Aula 4 - Marcos

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Aula 4 - Marcos

  1. 1. RELATIVAMENTE POUCO É CONHECIDO SOBRE O AUTOR DESTE EVANGELHO • Em nenhum lugar do livro é mencionado o nome do autor. • Poucas passagens dão pistas sobre seus interesses e personalidade. • Talvez o jovem que sai desnudo do Getsêmani quando Jesus foi preso (Marcos 14:51-52). Mas isso põe em dúvida que ele não foi testemunha ocular, com forme afirma Papias. ORIGEM
  2. 2. A TRADIÇÃO IDENTIFICA O AUTOR COMO SENDO JOÃO MARCOS, MEMBRO DE UMA FAMÍLIA CRISTÃ DE JERUSALÉM. • Ele era filho de Maria, amiga dos apóstolos, que é mencionada em Atos 12. • A oração pela libertação de Pedro foi na casa dela (At 12:12). • Possivelmente sua casa fosse o quartel general dos líderes cristãos em Jerusalém, já que Pedro saiu da prisão e foi diretamente para lá.
  3. 3. Talvez a última ceia tenha sido no “andar superior” (Mc 14:15) desta casa e também a reunião no dia de Pentecostes (At 2:2). Se estas hipóteses são corretas, Marcos era familiarizado com os líderes da Igreja deste o princípio. Sua mãe era uma mulher de posses, pois tinha uma casa grande (muita gente estava reunida) e possuía servos (At 12:13).
  4. 4. MARCOS FOI INTRODUZIDO NO MINISTÉRIO POR BARNABÉ. Após a visita a Jerusalém (At 11:30), Barnabé e Paulo o levaram para Antioquia (At 12:25) Marcos acompanhou os dois na primeira viagem missionária (At 13:5). Mas os abandonou e voltou para Jerusalém, depois que partiram de Chipre.
  5. 5. Quando Barnabé e Paulo voltaram para Antioquia, depois do Concílio de Jerusalém, Barnabé quis levar Marcos na nova viagem, mas Paulo não aceitou porque ele os havia abandonado (At 15:37- 39). Barnabé e Paulo se desentenderam e se separaram. Barnabé e Marcos foram para Chipre, e Paulo conseguiu outro assistente e foi para a Ásia.
  6. 6. APÓS ESSA SEPARAÇÃO, PROVAVELMENTE EM 50 DC, MARCOS DESAPARECE DO NOVO TESTAMENTO E REAPARECE DEPOIS DE DEZ ANOS. Marcos reaparece em Roma, com Paulo (Colossenses 4:10). Alguns anos depois Paulo o caracteriza como sendo “útil para mim no ministério” - II Tm 4:11. É bem provável que na mesma época ele mantivesse ligações com Pedro (I Pe 5:13).
  7. 7. A tradição, confirmada pelo escritor cristão Eusébio, diz que Marcos fundou a igreja de Alexandria. Inquestionavelmente ele esteve na Igreja desde o princípio e foi uma testemunha ativa desde Jerusalém até Roma, entre os anos 30 e 65 DC.
  8. 8. AUTORIA • As testemunhas mais antigas do Evangelho de Marcos geralmente o conectam com a pregação de Pedro e Paulo em Roma na sétima década do primeiro século. • Eusébio (375 DC), citando Papias (cerca de 115 DC), disse que Marcos não ouviu ou seguiu Jesus, mas escreveu seu Evangelho registrando o que Pedro lhe dizia, quando estava em sua companhia. • Eusébio cita também Clemente de Alexandria (c. 180 AC) ao dizer que os ouvintes de Pedro persuadiram Marcos a deixar um registro escrito da doutrina que Pedro tinha comunicado oralmente, e que Pedro autorizou que o Evangelho foi lido nas igrejas.
  9. 9. AUTORIA • Alega-se que Origem (c. 225 AC), sucessor de Clemente, tenha dito que Marcos escreveu seu Evangelho conforme Pedro lhe explicou. • Irineu confirmou esta tradição dizendo que “após a morte de Pedro e Paulo, Marcos nos transmitiu por escrito coisas pregadas por Pedro”. • Pode haver questionamento sobre a confiabilidade destas tradições, já que não são do primeiro século, mas é notável que todas concordam com a autoria de Marcos e o conectam à pregação de Pedro.
