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O diabo

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Exú não é o diabo

Publicada em: Espiritual
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O diabo

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  2. 2. 2 Èsù não é o diabo.. É fundamental que se desfaça a falsa imagem que associa o terceiro elemento Exú [Èsù] ao aterrador e maléfico 'diabo' [diabolus] dos cristãos. Para isso se faz necessário trazermos a sua apreciação a etimologia do nome 'diabo' bem como sua origem, para que no momento subseqüente possamos fazer o mesmo com Exú, fazendo-se assim uma conclusiva e derradeira desambiguação de idéias, onde erroneamente se equiparam uma figura e outra. As duas primeiras concepções são referentes ao diabo judaico-cristão e a Exú relacionados a alguns cultos provenientes de religiões afro-brasileiras, as duas concepções se assemelham, porém ambas divergem frontalmente da terceira e quarta concepções que tem sua origem na Isese Yorùbá [Tradição yorùbá]. Se nos dois primeiros ícones uma imagem diabólica é evocada, isso certamente não ocorre nos dois ícones posteriores. Compreendemos então que esta ambigüidade é um grande equivoco de concepção, este engano estereotipado foi difundido graças a ignorância dos primeiros missionários que avaliaram de forma errônea a figura jocosa e ambivalente de Èsù. Em primeiro plano é bom que se defina a palavra 'diabo': - Diabo [do latim diabolus, por sua vez do grego ‘diábolos’, "caluniador", ou "acusador"] é o título mais comum atribuído à entidade sobrenatural maligna da tradição cristã. É tratado como a representação do mal, em sua forma original de um anjo querubim, responsável pela guarda celestial, que foi expulso dos Céus por ter criado uma rebelião de anjos contra Deus com o intuito de tomar-lhe o trono. Com seu parecer ainda desconhecido, muitas são as tentativas de reproduzi-lo. O mais popular o levaria a ter uma cor vermelha, com feições humanas, mas com chifres, rabo pontiagudo e um tridente na mão, para remeter a um cetro. Outra forma também comum quanto ao parecer corresponde à de um ser metade humano, metade bode, com o pentagrama invertido inscritos no corpo [Baphomet*]. Aqui apresentaremos a figura mais popular de ‘Baphomet’, elaborado pelo Mestre Ocultista Eliphas Levi, que utiliza esta ilustração em sua obra, Dogma e Ritual da Alta Magia. Para os esotéricos, Baphomet ou o Bode de Mendes, é uma imagem erroneamente associada ao mito de Diabos e dos Belzebus.
  3. 3. 3 Na verdade, é uma composição hieroglífica eivada [constituída] de simbolismos. Em magia hermética [incompreensível ao leigo], "o bode representa o fogo e é, ao mesmo tempo, o símbolo da geração". dito que aquilo que esta oculto não pode ser percebido pelos olhos do profano.. Se você pretende compreender realmente a essência do Ifismo, dedique-se a interpretar aquilo que não esta explicito, mas sim implícito. A linguagem bem como a simbologia hermética tem por finalidade transmitir mensagens subliminares com um conteúdo que só pode ser decodificado pelos que possuem a ‘chave’. Não falamos da algo físico, mas sim de algo que nos permite não somente ver, mas enxergar.. Bi owé, bí owé ni Ifá soro.. [Como Provérbios, na forma de exemplos, é como Ifá nos fala]. - Interpretação: Aqui fica óbvio que a transmissão binária de informações passadas aos bàbálawos por Ifá, se dá através de uma simbologia [Os Odù Ifá] e que esta simbologia para ser devidamente compreendida deve ser decodificada. Um clássico exemplo de texto hermético. Retornando ao ponto, ler nem sempre é sinônimo de compreender, escutar nem sempre é sinônimo de ouvir. Portanto tome algum cuidado com aquilo que vê, bem como o que lê, mas principalmente com a ‘pressa’ em fazer um determinado juízo de valores. Ìberè kì íjékí ènìà kó sìnà, enití kò le bèrè ní npón ara rè lójú.. [As perguntas livram o homem dos erros, aquele que não pergunta entrega-se aos problemas..] - Interpretação: Sempre que alguém nos transmite um ensinamento, devemos ter cuidado com o que nos é ensinado. Buscar entender e fundamentar a novidade aprendida é uma obrigação para que não venhamos a passar por tolos a qualquer momento. - Leia, releia, busque as mensagens subliminares do texto, e quando achar que compreendeu, leia novamente, pois somos praticantes de uma ‘Filosofia de Vida’ que transmite seu conteúdo de forma binária e nada é tão simples quanto a princípio nos parece, geralmente não é apenas um simples ‘sim ou não’, então é aconselhável permitir-se um ‘talvez’. - Em determinado fragmento do Ese Òyèkú'logbè, Ifá nos diz que: Òrò ìkòkò Ifá ni yóó yoju u rè sí gbangba o.. [Todos os assuntos escondidos Ifá exporá e os trará à frente..] A título de exemplo, e em referencia direta ao assunto ‘hermetismo’, vamos trazer para sua apreciação a controversa figura ‘Baphomet’, que se para uns personifica a escuridão maléfica, para outros personifica a luz do entendimento. Demonstrando assim que o processo de ‘ocultar conteúdo’ ocorre a todo o momento, e somente olhos preparados podem compreender e decodificar o enigma. Vejamos pois..
