Cadeias de Comercialização de Produtos Florestais NãoMadeireiros na Região de Integração Tocantins, Estado do             ...
Governo do Estado do Pará                    Simão Robison Oliveira Jatene                            Governador          ...
Cadeias de Comercialização de Produtos Florestais NãoMadeireiros na Região de Integração Tocantins, Estado do             ...
ExpedienteDiretor de Pesquisa e Estudos ambientaisJonas Bastos VeigaCoordenadoraMarli Maria de MattosElaboração Técnica:  ...
APRESENTAÇÃO          A extração dos produtos florestais não madeireiros (PFNM) no Brasil é de grandeimportância social, e...
RESUMO         Na busca do desenvolvimento sustentável, o estado do Pará necessita de atividadeseconômicas produtivas que ...
LISTA DE SIGLASATER        Assistência Técnica e Extensão RuralCONAB       Companhia Nacional de AbastecimentoCSα         ...
LISTA DE FIGURAS             Figura 1- Municípios pertencentes à Região de Integração Tocantins. ..................... 30 ...
Figura 16- Preço médio do cupuaçu (R$/un.) praticado nas transações entre ossetores da cadeia de comercialização, no perío...
Figura 30- Preço médio do artesanato de miriti (R$/braça) praticado nas transaçõesentre os setores da cadeia de comerciali...
Figura 41- Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médiopraticado (R$ correntes/kg) da semente de cupu...
LISTA DE GRÁFICOS             Gráfico 1- VBP, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do açaí da RITocantins, estad...
Gráfico 15- VBP, VAB e a margem de comercialização (mark-up) em %, gerado nacomercialização do cupuaçu da RI Tocantins, es...
Gráfico 29- VBP, em R$, pela ótica da oferta na comercialização dos utensílios da RITocantins, estado do Pará, estimado pa...
Gráfico 43- RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do artesanato demiriti, considerando sua composição pela óti...
Gráfico 57- VBP, VAB e a margem de comercialização (mark-up) em %, gerado nacomercialização dos cipós da RI Tocantins, est...
Gráfico 71- VBP, em R$, pela ótica da oferta na comercialização da semente decupuaçu da RI Tocantins, estado do Pará, esti...
LISTA DE TABELAS             Tabela 1- Produtos florestais não madeireiros identificados na Região de IntegraçãoTocantins,...
SUMÁRIOAPRESENTAÇÃO..........................................................................................................
4.2.18 Breu-branco ..........................................................................................................
Problemas ...................................................................................................................
1 INTRODUÇÃO        O crescimento das atividades produtivas econômicas e principalmente o aumento dadensidade demográfica ...
Diversos estudos realizados nos últimos dez anos por (Monteiro, 2003; Couly, 2004;Medina e Ferreira, 2004; Shanley & Medin...
floresta em pé e que colaboram de maneira considerável para o Produto Interno Bruto (PIB)do Estado.        Esse método se ...
2 OBJETIVOS2.1 GERAL        • Identificar e analisar as cadeias de comercialização de produtos florestais nãomadeireiros d...
3 METODOLOGIA         No intuito de descrever e analisar as cadeias de comercialização dos produtosflorestais não madeirei...
agregação de valor, entre outros) – tanto da economia local e entorno quanto, para a economiado resto do Pará, e do resto ...
contrário dos cálculos das contas regionais do IBGE, que consideram as regiões homogêneasnas estimações conjunturais impos...
dos escritórios da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará -Emater/Pará, dos sindicatos de traba...
referem-se aos dados primários de preço e quantidade para cada produto, em cada relaçãomercantil de compra e venda, classi...
Existem duas especificidades na construção dos indexadores: aquela em que o produtoem questão é levantado sistematicamente...
Sendo assim, para os frutos bacaba, bacuri, buriti e taperebá foram utilizados osindexadores da categoria de alimentícios....
copaíba, cumaru, jatobá (leite), murumuru, pau-doce, leite-de-amapá, cupuaçu, sucuúba(leite), unha-de-gato e verônica] e s...
• Indústria de beneficiamento nacional: Unidades de beneficiamento no Brasil;        • Indústria de transformação nacional...
4 RESULTADOS         4.1.1 Caracterização da RI Tocantins         A Região de Integração Tocantins abriga um total de onze...
Apesar das grandes mudanças econômicas que alguns municípios da região sofreramnos últimos anos, em Barcarena, por exemplo...
4.2 ANÁLISES DAS CADEIAS DE COMERCIALIZAÇÃO         Dos onze municípios pertencentes à Região de Integração Tocantins (Fig...
Figura 3- Delimitação do município de Cametá (linha vermelha) e a localização de pontos          georeferenciados dos agen...
Com base na comercialização dos mais de trinta produtos identificados em nossaamostragem, as produções vendidas e os valor...
4.2.1 Açaí           a) Caracterização dos agentes mercantis envolvidos na cadeia de comercialização do              açaí....
Atacado: São as empresas (atacadistas, representantes de empresas) compradoras daprodução do Estado diretamente dos produt...
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  1. 1. Cadeias de Comercialização de Produtos Florestais NãoMadeireiros na Região de Integração Tocantins, Estado do Pará RELATÓRIO TÉCNICO 2012 BELÉM – 012
  2. 2. Governo do Estado do Pará Simão Robison Oliveira Jatene Governador Helenilson Cunha Pontes Vice-Governador / Secretário Especial de Estado de Gestão - Seges Governador Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará Maria Adelina Guglioti Braglia PresidenteDiretoria de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas e Análise Conjuntural Cassiano Figueiredo Ribeiro Diretor Diretoria de Pesquisa e Estudos Ambientais Jonas Bastos da Veiga Diretor Diretoria de Estatística, Tecnologia e Gestão da Informação Sérgio Castro Gomes Diretor Diretoria de Administração, Planejamento e Finanças Planejamento Helaine Cordeiro Félix Diretora 2
  3. 3. Cadeias de Comercialização de Produtos Florestais NãoMadeireiros na Região de Integração Tocantins, Estado do Pará RELATÓRIO TÉCNICO 2012 BELÉM – PARÁ 2012 3
  4. 4. ExpedienteDiretor de Pesquisa e Estudos ambientaisJonas Bastos VeigaCoordenadoraMarli Maria de MattosElaboração Técnica: Coleta de dados:Antônio Marcos da Silva Pereira Antônio Marcos da Silva PereiraDaniela Monteiro da Cruz Daniela Monteiro da CruzEllen Claudine Cardoso Castro Ellen Claudine Cardoso CastroJosé de Alencar Costa José de Alencar CostaMaricélia Gonçalves Barbosa Maricélia Gonçalves BarbosaNelma Santos Amorim dos Santos Nelma Santos Amorim dos SantosRafael da Silva Moraes Rafael da Silva MoraesTânia de Sousa Leite Tânia de Sousa LeiteApoio Técnico:Bruna Stafanie Carvalho MaiaRevisão:Jonas Bastos Veiga, Fernanda Graim e Gustavo SilvaNormalização:Glauber Ribeiro _______________________________________________________________________ INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, SOCIAL E AMBIENTAL DO PARÁ Cadeias de comercialização de produtos florestais não madeireiros na Região de Integração Tocantins, Estado do Pará: relatório técnico 2011./ Belém: IDESP, 2011. 222p. 1.Cadeias de comercialização.2.Produtos florestais não madeireiros.3.Contas sociais alfa.4.Economia regional.I.Região de Integração.II.Pará (Estado).III.Titulo. CDD: 381.098115 ________________________________________________________________________ 4
  5. 5. APRESENTAÇÃO A extração dos produtos florestais não madeireiros (PFNM) no Brasil é de grandeimportância social, econômica e ambiental. Apresenta-se como uma forma de exploraçãosustentável, pois, na maioria das vezes, não implica na remoção dos indivíduos das espéciesutilizadas. Há tempos, populações tradicionais, extrativistas, ribeirinhas e agricultoresfamiliares utilizam produtos não madeireiros (frutos, fibras, resinas, plantas medicinais,utensílios entre outros) para subsistência e renda. Apesar da relevância do tema, há poucasinformações sobre o mercado das espécies florestais não madeireiras, constituindo dessaforma um fator crítico para a gestão das florestas. O mercado internacional desses produtos é relativamente conhecido, todavia, omesmo não ocorre sobre a cadeia de produção e comercialização do mercado doméstico. Nãohá, nos sistemas de dados oficiais, uma lista completa de produtos florestais que sejamcomercializados, principalmente no que diz respeito às espécies locais e regionais, como asvárias espécies medicinais e frutíferas. No estado do Pará, bem como em todos os estados daAmazônia Legal, há uma carência de dados sobre o mercado de muitos produtos nãomadeireiros de valor local ou regional e sua relevância para as populações rurais e urbanasenvolvidas nas cadeias de produção. As estatísticas oficiais não detectam as espéciesextrativistas que possuem mercado local, bem como as recentes demandas por produtos paraatender as indústrias cosméticas no mercado nacional e internacional. Os resultados destas pesquisas podem contribuir para o entendimento da economiados PFNM no estado do Pará, destacando as potencialidades econômicas e identificandoentraves (produção e comercialização) desses diversos produtos, evidenciando os PFNM nãodetectados nas estatísticas oficiais, contribuindo assim para a conservação e gestão florestal. O presente relatório contempla os resultados das análises das cadeias decomercialização dos PFNM da Região de Integração (RI) Tocantins. 5
  6. 6. RESUMO Na busca do desenvolvimento sustentável, o estado do Pará necessita de atividadeseconômicas produtivas que dinamizem e gerem renda às populações locais, que evitem odesmatamento, que agreguem valor aos produtos e que reduzam as desigualdades entreregiões. O método das Contas Sociais Ascendentes Alfa (CSα) aplicado neste estudo,utilizando o modelo Matriz Insumo-Produto, permitiu identificar o valor da produção de BaseAgroextrativista, de 34 produtos, em 10 municípios da Região de Integração Tocantins eacompanhar os fluxos ao longo das cadeias estudadas, passando pelos setores debeneficiamento, transformação, comércio e serviços até seu destino final. Constatou-se que osprodutos estudados (10 alimentícios; 7 artesanatos e utensílios; 11 fitoterápicos e cosméticos;1 derivado da madeira e; 1 derivado animal) têm significativa importância na dinâmica daeconomia local, assim como para outras regiões do Pará, além dos mercados nacional einternacional. O principal produto de destaque na RI foi o açaí (R$ 1,3 bilhão), porém com37% da renda bruta gerada e circulada na RI Tocantins, diferente do palmito (R$ 5 milhões)com 74% gerada e circulada fora do Pará. Outros produtos de destaque foram o cacauamêndoa, a castanha-do-brasil, o cupuaçu, o carvão, o artesanato de miriti, o buriti e o mel. Acontabilidade social ascendente na região tem origem em milhares de famílias envolvidas nosetor da produção extrativa local, que receberam pela venda de todos os produtos o montantede R$ 205,5 milhões (VBPα), o qual gerou R$ 766,1 milhões (VBP) na compra destesprodutos (predomínio in natura) e agregando mais de R$ 712,9 milhões (VAB), chegando auma renda bruta total (RBT) gerada e circulada de R$ 1,4 bilhão, com seus efeitos para frentee para trás nas cadeias de comercialização. O estudo também demonstrou as fragilidades epotencialidades identificadas nas cadeias, envolvendo a iniciativa privada, os órgãosgovernamentais e a sociedade direta e indiretamente relacionada com as cadeias dos produtosdo agroextrativismo.Palavras-chave: 1.Cadeias de comercialização, 2.Produtos florestais não madeireiros,3.Contas sociais alfa, 4.Economia regional. 6