  10. 10. AUTORIA • O prólogo anti-Marcionita a Marcos e a Irineu (ambos c. 180 DC) concordam que o Evangelho foi escrito após a morte de Pedro, presumivelmente entre 65 e 68 DC, enquanto Clemente e Origem indicam que o Evangelho foi escrito durante a vida de Pedro e autorizado por ele. Mas de qualquer maneira, é certo que o Evangelho foi escrito por um homem que conheceu parte dos apóstolos e que teve um longo e direto contato com a pregação deles.
  11. 11. A INFLUÊNCIA DE PEDRO  Marcos (João Marcos) não foi um dos doze apóstolos, mas discípulo destes: trabalhou na pregação com Pedro, que o chama de seu filho (1Pd 5:13) talvez porque o tenha batizado. Foi companheiro de Paulo na 1ª viagem missionária (At 13:5-13) e na prisão romana (Col 4:10; 2Tim 4:11).
  12. 12. A INFLUÊNCIA DE PEDRO A tradição da Igreja (Pápias e Clemente de Alexandria) atribui o Evangelho a Marcos. “E o presbítero costumava dizer isto: Marcos tornou-se intérprete [hermêneutes] de Pedro e escreveu com exatidão tudo aquilo de que ele se lembrava, é verdade que não em ordem, das coisas ditas ou feitas pelo Senhor. Pois ele não tinha ouvido o Senhor nem havia-o seguido, mas mais tarde, de acordo com o que eu disse, seguiu Pedro, que costumava ministrar ensino conforme se tornava necessário,
  13. 13. A INFLUÊNCIA DE PEDRO ...mas não organizado, por assim dizer, os pronunciamentos do Senhor, de sorte que Marcos nada fez de errado ao pôr por escrito fatos isolados à medida que se lembrava deles. De uma coisa ele cuidou: não deixar de fora nada do que ouvira e não fazer nenhuma afirmação falsa.” (H.E. 3.39.15 – História Eclesiástica de Eusébio, escrita em 325.
  14. 14. A INFLUÊNCIA DE PEDRO DESSA DECLARAÇÃO SURGEM TRÊS AFIRMAÇÕES IMPORTANTES ACERCA DO EVANGELHO DE MARCOS:  Marcos escreveu o evangelho que, nos dias de Eusébio, era identificado com esse nome.  Marcos não foi uma testemunha ocular, mas obteve informações com Pedro. Possivelmente um tradutor de Pedro (do aramaico para o grego).
  15. 15. A INFLUÊNCIA DE PEDRO  Falta “ordem” ao evangelho de Marcos, o que reflete a natureza esporádica da pregação de Pedro. Possivelmente faltava uma sequência cronológica ou retórico-artística. Comparando-se a pregação de Pedro em Atos 10:34-43 com o Evangelho de Marcos vemos que a passagem de Atos se assemelha ao esboço do conteúdo do Evangelho, o que pode ser uma evidência de que Marcos escreveu a partir das pregações de Pedro.
  16. 16. AINFLUÊNCIADEPEDRO PARALELOS ENTRE A PREGAÇÃO DE PEDRO (ATOS 10:36-40) E O EVANGELHO DE MARCOS “evangelho" (v. 36) "princípio do evangelho" (1:1) "Deus ungiu a Jesus de Nazare com 0 Espirito Santo" (v. 38) a vinda do Espírito sobre Jesus (1:10) “tendo começado desde a Galileia" (v. 37) O ministério na Galileia (1:16- 8:26) “[Jesus] andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo" (v. 38) O ministério de Jesus concentra- se em curas e expulsões de demônios “nós somos testemunhas de. Tudo o que ele fez[...] em Jerusalém" (v. 39) O ministério em Jerusalém (caps. 11-14) “ao qual também tiraram a vida, pendu-rando-o no madeiro" (v. 39) Destaque a morte de Cristo (cap.15) “a este ressuscitou Deus no terceiro dia" v.40) "ele ressuscitou, não está mais aqui" (16:6)
  17. 17. CONTEÚDO • O Evangelho de Marcos é uma narrativa histórica sobre a pessoa e o trabalho do Senhor Jesus Cristo. • Não pode ser considerado uma biografia, já que não discute a genealogia, a infância, o nascimento, a educação ou a família do personagem principal, e nem se foca em nenhuma fase específica de sua vida. • Ele apresenta, em sucessão estreita, provavelmente em ordem cronológica, uma série de episódios da vida de Jesus, com alguns detalhes sobre sua última semana na Terra.
