Cadeias de Comercialização de Produtos FlorestaisNão Madeireiros na Região de Integração Rio Caeté, Estado                ...
Governo do Estado do Pará                    Simão Robison Oliveira Jatene                            Governador          ...
Cadeias de Comercialização de Produtos Florestais NãoMadeireiros na Região de Integração Baixo Amazonas,                  ...
ExpedienteDiretor de Pesquisa e Estudos AmbientaisJonas Bastos da VeigaCoordenadora do Núcleo de Pesquisa Científica, Tecn...
APRESENTAÇÃO         A extração dos produtos florestais não madeireiros (PFNM) no Brasil é de grandeimportância social, ec...
RESUMO         Na busca do desenvolvimento sustentável, o estado do Pará necessita de atividadeseconômicas produtivas que ...
SIGLASCEASA         Central de Abastecimento do ParáConab         Companhia Nacional de AbastecimentoDAP           Diâmetr...
LISTA DE FIGURASFIGURA 1- Municípios pertencentes à Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará. ...... 36FIGURA 2- Loc...
FIGURA 17- Preço médio do mel (R$/l) praticado nas transações entre os diversos setores da          cadeia de comercializa...
FIGURA 33- Localização dos agentes mercantis do murumuru na Região de Integração Rio          Caeté, estado do Pará, no an...
FIGURA 49- Estrutura (%) da quantidade amostral das plantas medicinais comercializadas na          Região de Integração Ri...
FIGURA 65- Preço médio da malva (R$/Kg da fibra) praticado nas transações entre os setores          da cadeia de comercial...
LISTA DE GRÁFICOSGRÁFICO 1- VBPα, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do açaí da Região de         Integração R...
LISTA DE TABELASTABELA 1- Produtos florestais não madeireiros identificados na Região de Integração Rio         Caeté, com...
SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO .........................................................................................................
4.2.16 Plantas Medicinais ...................................................................................................
251 INTRODUÇÃO          Segundo o Ministério da Agricultura (2008), os Produtos Florestais Não Madeireiros(PFNM) são aquel...
262 OBJETIVOS2.1 GERAL     Identificar e analisar as cadeias de comercialização de produtos florestais não     madeireiros...
273 METODOLOGIA         No intuito de descrever e analisar as cadeias de comercialização dos produtosflorestais não madeir...
28agregação de valor, entre outros) – tanto da economia local e no entorno mais próximo, para aeconomia do resto do Pará, ...
29municípios de Bragança, Capitão Poço e Garrafão do Norte, Estado do Pará. A autora utilizouo método de Contas Sociais Al...
30            As etapas adotadas desde a identificação do agente mercantil, até as análises dascadeias de comercialização,...
31produtos) e lançamentos (referentes as transações comerciais realizadas pelos agentes, porprodutos).         A padroniza...
32        A metodologia permite a atualização dos dados para os anos seguintes daContabilidade Social da Produção de Base ...
33         Em relação aos produtos não levantados sistematicamente, estes foram indexadospela evolução do conjunto da prod...
34também não foi possível descrever a proporção dos PFNM utilizados como insumo napreparação de certos produtos finais, co...
35           Indústria de transformação local: Unidades de transformação da produção,           localizadas na região;    ...
364 RESULTADOS4.1 REGIÃO DE INTEGRAÇÃO RIO CAETÉ4.1.1 CARACTERIZAÇÃO        A Região de Integração Rio Caeté tem em sua co...
373.082,00, configurou-se como o segundo pior ficando a frente apenas da região do Marajó. Asparticipações dos setores eco...
38TABELA 1- Produtos florestais não madeireiros identificados na Região de Integração Rio Caeté, comquantidade e valor pag...
39amostragem, composta por 68 agentes que comercializaram o produto nos municípiosvisitados da RI Rio Caeté, sendo que 60%...
40        Indústria de beneficiamento: Existem dois tipos de estrutura de empresabeneficiadora, a composta por pequenos co...
41         A Figura 4 permite visualizar as proporções da quantidade de açaí que transitampelos diferentes setores identif...
42indústria de beneficiamento local (8,82%) e estadual, especificamente para a agroindústria(6,5%).          No que se ref...
43         FIGURA 5- Preço médio do açaí (R$/Kg de fruto in natura) praticado nas transações entre         os setores da c...
44        GRÁFICO 1- VBPα, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do açaí da Região de        Integração Rio Caeté...
45(outras regiões), que pela oferta do fruto in natura receberam mais de R$ 2,9 milhões(Gráfico 1).        Deste total de ...
46        Por tudo isso, dos R$ 8,2 milhões gerados na comercialização do açaí a nível local,somente R$ 1,7 milhão foram o...
47        No que se refere à agregação de valor por mercado, o local agregou 64% (R$ 4,5milhões) do valor adicionado total...
48estadual, ou seja, o mark-up, foi calculado em 67%. Ainda no mercado estadual o setoratacadista (composto por atravessad...
49        Na região do Caeté, identificado como mercado local, cuja renda bruta somou R$ 8,2milhões, o setor de varejo rur...
50compras resultou em um valor em torno de R$ 3,6 milhões, e o setor adicionou R$ 895 mil(Gráfico 3).4.2.2 BACURI         ...
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  1. 1. Cadeias de Comercialização de Produtos FlorestaisNão Madeireiros na Região de Integração Rio Caeté, Estado do Pará RELATÓRIO TÉCNICO 2011 BELÉM – PARÁ 2011
  2. 2. Governo do Estado do Pará Simão Robison Oliveira Jatene Governador Helenilson Cunha Pontes Vice-Governador / Secretário Especial de Estado de Gestão - Seges Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará Maria Adelina Guglioti Braglia Presidente Diretoria de Pesquisa e Estudos Ambientais Jonas Bastos da Veiga DiretorDiretoria de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas e Análise Conjuntural Cassiano Figueiredo Ribeiro Diretor Diretoria de Estatística, Tecnologia e Gestão da Informação Sérgio Castro Gomes Diretor Diretoria de Administração, Planejamento e Finanças Helaine Cordeiro Félix Diretora
  3. 3. Cadeias de Comercialização de Produtos Florestais NãoMadeireiros na Região de Integração Baixo Amazonas, Estado do Pará RELATÓRIO TÉCNICO 2011 BELÉM – PARÁ 2011
  4. 4. ExpedienteDiretor de Pesquisa e Estudos AmbientaisJonas Bastos da VeigaCoordenadora do Núcleo de Pesquisa Científica, Tecnológica e InovaçãoMarli Maria de MattosElaboração Técnica: Coleta de dados:Marli Maria de Mattos Ellen Claudine Cardoso CastroEllen Claudine Cardoso Castro Daniela Monteiro da CruzDivino Herculys Peres da Silva Lima Nelma Santos Amorim dos SantosJosé de Alencar Costa Maricélia Gonçalves BarbosaAna Cristina Parente Brito José de Alencar CostaAdriana Pinheiro dos Santos Rafael da Silva MoraesIsaac Luiz Magalhães Lopes Tânia de Sousa LeiteGilzibene Marques da Silva Antônio Marcos Silva PereiraRodrigo dos Santos Lima Adriana Pinheiro dos SantosRaquel Lopes de Araújo Ana Cristina Parente BritoJoyse Tatiane Souza dos Santos Rodrigo dos Santos LimaApoio Técnico:Francisco Assis Costa, UFPA/NAEAParceria:Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do ParáJosé Alberto da Silva Colares, Diretor GeralRevisão:Jonas Bastos da Veiga, Cassiano Figueiredo Ribeiro e Marcílio Chiacchio.Normalização:Adriana Taís G. dos Santos e Anna Márcia Malcher Muniz _______________________________________________________________________ INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, SOCIAL E AMBIENTAL DO PARÁ Cadeias de comercialização de produtos florestais não madeireiros na Região de Integração Rio Caeté, Estado do Pará: relatório técnico 2011./ Belém: IDESP, 2011. 160p. 1.Cadeias de comercialização.2.Produtos florestais não madeireiros.3.Contas sociais alfa.4.Economia regional.I.Região de Integração.II.Pará (Estado).III.Titulo. CDD: 381.098115 ________________________________________________________________________
  5. 5. APRESENTAÇÃO A extração dos produtos florestais não madeireiros (PFNM) no Brasil é de grandeimportância social, econômica e ambiental. Apresenta-se como uma forma de exploraçãosustentável, pois na maioria das vezes, não implica na remoção dos indivíduos das espécies.Há tempos, populações tradicionais, extrativistas, ribeirinhas e agricultores familiares utilizamprodutos não madeireiros (frutos, fibras, resinas, plantas medicinais, utensílios entre outros)para subsistência e renda. Apesar da relevância do tema, há poucas informações sobre omercado das espécies florestais não madeireiras, constituindo dessa forma um fator críticopara a gestão das florestas. O mercado internacional desses produtos é relativamente conhecido, todavia, omesmo não ocorre sobre a cadeia de produção e comercialização no mercado doméstico. Nãohá, nos sistemas de dados oficiais, uma lista completa de produtos florestais que sãocomercializados, principalmente no que diz respeito às espécies locais e regionais, comovárias espécies medicinais e frutíferas. No estado do Pará, bem como em todos os estados daAmazônia Legal, há uma carência de dados sobre o mercado de muitos produtos nãomadeireiros de valor local ou regional e sua relevância para as populações rurais e urbanasenvolvidas nas cadeias de produção. As estatísticas oficiais não detectam as espéciesextrativistas que possuem mercado local, bem como as recentes demandas por produtos paraatender as indústrias cosméticas no mercado nacional e internacional. Em razão da relevância do tema exposto, o Instituto de DesenvolvimentoEconômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp), em parceria com o Instituto deDesenvolvimento Florestal do Estado do Pará (Ideflor), desenvolveu o estudo sobre as cadeiasde comercialização dos PFNM do Estado do Pará, como forma de contribuir com informaçõespara a formulação de políticas públicas. Assim foi firmado o Termo de Cooperação Técnica eFinanceira TCTF No.02/2010, tendo sua vigência iniciada em março de 2010, e tem comoobjetivo identificar e analisar as cadeias de comercialização dos PFNM em cinco Regiões deIntegração (RI) do estado do Pará (Rio Caeté, Baixo Amazonas, Guamá, Xingu e Marajó). Os resultados destas pesquisas podem contribuir para o entendimento da economiados PFNM no Estado do Pará, destacando as potencialidades econômicas e identificandoentraves (produção e comercialização) desses diversos produtos, evidenciando os nãodetectados nas estatísticas oficiais, contribuindo com a conservação e gestão florestal. O presente relatório contempla os resultados das análises das cadeias decomercialização dos PFNM da Região de Integração (RI) Rio Caeté.
