SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 24
Baixar para ler offline
Engenharia de Software
baseada em Componentes
Caio Braz
Gustavo Vilela
Henrique Stagni
Igor Montagner
Componente
" Um componente é um pacote coerente de artefatos de
software que pode ser independetemente desenvolvido e
distribuído como uma unidade e que pode ser composto, sem
alterações, com outros componentes para construir algo
maior."
Motivação: REÚSO.
Processo natural que ocorre em muitas indústrias.
Características de Componentes
Comparação com peças do brinquedo Lego:
• São intercambiáveis.
• São reutizáveis.
• Alguns são mais específicos, outros mais gerais.
• Interagem com outros componentes.
Engenharia de Software Baseada em
Componentes
A ESBC estuda:
• as práticas necessárias para o desenvolvimento baseado
em componentes.
• vantagens e desvantagens da adoção de componentes
Classificação de Componentes
ES x ESBC
ES ESBC
O reúso existe, mas
ocorre na fase de
desenvolvimento.
Geralmente envolve
reutilização de trechos
de código.
O reúso é feito na
montagem, sem custos
de desenvolvimento,
sem mudar a
implementação dos
componentes.
Atualização e extensão
do sistema são feitas
dinamicamente.
Componentização.
ES x ESBC
ES ESBC
• Análise dos requisitos.
• Especificação do sistema.
• Aprovação da especificação
pelo cliente.
• Análise dos requisitos.
• Especificação do sistema.
• Aprovação da especificação
pelo cliente.
• Projeto de Arquitetura do
Software.
• Implementação.
• Busca e Seleção de
Componentes.
• Desenvolvimento de partes não
atendidas por componentes já
existentes.
• Integração.
• Testes • Testes de integração.
• Implantação • Implantação
Mercado de Componentes de Software
Obtenção de software:
• Pacote
• Sob Encomenda
ESBC oferece o melhor dos dois modelos e ainda
atende reconhecidamente a duas grandes demandas
do mercado de TI:
• Diminuição do tempo de chegada ao mercado
• Aumento de produtividade
Mercado de Componentes de Software
Estrutura Produtiva
• Desenvolvedores de componentes
• Integradores
• Clientes/usuários de software baseado em
componentes
• Intermediários
• Certificadores de qualidade
• Fornecedores de ferramentas de desenvolvimento
Mercado de Componentes de Software
Economia de componentes
• Mercados de componentes individuais e linhas de
produtos
• Mercado de Integração
• Mercado de infra-estrutura
• Mercado de intermediação
• Mercado de Certificação
• Mercado de Treinamento/Capacitação
Mercado de Componentes de Software
Cadeia de Valor
Mercado de Componentes de Software
Barreiras e riscos
• Pouco conhecida
• Faltam padrões
• Poucos fornecedores e compradores de componentes
• Dificuldade em encontrar (ou operacionalizar) outros
modos de comercialização mais adequados que a
venda de licenças
• Alguns modelos de negócio são muito sofisticados para
um mercado ainda não firmado
Mercado de Componentes de Software
Problemas em aberto
• Descrição de componentes
• Confiabilidade
• Responsabilidade por falhas
• Combinação de componentes
• Modelos de negócios
• Atualizações
• Suporte a longo prazo
• Propriedade Intelectual
Tendências do Desenvolvimento e uso
da ESBC no Brasil
Estímulos positivos e negativos para a escolha do modelo
ESBC
o Fatores técnicos positivos:
Positivos a qualidade do software, facilidade de
manutenção, confiança e evolução da arquitetura orientada
a serviços.
o Fatores técnicos negativos
O baixo grau de maturidade da tecnologia é uma barreira
grande.
Tendências do Desenvolvimento e uso
da ESBC no Brasil
Os estímulos econômicos tiveram uma percepção mais
positiva que os técnicos.
