Memória e Aprendizado

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Seminário de fisiologia apresentado no dia 24 de abril de 2015 sobre Memória e Aprendizado.

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Memória e Aprendizado

  1. 1. Memória e Aprendizado Disciplina: Fisiologia Humana I Orientadora: Profª Aurea Couto Alunas: Bruna Campos, Gabriela Pimenta, Hortência Gomes, Isabela Gontijo, Isabella Brum, Jéssica Marques Rebeca Furtado Centro Universitário de Belo Horizonte Faculdade de Medicina
  2. 2. Memória • Capacidade de um organismo alterar seu comportamento em decorrência de experiências prévias. Aprendizado • É uma modificação relativamente estável do comportamento ou do conhecimento, que resulta do exercício, experiência, treino ou estudo. Memória x Aprendizado
  3. 3. Anatomia Fisiológica do Córtex Cerebral I. Camada Molecular II. Camada Granular Externa III. Camada de Células Piramidais IV. Camada Granular Interna V. Camada das Grandes Células Piramidais VI. Camada de Células Fusiformes ou polimórficas GUYTON & HALL, Tratado de Fisiologia Médica, 12ª Edição.
  4. 4. Relações Anatômicas e Funcionais do Córtex Cerebral com o Tálamo • Quando o tálamo é danificado juntamente com o córtex, a perda da função cerebral é muito maior do que quando apenas o córtex é danificado.​ • Conexões talâmicas cortadas = área cortical correspondente comprometida.​ • Sistema talamocortical http://www.psiquiatriageral.com.br/psicossomatica/imagens/neuro_ue.jpg http://www.liquidarea.com/wp-content/uploads/2010/08/thalamus.jpg
  5. 5. • Áreas de Associação Funções de Áreas Corticais Específicas http://www.psiquiatriageral.com.br/psicossomatica/neuro3.htm
  6. 6. • Área de Associação Pré-frontal • “Memória de Trabalho” • Planejamento motor • Processos mentais da razão • Área de Broca Áreas associativas
  7. 7. • Circuito neural necessário para formação da palavra. • Área pré-motora da fala: Planejamento dos padrões motores para expressão da palavra e frases curtas. • Estreita associação com a Área de Wernicke (compreensão da linguagem). Área de Broca http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.elementos.buap.mx/num91/
  8. 8. • “Memória de trabalho”: • Manter presente, simultaneamente, diversos fragmentos de informações, sequencialmente apresentados, e resgatar essa informação, assim que ela for necessária. • Combinando todos os fragmentos temporários de memória de trabalho, temos capacidade de: Memória de Trabalho Retardar a ação em resposta a sinais sensoriais, até decidir qual a melhor forma de resposta Considerar as consequências de ações motoras, antes de serem executadas Correlacionar vias e informações Planejar o futuro Fazer prognósticos Controlar atividades, de acordo com as leis morais
  9. 9. Lesões na Área Associativa Pré-frontal • Perda da capacidade de resolver problemas complexos; • Incapacidade de realizar diversas tarefas ao mesmo tempo e sequenciais; • Nível de agressividade diminuída e em geral, perda de ambição; • Respostas sociais inapropriadas; • Incapacidade de acompanhar longos raciocínio; • Alteração de humor frequente; • Padrões motores sem propósito. http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.jobairubiratan.com.br//
  10. 10. • Emoções Aprendizado • Ativação de outras áreas do encéfalo. Área de Associação Límbica
  11. 11. 1. Análise das coordenadas espaciais do corpo; 2. Área para compreensão da linguagem (Wernicke); 3. Área para o processamento inicial da linguagem visual (leitura); 4. Área para nomeação de objetos. Área associativa parieto-occiptotemporal
  12. 12. • Área interpretativa geral, área gnóstica, área de conhecimento, área associativa terciaria. • Associação do lobo temporal, occipital, parietal. • Papel mais importante de todo o córtex cerebral: Inteligência. • Reativar padrões complicados de memória. • Experiências sensoriais são convertidas em em seu equivalente linguístico antes de ser armazenado nas áreas de memória. Área de Wernicke
  13. 13. • Prosefonosia • Incapacidade de reconhecer faces. • Dano: superfícies inferiores mediais de ambos os lados occipitais, conjuntamente com as superfícies médio-ventrais dos lobos temporais. Área para reconhecimento de faces
  14. 14. • Hemisfério esquerdo dominante (95%). • Funções interpretativas gerais: fala e controle motor. • Área de Wernicke é 50% maior no hemisfério esquerdo que no direito em neonatos. • Se o lado esquerdo for lesado, lado oposto desenvolve características dominantes. Hemisfério Dominante
  15. 15. Teoria da dominância Atenção mental parece ser direcionada a um pensamento principal por vez; Devido ao fato do lobo temporal posterior esquerdo ser ligeiramente maior que o direito, ele começa a ser usado em maior grau; A tendência de direcionar a atenção para à região mais desenvolvida, faz com que a intensidade do aprendizado seja maior do lado esquerdo.
