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COMPREENDENDO A MORTE   Olhamos para a Morte como uma acidente. Um acontecimento sem    lógica à vida   Temos sentimento...
PROCESSO DO LUTO   Necessário e fundamental – organizador psicoemocional   Processo longo e individual – cada um sabe pa...
REAÇÕES COMUNS AO LUTO   Choque   Negação   Raiva   Momentos de Euforia e Depressão   Culpa   Nervosismo   Impaciên...
A CRIANÇA NO CONTEXTO DA MORTE E DOLUTO   A elaboração da Perda pela criança, assim como para o    adulto, envolve a vivê...
REAÇÕES DA CRIANÇA FRENTE A MORTE   Choque   Raiva   Culpa   Sentimentos de abandono   Ansiedade por quem vai cuidar ...
PRINCIPAIS QUESTIONAMENTOS INFANTIS   Insegurança no mundo – quem vai cuidar de mim? Como vão cuidar    de mim?   Descon...
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DIALOGANDO COM A CRIANÇA SOBRE AMORTEAs melhores explicações são aquelas sinceras, diretas e retiradas daexperiência da cr...
DIALOGANDO COM A CRIANÇA SOBRE AMORTE   Esclarecer o que ela está pedindo, não ir além – a criança consegue    estabelece...
DIALOGANDO COM A CRIANÇA SOBRE AMORTE   Não usar de simbologias ou soluções mágicas – promove confusão no    entendimento...
DIALOGANDO COM A CRIANÇA SOBRE AMORTE   Utilizar de esclarecimentos religiosos apenas quando se está seguro    da sua cre...
O DESENVOLVIMENTO DO CONCEITO DA MORTEEM RELAÇÃO A IDADE CRONOLÓGICA   Etapa 01 – até cinco anos de idadeA criança neste ...
MORTE: MOTIVO DE CURIOSIDADE EANGÚSTIA – O QUE RESPONDER?Indicações de respostas adequadas aos questionamentos mais comuns...
MORTE: MOTIVO DE CURIOSIDADE EANGÚSTIA – O QUE RESPONDER?   - Para onde vamos depois da morte?R. As pessoas que morrem pr...
MORTE: MOTIVO DE CURIOSIDADE EANGÚSTIA – O QUE RESPONDER?   - Ele vai voltar? Eu tenho medo ás vezes que vou encontrar de...
NO EVENTO: COMO PROCEDER COM A CRIANÇA NOQUE CONFERE A MORTE, O LUTO E O CEMITÉRIO   Não ter a iniciativa de abordar as t...
NO EVENTO: COMO PROCEDER COM A CRIANÇADIANTE SITUAÇÕES DE CONFLITO    No caso da criança chorar:1.   Antes de questionar ...
NO EVENTO: COMO PROCEDER COM A CRIANÇADIANTE SITUAÇÕES DE CONFLITO    A principal motivação de angústia na criança é a se...
“A CRIANÇA NÃO É INOCENTE EM RELAÇÃO À MORTE.A INFÂNCIA NÃO É UM PARAÍSO ONDE AS DURAS REALIDADES DA VIDA NÃOEXISTEM.”   ...
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Espaço Infantil no Cemitérios para o Dia das Mães

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Treinamento de capacitação técnica e comportamental para atender crianças em visitação no cemitério em Dia das Mães

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Espaço Infantil no Cemitérios para o Dia das Mães

  1. 1. ATIVIDADE LÚDICA COM AS CRIANÇASEM VISITAÇÃO NOS CEMITÉRIOS NOEVENTO DO DIA DAS MÃESOrientação de Abordagem Dirigida – O olhar dacriança para a Morte e o LutoTREINAMENTO PSICÓLOGA IRIS DEMETRIOS FYRIGOS Maio/2011
  2. 2. COMPREENDENDO A MORTE Olhamos para a Morte como uma acidente. Um acontecimento sem lógica à vida Temos sentimentos desorganizados – Susto diante o que até aquele instante pensávamos ser possível de evitar Confrontamos nossos limites Questionamos nossos valores pessoais “A morte é uma impossibilidade que de repente se torna realidade” Goethe, Escritor e pensador alemão
  3. 3. PROCESSO DO LUTO Necessário e fundamental – organizador psicoemocional Processo longo e individual – cada um sabe para si seu tempo para esta superação São diversas as reações frente o luto – não podemos julgar como se apresentam e o tempo em que se mostram A vida se torna uma novidade com muitos desafios – o processo de adaptação e readaptação pode ser lento e não linear “A morte não é uma doença a ser curada, mas uma realidade a ser vivenciada”
  4. 4. REAÇÕES COMUNS AO LUTO Choque Negação Raiva Momentos de Euforia e Depressão Culpa Nervosismo Impaciência Sentimento de abandono Falta de sono, dificuldades de alimentação, baixa no desempenho pessoal e profissional
