Desmatamento janeiro2013

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Desmatamento janeiro2013

  1. 1. JANEIRO/2013
  2. 2. Governo do Estado do ParáSimão Robison Oliveira JateneGovernadorHelenilson Cunha PontesVice-Governador / Secretário Especial De Estado De Gestão – SegesInstituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do ParáMaria Adelina Guglioti BragliPresidenteCassiano Figueiredo RibeiroDiretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas e Análise ConjunturalSérgio Castro GomesDiretor de Estatística, Tecnologia e Gestão da InformaçãoAndréa dos Santos CoelhoDiretora de Pesquisas e Estudos AmbientaisGracyette Raimunda Aguiar Ferreira SilvaDiretora de Planejamento, Administração e Finanças
  3. 3. BOLETIM DE DESMATAMENTO E FOCOSDE CALORNúmero 18 – Janeiro - 2013
  4. 4. ExpedienteDiretor de Pesquisas e Estudos Ambientais :Andréa dos Santos CoelhoElaboração Técnica:Andréa dos Santos CoelhoMaicon Silva FariasColaboração:Celeste Ferreira Lourenço e Sérgio Rodrigues FernandesRevisão:Fernanda GraimNormalização:Glauber RibeiroBOLETIM DE DESMATAMENTO E FOCOS DE CALOR, 2012.Belém: Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará,2012.Mensal18 p. (Boletim de focos de calor e desmatamento, 18)1. Focos de calor-queimadas. 2. Desmatamento. 3. Meio ambiente. 4. Pará(Estado). 5. Instituto de Desenvolvimento Econômico Social e Ambiental doPará. I.SérieCDD 333.3357
  5. 5. LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURASAPA - Área de Proteção AmbientalAQUA –CBERS - China-Brazil Earth-Resources SatelliteDETER - Detecção do Desmatamento em Tempo RealFLONA - Floresta NacionalIBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis.IDESP – Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do ParáINPE - Instituto Nacional de Pesquisas EspaciaisMODIS - Moderate Resolution Imaging SpectroradiometerNASA - National Aeronautics and Space AdministrationNOAA - Nacional Oceanic and Atmospheric AdministrationPARNA - Parque NacionalPES – Parque EstadualRESEX - Reserva ExtrativistaTI - Terra IndígenaUC - Unidade de ConservaçãoWFI - Wide Field Imager
  6. 6. SumárioAPRESENTAÇÃO............................................................................................................71 INFORMAÇÕES TÉCNICAS......................................................................................81.1 O SISTEMA DE DETECÇÃO DO DESMATAMENTO EM TEMPO REAL - DETER....81.2 O SISTEMA DE MONITORAMENTO DE FOCOS DE CALOR - QUEIMADAS............92 BOLETIM - JANEIRO DE 2013 ................................................................................112.1 DESMATAMENTO ............................................................................................................112.2 FOCOS DE CALOR............................................................................................................14REFERÊNCIAS ..............................................................................................................18
  7. 7. 7Boletim do DesmatamentoJaneiro 2013APRESENTAÇÃOAs questões ambientais têm sido de grande interesse nos círculos políticos ecientíficos visando diminuir o impacto e/ou prever os cenários futuros resultantes da açãoantrópica nos recursos florestais do Estado. O processo de desmatamento está ligado àsqueimadas necessárias para o plantio de pastagens ou cultivos agrícolas, tanto em áreasde vegetação primária quanto secundária.Os prejuízos causados são enormes e não se restringem apenas à vegetação, mastambém causando grandes danos sociais às populações local e regional.Com o avanço da tecnologia de monitoramento por satélites, hoje é possível obterinformações, em tempo consideravelmente rápido, de processos dinâmicos como odesmatamento, graças também à popularização do uso da internet. O Sistema deDetecção do Desmatamento em Tempo Real - DETER e o Centro de Previsão de Tempoe Estudos Climáticos - Queimada/Monitoramento de Focos, sob responsabilidade doInstituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, ligado ao Ministério da Ciência eTecnologia, monitoram diariamente o desmatamento e os focos de calor na Amazôniabrasileira.Objetivando contribuir para um melhor conhecimento da dinâmica dodesmatamento e das queimadas no Estado do Pará, o Instituto de DesenvolvimentoEconômico, Social e Ambiental do Pará (IDESP) passa a divulgar mensalmente em seusite o Boletim de Desmatamento e Focos de Calor utilizando os dados disponibilizadospelo INPE.