  16. 16. • Entender e interpretar música. • Experiências visuais não verbais. • Relações espaciais entre a pessoa e seus arredores. • Linguagem corporal. • Entonação de voz. • Experiências somáticas relacionadas ao uso de membros e mãos. Funções do Córtex Parieto-occiptotemporal no Hemisfério não Dominante http://www.google.com.br/url?sa=i&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved= 0CAgQjRw&url=http%3A%2F%2Famavc.com.br%2Fentendendo-o- funcionamento-do-cerebro
  17. 17. • Aspectos sensoriais da comunicação Aspectos aferentes da linguagem Entender a palavra falada e a palavra escrita interpretar pensamentos AFASIA DE WERNICKE Lesão grande na área de Wernicke: totalmente incapacitado para compreensão da linguagem ou comunicação AFASIA GLOBAL Entendendo melhor a função do cérebro na comunicação: um breve resumo
  18. 18. • Aspectos motores da comunicação -> aspectos eferentes da linguagem O processo mental da fala envolve: (1) Formação dos pensamentos, escolha das palavras (2) Controle motor da vocalização e o ato de vocalizar em si mesmo Perda da área de Broca AFASIA MOTORA Entendendo melhor a função do cérebro na comunicação: um breve resumo
  19. 19. https://books.google.com.br/books?id=vFlJYPy Entendendo melhor a função do cérebro na comunicação: um breve resumo
  20. 20. Experimento: (1) Macaco tem seu corpo caloso seccionado, dividindo o quiasma óptico longitudinalmente. (2) Ensina-se ao macaco a reconhecer diferentes objetos no olho direito (olho esquerdo coberto). (3) O olhos direito é coberto, testa-se se o olho esquerdo é capaz de reconhecer os mesmos objetos. (4) O olho esquerdo NÃO pode reconhecer os objetos. Função do corpo caloso e comissura anterior (pensamentos, memórias, treinamento )
  21. 21. • Exemplos importantes da cooperação entre os dois hemisférios (secção do corpo caloso): • Bloqueio da transferência de informações da área de Wernicke do hemisfério dominante ao córtex motor do lado oposto. Consequência: funções intelectuais da área de Wernicke do lado esquerdo perdem o controle do córtex motor do lado direito (inicia funções motoras voluntarias da mão e do braço esquerdos). • Impede a transferência de informações somáticas e visuais do hemisfério direito à área de Wernicke no hemisfério dominante esquerdo. Consequência: Informações somáticas e visuais do lado esquerdo do corpo frequentemente deixam de chegar a esta área interpretativa geral do cérebro. Não podem ser usadas para tomar decisões. Função do corpo caloso e comissura anterior (pensamentos, memórias, treinamento )
  22. 22. • Caso: adolescente com o corpo caloso seccionado. • Lado esquerdo: entendia tanto a palavra escrita quanto a palavra falada • Lado direito: conseguia entender a palavra escrita, mas não a palavra falada. Além disso, obtinha uma resposta de ação motora á palavra escrita sem que o córtex esquerdo jamais soubesse porque a resposta foi feita. • As duas metades do cérebro tem capacidades independentes de consciência, armazenamento de memórias, comunicação e controle de atividades motoras. O corpo caloso faz com que elas ajam de forma cooperativa ao nível subconsciente superficial, e a comissura anterior unifica as respostas emocionais dos dois lados do cérebro. Função do corpo caloso e comissura anterior (pensamentos, memórias, treinamento )
  23. 23. • Como você sabe que aprendeu alguma coisa? • Alguém que observa você lendo seu livro poderia dizer se você esta ou não aprendendo alguma coisa? • O aprendizado pode ser dividido em dois tipos: 1. Associativo 2. Não associativo O Aprendizado é a Aquisição do Conhecimento