  5. 5. A CRIANÇA NO CONTEXTO DA MORTE E DOLUTO A elaboração da Perda pela criança, assim como para o adulto, envolve a vivência do Luto e o reconhecimento da Morte Ela confronta seus limites e finitude – ansiedade em relação à morte e o morrer O adulto busca esconder da criança o acontecimento da Morte alegando a intenção de protegê-la – dificuldades com o próprio enfrentamento desta realidade
  6. 6. REAÇÕES DA CRIANÇA FRENTE A MORTE Choque Raiva Culpa Sentimentos de abandono Ansiedade por quem vai cuidar dela agora Momentos de instabilidade emocional e afetiva Agressividade Hostilidade Dificuldades com o sono, alimentação, baixo rendimento escolar, adoecimento
  7. 7. PRINCIPAIS QUESTIONAMENTOS INFANTIS Insegurança no mundo – quem vai cuidar de mim? Como vão cuidar de mim? Desconfiança nas relações que ficaram e se formam – essas pessoas também vão embora? Sempre que vão não voltam mais? Medo de continuar amando os que já ama – e se elas sumirem? É por minha causa que isso acontece? Posso ficar triste outra vez... Dificuldade em permitir o recebimento de novos afetos – não quero me apegar mais, machuca
  8. 8. PRINCIPAIS QUESTIONAMENTOS INFANTIS Sentimentos de responsabilidade pela morte – eu fui mau e agora estou sendo castigado Estranheza por estar vivo – porque eu mereço continuar vivo? É assim que é, uns vão e outros ficam? Hostilidade com os pais ou parentes responsáveis – desconfio que você não sabe cuidar de mim e corro risco, tenho medo. Você não me fala a verdade das coisas, estou inseguro.
  9. 9. DIALOGANDO COM A CRIANÇA SOBRE AMORTEAs melhores explicações são aquelas sinceras, diretas e retiradas daexperiência da criança – ter sensibilidade diante a realidade cronológicadela. Comunicação: direta, simples, objetiva e se utilizando da própria linguagem da criança Ouvir e observar suas reações – adequação Permitir o questionamento livre dela – não decidir sobre as dúvidas da criança
  10. 10. DIALOGANDO COM A CRIANÇA SOBRE AMORTE Esclarecer o que ela está pedindo, não ir além – a criança consegue estabelecer seus limites neste enfrentamento Usar tom de voz que costuma usar com ela – sem apelo para o extremo do zelo ou delicadeza Usar da franqueza e sinceridade – não precisamos saber tudo. “Não sei” é natural para todos e problemas sem resposta fazem parte da vida
  11. 11. DIALOGANDO COM A CRIANÇA SOBRE AMORTE Não usar de simbologias ou soluções mágicas – promove confusão no entendimento, incentiva a ansiedade, enaltece o medo do desconhecido levando a criança se angustiar com “fantasmas”Ex.: “Foi viajar” “Esta dormindo” “Deus levou porque ele era bom”“ Foi embora para o céu” “Onde ele está agora, tá vendo tudo o que vocêfaz e por isso não fique triste assim” Evitar relacionar doença-hospital-morte – instiga maior medo de doenças, médicos e tratamento médicoEx: “Sempre que fica doente e pode morrer, têm que ficar no hospital”
  12. 12. DIALOGANDO COM A CRIANÇA SOBRE AMORTE Utilizar de esclarecimentos religiosos apenas quando se está seguro da sua crença. A criança vai querer entender a diferença de morte física e morte espiritual e esta relação com a pessoa que se foi. Podem surgir as questões: “Como “ele” é lá em cima?” “Como é o céu?” “O que se faz lá?” “Me enxergam?” Oferecer carinho, amparo e espaço livre para ela recorrer sempre que precisar falar sobre sua tristeza, saudades e dúvidas é atende-la na totalidade das necessidades, promovendo seu bem estar e segurança que precisa e estava habituada.
  13. 13. O DESENVOLVIMENTO DO CONCEITO DA MORTEEM RELAÇÃO A IDADE CRONOLÓGICA Etapa 01 – até cinco anos de idadeA criança neste fase não entende a morte como irreversível, mas temporária.Não existe ainda concretizado o conceito de sem vida, mas falta vida. Etapa 02 – idades entre cinco e nove anosAgora ela personifica a morte. É compreendida como irreversível, mas nãoinevitável. Etapa 03 – idades a partir de nove anosEntende que a morte é irreversível e inevitável. Vão surgir os questionamentossobre a dissolução da vida do corpo.