  6. 6. RESUMO Na busca do desenvolvimento sustentável, o estado do Pará necessita de atividadeseconômicas produtivas que dinamizem e gerem renda às populações locais, que evitem odesmatamento, que agreguem valor aos produtos e que reduzam as desigualdades entreregiões. O método das Contas Sociais Ascendentes Alfa (CSα) aplicado neste estudo,utilizando o modelo Matriz Insumo-Produto, permitiu identificar o valor da produção de BaseAgroextrativista, de 34 produtos identificados, em 15 municípios da Região de Integração doRio Caeté e, acompanhar os fluxos ao longo das cadeias estudadas, passando pelos setores debeneficiamento, transformação, comércio e serviços até seu destino final. Constatou-se que osprodutos estudados (10 alimentícios, 13 medicinal, fármacos e cosméticos, 8 artesanatos eutensílios, 2 derivados da madeira e 1 derivado animal) têm significativa importância nadinâmica da economia local, assim como para outras regiões do Pará, além dos mercadosnacionais e internacionais. O principal produto de destaque na RI foi o açaí (R$ 16 milhões),porém com 27% da renda bruta gerada e circulada fora do Pará, diferente do bacuri que teveR$ 1,3 milhão e 95% gerada e circulada somente no Rio Caeté. Outros produtos de destaqueforam o buriti, mel, malva e o carvão. A contabilidade social ascendente na região tem origemem milhares de famílias envolvidas no setor da produção extrativa local (e extralocal), quereceberam pela venda de todos os produtos o montante de R$ 4,5 milhões (VBPα), que gerouR$ 12 milhões (VBP) na compra destes produtos (predomínio in natura) e com a agregaçãode valor de mais de R$ 10 milhões (VAB), chegando a uma renda bruta total (RBT) gerada ecirculada em R$ 22 milhões, com seus efeitos para frente e para trás nas cadeias decomercialização. O estudo também demonstrou as fragilidades e potencialidades identificadasnas cadeias, envolvendo a iniciativa privada, os órgãos governamentais e a sociedade direta eindiretamente relacionada às cadeias dos produtos do agroextrativismo.Palavras-chave: 1.Cadeias de comercialização, 2.Produtos florestais não madeireiros,3.Contas sociais alfa, 4.Economia regional.
  7. 7. SIGLASCEASA Central de Abastecimento do ParáConab Companhia Nacional de AbastecimentoDAP Diâmetro à Altura do PeitoEMATER Empresa de Assistência Técnica e Extensão RuralEmbrapa Empresa Brasileira de Pesquisa AgropecuáriaGPS Sistema de Posicionamento GlobalIBGE Instituto Brasileiro de Geografia e EstatísticaIDEFLOR Instituto de Desenvolvimento Florestal do Estado do ParáIDESP Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do ParáIPEA Instituto de Pesquisa Econômica AplicadaMDS Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à FomeMIP Matriz Insumo ProdutoNAEA / UFPA Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do ParáPAM Pesquisa Agrícola MunicipalPEVS Produção da Extração Vegetal e da SilviculturaPFNM Produtos Florestais Não MadeireirosPIB Produto Interno Bruto Plano Nacional de Promoção das Cadeias de Produtos daPNPPS SociobiodiversidadePPM Produção da Pecuária MunicipalRBT Renda Bruta TotalRI Região de IntegraçãoSEBRAE Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas EmpresasSEIR Secretaria de Estado de Integração RegionalSENAR Serviço Nacional de Aprendizagem RuralSTR Sindicato dos Trabalhadores RuraisUFPA Universidade Federal do ParáVAB Valor Agregado Bruto ou Valor Adicionado BrutoVBP Valor Bruto da ProduçãoVBPα Valor Bruto da Produção do setor αVTE Valor Transacionado Efetivo
  8. 8. LISTA DE FIGURASFIGURA 1- Municípios pertencentes à Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará. ...... 36FIGURA 2- Localização da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará. ........................ 37FIGURA 3- Localização dos agentes mercantis do açaí na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. .......................................................................... 40FIGURA 4- Estrutura (%) da quantidade amostral do açaí comercializado na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ...................................... 41FIGURA 5- Preço médio do açaí (R$/Kg de fruto in natura) praticado nas transações entre os setores da cadeia de comercialização, no ano de 2010, da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará. ................................................................................... 43FIGURA 6- Localização dos agentes mercantis do bacuri na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. .......................................................................... 51FIGURA 7- Estrutura (%) da quantidade amostral do bacuri comercializado na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ...................................... 53FIGURA 8- Preço médio do bacuri (R$/unidade de fruto in natura) praticado nas transações entre diversos setores da cadeia de comercialização, no ano de 2010, da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará. ............................................................ 54FIGURA 9- Localização dos agentes mercantis da andiroba na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ............................................................... 61FIGURA 10- Estrutura (%) da quantidade amostral da andiroba comercializada na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ...................................... 63FIGURA 11- Preço médio da andiroba (R$/Kg da semente) praticado nas transações entre diversos setores da cadeia de comercialização, no ano de 2010, da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará. ................................................................. 63FIGURA 12- Localização dos agentes mercantis da bacaba na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ............................................................... 65FIGURA 13- Estrutura (%) da quantidade amostral da bacaba comercializada na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ...................................... 66FIGURA 14- Preço médio da bacaba (R$/Kg de fruto) praticado nas transações entre os setores da cadeia de comercialização, no ano de 2010, da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará. ................................................................................... 67FIGURA 15- Localização dos agentes mercantis do mel na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. .......................................................................... 68FIGURA 16- Estrutura (%) da quantidade amostral do mel comercializado na Região Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ............................................................... 70
  9. 9. FIGURA 17- Preço médio do mel (R$/l) praticado nas transações entre os diversos setores da cadeia de comercialização, no ano de 2010, da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará...................................................................................................... 71FIGURA 18- Localização dos agentes mercantis do carvão na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ............................................................... 79FIGURA 19- Estrutura (%) da quantidade amostral do carvão comercializado na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ...................................... 80FIGURA 20- Preço médio do carvão (R$/saca de 15 Kg) praticado nas transações entre setores da cadeia de comercialização, no ano de 2010, da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará. ................................................................................... 81FIGURA 21- Localização dos agentes mercantis da copaíba na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ............................................................... 85FIGURA 22- Estrutura (%) da quantidade amostral da copaíba comercializada na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ...................................... 86FIGURA 23- Preço médio da copaíba (R$/l de óleo) praticado nas transações entre os setores da cadeia de comercialização, no ano de 2010, da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará. ......................................................................................... 87FIGURA 24- Localização dos agentes mercantis do cupuaçu da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ............................................................... 88FIGURA 25- Estrutura (%) da quantidade amostral do cupuaçu comercializado na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ...................................... 90FIGURA 26- Preço médio do cupuaçu (R$/unidade de fruto) praticado nas transações entre os setores da cadeia de comercialização, no ano de 2010, da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará. ................................................................................... 91FIGURA 27- Localização dos agentes mercantis do muruci da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ............................................................... 92FIGURA 28- Estrutura (%) da quantidade amostral do muruci comercializado na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ...................................... 94FIGURA 29- Preço médio do muruci (R$/l do fruto in natura) praticado nas transações entre os setores da cadeia de comercialização, no ano de 2010, da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará. ................................................................. 95FIGURA 30- Localização dos agentes mercantis da pupunha na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ............................................................... 96FIGURA 31- Estrutura (%) da quantidade amostral da pupunha comercializada na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ...................................... 97FIGURA 32- Preço médio da pupunha (R$/cacho) praticado nas transações entre os setores da cadeia de comercialização, no ano de 2010, da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará...................................................................................................... 98
  10. 10. FIGURA 33- Localização dos agentes mercantis do murumuru na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ............................................................... 99FIGURA 34- Estrutura (%) da quantidade amostral do murumuru comercializado na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ............................... 100FIGURA 35- Preço médio do murumuru (R$/Kg semente) praticado nas transações entre os setores da cadeia de comercialização, no ano de 2010, da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará. ................................................................................. 101FIGURA 36- Localização dos agentes mercantis do taperebá na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ............................................................. 102FIGURA 37- Estrutura (%) da quantidade amostral do taperebá comercializado na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará no ano de 2010. ..................................... 103FIGURA 38- Preço médio do taperebá (R$/Kg fruto in natura) praticado nas transações entre os setores da cadeia de comercialização, no ano de 2010, da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará. ............................................................... 104FIGURA 39- Localização dos agentes mercantis do buriti na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ........................................................................ 105FIGURA 40- Estrutura (%) da quantidade amostral do buriti comercializado na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. .................................... 106FIGURA 41- Preço médio do buriti (R$/Kg fruto in natura) praticado nas transações entre os setores da cadeia de comercialização, no ano de 2010, da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará. ................................................................................. 107FIGURA 42- Localização dos agentes mercantis do breu-branco na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ............................................................. 113FIGURA 43- Estrutura (%) da quantidade amostral do breu-branco comercializado na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará no ano de 2010. ................................ 114FIGURA 44- Preço médio do breu-branco (R$/Kg) praticado nas transações entre os setores da cadeia de comercialização, no ano de 2010, da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará. ....................................................................................... 115FIGURA 45- Localização dos agentes mercantis do leite de amapá na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ...................................................... 116FIGURA 46- Estrutura (%) da quantidade amostral do leite de amapá comercializado na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará no ano de 2010. .................... 117FIGURA 47- Preço médio do leite de amapá (R$/l) praticado nas transações entre os setores da cadeia de comercialização, no ano de 2010, da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará. ....................................................................................... 118FIGURA 48- Localização dos agentes mercantis das plantas medicinais na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. .................................... 119