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  5. 5. 5 Baphomet é uma 'criatura simbólica' e 'ambivalente' com cabeça de bode, e corpo humano; simbolizando o bem e o mal, a luz e as trevas, o céu e a terra, o feminino e o masculino. Foi considerado um demônio uma vez que esse símbolo está associado às ciências ocultistas. Provavelmente foi o seu caráter ambivalente, irreverente e jocoso, a motivação que levou os primeiros missionários brancos ancorados na áfrica, mais precisamente em terras yorùbá, a associa-lo erroneamente com o Irùnmolè 'Èsù [Exú]'. más isso é algo que abordaremos um pouco mais a frente.. Baphomet - Este nome corresponde a uma abreviação cabalística invertida, [Baphomet / Tem Ohp Ab] de 'Pactos Templi omnium hominum pacis abbas', que significa 'O pai do templo da paz de todos os homens'. O bode é um dos três animais simbólicos da magia hermética na qual se resumem todas as tradições do Egito e da Índia, ele representa o fogo, e é, ao mesmo tempo, o símbolo da geração. 1. O bode, que é representado no nosso frontispício, traz na fronte o signo do pentagrama, com a ponta para cima, o que é suficiente para fazer dele um símbolo da luz; 2. Faz com as mãos o sinal do ocultismo, e mostra em cima a lua branca de Chesed, e embaixo a lua preta de Geburah. Este sinal exprime o perfeito acordo da misericórdia com a justiça. 3. Um dos seus braços é feminino, o outro é masculino, como no andrógino de Khunrath, cujos atributos tivemos de reunir aos do nosso bode, pois é um único e mesmo símbolo. 4. Solve et Coagula - Nos homens, 'solve' é tudo que precisa ser dissolvido. É do âmbito do perdão e da misericórdia, 'coagula' é tudo o que precisa ser juntado, fortalecido. É do âmbito do encorajamento e da focalização de objetivos. Concentração. Através do conceito de solve, destruímos nossas concepções tradicionais sobre o mundo e as pessoas. Abandonamos também as práticas que antes considerávamos corretas, mas que quando conhecemos um novo mundo tornam-se totalmente equivocadas. Solve é aplicada aos nossos preconceitos, nossa ignorância, ao senso-comum, à superficialidade das nossas opiniões. Depois vem, então, coagula, nossa capacidade de reunir dos destroços dos nossos conhecimentos obsoletos, pequenos vestígios de sabedoria. E passamos a construir tudo de novo, partindo do zero e da experiência. 5. O facho da inteligência que brilha entre os seus chifres é a luz mágica do equilíbrio universal; é também a figura da alma elevada acima da matéria, embora esteja presa à própria matéria, como a chama está presa ao facho. A tocha na cabeça de Baphomet, representa o elemento Fogo.
