobre a classificação da interpretação jurídica quanto à sua origem ...
Discorra sobre a classificação da interpretação jurídica quanto à sua origem ...Discorra sobre a classificação da interpretação jurídica quanto à sua origem ...
Discorra sobre a classificação da interpretação jurídica quanto à sua origem ...excellenceeducaciona
 
Sendo assim, desenvolva um breve texto que possa evidenciar a importância da ...
Sendo assim, desenvolva um breve texto que possa evidenciar a importância da ...Sendo assim, desenvolva um breve texto que possa evidenciar a importância da ...
Sendo assim, desenvolva um breve texto que possa evidenciar a importância da ...excellenceeducaciona
 
Atividade Proposta: A empresa Lótus Indústria e Comércio de Móveis Ltda., ini...
Atividade Proposta: A empresa Lótus Indústria e Comércio de Móveis Ltda., ini...Atividade Proposta: A empresa Lótus Indústria e Comércio de Móveis Ltda., ini...
Atividade Proposta: A empresa Lótus Indústria e Comércio de Móveis Ltda., ini...azulassessoriaacadem3
 
4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...
4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...
4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...azulassessoriaacadem3
 
A hermenêutica jurídica envolve diversos métodos e técnicas interpretativas, ...
A hermenêutica jurídica envolve diversos métodos e técnicas interpretativas, ...A hermenêutica jurídica envolve diversos métodos e técnicas interpretativas, ...
A hermenêutica jurídica envolve diversos métodos e técnicas interpretativas, ...excellenceeducaciona
 
3. Como você (aluno) relaciona as informações coletadas na entrevista com o c...
3. Como você (aluno) relaciona as informações coletadas na entrevista com o c...3. Como você (aluno) relaciona as informações coletadas na entrevista com o c...
3. Como você (aluno) relaciona as informações coletadas na entrevista com o c...apoioacademicoead
 
5. ​Agora suponha que esse mesmo aluno é do sexo feminino, você irá utilizar ...
5. ​Agora suponha que esse mesmo aluno é do sexo feminino, você irá utilizar ...5. ​Agora suponha que esse mesmo aluno é do sexo feminino, você irá utilizar ...
5. ​Agora suponha que esse mesmo aluno é do sexo feminino, você irá utilizar ...azulassessoriaacadem3
 
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...excellenceeducaciona
 
ATIVIDADE PROPOSTA: Considerando o "estudo de caso" apresentado na disciplina...
ATIVIDADE PROPOSTA: Considerando o "estudo de caso" apresentado na disciplina...ATIVIDADE PROPOSTA: Considerando o "estudo de caso" apresentado na disciplina...
ATIVIDADE PROPOSTA: Considerando o "estudo de caso" apresentado na disciplina...azulassessoriaacadem3
 
Discuta as principais mudanças e desafios enfrentados pelos profissionais de ...
Discuta as principais mudanças e desafios enfrentados pelos profissionais de ...Discuta as principais mudanças e desafios enfrentados pelos profissionais de ...
Discuta as principais mudanças e desafios enfrentados pelos profissionais de ...azulassessoriaacadem3
 
Atividades sobre as Fontes Históricas e Patrimônio.
Atividades sobre as Fontes Históricas e Patrimônio.Atividades sobre as Fontes Históricas e Patrimônio.
Atividades sobre as Fontes Históricas e Patrimônio.Jean Carlos Nunes Paixão
 
Considere a imagem abaixo: Fonte: ROSA, Tomás Amado. No âmbito do Direito, a...
Considere a imagem abaixo:  Fonte: ROSA, Tomás Amado. No âmbito do Direito, a...Considere a imagem abaixo:  Fonte: ROSA, Tomás Amado. No âmbito do Direito, a...
Considere a imagem abaixo: Fonte: ROSA, Tomás Amado. No âmbito do Direito, a...azulassessoriaacadem3
 
ATIVIDADE PROPOSTA: Considerando o "estudo de caso" apresentado na disciplina...
ATIVIDADE PROPOSTA: Considerando o "estudo de caso" apresentado na disciplina...ATIVIDADE PROPOSTA: Considerando o "estudo de caso" apresentado na disciplina...
ATIVIDADE PROPOSTA: Considerando o "estudo de caso" apresentado na disciplina...azulassessoriaacadem3
 
