Megalitismo

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Megalitismo

  1. 1. O Megalitismo Menir da Bulhôa Reguengos de Monsaraz
  2. 2. Mega (grande) + lithos (pedra)
  3. 3. Não há uma cultura megalítica.O Megalitismo é um fenómenocomum a diferentes culturas.Na Europa ocidental, estende-sedesde a Escandinávia, pelo mardo Norte, Ilhas Britânicas e portodo o arco atlântico desde aBretanha até Gibraltar,alargando-se depois aoMediterrâneo ocidental,incluindo o norte de África e asilhas mediterrânicas, desde osfinais do neolítico até à Idade doBronze, isto é, do 5º ao 3ºmilénio a. C., aproximadamente.
  4. 4. StonehengeCondado de WiltshireInglaterra3º milénio a. C.
  5. 5. Templo de Mnajdra Malta3º milénio a. C.
  6. 6. Os principais tipos de construção megalítica são: o menir, Almendres Bulhôa Évora Reguengos de Monsaraz
  7. 7. O menir da Bulhôa (ouBelhoa) ostenta ummotivo solar, rodeadopor motivosserpentiformes e umafigura que tem sidointerpretada como umbáculo.No sul, os meniresostentam gravuras ouinsculturas, queincluem motivos em Ue zig-zag, enquantoque a norte parecemdominar os esteiospintados nos dólmenes
  8. 8. Menir do Outeiro Menir do Monte Ribeira Reguengos Reguengos MonsarazMenir da MeadaCastelo de Vide
  9. 9. O menir é o tipo mais simples ainda que de significado complexo. É uma coluna, normalmente de forma fálica, enterrada vertical e parcialmente no solo. Por vezes, apresenta decorações no topo, por exemplo, motivos solares e outros símbolos astrais.O menir de Locmariaquer, na Bretanha francesa, é o maior conhecido, mede mais de 20 m e pesa quase300 t. A rocha não é proveniente do local onde se erguia o menir.
  10. 10. Bretanha
  11. 11. Capela de S. DinisPaviaÉvora
  12. 12. Anta - Capela de S. BrissosMontemor-o-Novo
  13. 13. Alinhamento: um conjunto de menires dispostos em linha. O mais famoso é o de Carnac (4º3º milénios a. C.), na Bretanha. É formado por várias linhas paralelas. Desconhece-se osignificado destes conjuntos monumentais.
  14. 14. MerrivaleDevonInglaterra
  15. 15. O cromeleque é um conjunto de menires dispostos em forma circular, ou aproximada,definindo assim um espaço interior que deveria ter funções de templo ou recinto sagrado.
  16. 16. O mais famoso é o de Stonehenge, na planície do Sul de Inglaterra (Salisbury, Wiltshire).
  17. 17. Os esteios chegam aos 4 m e às 40 t. Foi construído em diversas fases, entre os finais doNeolítico e a Idade do Bronze (c. 3100 a. C. – 1400 a. C.).
  18. 18. Uma das hipóteses mais fascinantes é a que admite a relação astral destas construções,sugerindo-se que a disposição dos menires tem relação com o firmamento.
  19. 19. Anualmente, por ocasião dos solstícios, ali se reúnem multidões em celebrações rituais.
  20. 20. O Alentejo é a região da Europa com maiorconcentração de monumentos megalíticos.
  21. 21. Há vários cromeleques. O mais importante é o de Almendres, perto de Évora.
  22. 22. Vale Maria MeioÉvora
  23. 23. Portela de Mogos ÉvoraCromeleque do XarezReguengos de Monsaraz
  24. 24. Báculo da Herdade dasAntasMontemor-o-Novo Báculo de dorso serrilhado. Proveniente da Anta 4 da Herdade das Antas; MNA, xisto, Neolítico final, Idade do Cobre, 44cmx 7,5cm.
  25. 25. As antas, ou dólmenes, são o monumento mais comum. É um monumento funerário que,na variante mais simples, é formado por esteios que sustentam um tampo, ou mesa,criando no interior uma câmara. A maior parte foi edificada entre 4000 e 3000 a. C. Zedes Carrazeda de Ansiães Bragança
  26. 26. Aldeia da MataCrato
  27. 27. A câmara era destinada aenterramentos colectivos.Os esteios eram decorados por incisões ou pinturas. Anta Grande do Zambujeiro Évora
  28. 28. AntelasOliveira de Frades
  29. 29. Chão RedondoSever do Vouga
  30. 30. Orca dos Juncais Vila Nova de Paiva ViseuMuseu Nacional de ArqueologiaLisboa
  31. 31. PedraltaViseu