  7. 7. LISTA DE SIGLASATER Assistência Técnica e Extensão RuralCONAB Companhia Nacional de AbastecimentoCSα Contas Ascendentes AlfaEMATER Empresa de Assistência Técnica e Extensão RuralEMBRAPA Empresa Brasileira de Pesquisa AgropecuáriaGPS Sistema de Posicionamento GlobalIBGE Instituto Brasileiro de Geografia e EstatísticaIDEFLOR Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do ParáIDESP Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do ParáLSPA Levantamento Sistemático da Produção AgrícolaMDA Ministério do Desenvolvimento AgrárioMDS Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à FomeMIP Matriz Insumo ProdutoMMA Ministério do Meio AmbienteNAEA/UFPA Núcleo de Altos Estudos Amazônicos / Universidade Federal do ParáPAA Programa de Aquisição de AlimentosPAM Pesquisa Agrícola MunicipalPEVS Produção da Extração Vegetal e da SilviculturaPFNM Produtos Florestais Não MadeireirosPIB Produto Interno BrutoPPM Produção da Pecuária MunicipalPRBα Produto Regional Bruto de Base AgroextrativistaRBT Renda Bruta TotalRI Região de IntegraçãoSEIR Secretaria de Estado de Integração RegionalSEMAGRI Secretaria Municipal de AgriculturaSTR Sindicato dos Trabalhadores RuraisUFPA Universidade Federal do ParáVAB Valor Agregado Bruto ou Valor Adicionado BrutoVABα Valor Agregado Bruto de Base AgroextrativistaVBP Valor Bruto da ProduçãoVBPα Valor Bruto da Produção de Base AgroextrativistaVTE Valor Transacionado Efetivo 7
  8. 8. LISTA DE FIGURAS Figura 1- Municípios pertencentes à Região de Integração Tocantins. ..................... 30 Figura 2- Localização da Região de Integração Tocantins, estado do Pará. .............. 32 Figura 3- Delimitação do município de Cametá (linha vermelha) e a localização depontos georeferenciados dos agentes mercantis, entrevistados em diversas regiões domunicípio (pontos numerados). ................................................................................................ 33 Figura 4- Pontos georeferenciados dos agentes mercantis entrevistados na áreaurbana de Cametá (pontos numerados). ................................................................................... 33 Figura 5- Estrutura (%) da quantidade amostral do açaí comercializado na RITocantins, estado do Pará, no período de 2008 a 2009. ........................................................... 37 Figura 6- Principal fluxo de comercialização do açaí na RI Tocantins, estado do Pará,no período de 2008 a 2009. ...................................................................................................... 38 Figura 7- Preço médio do açaí (R$/kg de fruto in natura) praticado nas transaçõesentre os setores da cadeia de comercialização, no período de 2008 a 2009, da RI Tocantins,estado do Pará. .......................................................................................................................... 39 Figura 8- Estrutura (%) da quantidade amostral do cacau amêndoa comercializada naRI Tocantins, no período de 2008 a 2009. ................................................................................ 51 Figura 9- Variação de preço do cacau amêndoa no mercado internacional, com basena Bolsa de Nova York, 2008................................................................................................... 52 Figura 10- Preço médio do cacau amêndoa (R$/kg) praticado nas transações entre ossetores da cadeia de comercialização, no período de 2008 a 2009, da RI Tocantins, estado doPará. .......................................................................................................................................... 53 Figura 11- Estrutura (%) da quantidade amostral do palmito comercializado na RITocantins, estado do Pará, no período de 2008 a 2009. ........................................................... 60 Figura 12- Preço médio do palmito (R$/kg) praticado nas transações entre os setoresda cadeia de comercialização, no período de 2008 a 2009, da RI Tocantins, estado do Pará. . 61 Figura 13- Estrutura (%) da quantidade amostral da castanha-do-brasilcomercializada na RI Tocantins, estado do Pará, no período de 2008 a 2009. ........................ 68 Figura 14- Preço médio da castanha-do-brasil (R$/kg) praticado nas transações entreos setores da cadeia de comercialização, no período de 2008 a 2009, da RI Tocantins, estadodo Pará. ..................................................................................................................................... 69 Figura 15- Estrutura (%) da quantidade amostral do cupuaçu comercializado na RITocantins, estado do Pará, no período de 2008 a 2009. ........................................................... 75 8
  9. 9. Figura 16- Preço médio do cupuaçu (R$/un.) praticado nas transações entre ossetores da cadeia de comercialização, no período de 2008 a 2009, da RI Tocantins, estado doPará. .......................................................................................................................................... 77 Figura 17- Estrutura (%) da quantidade amostral do carvão comercializado na RITocantins, estado do Pará, no período de 2008 a 2009. ........................................................... 82 Figura 18- Preço médio do carvão (R$/saca) praticado nas transações entre os setoresda cadeia de comercialização, no período de 2008 a 2009, da RI Tocantins, estado do Pará. . 83 Figura 19- Estrutura (%) da quantidade amostral do buriti comercializado na RITocantins, estado do Pará, no período de 2008 a 2009. ........................................................... 89 Figura 20- Preço médio do buriti (R$/kg) praticado nas transações entre os setores dacadeia de comercialização, no período de 2008 a 2009, da RI Tocantins, estado do Pará....... 90 Figura 21- Estrutura (%) da quantidade amostral da bacaba comercializada na RITocantins, no período de 2008 a 2009. ..................................................................................... 95 Figura 22- Preço médio da bacaba (R$/kg) praticado nas transações entre os setoresda cadeia de comercialização, no período de 2008 a 2009, da RI Tocantins, estado do Pará. . 96 Figura 23- Estrutura (%) da quantidade amostral do mel comercializado na RITocantins, estado do Pará, no período de 2008 a 2009. ......................................................... 101 Figura 24- Preço médio do mel (R$/l) praticado nas transações entre os setores dacadeia de comercialização, no período de 2008 a 2009, da RI Tocantins, estado do Pará..... 102 Figura 25- Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médiopraticado (R$ correntes/un.) dos utensílios comercializados na RI Tocantins, estado do Pará,no período de 2008 a 2009. .................................................................................................... 108 Figura 26- Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médiopraticado (R$ correntes/un.) do coratá comercializado na RI Tocantins, estado do Pará, noperíodo de 2008 a 2009. ......................................................................................................... 112 Figura 27- Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médiopraticado (R$ correntes/un.) do bacuri comercializado na RI Tocantins, estado do Pará, noperíodo de 2008 a 2009. ......................................................................................................... 116 Figura 28- Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médiopraticado (R$ correntes/Kg) do murumuru comercializado na RI Tocantins, estado do Pará, noperíodo de 2008 a 2009. ......................................................................................................... 121 Figura 29- Estrutura (%) da quantidade amostral do artesanato de miriticomercializado na RI Tocantins, no período de 2008 a 2009. ............................................... 125 9
  10. 10. Figura 30- Preço médio do artesanato de miriti (R$/braça) praticado nas transaçõesentre os setores da cadeia de comercialização, no período de 2008 a 2009, da RI Tocantins,estado do Pará. ........................................................................................................................ 126 Figura 31- Estrutura (%) da quantidade amostral da andiroba comercializado na RITocantins, estado do Pará, no período de 2008 a 2009. ......................................................... 132 Figura 32- Preço médio da andiroba (R$/ l) praticado nas transações entre os setoresda cadeia de comercialização, no período de 2008 a 2009, da RI Tocantins, estado do Pará................................................................................................................................................. 133 Figura 33- Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médiopraticado (R$ correntes/ l) da copaíba na RI Tocantins, estado do Pará, no período de 2008 a2009. ....................................................................................................................................... 139 Figura 34- Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médiopraticado (R$ correntes/kg) do inajá na RI Tocantins, estado do Pará, no período de 2008 a2009. ....................................................................................................................................... 143 Figura 35- Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médiopraticado (R$ correntes/kg) do breu-branco comercializado na RI Tocantins, estado do Pará,no período de 2008 a 2009. .................................................................................................... 147 Figura 36- Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médiopraticado (R$ correntes/rolo) dos cipós comercializado na RI Tocantins, estado do Pará, noperíodo de 2008 a 2009. ......................................................................................................... 151 Figura 37- Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médiopraticado (R$ correntes/l) dos leites na RI Tocantins, estado do Pará, no período de 2008 a2009. ....................................................................................................................................... 155 Figura 38- Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médiopraticado (R$ correntes/kg) do taperebá comercializado na RI Tocantins, estado do Pará, noperíodo de 2008 a 2009. ......................................................................................................... 159 Figura 39- Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médiopraticado (R$ correntes/kg) do urucum comercializado na RI Tocantins, estado do Pará, noperíodo de 2008 a 2009. ......................................................................................................... 163 Figura 40- Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médiopraticado (R$ correntes/kg) das plantas medicinais na RI Tocantins, estado do Pará, noperíodo de 2008 a 2009. ......................................................................................................... 167 10