  18. 18. CONTEÚDO A narrativa é objetiva, sem muitos comentários. • Se os doze últimos versículos do Evangelho (que alguns historiadores dizem que não foram escritos por Marcos) não aparecessem no texto, a história terminaria de maneira abrupta. • É o Evangelho do Filho de Deus - Marcos chama Cristo de “Filho de Deus” do princípio ao fim. • Não faz comentários teológicos - apenas narra os fatos de maneira simples.
  19. 19. CONTEÚDO • Dá ênfase aos sentimentos de Cristo: ira (Mc 3:5); fora de si (3:21); admirava-se (6:6). • O texto é breve, curto e forte. Parece que a redação de Marcos seguiu uma das normas romanas: “Palavras poucas e breves; atos, porém, fortes e incisivos”. Assim é o Cristo de Marcos. • Ela apresenta uma série de momentos da vida de Jesus sem uma forte continuidade entre eles. Contudo, Marcos apresenta um entendimento satisfatório da pessoa de Jesus e seu trabalho quando a impressão total destes episódios é colocada em conjunto.
  20. 20. CONTEÚDO O assunto do Evangelho é adequadamente apresentado no versículo de abertura “Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, o Filho de Deus”. •A pessoa de Jesus domina a narrativa. Seu trabalho é a principal fonte de interesse, e sua morte e ressurreição trazem a história a um clímax emocionante.
  21. 21. CONTEÚDO • Nenhuma tentativa é feita para esconder ou exagerar o elemento sobrenatural na vida de Jesus. • Os milagres estão quase sempre conectados com alguma necessidade humana e eram realizados para o socorro de alguma emergência, e não eram realizados por exibicionismo.
  22. 22. CONTEÚDO • Há um calmo e constante progresso da parte de Jesus em direção ao objetivo definido por ele mesmo, e existe mais de uma pista do surpreendente desfecho da ressurreição (8:31, 9:31, 10:34). • No fim é deixada ao leitor a decisão com relação à personalidade que é retratada como homem, como também mais do que homem.
  23. 23. CONTEÚDO HUMANIDADE DE JESUS • O Evangelho de Marcos tem como finalidade principal mostrar Jesus como o Filho de Deus (Mc 1:1; 15:39), mas é o evangelho que salienta com mais ênfase a natureza humana de Jesus. Assim, podemos verificar uma série de sentimentos humanos de Jesus que Marcos salienta: • Mc 6:34 “Assim que ele desembarcou, viu uma grande multidão e ficou tomado de compaixão por eles, pois estavam como ovelhas sem pastor.” • Mc 7:34 “Depois, os olhos para o céu, gemeu, e disse: ‘Effatha’ que quer dizer ‘Abre-te’”
  24. 24. CONTEÚDO • Mc 10:21 “Fitando-o, Jesus o amou e disse: ‘Uma só coisa te falta: vai, vende o que tens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me’” • Mc 11:15 “(...) E entrando no Templo, ele começou a expulsar os vendedores e os compradores que lá estavam...”; • Mc 14:33 “E, levando consigo Pedro, Tiago e João, começou a apavorar-se e a angustiar- se”
  25. 25. DATA E LOCAL • Pela análise dos fatos e considerações anteriores, é pouco provável que o Evangelho tenha sido escrito depois de 70 DC. • As evidências internas do Evangelho se encaixam à tradição que diz que o Evangelho foi escrito em Roma. • Se é certo que o Evangelho foi escrito na sétima década (entre 61 e 70 DC), ele foi direcionado aos cristãos que sofriam a perseguição de Nero (64 DC) e por isso há uma certa ênfase no sofrimento de Cristo (Mc 1:13, 8:31, 9:31, 10:33-34), o que serviria de modelo aos seus discípulos. • O Evangelho de Marcos é conciso e claro, um estilo que atrairia a mente romana, que era impaciente para abstrações e literatura intrincadas.
  26. 26. DATA E LOCAL • Há muitos latinismos em Marcos. No texto em grego há muitas palavras em latim, sendo que existiam palavra equivalentes em grego. Provavelmente tais palavras e expressões em latim eram mais familiares a ele. O evangelho de Marcos é o mais primitivo e sua redação deve ter ocorrido por volta do ano de 65 d.C. aproximadamente, e provavelmente em Roma, pois utiliza muitas expressões latinas, chegando mesmo a nomear uma moeda de uso corrente em Roma (Mc 12:42 “quadrante”). É unânime que os destinatários do escrito de Marcos deve ter sido a comunidade de Roma devido aos inúmeros latinismos utilizados.
