BOLETIMComércio Varejista   Número 1 – Setembro - 2011                                1
Governo do Estado do Pará                     Simão Robison Oliveira Jatene                             Governador        ...
BOLETIMComércio Varejista                     3
ExpedienteDiretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas e Análise ConjunturalCassiano Figueiredo RibeiroCoordenadoria Téc...
SUMÁRIOAPRESENTAÇÃO                                                                  6 NOTAS METODOLÓGICAS                ...
APRESENTAÇÃO      O boletim informativo mensal do Comércio Varejista é uma realização doInstituto de Desenvolvimento Econô...
NOTAS METODOLÓGICAS       Este boletim apresenta a análise do comércio varejista paraense no mês desetembro de 2011, toman...
 Índice acumulado de 12 meses: compara os índices acumulados nominais e           de volume da receita bruta de revenda d...
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Vendas do comércio varejista                                                paraense caíram em setembro                   ...
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Continua                                         Receita Nominal                     Set-2011/Ago-     Set-2011/Set-      ...
também é uma redução de 10,69% e 6,70% por consumidores e empresários,seqüencialmente.       No que diz respeito ao estado...
2011, entre admitidos e desligados no comércio varejista, o Brasil apresentou saldopositivo na oferta de empregos formais ...
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Neste período, “a arquitetura organizacional das unidades econômicas estavaalicerçada na gestão familiar, condição essa, q...
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Em 2001 as vendas do comércio varejista foram novamente abatidas por umacrise, dessa vez pela crise de racionamento de ene...
para o varejo. Em vista dos resultados de 2003, o crescimento das vendas em média7,51% em 2004 foi bom.        Entre 2005 ...
Gráfico 2 – IVVCV1 x INPC2    Fonte: PMC/IBGE (2011)    Elaboração: Núcleo de Análise Conjuntural – IDESP    (1) Índice de...
Gráfico 3 – ISEDEC1 - RN , ISEDCC2 - RN, IVVCV x Taxa SelicFonte: IBGE (2011), SERASA (2011), BACEN (2011)Elaboração: Núcl...
Outro fator que contribui significativamente para o “boom” nas vendas nocomércio varejista (2005 a 2011) foi o crescimento...
mesmo cresceu 6,15% (2005 e 2011) e registrou 113,16 pontos no ano de 2011 (Gráfico5) .Gráfico 5 – Índice Nacional de Expe...
Gráfico 6 – INEC (Inflação) X INPCFonte: CNI (2011).Elaboração: Núcleo de Análise Conjuntural – IDESP          Por outro l...
O INEC (própria renda) melhorou 8,26% entre 2005 e 2011 registrando 113,24pontos no final do período. O INEC (situação fin...
por parte dos consumidores, e, por conseguinte, a ampliação dos gastos de consumo embens duráveis.2.1.5 Considerações fina...
3 PAINEL DE INDICADORES ESTATÍSTICOSQuadro 1 – Índice de volume de vendas no comércio varejista. Brasil, Região Norte e Pa...
Quadro 2 – Índice de volume de vendas no comércio varejista. Brasil, Região Norte (Unidade daFederação). (Set/2010-Set/201...
Quadro 4 – Emprego no comércio varejista. ((Set/2011), (Acumulado do ano) (Em 12 meses))                                  ...
REFERÊNCIASBANCO      CENTRAL         DO    BRASIL.    Taxa     Selic.   2011.    Disponível   em:<http://www.bcb.gov.br/?...
______. Indicador Serasa Experian de Demanda dos Consumidores por Crédito:Região Norte. 2011. Disponível em: < http://www....
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  1. 1. BOLETIMComércio Varejista Número 1 – Setembro - 2011 1
  2. 2. Governo do Estado do Pará Simão Robison Oliveira Jatene Governador Helenilson Cunha Pontes Vice-Governador / Secretário Especial De Estado De Gestão – SegesInstituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará Maria Adelina Guglioti Braglia Presidente Cassiano Figueiredo Ribeiro Diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas e Análise Conjuntural Sérgio Castro Gomes Diretor de Estatística, Tecnologia e Gestão da Informação Jonas Bastos da Veiga Diretor de Pesquisas e Estudos Ambientais Elaine Cordeiro Felix Diretora de Planejamento, Administração e Finanças 2
  3. 3. BOLETIMComércio Varejista 3
  4. 4. ExpedienteDiretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas e Análise ConjunturalCassiano Figueiredo RibeiroCoordenadoria Técnica de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas e Análise ConjunturalRosinete das Graças Farias Nonato NavegantesNúcleo de Análise ConjunturalSílvia Ferreira NunesElaboração Técnica:Cleidianne Novais SousaEdson da Silva e SilvaJorge Eduardo SimõesMarcílio Alves ChiacchioSilvia Ferreira NunesColaboração:Celeste Ferreira Lourenço e Sérgio Rodrigues FernandesRevisão:Anna Márcia Malcher Muniz e Fernanda GraimNormalização:Adriana Taís Guimarães dos Santos Boletim Comércio Varegista, 2011./ Belém: IDESP. n. 1, 2011. Mensal 31 p. (Análise Idesp, 1) 1. Comércio paraense. 2. Varejo. 3. Pará (Estado). I. Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará. II.Série CDD 381.1098115 4
  5. 5. SUMÁRIOAPRESENTAÇÃO 6 NOTAS METODOLÓGICAS 7 1 ANÁLISE DO COMÉRCIO VAREJISTA 10 1.2 COMPORTAMENTO DO EMPREGO NO COMÉRCIO VAREJISTA-SETEMBRO DE 2011 13 2 NOTA TÉCNICA 15 2.1 AS CAUSAS DA RECENTE EXPANSÃO NAS VENDAS DO COMÉRCIOVAREJISTA PARAENSE 15 2.1.1 O comércio varejista até a década de 1990 15 2.1.2 A reestruturação do setor produtivo a partir dos anos 1990 16 2.1.3 Atual estágio do comércio varejista 17 2.1.4 As principais causas da recente expansão, a partir de 2005, das vendas nocomércio varejista paraense 19 2.1.5 Considerações finais e perspectivas do setor 26 3 PAINEL DE INDICADORES ESTATÍSTICOS 27 REFERÊNCIAS 30  5