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...azulassessoriaacadem3
 
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...azulassessoriaacadem3
 

Último (20)

SANTO AMARO NO LAR VALE FORMOSO _
SANTO AMARO NO LAR VALE FORMOSO         _SANTO AMARO NO LAR VALE FORMOSO         _
SANTO AMARO NO LAR VALE FORMOSO _
 
Ainda nessa perspectiva, mencione ao menos três desafios associados à aplicaç...
Ainda nessa perspectiva, mencione ao menos três desafios associados à aplicaç...Ainda nessa perspectiva, mencione ao menos três desafios associados à aplicaç...
Ainda nessa perspectiva, mencione ao menos três desafios associados à aplicaç...
 
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
 
2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...
2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...
2) Descreva os princípios fundamentais para uma prescrição de exercícios físi...
 
Discorra sobre a classificação da interpretação jurídica quanto à sua origem ...
Discorra sobre a classificação da interpretação jurídica quanto à sua origem ...Discorra sobre a classificação da interpretação jurídica quanto à sua origem ...
Discorra sobre a classificação da interpretação jurídica quanto à sua origem ...
 
Sendo assim, desenvolva um breve texto que possa evidenciar a importância da ...
Sendo assim, desenvolva um breve texto que possa evidenciar a importância da ...Sendo assim, desenvolva um breve texto que possa evidenciar a importância da ...
Sendo assim, desenvolva um breve texto que possa evidenciar a importância da ...
 
GABARITO CRUZADINHA PATRIM E FONTES.docx
GABARITO CRUZADINHA PATRIM E FONTES.docxGABARITO CRUZADINHA PATRIM E FONTES.docx
GABARITO CRUZADINHA PATRIM E FONTES.docx
 
Atividade Proposta: A empresa Lótus Indústria e Comércio de Móveis Ltda., ini...
Atividade Proposta: A empresa Lótus Indústria e Comércio de Móveis Ltda., ini...Atividade Proposta: A empresa Lótus Indústria e Comércio de Móveis Ltda., ini...
Atividade Proposta: A empresa Lótus Indústria e Comércio de Móveis Ltda., ini...
 
4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...
4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...
4. Agora para analisar os resultados obtidos, você irá utilizar a classificaç...
 
A hermenêutica jurídica envolve diversos métodos e técnicas interpretativas, ...
A hermenêutica jurídica envolve diversos métodos e técnicas interpretativas, ...A hermenêutica jurídica envolve diversos métodos e técnicas interpretativas, ...
A hermenêutica jurídica envolve diversos métodos e técnicas interpretativas, ...
 
3. Como você (aluno) relaciona as informações coletadas na entrevista com o c...
3. Como você (aluno) relaciona as informações coletadas na entrevista com o c...3. Como você (aluno) relaciona as informações coletadas na entrevista com o c...
3. Como você (aluno) relaciona as informações coletadas na entrevista com o c...
 
5. ​Agora suponha que esse mesmo aluno é do sexo feminino, você irá utilizar ...
5. ​Agora suponha que esse mesmo aluno é do sexo feminino, você irá utilizar ...5. ​Agora suponha que esse mesmo aluno é do sexo feminino, você irá utilizar ...
5. ​Agora suponha que esse mesmo aluno é do sexo feminino, você irá utilizar ...
 
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
 
ATIVIDADE PROPOSTA: Considerando o "estudo de caso" apresentado na disciplina...
ATIVIDADE PROPOSTA: Considerando o "estudo de caso" apresentado na disciplina...ATIVIDADE PROPOSTA: Considerando o "estudo de caso" apresentado na disciplina...
ATIVIDADE PROPOSTA: Considerando o "estudo de caso" apresentado na disciplina...
 
Discuta as principais mudanças e desafios enfrentados pelos profissionais de ...
Discuta as principais mudanças e desafios enfrentados pelos profissionais de ...Discuta as principais mudanças e desafios enfrentados pelos profissionais de ...
Discuta as principais mudanças e desafios enfrentados pelos profissionais de ...
 
Atividades sobre as Fontes Históricas e Patrimônio.
Atividades sobre as Fontes Históricas e Patrimônio.Atividades sobre as Fontes Históricas e Patrimônio.
Atividades sobre as Fontes Históricas e Patrimônio.
 