  11. 11. FIGURA 49- Estrutura (%) da quantidade amostral das plantas medicinais comercializadas na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ................... 120FIGURA 50- Preço médio das plantas medicinais (R$/Kg in natura) praticado nas transações entre os setores da cadeia de comercialização, no ano de 2010, da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará. ............................................................... 121FIGURA 51- Localização dos agentes mercantis do artesanato na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ............................................................. 122FIGURA 52- Estrutura (%) da quantidade amostral do artesanato comercializado na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ............................... 123FIGURA 53- Preço médio do artesanato (R$/unidade da semente) praticado nas transações entre os setores da cadeia de comercialização, no ano de 2010, da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará. ............................................................... 124FIGURA 54- Localização dos agentes mercantis dos utensílios na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ............................................................. 125FIGURA 55- Estrutura (%) da quantidade amostral dos utensílios comercializados na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ............................... 126FIGURA 56- Preço médio dos utensílios (R$/unidade de produto) praticado nas transações entre os setores da cadeia de comercialização, no ano de 2010, da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará. ............................................................... 127FIGURA 57- Localização dos agentes mercantis do tucumã na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ............................................................. 128FIGURA 58- Estrutura (%) da quantidade amostral do tucumã comercializado na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. .................................... 129FIGURA 59- Preço médio do tucumã (R$/Kg do fruto in natura) praticado nas transações entre os setores da cadeia de comercialização, no ano de 2010, da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará. ............................................................... 130FIGURA 60- Localização dos agentes mercantis da borracha na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ............................................................. 131FIGURA 61- Estrutura (%) da quantidade amostral da borracha comercializada na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. .................................... 132FIGURA 62- Preço médio da borracha (R$/Kg) praticado nas transações entre os setores da cadeia de comercialização, no ano de 2010, da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará.................................................................................................... 133FIGURA 63- Localização dos agentes mercantis da malva na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ........................................................................ 134FIGURA 64- Estrutura (%) da quantidade amostral da malva comercializada na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará no ano de 2010. ..................................... 135
  12. 12. FIGURA 65- Preço médio da malva (R$/Kg da fibra) praticado nas transações entre os setores da cadeia de comercialização, no ano de 2010, da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará. ....................................................................................... 136FIGURA 66- Localização dos agentes mercantis da castanha-do-brasil da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. .................................... 137FIGURA 67- Estrutura (%) da quantidade amostral da castanha-do-brasil comercializada na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. ................... 138FIGURA 68- Preço médio da castanha-do-brasil (R$/Kg da semente) praticado nas transações entre os setores da cadeia de comercialização, no ano de 2010, da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará. ............................................................... 139
  13. 13. LISTA DE GRÁFICOSGRÁFICO 1- VBPα, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do açaí da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, estimado para 2008. ............................... 44GRÁFICO 2- VAB (R$) e o mark-up (%), na comercialização do açaí da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, estimado para 2008. ............................... 46GRÁFICO 3– Valor da RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do açaí, considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, estimado para 2008. .............. 48GRÁFICO 4- VBPα, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do bacuri da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, estimado para 2008. ............................... 55GRÁFICO 5- VAB (R$) e o mark-up (%), na comercialização do bacuri da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, estimado para 2008. ............................... 57GRÁFICO 6– Valor da RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do bacuri, considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, estimado para 2008. .............. 59GRÁFICO 7- VBPα, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do mel da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, estimado para 2008. ............................... 72GRÁFICO 8- VAB (R$) e o mark-up (%), na comercialização do mel da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, estimado para 2008. ............................... 75GRÁFICO 9– Valor da RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do mel, considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, estimado para 2008. .............. 77GRÁFICO 10- VBPα, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do carvão da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, estimado para 2008. ............................... 82GRÁFICO 11- VAB (R$) e o mark-up (%), na comercialização do carvão da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, estimado para 2008. ............................... 83GRÁFICO 12– Valor da RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do carvão, considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, estimado para 2008. .............. 84GRÁFICO 13 - VBPα, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do buriti da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, estimado para 2008. ............................. 108GRÁFICO 14 - VAB (R$) e o mark-up (%), na comercialização do buriti da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, estimado para 2008. ............................. 110GRÁFICO 15- Valor da RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do buriti, considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, estimado para 2008. ............ 112
  14. 14. LISTA DE TABELASTABELA 1- Produtos florestais não madeireiros identificados na Região de Integração Rio Caeté, com quantidade e valor pago à produção local, de acordo com a amostragem realizada em campo, no período de 2009 a 2010. ........................... 38TABELA 2- Demanda Final (local, estadual e nacional), em R$ e %, dos produtos florestais não madeireiros identificados nos quinze municípios da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, estimado para 2008. ............................................... 140TABELA 3- Valor Adicionado Bruto - VAB (local, estadual e nacional), em R$ e %, dos produtos florestais não madeireiros identificados nos quinze municípios da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, estimado para 2008. ............ 142TABELA 4- Valor Agregado Bruto - VAB (local, estadual e nacional), em R$ e %, dos produtos florestais não madeireiros identificados na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, organizados em categorias (Alimentícios, Artesanatos/Utensílios, Derivado Animal, Derivado da Madeira e Fármacos/Cosméticos), estimado para 2008. .................................................... 143TABELA 5- Renda Bruta Total – RBT (local, estadual e nacional), em R$ e %, dos produtos florestais não madeireiros identificados na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, organizadas em três categorias relativas às escalas de valor do RBT (acima de R$ 600mil, de R$ 100mil a R$ 600mil e abaixo de R$ 100mil), estimada para 2008. ........................................................................................... 145TABELA 6- Indicadores econômicos dos produtos florestais não madeireiros identificados na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, compostos pelo Valor Bruto da Produção Alfa Local (VBPα), o Valor Bruto da Produção Alfa Extralocal (VBPα), a margem bruta de comercialização (mark-up), o Valor Bruto da Produção (VBP), o Valor Agregado Bruto (VAB) e a Renda Bruta Total (RBT), em R$, nas esferas local, estadual e nacional, estimados para 2008. ................ 149
  15. 15. SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................................... 252 OBJETIVOS .............................................................................................................................. 262.1 GERAL ................................................................................................................................... 262.2 ESPECÍFICOS ....................................................................................................................... 263 METODOLOGIA ...................................................................................................................... 274 RESULTADOS ......................................................................................................................... 364.1 REGIÃO DE INTEGRAÇÃO RIO CAETÉ .......................................................................... 364.1.1 Caracterização ..................................................................................................................... 364.2 ANÁLISE DAS CADEIAS DE COMERCIALIZAÇÃO ...................................................... 374.2.1 Açaí ...................................................................................................................................... 384.2.2 Bacuri .................................................................................................................................. 504.2.3 Andiroba .............................................................................................................................. 604.2.4 Bacaba ................................................................................................................................. 644.2.5 Mel ....................................................................................................................................... 674.2.6 Carvão .................................................................................................................................. 784.2.7 Copaíba ................................................................................................................................ 844.2.8 Cupuaçu ............................................................................................................................... 874.2.9 Muruci ................................................................................................................................. 924.2.10 Pupunha ............................................................................................................................. 964.2.11 Murumuru .......................................................................................................................... 984.2.12 Taperebá ............................................................................................................................ 1014.2.13 Buriti .................................................................................................................................. 1044.2.14 Breu-Branco ...................................................................................................................... 1134.2.15 Leite de Amapá .................................................................................................................. 115
  16. 16. 4.2.16 Plantas Medicinais ............................................................................................................. 1194.2.17 Artesanato .......................................................................................................................... 1214.2.18 Utensílios ........................................................................................................................... 1244.2.19 Tucumã .............................................................................................................................. 1274.2.20 Borracha ............................................................................................................................ 1304.2.21 Malva ................................................................................................................................. 1334.2.22 Castanha-do-Brasil ............................................................................................................ 1364.3 ANÁLISES AGRUPADAS ................................................................................................... 1405 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................................... 1506 REFERÊNCIAS ........................................................................................................................ 152APÊNDICES ................................................................................................................................ 155
  17. 17. 251 INTRODUÇÃO Segundo o Ministério da Agricultura (2008), os Produtos Florestais Não Madeireiros(PFNM) são aqueles derivados da floresta, exceto a madeira, cuja definição engloba as fibras,frutos, raízes, cascas, folhas, taninos, cogumelos, exudados, mel, plantas medicinais, lenha ecarvão, entre outros. Silva et al. (2010) ressaltam que estes produtos também podem serobtidos de plantas semidomesticadas em plantios ou sistemas agroflorestais, assim comopeixes ornamentais e produtos da fauna silvestre. Estes últimos autores ainda destacam queeste é um conceito em construção. Nas últimas décadas, assiste-se em todo o mundo, o crescimento da preocupaçãorelacionada a fatores como superaquecimento global e o desmatamento das florestas tropicais,que por sua vez, atraem o interesse de diversos atores sociais, que anseiam em equacionar taisimpactos. Dentro deste contexto, a extração e comercialização dos PFNM no Brasil têmapresentado grande importância social, econômica e ambiental, em virtude de atuarprioritariamente em pequenas propriedades, preservar parte importante da biodiversidade dasflorestas nativas (FIEDLER et al., 2008) e gerar renda. Em relação ao comércio dos PFNM, nota-se que o mercado internacional dessesprodutos é relativamente conhecido, entretanto, o mesmo não ocorre sobre a cadeia deprodução e comercialização no mercado doméstico. No estado do Pará, assim como nosoutros estados inseridos na Amazônia Legal, é restrita a literatura e dados existentes sobre omercado “invisível” de muitas espécies de valor local ou regional e sua importância para aspopulações rurais e urbanas envolvidas ao longo da sua cadeia de produção (MONTEIRO,2003). Dessa forma, os gestores e as demais audiências estão desinformados sobre o fluxodesse comércio, que permanece oculto (SILVA, 2010). Apesar da magnitude socioeconômica dos PFNM, verifica-se que há poucainformação sistematizada sobre quantidade, valor, processos de produção, industrialização ecomercialização desses produtos. Essa escassez de informações se constitui como umempecilho à conservação e ao desenvolvimento de estratégias mercadológicas para essesprodutos, sendo, portanto, necessárias para o crescimento e desenvolvimento das atividadesenvolvendo estes produtos (FIEDLER et al., 2008). Com isso, esta pesquisa teve como objetivo principal identificar e analisar as cadeiasde comercialização dos PFNM na Região de Integração (RI) Rio Caeté, Estado do Pará,identificando os fatores críticos e potencialidades, como forma de contribuição para subsidiarpolíticas públicas.