  6. 6. APRESENTAÇÃO O boletim informativo mensal do Comércio Varejista é uma realização doInstituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará – IDESP. Oobjetivo é disponibilizar um instrumento de análise da dinâmica desse setor daeconomia paraense. As informações disponibilizadas retratam o comportamento dasvendas e das respectivas receitas nominais. Neste boletim será apresentada, inicialmente, uma nota metodológica acerca dosindicadores utilizados para analisar a dinâmica do comércio varejista paraense;posteriormente a análise dos dados do comércio varejista paraense; seguido de umareflexão sobre as causas da recente expansão das vendas no comércio varejista paraense.A partir dessa edição, disponibiliza também um painel de indicadores estatísticos comséries e dados mais recentes sobre o comércio varejista, tais como, índice de volume devendas, índice de receita nominal entre outros. Boa Leitura! 6
  7. 7. NOTAS METODOLÓGICAS Este boletim apresenta a análise do comércio varejista paraense no mês desetembro de 2011, tomando como referência os Índices de Volume de Vendas(IVVCV), e os Índices de Receitas Nominais (IRNCV) do País, Região Norte (Unidadeda Federação), divulgados na Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) pelo InstitutoBrasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); Índice Nacional de Expectativas doConsumidor (INEC), divulgado pela Confederação Nacional das Industrias (CNI);Indicador Serasa Experian de Demanda por Crédito (IDC) e Indicador Serasa Experiande Inadimplência (INAD), divulgados pela empresa privada, sociedade anônima S.A.(SERASA); e os dados sobre Movimentação do Emprego Formal, disponíveis noCadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) publicados pelo Ministériodo Trabalho (MTE).Os procedimentos metodológicos utilizados são:  Índices de Volume de vendas (IVVCV) e Índices de Receita de Vendas (IRNCV) A partir da receita bruta de revenda são construídos indicadores para duasvariáveis: Volume de Vendas (IVVCV) e Receita de Vendas (IRNCV). São divulgadosquatro tipos de índices:  Índice de base fixa: compara os níveis nominais e de volume da receita bruta de revenda no mês com a média mensal obtida no ano de 2003;  Índice mês/mês: compara os índices nominais e de volume da receita bruta de revenda do mês com os obtidos no mês imediatamente anterior. São índices cujas séries são ajustadas sazonalmente;  Índice mensal: compara os índices nominais e de volume da receita bruta de revenda do mês com os obtidos em igual mês do ano anterior;  Índice acumulado no ano: compara os índices acumulados nominais e de volume da Receita Bruta de Revenda de janeiro até o mês do índice com os de igual período do ano anterior; 7
  8. 8.  Índice acumulado de 12 meses: compara os índices acumulados nominais e de volume da receita bruta de revenda dos últimos 12 meses com os de igual período imediatamente anterior.  Índice Nacional de Expectativas do Consumidor (INEC) O INEC é um indicador elaborado pela Confederação Nacional das Indústrias(CNI) que sintetiza a opinião dos consumidores, através de pesquisas, sobre algunsaspectos capazes da afetar sua decisão de consumo. O índice de base fixa (média 2001 =100), construído com base em seis perguntas:  P1: Expectativa de inflação;  P2: Expectativa de desemprego;  P3: Expectativa de renda pessoal;  P4: Situação financeira;  P5: Renda pessoal;  P6: Compras de bem de maior valor; Para cada uma das perguntas são calculados indicadores de base fixa, que sãoobtidos a partir da freqüência relativa das respostas válidas. Calcula-se a média dessesescores ponderada pela freqüência relativa das respostas. Calcula-se então o índice debase fixa através da divisão do índice atual pelo índice do mês base (base=2001). Porfim calcula-se o INEC através da média dos seis indicadores de base fixa obtidos. OINEC varia entre 0-200. INEC > 100 e subindo = melhoria (otimismo); INEC > 100 ecaindo = reversão; INEC < 100 e caindo = pessimismo; INEC < 100 e subindo =recuperação.  Indicadores de Perspectiva (IDC E INAD) São indicadores elaborados pelo Serviço de Proteção ao Crédito do SERASAExperian, permitindo tanto a mensuração do crédito quanto a avaliação deinadimplência dos consumidores e empresários. Todos os indicadores de perspectiva –IP (IDC e INAD) oscilam ao redor do patamar 100. Este valor significa que a variávelobjetivo se encontrará no seu nível de equilíbrio de longo prazo (nível normal), IP > 100 8
  9. 9. e subindo = expansão; IP > 100 e caindo = reversão; IP < 100 e caindo = crise; IP < 100e subindo = recuperação.  Comportamento do Emprego no Comércio Varejista A análise do comportamento do emprego no comércio varejista toma comoreferência os seguintes conceitos:  Saldo mensal: resulta da diferença entre o total de admissões e o total de desligamentos no mês atual;  Saldo acumulado no ano: resulta da diferença entre o total de admissões e o total de desligamentos no período de janeiro até o mês atual;  Saldo acumulado nos últimos 12 meses: resulta da diferença entre o total de admissões e o total de desligamentos no período de doze meses tendo como referência o mês atual;  Variação mensal do emprego: toma como referência o estoque do mês anterior;  Variação acumulada no ano: toma como referência os estoques do mês atual e do mês de dezembro do ano t-1, ambos com ajustes;  Variação acumulada nos últimos 12 meses: toma como referência os estoques do mês atual e do mesmo mês do ano anterior, ambos com ajustes.  Taxa de rotatividade: mede o percentual dos trabalhadores substituídos mensalmente em relação ao estoque vigente no primeiro dia do mês, em nível geográfico e setorial, mas não em nível ocupacional. Assim, esse indicador, em virtude da forma agregada como é calculado, não permite quantificar a substituição dos trabalhadores com o mesmo perfil ocupacional. 9