Considere a imagem abaixo: Fonte: ROSA, Tomás Amado. No âmbito do Direito, a...
Considere a imagem abaixo:  Fonte: ROSA, Tomás Amado. No âmbito do Direito, a...Considere a imagem abaixo:  Fonte: ROSA, Tomás Amado. No âmbito do Direito, a...
Considere a imagem abaixo: Fonte: ROSA, Tomás Amado. No âmbito do Direito, a...
 
ATIVIDADE PROPOSTA: Considerando o "estudo de caso" apresentado na disciplina...
ATIVIDADE PROPOSTA: Considerando o "estudo de caso" apresentado na disciplina...ATIVIDADE PROPOSTA: Considerando o "estudo de caso" apresentado na disciplina...
ATIVIDADE PROPOSTA: Considerando o "estudo de caso" apresentado na disciplina...
 
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
5. Na sua opinião, em que medida os princípios da ORT de Taylor ainda são rel...
 
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
2. Como o entrevistado descreve a gestão e execução dos principais processos ...
 

Catálise 1 introdução

  • 1. Prof. Dr. Ary da Silva Maia PPGQ – Programa de Pós-graduação em Química UFPB – UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
  • 2.  Apresentação do Curso  Apresentação do Cronograma  Apresentação do Professor  Apresentação do Site  Breve Histórico 2
  • 3.  Antiguidade: ◦ processos fermentativos.  Idade Média: ◦ preparação do éter sulfúrico.  Roebuck (Sec. XVII): ◦ fabricação de ácido sulfúrico em câmaras de chumbo.  Primeira Patente (1834): ◦ Platina para oxidação de S a SO2.  Mitscherlich (1834): ◦ Álcool em contato com ácido sulfúrico a 140oC se desdobra em éter e água  “decomposição e combinação por contato”  sistematização. 3
  • 4.  Berzelius (1836): ◦ kata + lusis (grego)  “movimento para baixo” + “ruptura”  dissolução, decomposição. “This new force, which was unknown until now, is common to organic and inorganic nature. I do not believe that this is a force entirely independent of the electrochemical affinities of matter; I believe, on the contrary, that it is only a new manifestation, but since we cannot see their connection and mutual dependence, it will be easier to designate it by a separate name. I will call this force catalytic force. Similarly, I will call the decomposition of bodies by this force catalysis, as one designates the decomposition of bodies by chemical affinity analysis.” — Jöns Jacob Berzelius 'Some Ideas on a New Force which Acts in Organic Compounds', Annales chimie physiques, 1836, 61, 146. Translated in Henry M. Leicester and Herbert S. Klickstein, A Source Book in Chemistry 1400-1900(1952), 267. 4
  • 5.  Ostwald (1895): ◦ estudo de diversos processos catalíticos. ◦ “catalisador muda velocidade da reação sem mudar a composição do equilíbrio”.  Ostwald (1901): ◦ Definição de catalisador. ◦ “qualquer substância que altera a velocidade de uma reação química sem aparecer como produto final”  importância industrial.  Processos catalíticos industriais:  Catálise no Brasil: 5
  • 6.  Definições Básicas: ◦ Catalisador:  Substância que aumenta a taxa de uma reação, sem ser apreciavelmente consumida no processo.  Ele pode sofrer modificações extremas durante o processo.  Não pode mudar o equilíbrio químico determinado pela termodinâmica, pode sim acelerar a taxa de aproximação do equilíbrio. ◦ Atividade Catalítica:  Se refere à taxa pela qual a reação alcançará o equilíbrio.  Esta taxa pode ser expressa de diversas formas:  Por unidade total de área (ra)*;  Por massa ou volume do catalisador (rw ou rv);  Por volume de reator empacotado (rrv). * Recomendado pela IUPAC 6
  • 7.  A taxa de reação r é calculado como a taxa de variação da quantidade de substância (nA) de um reagente A com o tempo em relação ao volume de reação ou a massa de catalisador:  Para uma reação irreversível do tipo A → P pode-se dizer que:  Onde k é a constante de taxa  f(cA) é um termo de concentração que pode apresentar dependência de primeira ordem ou superior no equilíbrio de adsorção. 7  1-1-1-1- hKgmolouhLmol tempo.rcatalisadodeMassaouVolume convertidoreagentedeQuantidade r )(f.. d d A A cVk t n 
