[Sermão] Romanos 3:21-23 e a manifestação da justiça de Deus

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[Sermão] Romanos 3:21-23 e a manifestação da justiça de Deus

  1. 1. Baseado em Anderson P. Calado. A justiça de Deus: Um estudo exegético de Rm 3:21-26. Kerygma (Revista Teológica do UNASP), ano 4, n. 2, 2° sem. 2008, p. 97 A MANIFESTAÇÃO DA JUSTIÇA DE DEUS Texto: Romanos 3:21-23 Tema: Justificação pela fé Objetivo: Reconhecer a necessidade da graça de Cristo Jesus. CONTEXTO Os capítulos 1 a 3 de Romanos destacam a acusação de Deus contra a raça humana que não vive à luz do conhecimento que possui. “Porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo [...]. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos.” (Romanos 1:19-22). 09 de Fevereiro de 2014 | www.exegesebiblia.blogspot.com.br p. 1
  2. 2. Baseado em Anderson P. Calado. A justiça de Deus: Um estudo exegético de Rm 3:21-26. Kerygma (Revista Teológica do UNASP), ano 4, n. 2, 2° sem. 2008, p. 97 DESENVOLVIMENTO I. A JUSTIÇA DE DEUS SE MANIFESTOU SEM LEI “Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela Lei e pelos Profetas.” (Romanos 3:21) A. MAS AGORA 1. Assinala a transição do argumento da condenação do homem para a salvação oferecida por Deus. 2. Em português, esta expressão recebe o nome de locução conjuntiva; as conjunções servem para conectar orações, estabelecendo entre elas uma relação de dependência; a impressão é que o autor quer dar continuidade ao assunto. 3. Denota que em meio à corrupção universal do pecado e da culpabilidade humana brilhou a luz do evangelho. B. SEM LEI 1. Estas palavras contrastam com “as obras da lei” (Rm 3:20). 09 de Fevereiro de 2014 | www.exegesebiblia.blogspot.com.br p. 2
  3. 3. Baseado em Anderson P. Calado. A justiça de Deus: Um estudo exegético de Rm 3:21-26. Kerygma (Revista Teológica do UNASP), ano 4, n. 2, 2° sem. 2008, p. 97 2. A justiça de Deus se manifestou sem ter necessidade de exigir de nós a obediência como um meio de obter justiça. A justiça de Deus não depende do cumprimento da lei. 3. Os judeus desenvolveram por conta própria um sistema legalista como base da justificação após o cativeiro babilônico que veio como consequência da desobediência aos mandamentos de Deus. Saíram de um extremo e foram para outro. C. JUSTIÇA DE DEUS 1. Ou seja, justiça que deriva de Deus. 2. Fazendo um contraste aos esforços humanos de ganhar a justificação pelas obras da lei, Paulo descreve a justiça de Deus, uma justiça que Yahweh está pronto a outorgar a quem manifesta a fé em Cristo Jesus. 3. A tradição judaica unia “lei de Deus” com “justiça de Deus” como uma sendo a forma de obter a outra. Paulo apenas colocou cada coisa no seu devido lugar. Primeiro a justiça de 09 de Fevereiro de 2014 | www.exegesebiblia.blogspot.com.br p. 3
  4. 4. Baseado em Anderson P. Calado. A justiça de Deus: Um estudo exegético de Rm 3:21-26. Kerygma (Revista Teológica do UNASP), ano 4, n. 2, 2° sem. 2008, p. 97 Deus e, então, como consequência da salvação pela graça, a obediência a todos os mandamentos. 4. Por que esta justiça é “sem lei”? Porque não é algo merecido ou adquirido pela guarda da lei. Se pudéssemos fazer algo por nós mesmos, Jesus não precisaria ter morrido na cruz. 5. A justiça de Deus é comunicada a todos sem descriminação e sua apropriação consiste na fé do pecador em Jesus Cristo. A justiça de Deus se manifesta para resolver o problema do pecado. D. TESTEMUNHADA PELA LEI E PELOS PROFETAS 1. Uma referência ao Antigo Testamento. 2. A justificação pela fé não é algo novo. Desde o Antigo Testamento já era ensinada, pois havia sido prefigurada através da lei cerimonial executada no Tabernáculo. Gênesis 15:6 diz que Abraão “creu no SENHOR, e isso [pronome demonstrativo que retoma a fé de Abraão em Deus] lhe foi imputado para justiça.” 09 de Fevereiro de 2014 | www.exegesebiblia.blogspot.com.br p. 4