  27. 27. DATA E LOCAL • O Evangelho dá pouca ênfase à Lei e aos costumes judaicos, e quando eles aparecem, são explicados com mais detalhes do que nos outros sinóticos. • Ainda que não tenha sido escrito em Roma, este Evangelho foi direcionado para o leigo não evangelizado de mentalidade romana prática.
  28. 28. DATA E LOCAL  O TEXTO DE MARCOS MOSTRA CLARAMENTE UM JUDEU ESCREVENDO PARA NÃO JUDEUS. O AUTOR TEM TOTAL CONHECIMENTO DAS TRADIÇÕES ISRAELITAS, EXPLICANDO AOS LEITORES TODOS OS TERMOS JUDEUS: 1. Os rituais de mãos, taças, jarros, pratos etc.: “De fato, os fariseus, bem como todos os judeus, não comem sem ter lavado cuidadosamente as mãos, por apego à tradição dos antigos; ao voltar do mercado, eles não comem sem antes ter feito abluções; e há muitas outras práticas tradicionais a que estão apegados: lavagens rituais, das taças, dos jarros, e dos pratos.” (Mc 7:3-4). 1. Datas judaicas (Mc 14:12): “No primeiro dia dos Pães sem fermento, em que se imolava a Páscoa, seus discípulos lhe disseram: Onde queres que vamos fazer os preparativos para que tu comas a Páscoa?”
  29. 29. DATA E LOCAL 3. Palavras, explicando o seu significado : “... e João, irmão de Tiago - e deu-lhes o apelido de Boanerges, filhos do trovão -”(Mc 3:17). “... toma a mão da criança e lhe diz: Talítha Koum, que significa: Menina, eu te digo, levanta-te” (Mc 5:31). “A seguir, erguendo o olhar para o céu, suspirou. E disse-lhe: Ephphata, isto é: Abre- te”(Mc 7:34). “Dizia: Abba, Pai, tudo é possível, afasta de mim essa taça”(Mc 14:36). “E às três horas Jesus gritou com voz forte: Eloí, Eloí, lama sabachthani?, que significa: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”(Mc 15:34).
  30. 30. • João Batista Prepara o Caminho do Senhor (1:1-8) • Jesus é Batizado e Tentado (1:9-13) • Jesus Começa Seu Ministério e Chama os Primeiros Discípulos (1:14-20) • Jesus Realiza Vários Milagres na Galiléia (1:21-45) • Jesus Cura um Paralítico em Cafarnaum (2:1- 12) • Jesus Chama os Doentes (2:13-17) • Jesus Responde a uma Pergunta sobre o Jejum (2:18-22) • Jesus Discute o Sábado com os Fariseus (2:23- 28) • Jesus Cura a Mão de um Homem no Sábado (3:1-6) • A Fama de Jesus Cresce por causa dos seus Milagres (3:7-12) • Jesus Escolhe os Doze Apóstolos (3:13-19) • Jesus Responde aos Escribas sobre seu Poder para Expulsar Demônios (3:20-35) • Jesus Ensina pela Parábola do Semeador (4:1- 20) • Jesus Continua a Ensinar por Parábolas (4:21- 34) • Jesus Acalma uma Tempestade no Mar da Galiléia (4:35-41) • Jesus Expulsa Demônios de um Geraseno (5:1-14) • Os Gerasenos Pedem que Jesus Saia da Terra deles (5:15-20) • Jairo Pede a Jesus que Ele Cure sua Filha (5:21-24) • No Caminho, Jesus Cura uma Mulher (5:25- 34) • Jesus Ressuscita a Filha de Jairo (5:35-43) • Jesus é Rejeitado na sua Terra (6:1-6) • Jesus Envia os Apóstolos para Pregar (6:7-13) • João Batista Morre (6:14-29) • Jesus Multiplica os Pães e os Peixes (6:30-44) • Jesus Ora num Monte e Anda sobre o Mar (6:45-56) • Jesus Avisa sobre a Contaminação das Tradições Humanas (7:1-23) • Jesus Realiza Milagres nas terras de Tiro e Decápolis (7:24-37) • Jesus Multiplica os Pães e os Peixes pela Segunda Vez (8:1-10) • Jesus Fala do Perigo da Doutrina dos Fariseus (8:11-21)