  • 8.  Pela Eq. de Arrhenius define-se que:  Onde: k0 é o fator pré exponencial ou fator de frequência. Ea é a energia de ativação da reação. R é a constante dos gases ideais. T é a temperatura em Kelvin.  Pelas equações anteriores depreende-se 3 formas distintas de visualizar a atividade catalítica:  A taxa de reação ( r );  A constante de taxa ( k ) e  A Energia de ativação ( Ea ). 8 ).( 0. TREa ekk  
  • 9.  Na prática, em situações de medidas comparativas como na seleção de catalisadores, determinação de parâmetros de processo, otimização das condições de produção de catalisador e estudos de desativação a determinação da atividade pode ser feita através de:  Conversão em condições de reação constantes;  Velocidade espacial para uma determinada conversão constante;  O rendimento do tempo espacial;  A temperatura necessária para uma determinada conversão.  Conversão é a razão entre a quantidade do reagente A que reagiu e a que foi colocada no reator: 9 )%oumol/mol(0 0 A AA A n nn X  
  • 10.  Velocidade Espacial é a taxa de vazão volumétrica (V0) relativa a massa de catalisador (mcat) ou ao volume do leito catalítico (V)  A SV é inversamente proporcional ao tempo necessário para processar um volume de leito catalítico, em determinadas condições, chamado de tempo espacial (ST). Figura 1 - Comparação da atividade de catalisadores. Industrial Catalysis. A Practical Approach. 2nd Ed. Hagen, J. Wiley-VCH, Weiheim, Germany, (2006) 10 )s.kg.(m 1-1-30 catm V SV  )s.m.(m 1-3-30 V V SV 
  • 11. ◦ Seletividade Catalítica:  É a medida da extensão da reação em relação a um ou mais produtos desejados, ao invés do total produzido.  Normalmente varia com:  pressão,  temperatura,  composição dos reagentes,  extensão da conversão,  natureza do catalisador (sua funcionalidade).  Normalmente é expressa como a percentagem do reagente consumido que formou o produto desejado.  Industrialmente refere-se a rendimento que é a quantidade de produto formado por quantidade de reagente consumido.  O rendimento é expresso em base mássica (w/w), muitas vezes de forma percentual. 11
  • 12. ◦ Estabilidade Catalítica:  Os catalisadores heterogêneos apresentam, pelo menos, três formas distintas de estabilidade:  Estabilidade Térmica.  Estabilidade Química.  Estabilidade Mecânica.  A estabilidade de um catalisador determina sua vida útil em um processo reacional.  A vida útil total de um catalisador é crucial na avaliação econômica de um processo catalítico.  Atualmente um dos principais enfoques na avaliação de processos industriais está relacionado com o uso eficiente da matéria-prima e de recursos energéticos. Neste contexto é preferível, em certas situações, a otimização de um processo à criação de um novo, assim: SELETIVIDADE > ESTABILIDADE > ATIVIDADE 12
  • 13. ◦ Catalisador Negativo:  Substância que diminui a taxa de uma reação.  Seu mecanismo de reação é diferente dos catalisadores “positivos”, sendo melhor designado por inibidores reacionais. ◦ Sítios Ativos:  Propriedades químicas e físicas dos sólidos variam com a localização da superfície.  Esta heterogeneidade pode ser medida de diversas formas.  Taylor, HS (1948) – reações ocorrem somente em locais específicos chamados de sítios.  O sítio ativo para uma determinada reação pode não o ser para outra. 13
  • 14. ◦ Frequência de Turnover (TOF):  Quantifica a atividade específica de um centro ativo de catalisador, para uma reação em especial, sob condições de reação, definida pelo número de reações moleculares ou ciclos catalíticos que ocorrem no centro ativo por unidade de tempo.  Para muitas aplicações industriais os valores de TOF estão na faixa de 10-2 a 102 s-1. 14 1- tempo moles Volume x TempoxVolume moles Volume/AtivosCentrosdeNúmero reaçãodecavolumétriTaxa TOF