  6. 6. 6 6. A cabeça horrenda do animal exprime o horror do pecado [a transgressão / iniqüidade], de que só o agente material, único responsável, deve para sempre sofrer a pena: porque a alma é impassível por sua própria natureza, e só chega a sofrer, materializando-se. 7. O Caduceu, que está em lugar do órgão gerador, representa a vida eterna *.caduceu - Bastão de ouro, com duas serpentes defrontadas e enroscadas em torno dele, sob um par de asas em que se termina a extremidade superior [Trocado com Apolo, pela flauta, passa a ser o símbolo de Hermes ou Mercúrio, como emissário dos deuses, protetor dos rebanhos e condutor das almas]. Caduceu de Hermes, representando a Kundalini (a força produzida pela junção das energias dos chackras masculinos com os chackras femininos). 8. O ventre coberto de escamas representa o elemento água 9. O círculo que está em cima é a atmosfera 10. As penas que vêm depois são o emblema volátil 11. A humanidade é representada pelos dois seios femininos, representam ainda, a fertilidade e a maternidade. 12. Os braços andróginos desta esfinge das ciências ocultas 13. Os pés de bode representam a Terra 14. Asas representam o Ar 15. O cubo [ou o quadrado], que ele está em cima, tem como simbolismo a Matéria [ou o físico]. Representando aí o domínio sobre a matéria [sobre o plano físico]. Extensivamente dado e descrito o exemplo Baphomet, ficou fácil perceber que a figura escabrosa na verdade ocultava mensagens subliminares que evocavam a evolução humana. O grotesco serviu como nuvem de fumaça, afastando o não iniciado do ‘conteúdo’ verídico, e aqui mais uma vez cabe a máxima yorùbá: A verdade só se revelará aos que estiverem realmente aptos a compreende-la. Tanto quanto o ícone ‘Baphomet’, a grafia Ifista[exemplo: Ògúndá'Méjì] resguarda do leigo a divina mensagem transmitida de forma a ser inteligível aos que não possuem a chave decodificadora.. Ògúndá'Méjì
  7. 7. 7 Deus deu a humanidade incontáveis bênçãos para que ele pudesse evoluir encontrando a perfeição, mas isso não foi feito de forma atabalhoada, há a necessidade de seguir todo um processo, por isso dizemos: - Há um tempo certo para o jiló germinar.. Como se pode observar a figura ‘diabólica’ é uma criação das religiões de cunho judaico- cristão, e estas nada tem a ver com Ifismo. Um exemplo disso, esta em João 14:30, bem como em Efésios 6:11, 12: - João 14:30 30 Já não falarei muito mais com vocês, pois o governante do mundo está chegando, e ele não tem nenhum poder sobre mim. - Efésios 6:11, 12 11 Vistam a armadura completa de Deus, para que possam se manter firmes contra as artimanhas do Diabo; 12 pois temos uma luta, não contra sangue e carne, mas contra os governos, contra as autoridades, contra os governantes mundiais desta escuridão, contra as forças espirituais malignas nos lugares celestiais.
  8. 8. 8 Estas duas passagens bíblicas atestam literalmente que 'o Diabo existe'. Ele é o 'governante do mundo', uma criatura espiritual que se tornou má e se rebelou contra Deus. Mas é bom que se diga a título de ilustração que mesmo entre os cristãos o conceito de 'diabo' não é uma unanimidade, afinal se para uns ele é a personificação do mal, para outros ele é um ser real.. Mas esta discussão não nos cabe, pois foge ao intento deste modesto trabalho, que é o de desconstruir a associação da figura tenebrosa ‘diabo’, com a de ‘Èsù’ a quem definimos como o 'Dileto filho de Deus’, o ‘Círculo Infinito e Antropofágico’ que ‘Uno se reparte ao Infinito’. A palavra 'Èsù / Exú' proveniente do idioma yorùbá literalmente traduzida significa 'esfera / círculo', ou seja, algo que possui início e termino indefinido, ou melhor, dizendo, algo onde o princípio ‘Alfa’ e o fim ‘Omega’ se fundem num moto-contínuo infinito.. Tendo sido definida a 'origem' do diabo judaico-cristão, percebe-se que ela nada tem a ver com a imagem e significado do primordial ‘Èsù’ daqueles que professam e praticam o Ifismo.