  8. 8. Boletim do DesmatamentoJaneiro 201381 INFORMAÇÕES TÉCNICAS1.1 O SISTEMA DE DETECÇÃO DO DESMATAMENTO EM TEMPO REAL -DETER1O DETER é um sistema de apoio à fiscalização e controle do desmatamento daAmazônia. Com o DETER, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE divulgamensalmente um mapa de alertas, com áreas maiores que 25 ha. Esses mapas indicamáreas totalmente desmatadas (corte raso) e áreas em processo de desmatamento pordegradação florestal progressiva (quando há uma alta intensidade de perturbação). Áreasde manejo florestal de baixo impacto, em geral, não são detectadas por esse sistema. Essesistema utiliza imagens dos sensores MODIS (Moderate Resolution ImagingSpectroradiometer), a bordo do satélite TERRA, da NASA (National Aeronautics andSpace Administration) e WFI (Wide Field Imager), a bordo do satélite sino-brasileiroCBERS-2B do INPE.O objetivo do DETER é fornecer indicadores para fiscalização produzindo ummapa digital com todas as ocorrências de desmatamento observadas. Dessa forma,permite aos órgãos responsáveis pela fiscalização (IBAMA, Secretarias de MeioAmbiente, Promotoria Pública, etc.) planejar suas ações de campo e operações decombate ao desmatamento ilegal.Ressalta-se que o DETER é uma ferramenta concebida para dar suporte àfiscalização e não para fornecer um mapa fiel do desmatamento mensal da Amazônia.Isso é devido à resolução pouco detalhada dos satélites utilizados e à cobertura de nuvens,variável de um mês para outro. A vantagem desse sistema está na rapidez com que oDETER é capaz de detectar novos desflorestamentos, possibilitando gerar em um curtoperíodo de tempo, dados para a fiscalização.A conversão de floresta primária até o estágio de corte raso pode levar de algunsmeses até vários anos para ser concluída. Os dados do DETER podem incluir áreascortadas em períodos anteriores ao do mês de mapeamento ou em processo dedesmatamento progressivo, mas cuja detecção não fora possível devido à cobertura denuvens.1INPE - Coordenação-Geral de Observação da Terra - OBT, Sistema DETER - Detecção de Desmatamentoem Tempo Real - Metodologia.
  9. 9. Boletim do DesmatamentoJaneiro 20139Ao analisar o dado de um determinado mês, é necessário considerar a área decobertura de nuvens. Assim, são disponibilizadas informações de cobertura de nuvens detodas as imagens utilizadas para a avaliação.Assim, as informações do DETER devem ser usadas apenas como um indicadorde tendência do desmatamento anual.Para obter mais informações sobre a metodologia consulte:http://www.obt.inpe.br/deter/metodologia_v2.pdf1.2 O SISTEMA DE MONITORAMENTO DE FOCOS DE CALOR - QUEIMADAS2O monitoramento dos focos de calor é realizado diariamente pelo INPE paradetectar focos de queima de vegetação. Para tanto, o INPE utiliza imagens de diversossatélites (ex. imagens MODIS dos satélites polares, NASA TERRA e AQUA, as imagensdos satélites geoestacionários GOES-12 e MSG-2, imagens AVHRR - Advanced VeryHigh Resolution Radiometer - e dos satélites polares NOAA-15, NOAA-16, NOAA-17,NOAA-18 e NOAA-19).Desde 22 de setembro de 2011, o INPE utiliza o satélite AQUA (sensor MODIS)como “satélite de referência”. Os dados diários de focos detectados pelo “satélite dereferência” são usados para compor a série temporal ao longo dos anos, e assim permitir aanálise de tendências de focos em uma região em determinado período. Anteriormenteeram utilizadas imagens do satélite NOAA-15 e NOAA-12 como “satélite de referência”.Mas de maneira geral, o número de focos nas imagens AQUA é maior que aquele nasimagens NOAA-15.Esta alteração para o AQUA decorreu de limitações e degradação na qualidadedas imagens do NOAA-15, que apresentam muito ruído devido a restrições em sua antenatransmissora, impedindo o monitoramento das regiões norte e noroeste do País.Em termos de impacto nos dados de focos, com o AQUA o norte do Amazonas edo Pará, Roraima e Acre passam a ter cobertura regular e, portanto, mais adequada nascomparações temporais.2INPE - Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos - Queimadas. Perguntas freqüentes e Amudança do satélite de referencia. Disponível em: http://www.inpe.br/queimadas/faq.php.