  32. 32. Dólmen do Padrão Paredes www.cm-paredes.comOs fragmentos dos esteios pintados encontram-se depositados Museu de História Naturalda Faculdade de Ciências do Porto, para onde foram levados em 1926.
  33. 33. Vilarinho da CastanheiraBragança
  34. 34. Anta com corredorMangualde
  35. 35. Originalmente eram cobertas com pedra e terra, chamada mamoa ou tumulus, sendo járaros os monumentos que conservam essa cobertura. Excepcional é o monumento deNewgrange, na Irlanda.Trata-se de um túmulo megalítico (c. 4 000 a. C.) Um corredor com quase 20 m e 40 esteiosconduz a uma câmara cruciforme
  36. 36. Seefin CairnIrlanda
  37. 37. Serra da AboboreiraBaião
  38. 38. Os Monumentos megalíticos de Alcalar são um conjunto de 18 túmulos megalíticos agrupados emvários núcleos e com uma grande diversidade arquitectónica. Situada entre o norte da ria de Alvor e osopé da serra de Monchique, esta necrópole data do III milénio a.c.O monumento nº7 é constituído por um cairn que envolve um tholos.www.netparque.pt/NPShowStory.asp?id=264591
  39. 39. Já para o final do neolítico, na zonamediterrânica, desenvolve-se umatipologia de monumentos de falsacúpula, também chamados detholoi (sing.: tholos). A função seriasemelhante à dos monumentosmegalíticos, apenas que construídoscom lajes de pequena dimensão,pelo que podemos falar demegalitismo sem megálitos.
  40. 40. Cista: túmulo individual de inumação, ou depósito de corpos incinerados, de formanormalmente rectangular, com paredes formadas por lajes colocadas verticalmenteformando uma pequena câmara. Cista megalítica do Cerro do Malhão (Alcoutim). Vista parcial da cista e do lajeado exterior. Fonte: wikipediahttp://www.igespar.pt/media/uploads/revistaportuguesadearqueologia/6_2/7.pdf
  41. 41. Último quartel do IV milénio a.C. Sandálias votivas em calcário Museu dos Condes de Castro GuimarãesGruta artificial CascaisAlapraiaCascais
  42. 42. Bibliografia: O autor de referência no tema do megalitismo e arte megalítica continua a ser oprof. Vítor Oliveira Jorge, cuja tese de doutoramento data já de 1982. Este autor tem inúmerosartigos sobre o tema, alguns referenciados na www, como por exemplo (conferido em 05-04-2010): Interpreting the “megalithic art” of western Iberia: some preliminary remarks; inhttp://architectures.home.sapo.pt/JIA%200-VOJ.pdf ; Megalitismo no norte de Portugal umnovo balanço; in http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/3621.pdf ; Megalitismo de Entre-Douro-e-Minho e de Trás-Os-Montes (Norte de Portugal): conhecimentos actuais e linhas depesquisa a desenvolver: http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/2059.pdf. Uma pesquisa nãomuito aturada fornece artigos muito úteis, como por exemplo:http://www.culture.gouv.fr/culture/arcnat/megalithes/index.html [Mégalithes du Morbihan]www.ctv.es/USERS/sananton/coloqmeg.pdf [Intervenções do congresso sobre arte megalítica]ou: www.crookscape.org/ [Grupo de estudos do megalitismo alentejano. Com mapas,fotografias, textos científicos e hiperligações.]V. O. Jorge é o responsável pelo capítulo consagrado à pré-história que, a partir da p. 102,aborda a temática do megalitismo no volume dirigido por Jorge de Alarcão da «Nova História dePortugal», intitulado Portugal. Das origens à romanização (Lisboa; Editorial Presença; 1990). Olivro de M. Farinha dos Santos (Pré - História de Portugal; Verbo; Lisboa; 3ª ed. actualizada;1985) continua a ser uma boa aproximação ao tema da arte megalítica. Algumas obras deHistória de Portugal contêm excelentes capítulos sobre o assunto, como a dirigida por JoãoMedina (Lisboa; 1994), cuja Parte V do vol. I, da autoria de Victor S. Gonçalves, inclui umesclarecedor artigo de Manuel Calado (pp. 561 – 561). Paulo Pereira escreve uma boa síntese no1º volume da História da Arte Portuguesa (Lisboa; Círculo de Leitores; 1995; pp. 51 – 63). Aprof.ª Raquel Vilaça redige igualmente uma curta síntese no 1º volume da História da Arte emPortugal (Lisboa; Publicações Alfa; 1986; pp. 23 – 29).

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