o Fatores econômicos positivos:
Os principais foram a produtividade, "time to market" e a
geração de oportunidades de negócios.
o Fatores econômicos negativos
O custo da migração para o novo modelo e a falta de
recursos humanos para o processo.
Tendências do Desenvolvimento e uso
da ESBC no Brasil
Os modelos de negócio mais atrativos e viáveis para o
mercado brasileiro atualmente (2005).
Obtiveram maior destaque os modelos Integrador, Venda de
Componentes e Ferramentas.
Em contrapartida, os modelos Broker e Certificação foram os
classificados como mais incertos.
Um fato interessante é verificar a falta de capacitação para
todos os modelos.
Tendências do Desenvolvimento e uso
da ESBC no Brasil
Intensidade de uso do modelo ESBC atualmente (2005) e
projeção para o futuro (2010), para vários dominios disponíveis
no mercado.
2005
2010
Cenário para desenvolvimento e uso de componentes na
Indústria Brasileira de Software e Serviços
Metodologia de cenários:
• adequada para tratar incertezas
Exercício de cenários:
• identificar cenários futuros para o desenvolvimento de componentes
Pontos de discussão:
• em que medida a ESBC vai transformar a base técnica e comercial da
indústria mundial de software?
• quais os modelos de negócio criados ou potencializados?
• sendo um mercado internacional em potencial, quais as possibilidades de
inserção do Brasil?
Cenário para desenvolvimento e uso de componentes na
Indústria Brasileira de Software e Serviços
Resultados:
• a evolução do reuso não é uma incerteza, é uma tendência!
• incerteza quanto a ESBC tornar-se principal tecnologia nessa trajetória.
Cenários:
• Vento em Popa - ESBC é a trajetória principal de reuso e Brasil acompanha
• Calmaria - ESBC não avança significativamente
• a ver Navios - ESBC avança, torna-se dominante, mas Brasil fica de fora
Considerações Finais
Pontos fortes
• política nacional de software livre
• mercado interno de porte
significativo e com poder de
alavancagem
• boa base acadêmica
• política industrial voltada para
software
Pontos fracos
• falta de cultura de reuso
• falta de recurso humano
capacitado
• limitação de recursos financeiros
• relativo atraso em intensidade de
uso
• baixa inserção do Brasil no
mercado internacional
Considerações Finais
Oportunidades
• vantagens técnicas
• ganhos de produtividade e
redução de prazos de entrega
• oportunidade de empresas
brasileiras participarem no
mercado internacional de software
• expansão do modelo de negócio
integrador
• diversificação de produtos e
soluções
Ameaças
• perda de competitividade global
• tendência que não se compre
componentes brasileiros a curto
prazo (carece de confiança)
• Brasil corre risco de ter que
importar (China e Índia)
• falta de certificação específica
dificulta entrada no mercado
internacional
Considerações Finais
Em resumo:
• reuso e intercambialidade são razões principais do
desenvolvimento da ESBC, mas não se sabe se essa será sua
principal trajetória
• necessidade da criação da cultura de uso de componentes,
formação de pessoal qualificado, financiar a melhoria e maturidade
do processo de desenvolvimento e formular políticas para lidar com
direitors de propriedade intelectual.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Arquitetura de Software Baseada em Componentes: Um Estudo de Caso para o Cont...
Arquitetura de Software Baseada em Componentes: Um Estudo de Caso para o Cont...Arquitetura de Software Baseada em Componentes: Um Estudo de Caso para o Cont...
Arquitetura de Software Baseada em Componentes: Um Estudo de Caso para o Cont...Anderson Kanegae Soares Rocha
 