  9. 9. 9 [Òsé’Òtúrá / Òsé’Eleru] E quem é efetivamente Èsù segundo a ótica do Ifismo? Èsù é ‘Lóògemo òrun a nla kálù’ [Èsù, o indulgente filho de Deus, cuja grandeza se manifesta em toda parte], Osétùrá ni oruko bàbá mò ó [Òsétúrá é o nome pelo qual você é chamado por seu pai]. Nós que seguimos a Filosofia de Vida Ifista conhecemos e reconhecemos o ‘Terceiro elemento’ ou seja, o 'Princípio de Movimento e Interligação', os atos de ‘Expansão e Contração’, como aquele que foi gerado pelos princípios masculino e feminino primordiais, e a ele damos o nome de Èsù [Círculo infinito]. A crença Yorùbá sobre o seu surgimento.. O ar e as águas moveram-se conjuntamente e uma parte deles mesmos transformou-se em lama. Dessa lama originou-se uma bolha ou montículo, a primeira matéria dotada de forma, um rochedo avermelhado e lamacento.
  10. 10. 10 [Fragmento de Latertita] Olódùmarè admirou esta forma e soprou sobre o montículo, insuflando-lhe seu hálito e deu- lhe vida. Esta forma, a primeira dotada de existência individual, um rochedo de Laterita, era ‘Èsù Yangi’ Oba bàbá Èsù. Olóòrun criou Èsù a partir da lama [Eerúpé], deu-lhe a primogenitura, ou seja, transformou- o no nosso grande Agbá [Ancestre], tornando-o o ‘Irúnmólè*’ responsável por transmitir aos seres e as coisas seu àse de dinamização, transformação, mobilidade e desenvolvimento. [Olódùmarè – Olódù + Omo + erè] *. Irúnmólè - São os 400 Òrìsà criados por Olódùmarè, que vieram ao mundo guiados por Ògún [a guerra]. São considerados 'entes superiores' que podem conviver no planeta terra junto ao homem sem causar-lhe a extinção, sua real denominação é 'ÒkànlénírinwóIrúnmolè'. Olóòrun determinou que tudo que venha a existir possua Èsù, ou seja, possua o àse do movimento. Èsù é, então, a energia que está presente em tudo que existe. Èsù Yangi é chamado "O Senhor da Laterita Vermelha", más por ser o primeiro Imole é também o Èsù Agbá, ou seja "O Senhor Ancestral", ou Èsú Igba Keta "O Senhor da Terceira Cabaça" produto resultante da interação dos dois genitores primordiais o masculino e feminino.
  11. 11. 11 Então é por isso que ele é chamado Obá Bàbá Èsù "O Rei e Pai de todos os Èsù". Más nossa intenção é tratar somente do aspecto "Yangi" enquanto protoforma. Como sabemos, o Imole ‘Èsù’ é o princípio básico de movimento, restituição, e transformação, é o elemento de ligação entre as divindades e os homens, é o Àse [Poder de realização] descendente resultante da interação entre os princípios "masculino [iwá] e o princípio "feminino [Aba]" primordiais, e é este o aspecto de Èsù que gostaria de abordar, ou seja, o ‘primordial’ ou Èsù Yangi. O Senhor da Laterita Vermelha, Èsù Ancestre, Èsù Igbá Keta, Èsù Agbá ou o "Obá Bàbá Èsù]. Èsù Yangi foi quem primeiro adquiriu uma forma material( laterita ) feito então, da mesma matéria que foi usada para formar a humanidade Eerúpé [Lama = Água + Minerais]. Èsù Yangi é a sua primeira forma e a mais importante é a que lhe confere o "status" de Imole ou "Divindade" nos Ritos da Criação, segundo a crença do povo Yorùbá: Conta-se que o ar e as águas moveram-se conjuntamente e uma parte deles mesmos transformou-se em lama. Dessa lama originou-se uma bolha ou montículo, a primeira matéria dotada de forma, um rochedo avermelhado e lamacento. Olòórun admirou esta forma e soprou sobre o montículo, insuflando-lhe seu hálito e deu-lhe vida. Então esta foi a primeira forma dotada de existência "individual", e é por isso que a ‘Laterita’, é a representação de Èsù Yangi". Sendo então Èsù Yangi um elemento Ancestral "Ara Òrun"[Ser do Além] por excelência. Em conclusão, más o que vem a ser geologicamente a ‘Laterita’? A "Laterita é um tipo de solo" muito alterado com "grande" concentração de hidróxidos de ferro e alumínio. Este processo de alteração do solo é designado por "laterização". Assim sendo, ela é o resultado de um longo processo de transformação do solo, iniciando-se com a ação do vento, da chuva sobre as pedras formando rachaduras e por uma série de outras alterações que resultam nela. Um exemplo prático da concepção correta de Èsù pode ser vista ao imaginarmos a teoria do ‘Big Bang’, onde do caos inicial surge o movimento de contração que em seguida dá lugar ao explosivo movimento de expansão que originou a existência.