  11. 11. Figura 41- Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médiopraticado (R$ correntes/kg) da semente de cupuaçu na RI Tocantins, estado do Pará, noperíodo de 2008 a 2009. ......................................................................................................... 172 Figura 42- Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médiopraticado (R$ correntes/kg) do cumaru na RI Tocantins, estado do Pará, no período de 2008 a2009. ....................................................................................................................................... 176 Figura 43- Estrutura (%) da quantidade amostral comercializada e preço médiopraticado (R$ correntes/braça) do guarumã na RI Tocantins, estado do Pará, no período de2008 a 2009. ........................................................................................................................... 180 11
  12. 12. LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1- VBP, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do açaí da RITocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ....................................................................... 41 Gráfico 2- VBP, VAB e a margem de comercialização (mark-up) em %, gerado nacomercialização do açaí da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008....................... 42 Gráfico 3- RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do açaí, considerandosua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Tocantins, estado doPará, estimado para 2008. ......................................................................................................... 44 Gráfico 4 - Destino do volume (%) de açaí identificado na RI Tocantins, a fim deatender as demandas de consumo local, estadual e nacional. ................................................... 45 Gráfico 5- VBP, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do cacau amêndoada RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ............................................................. 54 Gráfico 6- VBP, VAB e a margem de comercialização (mark-up) em %, gerado nacomercialização do cacau amêndoa da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ... 55 Gráfico 7- RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do cacau amêndoa,considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Tocantins,estado do Pará, estimado para 2008.......................................................................................... 56 Gráfico 8- VBP, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do palmito da RITocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ....................................................................... 62 Gráfico 9- VBP, VAB e a margem de comercialização (mark-up) em %, gerado nacomercialização do palmito da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ................ 63 Gráfico 10- RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do palmito,considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Tocantins,estado do Pará, estimado para 2008.......................................................................................... 64 Gráfico 11- VBP, em R$, pela ótica da oferta na comercialização da castanha-do-brasil da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ................................................... 70 Gráfico 12- VBP, VAB e a margem de comercialização (mark-up) em %, gerado nacomercialização da castanha-do-brasil da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008................................................................................................................................................... 71 Gráfico 13- RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização da castanha-do-brasil, considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RITocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ....................................................................... 72 Gráfico 14- VBP, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do cupuaçu da RITocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ....................................................................... 78 12
  13. 13. Gráfico 15- VBP, VAB e a margem de comercialização (mark-up) em %, gerado nacomercialização do cupuaçu da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ............... 79 Gráfico 16 - RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do cupuaçu,considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Tocantins,estado do Pará, estimado para 2008.......................................................................................... 80 Gráfico 17- VBP, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do carvão da RITocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ....................................................................... 84 Gráfico 18- VBP, VAB e a margem de comercialização (mark-up) em %, gerado nacomercialização do carvão da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ................. 85 Gráfico 19- RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do carvão,considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Tocantins,estado do Pará, estimado para 2008.......................................................................................... 86 Gráfico 20- VBP, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do buriti da RITocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ....................................................................... 91 Gráfico 21- VBP, VAB e a margem de comercialização (mark-up) em %, gerado nacomercialização do buriti da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ................... 92 Gráfico 22- RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do buriti,considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Tocantins,estado do Pará, estimado para 2008.......................................................................................... 93 Gráfico 23- VBP, em R$, pela ótica da oferta na comercialização da bacaba da RITocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ....................................................................... 97 Gráfico 24- VBP, VAB e a margem de comercialização (mark-up) em %, gerado nacomercialização da bacaba da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ................. 98 Gráfico 25- RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização da bacaba,considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Tocantins,estado do Pará, estimado para 2008.......................................................................................... 99 Gráfico 26- VBP, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do mel da RITocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ..................................................................... 103 Gráfico 27- VBP, VAB e a margem de comercialização (mark-up) em %, gerado nacomercialização do mel da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008. .................... 104 Gráfico 28- RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do mel,considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Tocantins,estado do Pará, estimado para 2008........................................................................................ 105 13
  14. 14. Gráfico 29- VBP, em R$, pela ótica da oferta na comercialização dos utensílios da RITocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ..................................................................... 109 Gráfico 30- VBP, VAB e a margem de comercialização (mark-up) em %, gerado nacomercialização dos utensílios da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ......... 110 Gráfico 31- RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização dos utensílios,considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Tocantins,estado do Pará, estimado para 2008........................................................................................ 111 Gráfico 32- VBP, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do coratá da RITocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ..................................................................... 113 Gráfico 33- VBP, VAB e a margem de comercialização (mark-up) em %, gerado nacomercialização do coratá da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ................ 114 Gráfico 34- RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do coratá,considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Tocantins,estado do Pará, estimado para 2008........................................................................................ 115 Gráfico 35- VBPα, em R$ gerado na comercialização do bacuri, pela óptica da oferta,em 2008, em dez municípios da RI Tocantins, estado do Pará. ............................................. 117 Gráfico 36- VBP, VAB e a margem de comercialização (mark-up) em %, gerado nacomercialização do bacuri da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ................ 118 Gráfico 37- RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do bacuri,considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Tocantins,estado do Pará, estimado para 2008........................................................................................ 119 Gráfico 38- VBPα, em R$ gerado na comercialização do murumuru, pela óptica daoferta, em 2008, em dez municípios da RI Tocantins, estado do Pará. .................................. 122 Gráfico 39- VBP, VAB e a margem de comercialização (mark-up) em %, gerado nacomercialização do murumuru da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ......... 123 Gráfico 40- A RBT, em R$ na comercialização do murumuru, considerando suacomposição pela óptica da demanda (VBP + VAB), em dez municípios da RI Tocantins,estado do Pará, em 2008. ........................................................................................................ 124 Gráfico 41- VBP, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do artesanato demiriti da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ................................................. 127 Gráfico 42- VBP, VAB e a margem de comercialização (mark-up) em %, gerado nacomercialização do artesanato de miriti da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008................................................................................................................................................. 128 14