Arquitetura de Software Na Pratica
Arquitetura de Software Na PraticaArquitetura de Software Na Pratica
Arquitetura de Software Na PraticaAlessandro Kieras
 
Design Emocional
Design EmocionalDesign Emocional
Design EmocionalEdu Agni
 
Arquitetura de Software
Arquitetura de SoftwareArquitetura de Software
Arquitetura de SoftwareAricelio Souza
 
O Processo de Desenvolvimento de Software
O Processo de Desenvolvimento de SoftwareO Processo de Desenvolvimento de Software
O Processo de Desenvolvimento de SoftwareCamilo de Melo
 
Engenharia De Software
Engenharia De SoftwareEngenharia De Software
Engenharia De SoftwareCursoSENAC
 
Fatores de Qualidade de MacCall e ISO/IEC 9126
Fatores de Qualidade de MacCall e ISO/IEC 9126Fatores de Qualidade de MacCall e ISO/IEC 9126
Fatores de Qualidade de MacCall e ISO/IEC 9126Elaine Cecília Gatto
 
Realidade Virtual e Realidade Aumentada
Realidade Virtual e Realidade Aumentada Realidade Virtual e Realidade Aumentada
Realidade Virtual e Realidade Aumentada novastecnologiaspromove
 
Aula 1 - Qualidade de Software - Introdução e História.pptx
Aula 1 - Qualidade de Software - Introdução e História.pptxAula 1 - Qualidade de Software - Introdução e História.pptx
Aula 1 - Qualidade de Software - Introdução e História.pptxAlexandreLisboadaSil
 
Projeto de Banco de Dados: Gerenciamento de Locadora de Vídeo (parte escrita)
Projeto de Banco de Dados: Gerenciamento de Locadora de Vídeo (parte escrita)Projeto de Banco de Dados: Gerenciamento de Locadora de Vídeo (parte escrita)
Projeto de Banco de Dados: Gerenciamento de Locadora de Vídeo (parte escrita)Gleyciana Garrido
 
Arquitetura de Software
Arquitetura de SoftwareArquitetura de Software
Arquitetura de Softwareelliando dias
 
Metodologias Ágeis para o Desenvolvimento de Software
Metodologias Ágeis para o Desenvolvimento de SoftwareMetodologias Ágeis para o Desenvolvimento de Software
Metodologias Ágeis para o Desenvolvimento de SoftwareAdolfo Neto
 
Engenharia de Software - Conceitos e Modelos de Desenvolvimento
Engenharia de Software - Conceitos e Modelos de Desenvolvimento Engenharia de Software - Conceitos e Modelos de Desenvolvimento
Engenharia de Software - Conceitos e Modelos de Desenvolvimento Sérgio Souza Costa
 
Aula 1 requisitos
Aula 1   requisitosAula 1   requisitos
Aula 1 requisitoslicardino
 
Aula03 - Termo de Abertura de Projeto
Aula03 - Termo de Abertura de ProjetoAula03 - Termo de Abertura de Projeto
Aula03 - Termo de Abertura de ProjetoDaniela Brauner
 
Desenvolvimento de Aplicações para Dispositivos Móveis: Aplicativos Nativos, ...
Desenvolvimento de Aplicações para Dispositivos Móveis: Aplicativos Nativos, ...Desenvolvimento de Aplicações para Dispositivos Móveis: Aplicativos Nativos, ...
Desenvolvimento de Aplicações para Dispositivos Móveis: Aplicativos Nativos, ...Pedro Edson Silva Barros
 

Mais procurados (20)

Arquitetura de Software Baseada em Componentes: Um Estudo de Caso para o Cont...
Arquitetura de Software Baseada em Componentes: Um Estudo de Caso para o Cont...Arquitetura de Software Baseada em Componentes: Um Estudo de Caso para o Cont...
Arquitetura de Software Baseada em Componentes: Um Estudo de Caso para o Cont...
 
Arquitetura de Software Na Pratica
Arquitetura de Software Na PraticaArquitetura de Software Na Pratica
Arquitetura de Software Na Pratica
 
Design Emocional
Design EmocionalDesign Emocional
Design Emocional
 
Arquitetura de Software
Arquitetura de SoftwareArquitetura de Software
Arquitetura de Software
 
O Processo de Desenvolvimento de Software
O Processo de Desenvolvimento de SoftwareO Processo de Desenvolvimento de Software
O Processo de Desenvolvimento de Software
 
Engenharia De Software
Engenharia De SoftwareEngenharia De Software
Engenharia De Software
 
Fatores de Qualidade de MacCall e ISO/IEC 9126
Fatores de Qualidade de MacCall e ISO/IEC 9126Fatores de Qualidade de MacCall e ISO/IEC 9126
Fatores de Qualidade de MacCall e ISO/IEC 9126
 