  18. 18. 262 OBJETIVOS2.1 GERAL Identificar e analisar as cadeias de comercialização de produtos florestais não madeireiros da Região de Integração Rio Caeté, Estado do Pará, buscando evidenciar fatores críticos e potencialidades.2.2 ESPECÍFICOS Identificar e descrever as estruturas das cadeias de comercialização dos produtos florestais não madeireiros da Região de Integração Rio Caeté, e Quantificar o Valor Bruto da Produção (VBP), explicitando a produção agroextrativista do setor alfa (VBPα), o Valor Agregado Bruto (VAB) juntamente com a margem bruta de comercialização (mark-up) e a Renda Bruta Total (RBT) gerada e circulada na comercialização dos produtos identificados.
  19. 19. 273 METODOLOGIA No intuito de descrever e analisar as cadeias de comercialização dos produtosflorestais não madeireiros (PFNM), a partir do conjunto dos 15 municípios pertencentes a RIRio Caeté, estado do Pará, desde os agentes que compraram do produtor até os que venderampara o consumidor, este estudo baseou-se na metodologia das Contas Ascendentes Alfa CSα(COSTA, 2002, 2006 e 2008a), que permite construir Contas Sociais de base agroextrativista,para uma região, utilizando o modelo Matriz Insumo-Produto de Leontief (1983). As “Contas Sociais Alfa” (CSα) referem-se a metodologia de cálculo ascendente dematrizes de insumo-produto de equilíbrio computável e, que se baseia nos parâmetros eindicadores de cada produto que compõem os setores originários e fundamentais, justifica-sepelo fato de permitir uma análise pontual ou com foco na real problemática local, haja vistaque as estatísticas de produção são obtidas mais irredutível possível de uma economia local.Ou seja, este método além de fazer uma “fotografia” da realidade macroeconômica e social deuma delimitação geográfica, fornece respostas a questões que envolvem os impactos geradospor ações e programas de desenvolvimento ali implementados. Conforme explica Costa (2008b), o método consiste em identificar a produção decada agente que pode ser agregado nos “setores alfa”, de certa delimitação geográfica eacompanhar os fluxos até sua destinação final. Nesse trajeto define parametricamente ascondições de passagem pelas diversas interseções entre os setores derivados (quantidadestransacionadas em cada ponto e o mark-up correspondente), tratados como “setores beta”, osquais são ajustados a três níveis diferentes: o local (βa), o estadual (βb) e o nacional (βc). Esta metodologia foi aplicada na região sudeste do Pará, caracterizada por tensõesentre grandes projetos pecuários e minerais, e a expansão camponesa, com assentamentos dareforma agrária. O trabalho desenvolvido por Costa (2008b), contempla a análise de insumo-produto com metodologia ascendente que explicita a diversidade estrutural dos setores debase primária e os impactos econômicos da programação de investimento da Companhia Valedo Rio Doce (CVRD) de 2004 até 2010. Os resultados do estudo indicam que a metodologiaascendente CSα permitiu fazer as diferenciações estruturais necessárias na geração de umamatriz de insumo-produto mais aderente a complexidade da economia local, evidenciando ainfluência expressiva na economia do setor mineral do Sudeste Paraense, com complexidadede tal ordem que sua expansão cria possibilidades de crescimento para os demais setores daeconomia local. Por outro lado, demonstrou vazamentos de vulto (em termos de renda,
  20. 20. 28agregação de valor, entre outros) – tanto da economia local e no entorno mais próximo, para aeconomia do resto do Pará, quanto para o resto do Brasil. Em outro estudo Costa e Costa (2008) descreveram a economia da cultura do festivalde bois de Parintins, estado do Amazonas, utilizando a metodologia das CSα conjuntamenteorientada pelo conceito de Arranjos Produtivos Locais (APL). O estudo identificou limitaçõesde infraestrutura, apontou impactos para a economia do município com a produção erealização do evento, com isso o município recebeu tratamento diferenciado por parte dospoderes públicos, que se converteram em investimentos reais e o APL da cultura identificadorepresentou 10% da economia local e se apresentou como uma nova base de exportação, comum efeito multiplicar elevado. A aplicação da metodologia CSα por Dürr (2008) no Departamento1 de Sololá, naGuatemala, permitiu descrever as cadeias produtivas dos principais produtos da agriculturacamponesa, construiu a Contabilidade Social de base agrária do Departamento, ou seja,calculou o Produto Interno Bruto mostrando a contribuição de diferentes setores,especialmente no setor rural e da economia regional e, por último, identificou os impactossobre a agricultura e o desenvolvimento econômico das zonas rurais locais, estimado atravésdo uso de Matrizes de Insumo-Produto como ferramenta para o planejamento estratégico doDepartamento de Sololá. Devido as repercussões deste estudo, o autor replicou para odepartamento de El Quiché (DÜRR et al., 2009), para o território chamado de Bacia do rio"Polochic. "(LOZA et al., 2009) e para o departamento de Petén (DÜRR et al., 2010). O trabalho de Carvalho (2010) apresenta as contribuições que os produtos florestaisnão madeireiros têm na economia do Estado do Amapá, fazendo o uso do método de ContasSociais Alfa em razão da inexistência de informações sistematizadas ou agregadas em nívellocal. Contudo, consegue estabelecer as análises estruturais a partir das interrelaçõesexistentes entre os agentes mercantis que participam do arranjo produtivo dos PFNM,analisando os efeitos dos multiplicadores setoriais, os impactos do crescimento econômico naprodução, trabalho e renda setorial de toda a economia. Na mesma linha, Gomes (2007) identificou e caracterizou cadeias decomercialização de produtos existentes nas florestas secundárias nas categorias de frutíferas,derivados da madeira (lenha, carvão e estaca), mel e diversas plantas medicinais nos1 Unidade federativa equivalente a estado.
  21. 21. 29municípios de Bragança, Capitão Poço e Garrafão do Norte, Estado do Pará. A autora utilizouo método de Contas Sociais Alfa para captar as especificidades econômicas e sociais que aocontrário dos cálculos das contas regionais do IBGE, que consideram as regiões homogêneasnas estimações conjunturais impossibilita captar as especificidades locais. O estudo detectou acirculação aproximada de quatro milhões de reais, para o ano de 2005, identificando aimportância da vegetação secundária como reserva de valor e como agente dinamizador darenda rural e dos setores econômicos associados como atacadistas, varejistas e agroindústrias. No caso deste estudo desenvolvido pelo Idesp em parceria com o Ideflor, ametodologia foi adequada para a contabilidade social ascendente que engloba além daprodução agroextrativista, as atividades na indústria e nos serviços que atuam diretamente nossetores com foco nos produtos florestais não madeireiros. Trata-se de um modelo de calculode renda e do produto social do agroextrativismo que permitiu mensurar variáveis como oValor Bruto da Produção de Base Agroextrativista (VBPα), o Valor Agregado Bruto de BaseAgroextrativista (VABα) e o Produto Regional Bruto de Base Agroextrativista (PRBα). Deacordo com Considera et al. (1997) o Produto Regional Bruto (PRB) seria o equivalenteregional ao Produto Interno Bruto (PIB) deste setor. O modelo também produziu as matrizes das interrelações intersetoriais que asfundamentam, por uma metodologia que maximiza a utilização dos dados do IBGE, tanto osdo Censo Agropecuário de 2006, quanto as séries históricas de 1990 a 2008 da ProduçãoAgrícola Municipal (PAM), da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) e daProdução da Pecuária Municipal (PPM) e, correlacionando-os aos dados da pesquisa primáriaexecutada pelo Idesp, permitiu agregações as mais variadas, orientadas tanto por atributosgeográficos, quanto por atributos estruturais do setor. A metodologia adotada permite descrever trajetórias de agregação, tanto em funçãode um espaço geográfico limitado (município, região, território, etc.), quanto em decorrênciadas estruturas da produção: formas de produção, tipos de atividades, níveis tecnológicos,sistemas de produção, entre outros. A metodologia apresenta uma série de vantagens, taiscomo: rapidez na coleta de dados primários em campo, identificação dos maiores volumescomercializados junto aos agentes mercantis chaves, quantificação dos valores pagos ao setorda produção agroextrativista, principais gargalos evidenciados nas cadeias decomercialização, a economia antes invisível passa a ser explícita para diversos produtos eaponta indicativos para subsidiar políticas publicas.
  22. 22. 30 As etapas adotadas desde a identificação do agente mercantil, até as análises dascadeias de comercialização, consistiram em uma série de ações descritas a seguir. Articulação prévia, feita em Belém e/ou na chegada a cada um dos quinzemunicípios visitados da Região de Integração Rio Caeté, junto a informantes-chaves (como ostécnicos dos escritórios da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado doPará - Emater/Pará, dos sindicatos de trabalhadores rurais, das secretarias municipais deagricultura, das cooperativas, das associações, das feiras, dos mercados locais, entre outros),no que se referiu a produção e/ou comercialização dos produtos florestais não madeireirosexistentes no município, para o período de doze meses e, fazer a identificação dos agentesmercantis envolvidos nestas atividades, para serem entrevistados. A coleta de dados ocorreu junto aos agentes mercantis com aplicação de questionário(Apêndice A). Nesta etapa, buscam-se os principais agentes (vendedores/compradores) decada produto, que geralmente representam importantes elos da cadeia, os quais em seguida,direcionam os elos para trás (comprou de quem) e para frente (vendeu para quem) na cadeia,compondo uma amostragem não probabilística autogerada (CABRAL, 2000), até chegar aprodução local de um lado, bem como ao último que vendeu o produto para o consumidorfinal, no outro extremo da cadeia (DÜRR; COSTA, 2008). Esta metodologia identificourelações existentes entre agentes mercantis, que atuam tanto na formalidade até os decompleta informalidade, e foi capaz de apontar o fluxo de comercialização para cada produtoidentificado. Neste tipo de amostragem o tamanho e a localização da população não sãoconhecidos a priori pelo pesquisador, então, esta é composta na medida em que o pesquisadoridentifica um agente mercantil, e solicita ao mesmo que indique os que também fazem parteda população em estudo, e assim, sucessivamente, a amostra é construída (MATTAR, 1997).Deste modo, para o levantamento dos quinze municípios foram aplicados cento e cinquentaquestionários junto aos agentes mercantis envolvidos direta ou indiretamente com acomercialização dos PFNM. Durante a aplicação dos questionários, foi possível georreferenciar cadaestabelecimento, utilizando o sistema de posicionamento global (GPS), compondo uma dasbases de dados com as coordenadas geográficas. Além disso, foi possível compor uma base dedados qualitativos disponíveis na plataforma Windows, Microsoft Office 2007 no aplicativoAccess, e outra base de dados quantitativos no sistema NETZ2, com circuitos (referentes aos2 Software desenvolvido por Francisco de Assis Costa – NAEA/UFPA.