  15. 15. Gráfico 43- RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do artesanato demiriti, considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RITocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ..................................................................... 129 Gráfico 44- VBP, em R$, pela ótica da oferta na comercialização da andiroba da RITocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ..................................................................... 134 Gráfico 45- VBP, VAB e a margem de comercialização (mark-up) em %, gerado nacomercialização da andiroba da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ............ 135 Gráfico 46- RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização da andiroba,considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Tocantins,estado do Pará, estimado para 2008........................................................................................ 136 Gráfico 47- VBP, em R$, pela ótica da oferta na comercialização da copaíba da RITocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ..................................................................... 140 Gráfico 48- VBP, VAB e a margem de comercialização (mark-up) em %, gerado nacomercialização da copaíba da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008. .............. 141 Gráfico 49- RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização da copaíba,considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Tocantins,estado do Pará, estimado para 2008........................................................................................ 142 Gráfico 50- VBP, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do inajá da RITocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ..................................................................... 144 Gráfico 51- VBP, VAB e a margem de comercialização (mark-up) em %, gerado nacomercialização do inajá da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008. .................. 145 Gráfico 52- RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do inajá,considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Tocantins,estado do Pará, estimado para 2008........................................................................................ 146 Gráfico 53- VBP, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do breu-branco daRI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ................................................................ 148 Gráfico 54- VBP, VAB e a margem de comercialização (mark-up) em %, gerado nacomercialização do breu-branco da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ....... 149 Gráfico 55- RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do breu-branco,considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Tocantins,estado do Pará, estimado para 2008........................................................................................ 150 Gráfico 56- VBP, em R$, pela ótica da oferta na comercialização dos cipós da RITocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ..................................................................... 152 15
  16. 16. Gráfico 57- VBP, VAB e a margem de comercialização (mark-up) em %, gerado nacomercialização dos cipós da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ................ 153 Gráfico 58- RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização dos cipós,considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Tocantins,estado do Pará, estimado para 2008........................................................................................ 154 Gráfico 59- VBP, em R$, pela ótica da oferta na comercialização dos leites da RITocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ..................................................................... 156 Gráfico 60- VBP, VAB e a margem de comercialização (mark-up) em %, gerado nacomercialização dos leites da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ................ 157 Gráfico 61- RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização dos leites,considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Tocantins,estado do Pará, estimado para 2008........................................................................................ 158 Gráfico 62- VBP, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do taperebá da RITocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ..................................................................... 160 Gráfico 63- VBP, VAB e a margem de comercialização (mark-up) em %, gerado nacomercialização do taperebá da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ............ 161 Gráfico 64- RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do taperebá,considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Tocantins,estado do Pará, estimado para 2008........................................................................................ 162 Gráfico 65- VBP, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do urucum da RITocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ..................................................................... 164 Gráfico 66- VBP, VAB e a margem de comercialização (mark-up) em %, gerado nacomercialização do urucum da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008. .............. 165 Gráfico 67- RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do urucum,considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Tocantins,estado do Pará, estimado para 2008........................................................................................ 166 Gráfico 68- VBP, em R$, pela ótica da oferta na comercialização das plantasmedicinais da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ......................................... 168 Gráfico 69- VBP, VAB e a margem de comercialização (mark-up) em %, gerado nacomercialização das plantas medicinais da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008................................................................................................................................................. 169 Gráfico 70- RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização das plantasmedicinais, considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RITocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ..................................................................... 170 16
  17. 17. Gráfico 71- VBP, em R$, pela ótica da oferta na comercialização da semente decupuaçu da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ............................................. 173 Gráfico 72- VBP, VAB e a margem de comercialização (mark-up) em %, gerado nacomercialização da semente de cupuaçu da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008................................................................................................................................................. 174 Gráfico 73- RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização da semente decupuaçu, considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RITocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ..................................................................... 175 Gráfico 74- VBP, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do cumaru da RITocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ..................................................................... 177 Gráfico 75- VBP, VAB e a margem de comercialização (mark-up) em %, gerado nacomercialização do cumaru da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008. .............. 178 Gráfico 76- RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do cumaru,considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Tocantins,estado do Pará, estimado para 2008........................................................................................ 179 Gráfico 77- VBP, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do guarumã da RITocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ..................................................................... 181 Gráfico 78- VBP, VAB e a margem de comercialização (mark-up) em %, gerado nacomercialização do guarumã da RI Tocantins, estado do Pará, estimado para 2008. ............ 182 Gráfico 79- RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do guarumã,considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da RI Tocantins,estado do Pará, estimado para 2008........................................................................................ 183 17
  18. 18. LISTA DE TABELAS Tabela 1- Produtos florestais não madeireiros identificados na Região de IntegraçãoTocantins, com quantidade e valor pago à produção local, de acordo com a amostragemrealizada em campo, no período de 2008 a 2009. .................................................................... 34 Tabela 2- Demanda final (local, estadual e nacional), em R$ e %, dos produtosflorestais não madeireiros, identificados nos dez municípios da RI Tocantins, PA, em 2008................................................................................................................................................. 185 Tabela 3- VAB (local, estadual e nacional), em R$ dos produtos florestais nãomadeireiros, identificados nos dez municípios da RI Tocantins, PA, em 2008. .................... 186 Tabela 4- VAB (R$) na esfera local, estadual e nacional dos produtos florestais nãomadeireiros, identificados na RI Tocantins, em 2008; organizados em cinco categorias:alimentícios, derivados de madeira, artesanato, derivados de animal efitoterápicos/cosméticos. ........................................................................................................ 187 Tabela 5- RBT, em (R$), na esfera local, estadual e nacional dos produtos florestaisnão madeireiros, identificados na RI Tocantins, em 2008, organizados em três categoriasrelativas com escalas de valor da RBT (acima de R$ 600 mil, entre R$ 90 mil a 599 mil eabaixo de R$ 90 mil). ............................................................................................................. 188 Tabela 6- Variáveis econômicas dos produtos florestais não madeireiros,identificados na RI Tocantins, compostas pelo VBPα, a margem de lucro (mark-up), o VBP, oVAB e a RBT, em R$ nas esferas local, estadual e nacional, em 2008. ................................ 190 18