Introdução a React Native
Introdução a React NativeIntrodução a React Native
Introdução a React Native
 
Realidade Virtual e Realidade Aumentada
Realidade Virtual e Realidade Aumentada Realidade Virtual e Realidade Aumentada
Realidade Virtual e Realidade Aumentada
 
Aula 1 - Qualidade de Software - Introdução e História.pptx
Aula 1 - Qualidade de Software - Introdução e História.pptxAula 1 - Qualidade de Software - Introdução e História.pptx
Aula 1 - Qualidade de Software - Introdução e História.pptx
 
Projeto de Banco de Dados: Gerenciamento de Locadora de Vídeo (parte escrita)
Projeto de Banco de Dados: Gerenciamento de Locadora de Vídeo (parte escrita)Projeto de Banco de Dados: Gerenciamento de Locadora de Vídeo (parte escrita)
Projeto de Banco de Dados: Gerenciamento de Locadora de Vídeo (parte escrita)
 
Arquitetura de Software
Arquitetura de SoftwareArquitetura de Software
Arquitetura de Software
 
Metodologias Ágeis para o Desenvolvimento de Software
Metodologias Ágeis para o Desenvolvimento de SoftwareMetodologias Ágeis para o Desenvolvimento de Software
Metodologias Ágeis para o Desenvolvimento de Software
 
Engenharia de Software - Conceitos e Modelos de Desenvolvimento
Engenharia de Software - Conceitos e Modelos de Desenvolvimento Engenharia de Software - Conceitos e Modelos de Desenvolvimento
Engenharia de Software - Conceitos e Modelos de Desenvolvimento
 
eXtreme Programming (XP)
eXtreme Programming (XP)eXtreme Programming (XP)
eXtreme Programming (XP)
 
Aula4 levantamento requisitos
Aula4 levantamento requisitosAula4 levantamento requisitos
Aula4 levantamento requisitos
 
Aula 1 requisitos
Aula 1   requisitosAula 1   requisitos
Aula 1 requisitos
 
Ux design - Conceitos Básicos
Ux design - Conceitos BásicosUx design - Conceitos Básicos
Ux design - Conceitos Básicos
 
Aula03 - Termo de Abertura de Projeto
Aula03 - Termo de Abertura de ProjetoAula03 - Termo de Abertura de Projeto
Aula03 - Termo de Abertura de Projeto
 
Desenvolvimento de Aplicações para Dispositivos Móveis: Aplicativos Nativos, ...
Desenvolvimento de Aplicações para Dispositivos Móveis: Aplicativos Nativos, ...Desenvolvimento de Aplicações para Dispositivos Móveis: Aplicativos Nativos, ...
Desenvolvimento de Aplicações para Dispositivos Móveis: Aplicativos Nativos, ...
 

Semelhante a Engenharia de Software Baseada em Componentes

02 Introdução à engenharia de software - conceitos fundamentais
02 Introdução à engenharia de software - conceitos fundamentais02 Introdução à engenharia de software - conceitos fundamentais
02 Introdução à engenharia de software - conceitos fundamentaisWaldemar Roberti
 
LIVRO PROPRIETÁRIO - METODOLOGIAS DE DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS
LIVRO PROPRIETÁRIO - METODOLOGIAS DE DESENVOLVIMENTO DE SISTEMASLIVRO PROPRIETÁRIO - METODOLOGIAS DE DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS
LIVRO PROPRIETÁRIO - METODOLOGIAS DE DESENVOLVIMENTO DE SISTEMASOs Fantasmas !
 