  10. 10. Boletim do DesmatamentoJaneiro 201310Mesmo indicando uma fração do número real de focos de queimadas e incêndiosflorestais, por usarem o mesmo método e o mesmo horário de imageamento ao longo dosanos, os resultados do "satélite de referência" permitem analisar as tendências espaciais etemporais dos focos.O sistema do INPE detecta a existência de fogo na vegetação, sem avaliar otamanho da área queimada ou o tipo de vegetação afetada. Os dados de focos de calor sãodivulgados diariamente pelo INPE, através da internet, cerca de três horas após suageração.Para análise temporal e a periodicidade dos dados, enfatiza-se que os dados defocos de calor divulgados neste boletim referem-se ao “satélite de referência”.Para obter mais informações sobre a metodologia consulte:http://sigma.cptec.inpe.br/queimadas/
  11. 11. 11Boletim do DesmatamentoJaneiro 20132 BOLETIM - JANEIRO DE 2013No estado do Pará, no mês de janeiro de 2013, foi detectado que o desmatamento3atingiu uma área equivalente a 1,76 km². Em relação aos focos4de calor registrou-se 167focos no mesmo mês. A Figura 1 ilustra a localização dos pontos centrais de desmatamento efocos de calor.Figura 1. Mapa de localização do desmatamento e focos de calor em janeiro de 2013.Fonte: Queimadas /DETER /INPEElaboração: IDESP.2.1 DESMATAMENTODo total de desmatamento registrado no estado do Pará, em janeiro de 2013, verificou-se que este ocorreu nos municípios de Santana do Araguaia e Rio Maria, sendo que o primeiroapresentou a maior área (1,21 km²), enquanto o segundo registrou uma desmatamento de 0,54km² no mesmo período, conforme Tabela 1.3Fonte: DETER/INPE.4Fonte: Queimada/INPE - satélite de referência AQUA-Tarde.
  12. 12. 12Boletim do DesmatamentoJaneiro 2013Tabela 1 - Distribuição do desmatamento por município no Estado do Pará - Janeiro de 2013.Município Área (km²)Santana do Araguaia 1,21Rio Maria 0,54Total geral 1,76Fonte: DETER/INPE.Elaboração: IDESP.É importante destacar que, no referido mês, não foi detectado desmatamento em áreasprotegidas do estado do Pará.Ao se comparar o desmatamento do mês de Janeiro de 2013 com o dos anosanteriores, em uma série histórica desde 2009, verifica-se que, no presente ano, foi registradaa segunda menor área desmatada no Estado (1,76 km²), estando atrás somente do ano de 2011com uma área de 1,04 km². Verifica-se que, na série histórica, o ano de 2012 registrou omaior incremento de desmatamento do Estado correspondendo a 9,89 km²(Gráfico 1).Resalta-se que, para o ano de 2010, não há informações de desmatamento no banco de dadodo DETER.Gráfico 1 - Comparativo do desmatamento no mês de Janeiro, de 2009 a 2013.Fonte: DETER/INPE.Elaboração: IDESP.0,001,002,003,004,005,006,007,008,009,0010,00km²Anos2009 2010 2011 2012 2013
  13. 13. 13Boletim do DesmatamentoJaneiro 2013Na Figura 2, verifica-se que o desmatamento ocorreu nas proximidades da RodoviaPA-150.Figura 2. Mapa de localização do desmatamento no Estado do Pará, em janeiro de 2013.Fonte: Desmatamento DETER/INPEElaboração: IDESP
  14. 14. 14Boletim do DesmatamentoJaneiro 20132.2 FOCOS DE CALORForam registrados 167 focos de calor durante o mês de janeiro de 2013 em 49municípios do estado do Pará. Foi verificada maior incidência de focos de calor no municípiode Paragominas (16 focos), seguido por Santarém (10), conforme Tabela 2. Constatou-se queos municípios registraram entre 1 e 10 focos de calor, exceto Paragominas e Santarém.Conforme tabela 2Tabela 2 - Distribuição dos focos de calor nos municípios do Estado do Pará, em janeiro de 2013.Município Nº defocosMunicípio Nº defocosMunicípio Nº defocosParagominas 16 São Félix do Xingu 3 Óbidos 1Santarém 14 Uruará 3 Marapanim 1Aurora do Pará 10 Oriximiná 3 Igarapé-Açu 1Moju 8 Nova Esperança doPiriá2 Altamira 1Viseu 8 Curuá 2 Concórdia do Pará 1Monte Alegre 7 Santo Antônio do Tauá 2 Maracanã 1Prainha 7 Vigia 2 Igarapé-Miri 1Acará 7 Tracuateua 2 Soure 1São Domingos do Capim 6 Belterra 2 Rio Maria 1Garrafão do Norte 6 Santana do Araguaia 2 Brasil Novo 1Capitão Poço 6 Bannach 2 Salinópolis 