  • 15. ◦ Número de Turnover (TON):  O número de Turnover especifica o uso máximo que pode ser feito de um catalisador, para uma reação especial, nas condições definidas. O número de reações moleculares ou ciclos de reação, que ocorre no centro ativo até a queda da atividade.  A relação entre TON e TOF é dada por:  Para aplicações industriais os valores de TON variam entre 106 e 107. (Observar que TON é adimensional) 15 [tempo]rcatalisadodoútilxvida][tempoTOFTON -1 
  • 16.  Dependendo do processo catalítico o TON e o TOF podem ter significados diferentes:  Catálise Homogênea: TON é número de moléculas de um reagente A, que uma molécula do catalisador pode converter no produto B, até que o catalisador se desative.  Catálise Heterogênea: TON é o número de moléculas de um reagente A, que um sítio ativo do catalisador (ou 1 g do catalisador) pode converter no produto B, até que o catalisador se desative.  Catálise Enzimática: TON é definido como a taxa quando todas as moléculas de enzima são complexadas com o reagente, dividido pela concentração total da enzima.  Assim como as taxas, o TON e o TOF variam com a pressão, temperatura e composição dos reagentes.  Limitado pela dificuldade de determinação de medida do número real de sítios ativos. 16
  • 17.  Exemplo de utilização do TOF e TON para avaliação da atividade catalítica: 17 Chem. Eur. J. vol.8, n.3, pag. 622-631 (2002).
  • 18. ◦ Exercícios: 1. Admitindo-se que 100 mg de um catalisador proporcione uma conversão de 98%, após um periodo de 40 min, qual o valor do TON e da TOF deste catalisador ? 2. Admitindo-se a reação a seguir: Calcule o TON e a TOF para cada substrato observado. 18
  • 20. ◦ Funcionalidade:  Está relacionada com a capacidade de um determinado sítio do catalisador ser ativo para uma determinada reação.  Catalisadores bifuncionais, por exemplo apresentam pelo menos dois sítios específicos para cada uma das reações que eles podem acelerar.  Catalisadores suportados, frequentemente, apresentam características bifuncionais.  Substâncias como Cr2O3, MoO2 e WS2 são considerados multifuncionais pois são ácidos assim como apresentam atividade para hidrogenação e desidrogenação. 20
  • 21. ◦ Desativação do Catalisador:  O catalisador pode perder sua atividade ou seletividade por uma série de razões:  ENVENENAMENTO:  Impureza presente na corrente de alimentação que se adsorve sobre os sítios ativos, reduzindo a atividade catalítica.  O veneno ou inibidor pode atuar somente em uma etapa reacional, modificando assim a seletividade catalítica.  A adição deliberada de um veneno pode aumentar a seletividade em relação a um determinado produto.  Se adsorvido fortemente sobre o sítio ativo o envenenamento é irreversível, se fracamente adsorvido pode ser revertido.  Se o produto de uma determinada etapa reacional se adsorve fortemente sobre os sítios ativos, diz-se que o catalisador sofreu auto-envenenamento ou auto-inibição.  DEPOSIÇÃO DE INERTES:  Geralmente usado para descrever o bloqueio físico dos sítios ativos.  Um dos casos mais comum é a deposição de coque, resultante da redução de material carbonáceo.  A deposição de coque pode ser revertida pela queima do mesmo. 21