Muita gestão e pouca engenharia, por onde anda o XP?
Muita gestão e pouca engenharia, por onde anda o XP?Muita gestão e pouca engenharia, por onde anda o XP?
Muita gestão e pouca engenharia, por onde anda o XP?Cristiano Schwening
 
Trabalho qualidade de software sistemas de informação
Trabalho qualidade de software   sistemas de informaçãoTrabalho qualidade de software   sistemas de informação
Trabalho qualidade de software sistemas de informaçãoFernando Gomes Chaves
 
2014 06-11-marcello-siqueira-certics-overview-assespro-espirito-santo
2014 06-11-marcello-siqueira-certics-overview-assespro-espirito-santo2014 06-11-marcello-siqueira-certics-overview-assespro-espirito-santo
2014 06-11-marcello-siqueira-certics-overview-assespro-espirito-santoRoberto C. Mayer
 
The economics of software quality
The economics of software qualityThe economics of software quality
The economics of software qualityAlexandre Couto
 
259 Club ServiceNow LowCode
259 Club ServiceNow LowCode259 Club ServiceNow LowCode
259 Club ServiceNow LowCodeTiago Macul
 
Fundamentos Engenharia de Software.pptx
Fundamentos Engenharia de Software.pptxFundamentos Engenharia de Software.pptx
Fundamentos Engenharia de Software.pptxRoberto Nunes
 
Quero ser analista de requisitos ou negócios. Por onde eu começo?
Quero ser analista de requisitos ou negócios. Por onde eu começo? Quero ser analista de requisitos ou negócios. Por onde eu começo?
Quero ser analista de requisitos ou negócios. Por onde eu começo? Venícios Gustavo
 
Painel Certificação de tecnologia nacional em software e serviços: A chave de...
Painel Certificação de tecnologia nacional em software e serviços: A chave de...Painel Certificação de tecnologia nacional em software e serviços: A chave de...
Painel Certificação de tecnologia nacional em software e serviços: A chave de...Rio Info
 
Apresentação estrela vs cmmi nivel 2
Apresentação estrela vs cmmi nivel 2Apresentação estrela vs cmmi nivel 2
Apresentação estrela vs cmmi nivel 2Fernando Vargas
 

Semelhante a Engenharia de Software Baseada em Componentes (20)

Crise de software2
Crise de software2Crise de software2
Crise de software2
 
Apresentação TCC I - IES/SC 2013
Apresentação TCC I - IES/SC 2013Apresentação TCC I - IES/SC 2013
Apresentação TCC I - IES/SC 2013
 
Apresentação Executiva
Apresentação ExecutivaApresentação Executiva
Apresentação Executiva
 
02 Introdução à engenharia de software - conceitos fundamentais
02 Introdução à engenharia de software - conceitos fundamentais02 Introdução à engenharia de software - conceitos fundamentais
02 Introdução à engenharia de software - conceitos fundamentais
 
LIVRO PROPRIETÁRIO - METODOLOGIAS DE DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS
LIVRO PROPRIETÁRIO - METODOLOGIAS DE DESENVOLVIMENTO DE SISTEMASLIVRO PROPRIETÁRIO - METODOLOGIAS DE DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS
LIVRO PROPRIETÁRIO - METODOLOGIAS DE DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS
 
Agilidade em projetos de software
Agilidade em projetos de softwareAgilidade em projetos de software
Agilidade em projetos de software
 
Muita gestão e pouca engenharia, por onde anda o XP?
Muita gestão e pouca engenharia, por onde anda o XP?Muita gestão e pouca engenharia, por onde anda o XP?
Muita gestão e pouca engenharia, por onde anda o XP?
 
Trabalho qualidade de software sistemas de informação
Trabalho qualidade de software   sistemas de informaçãoTrabalho qualidade de software   sistemas de informação
Trabalho qualidade de software sistemas de informação
 
Aula 1 dsi
Aula 1  dsiAula 1  dsi
Aula 1 dsi
 
Rites Edital FIEMG Lab
Rites  Edital FIEMG LabRites  Edital FIEMG Lab
Rites Edital FIEMG Lab
 
2014 06-11-marcello-siqueira-certics-overview-assespro-espirito-santo
2014 06-11-marcello-siqueira-certics-overview-assespro-espirito-santo2014 06-11-marcello-siqueira-certics-overview-assespro-espirito-santo
2014 06-11-marcello-siqueira-certics-overview-assespro-espirito-santo
 
The economics of software quality
The economics of software qualityThe economics of software quality
The economics of software quality
 
259 Club ServiceNow LowCode
259 Club ServiceNow LowCode259 Club ServiceNow LowCode
259 Club ServiceNow LowCode
 
Fundamentos Engenharia de Software.pptx
Fundamentos Engenharia de Software.pptxFundamentos Engenharia de Software.pptx
Fundamentos Engenharia de Software.pptx
 
Quero ser analista de requisitos ou negócios. Por onde eu começo?
Quero ser analista de requisitos ou negócios. Por onde eu começo? Quero ser analista de requisitos ou negócios. Por onde eu começo?
Quero ser analista de requisitos ou negócios. Por onde eu começo?
 