  5. 5. Baseado em Anderson P. Calado. A justiça de Deus: Um estudo exegético de Rm 3:21-26. Kerygma (Revista Teológica do UNASP), ano 4, n. 2, 2° sem. 2008, p. 97 II. A JUSTIÇA DE DEUS SE MANIFESTOU EM CRISTO “Justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que creem; porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3:22-23) A. MEDIANTE A FÉ EM JESUS CRISTO 1. Paulo demonstra claramente que essa justiça de Deus não nos é dada mediante qualquer condição legal, formal, sacramental ou cerimonial. 2. A fé é o meio pelo qual a doação da justiça de Deus (graça) é recebida. Não por causa da fé e sim mediante a fé. A fé é um instrumento e não a base para se alcançar a justiça. A fé é o canal que nos conecta ao trono de Deus para recebermos paz. A fé não tem mérito em si mesma. A fé consiste numa entrega confiante, sendo ela mesma resultado da atuação do Espírito Santo. “A fé vem pelo ouvir a Palavra de Cristo” (Romanos 10:17). 3. A justificação não se recebe como uma recompensa por nossa fé em Cristo, mas sim a fé é o meio de apropriar-se da 09 de Fevereiro de 2014 | www.exegesebiblia.blogspot.com.br p. 5
  6. 6. Baseado em Anderson P. Calado. A justiça de Deus: Um estudo exegético de Rm 3:21-26. Kerygma (Revista Teológica do UNASP), ano 4, n. 2, 2° sem. 2008, p. 97 justificação. Deus sempre está disposto a nos dar este dom, não como uma recompensa por algo que tenhamos feito, mas sim por Seu infinito amor. B. PARA TODOS OS QUE CREEM 1. Deus seria injusto se justificasse inclusive os que não creem. Uma pessoa salva sem querer ser salva jamais seria grata pelo que Deus fez por nós. Deus respeita o livrearbítrio. 2. Assim, justificando só os que creem, Deus é “justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus” (Romanos 3:26). C. PORQUE NÃO HÁ DISTINÇÃO 1. “Pois o SENHOR, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e temível, que não faz acepção de pessoas” (Deuteronômio 10:17). 2. “Deus avalia os seres humanos, não pelas circunstâncias de seu nascimento, sua posição social ou riqueza, não pelas vantagens educacionais, mas pelo preço que pagou pela 09 de Fevereiro de 2014 | www.exegesebiblia.blogspot.com.br p. 6
  7. 7. Baseado em Anderson P. Calado. A justiça de Deus: Um estudo exegético de Rm 3:21-26. Kerygma (Revista Teológica do UNASP), ano 4, n. 2, 2° sem. 2008, p. 97 redenção deles. O ser humano é valioso para Deus na proporção em que permite que a imagem divina seja impressa no ser.” — Ellen G. White. Review and Herald, 03/12/1895 D. POIS TODOS PECARAM 1. Esta é a justificativa da afirmação anterior “não há distinção” (v. 22) “para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus” (Romanos 3:19). 2. O tempo verbal utilizado neste termo (aoristo) indica fato consumado. Nenhuma desculpa pode alterar o resultado deste fato. Não se trata de um pecado original, mas sim ações pessoais de cada indivíduo. E. CARECEM DA GLÓRIA DE DEUS 1. O verso 23 é um resumo da argumentação de Paulo de Romanos 1:18 a 3:20. 2. O homem participou da glória de Deus antes da queda e participará novamente quando Jesus vier nos buscar. 09 de Fevereiro de 2014 | www.exegesebiblia.blogspot.com.br p. 7
  8. 8. Baseado em Anderson P. Calado. A justiça de Deus: Um estudo exegético de Rm 3:21-26. Kerygma (Revista Teológica do UNASP), ano 4, n. 2, 2° sem. 2008, p. 97 3. Glória é o esplendor visível do caráter de Deus visto na vida de Jesus Cristo (João 1:14), cuja natureza podemos ser coparticipantes (2 Pedro 1:14). CONCLUSÃO “Torne-se distinto e claro o assunto de que não é possível efetuar coisa alguma em nossa posição diante de Deus ou no dom de Deus para nós, por meio do mérito de seres criados. Se a fé e as obras adquirissem o dom da salvação para alguém, o Criador estaria em obrigação para com a criatura. Eis aqui uma oportunidade para a falsidade ser aceita como verdade. [...] Se o homem não pode, por qualquer de suas boas obras, merecer a salvação, então ela tem de ser inteiramente pela graça, recebida pelo homem como pecador, porque ele aceita a Jesus e crê nEle. A salvação é inteiramente um dom gratuito. A justificação pela fé está fora de controvérsia. E toda essa discussão estará terminada logo que seja estabelecida a questão de que os méritos do homem caído, em suas boas obras, jamais poderão obter a vida eterna para ele.” — Ellen G. White. Fé e Obras, p. 17.2 09 de Fevereiro de 2014 | www.exegesebiblia.blogspot.com.br p. 8

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