[Sermão] O tempo está cumprido

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Sermão sobre Marcos 1:14-15

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[Sermão] O tempo está cumprido

  1. 1. Sermão baseado no livro “Cristo em Seu Santuário” (p. 53-57) Hugo Dias Hoffmann Santos, M.Sc. |01 de Fevereiro de 2013 Página 1 INTRODUÇÃO 1. Texto: Marcos 1:14-15 2. Tema: Profecias 3. Título: O TEMPO ESTÁ CUMPRIDO 4. Objetivos: 1) Compreender que “a palavra do SENHOR é reta, e todo o Seu proceder é fiel” (Sl 33:4) 2) Entender que “Deus que não pode mentir” (Tito 1:2), por isso podemos confiar nEle. 3) Aceitar que o reino de Deus está ao nosso alcance. 5. Proposição: Jesus é a “fiel testemunha” (Ap 1:5) que faz Seu povo andar na luz do entendimento. 6. Contexto: Sequência dos eventos descritos no evangelho de Marcos, capítulo 1: 1. João, a “voz que clama no deserto” (v. 3) prepara o caminho para Jesus. 2. Jesus é batizado no rio Jordão e recebe o Espírito Santo. 3. O Espírito Santo levou Jesus ao deserto onde foi tentado por Satanás. 4. Jesus retorna para a Galileia pregando: “O tempo está cumprido e o reino de Deus está próximo” (v. 15). ARGUMENTAÇÃO I. O TEMPO ESTÁ CUMPRIDO “E, depois que João foi entregue à prisão, veio Jesus para a Galileia, pregando o evangelho do Reino de Deus e dizendo: O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho.” (Marcos 1:14-15) a) A palavra “cumprido” (v. 15) em grego é pleroo e significa, neste contexto: tempo concluído ou terminado. A primeira parte do primeiro sermão pregado por Jesus, segundo Marcos, teve o tema: Um tempo concluído. Que tempo é este que Jesus estava anunciando que havia terminado? b) “Setena semanas estão determinadas [lit. cortadas] sobre o teu povo [o povo de Daniel, ou seja, os judeus] e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão e dar fim aos pecados, e expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e ungir o Santo dos santos [o batismo de Jesus]. [v. 24] Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as ruas e as tranqueiras [pequenas trancas] se reedificarão, mas em tempos angustiosos. [v. 25] E, depois das sessenta e duas semanas [62 + 7 semanas = 69 semanas ou 483 anos], será tirado o Messias e não será mais; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário [Tito de Roma, em 70 d.C.], e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas assolações. [v. 26]
  2. 2. Sermão baseado no livro “Cristo em Seu Santuário” (p. 53-57) Hugo Dias Hoffmann Santos, M.Sc. |01 de Fevereiro de 2013 Página 2 E Ele [o Ungido] firmará um concerto com muitos por uma semana; e, na metade da semana [a última semana das 70, entre 27 e 34 d.C., ou seja, na primavera de 31 d.C.], fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares [a lei cerimonial do santuário terrestre – o véu se rasgou em Mt 27:51]; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até a consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador. *v. 27+” (Daniel 9:24-27) c) PONTO DE PARTIDA DA PROFECIA: Houveram 3 decretos para restaurar Jerusalém: O primeiro foi emitido por Ciro, depois por Dario e o último por Artaxerxes em 457 a.C. (Esdras 7:12-13). O primeiro rei originou o decreto, o segundo o confirmou e o último o completou. Sendo assim, o último é o tempo inicial de contagem das 70 semanas e, consequentemente, da profecia das 2300 tardes e manhãs. c) PRINCÍPIO DIA-ANO: De acordo com Ezequiel 4:6-7, em profecia, 1 dia equivale a 1 ano literal. Logo, as 69 semanas são 483 anos. O cálculo é simples: 1 semana tem 7 dias, logo, 69 semanas possuem 483 dias. Como esta data é profética, equivale então a 483 anos. 457 – 483 = 26 + 1 = 27. Os anos antes de Cristo são decrescentes e um é somado pois não existe ano “0”. Assim