Painel Certificação de tecnologia nacional em software e serviços: A chave de...
Painel Certificação de tecnologia nacional em software e serviços: A chave de...Painel Certificação de tecnologia nacional em software e serviços: A chave de...
Painel Certificação de tecnologia nacional em software e serviços: A chave de...
 
29110 rioinfo painel_i v1
29110 rioinfo painel_i v129110 rioinfo painel_i v1
29110 rioinfo painel_i v1
 
Lean software
Lean software Lean software
Lean software
 
Analise aula2
Analise aula2Analise aula2
Analise aula2
 
Apresentação estrela vs cmmi nivel 2
Apresentação estrela vs cmmi nivel 2Apresentação estrela vs cmmi nivel 2
Apresentação estrela vs cmmi nivel 2
 

Engenharia de Software Baseada em Componentes

  • 1. Engenharia de Software baseada em Componentes Caio Braz Gustavo Vilela Henrique Stagni Igor Montagner
  • 2. Componente " Um componente é um pacote coerente de artefatos de software que pode ser independetemente desenvolvido e distribuído como uma unidade e que pode ser composto, sem alterações, com outros componentes para construir algo maior." Motivação: REÚSO. Processo natural que ocorre em muitas indústrias.
  • 3. Características de Componentes Comparação com peças do brinquedo Lego: • São intercambiáveis. • São reutizáveis. • Alguns são mais específicos, outros mais gerais. • Interagem com outros componentes.
  • 4. Engenharia de Software Baseada em Componentes A ESBC estuda: • as práticas necessárias para o desenvolvimento baseado em componentes. • vantagens e desvantagens da adoção de componentes
  • 6. ES x ESBC ES ESBC O reúso existe, mas ocorre na fase de desenvolvimento. Geralmente envolve reutilização de trechos de código. O reúso é feito na montagem, sem custos de desenvolvimento, sem mudar a implementação dos componentes. Atualização e extensão do sistema são feitas dinamicamente. Componentização.
  • 7. ES x ESBC ES ESBC • Análise dos requisitos. • Especificação do sistema. • Aprovação da especificação pelo cliente. • Análise dos requisitos. • Especificação do sistema. • Aprovação da especificação pelo cliente. • Projeto de Arquitetura do Software. • Implementação. • Busca e Seleção de Componentes. • Desenvolvimento de partes não atendidas por componentes já existentes. • Integração. • Testes • Testes de integração. • Implantação • Implantação
  • 8. Mercado de Componentes de Software Obtenção de software: • Pacote • Sob Encomenda ESBC oferece o melhor dos dois modelos e ainda atende reconhecidamente a duas grandes demandas do mercado de TI: • Diminuição do tempo de chegada ao mercado • Aumento de produtividade
  • 9. Mercado de Componentes de Software Estrutura Produtiva • Desenvolvedores de componentes • Integradores • Clientes/usuários de software baseado em componentes • Intermediários • Certificadores de qualidade • Fornecedores de ferramentas de desenvolvimento
  • 10. Mercado de Componentes de Software Economia de componentes • Mercados de componentes individuais e linhas de produtos • Mercado de Integração • Mercado de infra-estrutura • Mercado de intermediação • Mercado de Certificação • Mercado de Treinamento/Capacitação
  • 11. Mercado de Componentes de Software Cadeia de Valor
  • 12. Mercado de Componentes de Software Barreiras e riscos • Pouco conhecida • Faltam padrões • Poucos fornecedores e compradores de componentes • Dificuldade em encontrar (ou operacionalizar) outros modos de comercialização mais adequados que a venda de licenças • Alguns modelos de negócio são muito sofisticados para um mercado ainda não firmado
  • 13. Mercado de Componentes de Software Problemas em aberto • Descrição de componentes • Confiabilidade • Responsabilidade por falhas • Combinação de componentes • Modelos de negócios • Atualizações • Suporte a longo prazo • Propriedade Intelectual