  19. 19. SUMÁRIOAPRESENTAÇÃO..................................................................................................................... 51 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 172 OBJETIVOS .......................................................................................................................... 202.1 GERAL ............................................................................................................................... 202.2 ESPECÍFICOS ................................................................................................................... 203 METODOLOGIA.................................................................................................................. 214 RESULTADOS ..................................................................................................................... 304.1.1 Caracterização da RI Tocantins ....................................................................................... 304.1.1.1 Características gerais .................................................................................................... 314.2 ANÁLISES DAS CADEIAS DE COMERCIALIZAÇÃO ............................................... 324.2.1 Açaí .................................................................................................................................. 354.2.2 Cacau amêndoa ................................................................................................................ 494.2.3 Palmito ............................................................................................................................. 584.2.4 Castanha-do-brasil ........................................................................................................... 654.2.5 Cupuaçu ........................................................................................................................... 734.2.6 Carvão .............................................................................................................................. 804.2.7 Buriti ................................................................................................................................ 874.2.8 Bacaba ............................................................................................................................. 934.2.9 Mel ................................................................................................................................. 1004. 2.10 Utensílios (cuia, paneiro e tipiti) ................................................................................ 1064.2.11 Coratá .......................................................................................................................... 1114.2.12 Bacuri .......................................................................................................................... 1154.2.13 Murumuru .................................................................................................................... 1194.2.14Artesanato de miriti ...................................................................................................... 1244.2.15 Andiroba ...................................................................................................................... 1304.2.16 Copaíba ........................................................................................................................ 1384.2.17 Inajá ............................................................................................................................. 142 19
  20. 20. 4.2.18 Breu-branco ................................................................................................................. 1464.2.19 Cipós ............................................................................................................................ 1504.2.20 Leites (amapá, jatobá e sucuúba)................................................................................. 1544. 2. 21 Taperebá .................................................................................................................... 1584.2.22 Urucum ........................................................................................................................ 1624.2.23 Plantas medicinais ....................................................................................................... 1664.2.24 Semente de cupuaçu .................................................................................................... 1704.2.25 Cumaru ........................................................................................................................ 1754.2.26 Guarumã ...................................................................................................................... 1794.3 INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES SOBRE A COMERCIALIZAÇÃO DEARTESANATOS NA REGIÃO ............................................................................................ 1834.4 ANÁLISES ECONÔMICAS AGRUPADAS .................................................................. 1854.5 PROBLEMAS E POTENCIALIDADES IDENTIFICADOS NA COMERCIALIZAÇÃODE PFNMs ............................................................................................................................. 1914.5.1 Em Cametá .................................................................................................................... 191Problemas ............................................................................................................................... 191Potencialidades ....................................................................................................................... 1914.5.2 Em Abaetetuba .............................................................................................................. 192Problemas ............................................................................................................................... 1924.5.3 Em Baião ....................................................................................................................... 193Potencialidades ....................................................................................................................... 1944.5.4 Em Mocajuba................................................................................................................. 194Problemas ............................................................................................................................... 194Potencialidades ....................................................................................................................... 1954.5.5 Em Oeiras do Pará ......................................................................................................... 195Problemas ............................................................................................................................... 195Potencialidades ....................................................................................................................... 1964.5.6 Em Limoeiro do Ajuru .................................................................................................. 196 20
  21. 21. Problemas ............................................................................................................................... 196Potencialidades ....................................................................................................................... 1964.5.7 Em Barcarena ................................................................................................................ 197Problemas ............................................................................................................................... 197Potencialidades ....................................................................................................................... 1974.5.8 Em Igarapé-Miri ............................................................................................................ 198Potencialidades ....................................................................................................................... 1994.5.9 Em Moju ........................................................................................................................ 199Potencialidades ....................................................................................................................... 1995 CONCLUSÕES ................................................................................................................... 202REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 208 21
  22. 22. 1 INTRODUÇÃO O crescimento das atividades produtivas econômicas e principalmente o aumento dadensidade demográfica em escala mundial, resultou em um forte avanço sobre os recursosnaturais, dentre eles as florestas primárias, culminando em altos índices de desmatamento.Diante desse contexto a Região Amazônica vem alcançando destaque, ao longo dos anos, nocenário mundial, explicitando a necessidade da conservação de sua mega diversidade pelopapel que esta desempenha, bem como em razão dos riscos assumidos conforme o quadro demudanças globais (IPCC, 2007). Diante da ênfase dada às questões ambientais na Região Amazônica, o Pará é um dosestados que antecedem os primeiros lugares no ranking do desmatamento na região, com umaárea desmatada de 63.235 km², no acumulado de 1999 a 2008, cerca de 5% do seu território.Quando relacionado com o desmatamento da Amazônia Legal, no período, o Estado contribuicom aproximadamente 34% do total da região amazônica (INPE, 2009). Em resposta a esse cenário, o governo estadual assumiu o compromisso com ummodelo de desenvolvimento baseado na sustentabilidade, apresentando políticas para odesenvolvimento e valorização do extrativismo, incentivo ao surgimento de novosempreendedores florestais e de produtos sustentáveis (Ideflor, 2008). Em 2009, o governo federal formalizou o Plano Nacional de Promoção das Cadeiasde Produtos da Sociobiodiversidade (PNPSB), que seleciona dez produtos-chave em funçãodo papel desempenhado por estes na economia e do envolvimento de famílias com essesprodutos em todo o Brasil, com ações integradas para a promoção e o fortalecimento dascadeias, iniciado em 2007 pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ministério doDesenvolvimento Agrário (MDA), e do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate àFome (MDS) - (PNPSB, 2009). Quatro dessas cadeias prioritárias ocorrem no Pará (açaí,castanha-do-brasil, andiroba e copaíba). De forma concomitante, em 2008, o Ideflor passa aser um dos interlocutores pelo Pará junto ao PNPSB, com o apoio de outros órgãos do Estado,de organizações de produtores e extrativistas, assim como da sociedade civil. Considerando a pressão sofrida e a importância das nossas florestas no cenárionacional, o estado do Pará necessita de modelos de desenvolvimento com atividadeseconômicas produtivas que evitem o desmatamento. O manejo de recursos florestais, dadas àscaracterísticas e potencialidades da Região Amazônica, se coloca como um dos principaiscaminhos para se alcançar um desenvolvimento em bases sustentáveis. 17
  23. 23. Diversos estudos realizados nos últimos dez anos por (Monteiro, 2003; Couly, 2004;Medina e Ferreira, 2004; Shanley & Medina, 2005; Castro, 2006; Gomes, 2007; Dürr &Costa, 2008), apontam o potencial econômico dos Produtos Florestais Não Madeireiros, alémda sua grande relevância sociocultural e ambiental. O manejo dos PFNM, conduzido demaneira racional, além de tornar as florestas rentáveis, mantém sua estrutura e biodiversidadepraticamente inalteradas (MACHADO, 2008). Um estudo desenvolvido por Menezes, Homma & Santana (2001), dentro de umassentamento agroextrativista no município de Nova Ipixuna-PA, identificou que a produçãoagrícola e extrativa é muito superior a que vem sendo estimada ou conhecida pelas estatísticasoficiais de produção. Esses produtos acabam compondo a renda familiar de forma indireta pormeio do consumo familiar, troca e/ou até mesmo de venda esporádica. No nordeste paraense, um estudo das cadeias de comercialização dos PFNM1,desenvolvido em três municípios, detectou a circulação aproximada de quatro milhões dereais, para o ano de 2005, identificando a importância da vegetação secundária como reservade valor e agente dinamizador da renda rural e dos setores econômicos associados, como osatacadistas, varejistas e agroindústrias (GOMES, 2007). Poucos são os estudos desenvolvidos para entender a estrutura das cadeias decomercialização dos PFNM, as relações estabelecidas entre os agentes mercantis e suarespectiva participação na composição do valor dos produtos que apontem os principaisgargalos para o desenvolvimento dessa economia. Esse tipo de estudo permite entender comoo produtor participa no processo mercantil e as possibilidades existentes para que o mesmoatue mais eficientemente nas respectivas cadeias de comercialização. Esse viés metodológicoé utilizado para a formulação de estratégias de comercialização que aumentem o resultadoeconômico e a eficiência reprodutiva dos estabelecimentos familiares (INHETVIN, 1998). Diante do exposto, o “Estudo das Cadeias de Comercialização de Produtos FlorestaisNão Madeireiros no Pará” se propõe a identificar e a caracterizar as cadeias decomercialização de produtos florestais não madeireiros em municípios do Estado, descrever equantificar como se dá a participação dos diferentes setores da cadeia na economia regional eseus desdobramentos para o Estado e fora dele, além de testar uma metodologia de coleta dedados que viabilize informações mais precisas desses produtos, que apresentam um papelimportante para a renda de milhares de famílias, que contribuem para a manutenção da1 Produtos estudados: açaí, bacuri, buriti, mel, unha-de-gato, verônica, copaíba, andiroba, sucuuba, lenha, carvão e estaca. 18