  23. 23. 31produtos) e lançamentos (referentes as transações comerciais realizadas pelos agentes, porprodutos). A padronização dos dados coletados em cada entrevista foi necessária para que asunidades de quantidade (medida usada em kg, litro, saca entre outros) e de preço praticadofossem uniformizadas conforme cada produto. As informações inseridas no sistema NETZreferem-se aos dados primários de preço e quantidade para cada produto, em cada relaçãomercantil de compra e venda, classificando por setor (produção, varejo, atacado, indústria econsumidor) e por recorte espacial (local, estadual e nacional). Depois deste processo, foram elaboradas as matrizes que descrevem a probabilidadeda distribuição das quantidades e de atribuição dos preços a partir das relações entre osagentes e, uma vez determinadas suas posições estruturais, entre os setores. As MatrizesInsumo-Produto (MIP) descrevem nas colunas as compras e nas linhas as vendas dos setoresda produção primária e intermediaria (indústria, atacado e varejo), entre si, e as vendas para ademanda final local, estadual ou nacional. No entanto, como forma de melhor visualizar cadamatriz, a equipe do Idesp envolvida no estudo desenvolveu um modelo de apresentar osmesmos dados, com os fluxos de compra e venda e os setores responsáveis por cada elo dacadeia. A inovação trata-se da disposição visual dos diversos agentes mercantis ou setoresrepresentados por pequenas caixas retangulares (produção local, varejo, indústria debeneficiamento, de transformação, atacado, consumidor, etc.) e espacialmente distribuídos naeconomia local, estadual ou fora do estado (nacional e internacional), representados porretângulos maiores em três cores distintas. Foram adotadas setas em diferentes formatos paraa representação dos canais ou fluxos de comercialização, que iniciam na produção local até osconsumidores finais. Quanto aos fluxos da comercialização por produto estudado, estes foram organizadospara três dimensões geográficas: a) local, que corresponde aos quinze municípios pesquisadosna RI Rio Caeté e extralocal, relacionado aos municípios que não fazem parte da RI RioCaeté; b) estadual, para os demais municípios do estado do Pará e; c) nacional, que foramcomercializados para outros estados e/ou países. O estudo possibilitou compreender os fluxosexistentes nas relações entre agentes/setores e seu papel relativo ao longo da cadeia em funçãodos volumes transacionados. Ainda com base nas matrizes de preço e quantidade, a relaçãodessas gera os respectivos preços médios praticados ou implícitos por produto e por setor (emReais por unidade do produto), agregado ou não, ao longo da cadeia, da produção até oconsumo final.
  24. 24. 32 A metodologia permite a atualização dos dados para os anos seguintes daContabilidade Social da Produção de Base Agroextrativista (CSα) obtida com os dados maisrecentes divulgados pelo IBGE, neste caso com o Censo Agropecuário de 2006. Para tanto,foram construídos indexadores de quantidade e preço baseados nas séries municipais da PAM,PEVS e PPM, no mesmo recorte regional, assim como as séries de preços dos produtos daagricultura do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA). Existem duas especificidades na construção dos indexadores: aquela em que o produtoem questão é levantado sistematicamente e faz parte do acervo de estatísticas conjunturais,acima explicitado, e aquela em que o produto estudado não é levantado sistematicamente. Naprimeira situação os indexadores de quantidade (IQ) são os números índices do total dasquantidades do produto v, para o conjunto dos municípios que atendem a restrição s, tendo nocaso do agroextrativismo, 2006 como ano base. E para os indexadores de preço (IP) osnúmeros índices do preço médio do produto v, para os municípios que atendem a restriçãogeográfica s, tendo 2006 também como ano base (COSTA, 2002, 2006 e 2008). Os indexadores de quantidade e de preço são assim construídos: Onde: : atributo geográfico (local: municípios da RI Rio Caeté; estadual: demais municípios do estado do Pará e nacional: outros estados e/ou países), : produto, : ano da pesquisa oficial (2006, 2007 e 2008), : quantidade do produto conforme seu atributo geográfico no ano da pesquisa oficial, : quantidade do produto conforme atributo geográfico no Censo Agropecuário de 2006, : preço médio (ou implícito) conforme seu atributo geográfico no ano da pesquisa, e : preço médio (ou implícito) conforme atributo geográfico no Censo de 2006.
  25. 25. 33 Em relação aos produtos não levantados sistematicamente, estes foram indexadospela evolução do conjunto da produção numa certa delimitação geográfica. A evolução doconjunto da produção é observada pelos números índices da evolução do produto real e dospreços implícitos para a restrição geográfica s. O produto real é a soma dos resultados damultiplicação das quantidades de cada produto no ano a, pelo preço em um ano escolhidopara fornecer o vetor de preços, neste caso, média dos anos de 2006, 2007 e 2008. Portanto,os indexadores dos PFNM que não estão presentes nas estatísticas oficiais foram elaboradosconforme agrupamentos, tendo como referências as categorias dos alimentícios, dosoleaginosos e gerais do IBGE. Sendo assim, para os frutos bacaba, bacuri, buriti, muruci, pupunha, taperebá etucumã foram utilizados os indexadores da categoria de alimentícios. Na categoria deindexador das fibras vegetais foram cinco produtos todos tendo a fibra do guarumã e do buriticomo insumo principal: abano, cesto, peneira, paneiro e tipiti. E na categoria de indexadorgeral (que utiliza o conjunto de todos os produtos identificados pelo IBGE) foram dezesseisprodutos: andiroba óleo, copaíba óleo, murumuru óleo, castanha-do-brasil, resina de breu-branco, açaí semente, paxiúba semente, olho-de-boto, cascas de barbatimão, ipê-roxo, jatobá,sucuuba, unha-de-gato e verônica, cipó-titica, leites de amapá e cumaru amêndoa. Os únicos produtos que tiveram seus próprios indexadores, criados com base nasestatísticas oficiais, foram: açaí fruto, borracha, carvão, cupuaçu, malva e o mel. Finalmente, foi estimada a CSα para o ano de 2008, por ser o início do estudo,multiplicando os indexadores obtidos com a matriz de estrutura, que descrevem aprobabilidade da distribuição das quantidades e, com a matriz de preços a partir das relaçõesentre os agentes. O resultado gera uma Matriz de Insumo Produto (MIP) para cada produtopesquisado, contendo o Valor Bruto da Produção de base agroextrativista (VBPα) sob a óticada oferta, o VBP sob a ótica da demanda (ou seja, compra de insumo), o Valor TransacionadoEfetivo (VTE) que equivale ao Valor Adicionado ou Agregado Bruto (VAB), a Renda BrutaTotal (RBT) e, a margem bruta de comercialização (mark-up), que é a relação entre adiferença do valor estimado do VAB com o VBPα (sob a ótica da oferta) pelo VBPα, para quesejam feitas as análises econômicas (estimadas para 2008) e os impactos que cada produtonão madeireiro exerceu na economia local, estadual e fora do estado. Frisa-se, no entanto, queno cálculo do VAB como na estimação do mark-up, não se levou em consideração os custosprodutivos e/ou de comercialização, pois não foram foco da pesquisa. Em algumas cadeias,
  26. 26. 34também não foi possível descrever a proporção dos PFNM utilizados como insumo napreparação de certos produtos finais, como doces, cosméticos, medicinais, entre outros. A definição em estimar a CSα para o ano de 2008 foi adotada para este estudo (RioCaeté) e para as demais regiões estudadas (Guamá, Tocantins, Xingu, Marajó e o BaixoAmazonas), permitindo assim comparações entre as economias de cada região. O métodopermite também fazer atualizações desta economia conforme novos cálculos dos indexadorespor produto, após divulgação de estatísticas oficiais. Para cada um dos 34 produtos não madeireiros identificados em campo (Tabela 1),28 deles constam no Apêndice B. Tais produtos foram classificados em dez alimentícios[açaí, bacaba, bacuri, buriti, castanha-do-brasil, cupuaçu, muruci, pupunha, taperebá etucumã], treze medicinais, fármacos e cosméticos [açoita-cavalo, amapá (leite), andiroba,barbatimão, breu-branco, copaíba, cumaru, ipê-roxo, jatobá, murumuru, sucuúba, unha-de-gato e verônica] e seis artesanatos e utensílios [açaí (semente), guarumã, malva, olho-de-boto,paxiúba e borracha]. Cada produto identificado foi analisado individualmente, por estruturas de fluxo dequantidade e preço médio praticado ao longo das cadeias de comercialização e, descritos ossetores mercantis das esferas local, estadual e nacional. Além disso, as análises econômicasdetalhadas estão apresentadas com VBP pela ótica da oferta, com VAB e a margem bruta decomercialização por setor, assim como a RBT gerada pela ótica da demanda. Para outros produtos que apresentaram similitude como: uma pequena amostragemde dados, semelhança do fluxo de comercialização entre os agentes e, principalmente,utilidades similares, as análises foram agrupadas em: utensílios, leites e plantas medicinais. A classificação dos agentes nas cadeias de comercialização foram adaptadas aosseguintes conceitos, conforme Costa (2002) e Dürr (2004). Produção extralocal: Produção primária agroextrativista oriunda de outras regiões de integração que não fazem parte da região estudada; Produção local: Produção primária agroextrativista do município ou da região; Varejo rural local: Pequenos comerciantes do interior dos municípios que compram dos produtores, comumente denominados atravessadores rurais; Indústria de beneficiamento local: Unidades de beneficiamento da produção, localizadas na região;
  27. 27. 35 Indústria de transformação local: Unidades de transformação da produção, localizadas na região; Atacado local: Grandes compradores (atacadistas, representantes de empresas), localizados nos centros urbanos da região, que normalmente compram do varejo e/ou vendem para o varejo; Varejo urbano local: Pequenos comerciantes nas cidades (varejistas, feirantes, marreteiros, vendedores ambulantes); Indústria de beneficiamento estadual: Unidades de beneficiamento no Pará, localizadas além da RI Marajó; Indústria de transformação estadual: Unidades de transformação no Pará; Atacado estadual: Empresas compradoras da produção no Pará; Varejo urbano estadual: Comércios (supermercados, etc.) no Pará, que vendem para o consumidor estadual; Indústria de beneficiamento nacional: Unidades de beneficiamento no Brasil; Indústria de transformação nacional: Unidades de transformação no Brasil; Atacado nacional: Empresas compradoras do nível nacional; Varejo urbano nacional: Comércios nacionais que vendem para o consumidor nacional. As categorias de agentes mercantis estão descritas por produto não madeireiroidentificado, quer seja individual ou em grupo. As análises econômicas de todos os produtos identificados estão descritas emdetalhes no item 4.3.