chegamos ao ano do batismo de Jesus no rio Jordão. O decreto de Artaxerxes foi emitido no outono de 457 a.C., logo, completaria um ano completo só no outono ano subsequente. Por isso, podemos descobrir que o batismo de Jesus ocorreu no outono do ano 27 d.C. d) Jesus passou a pregar que o tempo havia se cumprido depois do Seu batismo (outono 27 d.C.), pois o tempo terminado se referia a 69 semanas de Daniel 9, que era uma parte das 2300 tardes e manhãs de Daniel 8. Estava também dizendo que tudo iria continuar se cumprindo ao pé da letra. e) NA PLENITUDE DOS TEMPOS: Paulo, na Epístola aos Gálatas (4:4) diz: “Mas, vindo a plenitude [gr. pleroma = lit. período completo] dos tempos, Deus enviou Seu filho, nascido de mulher, nascido sob a lei”. f) MESSIAS e CRISTO = UNGIDO: Pedro, respondendo à Cornélio, disse: “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele” (Atos 10:38). II. O REINO DE DEUS ESTÁ PRÓXIMO “O tempo está cumprido, e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no evangelho.” (Marcos 1:15) a) A palavra “próximo” neste texto vem do grego engidzo e significa literalmente, neste contexto: estar à mão. O reino de Deus está ao nosso alcance. Foi isso que Jesus passou a pregar logo após dizer que o tempo estava cumprido. Jesus, o Messias, o Cristo, o Ungido de Deus, veio, foi tirado e fez cessar o sacrifício no templo, pois Ele mesmo é “o Cordeiro de Deu, que tira o pecado do mundo” (João 1:29). b) “Conforme é usada na Bíblia, a expressão ‘reino de Deus’ designa tanto o reino da graça como o de glória. O primeiro é apresentado por Paulo na epístola aos hebreus.” (Cristo em Seu Santuário, p. 69.4)
  3. 3. Sermão baseado no livro “Cristo em Seu Santuário” (p. 53-57) Hugo Dias Hoffmann Santos, M.Sc. |01 de Fevereiro de 2013 Página 3 REINO DA GRAÇA Começou depois da queda de Adão e Eva e durará enquanto Jesus ministra por nós. REINO DA GLÓRIA Ocorria antes da queda e, por causa do pecado, foi interrompido, mas voltará no futuro. “Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno” (Hb 4:16) “E, quando o Filho do Homem vier em Sua glória, e todos os santos anjos, com Ele, então, se assentará o trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas diante dEle [...]” (Mt 25:31-32) d) “Quando, porém, o Salvador rendeu a vida, e em Seu último alento clamou: ‘Está consumado’ *João 19:30], assegurou naquele instante o cumprimento do plano da redenção. [...] O reino da graça, que antes existira pela promessa de Deus, foi então estabelecido.” (Cristo em Seu Santuário, p. 70.2) CONCLUSÃO  O cumprimento das 69 semanas proféticas de Daniel 9 estava diretamente relacionado a obra redentora de Jesus.  Quando Cristo disse que o tempo estava cumprido se referiu diretamente a sua unção com o Espírito Santo que ocorreu no outono do ano 27 d.C. e, indiretamente, fazia referência a sua morte que ocorreria na metade da última semana (primavera de 31 d.C.).  Jesus estava nos ensinando a confiar na Palavra de Deus, pois se os primeiros eventos desta profecia estavam se cumprindo com precisão matemática, pela fé e pela razão podemos também confiar que tudo se cumprirá.  O estudo das profecias de Daniel se cumprindo em Jesus nos faz lembrar o que Yahweh disse: “Certamente, o SENHOR Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu segredo aos seus servos, os profetas” (Amós 3:7).  O estudo das profecias de Daniel e Apocalipse faz parte de nossa identidade como Adventistas do Sétimo Dia, mas infelizmente o seu conhecimento tem se tornado raro entre nós.  O reino de Deus está ao alcance de todo ser humano. A graça maravilhosa e transformadora de Jesus está acessível a todo cristão que se dispõe a aceitar o querer e o efetuar de Deus.

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