  10. 10. Vendas do comércio varejista paraense caíram em setembro 20111 ANÁLISE DO COMÉRCIO VAREJISTA1.1 COMÉRCIO VAREJISTA PARAENSE – SETEMBRO DE 2011 Segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileirode Geografia e Estatística (IBGE), o Volume de Vendas no Comércio VarejistaParaense registrou queda de 1,11% em setembro de 2011, frente ao mês anterior(ajustadas sazonalmente). O desempenho do Estado foi inferior ao do País, queapresentou alta de 0,57%. Neste sentido, a redução nas vendas do Pará contribuiu pararecuo nas vendas da Região Norte na ordem de 0,90%. Essa queda representou umareversão no ritmo das vendas, observadas a partir de junho de 2011, mês em que oseguimento registrou o maior volume de vendas no comércio varejista da Região. (VerGráfico 1).Gráfico 1 – Variação (%) dos Índices (Mês/Mêst-1) Volume de Vendas do Comércio Varejista. Brasil,Região Norte e Pará – Setembro de 2011.Fonte: PMC/IBGE.Elaboração: Núcleo de Análise Conjuntural – IDESP. No Norte as vendas cresceram apenas nos Estados de Roraima (3,32%) eAmapá (1,02%), e contribuíram de forma positiva para amenizar a queda no índice devolume de vendas do comércio varejista da Região. No contraponto houve redução nas 10
  11. 11. vendas de 3,10% no Estado do Amazonas; 2,26% Acre; 1,93% Tocantins; 1,11% Pará;0,78% Rondônia em setembro de 2011 (em relação ao mês anterior, com ajustesazonal). (Ver Gráfico 2).Gráfico 2 – Variação (%) dos Índices (Mês/Mêst-1) Volume de Vendas do Comércio Varejista. RegiãoNorte (Unidade da Federação) – Setembro de 2011.Fonte: PMC/IBGE.Elaboração: Núcleo de Análise Conjuntural – IDESP. Nas demais comparações, o varejo paraense obteve, em termos de volume devendas, acréscimo na ordem de 6,37% frente ao mesmo mês do ano passado, superandoo crescimento registrado pelo País 5,56%, e Região Norte 5,55% (Tabela 1). O pequeno aumento nas vendas do País em setembro de 2011, em relação aagosto do mesmo ano, fez com que a taxa de crescimento acumulada no ano, do Brasil,fosse 6,95%. A Região Norte e o Estado do Pará apresentaram taxas de 10,57% e8,25%. (ver Tabela 1).Tabela 1 – Variação (%) dos Índices de Volume de Vendas. Brasil, Região Norte, Pará –Setembro de 2011. Volume de Vendas Set-2011/Ago- Set-2011/Set- Acumulado de 12 Unidades Acumulado no ano 2011 2010 mesesBrasil 0,57 5,56 6,95 7,67Região Norte -0,90 5,55 10,57 13,37Pará -1,11 6,37 8,25 8,67 Continuação 11
  12. 12. Continua Receita Nominal Set-2011/Ago- Set-2011/Set- Acumulado de 12 Unidades Acumulado no ano 2011 2010 mesesBrasil 1,23 11,45 12,14 7,67Região Norte -1,05 10,74 14,87 13,37Pará 0,56 11,24 12,25 8,67Fonte: PMC/IBGE.Elaboração: Núcleo de Análise Conjuntural – IDESP. O crescimento moderado nas vendas do País 0,57% em setembro (em relação aomês anterior) ocasionou um pequeno aumento 1,23% no índice de receita nominal (comajuste sazonal). Por outro lado, em virtude do recuo nas vendas da Região Norte 0,90%e do Estado do Pará de 1,11% as respectivas receitas nominais decresceram 1,05% e0,56%. (Ver Tabela 1). Por fim, no que diz respeito à variação da receita nominal em setembro (emrelação ao mesmo período do ano anterior), a Tabela 1 demonstra um crescimento de11,45% na receita do País, 10,74% da Região Norte e 11,24% do Estado. No acumuladodo ano as mesmas cresceram 12,14%; 14,87% e 12,25% respectivamente. Já em relaçãoao acumulado de 12 meses as receitas nominais cresceram em 7,67% País, 13,37%Região Norte e 8,67% Estado do Pará. O crescimento moderado das vendas no comércio varejista do País no mês desetembro e a variação negativa na Região Norte, Estado do Pará são acompanhados poralguns indicadores que procuram promover uma leitura conjuntural da dinâmica entreoferta e demanda, dentre eles destacam-se: o Indicador de Inadimplência das Empresase Consumidores (INAD-E e INAD-C); Indicador de Demanda por Crédito por parte dasEmpresas e Consumidores (IDE e IDC); Índice Nacional de Expectativa do Consumidor(INEC). A análise desses indicadores é de suma importância para que possamoscompreender o comportamento do comercio varejista paraense, e, por conseguinte, umimportante instrumento no auxilio de tomada de decisões, tanto por parte dosconsumidores como por parte dos empresários. Nesse sentido, como demonstram osindicadores, a dinâmica do comércio no mês de setembro se deu com a redução dainadimplência dos consumidores e dos empresários 3,03% e 2,06% (em relação ao mêsanterior), respectivamente. Quando se verifica a captação por crédito o resultado 12
  13. 13. também é uma redução de 10,69% e 6,70% por consumidores e empresários,seqüencialmente. No que diz respeito ao estado de expectativas do consumidor,mensurado pelo INEC, os dados revelam uma melhoria no estado de expectativa doconsumidor em setembro de 2011, o mesmo cresceu 0,37%, registrando o patamar de112,40 pontos. (Gráfico 3). Quando cruzadas essas informações com a variação nas vendas do varejo,observa-se que o (INAD-E e INAD-C) (Gráfico 3, superior a direita) passa a ter umarelação quase direta na expectativa de demanda (Gráfico 3, inferior a direita); e que avariação negativa das vendas (Gráfico 3, superior a esquerda) é justificada, em parte,pela redução na demanda de crédito (Gráfico 3, inferior a esquerda) , tanto porempresários quanto por consumidores (Ver Gráfico 3).Gráfico 3 – Relação entre variação das vendas com variação do IDC na Região Norte e relação entreINEC e INAD-C no Brasil. Setembro de 2011.Fonte: IBGE, CNI, SERASA Experian (2011)Elaboração: Núcleo de Análise Conjuntural – IDESP1.2 COMPORTAMENTO DO EMPREGO NO COMÉRCIO VAREJISTA EMSETEMBRO DE 2011 Segundo dados Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED),divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no mês de setembro de 13