  • 22.  REDUÇÃO DA ÁREA ATIVA POR SINTERIZAÇÃO OU MIGRAÇÃO:  Sinterização é um processo físico irreversível de redução da área catalítica efetiva.  Pode consistir de crescimento de cristalitos metálicos em catalisadores suportados, ou da diminuição da área em catalisadores não suportados.  PERDA DAS ESPÉCIES ATIVAS:  A conversão de uma determinada fase ativa em outra fase pode representar modificações de atividade e /ou seletividade .  Óxidos metálicos complexos podem se decompor pela perda de um elemento particular, por exemplo pela volatilização de um composto.  Catalisadores amorfos podem sofre cristalização.  Compostos ativos em uma fase cristalina podem se converter em uma fase menos ativa.  Formação de ligas entre a fase ativa de um catalisador metálico e impurezas presentes ou mesmo através de ração com o suporte também podem levar a uma desativação. ◦ Ler a referência: Catalysis Today 52 (1999)165-181. 22
  • 23.  DESATIVAÇÃO DE CATALISADORES: Figura 2 – Desativação de catalisadores. Industrial Catalysis. A Practical Approach. 2nd Ed. Hagen, J. Wiley-VCH, Weiheim, Germany, (2006) 23
  • 24.  CLASSIFICAÇÃO DOS CATALISADORES: Figura 3 – Classificação dos catalisadores. Industrial Catalysis. A Practical Approach. 2nd Ed. Hagen, J. Wiley-VCH, Weiheim, Germany, (2006) 24
  • 25. Tabela 1 – Comparação entre catalisadores homogêneos e heterogêneo s Industrial Catalysis. A Practical Approach. 2nd Ed. Hagen, J. Wiley- VCH, Weiheim, Germany, (2006) 25
  • 26.  Termodinâmica x Catálise: ◦ Variáveis termodinâmicas (variáveis de estado):  As variáveis de estado referem-se apenas ao estado momentâneo do sistema e não podem descrever a sua evolução no tempo. Referem-se ao Estado Inicial e Estado Final. Algumas das variáveis de estado de um sistema são:  Pressão (p),  Temperatura (T),  Volume (V),  Entalpia (H),  Energia interna (U),  Energia livre de Gibbs (G),  Entropia (S),  Energia livre de Helmholtz (A), 26
  • 27. 27 • Termodinâmica x Catálise: Estado Inicial Estado Final Mecanismo da Reação Independente do sistema ser homogêneo ou heterogêneo.
  • 28. Reação Catalítica Catalisador Pesquisador ou Companhia/ Ano Ácido sulfúrico (câmara de chumbo) NOx Désormes, Clement/1806 Produção de Cloro pela oxidação de HCl CuSO4 Deacon/1867 Ácido sulfúrico (processo de contato) Pt, V2O5 Winkler/1875, Knietsch/1888 (BASF) Ácido nítrico por oxidação de NH3 Rede de Pt/Rh Ostwald/1906 Hidrogenação de gorduras (endurecimento) Ni Normann/1907 Síntese de amônia a partir de N2 e H2 Fe Mittasch, Haber, Bosch/1908 (BASF)/1913 28
  • 29. Reação Catalítica Catalisador Pesquisador ou Companhia/ Ano Hidrog. de carvão a hidrocarbonetos Fe, Mo, Sn Bergius/1913; Pier/1927 Oxidação de benzeno V2O5 Weiss, Downs/1920 Síntese do metanol a partir de CO/H2 ZnO/Cr2O3 Mittasch/1923 Hidrocarbonetos a partir de CO/H2 Fe, Co, Ni Fischer, Tropsch/1925 Oxidação de etileno Ag Lefort/1930 Alquilação de olefinas com isobutano para gasolina AlCl3 Ipatieff, Pines, 1932 Craqueamento de hidrocarbonetos Al2O3/SiO2 Houdry/1937 29
  • 30. Reação Catalítica Catalisador Pesquisador ou Companhia/ Ano Hidroformilação de etileno a propanal Co Roelen/1938 (Ruhrchemie) Craqueamentro em leito fluidizado Aluminosilicatos Lewis, Gilliland/1939 (Standard Oil) Polimerização de etileno à ↓P Compostos de Ti Ziegler, Natta/1954 Oxidação de etileno a acetaldeído Cloretos de Pd/Cu Hafner, Smidt (Wacker) Amoxidação de propeno à acrilonitrila Bi/Mo Idol/1959 (SOHIO process) Metátese de olefinas Re, W, Mo Banks, Bailey/1964 Hidrogenação, hidroformilação e isomerização Complexos de Rh e Ru Wilkinson, 1964 30
  • 31. Reação Catalítica Catalisador Pesquisador ou Companhia/ Ano Hidrogenação assimétrica Rh quiral Knowles/1974; l-Dopa (Monsanto) Catalisadores “three-way” Pt, Rh General Motors, Ford, 1974 Conversão de metanol a hidrocarbonetos Zeolitas Mobil Chemical Co., 1975 α olefinas a partir de etileno Fosfina e Ni-quelato Shell (SHOP process) 1977 Oxidação seletiva com H2O2 Zeolita / Ti (TS-1) Enichem, 1983 Hidroformilação Rh/Fosfina/Aquoso Rhône-Poulenc/ Ruhrchemie,1984 Redução catalítica seletiva Óxidos de V, W, Ti ~1986 31