  28. 28. 364 RESULTADOS4.1 REGIÃO DE INTEGRAÇÃO RIO CAETÉ4.1.1 CARACTERIZAÇÃO A Região de Integração Rio Caeté tem em sua composição um total de quinzemunicípios (Figura 1), com uma população de 469.484 habitantes (IBGE, 2010), o quecorresponde a 6,2% da população do Estado do Pará. Há um leve predomínio da populaçãourbana sobre a rural, com um índice de 54% em relação à população total da região. Sua áreatotal corresponde a 1,3% em relação ao Estado, com densidade demográfica de 28 hab/km²,sendo que apenas três municípios (Bragança, Capanema e Viseu) possuem população maiorque 50 mil habitantes (53 a 101 mil). FIGURA 1- Municípios pertencentes à Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará. Fonte: Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará, 2011. Elaboração: Núcleo de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação. Com relação ao indicador de Desenvolvimento Humano, a Região de Integração RioCaeté apresentou um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal- IDHM de 0,64, em2000, menor que o estadual de 0,72 (PARÁ, 2010). Em 2007 o Produto Interno Bruto – PIB da Região Rio Caeté somou R$1.329.746,00 mil, com uma variação de 14% maior em relação ao PIB do ano anterior, porémse manteve na 10ª colocação no ranking entre as 12 regiões de integração e participandoapenas com 2,7% do PIB estadual. Já com relação ao PIB per capita, na ordem de R$
  29. 29. 373.082,00, configurou-se como o segundo pior ficando a frente apenas da região do Marajó. Asparticipações dos setores econômicos, considerando somente o Valor Agregado,corresponderam a 15,3% Agropecuário, 12,3% Indústria e 72,4% Serviços. Dentro dacomposição do setor agropecuário a participação dos produtos de origem extrativistacorresponde a 12,7 % (IDESP, 2009). Entre os municípios da Região Rio Caeté, Santarém Novo se configurou como o demenor participação na economia da região, representando 1,1% do PIB, caracterizado pelabaixa concentração demográfica e forte dependência em relação ao setor de serviços.4.2 ANÁLISE DAS CADEIAS DE COMERCIALIZAÇÃO Nos 15 municípios pertencentes à Região de Integração Rio Caeté (Figura 2) foramidentificados 34 produtos florestais não madeireiros, durante a pesquisa de campo realizadaem 2009 e 2010, com quantidade e valor pago à produção local (Tabela 1). FIGURA 2- Localização da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará. Fonte: Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará, 2011. Elaboração: Núcleo de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação.
  30. 30. 38TABELA 1- Produtos florestais não madeireiros identificados na Região de Integração Rio Caeté, comquantidade e valor pago à produção local, de acordo com a amostragem realizada em campo, no período de 2009a 2010. Produtos Florestais Não Madeireiros Quantidade Valor (R$) Valor/Total (%) Açaí fruto (kg) 17.100.454 16.309.034,00 90,20 Mel (l) 97.338 844.409,83 4,67 Buriti (kg) 155.234 265.092,76 1,47 Bacuri (un.) 670.750 183.222,50 1,01 Malva (kg) 110.000 137.500,00 0,76 Carvão (saca) 11.793 84.314,90 0,47 Utensílios (un.) (1) 29.570 59.978,84 0,33 Cupuaçu (un.) 43.140 59.257,50 0,33 Bacaba (kg) 28.784 40.576,48 0,22 Muruci (l) 14.462 24.240,01 0,13 Borracha (kg) 12.540 21.932,40 0,12 Andiroba (l) 7.308 19.177,20 0,11 Pupunha (cacho) 2.550 9.810,00 0,05 Breu-branco (kg) 2.235 6.732,50 0,04 Copaíba (l) 160 4.870,00 0,03 Plantas medicinais (kg) (2) 1.828 3.591,00 0,02 Taperebá (kg) 1.780 2.390,00 0,013 Murumuru (kg) 778 1.681,00 0,009 Tucumã (kg) 2.955 975,15 0,005 Leite amapá (l) 96 576,00 0,0032 Artesanato regional (un.) (3) 21.300 366,90 0,0020 Castanha-do-brasil (kg) 164 328,58 0,0018 Total 18.080.057,55 100,001 Abano, (1) tipiti, peneira, paneiro de tala de guarumã e cesto de palha de buriti.2 Abano, tipiti, peneira,paneiro de tala de guarumã e cesto de palha de buriti . Casca de barbatimão, de ipê-roxo, de sucuúba, de jatobá, de verônica e de unha-de-gato e semente de cumaru.3 (2) Caroço dede barbatimão, ipê-roxo,jatobá,sucuúba, unha-de-gato, verônica e semente de cumaru. Cascas açaí, olho de boto e semente de paxiuba.Fonte: Instituto de Desenvolvimento e paxiúba. Social e Ambiental do Pará, 2011. (3) Sementes de açaí , olho-de-boto Econômico,Elaboração: Núcleo de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação. A comercialização de dezenas destes produtos acontece em diferentesestabelecimentos e feiras, explicitando a diversidade e a realidade regional, conforme imagensregistradas nos municípios visitados (Apêndice C). As análises das principais cadeias de comercialização da Região Rio Caeté estãodescritas e ilustradas a seguir.4.2.1 AÇAÍ a) Caracterização dos agentes mercantis envolvidos na cadeia de comercialização do açaí. Apresentando-se como um dos produtos econômicos mais emergentes, entre os trintae quatro, o açaí e sua estrutura de cadeia de comercialização são ilustrados de acordo com a
  31. 31. 39amostragem, composta por 68 agentes que comercializaram o produto nos municípiosvisitados da RI Rio Caeté, sendo que 60% trabalham somente com o açaí, 34% destescomercializam outros produtos como mel, carvão, açaí caroço, sementes (olho de boto esemente de paxiúba), cupuaçu, bacuri, bacaba, buriti, tucumã, cajuaçu, murumuru, borracha(látex), carvão, breu-branco e utensílios de fibra de guarumã (paneiro, peneira, e tipiti) e os6% não informaram. Dos agentes entrevistados, 63% são batedores, 13% atravessadores, 10% produtores,4% varejistas, 5% feirantes, um artesão e 5% não informaram. Do total de agentesentrevistados, 76% atuam (em média) na comercialização deste fruto há 15 anos (variação de1 a 58 anos). Cerca de 3% informaram possuir propriedade rural, com áreas de 0,20 a 30 ha.Com referência a capacidade de armazenagem, foi identificado que 54% dos agentes possuemarmazéns com dimensões que variam de 2,30m² a 64,00m². A seguir a descrição dos agentes mercantis envolvidos na comercialização do açaí: EXTRALOCAL (Municípios que não fazem parte da Região de Integração RioCaeté) Produção extralocal: Engloba a produção primária de açaizais da Região Tocantins(principalmente dos municípios de Igarapé Miri e Abaetetuba), da Região Guamá e do Estadodo Maranhão; LOCAL (Municípios da Região de Integração Rio Caeté) Produção local: Trata-se da produção primária de açaizais manejados e extrativistas,identificada em quinze municípios da Região Rio Caeté; Varejo rural: Incluem todos os pequenos comerciantes, denominados atravessadores,do interior dos quinze municípios que compram o açaí in natura dos produtores; Indústria de beneficiamento: São pequenos comerciantes, que possuem máquinasdespolpadeiras, chamadas de “batedores de açaí”, e que vendem diretamente a polpa do açaípara os consumidores locais; Atacado: São os comerciantes (atacadistas ou associações) que comercializam o frutoin natura em grandes quantidades; ESTADUAL (Municípios paraenses que estão fora da Região de Integração RioCaeté)
  32. 32. 40 Indústria de beneficiamento: Existem dois tipos de estrutura de empresabeneficiadora, a composta por pequenos comerciantes que possuem máquinas despolpadeiras,chamados de “batedores de açaí”, que vendem diretamente a polpa para os consumidoresestaduais e, a segunda, composta por um número reduzido de agroindústrias que produzempolpa de açaí pasteurizada e/ou congelada destinada para o mercado nacional; Atacado: Englobam os comerciantes (grandes atravessadores ou representantes deempresas) que comercializam grandes quantidades de açaí in natura; NACIONAL (Fora do Estado do Pará) Varejo urbano: São os comércios varejistas situados fora do Estado, que vendem parao consumidor nacional. b) Estrutura da quantidade comercializada (%) do açaí. Na amostragem em campo o setor produtivo é responsável por abastecer comaproximadamente 17.100 toneladas de fruto in natura para o comércio. Na Figura 3 estãoespacializados os agentes mercantis entrevistados nos municípios da região estudada. FIGURA 3- Localização dos agentes mercantis do açaí na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. Fonte: Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará, 2011. Elaboração: Núcleo de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação.