  14. 14. 2011, entre admitidos e desligados no comércio varejista, o Brasil apresentou saldopositivo na oferta de empregos formais 34.765, equivalente à variação de 0,51% noestoque de assalariados com carteira assinada em relação ao mês anterior, com uma taxade rotatividade 4,44%. No ano o saldo positivo de empregos formais foi de 191.796, oequivalente a variação de 2,86% no estoque. Nos últimos 12 meses o saldo positivo foide 424.986, o equivalente a variação no estoque de 6,56%. A região Norte, por sua vez, acompanha essa tendência de saldos positivos naoferta de empregos formais no setor de comércio brasileiro, a região apresentou saldosde 2.220 em setembro, equivalente a variação de 0,64% no estoque (em relação ao mêsanterior), com uma taxa de rotatividade 4,23%, (Tabela 2). No ano o saldo positivo foide 12.762, variação de 3,68% no estoque. Nos últimos 12 meses o saldo positivo foi de25.400, o que representou um acréscimo de 7,32% no estoque de empregos. Entre os estado da Região Norte o Pará encerrou o mês de setembro emprimeiro lugar no ranking de geração de novos postos de trabalho no comércio varejista,com um volume de 835, equivalente a variação de 0,56% no estoque (em relação aomês anterior), e uma taxa de rotatividade de 3,85%. No ano o saldo positivo foi de5.862, o equivalente a variação de 4,01% no estoque. Nos últimos 12 meses o saldopositivo foi de 10.770, variando o estoque de empregos em 7,62%.Tabela 2 – Evolução do emprego e da taxa de rotatividade no setor comércio. Brasil, Região Norte, Pará.Setembro de 2011. Evolução do Emprego no Comércio Varejista jan/11 fev/11 mar/11 abr/11 mai/11 jun/11 jul/11 ago/11 set/11ADM. (BR) 307.595 320.701 328.390 330.567 349.279 336.312 326.790 349.080 344.140DES. (BR) 335.567 314.118 338.408 294.414 328.136 311.419 305.434 312.585 309.375SAL. (BR) -27.972 6.583 -10.018 36.153 21.143 24.893 21.356 36.495 34.765ADM. (RN) 13.748 14.286 15.249 15.684 16.758 16.658 16.554 16.907 17.025DES. (RN) 16.075 13.299 16.947 13.497 16.054 15.978 14.932 15.384 14.805SAL. (RN) -2.327 987 -1.698 2.187 704 680 1.622 1.523 2.220ADM. (PA) 5.197 5.743 5.722 5.753 6.336 6.673 6.425 6.377 6.557DES. (PA) 5.875 4.830 6.287 5.211 5.934 6.132 5.502 5.799 5.722SAL. (PA) -678 913 -565 542 402 541 923 578 835 Evolução da Taxa de Rotatividade jan/11 fev/11 mar/11 abr/11 mai/11 jun/11 jul/11 ago/11 set/11 BR 4,57 4,58 4,89 4,36 4,81 4,54 4,4 4,53 4,44 RN 4,02 3,85 4,43 3,93 4,69 4,61 4,3 4,41 4,23 PA 3,6 3,26 3,92 3,52 4,12 4,22 3,74 3,91 3,85Fonte: MTE - CAGEDElaboração: Núcleo de Análise Conjuntural – IDESP 14
  15. 15. 2 NOTA TÉCNICA2.1 AS CAUSAS DA RECENTE EXPANSÃO NAS VENDAS DO COMÉRCIOVAREJISTA PARAENSE1 O comércio varejista apresenta-se como um dos setores em expansão no atualcenário econômico paraense. No Estado, segundo dados da RAIS (2005 a 2010) onúmero de estabelecimento no comércio varejista cresceu 40,05%, passando de 15.846em 2005 para 22.193 em 2010. Assim como os demais setores da atividade econômica, o comércio varejistaparaense vem passando por transformações relacionadas às alterações nocomportamento empresarial, padrão tecnológico, nas formas de gestão, contratação,formalização, remuneração da mão-de-obra a partir de 1990. Esse estudo técnico pretende realizar uma breve caracterização do comérciovarejista, analisando as transformações ocorridas a partir dos anos 1990, o atual estágiodo comércio varejista, e investigar as principais causas da recente expansão, a partir de2005, das vendas no comércio varejista paraense.2.1.1 O comércio varejista até a década de 1990 Antes do processo de abertura econômica e reestruturação produtiva na década1990, o varejo brasileiro, em especial o paraense, se caracteriza por ter capitalmajoritariamente nacional, com poucas empresas estrangeiras operando dentro doterritório nacional. A concorrência entre as companhias não era tão acirrada, haviampoucas lojas especializadas atuando em nível local, poucas cadeias de porte médioatuando regionalmente e raras com presença nacional. O relacionamento entre o fornecedor e o varejista era restrito ao âmbitocomercial, limitando-se basicamente, à realização de negociações de preços e de formade pagamento. Com isso, o fluxo de mercadorias entre ambos era precário, não havendoainda, uma logística sofisticada que pensasse a qualidade dos padrões de controleinterno, principalmente em estoques e compras.1 Estudo realizado pelo Núcleo de Análise Conjuntural do Instituto de Desenvolvimento Econômico,Social e Ambiental do Pará (IDESP). 15
  16. 16. Neste período, “a arquitetura organizacional das unidades econômicas estavaalicerçada na gestão familiar, condição essa, que contribui para o enfraquecimento doplanejamento estratégico, enquanto ferramenta na gestão dos negócios” (Simões, 2008).Em função do baixo nível de profissionalização das empresas ocorriam disparidadesacentuadas nos padrões de administração, como por exemplo, informalidades nasoperações; freqüente indefinição de foco do negócio; demanda intensiva de mão-de-obra; elevada rotatividade dos empregados e a mais grave das disparidades o altoendividamento das empresas. Na realidade a força da gestão familiar na década de 1990parecia ser o jeito regional de cuidar dos negócios, de modo que muitas vezes o“olhometro” ou mais particularmente o “animal spirits” – como dizia Keynes (1936) –fragiliza o processo de criação e multiplicação da riqueza econômica. Devido ao período de alta inflação, sobretudo na década de 1980, as empresasvarejistas brasileiras possuíam um comportamento ofensivo através da remarcaçãoconstante de preços e ganhos através da lucratividade financeira, não se baseando,portanto, numa estratégia de concorrência voltada para redução de preços e custos entreempresas. Entretanto, a partir dos anos 1990, essa configuração se altera. Diversosfatores contribuíram para esse processo e serão descritos a seguir.2.1.2 A reestruturação do setor produtivo a partir dos anos 1990 Na década de 1990, a reestruturação produtiva trouxe diversas conseqüênciaspara o mundo do trabalho brasileiro, em especial o paraense, as quais, em larga escala,continuam até hoje, tanto no que tange aos processos produtivos, como nas relações detrabalho. O período foi marcado por mudanças na conjuntura política e econômica como oPlano de Estabilização Econômica, Plano Real, a abertura comercial e financeira, asprivatizações, a sobrevalorização do câmbio e juros elevados, que geraram um quadrorecessivo na economia. Inserido neste cenário de transformações, o comércio varejista também sofreuinfluências e alterações. O Plano Real, implantado em julho de 1994, reduziudrasticamente a inflação, interrompendo o processo de superinflação que desestabilizavaa economia brasileira. Logo, as receitas financeiras diminuíram e as empresas foramobrigadas a se adequarem à nova realidade buscando se tornarem mais competitivas.Destacam-se a introdução da gestão profissionalizada nas empresas e o ingresso de 16
