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Resumo paul tillich

  1. 1. História da Igreja Moderna e Contemporânea Aluno: Hevandro Flesch Machado Resumo Monografia Paul Tillich Paul Johannes Oskar Tillich Nasceu 20 de agosto de 1886 em Starzeddel na Prússia Oriental, foi um teólogo e filósofo cristão. Viveu Parte de sua vida na Alemanha e parte nos Estados Unidos da América. Seu Pai era pastor luterano e foi transferido para Berlim, em 1900, Tillich frequentava o Friedrich Wilhelm Gymnasium, uma escola para os estudos preliminares à universidade. No tempo em que esteve nesta escola, ele pode estudar e ter um primeiro contato com a filosofia de Fichte e Kant, até se formar em 1904., A seguir, estudou filosofia e teologia consecutivamente em Berlim, Tübingen e Halle. Logo na universidade, familiarizou-se com os trabalhos de Schleiermacher, Hegel, e Shelling. No ano de 1912 foi ordenado pastor da igreja Evangélica Luterana da província de Brandenburg, todavia dois anos depois, serviu como militar, tornando-se capelão do exército alemão na I Guerra Mundial, no mesmo ano, casou-se com Margareth Wever, porém ela o deixou, pois tinha um relacionamento amoroso com um amigo de Tillich. Serviu como capelão durante quatro anos, até 1918, e vivenciou as terríveis realidades da guerra. Esta experiência o afetou, afastando-o do otimismo da teologia liberal. Assistir os acontecimentos de destruição e morte marcou sua vida pessoal e sua fé como momento divisório. Sofreu tanto que lhe deu dois colapsos nervosos entrando em uma crise de dúvida que mudou até mesmo seu modo de ver Deus. Começou dar aula em Berlim e em seguida na Universidade de Marburgo, em Dresden, em Leipzig e Frankfurt, onde exerceu papel importante na fundação da Escola de Frankfurt. Fundou também, o movimento intelectual do "socialismo religioso" ao lado de um grupo de amigos, o movimento intelectual do "socialismo religioso". Uma vez que retornou de um cenário de guerra dedicou-se em atividades relacionadas com o funcionamento do Movimento Socialista Religioso na Alemanha. No ano de 1924 se casou com Hannah Wermer Gottschow. Deu aula na Alemanha até 1933, mas por causa das suas convicções, e fugindo do regime militar de Hitler, foi para os Estados Unidos. Na cidade de Nova Yorque continuou ensinando Teologia Filosófica no Union Theological Seminary e na Columbia Univers it y. Envolvido e dando continuidade nas questões sociais, defendendo os refugiados da Europa. Ensinou ainda nas universidades de Harvard e Chicago e realizou seminár ios importantes sobre estudos da religião publicando seu primeiro volume da Teologia Sistemática em 1951 e o segundo em 1957. Regressou várias vezes à Europa, depois da II Guerra Mundial, dando cursos e conferências e recebendo o prêmio da paz dos editores alemães em 1962. Contemporâneo de Karl Barth é considerado um dos teólogos protestantes mais importantes e influentes do século XX. Faleceu em 22 de outubro de 1965, em Chicago.
  2. 2. Muitos autores, quando referem-se à Paul Tillich e sua teologia apresentam uma mesma posição: O pastor representado como capelão do exército germânico, que cuidou os feridos e moribundos e o outro era o que regressava após quatro anos vivenciando os horrores da guerra. Questiona-se até que seu existencialismo teológico tenha surgido neste período. Surgiram dúvidas para ele, já que ele não dava conta de responder às questões de vida e morte que permaneciam diante dele, com o mesmo modo de pregar a mensagem da fé cristã. Tornando-se sua grande preocupação: Compreender e explicar de que modo a mensagem do evangelho poderia relacionar-se com as demandas humanas cotidianas, especialmente referentes ao sofrimento e a dor experimentados, por ele mesmo. Para Tillich, a essência da mensagem cristã parecia perdida. Desejava uma mensagem mais profunda do que apenas aparência exteriores e história. Na teologia de Tillich o importante é responder as questões existenciais. Senão, a teologia não tem finalidade para o indivíduo. Então, a filosofia embasa o estudo teológico, definindo o contexto em que a pessoa está inserida, e as respostas viriam através da teologia. Tillich não abre mão da filosofia para alcançar os pontos mais profundos das relações do ser com suas problemáticas, mas também não abre mão da revelação cristã para trazer as respostas adequadas à situação em questão. Como dissemos anteriorme nte, a teologia deve cumprir sua finalidade. Qual seja: segundo Tillich, “afirmar a verdade da mensagem cristã e interpretar esta verdade para cada nova geração”. Seria também, para ele, esta finalidade a de explicar em última análise, as preocupações que determinam o “ser ou não ser”. Para Paul Tillich a verdadeira interpretação emana da Bíblia quando esta encontra-se com a igreja, e dessa experiência pode-se extrair a base da teologia sistemática. De fato, a Bíblia registra como pessoas testemunharam alguns acontecimentos com um potencial revelador, e como elas se comportaram diante disso, tornando esses fatos realmente reveladores. Ela também tem um papel importante como documento que registra a revelação de Jesus, o Cristo, e mostra como os primeiros cristãos entenderam a mensagem do evangelho. A sua experiência seria um marco divisório que muito influenciou a sua vida, teologia, obras, estudos no futuro, sua visão de Deus. Tillich verificou também, que a filosofia clássica não era capaz de dar respostas apropriadas frente aos questionamentos que apareceram. Toda via, para ele, a medida que foi se envolvendo, já na América, com grupos de estudo, não foi possível elaborar uma doutrina cristã abrindo mão de fazer uso de tudo que a psicologia dispõe. Perante as posições teológicas de Paul Tillich, podemos observar que considerável parte das pessoas, têm compreendido suas obras como verdadeiros tratados teológicos, de distinta importância nos últimos séculos. Mesmo assim, outros não concordam com a sua opinião e consideram sua teologia como não sendo cristã. Observando o seu pensamento e teologia podemos entender a sua preocupação com uma mensagem efetiva para as gerações. Em outras palavras, devemos contextualizar a mensagem do evangelho, de forma que ela responda às realidades vividas pelas comunidades nas quais todos nós estamos inseridos e na qual somos os teólogos, os intérpretes das Sagradas Escrituras.

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