Os iorubás

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Os iorubás

  1. 1. Os Iorubás:
  2. 2. • Os reinos Iorubás floresceram ao sul do rio Níger. Suas origens encontram-se numa antiga população indígena que tinha como centro a cidade de Ifé. Depois chegaram os conquistadores, guiados por Oduduwa, o legendário antepassado fundador.
  3. 3. • Os filhos de Oduduwa iniciaramas diversas dinastias Iorubás que se instalaram na região entre os anos 600 e 900 da nossa Era, vindos provavelmente do Alto Nilo. Alguns especialistas afirmam que a cultura Iorubá tem parentesco com a egípcia, e outros, com a da Núbia.
  4. 4. • Ambas as opiniões consideram também a possibilidade de que, através da Abissínia (região onde fica a atual Etiópia), a cultura Iorubá tenha parentesco com a helenista. Alguns afirmam que Ifé, cidade santa dos Iorubá, seja Ufa, a cidade mencionada na bíblia onde os fenícios adquiriam ouro a pedido do rei Salomão.
  5. 5. • Até hoje, no entanto, nenhuma das hipóteses foi comprovada.
  6. 6. MUNDO COMEÇA EM IFÉ, A CIDADE SAGRADA
  7. 7. • Capital do primeiro reino, Ifé alcançou rapidamente um notável desenvolvimento religioso e político, desempenhando numerosas funções no seio dos diversos reinos Iorubás, especialmente no campo espiritual.
  8. 8. • Ifé atingiu o auge do resplendor entre os séculos XII e XIV. Seu apogeu foi no século XIII. A partir do século XIV, deixa de ser o centro político da potência Iorubá, mas continua a exercer o papel de cidade santa. O rei de Ifé é considerado opai de todos os reis Iorubás.
  9. 9. • A cidade é ainda capital do reino originário e, segundo se acredita, constitui o centro da terra. Ali, a terra teria começado a se formar e ali teria descido a divindade pai – ou mãe – de todos os viventes para fundar e reinar sobre "sua" primeira cidade.
  10. 10. • De fato, um mito mesclando história e lenda afirma que Oduduwa, o ancestral divino de todos os Iorubá, desceu do céu e depositou sobre as águas um pouco de terra e uma galinha. Esta, ao ciscar, lançou terra em diversas direções. É assim que, ao redor de Ifé, o mundo começou a ser criado.
  11. 11. • Não é de se estranhar, portanto, que os Iorubá tenham como centro de sua religiosidade um Deus criador e que possuam um forte sentido da constante presença divina em sua vida cotidiana. O que não os impede, no entanto, de seguir uma religião politeísta, com sociedades secretas nas quais se celebravam festas com sacrifícios humanos.
  12. 12. • Isso explica também o motivo de, ainda hoje, os Iorubá serem muito religiosos, embora pluralistas no que diz respeito a que religião praticar. Há, por exemplo, famílias nas quais o pai é muçulmano, a mãe segue a religião tradicional e os filhos são católicos ou protestantes.
  13. 13. • Dentre os elementos presentes nesta obra- prima da oralidade iorubá estão os Oriki – evocações; os Orin – cantos; os Orin-Esa – cantigas em louvor aos ancestrais masculinas; os Orin-Efe – canções dirigidas às ancestrais femininas; as Aduras – orações; os Ibás – saudações. Nos poemas maiores, os Iremoje e os Ijala, estão preservados os elementos mais significativos da trajetória mitológica deste povo.
  14. 14. • O cosmo iorubá é arquitetado em uma estrutura quádrupla, daí os sacerdotes serem também enquadrados em categorias que correspondem a esta visão de mundo. Os babalaôs dirigem o culto a Ifá, na dimensão da interação humana; os babalorixás e ialorixás – pais e mães que presidem as iniciações no orixá – lideram a adoração a estas divindades; os babalossaim – símbolos da paternidade – são os responsáveis pelo culto a Ossaim, a esfera das folhas, representantes da Natureza; e os babalojés/ babaojés – que protagonizam os pais na veneração aos ancestrais da linhagem masculina – comandam a adoração aos mortos.
  15. 15. • Nas terras americanas os iorubás procuram reproduzir esta representação espacial geográfica e cosmológica. Cada esfera do recinto sagrado na América reflete a mesma teia sagrada que marca o universo iorubá no continente africano. O Ifá atua como o protetor do saber sagrado, um depósito palpitante das memórias desta civilização.
  16. 16. Iemanjá
  17. 17. EXU:
  18. 18. Linguagem, Localidade e População dos Iorubás:• Os iorubás ou iorubas (em iorubá: Yorùbá), são um dos maiores grupo étno-linguístico ou grupo étnico na África Ocidental,composto por 30 milhões de pessoas em toda a região. Constituem o segundo maior grupo étnico na Nigéria, com aproximadamente 21% da sua população total.
  19. 19. • A maioria dos iorubás falam a língua iorubá (iorubá: èdèe Yorùbá ou èdè). Vivem em grande parte no sudoeste do país; também há comunidades de iorubás significativas no Benin, Togo, Serra Leoa, Cuba e Brasil.
  20. 20. • Os iorubás são o principal grupo étnico nos estados de Ekiti, Kwara, Lagos, Ogun, Ongo, Osun, e Oyo. Um número considerável de iorubas vive na República do Benin, ainda podendo ser encontradas pequenas comunidades no campo, em Togo, Serra Leoa, Brasil e Cuba.
  21. 21. • Eles tinham saída para o mar e compartilham fronteiras com os Borgu (também chamados Bariba e Borgawa) no noroeste, os Nupe (que eles chamam muitas vezes, "Tapa") e os Ebira no norte, os Edo que também são conhecidos como Bini ou povo benin (não-relacionado com o povo da República do Benin), e os Ẹsan e Afemai para o sudeste.
  22. 22. • Embora a maioria dos iorubás vivam no oeste da Nigéria, há também importantes comunidades yorubás indígenas na República do Benin, Gana e Togo. A maioria dos iorubás é cristã, com os ramos locais das igrejas Anglicana, Católica, Pentecostal, Metodista, e nativas de que são adeptos.
  23. 23. • O islamismo inclui aproximadamente um quarto da população iorubá, com a tradicional religião iorubá respondendo pelo resto. Os iorubas têm uma história urbana que data de 500 d.C.

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