  17. 17. novas tecnologias no setor. A administração familiar empregada era pouco eficienteneste novo contexto, com isso, novas metodologias de gestão empresarial precisavamser implementadas visando maior qualidade, eficiência e produtividade. A adoçãointensiva de novas tecnologias facilitaria esse processo. No setor, a principal novidade observada foi à entrada de capital externo, seja elaatravés de fusões e aquisições, ou através da abertura de capitais das empresasnacionais, adentrando no mercado financeiro. Isso significava a oportunidade para quecapitais internacionais adquirissem participação no mercado nacional.2.1.3 Atual estágio do comércio varejista Após as crises, processos de mudanças, e adaptações motivadas pela conjunturapolítica e econômica da segunda metade da década de 1990, o comércio varejistachegou ao ano 2000, muito diferente do período anterior. Em 2000 as vendas do comércio varejista paraense estavam em francarecuperação conjugado com um processo de desenvolvimento inovativo que tambémpodem ser entendido como tendências do setor. Entre elas, destacam-se: convergênciados formatos das lojas; padronizações de procedimentos de operações entremfornecedores e varejistas; avanços da tecnologia da informação; definição ereformulação da imagem e do marketing; maior automação comercial, busca deeficiência operacional; crescimento dos canais interativos de vendas; diferenciação emqualidade e criatividade nos serviços e no atendimento ao consumidor; modernização degestão; profissionalização e gerência por categoria de produto; ampliação das formas decrédito, através da aceitação de cartões de créditos; terceirização das atividades definanciamento ao consumidor, e por fim; a otimização das áreas de vendas. O cartão fidelidade foi uma novidade no dia-a-dia dos consumidores implantadano período recente. A administração desses cartões ficou, em grande parte, sobresponsabilidades dos bancos, através de convênios, contratos e parcerias firmadas comas empresas varejistas. Serviços que antes eram típicos do sistema financeiro passaram aser ofertados e administrados pelo varejo, como venda dos cartões fidelidade, crédito,financiamento e pagamento das contas. 17
  18. 18. Em 2001 as vendas do comércio varejista foram novamente abatidas por umacrise, dessa vez pela crise de racionamento de energia, já que, neste período, as vendasdo comércio varejista decresceram, em média, 0,64%. (Ver Gráfico 1). O fim do racionamento no início do ano seguinte começa a demonstrar sinais derecuperação das vendas, dado que as mesmas cresceram 4,92% (Gráfico 1). Contudo,este sinal de recuperação tem vida brevíssima, pois, em dezembro de 2002, as vendas nocomércio varejista decresceram 6,34% como reflexo da retração do consumo dasunidades familiares em decorrência das incertezas eleitorais. Em 2003, as vendasdecresceram em média 0,62%.Gráfico 1 – Índice1 e taxa2 de crescimento do volume de vendas no comércio varejista3 Fonte: PMC/IBGE (2011) Elaboração: Núcleo de Análise Conjuntural – IDESP (1) Índice de volume de vendas no comércio varejista - IVVCV (2) Taxa de crescimento (3) Com ajuste sazonal Com o fim do período de incertezas eleitorais, a partir do segundo semestre2003, o Brasil inicia um processo de crescimento econômico, através do aumento dacapacidade de consumo da população (via aumento do salário mínimo, acesso a créditoe os programas sociais do Governo Lula, como o Bolsa Família, por exemplo), asempresas passaram a oferecer melhores condições de pagamentos/financiamentos paraprodutos de consumo popular. Essas novas características, alicerçadas em uma novasituação social, política e econômica vivida pelo País, têm oferecido bons resultados 18
  19. 19. para o varejo. Em vista dos resultados de 2003, o crescimento das vendas em média7,51% em 2004 foi bom. Entre 2005 e 20112 os resultados apresentados ainda foram melhores, as vendasno comércio varejista no estado cresceram em média 7,99%, com exceção do final de2008, em que as mesmas cresceram apenas 1,82% em decorrência da crise econômicado setor imobiliário americano, que posteriormente se transformaria em uma crisefinanceira internacional. Sendo que, no Brasil, as políticas macroeconômicas adotadaspara conter os efeitos da crise financeira internacional estimularam a economia interna.Neste sentido os impactos da política econômica sobre o comércio varejista serãoexplicados detalhadamente na próxima seção. O quadro econômico brasileiro no período de 2005 a 2011 tem sido favorávelpara a expansão das vendas do comércio varejista, com destaque para o ano de 2010onde as mesmas cresceram 12,98% (em relação ao ano anterior).2.1.4 As principais causas da recente expansão, a partir de 2005, das vendas nocomércio varejista paraense Há diversos fatores que ajudam a explicar a expansão das vendas no comérciovarejista paraense, a partir de 2005. Dentre eles destacam-se: estabilidade dos preços;queda na taxa de juros (Selic); expansão no crédito (aumento na demanda por crédito);ganhos reais do salário mínimo; melhoria no estado de confiança do consumidor. Em primeiro lugar, um fator de suma importância para a expansão das vendas nocomércio varejista a partir de 2005 decorre da política de estabilização dos preçosdecorrentes do Plano Real em 1994, pois na década de 1970, 1980 e no início da décadade 1990, a principal “doença” da economia brasileira era a inflação3, com taxas de atétrês dígitos. Neste sentido, a estabilização dos preços no patamar4 entre 2,8% e 6,48%(2005 a 2011) foi um dos fatores responsáveis pela expansão das vendas no comérciovarejista. (Ver Gráfico 2).2 Até Setembro de 2011.3 INPC acumulado (2005 a Set 2011).4 Índice Nacional de Preços ao Consumidor. 19