  24. 24. • Problema: Falta de informações dos mecanismos neurais do pensamento e memória. • O que sabemos: • Papel do córtex na profundidade do pensamento • Pensamentos envolvem diversas estruturas Pensamentos, Consciência e Memória Córtex Tálamo Sistema límbico Formação reticular
  25. 25. Pensamentos básicos Envolvem exclusivamente centros inferiores. Exemplo: Dor. Pensamentos complexos Envolvem áreas corticais mais associação com outras estruturas. Exemplo: Visão. Pensamentos, Consciência e Memória
  26. 26. O que são Pensamentos? Resultado de um “padrão” de estimulação de muitas partes do sistema nervoso ao mesmo tempo e com uma sequência definida. Córtex, Sistema Límbico, Tálamo e Formação Reticular. O que é Consciência? Fluxo contínuo de alerta, do conhecimento, tanto de nosso ambiente quanto de nossos pensamentos sequenciais. Pensamentos, Consciência e Memória
  27. 27. • Teoria holística do pensamento Sistema Límbico Tálamo Formação Reticular Pensamentos, Consciência e Memória Natureza geral dos pensamentos, qualidades (prazer, dor, conforto, desprazer). Determinam características discretas; Localização das sensações na superfície corporal; Sensação de textura; Reconhecimento visual de padrões geométricos. Áreas corticais
  28. 28. • As memórias são causadas por variações da sensibilidade da transmissão sináptica entre neurônios, como consequência de atividade neural prévia. • Vias facilitadas = Traços de memória  podem ser ativados pela mente pensante com a finalidade de reproduzir as memórias. • A maior parte da memória é associativa  Baseia-se nos traços de memória mnêmicos. Memória
  29. 29. • Memória positiva: • Informações que causam consequências importantes - dor ou prazer; • Cérebro  realça e armazena essas informações como traços mnêmicos; • Sistema límbico  determina a importância da informação; • Facilitação das vias sinápticas = Sensibilização da memória. • Memória negativa: • Maior parte; • Informações sem importância  COMO? • Descarte dessas informações. Memória Positiva e Negativa
  30. 30. Habituação: Inibição de vias sinápticas para memorias negativas Por quê? Capacidade do cérebro em ignorar informações para não sobrecarregá-lo. Memória Positiva e Negativa
  31. 31. Classificação das Memórias Memórias Memórias a Curto Prazo Memórias Intermediárias a Longo Prazo Memórias a Longo Prazo
  32. 32. Classificação das Memórias Memórias (deacordocomotipodeinformação armazenada) Memória Declarativa Memória de Habilidades
  33. 33. Classificação das Memórias • Memória a Curto Prazo • Dura segundos, ou minutos; somente duram enquanto a pessoa continuar a pensar sobre os números ou fatos. • Teorias para os mecanismos fisiológicos: • Circuito de Neurônios Reverberativos Temporários. • Facilitação ou Inibição pré-sináptica – neurotransmissores estimulam ou inibem a via
  34. 34. Classificação das Memórias Circuito de Neurônios Reverberativos http://163.178.103.176/Fisiologia/neurofisiologia/pract_bas_8/Houssay923a.jpg
  35. 35. Classificação das Memórias • Memória a Curto Prazo http://www.ic.unicamp.br/~wainer/cursos/906/trabalhos/curto-longo.pdf
  36. 36. Classificação das Memórias • Memória Intermediária a Longo Prazo • Podem durar muitos minutos, ou mesmo semanas. • Eventualmente, essas memórias serão perdidas  mas podem ser consolidadas em memórias a longo prazo. • Fisiologia: • Resultado de alterações químicas ou físicas, ou ambas, tanto nas terminações pré-sinápticas quanto na membrana pós-sináptica.