  • 14. Tendências do Desenvolvimento e uso da ESBC no Brasil Estímulos positivos e negativos para a escolha do modelo ESBC o Fatores técnicos positivos: Positivos a qualidade do software, facilidade de manutenção, confiança e evolução da arquitetura orientada a serviços. o Fatores técnicos negativos O baixo grau de maturidade da tecnologia é uma barreira grande.
  • 15. Tendências do Desenvolvimento e uso da ESBC no Brasil Os estímulos econômicos tiveram uma percepção mais positiva que os técnicos. o Fatores econômicos positivos: Os principais foram a produtividade, "time to market" e a geração de oportunidades de negócios. o Fatores econômicos negativos O custo da migração para o novo modelo e a falta de recursos humanos para o processo.
  • 16. Tendências do Desenvolvimento e uso da ESBC no Brasil Os modelos de negócio mais atrativos e viáveis para o mercado brasileiro atualmente (2005). Obtiveram maior destaque os modelos Integrador, Venda de Componentes e Ferramentas. Em contrapartida, os modelos Broker e Certificação foram os classificados como mais incertos. Um fato interessante é verificar a falta de capacitação para todos os modelos.
  • 17. Tendências do Desenvolvimento e uso da ESBC no Brasil Intensidade de uso do modelo ESBC atualmente (2005) e projeção para o futuro (2010), para vários dominios disponíveis no mercado.
  • 18. 2005
  • 19. 2010
  • 20. Cenário para desenvolvimento e uso de componentes na Indústria Brasileira de Software e Serviços Metodologia de cenários: • adequada para tratar incertezas Exercício de cenários: • identificar cenários futuros para o desenvolvimento de componentes Pontos de discussão: • em que medida a ESBC vai transformar a base técnica e comercial da indústria mundial de software? • quais os modelos de negócio criados ou potencializados? • sendo um mercado internacional em potencial, quais as possibilidades de inserção do Brasil?
  • 21. Cenário para desenvolvimento e uso de componentes na Indústria Brasileira de Software e Serviços Resultados: • a evolução do reuso não é uma incerteza, é uma tendência! • incerteza quanto a ESBC tornar-se principal tecnologia nessa trajetória. Cenários: • Vento em Popa - ESBC é a trajetória principal de reuso e Brasil acompanha • Calmaria - ESBC não avança significativamente • a ver Navios - ESBC avança, torna-se dominante, mas Brasil fica de fora
  • 22. Considerações Finais Pontos fortes • política nacional de software livre • mercado interno de porte significativo e com poder de alavancagem • boa base acadêmica • política industrial voltada para software Pontos fracos • falta de cultura de reuso • falta de recurso humano capacitado • limitação de recursos financeiros • relativo atraso em intensidade de uso • baixa inserção do Brasil no mercado internacional
  • 23. Considerações Finais Oportunidades • vantagens técnicas • ganhos de produtividade e redução de prazos de entrega • oportunidade de empresas brasileiras participarem no mercado internacional de software • expansão do modelo de negócio integrador • diversificação de produtos e soluções Ameaças • perda de competitividade global • tendência que não se compre componentes brasileiros a curto prazo (carece de confiança) • Brasil corre risco de ter que importar (China e Índia) • falta de certificação específica dificulta entrada no mercado internacional
  • 24. Considerações Finais Em resumo: • reuso e intercambialidade são razões principais do desenvolvimento da ESBC, mas não se sabe se essa será sua principal trajetória • necessidade da criação da cultura de uso de componentes, formação de pessoal qualificado, financiar a melhoria e maturidade do processo de desenvolvimento e formular políticas para lidar com direitors de propriedade intelectual.