  20. 20. Gráfico 2 – IVVCV1 x INPC2 Fonte: PMC/IBGE (2011) Elaboração: Núcleo de Análise Conjuntural – IDESP (1) Índice de volume de vendas no comércio varejista – IVVCV (2) Índice nacional de preços ao consumidor – INPC Outro aspecto que merece atenção, refere-se à expressiva queda na taxa de juros(taxa Selic). A partir de meados de 2005, a taxa de juros5 iniciou um expressivomovimento de baixa, com exceção de 2008, ano inicial da crise imobiliária americana,em que a taxa de juros cresceu 5,10%, atingindo o patamar 12,48% (Gráfico 3). Aredução expressiva da taxa de juros, neste período, é um fator muito importante paraexplicar a expansão nas vendas, dado que a redução na taxas de juros tem impactos naeconomia tanto pelo lado da oferta (empresários), quanto pelo lado da demanda(consumidores). Considerando a oferta de mercado, a redução da taxa de juros faz com que sereduza o custo de oportunidade do capital (redução na taxa de juros dos empréstimospara o setor produtivo), e, por conseguinte, aumente a demanda de crédito por parte dosetor empresarial; redução nos custos das mercadorias; preço de venda; e estimule ademanda. (Ver Gráfico 3).5 Acumulada no ano (2005 a Set 2011). 20
  21. 21. Gráfico 3 – ISEDEC1 - RN , ISEDCC2 - RN, IVVCV x Taxa SelicFonte: IBGE (2011), SERASA (2011), BACEN (2011)Elaboração: Núcleo de Análise Conjuntural – IDESP(1) Indicador Serasa Experian de Demanda das Empresas por Crédito da Região Norte, disponíveis apartir de 2007, por esse motivo os anos de 2005 e 2006 serão considerados base = 100. Utilizou-se amédia dos indicadores mensais (2007 a Set 2011).(2) Indicador Serasa Experian de Demanda dos Consumidores por Crédito da Região Norte, disponíveis apartir de 2007, por esse motivo os anos de 2005 e 2006 serão considerados base = 100. Utilizou-se amédia dos indicadores mensais (2007 a Set 2011).(3) Índice de volume de vendas no comércio varejista – IVVCV, com ajuste sazonal, (2005 a Set 2011). Já na demanda de mercado, a redução na taxa de juros possibilitou o aumento naprocura por empréstimos por parte dos consumidores, por conseguinte, o aumento nosgastos de consumo; aumento na demanda por produtos do comércio varejista (Gráfico3). Note que há duplo estímulo à demanda agregada, tanto pelo lado dos empresários(ofertantes), quanto pelo lado dos consumidores (demandantes). No período de 2005 a 20116 temos uma queda expressiva na taxa de juros daordem de 48,23%, atingindo o patamar de 9,86% em 2011. Fator esse que contribuiupara a expansão na demanda de crédito; tanto por parte dos empresários na ordem de19,75% (2007 a 2011), atingindo 108,22 pontos; quanto por parte dos consumidores43,60% no mesmo período, registrando 120,90 pontos. Tais fatores contribuíram para ocrescimento médio de 7,99% (2005 a2011) nas vendas no comércio varejista, e a mesmaatingisse o patamar de 178,60 pontos em 2011.6 Acumulada até setembro de 2011. 21
  22. 22. Outro fator que contribui significativamente para o “boom” nas vendas nocomércio varejista (2005 a 2011) foi o crescimento do salário mínimo real acima docrescimento da inflação, ou seja, nesse período o salário mínimo teve ganhos reais, comisso aumentou a capacidade de compra da famílias, principalmente das classes (C, D eE)7, que são as classes que mais cresceram e as principais responsáveis por esse“boom” nas vendas do comércio varejista. Através do (Gráfico 4) é possível perceberisso, pois, o salário mínimo real cresceu em média 6,18% nesse período, enquanto ainflação cresceu em média 4,95 %. Outro ponto a destacar é o pequeno crescimento dosalário mínimo real em 2011, de apenas 0,64%8, sendo o mesmo R$ 552,37, emcontrapartida temos um decréscimo na taxa de inflação de (1,75%), atingindo o patamarde 4,60%.Gráfico 4 – S.M1 (R$), Tx. Cres. S.M (%) x INPC, Tx. Cres. INPCFonte: MTE (2011)Elaboração: Núcleo de Análise Conjuntural – IDESP(1) Salário Mínimo Real Outra razão para a expansão das vendas no comércio varejista, a partir de 2005decorre da melhoria no estado de confiança do consumidor, medido pelo INEC, o7 Classe C, parcela da população com renda domiciliar total de todas as classes entre R$ 1.127,00 e R$4.854. Classe D, parcela da população com renda domiciliar total de todas as classes entre R$ 706,00 eR$ 1.126,00. Classe E, parcela da população com renda domiciliar total de todas as classes de até R$705,00. (Neri, 2010).8 Em relação ao ano anterior. 22
  23. 23. mesmo cresceu 6,15% (2005 e 2011) e registrou 113,16 pontos no ano de 2011 (Gráfico5) .Gráfico 5 – Índice Nacional de Expectativas do ConsumidorFonte: CNI (2011)Elaboração: Núcleo de Análise Conjuntural – IDESP A partir da análise dos sub-índices, componentes do INEC, é possível perceberque a principal preocupação dos consumidores ainda continua sendo o mesmo dadécada de 1970, 1980 e início da década 1990, o “fantasma” da inflação. Fazendo umarelação entre o sub-índice de inflação (expectativa futura) e o INPC (estado atual)podemos perceber que o INEC (Inflação) é um importante indicador de percepção daeconomia brasileira. Isto fica visível no (Gráfico 6). Entre (2005 e 2006) o INEC(inflação) cresceu 11,57%, registrando 131,37 pontos no final do período, enquanto queo INPC decresceu 44,35%, atingindo 2,81%. Nos anos posteriores, os dados revelamuma reversão no estado de expectativa do consumidor em relação à inflação para aeconomia brasileira nos próximos 6 meses. Entre (2007 e 2011) o sub-índice de inflaçãodecresceu 20,55% registrando 104,38 pontos em 2011 e foi o principal responsável porfrear o crescimento do INEC no período de (2005 a 2011). O INPC por sua vezdecresceu 10,68%, registrando o patamar de 4,60%. 23