1Cachoeira do Arari 5 Tailândia 1 Almeirim 1Bragança 5 São Caetano deOdivelas1 Xinguara 1Tomé-Açu 4 Dom Eliseu 1 Cumaru do Norte 1Ulianópolis 4 Água Azul do Norte 1 Bonito 1Curuçá 4 São Francisco do Pará 1 Marabá 1Ipixuna do Pará 4Total geral 167Fonte: Queimadas/INPE.Elaboração: IDESP.Nas Unidades de Conservação (UC), Zonas de Amortecimento e Terras Indígenas(TI), foram detectados 29 focos de calor, o que corresponde a aproximadamente 17,36% dototal de focos identificados no estado do Pará. A maior concentração ocorreu na APAArquipélago do Marajó, especificamente no município de Cachoeira do Arari, onde foiregistrado o total de 5 focos.A segunda maior ocorrência (4 focos) foi observada naPES Monte Alegre no município de Monte Alegre. As demais unidades de conservação,
  15. 15. 15Boletim do DesmatamentoJaneiro 2013zonas de amortecimento e Terras Indígens apresentaram em média de 1 a 3 focos de calor(Tabela 4).Em relação aos municípios com o registro de focos de calor em áreas protegidas,Cachoeira do Arari apresentou o maior número (5 focos), distribuídos em Unidades deConservação. O município foi seguido por Curuçá, Viseu e Monte Alegre que registraram 4focos de calor (cada um) em janeiro.Tabela 3 - Distribuição dos focos de calor em UC, Zonas de amortecimento, TI e áreas especiais nos municípiosdo Estado do Pará, em janeiro de 2013.Município UC, Zona de amortecimento e TI Nº defocosCachoeira do Arari APA Arquipélago do Marajó 5Cachoeira do Arari Total 5CuruçáBuffer externo RESEX de São João da Ponta 2Buffer externo RESEX Mãe Grande de Curuçá 2Curuçá Total 4ViseuBuffer externo RESEX Marinha de Gurupi-Piriá 1Buffer interno RESEX Marinha de Gurupi-Piriá 3Viseu Total 4Monte Alegre PES Monte Alegre 4Monte Alegre Total 4São Félix do XinguAPA Triunfo do Xingu 1Buffer externo PARNA da Serra do Pardo 2São Félix do Xingu Total 3Prainha RESEX Renascer 2Prainha Total 2Belterra Buffer externo FLONA do Tapajós 2Belterra Total 2Salinópolis Buffer externo RESEX Maracanã 1Salinópolis Total 1Soure APA Arquipélago do Marajó 1Soure Total 1Oriximiná T.I. Tumucumaque 1Oriximiná Total 1Bragança Buffer interno RESEX Marinha de Caeté-Taperaçu 1Bragança Total 1Paragominas T.I. Alto Turiaçu 1Paragominas Total 1Total geral 29Fonte: Queimadas/INPE.Elaboração: IDESP.
  16. 16. 16Boletim do DesmatamentoJaneiro 2013Ao se comparar o total de focos de calor do mês de janeiro, com o mesmo período doano anterior, verifica-se uma redução de 57,40%, passando de 392 para 167 focos. Na sériehistórica de 2009-2013, observa-se que o ano de 2010 foi o que apresentou a maiorquantidade de focos de calor detectados (437), enquanto que, em 2011, registrou-se a menorocorrência (108). (Gráfico 2).Gráfico 2 - Comparativo do total de focos de calor no o mês de janeiro, de 2008 a 2013, no Estado do Pará.Fonte: Queimadas/INPE.Elaboração: IDESP.A Figura 3 mostra a localização dos focos de calor ocorridos no mês de janeiro de2013. É possível verificar que os focos são distribuídos em maior concentração na região donordeste paraense.050100150200250300350400450NºdeFocosAnos2009 2010 2011 2012 2013
  17. 17. 17Boletim do DesmatamentoJaneiro 2013Figura 3. Mapa de localização dos focos de calor no Estado do Pará em janeiro de 2013Fonte: Queimadas/INPEElaboração: IDESP
  18. 18. 18Boletim do DesmatamentoJaneiro 2013REFERÊNCIASBRASIL. Ministério de Ciência e Tecnologia. Ministério do meio ambiente. Monitoramentode queimadas e incêndios, dez. 2010. Disponível em <http://www.inpe.br/queimadas/>Acesso em: 01 de abril. 2013_______. Monitoramento de queimadas e incêndios, Nov.. 2012. Disponível em<http://www.inpe.br/queimadas/> Acesso em: 01 de abril. 2013.BRASIL. Ministério de Ciência e Tecnologia. Sistema Deter: detecção de desmatamento emtempo real, dez. 2010. Disponível em <http://www.inpe.br/deter/> Acesso em: 09 de outubro2012._______. Sistema Deter: detecção de desmatamento em tempo real, nov. 2012. Disponívelem <http://www.inpe.br/deter/> Acesso em: 01 de abril. 2013

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