  14. 14. MORTE: MOTIVO DE CURIOSIDADE EANGÚSTIA – O QUE RESPONDER?Indicações de respostas adequadas aos questionamentos mais comuns:(orientações indicativas que devem se adequar a realidade cronológica e de linguagem da criança) - Eu vou morrer? Você vai morrer?R. Sim, todos que vivem vão morrer. - Como se morre? Quando se morre?R. As pessoas morrem quando o corpo parou de funcionar. - É assim com os bichos e as plantas?R. Sim, é da mesma maneira.
  15. 15. MORTE: MOTIVO DE CURIOSIDADE EANGÚSTIA – O QUE RESPONDER? - Para onde vamos depois da morte?R. As pessoas que morrem precisam ficar no cemitério, que é o lugar adequadoe correto para guardá-las. - Porque têm que ficar no cemitério? Acontece alguma coisa aqui com eles?R. O cemitério é seguro e nada acontece com eles. Ficam no cemitério porque ocorpo vai ficando como uma fruta que está estragando na fruteira e isso não ébom para a nossa saúde, assim como comer a fruta estragada não é bom. - A pessoa morta sente alguma coisa?R. Não sentem mais frio, nem dor, nem fome, nem sede.
  16. 16. MORTE: MOTIVO DE CURIOSIDADE EANGÚSTIA – O QUE RESPONDER? - Ele vai voltar? Eu tenho medo ás vezes que vou encontrar de repente.R. A pessoa que morreu não volta e não aparece de repente para assustar ouconversar. Ela não têm mais vida, agora é lembrança. - Está no céu? Eu acho que é estrela, mas eu perco ela lá no céu.R. A lembrança dessa pessoa querida agora pode ser o que você quiser. Sevocê acha bonito a estrela no céu e acredita nela, pode sempre escolher amais bonita quando estiver com muita saudades.
  17. 17. NO EVENTO: COMO PROCEDER COM A CRIANÇA NOQUE CONFERE A MORTE, O LUTO E O CEMITÉRIO Não ter a iniciativa de abordar as temáticas Morte, Luto e Dia das Mães Embarcar espontaneamente nas brincadeiras e desenhos produzidos sem questionar os significados e os porquês Responder com segurança as perguntas que a criança fizer sobre Morte, Luto e Cemitério Apenas ter atitude de Ouvir as estorinhas que ela possa contar durante a atividade que envolvam pessoas falecidas (sem participar desta produção)
  18. 18. NO EVENTO: COMO PROCEDER COM A CRIANÇADIANTE SITUAÇÕES DE CONFLITO No caso da criança chorar:1. Antes de questionar se ela quer os pais ou responsável, ouça o pedido no choro – identificar o motivo real da angústia2. Está chorando pedindo pelos pais ou responsável – procure acalmar a criança oferecendo brinquedos novos ou chamando sua atenção para aquele que ela demonstra interesse. Incentive que ela socialize com o grupo.3. Chora perguntando pelos responsáveis e quer saber deles – informe como é fácil encontrá-los e que o cemitério é seguro para ela e os pais. Deixe claro que você Monitor foi autorizado pelos responsáveis em cuidar dela e está tudo bem com isso.4. A criança insiste na presença dos responsáveis – procure por eles e informe a situação. Não deixe dúvidas à criança deste contato e permaneça com ela até a chegada dos responsáveis.
  19. 19. NO EVENTO: COMO PROCEDER COM A CRIANÇADIANTE SITUAÇÕES DE CONFLITO A principal motivação de angústia na criança é a sensação da insegurança.• O cemitério é um lugar estranho• Os monitores são pessoas estranhas• Este espaço infantil é um lugar novo• As outras crianças são desconhecidas Promova o bem estar da criança apresentando a segurança para ela1. Trate a criança com normalidade e naturalidade2. Converse na linguagem dela respeitando sua idade cronológica3. Responda as perguntas de maneira firme e clara4. Fique atento às sua necessidades lhe atendendo da melhor maneira possível. Quando não dá, seja sincero nos esclarecimentos.
  20. 20. “A CRIANÇA NÃO É INOCENTE EM RELAÇÃO À MORTE.A INFÂNCIA NÃO É UM PARAÍSO ONDE AS DURAS REALIDADES DA VIDA NÃOEXISTEM.” Referências Bibliográficas:1. Conversando com a criança sobre a morte – Ieda Adorno2. Luto na infância – Intervenções psicológicas em diferentes contextos – Luciana Mazorra e Valéria Tinoco3. A criança diante da morte – desafios – Wilma da Costa Torres4. Bereaved and dying children and their parents – Martin Herbert, The British Psychological Society5. The forgotten mourners – guidelines for working with beveared children – Sister Margaret Pennells & Susan C. Smith

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