  24. 24. Gráfico 6 – INEC (Inflação) X INPCFonte: CNI (2011).Elaboração: Núcleo de Análise Conjuntural – IDESP Por outro lado os demais componentes do INEC cresceram e contribuírampositivamente para a melhoria no estado de confiança do consumidor entre 2005 e 2011.O INEC (desemprego) melhorou 11,32%, registrando 131,05 pontos em 2011,evidenciando o momento de “aquecimento” do mercado de trabalho paraense, daRegião Norte, do Estado do Pará, em decorrência das grandes obras infra-estruturais emandamento (ver Gráfico 5). No estado, os setores de atividades que mais contribuírampara a geração dos 41.254 novos postos de empregos formais no ano de 20119 foram:Serviços com a geração de 14.952 novos postos, correspondendo a 36,24% do total deempregos gerados no ano no Pará; Construção Civil com 11.119 empregos (26,95% dototal); Comércio com 7.386 novos postos de trabalho (17,90% do total). (ver Gráfico 7).Gráfico 7 – Ranking do saldo de emprego acumulado no ano do Pará. 2011Fonte: MTE/CAGED (2011).Elaboração: Núcleo de Análise Conjuntural – IDESP9 Acumulado no Ano. 24
  25. 25. O INEC (própria renda) melhorou 8,26% entre 2005 e 2011 registrando 113,24pontos no final do período. O INEC (situação financeira) cresceu 7,80% registrando112,63 pontos no mesmo período (ver Gráfico 5). A melhoria na confiança doconsumidor, medida pelo INEC (própria renda, situação financeira) é decorrente docrescimento do salário mínimo acima da inflação, como anteriormente já mencionado(Gráfico 4). A política macroeconomia adotada pelo governo brasileiro para conter os efeitosda crise financeira, através da redução da taxa de juros, ampliação na oferta de crédito(anteriormente mencionados) foi de suma importância para a expansão das vendas nocomércio varejista, a partir de 2005. Mas como na economia “tudo tem o preço”, opreço pago pela expansão das vendas no comércio varejista foi o crescimento dainadimplência do Consumidor. Neste sentido o INEC (endividamento) cresceu 5,40%entre 2005 e 2011, registrando 106,70 pontos em 2011 (ver Gráfico 5). O INAD-C porsua vez, cresceu 62,63%, registrando 126,86 pontos em 2011 (gráfico 8).Gráfico 8 – INAD - CFonte: SERASA EXPERIAN (2011).Elaboração: Núcleo de Análise Conjuntural – IDESP O INEC (compra de bem de maior valor) por sua vez cresceu 9,72% registrando112,06 pontos em 2011(Gráfico 5). A melhoria no estado de confiança do consumidor(compra de bem de maior valor) decorre da política econômica adotada, atravésampliação e facilidade para a captação de crédito, impulsionando a demanda por crédito 25
  26. 26. por parte dos consumidores, e, por conseguinte, a ampliação dos gastos de consumo embens duráveis.2.1.5 Considerações finais e perspectivas do setor A junção destes fatores: estabilidade dos preços; queda na taxa de juros (selic);expansão no crédito; ganhos reais do salário mínimo; melhoria no estado de confiançado consumidor; aumento do número de postos no mercado de trabalho, em virtude docrescimento econômico, contribuíram para a recente expansão das vendas no comérciovarejista paraense, a partir de 2005, através do fortalecimento do mercado interno eamenizaram os efeitos da crise financeira mundial que assola as principais economiasmundiais. Em grande parte essa expansão na vendas deve-se a ampliação da capacidadede compra das classes C, D, E. As mudanças recentes no quadro econômico trouxeram questionamentos sobre ofuturo da economia mundial, brasileira. O debate conjuntural voltou a ser dominadopela questão da inflação em 2011. E não é para menos, visto que o aumento dos preços,especialmente de alimentos apresenta-se como um fenômeno mundial, comconseqüência desastrosas para os mais pobres. A alta da inflação tornou mais nebuloso o cenário econômico. Os bonsresultados auferidos no setor nos últimos anos (2005 a 2011) pode não seguir no mesmoritmo e patamar daqui para frente. Como resposta para conter a alta da inflação de 2,26% em 2010 (em relação aoano anterior), sendo a mesma 6,46%, o Banco Central resolveu em 2011 aumentar ataxa de juros em 0,87%, atingindo 9,86%. No entanto os reflexos dessa políticamonetária sobre o comércio varejista começam a ser sentida a partir de setembro de2011 com a redução de (1,11%) nas vendas. Neste contexto, o atual quadro econômico começa a ser preocupante, pois aexpansão do comércio é bastante robusta, ou seja, baseia-se no crescimento da renda ena expansão do crédito. 26
  27. 27. 3 PAINEL DE INDICADORES ESTATÍSTICOSQuadro 1 – Índice de volume de vendas no comércio varejista. Brasil, Região Norte e Pará. (Set/2010-Set/2011) Variável = Índice de volume de vendas no comércio varejista (Percentual) Tipos de índice = Variação mensal e acumulada de 12 meses Mês Brasil Região Norte Pará Var. mensal 11,97 26,33 11,16 set/10 Var. acumulada 10,69 19,47 13,21 Var. mensal 8,73 24,33 8,30 out/10 Var. acumulada 10,69 20,97 13,04 Var. mensal 9,89 23,01 11,04 nov/10 Var. acumulada 10,79 22,00 13,07 Var. mensal 10,24 21,90 9,88 dez/10 Var. acumulada 10,89 23,03 12,67 Var. mensal 8,25 22,40 9,54 jan/11 Var. acumulada 10,70 23,88 12,41 Var. mensal 8,47 13,91 10,24 fev/11 Var. acumulada 10,42 23,08 12,15 Var. mensal 3,97 7,50 4,56 mar/11 Var. acumulada 9,46 21,51 11,09 Var. mensal 10,21 11,47 12,84 abr/11 Var. acumulada 9,54 20,50 10,96 Var. mensal 6,26 8,79 3,23 mai/11 Var. acumulada 9,19 19,17 9,80 Var. mensal 7,07 9,20 10,69 jun/11 Var. acumulada 8,86 17,82 9,65 Var. mensal 7,11 10,33 8,37 jul/11 Var. acumulada 8,54 16,62 9,34 Var. mensal 6,19 10,50 9,96 ago/11 Var. acumulada 8,19 15,34 9,26 Var. mensal 5,28 4,75 5,47 Set/11 Var. acumulada 7,67 13,37 8,67Fonte: PMC/IBGE.Elaboração: Núcleo de Análise Conjuntural - IDESP. 27