  24. 24. floresta em pé e que colaboram de maneira considerável para o Produto Interno Bruto (PIB)do Estado. Esse método se revela rápido na coleta de dados em campo, mas requer uma basetécnica científica densa para as análises das matrizes, com resultados que permitam identificarpossibilidades produtivas locais e regionais, gargalos tecnológicos, necessidades deinvestimentos, regularização e especialização dos agentes locais e regionais, além de apontarnovos produtos que não constam das estatísticas oficiais, ou que são subestimados. 19
  25. 25. 2 OBJETIVOS2.1 GERAL • Identificar e analisar as cadeias de comercialização de produtos florestais nãomadeireiros da Região de Integração Tocantins, estado do Pará, identificando fatores críticose potencialidades.2.2 ESPECÍFICOS • Identificar e descrever as estruturas das cadeias de comercialização dos produtosflorestais não madeireiros da Região de Integração Tocantins, e • Quantificar o Valor Bruto da Produção (VBP), explicitando a produçãoagroextrativista do setor alfa (VBPα), o Valor Agregado Bruto (VAB) juntamente com amargem bruta de comercialização (mark-up) e a Renda Bruta Total (RBT) gerada e circuladana comercialização dos produtos identificados. 20
  26. 26. 3 METODOLOGIA No intuito de descrever e analisar as cadeias de comercialização dos produtosflorestais não madeireiros (PFNM) a partir do conjunto dos 10 municípios pertencentes a RITocantins, estado do Pará, desde os agentes que compraram do produtor até os que venderampara o consumidor, este estudo baseou-se na metodologia das Contas Ascendentes Alfa CSα(COSTA, 2002, 2006 e 2008a), que permite construir Contas Sociais de base agroextrativista,para uma dada região, utilizando o modelo Matriz Insumo-Produto de Leontief (1983). As “Contas Sociais Alfa” (CSα) referem-se à metodologia de cálculo ascendente dematrizes de insumo-produto de equilíbrio computável que se baseia nos parâmetros eindicadores de cada produto que compõem os setores originários e fundamentais, justifica-sepelo fato de permitir uma análise pontual ou com foco na problemática local, haja vista que asestatísticas de produção são obtidas mais irredutível possível de uma economia local. Ou seja,este método além de fazer uma “fotografia” da realidade macroeconômica e social de umadelimitação geográfica, fornece respostas a questões que envolvem os impactos gerados porações e programas de desenvolvimento ali implementados. Conforme explica Costa (2008b), o método consiste em identificar a produção decada agente que pode ser agregado nos “setores alfa”, de certa delimitação geográfica eacompanhar os fluxos até sua destinação final. Nesse trajeto define parametricamente ascondições de passagem pelas diversas interseções entre os setores derivados (quantidadestransacionadas em cada ponto e o mark-up correspondente), tratados como “setores beta”, osquais são ajustados a três níveis diferentes: o local (βa), o estadual (βb) e o nacional (βc). Esta metodologia foi aplicada na região sudeste do Pará, caracterizada por tensõesentre grandes projetos pecuários e minerais, e a expansão camponesa, com assentamentos dareforma agrária. O trabalho desenvolvido por Costa (2008b) contempla a análise de insumo-produto com metodologia ascendente que explicita a diversidade estrutural dos setores debase primária e os impactos econômicos da programação de investimento da Companhia Valedo Rio Doce (CVRD) de 2004 até 2010. Os resultados do estudo indicam que a metodologiaascendente CSα permitiu fazer as diferenciações estruturais necessárias à geração de umamatriz de insumo-produto mais aderente a complexidade da economia local, evidenciando ainfluência expressiva na economia do setor mineral do Sudeste Paraense, com complexidadede tal ordem que sua expansão cria possibilidades de crescimento para os demais setores daeconomia local. Por outro lado, demonstrou vazamentos de vulto (em termos de renda, 21
  27. 27. agregação de valor, entre outros) – tanto da economia local e entorno quanto, para a economiado resto do Pará, e do resto do Brasil. Em outro estudo, Costa e Costa (2008) descreveram a economia da cultura dofestival de bois de Parintins, estado do Amazonas, utilizando a metodologia das CSαconjuntamente orientada pelo conceito de Arranjos Produtivos Locais (APL). O estudoidentificou limitações de infraestrutura, apontou impactos para a economia do município coma produção e realização do evento, com isso o município recebeu tratamento diferenciado porparte dos poderes públicos, que se converteram em investimentos reais e o APL da culturaidentificado representou 10% da economia local e se apresentou como uma nova base deexportação, com um efeito multiplicador elevado. A aplicação da metodologia CSα por Dürr (2008) no Departamento2 de Sololá, naGuatemala, permitiu descrever as cadeias produtivas dos principais produtos da agriculturacamponesa, construiu a Contabilidade Social de base agrária do Departamento, ou seja,calculou o Produto Interno Bruto mostrando a contribuição de diferentes setores,especialmente no setor rural e da economia regional e, por último, identificou os impactossobre a agricultura e o desenvolvimento econômico das zonas rurais locais, estimado atravésdo uso de Matrizes de Insumo-Produto como ferramenta para o planejamento estratégico doDepartamento de Sololá. Devido as repercussões deste estudo, o autor replicou para odepartamento de El Quiché (DÜRR et al., 2009), para o território chamado de Bacia do rio"Polochic. "(LOZA et al., 2009) e para o departamento de Petén (DÜRR et al., 2010). O trabalho de Carvalho (2010) apresenta as contribuições que os produtos florestaisnão madeireiros têm na economia do estado do Amapá, fazendo o uso do método de ContasSociais Alfa em razão da inexistência de informações sistematizadas ou agregadas em nívellocal. Contudo, consegue estabelecer as análises estruturais a partir das interrelaçõesexistentes entre os agentes mercantis que participam do arranjo produtivo dos PFNM,analisando os efeitos dos multiplicadores setoriais, os impactos do crescimento econômico naprodução, trabalho e renda setorial de toda a economia. Na mesma linha, Gomes (2007) identificou e caracterizou cadeias decomercialização de produtos existentes nas florestas secundárias nas categorias de frutíferas,derivados da madeira (lenha, carvão e estaca), mel e diversas plantas medicinais nosmunicípios de Bragança, Capitão Poço e Garrafão do Norte, estado do Pará. A autora utilizouo método de Contas Sociais Alfa para captar as especificidades econômicas e sociais que ao2 Unidade federativa equivalente a estado. 22
  28. 28. contrário dos cálculos das contas regionais do IBGE, que consideram as regiões homogêneasnas estimações conjunturais impossibilita captar as especificidades locais. O estudo detectou acirculação aproximada de quatro milhões de reais, para o ano de 2005, identificando aimportância da vegetação secundária como reserva de valor e como agente dinamizador darenda rural e dos setores econômicos associados como atacadistas, varejistas e agroindústrias. No caso deste estudo desenvolvido pelo Idesp, a metodologia foi adequada para acontabilidade social ascendente que engloba além da produção agroextrativista, as atividadesna indústria e nos serviços que atuam diretamente nos setores com foco nos produtosflorestais não madeireiros. Trata-se de um modelo de cálculo de renda e do produto social doagroextrativismo que permitiu mensurar variáveis como o Valor Bruto da Produção de BaseAgroextrativista (VBPα), o Valor Agregado Bruto de Base Agroextrativista (VABα) e oProduto Regional Bruto de Base Agroextrativista (PRBα). De acordo com Considera et al.(1997) o Produto Regional Bruto (PRB) seria o equivalente regional ao Produto Interno Bruto(PIB) deste setor. O modelo também produziu as matrizes das inter-relações intersetoriais que asfundamentam, por uma metodologia que maximiza a utilização dos dados do IBGE, tanto osdo Censo Agropecuário de 2006, quanto às séries históricas de 1990 a 2008 da ProduçãoAgrícola Municipal (PAM), da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) e daProdução da Pecuária Municipal (PPM) e, correlacionando-os aos dados da pesquisa primáriaexecutada pelo Idesp, permitiu agregações as mais variadas, orientadas tanto por atributosgeográficos, quanto por atributos estruturais do setor. A metodologia adotada permite descrever trajetórias de agregação, tanto em funçãode um espaço geográfico limitado (município, região, território, etc.), quanto em decorrênciadas estruturas da produção: formas de produção, tipos de atividades, níveis tecnológicos,sistemas de produção, entre outros. A metodologia apresenta uma série de vantagens, taiscomo: rapidez na coleta de dados primários em campo, identificação dos maiores volumescomercializados junto aos agentes mercantis chaves, quantificação dos valores pagos ao setorda produção agroextrativista, principais gargalos evidenciados nas cadeias decomercialização, a economia antes invisível passa a ser explícita para diversos produtos eaponta indicativos para subsidiar políticas publicas. As etapas adotadas desde a identificação do agente mercantil, até as análises dascadeias de comercialização, consistiram em uma série de ações descritas a seguir. Articulação prévia, feita em Belém e/ou na chegada a cada um dos dez municípiosvisitados da Região de Integração Tocantins, junto a informantes-chaves (como os técnicos 23