  12. 12. 12 Este momento é recriado toda vez que o Bàbálawo após espargir o Ìyèròsùn [Pó consagrado que o Bàbá Awo usa para aspergir sobre o Òpón Ifá, permitindo-se assim que se grave / raspe o signo ‘Odù’] em seu Tabuleiro [Òpón Ifá] que também é denominado Aláaìkú [o que sempre não morrerá]. [Òpón Ifá / Aláaìkú] Èsù é ainda definido como, Igba Keta / Senhor da Terceira Cabaça, Odara / Senhor da Felicidade, Osije / O Mensageiro Divino, Enu Gbarijo / Boca Coletiva, L'Onan / Senhor dos Caminhos, El'Ebo / Senhor das Oferendas, e Odùso / O Vigia dos Odùs, também conhecido por Akin Oso / O Guerreiro Mágico.
  13. 13. 13 Tendo sido trazidas a luz às origens tanto do ‘diabo’ quanto de ‘exú’ bem como de ‘Èsù’, acreditamos que não mais haja duvidas quanto à compreensão de que não há qualquer possibilidade de equivalência entre o ‘diabo e Èsù’. A título de ilustração acho ser pertinente esclarecer um pouco melhor a origem deste equivoco interpretativo, então vamos lá.. Ao chegar o elemento estrangeiro em terras yorùbá e encontrar Sacerdotes de Èsù dançando voluptuosamente com falos [pênis] de madeira escondida sob as vestes, os puritanos consideraram como sendo algo amoral e demoníaco e de imediato associaram a sensualidade da dança ao demônio, ou coisa do diabo. Na verdade o falo que tanto os escandalizou, tinha e tem por simbologia a ‘fecundação’ e conseqüente manutenção da vida, não havendo, portanto nenhuma concepção de imoralidade. A pseudo-indecência estava sim na cabeça ignorante e retrógrada dos que não se davam contas de que aquele pênis ereto era na verdade uma referencia a ‘manutenção da vida’. Tanto o é que se um homem não ejacula fecundando uma mulher a vida não se perpetua. Pois do ‘caos’ exemplificado pelo movimento de vai e vem que ocorre durante o ato sexual, a vida ‘união do esperma ao óvulo’, surge..] Se a cópula que origina a vida é algo imoral, o que é moralidade? Obviamente estamos diante de uma aberração, e percebemos que bastava uma visão menos provinciana e o engano não teria ocorrido. Toda ‘pureza’ ou ‘imoralidade’ esta na cabeça de quem interpreta! Conclusão é interessante que se tenha o devido cuidado ao interpretar algo que pertence a uma cultura não ocidentalizada, pois se incorre no perigo de aquilatar de maneira errada aquilo que se presencia. Nem tudo o que ‘parece’ efetivamente é.. Èsù é o instrumento divino que equilibra a balança do destino, ele é a correção personalizada, sendo, portanto a antítese do ‘trambiqueiro venal’ que aceita suborno para burlar as divinas leis, ao contrário disso ele é ‘Olopa’ [Policial / Senhor da Roupa] ou seja, Guardião da Tradição e dos bons costumes yorùbá. Aquele que ‘acha’ que Èsù compactua com o erro, o desconhece por completo.. Obs: - Aos afoitos que lêem apenas o primeiro e último parágrafos sem se dar ao trabalho de verificar a veracidade do que aqui exponho, informo que esta é minha visão enquanto Sacerdote que professa o Ifismo, minha visão pode diferir da visão do Candomblecista e do Umbandista e não há problema algum nisso, pois jamais pretendi ser o ‘Senhor da Verdade’, até porque a verdade apesar de ser única possui infinitas interpretações.. Obrigado por seu tempo e paciência., Àború boyè bosíse Fagbenusola *. Fonte: Passagens bíblicas / Wikipedia / Corpus literário de Ifá / Dogma e Ritual da Alta Magia - Eliphas Levi, 1848] / Bàbálawo Fagbenusola. Contato: fagbenusola@gmail.com

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