  28. 28. Quadro 2 – Índice de volume de vendas no comércio varejista. Brasil, Região Norte (Unidade daFederação). (Set/2010-Set/2011) Variável = Índice de volume de vendas no comércio varejista da Região Norte (Número índice) Tipos de índice = Índice base fixa com ajuste sazonal (2003=100) Regiã Rondôni Amazona Roraim Tocantin Mês Brasil o Acre Pará Amapá a s a s Norteset/10 174,24 230,72 250,66 274,17 199,75 218,36 170,60 185,02 316,48out/10 174,44 227,08 252,84 274,11 198,24 199,12 172,00 178,63 315,81nov/10 175,51 226,42 251,18 278,02 199,32 180,68 172,00 184,68 319,03dez/10 175,8 228,84 252,60 288,44 197,46 185,98 173,00 180,87 323,55jan/11 178,07 233,38 258,68 290,77 203,31 210,14 175,04 181,86 313,89fev/11 178,25 235,51 260,27 287,53 201,35 198,76 174,30 190,70 335,67mar/1 180,08 234,01 257,13 281,38 201,70 195,20 176,72 178,85 347,08 1abr/11 179,82 236,07 250,77 289,33 202,17 194,43 179,43 180,22 356,12mai/11 181,24 235,66 264,94 289,65 201,75 192,60 175,93 173,18 351,60jun/11 181,77 239,33 267,63 276,47 204,08 194,08 180,63 191,16 361,24jul/11 184,29 243,72 277,30 290,98 202,49 202,49 183,42 176,46 373,47ago/11 182,88 245,74 269,89 293,81 206,09 212,71 183,51 182,58 371,56set/11 183,93 243,53 267,78 287,16 199,70 219,77 181,47 184,44 364,38Fonte: PMC/ IBGE.Elaboração: Núcleo de Análise Conjuntural - IDESP.Quadro 3 – INEC, IDC-PJ, IDC-PF, INAD-PJ, INAD-PJ. (Set/2010-Set/2011) Variável = Índice das variáveis INEC, IDC-PJ, IDC-PF, INAD-PJ e INAD-PF, avaliadores do comércio varejista (Número índice) Tipos de índice = Variação dos últimos 12 meses Mês INEC IDC-PJ IDC-PF INAD-PJ INAD-PF set/10 118,32 105,09 121,42 92,55 111,69 out/10 120,65 100,47 117,52 91,60 113,74 nov/10 119,07 103,74 124,83 97,17 117,74 dez/10 117,11 97,81 126,75 99,79 119,07 jan/11 115,31 98,43 118,21 101,74 115,14 fev/11 115,08 103,61 116,84 101,58 112,50 mar/11 114,49 105,07 123,49 112,58 116,49 abr/11 112,02 99,67 119,85 108,18 118,24 mai/11 112,13 110,04 133,32 116,90 127,92 jun/11 111,80 106,62 129,35 111,98 133,99 jul/11 113,24 110,26 127,79 117,07 137,83 ago/11 111,98 117,09 138,1 119,24 141,98 set/11 112,4 109,2 123,3 116,8 137,7Fonte: CNI, SERASA Experian.Elaboração: Núcleo de Análise Conjuntural - IDESP. 28
  29. 29. Quadro 4 – Emprego no comércio varejista. ((Set/2011), (Acumulado do ano) (Em 12 meses)) Emprego no comércio varejista set/11 Unidades Total admis. Total deslig. Saldo Var.% empregoBrasil 344.140 309.375 34.765 0,51Norte 17.025 14.805 2.220 0,64Rondônia 3.799 3.208 591 1,03Acre 862 736 126 0,75Amazonas 2.931 2.650 281 0,44Roraima 611 416 195 1,71Pará 6.557 5.722 835 0,56Amapá 948 773 175 0,97Tocantins 1.317 1.300 17 0,05 Acumulado do ano Unidades Total admis. Total deslig. Saldo Var.% empregoBrasil 3.149.849 2.958.053 191.796 2,86Norte 159.802 147.040 12.762 3,68Rondônia 33.576 31.354 2.222 3,92Acre 7.672 7.215 457 2,7Amazonas 30.323 27.889 2.434 3,82Roraima 6.331 5.744 587 5,23Pará 59.219 53.357 5.862 4,01Amapá 8.569 7.949 620 3,48Tocantins 14.112 13.532 580 1,69 Em12 meses Unidades Total admis. Total deslig. Saldo Var.% empregoBrasil 4.254.171 3.829.185 424.986 6,56Norte 216.252 190.852 25.400 7,35Rondônia 43.928 40.429 3.499 6,32Acre 10.666 9.655 1.011 6,18Amazonas 41.939 36.330 5.609 9,26Roraima 9.177 7.847 1.330 12,68Pará 79.805 69.035 10.770 7,62Amapá 11.428 10.127 1.301 7,59Tocantins 19.309 17.429 1.880 5,70Fonte: MTE - CAGED.Elaboração: Núcleo de Análise Conjuntural – IDESP 29
  30. 30. REFERÊNCIASBANCO CENTRAL DO BRASIL. Taxa Selic. 2011. Disponível em:<http://www.bcb.gov.br/?SELICMES> Acesso em: 10 set. 2011.BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Programa de disseminação deEstatística do trabalho. 2011. Disponível em: <http://www.mte.gov.br/pdet/index.asp>Acesso em: 11 set. 2011.______. Evolução de Emprego do CAGED. 2011. Disponível em:<http://www.mte.gov.br/pdet/pages/consultas> Acesso em: 11 set. 2011.______. Emprego e Renda: Salário Mínimo. 2011. Disponível em:<http://www.mte.gov.br/pdet/pages/consultas> Acesso em: 11 set. 2011.CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS INDÚSTRIAS. Metodologia do ÍndiceNacional de Expectativas do Consumidor. Abr. 2011. Disponível em:<http://www.cni.org.br/portal/> Acesso em: 10 set. 2011.______. Índice Nacional de Expectativas do Consumidor. 2011. (Série Histórica).Disponível em: < http://www.cni.org.br/portal/> Acesso em: 11 set. 2011.IBGE. Sistema IBGE de recuperação Automática SIDRA, 2011. Disponível em:<http://www.sidra.ibge.gov.br/bda/> Acesso em: 11 set. 2011.KEYNES, J. A. A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda. São Paulo: editoraNova Cultura, 1936.NERI, Marcelo C. A Nova Classe Média: O Lado Brilhante dos Pobres. Rio deJaneiro: FGV; CPS: 2010.SERASA. Indicador Serasa Experian de Perspectiva: Objetivo, Metodologia ePrincipais Resultados. 2011. Disponível em: <http://www.serasaexperian.com.br/>Acesso em: 10 set. 2011. 30
  31. 31. ______. Indicador Serasa Experian de Demanda dos Consumidores por Crédito:Região Norte. 2011. Disponível em: < http://www.serasaexperian.com.br/> Acesso em:10 set. 2011.______.Indicador Serasa Experian de Demanda das Empresas por Crédito: RegiãoNorte. 2011. Disponível em: < http://www.serasaexperian.com.br/> Acesso em: 10 set.2011.______.Indicador Serasa Experian de Inadimplência dos Consumidores porCrédito: Região Norte. 2011. Disponível em: < http://www.serasaexperian.com.br/>Acesso em: 10 set. 2011.SIMÕES, Jorge Eduardo Macedo. Índice de Confiança do Consumidor daMicrorregião Belém – ICC. 2008. 92 p. Trabalho de conclusão de curso (graduaçãoem Ciências Econômicas) – Centro de Estudos Sociais Aplicados, Universidade daAmazônia, Belém, 2008. 31

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