  29. 29. dos escritórios da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará -Emater/Pará, dos sindicatos de trabalhadores rurais, das secretarias municipais de agricultura,das cooperativas, das associações, das feiras, dos mercados locais, entre outros), no que sereferiu a produção e/ou comercialização dos produtos florestais não madeireiros existentes nomunicípio, para o período de doze meses e, fazer a identificação dos agentes mercantisenvolvidos nestas atividades, para serem entrevistados. A coleta de dados ocorreu junto aos agentes mercantis com aplicação de questionário(Apêndice A). Nesta etapa, buscou-se os principais agentes (vendedores/compradores) decada produto, que geralmente representam importantes elos da cadeia, os quais direcionam oselos para trás (comprou de quem) e para frente (vendeu para quem) na cadeia, compondo umaamostragem não probabilística autogerada (CABRAL, 2000), até chegar a produção local deum lado, bem como ao último que vendeu o produto para o consumidor final, no outroextremo da cadeia (DÜRR; COSTA, 2008). Esta metodologia identificou relações existentesentre agentes mercantis, que atuam tanto na formalidade quantos que atuam na completainformalidade, sendo capaz de apontar o fluxo de comercialização para cada produtoidentificado. Neste tipo de amostragem o tamanho e a localização da população não sãoconhecidos a priori pelo pesquisador, então, esta é composta na medida em que o pesquisadoridentifica um agente mercantil, e solicita ao mesmo que indique os que também fazem parteda população em estudo, e assim, sucessivamente, a amostra é construída (MATTAR, 1997).Deste modo, para o levantamento dos dez municípios foram aplicados trezentos e noventa esete questionários junto aos agentes mercantis envolvidos direta ou indiretamente com acomercialização dos PFNM. Durante a aplicação dos questionários, foi possível georreferenciar cadaestabelecimento, utilizando o sistema de posicionamento global (GPS), compondo uma dasbases de dados com as coordenadas geográficas. Além disso, foi possível compor uma base dedados qualitativos disponíveis na plataforma Windows, Microsoft Office 2007 no aplicativoAccess, e outra base de dados quantitativos no sistema NETZ3, com circuitos (referentes aosprodutos) e lançamentos (referentes às transações comerciais realizadas pelos agentes, porprodutos). A padronização dos dados coletados em cada entrevista foi necessária para que asunidades de quantidade (medida usada em kg, litro, saca entre outros) e de preço praticadofossem uniformizadas conforme cada produto. As informações inseridas no sistema NETZ3 Software desenvolvido por Francisco de Assis Costa – NAEA/UFPA. 24
  30. 30. referem-se aos dados primários de preço e quantidade para cada produto, em cada relaçãomercantil de compra e venda, classificando por setor (produção, varejo, atacado, indústria econsumidor) e por recorte espacial (local, estadual e nacional). Depois deste processo, foram elaboradas as matrizes que descrevem a probabilidadeda distribuição das quantidades e atribuição dos preços a partir das relações entre os agentes,uma vez determinadas suas posições estruturais, entre os setores. As Matrizes Insumo-Produto(MIP) descrevem nas colunas as compras e nas linhas as vendas dos setores da produçãoprimária e intermediaria (indústria, atacado e varejo), entre si, e as vendas para a demandafinal local, estadual ou nacional. No entanto, como forma de melhor visualizar cada matriz, aequipe do Idesp envolvida no estudo desenvolveu um modelo para apresentar os mesmosdados, com os fluxos de compra e venda e os setores responsáveis por cada elo da cadeia. Ainovação trata-se da disposição visual dos diversos agentes mercantis ou setores representadospor pequenas caixas retangulares (produção local, varejo, indústria de beneficiamento, detransformação, atacado, consumidor, etc.), espacialmente distribuídos na economia local,estadual ou fora do estado (nacional e internacional), representados por retângulos maiores emtrês cores distintas. Foram adotadas setas em diferentes formatos para a representação doscanais ou fluxos de comercialização, que iniciam na produção local e vão até os consumidoresfinais. Os fluxos da comercialização por produto estudado foram organizados para trêsdimensões geográficas: a) local, que corresponde aos dez municípios pesquisados na RITocantins; b) estadual, para os demais municípios do estado do Pará e; c) nacional, que foramcomercializados para outros estados e/ou países. O estudo possibilitou compreender os fluxosexistentes nas relações entre agentes/setores e seu papel relativo ao longo da cadeia em funçãodos volumes transacionados. Ainda com base nas matrizes de preço e quantidade, a relaçãodessas gerou os respectivos preços médios praticados ou implícitos por produto e por setor(em Reais por unidade do produto), agregado ou não, ao longo da cadeia, da produção até oseu consumo final. A metodologia permite a atualização dos dados para os anos seguintes daContabilidade Social da Produção de Base Agroextrativista (CSα) obtida com os dados maisrecentes divulgados pelo IBGE, neste caso com o Censo Agropecuário de 2006. Para tanto,foram construídos indexadores de quantidade e preço baseados nas séries municipais da PAM,PEVS e PPM, no mesmo recorte regional, assim como as séries de preços dos produtos daagricultura do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA). 25
  31. 31. Existem duas especificidades na construção dos indexadores: aquela em que o produtoem questão é levantado sistematicamente e faz parte do acervo de estatísticas conjunturais,acima explicitado, e aquela em que o produto estudado não é levantado sistematicamente. Naprimeira situação os indexadores de quantidade (IQ) são os números índices do total dasquantidades do produto v, para o conjunto dos municípios que atendem a restrição s, tendo nocaso do agroextrativismo, 2006 como ano base. E para os indexadores de preço (IP) osnúmeros índices do preço médio do produto v, para os municípios que atendem a restriçãogeográfica s, tendo 2006 também como ano base (COSTA, 2002, 2006 e 2008a). Os indexadores de quantidade e de preço são assim construídos: ࡽ ࢙ࢗ࢜ࢇ ഥ ࡼ࢙࢜ࢇ ࡵ࢙࢜ࢇ ൌ ࢋ ࡵࡼ ൌ ࢙࢜ࢇ ࢙ࢗ࢜૛૙૙૟ ഥ ࡼ࢙࢜૛૙૙૟ Onde: ‫ :ݏ‬atributo geográfico (local: municípios da RI Tocantins; estadual: demais municípios do estado do Pará e nacional: outros estados e/ou países), ‫ :ݒ‬produto, ܽ: ano da pesquisa oficial (2006, 2007 e 2008), ‫ݍ‬௦௩௔ : quantidade do produto conforme seu atributo geográfico no ano da pesquisa oficial, ‫ݍ‬௦௩ଶ଴଴଺ : quantidade do produto conforme atributo geográfico no Censo Agropecuário de 2006, ‫݌‬ҧ௦௩௔ : preço médio (ou implícito) conforme seu atributo geográfico no ano da pesquisa, e ‫݌‬ҧ௦௩ଶ଴଴଺ : preço médio (ou implícito) conforme atributo geográfico no Censo de 2006. Em relação aos produtos não levantados sistematicamente, estes foram indexadospela evolução do conjunto da produção numa certa delimitação geográfica. A evolução doconjunto da produção é observada pelos números índices da evolução do produto real e dospreços implícitos para a restrição geográfica s. O produto real é a soma dos resultados damultiplicação das quantidades de cada produto no ano a, pelo preço em um ano escolhidopara fornecer o vetor de preços, neste caso, média dos anos de 2006, 2007 e 2008. Portanto,os indexadores dos PFNM que não estão presentes nas estatísticas oficiais foram elaboradosconforme agrupamentos, tendo como referências as categorias dos alimentícios, dosoleaginosos e gerais do IBGE. 26
  32. 32. Sendo assim, para os frutos bacaba, bacuri, buriti e taperebá foram utilizados osindexadores da categoria de alimentícios. Na categoria de indexador geral das oleaginosasforam cinco produtos: andiroba, copaíba, cumaru, inajá e murumuru. E na categoria deindexador geral (que utiliza o conjunto de todos os produtos identificados pelo IBGE) foramutilizados quinze produtos: resina do breu-branco, cascas de barbatimão, pau-doce, unha-de-gato e verônica, cipó timbó, cipó torcido, leites de amapá, de jatobá e de sucuúba, cupuaçusemente, cuia, paneiro de guarumã, tipiti de guarumã, tala de guarumã e coratá. Os únicos produtos que tiveram seus próprios indexadores, criados com base nasestatísticas oficiais, foram: açaí fruto, cacau amêndoa, carvão, castanha-do-brasil, cupuaçu,fibra de buriti, mel, palmito de açaí e o urucum. Foi estimada a CSα para o ano de 2008, por ser o início do estudo, multiplicando osindexadores obtidos com a matriz de estrutura, que descrevem a probabilidade da distribuiçãodas quantidades e, com a matriz de preços a partir das relações entre os agentes. O resultadogera uma Matriz de Insumo Produto (MIP) para cada produto pesquisado, contendo o ValorBruto da Produção de base agroextrativista (VBPα) sob a ótica da oferta, o VBP sob a ótica dademanda (ou seja, compra de insumo), o Valor Transacionado Efetivo (VTE) que equivale aoValor Adicionado ou Agregado Bruto (VAB), a Renda Bruta Total (RBT) e, a margem brutade comercialização (mark-up), que é a relação entre a diferença do valor estimado do VABcom o VBPα (sob a ótica da oferta) pelo VBPα, para que sejam feitas as análises econômicas(estimadas para 2008) e os impactos que cada produto não madeireiro exerceu na economialocal, estadual e fora do estado. Frisa-se, no entanto, que no cálculo do VAB como naestimação do mark-up, não se levou em consideração os custos produtivos e/ou decomercialização, pois não foram foco da pesquisa. Em algumas cadeias, também não foipossível descrever a proporção dos PFNM utilizados como insumo na preparação de certosprodutos finais, como doces, cosméticos, medicinais, entre outros. A proposta metodológica de estimar a CSα para o ano de 2008 foi adotada para esteestudo (Tocantins) e para as demais regiões estudadas (Guamá, Rio Caeté, Xingu, Marajó e oBaixo Amazonas), permitindo assim comparações entre as economias de cada região. Ométodo permite também fazer atualizações desta economia conforme novos cálculos dosindexadores por produto, após divulgação de estatísticas oficiais. Para cada um dos 34 produtos não madeireiros identificados em campo (Tabela 2),24 deles constam no Apêndice B. Tais produtos foram classificados em nove alimentícios[açaí (fruto e palmito), bacaba, bacuri, cacau (amêndoa), castanha-do-brasil (fruto), cupuaçu(fruto), taperebá, buriti e urucum]; onze fitoterápicos e cosméticos [andiroba, barbatimão, 27
  33. 33. copaíba, cumaru, jatobá (leite), murumuru, pau-doce, leite-de-amapá, cupuaçu, sucuúba(leite), unha-de-gato e verônica] e seis artesanatos e utensílios [breu-branco, fibra de buriti,cipó timbó (em rolo), cuieira, guarumã (tipiti e peneira) e inajá (coratá)]. Cada produto identificado foi analisado individualmente, por estruturas de fluxo dequantidade e preço médio praticado ao longo das cadeias de comercialização e, descritos ossetores mercantis das esferas local, estadual e nacional. Além disso, as análises econômicasdetalhadas estão apresentadas com VBP pela ótica da oferta, com VAB e a margem bruta decomercialização por setor, assim como a RBT gerada pela ótica da demanda. Para outros produtos que apresentaram similitude como: uma pequena amostragemde dados, semelhança do fluxo de comercialização entre os agentes e, principalmente,utilidades similares, as análises foram agrupadas em: utensílios, leites e plantas medicinais. A classificação dos agentes nas cadeias de comercialização foram adaptadas aosseguintes conceitos, conforme Costa (2002) e Dürr (2004). • Produção local: Produção primária agroextrativista do município ou da região; • Varejo rural local: Pequenos comerciantes do interior dos municípios que compram dos produtores, comumente denominados atravessadores rurais; • Indústria de beneficiamento local: Unidades de beneficiamento da produção, localizadas na região; • Indústria de transformação local: Unidades de transformação da produção, localizadas na região; • Atacado local: Grandes compradores (atacadistas, representantes de empresas), localizados nos centros urbanos da região, que normalmente compram do varejo e/ou vendem para o varejo; • Varejo urbano local: Pequenos comerciantes nas cidades (varejistas, feirantes, marreteiros, vendedores ambulantes); • Indústria de beneficiamento estadual: Unidades de beneficiamento no Pará, localizadas além da RI Tocantins; • Indústria de transformação estadual: Unidades de transformação no Pará; • Atacado estadual: Empresas compradoras da produção no Pará; • Varejo urbano estadual: Comércios (supermercados, etc.) no Pará, que vendem para o consumidor estadual; 28