  33. 33. 41 A Figura 4 permite visualizar as proporções da quantidade de açaí que transitampelos diferentes setores identificados pela pesquisa, a partir da produção local e extralocal, atéatingir a demanda final, ou seja, os consumidores finais nos diferentes âmbitos (local, estaduale nacional). FIGURA 4- Estrutura (%) da quantidade amostral do açaí comercializado na Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, no ano de 2010. Fonte: Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará, 2011. Elaboração: Núcleo de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação. Do total da quantidade do fruto in natura comercializado na região, 78,8% foramoriundos da própria região e 21,2% foram da região do Tocantins, Guamá e do Estado doMaranhão. O principal nível de canal de comercialização do açaí identificado, com as maioresquantidades comercializadas, refere-se à compra do varejo rural de 68,6% do total daprodução local e 7,8% da produção extralocal identificada, que vendem 53,7% para o setor daindústria de beneficiamento estadual (43,3% para a agroindústria localizada município deCastanhal-PA e 10,4% para batedores do fruto em Belém), 10% para o mercado nacional (demodo específico para o varejo urbano nacional, composto por atravessadores dos municípiosdo Estado do Maranhão que fazem fronteira com o Estado do Pará), 8,6% para os batedoresde açaí local (indústria de beneficiamento local) e 4,1% diretamente para o consumidor local. O setor atacadista local, caracterizado pelos grandes atravessadores ou representantesde agroindústrias, por sua vez, compram 6,5% do açaí in natura ofertado pelo setor daprodução local e 8,82% da produção extralocal, que revendem (o fruto in natura) para a
  34. 34. 42indústria de beneficiamento local (8,82%) e estadual, especificamente para a agroindústria(6,5%). No que se refere ao mercado consumidor, o consumo nacional correspondeu a 58,5%da produção, dos quais 48,5% correspondem à comercialização do fruto em forma de polpacongelada e/ou pasteurizada realizada pela agroindústria (de Castanhal), classificada comoindústria de beneficiamento estadual, localizada no município de Castanhal por questões decompetitividade, pois além de apresentar uma boa via de acesso e/ou escoamento (BR- 010 ouBelém-Brasília) a este mercado consumidor, os preços (dos produtos in natura) praticadosneste município (pólo da RI Guamá) são menores quando comparados com os preçospraticados na capital paraense, isto é, Belém, onde existem cerca de quatro mil pontos devenda do açaí (SEBRAE/PA, 2009). Dos agentes entrevistados 53% possuem meios de transporte para a comercializaçãodo fruto, tais como: bicicletas, caminhões, carros e motos. No que diz respeito às máquinas eequipamentos utilizados no processo produtivo, 79% possuem alguns tipos, como batedeiras,despolpadeiras, basquetas, filtros e freezers. c) Preço médio praticado nas transações entre os setores da cadeia do açaí, em 2010. A produção local vende a R$ 1,04/kg para o varejo rural, a R$ 1,24/kg para aindústria de beneficiamento local (batedores de açaí), a R$ 0,54/kg e R$ 0,71/kg para oatacadista local e estadual, respectivamente (Figura 5). Enquanto que os preços de vendapraticados pelos produtores extras locais são estabelecidos conforme a oferta do fruto,destacando: R$ 0,73/kg para o varejo rural, R$ 0,71/kg para as indústrias de beneficiamentolocal e R$ 0,76/kg para o atacadista local. O setor dos varejistas rurais (atravessadores) vende em média a R$ 1,51/kg para aindústria de beneficiamento local, R$ 1,39/kg para a estadual e R$ 1,17/kg para osconsumidores locais (Figura 5). Por outro lado, os batedores de açaí locais (indústria debeneficiamento) vendem em média a R$ 2,08/kg para o consumidor local, sendo importantedestacar que os maiores batedores de açaí do município de Bragança vão buscar o açaí innatura na Região do Tocantins, principalmente na entressafra do fruto na região.
  35. 35. 43 FIGURA 5- Preço médio do açaí (R$/Kg de fruto in natura) praticado nas transações entre os setores da cadeia de comercialização, no ano de 2010, da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará. Fonte: Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará, 2011. Elaboração: Núcleo de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação. De acordo com 15% dos agentes entrevistados declararam ter problemas comarmazenagem do produto tanto in natura quanto beneficiado, como ausência de freezer,espaço físico insuficiente, falta de higiene e má conservação do produto. Outros 5% têmproblemas com manutenção das máquinas e dos equipamentos. Do total de agentes, 37%afirmam comercializar o produto somente no período de safra. O valor médio pago para ostrabalhadores é de R$ 10,00 a diária, R$ 70,00 por semana e R$ 415,00 o salário mensal. As demandas dos agentes mercantis para melhoria na capacidade de produção foramem relação à ampliação do espaço físico, do local adequado para armazenagem da produção,aquisição de maquinários e manejo dos açaizais para uma maior oferta do produto emperíodos de entressafra. d) Valor Bruto da Produção, pela ótica da oferta, na comercialização do açaí. Os valores recebidos por todos os agentes que realizaram as vendam (oferta) do açaía partir da RI Rio Caeté, foi contabilizado em R$ 16,7 milhões, cujo mercado local recebeuR$ 8,2 milhões, que corresponde a 49% do VBP total. Já o mercado estadual recebeu R$ 4milhões (24% do VBP) e o mercado nacional R$ 4,5 milhões (27%) (Gráfico 1).
  36. 36. 44 GRÁFICO 1- VBPα, em R$, pela ótica da oferta na comercialização do açaí da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, estimado para 2008. Fonte: Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará, 2011. Elaboração: Núcleo de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação. Analisando o total ofertado pelo mercado local, o setor da produção contabilizouaproximadamente R$ 2,9 milhões. No entanto, na composição deste valor foi identificado queuma parte se refere aos agentes agroextrativistas localizados em outra região de integração ou,até mesmo, em outro Estado da federação (denominados como agentes extralocais), mas queofertaram este fruto na sua forma in natura no comércio de alguns municípios da região RioCaeté, a fim de atender o abastecimento do consumo local. Sendo assim, o valor bruto daprodução local (VBPα), isto é, o setor agroextrativista da RI Rio Caeté, recebeu um poucomais de R$ 2,4 milhões pela oferta do fruto in natura, enquanto que, os agentes extralocaisreceberam em torno de R$ 480 mil no mercado ou feiras dos municípios da região do Caeté,sendo os mais importantes dos municípios de Bragança, Capanema, Cachoeira do Piriá eViseu. Deste valor pago ao extralocal, mais de 92% teve como destino os agentesagroextrativistas da RI Tocantins, mais especificamente dos municípios de Abaetetuba (comuma representatividade de 69%) e Igarapé Miri (23%). Já 7% foram recebidos pelos agentesdo município de São Domingos do Capim da RI Guamá. E por fim, 1% do valor extralocalcorresponde ao destinado aos agroextrativistas localizados nas pequenas comunidades àsmargens do rio Gurupi (rio que delimita a fronteira do estado do Pará com Maranhão) noterritório do estado do Maranhão. Por tudo isso, considera-se o valor bruto da produção àsoma do valor recebido pelos agentes agroextrativistas locais (RI Rio Caeté) com extralocal
  37. 37. 45(outras regiões), que pela oferta do fruto in natura receberam mais de R$ 2,9 milhões(Gráfico 1). Deste total de R$ 2,9 milhões contabilizados pela oferta do setor da produção (VBPlocal e extralocal), cerca de 81% desse valor (em torno R$ 2,4 milhões) foram oriundos dasvendas ao setor de varejo rural local, 11% ao setor atacadista local e, apenas 8% foramvendidos diretamente para às indústrias beneficiadoras e 1% teve como destino o setoratacadista estadual. Portanto, os agroextrativistas (local e/ou extralocal) não tiveram comocanal de comercialização as vendas diretamente para os consumidores finais, tendo comocausas a falta de uma melhor organização (produtiva, administrativa e, de comercialização)em forma de cooperativa ou sindicato, a falta de infra-estrutura nas feiras e mercados (poismuitos se encontravam deteriorados), e a distância entre o local de coleta e o mercadoconsumidor. O setor do varejo rural, composto por agentes mercantis considerados os maisimportante na comercialização tanto com os agroextrativistas quanto com o setor debeneficiamento fora da região, pois foi o elo responsável pela compra do fruto in natura juntoàs comunidades que extraem o fruto para posterior venda às empresas beneficiadoras do fruto(tanto local como estadual), assim como também para o varejo urbano nacional e oconsumidor local, cujo valor total de suas vendas foi equivalente a mais de R$3,1 milhões(Gráfico 1). Ainda analisando o mercado local, o setor da indústria de beneficiamento(categoria dos batedores locais) adquiriu mais de R$ 1,6 milhão com as vendas do vinho paraos consumidores locais, já o setor atacadista recebeu um pouco mais de R$ 450 mil com asvendas para as indústrias de beneficiamento local e estadual (sendo 76% oriundos da indústrialocal e 24% da estadual. Com relação às receitas obtidas com as vendas realizadas a nível estadual, orçada emR$ 4 milhões, mais de 99% deste valor foi de responsabilidade da indústria debeneficiamento, composto por duas categorias que atenderam mercados consumidoresdistintos, pois enquanto os batedores atendem o consumo final estadual as agroindústriasforneceram a polpa pasteurizada e/ou congelada deste fruto ao setor de varejo urbano nacionala fim de atender o mercado consumidor nacional. Ficando apenas um valor irrisório, de umpouco mais de R$ 537,00, a par do setor atacadista obtidos com a venda para a indústria debeneficiamento estadual. No sistema nacional foram gerados em torno de R$ 4,5 milhõesoriundos das vendas do açaí para os consumidores finais, com participação exclusiva dovarejo urbano, que corresponde às grandes redes de supermercado (Gráfico 1).
