[Sermão] Escravos do Apetite

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Sermão baseado no capítulo 8 do livro Conselhos sobre o Regime Alimentar da escritora cristã Ellen G. White.

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[Sermão] Escravos do Apetite

  1. 1. Sermão baseado no capítulo 8 do livro “Conselhos sobre o Regime Alimentar” de EGW 12 de Março de 2015 | www.exegese.teo.br p. 1 ESCRAVOS DO APETITE I. ESAU VENCIDO PELO APETITE “Tinha Jacó feito um cozinhado, quando, esmorecido, veio do campo Esaú e lhe disse: Peço-te que me deixes comer um pouco desse cozinhado vermelho, pois estou esmorecido. Daí chamar- se Edom. Disse Jacó: Vende-me primeiro o teu direito de primogenitura. Ele respondeu: Estou a ponto de morrer; de que me aproveitará o direito de primogenitura? Então, disse Jacó: Jura-me primeiro. Ele jurou e vendeu o seu direito de primogenitura a Jacó. Deu, pois, Jacó a Esaú pão e o cozinhado de lentilhas; ele comeu e bebeu, levantou-se e saiu. Assim, desprezou Esaú o seu direito de primogenitura.” (Gênesis 25:29- 34) 1. Esaú, seduzido por um prato favorito, sacrificou sua primogenitura para satisfazer ao apetite. Satisfeito seu luxurioso apetite, viu a loucura que cometera, mas não achou lugar para arrependimento.
  2. 2. Sermão baseado no capítulo 8 do livro “Conselhos sobre o Regime Alimentar” de EGW 12 de Março de 2015 | www.exegese.teo.br p. 2 2. Muitíssimos há que são como Esaú. Ele representa uma classe que tem uma bênção especial, valiosa ao seu alcance — a herança imortal e felicidade imensurável — mas que tem de tal maneira mostrado complacência para com o apetite, paixões e inclinações, que o seu poder de discernir e apreciar o valor das coisas eternas está enfraquecido. 3. Esaú não fez nenhum esforço especial fazer para restringir o apetite, até que o poder do apetite sobrepôs-se a qualquer outra consideração, e controlou-o, até que sua primogenitura, que era coisa sagrada, perdeu para ele seu valor e santidade. 4. Desde a queda, a intemperança tem existido sob quase todas as formas. O apetite tem controlado a razão. A família humana tem adotado uma conduta de desobediência, e, como Eva, tem sido induzida por Satanás a desrespeitar as proibições de Deus, iludindo-se com a suposição de que as consequências não seriam tão terríveis como se imaginava. A família humana tem violado as leis da saúde, chegando ao
  3. 3. Sermão baseado no capítulo 8 do livro “Conselhos sobre o Regime Alimentar” de EGW 12 de Março de 2015 | www.exegese.teo.br p. 3 excesso em quase todas as coisas. As enfermidades têm estado a progredir firmemente. À causa tem-se seguido o efeito. 5. “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna.” (Gálatas 6:7-8) 6. “Se adoecemos sobrecarregamos nossos amigos e nos incapacitamos a nós mesmos para o cumprimento de nossos deveres para com a família e o próximo. E quando a morte prematura segue-se em resultado da violação da lei natural, acarretamos tristeza e sofrimento aos outros; privamos nossos vizinhos do serviço que lhes devíamos prestar em vida; roubamos nossas famílias do conforto e auxílio que lhes devíamos, e roubamos a Deus do serviço que Ele reclama de nós para a divulgação de Sua glória. Não somos, assim, no pior sentido, transgressores da lei de Deus?” — Ellen G. White. Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 22 7. “A transgressão da lei física é transgressão da lei de Deus. Nosso Criador é Jesus Cristo. Ele é o autor de nosso ser. Criou a estrutura humana. É o autor das leis físicas,
  4. 4. Sermão baseado no capítulo 8 do livro “Conselhos sobre o Regime Alimentar” de EGW 12 de Março de 2015 | www.exegese.teo.br p. 4 assim como da lei moral. E o ser humano que se descuida, que desleixa dos hábitos e práticas atinentes a sua saúde e vida física, peca contra Deus.” — Ellen G. White. Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 43 II. COMO NOS DIAS DE NOÉ “Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem.” (Mateus 24:37-39) 1. Os mesmos pecados que trouxeram juízos sobre o mundo nos dias de Noé, existem em nossos dias. Homens e mulheres levam os seus hábitos no comer e beber a tais extremos que terminam em glutonaria e bebedice. A condescendência para com o apetite pervertido, inflamou as paixões dos homens nos dias de Noé, e levaram a generalizada corrupção. Violência e pecado alcançaram o Céu.