  34. 34. • Indústria de beneficiamento nacional: Unidades de beneficiamento no Brasil; • Indústria de transformação nacional: Unidades de transformação no Brasil; • Atacado nacional: Empresas compradoras do nível nacional; • Varejo urbano nacional: Comércios nacionais que vendem para o consumidor nacional. As categorias de agentes mercantis estão descritas por produto não madeireiroidentificado, quer seja individual ou em grupo. As análises econômicas de todos os produtos identificados estão descritas emdetalhes no item 4.2. 29
  35. 35. 4 RESULTADOS 4.1.1 Caracterização da RI Tocantins A Região de Integração Tocantins abriga um total de onze municípios (Figura 1),com uma população de aproximadamente 655.955 habitantes. A região abriga o porto de Vilado Conde, o maior do Estado. Suas principais cargas são minérios (bauxita), alumínio, óleoscombustíveis e madeira (Secretaria de Estado de Integração Regional - SEIR, 2007). No ano de 2009, até o mês de novembro, o porto teve uma participação de 80,11% namovimentação de cargas do Estado (Companhia Docas do Pará - CDP, 2010). Em 2007, o Produto Interno Bruto (PIB) da RI Tocantins somou R$ 5.408.071,00mil, ocupando a terceira colocação e participando com um percentual representativo noEstado no valor de 10%, que se deve ao polo mineral e portuário do município de Barcarena.As participações dos setores econômicos corresponderam a: 8% no setor Agropecuário, 50%no setor da Indústria e 42% no setor de Serviços. Dentro da composição do setor agropecuárioa participação dos produtos de origem extrativista corresponde a 12,7 % (Idesp, 2009).Figura 1- Municípios pertencentes à Região de Integração Tocantins.Fonte: IDESP 30
  36. 36. Apesar das grandes mudanças econômicas que alguns municípios da região sofreramnos últimos anos, em Barcarena, por exemplo, foi instalado o complexo da companhiaAlumínio Brasileiro S.A. (Albras) e da Alumina do Norte do Brasil S.A. (Alunorte); sendoque na sua estrutura econômica ainda sobrevive uma cultura tradicional ribeirinha. É umaregião de colonização antiga com forte identidade cultural. Existe no local uma extensa áreade várzeas propícias à produção do açaí. Em termos de potencialidades econômicas destacam-se: o extrativismo da madeira; o setor da indústria moveleira; o setor oleiro-cerâmico; obeneficiamento de fibras vegetais (coco); a fruticultura do açaí; a cultura da mandioca e outrasculturas permanentes como o dendê, a pimenta-do-reino e o coco, como também a doartesanato (SEIR, 2007).4.1.1.1 Características gerais • População Absoluta (Idesp, 2009): 655.955 habitantes; • Densidade Demográfica (Idesp, 2009): 18,29 hab./km²; • PIB 2007 (Idesp, 2009): R$ 5.408.071,00 mil; • Índice de Desenvolvimento Humano (IDH, 2000): 0,68; • PIB 2007 Per capita (Idesp, 2009): R$ 8.245,00; • Valor Adicionado – Setor Agropecuário (Idesp, 2009): 8 %; • Valor Adicionado – Setor Industrial (Idesp, 2009): 50 %; • Valor Adicionado – Setor Serviços (Idesp, 2009): 42 %. 31
  37. 37. 4.2 ANÁLISES DAS CADEIAS DE COMERCIALIZAÇÃO Dos onze municípios pertencentes à Região de Integração Tocantins (Figura 2), dezforam estudados, a saber: Abaetetuba, Acará, Baião, Barcarena, Cametá, Igarapé-Miri,Limoeiro do Ajuru, Mocajuba, Moju e Oeiras do Pará.Figura 2- Localização da Região de Integração Tocantins, estado do Pará.Fonte: IDESP. Foram aplicados trezentos e noventa e sete questionários junto aos agentes mercantis,com pontos georeferenciados (Figuras 3 e 4). Houve necessidade de fechamento de algumascadeias em municípios fora da região tocantina, como foram os casos de Castanhal e deBelém, principalmente. A comercialização de dezenas destes produtos acontece em diferentesestabelecimentos e feiras, explicitando a diversidade e a realidade regional, conforme imagensregistradas nos municípios visitados (Apêndice C). 32
  38. 38. Figura 3- Delimitação do município de Cametá (linha vermelha) e a localização de pontos georeferenciados dos agentes mercantis, entrevistados em diversas regiões do município (pontos numerados).Fonte: IDESP.Elaboração: IDESP.Figura 4- Pontos georeferenciados dos agentes mercantis entrevistados na área urbana de Cametá (pontos numerados).Fonte: IDESP.Elaboração: IDESP. 33
  39. 39. Com base na comercialização dos mais de trinta produtos identificados em nossaamostragem, as produções vendidas e os valores pagos aos produtores da região foramorganizados em ordem decrescente em função do percentual de valor (Tabela 1).Tabela 1- Produtos florestais não madeireiros identificados na Região de Integração Tocantins, com quantidade e valor pago à produção local, de acordo com a amostragem realizada em campo, no período de 2008 a 2009. PFNM Quantidade Valor (R$) Valor/Total (%) Açaí fruto (kg) 59.116.449 43.916.347,45 88,25 Cacau amêndoa (kg) 646.845 2.452.930,21 4,93 Palmito (kg) 834.656 1.406.997,35 2,83 Castanha-do-brasil (kg) 680.450 734.695,00 1,48 Cupuaçu (un.) 402.468 448.908,42 0,90 Carvão (saca) 91.087 349.636,99 0,70 Buriti (kg) 173.586 178.056,96 0,36 Bacaba (kg) 93.438 71.107,52 0,14 Mel (l) 3.949 53.430,00 0,11 (1) Utensílios (un.) 18.736 42.500,72 0,09 Coratá (un.) 62.000 31.000,00 0,06 Bacuri (un.) 36.050 14.866,00 0,03 Murumuru (kg) 9.640 11.280,00 0,02 Artesanato miriti (braça) 26.500 10.107,50 0,020 Andiroba (l) 1.111 8.159,00 0,016 (2) Cipós (kg) 2.155 8.105,00 0,0163 Copaíba (l) 253 6.250,00 0,0126 Inajá semente (kg) 5.200 5.040,00 0,0101 Breu-branco (kg) 1.725 4.112,50 0,0083 (3) Leites (l) 476 3.121,50 0,0063 Taperebá (kg) 2.100 2.400,00 0,0048 Urucum (kg) 470 965,00 0,0019 (4) Plantas medicinais (kg) 200 600,00 0,0012 Cupuaçu semente (kg) 300 360,00 0,0007 Cumaru (kg) 20 60,00 0,00012 Guarumã (braça) 100 12,00 0,00002 Total 49.761.049,11 100,00 (1) Cuia, paneiro e tipiti. (2) Cipó timbó e cipó torcido. (3) Amapá, jatobá e sucuúba. (4) Cascas de barbatimão, pau-doce, unha-de-gato e verônica.Fonte: IDESP. 34
  40. 40. 4.2.1 Açaí a) Caracterização dos agentes mercantis envolvidos na cadeia de comercialização do açaí. O açaí é o principal produto comercializado na RI Tocantins, tanto em volumequanto em moeda circulante. Sua produção provém tanto de açaizais nativos quanto de áreasde manejo ou plantações. A seguir a descrição dos agentes mercantis identificados na cadeiade comercialização do açaí (Figura 5), considerando a abrangência para o âmbito local (osdez municípios), estadual (fora da RI Tocantins) e nacional (outros estados do Brasil e outrospaíses). LOCAL (Municípios da RI Tocantins) Produção: Trata-se da produção primária da agropecuária e extrativista dos dezmunicípios da RI Tocantins; Varejo rural: Incluem todos os pequenos comerciantes do interior do Município quecompram o açaí in natura dos produtores, comumente denominados atravessadores; Indústria de beneficiamento: É a empresa que realiza o processamento do açaí innatura. Existem dois tipos de estrutura de empresa beneficiadora, a composta por pequenoscomerciantes, as quais possuem máquinas despolpadeiras, chamadas de “batedores de açaí” asquais vendem diretamente a polpa do açaí para os consumidores locais. A segunda categoria écomposta por um número reduzido de agroindústrias, as quais realizam a primeira agregaçãode valor ao açaí in natura, ou seja, a produção de polpa de açaí pasteurizada e/ou congelada; Atacado: São os comerciantes (atacadistas ou representantes de empresas) quecompram o fruto in natura em grandes quantidades do varejo rural (e/ou do produtor) evendem para agroindústrias estaduais; ESTADUAL (Municípios paraenses que estão fora da RI Tocantins) Indústria de beneficiamento: Tratam-se as unidades de beneficiamento da produçãolocalizadas no Pará, fora da região tocantina, que apenas beneficiam o açaí em polpapasteurizada e/ou congelada; Indústria de transformação: Englobam as unidades de transformação da produçãoestadual. São processadoras e beneficiadoras de polpa de açaí e também de geleias, compotas,etc.; e em pequena escala, os blends (açaí misturado com outras frutas, guaraná, etc.) e paraempresa de cosméticos; 35
  41. 41. Atacado: São as empresas (atacadistas, representantes de empresas) compradoras daprodução do Estado diretamente dos produtores regionais; Varejo urbano: Tratam-se dos comerciantes varejistas que realizam a venda da polpade açaí para o consumidor estadual; NACIONAL (Fora do estado do Pará) Indústria de beneficiamento: Englobam as unidades de beneficiamento situadas forado Estado que apenas beneficiam o açaí em polpa pasteurizada e/ou congelada; Indústria de transformação: Incluem as unidades de beneficiamento situadas fora doEstado que beneficiam o açaí em blends (lanchonetes, sorveterias, restaurantes, entre outros); Atacado: São as empresas (atacadistas, representantes de empresas) compradoras noâmbito nacional; Varejo urbano: Englobam os comércios varejistas situados fora do Estado quevendem para o consumidor nacional. b) Estrutura da quantidade comercializada (%) do açaí. A cadeia de comercialização do açaí possui a mais complexa estrutura dentre todasas identificadas no estudo. Nos dez municípios foram entrevistados duzentos e oitenta e cincoagentes mercantis que atuam, em média, há onze anos no ramo (variação de um a quarentaanos). Os que trabalham somente com o açaí são 84% e os demais trabalham com outrosprodutos (artesanato, bacaba, patauá, andiroba, murumuru, cupuaçu, buriti, cacau, carvão,cipó, palmito, mel e taperebá). Na descrição da capacidade instalada dos agentes mercantis entrevistados da regiãoidentificou-se que 28% possuem local para armazenagem com capacidade média de 16m2(variação de 4 a 144 m2); 37% possuem transporte (oitenta e sete barcos com capacidade de0,5 a 15 toneladas, cinco canoas, uma caminhonete, onze motos e dezessete bicicletas). Emrelação aos equipamentos 61% possuem (cento e setenta e cinco despolpadeiras, setenta e umfreezers, doze filtros, onze geladeiras, três câmaras frias, dois pasteurizadores, dois seladores,duas envasadoras, um container, uma caldeira e uma balança), 38% não possuemequipamentos e 3% não informaram. A mão-de-obra predominante é a familiar em 47% dos entrevistados, com umaequipe de até cinco pessoas. Dos demais agentes mercantis, 6% pagam uma diária para cincopessoas em média, no valor de R$ 10,00 a R$ 30,00; 2% pagam semanalmente para uma atrês pessoas, valores entre R$ 20,00 a R$ 120,00; 3% pagam em média para seis pessoas por 36

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