  38. 38. 46 Por tudo isso, dos R$ 8,2 milhões gerados na comercialização do açaí a nível local,somente R$ 1,7 milhão foram oriundos das vendas ao demandante final local. Isso significadizer que as vendas para fora, do fruto ainda na sua forma in natura, teve uma importânciamaior para os agentes mercantis dos setores locais, demonstrando, de certa maneira, aimportância econômica que a comercialização deste fruto tem para a região do Rio Caeté. Omesmo aconteceu no mercado estadual, pois dos R$ 4 milhões obtidos, apenas R$ 748 milforam oriundos das vendas ao consumidor, sendo o restante exportado via agroindústrias(Castanhal) para o mercado nacional. e) VAB - gerado na comercialização do açaí e a margem de comercialização de cada setor (%). O VAB ao longo da cadeia de comercialização do açaí, desde o setor alfa (produçãolocal e extralocal) da região do Rio Caeté até os consumidores finais, contabilizou um valorsuperior a R$ 7 milhões e, constituiu uma margem de agregação de valor ao produto, oumark-up total, na comercialização na ordem de 141% (Gráfico 2). Esta margem foi calculadaa partir do valor total adicionado na comercialização do açaí – VAB (R$ 7 milhões), menos oValor Bruto da Produção - VBPα (R$ 2,9 milhões), dividido pelo Valor Bruto da Produção -VBPα (R$ 2,9 milhões). Esta margem demonstra, em termos percentuais, o quanto foiadicionado ao longo de toda a cadeia de comercialização do açaí a partir do setor alfa (α),com base nos valores de compra e venda não se levando em conta os custos adicionados nacomercialização, pois não foram captados. GRÁFICO 2- VAB (R$) e o mark-up (%), na comercialização do açaí da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, estimado para 2008. Fonte: Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará, 2011. Elaboração: Núcleo de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação.
  39. 39. 47 No que se refere à agregação de valor por mercado, o local agregou 64% (R$ 4,5milhões) do valor adicionado total, conforme Gráfico 2, cujo setor varejo rural, composto porpequenos atravessadores, contribuiu com mais de R$ 805 mil, que constituiu um mark-up de34%, pois este setor negociou diretamente a compra do fruto in natura com o setor daprodução, propiciado pelo fato de ter meios de transporte e conhecimento dos locais deprodução, assim como também possui vantagem em negociar com os setores que realizam obeneficiamento do fruto localizado tanto no mercado local quanto estadual, e, deste modo,conseguiu adquirir um preço médio maior. Este mark-up do setor é o Valor TransacionadoEfetivo (VTE), que corresponde ao Valor Adicionado do setor (R$ 805 mil), dividido peloValor Bruto da Produção (VBP) pela ótica da demanda (em torno de R$ 2,4 milhões), ou seja,compra de insumos realizada pelo setor. O mark-up, representado em termos relativos (%),inclui todos os custos de beneficiamento e comercialização do produto analisado, que não sãocaptados pela pesquisa. Em seguida, vem a indústria de beneficiamento, constituída por pequenos e médiosbatedores, a qual adicionou em torno de R$ 663 mil com ações de beneficiamento ao fruto(Gráfico 2), fato determinante para o seu mark-up de 68%, o dobro do setor de varejo rural. Epor fim, o setor atacadista, constituído por associações de produtores e/ou extratores, comvalor adicionado de R$ 135 mil e mark-up de 43%, oriundo da negociação direta com osbatedores de açaí da região em estudo e com as agroindústrias do município de Castanhal(mercado estadual). Vale a pena ressaltar, que o setor da produção local transaciona o valorefetivo somente no que se refere às vendas do produto (açaí) in natura na ordem de R$ 2,9milhões, resultante da soma do valor da produção local e extralocal, e, por isso, não foicalculado o seu mark-up. O mercado estadual por sua vez, obteve uma agregação de valor superior a R$ 1,6milhão (Gráfico 2), que representa 23% do VAB total (dos R$ 7 milhões), com a participaçãoquase que exclusiva, tanto em termos percentuais (99%), quanto em valores econômicos, daindústria de beneficiamento estadual (agroindústrias localizadas no município de Castanhal ebatedores de açaí de Belém). Este setor está fortemente relacionado ao grau de negociaçãoque mantém com os setores do mercado local, de modo mais preponderante com o varejorural e o atacadista, dos quais adquire o produto in natura e vende tanto para o consumidorfinal estadual quanto para o mercado nacional, para este último um produto beneficiado(pasteurizado e/ou congelado), a preços bem mais atrativos em relação ao mercado estadual.Com relação à margem de comercialização verificada no setor da indústria de beneficiamento
  40. 40. 48estadual, ou seja, o mark-up, foi calculado em 67%. Ainda no mercado estadual o setoratacadista (composto por atravessadores) só adicionou R$ 180,90 com um mark-up de 51%.No mercado nacional, cuja agregação de valor foi na ordem de R$ 895 mil, ficou a cargo dosetor do varejo urbano com um mark-up de 25%. Por tudo isso, no que tange ao total adicionado ou do Valor Transacionado Efetivo(VTE), observou-se que entre os setores da demanda intermediária, as indústrias debeneficiamento (agroindústrias e batedores de açaí) localizadas fora da RI Rio Caeté, ou maisespecificamente localizados em Castanhal e Belém (mercado estadual), conseguiramadicionar valor superior aos outros setores localizados tanto na região do Rio Caeté como aoque se encontram a nível nacional. f) RBT - gerada pela ótica da demanda, na comercialização do açaí. A Renda Bruta Total (RBT) gerada na comercialização do produto forma-se a partirda soma de compra de insumo (pela ótica da demanda) com o Valor Adicionado. Deste modo,a renda gerada na comercialização do açaí a partir da região do Rio Caeté foi contabilizada naordem de R$ 16,7 milhões (Gráfico 3). Dos quais o sistema local foi responsável por gerar49% desta renda, o estadual gerou 24% e o nacional 27%. GRÁFICO 3– Valor da RBT, em R$, gerada e circulada na comercialização do açaí, considerando sua composição pela ótica da demanda (VBP + VAB), a partir da Região de Integração Rio Caeté, estado do Pará, estimado para 2008. Fonte: Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará, 2011. Elaboração: Núcleo de Pesquisa Científica, Tecnológica e Inovação.
  41. 41. 49 Na região do Caeté, identificado como mercado local, cuja renda bruta somou R$ 8,2milhões, o setor de varejo rural, o qual representa um elevado numero de atravessadores, foiquem gerou uma maior renda bruta no valor próximo de R$ 3,2 milhões (Gráfico 3), poiscomprou o açaí in natura no valor de R$ 2,4 milhões e adicionou um montante próximo deR$ 805 mil sem qualquer tipo de beneficiamento ou incremento tecnológico ao fruto, só como acréscimo dos seus custos de transporte e armazenamento e sua margem de lucro. Já aindústria de beneficiamento (representativo de um elevado número de batedores de açaí)arrecadou um montante de R$ 1,6 milhão com a venda do vinho para os consumidores finaislocais, resultante da soma de compra de insumo, açaí in natura, no valor de quase R$ 980 mile agregação no valor de R$ 663 mil com o seu beneficiamento. O atacado por sua vez, gerouuma renda bruta no valor de R$ 450 mil, resultado da soma da compra de insumo no valor emtorno de R$ 315 mil e adicionou um pouco mais do que R$ 135 mil. Já a renda bruta do setorde produção (α), no valor de 2,9 milhões, é resultante da venda para os setores econômicosque compõem o sistema local e estadual apenas. Com relação à renda bruta na esfera estadual, contabilizado em R$ 4 milhões(Gráfico 3), houve a participação de apenas dois setores; a indústria de beneficiamento foiquem teve uma participação predominante para a formação deste montante, obtido pelavenda do produto para o mercado nacional (representando mais de 81% das vendas), sobresponsabilidade das agroindústrias, e para o consumidor final estadual, sob tutela dosbatedores de açaí. A renda bruta deste setor foi resultante da compra de insumo (açaí innatura) no valor aproximado de R$ 2,4 milhões e pelo valor agregado no beneficiamentoprimário e comercialização do produto em polpa e vinho no valor de R$ 1,6 milhão. O outrosetor, o atacadista, participou com apenas um pouco mais de R$ 537,00 na formação da rendabruta na esfera estadual, o qual comprou o produto in natura com negociação direta com osextrativistas locais no valor de R$ 356,00 e adicionou somente R$ 180,90 com o repasse paraas agroindústrias de Castanhal (indústria de beneficiamento estadual). Na esfera nacional somente o setor de varejo urbano gerou renda bruta, orçada umpouco mais de R$ 4,5 milhões, e sendo assim, este valor também corresponde à renda brutanacional. Entre as atividades que compõem este setor estão: as redes de supermercados quecompraram o açaí já beneficiado (em polpa) do setor de indústria de beneficiamento estadual;e os atravessadores que compraram de outros atravessadores a nível local para revenderemaos pequenos batedores de outros estados do Brasil, em especial o nordeste. A soma dessas
  42. 42. 50compras resultou em um valor em torno de R$ 3,6 milhões, e o setor adicionou R$ 895 mil(Gráfico 3).4.2.2 BACURI a) Caracterização dos agentes mercantis envolvidos na cadeia de comercialização do bacuri. Tradicionalmente usado na alimentação, o fruto é bastante difundido na região, coma produção de sucos, cremes, sorvetes e o consumo in natura. O bacurizeiro se reproduz porsemente (forma sexuada) e por brotação de raiz (forma assexuada). A produção atual temorigem basicamente na coleta dos frutos oriundos da regeneração atual. De acordo comdiversos estudos da Embrapa Amazônia Oriental sobre a espécie (CARVALHO et al., 2002;FERREIRA, 2008; HOMMA et al., 2010), para atender a crescente demanda de mercado,deve-se investir em técnicas de manejo da regeneração natural e de estabelecimento depomares provenientes de mudas que assegurem a variabilidade genética. Para o manejo dasbrotações espontâneas, os bacurizeiros mais vigorosos devem ser selecionados, os demais sãoeliminados mantendo cerca de 10 metros entre eles, devendo roçar nos primeiros anos,obtendo a primeira produção de frutos no prazo de cinco a sete anos, com densidade de 100 a120 plantas/ha. Para a produção de mudas as sementes que produzem mais polpa sãoescolhidas, e a planta produzirá os primeiros frutos após 10 anos, já no caso das mudasenxertadas, o tempo se reduz para quatro a cinco anos. Sugere-se também o plantio de mudastrazidas de outras regiões. A cultura de extração e comércio desse fruto é difundida em diversas comunidadesdos municípios pertencentes à RI Rio Caeté e, com base na amostragem encontrada emcampo, foi possível espacializar esses agentes, como pode ser observado na Figura 6.

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