  5. 5. Sermão baseado no capítulo 8 do livro “Conselhos sobre o Regime Alimentar” de EGW 12 de Março de 2015 | www.exegese.teo.br p. 5 2. Cristo nos deixou aqui uma importantíssima lição. Ele queria colocar perante nós o perigo de tornar nossos hábitos de comer e beber coisa suprema. Ele apresenta o resultado da não contida tolerância para com o apetite. As faculdades morais são debilitadas, de modo que o pecado não parece ser o que é. O crime é considerado levianamente, e as paixões controlam a mente, até que os bons princípios e bons impulsos são erradicados, e Deus é blasfemado. Tudo isto é o resultado de comer e beber em excesso. Esta é a própria condição daquilo que Cristo disse existiria por ocasião de Sua segunda vinda. 3. “Por isso, vos digo: não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo, mais do que a vestimenta?” (Mateus 6:25) 4. O Salvador nos apresenta alguma coisa mais elevada por que lutar, do que meramente o que comeremos, o que beberemos ou com que nos vestiremos. Comer, beber e vestir-se são levados a tais excessos que se tornam crime.
  6. 6. Sermão baseado no capítulo 8 do livro “Conselhos sobre o Regime Alimentar” de EGW 12 de Março de 2015 | www.exegese.teo.br p. 6 Estão entre os assinalados pecados dos últimos dias, e constituem um sinal da breve volta de Cristo. 5. Tempo, dinheiro e força, que pertencem ao Senhor, mas que Ele confia a nós, são gastos em superfluidade no vestir e em luxos do apetite pervertido, que diminuem a vitalidade e trazem sofrimento e ruína. 6. Desde que se rendeu pela primeira vez ao apetite, tem a humanidade aumentado cada vez mais a tolerância para consigo mesma, de maneira que a saúde tem sido sacrificada no altar do apetite. 7. A intemperança no comer e beber, e a condescendência com as paixões baixas, têm entorpecido as faculdades mais nobres do homem. A razão, em vez de ser dominadora, tornou-se escrava do apetite, numa extensão alarmante. Tem-se condescendido com um crescente desejo de alimento muito substancioso, até que se tornou moda abarrotar o estômago com todas as iguarias possíveis. 8. Homens e mulheres têm-se tornado escravos do apetite. São intemperantes no trabalho. Grande quantidade de trabalho
  7. 7. Sermão baseado no capítulo 8 do livro “Conselhos sobre o Regime Alimentar” de EGW 12 de Março de 2015 | www.exegese.teo.br p. 7 árduo é efetuado, para obter para suas mesas alimento que causa grande dano ao organismo já sobrecarregado. Mulheres passam grande parte de seu tempo inclinadas sobre um fogão aquecido, preparando o alimento, altamente adubado com condimentos que satisfaçam seu paladar. Em consequência são negligenciados os filhos, e não recebem instrução moral e religiosa. A mãe sobrecarregada de trabalho negligencia o cultivo de um temperamento brando, que é a luz do Sol da habitação. Considerações de valor eterno tornam-se secundárias. Todo o tempo tem de ser empregado no preparo dessas coisas, para a satisfação do apetite — coisas que arruínam a saúde, azedam o temperamento e embotam as faculdades de raciocínio. 9. As faculdades que, santificadas e enobrecidas, poderiam ser empregadas para a honra de Deus, são enfraquecidas e tornadas de pouco préstimo. Um temperamento irritável, cérebro confuso e nervos desenfreados, eis alguns dos resultados de nossa desconsideração para com as leis naturais.
  8. 8. Sermão baseado no capítulo 8 do livro “Conselhos sobre o Regime Alimentar” de EGW 12 de Março de 2015 | www.exegese.teo.br p. 8 APELO  No deserto da tentação Cristo defrontou as grandes tentações principais que assaltariam os homens. Ali enfrentou, sozinho, o inimigo astuto e sutil, vencendo-o. A primeira grande tentação teve que ver com o apetite; a segunda, com a presunção; a terceira, com o amor do mundo.  Em nossa própria força, é-nos impossível escapar aos clamores de nossa natureza caída. Satanás trar-nos-á tentações por esse lado. Cristo sabia que o inimigo viria a toda criatura humana, para se aproveitar da fraqueza hereditária e, por suas falsas insinuações, enredar todos cuja confiança não se firma em Deus. E, passando pelo terreno que devemos atravessar, nosso Senhor nos preparou o caminho para a vitória.  “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” (João 16:33) LOUVOR CONGREGACIONAL: 341 - Vinde fieis | 343 - Vamos batalhar

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