  37. 37. Classificação das Memórias Memória Baseada em Alterações Químicas na Terminação Pré- sináptica ou na Membrana Neuronal Pós-Sináptica Habituação Facilitação (co-estimulação) GUYTON & HALL, Tratado de Fisiologia Médica, 12ª Edição.
  38. 38. • Mecanismo de Habituação Fechamento progressivo de canais de Ca++ Menor liberação neurotransmissor Perda de estímulo! Mecanismo Molecular da Memória Intermediária
  39. 39. Mecanismo Molecular da Memória Intermediária • Mecanismo de Facilitação Liberação de serotonina Ativação da enzima adenil ciclase Formaçao de AMPc Ativaçao de proteinocinase que fosforila canais de K+ Diminuição da condutância de K+ Prolonga o PA, já que a saída de K é necessária para a recuperação rápida do PA PA prolongado Ativa canais de Ca++ por mais tempo Maior influxo de Ca++ Liberação mais neurotransmissores
  40. 40. Classificação das Memórias • Memória a Longo Prazo • É a consequência de alterações estruturais reais, em vez de apenas mudanças químicas nas sinapses que realcem ou suprimem a condução do sinal. • O desenvolvimento da memória a longo prazo depende da reestruturação física das sinapses de forma que mude a sua sensibilidade para a transmissão dos sinais.
  41. 41. Classificação das Memórias • Alterações Estruturais Ocorrem nas Sinapses Durante o Desenvolvimento da Memória a Longo Prazo 1 Aumento do número de sítios de liberação de vesículas para a secreção de substância transmissora. 2 Aumento do número de vesículas transmissoras. 3 Aumento do número de terminações pré-sinápticas. 4 Alterações das estruturas das espinhas dendríticas.
  42. 42. Consolidação da Memória http://www.ic.unicamp.br/~wainer/cursos/906/trabalhos/curto-longo.pdf
  43. 43. Repetição mental (potencialização) Mais tempo de memória a curto prazo Formação de memória a longo prazo Consolidação da Memória
  44. 44. Consolidação da Memória • Novas Memórias são comparadas durante a Consolidação • Novas memórias são comparadas as memórias antigas; • Essa comparação que é armazenada em zonas específicas do cérebro; • As novas memórias são armazenadas em associação direta com outras memórias do mesmo tipo  Necessário para facilitar o processo de resgate da memória.
  45. 45. Princípio do Uso ou Perda • Regula o número final de neurônios e suas conectividades no SN; • Degeneração de neurônios corticais não estimulados; • Tipo de aprendizado; • Exemplo: cegueira permanente.
  46. 46. Papel de Regiões Específicas do Cérebro na Memorização • Hipocampo • Ajuda no armazenamento de memórias; • Área de recompensa x Área de punição; • Não é importante para o aprendizado reflexivo* * São habilidades motoras que não envolver verbalização ou formas simbólicas de inteligência. Exemplo: aprendizado requerido em esportes, repetição física.
  47. 47. Papel de Regiões Específicas do Cérebro na Memorização As amnésias retrógradas e anterógrada podem ocorrer simultaneamente por lesões hipocampicas. Entretanto, lesões em algumas áreas talâmicas podem causar especificadamente amnésia retrógrada sem causar anterógrada. Amnésia anterógrada: Incapacidade de armazenar novas memórias Amnésia retrógrada: Incapacidade de recordar memórias do passado (mais recentes).
  48. 48. Papel de Regiões Específicas do Cérebro na Memorização • Tálamo • Importante papel ao procurar as memórias; • Causa amnésia retrógrada; • O processo de memória não somente requer sua armazenagem, mas, também, a capacidade de buscar essas memórias.
  49. 49. • GUYTON, A.C.; HALL, J.E. Tratado de Fisiologia Médica. 12ª ed. Rio de Janeiro, Elsevier Ed., 2011. • http://www.ic.unicamp.br/~wainer/cursos/906/trabalhos/curto-longo.pdf, acessado em abril/2015. • http://www.anato.ufrj.br/material/NeuroIbro_11AprendizagemMemoria.pdf, acessado em abril/2015. • http://www.ib.usp.br/~rpavao/memoria.pdf, acessado em abril/2015. • http://www.webartigos.com/artigos/a-memoria-e-a-sua-influencia-no-processo-de- aprendizagem/83381/, acessado em abril/2015 Referências

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