  31. 31. • Jesus Cura um Cego em Betsaida (8:22-26) • Pedro Mostra Fé, mas Tropeça por causa da Cruz (8:27-33) • Jesus Ensina sobre a Cruz do Discípulo Verdadeiro (8:34-9:1) • Jesus é Transfigurado diante de Três dos Apóstolos (9:2-8) • Jesus Responde a uma Pergunta sobre Elias (9:9-13) • Jesus Expulsa o Demônio de um Jovem (9:14- 29) • Os Discípulos Não Entendem a Missão nem o • Reino de Jesus (9:30-37) • Jesus Adverte sobre Tropeços (9:38-50) • Jesus Responde a Perguntas sobre o Divórcio (10:1-12) • Jesus Ensina sobre a Necessidade da Humildade e o Perigo das Riquezas (10:13-31) • Os Discípulos Ainda Não Entendem a Missão nem o Reino de Jesus (10:32-45) • Jesus Cura Bartimeu em Jericó (10:46-52) • Jesus Entra Triunfalmente em Jerusalém (11:1-11) • Jesus Amaldiçoa uma Figueira (11:12-14) • Jesus Purifica o Templo (11:15-19) • Jesus Fala do Poder da Fé (11:20-26) • Jesus Responde à Pergunta dos Líderes dos Judeus sobre sua Autoridade (11:27-33) • Jesus Dá a Parábola dos Maus Lavradores (12:1-12) • Jesus Responde às Ciladas dos Judeus em Jerusalém (12:13-34) • Jesus Mostra os Erros dos Escribas (12:35-40) • Jesus Usa uma Viúva Pobre como Exemplo Bom (12:41-44) • Jesus Prediz a Destruição do Templo (13:1-31) • Jesus Fala da Importância de Vigiar com Esperança à Sua Volta (13:32-37) • A Morte de Jesus se Aproxima (14:1-11) • Jesus Participa da Páscoa com os Discípulos • (14:12-31) • Jesus Ora no Getsêmani (14:32-42) • Jesus é Preso (14:43-52) • Jesus é Condenado à Morte pelo Sinédrio (14:53-65) • Pedro Nega a Jesus Três Vezes (14:66-72) • Jesus é Condenado à Morte por Pilatos (15:1- 15)
  32. 32. Jesus é Crucificado (15:16-41) Jesus é Sepultado (15:42-47) Jesus Ressuscita (16:1-8) Jesus Aparece aos Seus Seguidores (16:9-18) Jesus Sobe ao Céu e os Apóstolos Começam seu Trabalho (16:19-20) As Palavras de Jesus na Cruz "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lucas 23:34) "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso" (Lucas 23:43) "Mulher, eis aí teu filho. . . . Eis aí tua mãe" (João 19:26-27) "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Marcos 15:34) "Tenho sede" (João 19:28) "Está consumado" (João 19:30) "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito" (Lucas 23:46)
  33. 33. ÊNFASE COMO JÁ FOI OBSERVADO, MARCOS É UM EVANGELHO DE AÇÃO. • Ele não possui prólogo, exceto pelo título (1:1). • Citações diretas do Velho Testamento com o propósito de interpretação profética são muito poucas, embora haja muitas citações e alusões. • De setenta parábolas e passagens parabólicas dos Evangelhos, Marcos possui somente dezoito, sendo que alguns deles são apenas uma sentença.
  34. 34. ÊNFASE Pelo seu tamanho, no entanto, Marcos dá mais espaço para os milagres do que qualquer outro Evangelho, pois ele registra dezoito de um total possível de trinta e cinco. Lucas, por exemplo, em noventa e uma páginas do texto em grego, narra somente vinte milagres, enquanto os dezoito de Marcos estão em cinqüenta e três páginas de texto em grego.
  35. 35. ÊNFASE De maneira geral, Marcos estava mais interessado em fatos do que em especulação. Marcos é um Evangelho de reações pessoais. •Durante todo o texto são registradas as reações da audiência de Jesus. Eles eram surpresos (1:27), críticos (2:7), com medo (4:41), confusos (6:14), espantados (7:37), amargamente hostis (14:1). Existem pelos menos vinte e três referências como estas.
  36. 36. ÊNFASE • Ao lado destas notas incidentais de reação popular há muitos registros de entrevista com Jesus e mesmo observações de seus gestos pessoais – 3:5, 5:41, 7:33, 8:23, 9:27, 10:16.
  37. 37. ÊNFASE Todos estes toques e outros fazem de Marcos um Evangelho vívido. •Há cento e cinqüenta e um usos do tempo presente do verbo e muitos usos do pretérito imperfeito, o que demonstra ações em progresso e não simplesmente eventos que aconteceram e terminaram – 1:12, 2:4, 3:11, 4:37, 6:39. •O estilo de escrita mostra inquestionavelmente o testemunho oral de uma testemunha ocular que estava contando exatamente o que viu, como se aquilo o afetasse e aos outros.
  38. 38. ÊNFASE O propósito do Evangelho parece ser primeiramente evangelístico. • Ele procura trazer ao público a pessoa e o trabalho do Cristo diante do público como uma nova mensagem, sem assumir muito conhecimento de teologia ou do Velho Testamento por parte do leitor. • Seus contos breves, suas aplicações pontuais da Verdade são justamente o que um pregador de rua usaria para falar do Cristo para uma população promíscua. • Embora não tenha um estilo literário ele é integrado pela pessoa de quem ele fala, e dá um quadro do Cristo que é factual e inescapável.
  39. 39. PERSONAGENS Marcos não se especializa em passagens com personagens, embora muitas das personalidades em suas páginas sejam desenhadas de maneira mais aguda do que em Mateus. O homem jovem no jardim que escapou dos soldados (14:51-52), Alexandre e Rufus (15:21) e o leproso Simão (14:3) são mencionados como se fossem conhecidos por Marcos e pelos leitores.
  40. 40. PERSONAGENS A alusão a Alexandre e Rufus é particularmente intrigante, pois ela implica que os leitores de Marcos conheciam estes homens e eram seus contemporâneos. •Se este Rufus for o mesmo citado em Romanos 16:13, a escrita de Marcos sendo entre 56 e 66 DC e sendo em Roma podem ser confirmadas.
  41. 41. PERSONAGENS Marcos, contudo, não menciona tantos personagens quanto Lucas, nem os usa como padrões na mesma extensão que Lucas e João. •Ele parece estar mais interessado no progresso de sua história do que na análise individual de personagens. •A citação dos nomes destes personagens sugere que mais tarde eles podem ter se tornado celebridades na comunidade cristã antes da escrita do Evangelho.
  42. 42. O SEGREDO MESSIÂNICO • É singular do texto evangélico de Marcos a temática do “segredo messiânico”; este tema não é abordado por nenhum dos outros evangelistas. No que consiste este segredo? • Após cada ação de Jesus, nos milagres, ele recomenda às pessoas que vão se apresentar aos sacerdotes, que eram as pessoas que deveriam atestar a cura, mas proíbe que revelem que foi ele o autor de tal feito. Até mesmo quando Jesus expulsa demônios, (aos demônios 1:25,34; 3:12; aos curados (1:44; 5:43; 7:36; 8:26; e aos discípulos 8:30; 9:9) os proíbe de revelar sua identidade divino-messiânica.
  43. 43. O SEGREDO MESSIÂNICO • A explicação para esta recomendação é a seguinte: no conceito e mentalidade da época a palavra messias, tinha também a conotação de um “ungido” de Deus para efetuar a libertação do jugo romano, dando um caráter político-social para a messianidade de Jesus. Além disto, os contemporâneos de Jesus, incluindo seus adeptos não entendiam que Jesus deveria sofrer a morte na cruz, causando assim confusão. Ora, que messias é este que sofrerá e morrerá na cruz? • A reflexão final só é elaborada e compreendida após a experiência da ressurreição de Jesus.
  44. 44. O SEGREDO MESSIÂNICO • Alguns extremistas concluem que Marcos utiliza-se deste “segredo” para justificar o fato de que Jesus ainda não tinha consciência de seu messianismo e que somente após sua ressurreição ele assumiu plenamente ser o Messias. Todavia, ao menos quatro textos em Marcos contrariam abertamente esta interpretação (8:27-29; 10:46-52; 11:1-11; 14:62).
  45. 45. • O “segredo messiânico” é, portanto, uma construção do evangelista para que seus leitores possam ver o Evangelho de forma gradual e perceberem as implicações que envolvem o fato de Jesus ser o Messias e de se crer nele. • É por esta razão que após a ressurreição o segredo já não precisa mais ser mantido O SEGREDO MESSIÂNICO

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