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A maior parte das senhoras com quem foi possível conversar tiveram a doença há mais de 5 anos(33,9%) e estão, neste moment...
Uma das questões mais sensíveis prende-se com o tipo de cirurgia realizada e com a visão que asprotagonistas do estudo têm...
Relativamente à existência de familiares com a mesma doença, 60,2 % não conhecem antecedentes comCancro da Mama, enquanto ...
Utilização de fontes de informaçãoRelativamente ao recurso a fontes de informação digitais, quisemos aprofundar a utilizaç...
A informação no IPOOutro dos pontos de importante análise é a forma como as pacientes encaram a informação cedidapelos pro...
Para além do esclarecimento cedido pelo hospital, é importante ficar a conhecer se há preocupaçãoe/ou necessidade em procu...
Questionarios Cancro da Mama - Clínica de Mama do IPO do Porto
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Questionarios Cancro da Mama - Clínica de Mama do IPO do Porto

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Questionarios Cancro da Mama - Clínica de Mama do IPO do Porto

  1. 1. RESULTADOSO nosso inquérito consiste em esclarecera realidade heterogénea de um dia na Clínica de Mama. Foramentregues questionários que abordavam questões sobre a doença, hábitos de consulta de informação epertinência dos esclarecimentos dados pelo pessoal médico e pessoal de enfermagem na Clínica deMama.Num total de 118 pacientes, 62 responderam oralmente ao inquérito, 27 preencheram individualmentee 19 tiveram a ajuda de familiares. As inquiridas, depois de se dirigirem às secretárias de atendimento,eram convidadas a preencher o inquérito que se encontrava na secretária mais externa da sala deespera da Clínica de Mama, com um responsável pelo estudo. Apenas duas pessoas recusaramresponder ao inquérito.Após o tratamento dos dados, analisamos que a idade média é de 55,6 (desvio padrão de 12, 6). Todasas pacientes são do sexo feminino e as idades variam entre os 27 e os 87 anos.Para o nosso estudo, é importante perceber o grau de escolaridade das pessoas para quem vamosdesenvolver o programa proposto. A escolha de uma linguagem simples e de fácil entendimento é aopção mais indicada para pessoas com diferentes graus de escolaridade.No tratamento de dados, apercebemo-nos que a maioria das pessoas inquiridas tem a 4ª classe comograu de escolaridade (33,1%), exerce uma profissão (28,0%) ou é doméstica (22,9%).Na maior parte dos inquéritos preenchidos oralmente, as inquiridas iam tecendo comentários sobre asua actual condição perante o trabalho, especialmente se estes estivessem relacionados com o Cancroda Mama. 10,20% das inquiridas encontram-se de baixa por causa da doença.
  2. 2. A maior parte das senhoras com quem foi possível conversar tiveram a doença há mais de 5 anos(33,9%) e estão, neste momento, na fase de sobrevivência (66,1%), ou seja, não estão a fazer nenhumtipo de tratamento, estando apenas a ser vigiadas. De salientar que apenas foram inquiridas duaspessoas (1,7% da amostra) em fase de diagnóstico e que outras duas não sabiam em que fase seencontram.Mais de metade das pessoas em fase de tratamento estão, no presente momento, a realizarquimioterapia (55,6%).
  3. 3. Uma das questões mais sensíveis prende-se com o tipo de cirurgia realizada e com a visão que asprotagonistas do estudo têm em relação à reconstrução mamária. As reacções foram diversas: emalguns casos o tom de voz baixa um pouco quando falam em mastectomia; noutros, falam naturalmenteda situação, mas admitem ter sido um dos passos mais complicados durante o processo. Curiosamente,muitas das pacientes inquiridas falam sobre mastectomia, mas revelam que há pouco esclarecimentosobre reconstrução mamária. Uma grande parte diz que já ouviu falar sobre o processo por outraspessoas, mas muito pouco pelo médico que a acompanha.Estatisticamente, este estudo revela que 73% das inquiridas realizou mastectomia, e que 0,86% (1pessoa) não sabe que tipo de cirurgia realizou. Das pessoas que realizaram mastectomia, a maior parte(49,4%) não quer fazer reconstrução. (A título de curiosidade, a maior parte das pessoas inquiridasoralmente respondia que já não tinha idade para se preocupar com uma cirurgia como esta.)
  4. 4. Relativamente à existência de familiares com a mesma doença, 60,2 % não conhecem antecedentes comCancro da Mama, enquanto que 39,8% afirmam ter conhecimento da existência destes casos na família.
  5. 5. Utilização de fontes de informaçãoRelativamente ao recurso a fontes de informação digitais, quisemos aprofundar a utilização docomputador e a sua posse, com ou sem Internet.Apesar de 56,8% da amostra ter computador com acesso à Internet (uma percentagem que ultrapassaos 34,7% que não têm computador e os 8,5% que têm computador mas sem acesso à Internet),analisamos que 54,1% nunca usou o computador, uma percentagem muito superior à que indica aspacientes usam o computador diariamente (23,7%), que usam algumas vezes por semana (16,1%), ouapenas algumas vezes por mês (5,9%).
  6. 6. A informação no IPOOutro dos pontos de importante análise é a forma como as pacientes encaram a informação cedidapelos profissionais de saúde, durante as consultas na Clínica de Mama. De uma maneira geral, asutentes consideram a informação clara e suficiente, no entanto há diferenças quando distinguimos ainformação dada pelos médicos ou pelo pessoal de enfermagem.Os enfermeiros, segundo a amostra indicada, consegue reunir uma maior percentagem de inquiridas(83,9%) que acham que a sua informação é clara e suficiente. Uma percentagem ligeiramente superior àconseguida a respeito dos médicos (78%). No outro extremo de avaliação, apenas 5,9 % considera ainformação dada pelos enfermeiros confusa, e 10,2 % clara mas insuficiente. Nesta perspectiva, váriaspacientes indicaram que o tempo passado com os enfermeiros é superior à passada pelos médicos. [“Omédico limita-se a dar as informações principais, e os enfermeiros é que têm a paciência de nos explicaras coisas direitinhas”, Maria Fernanda Vieira, paciente e voluntária no IPO-Porto]. Quanto à informaçãoanalisada, 14,4% das pacientes considera a informação médica clara e insuficiente, uma percentagemsuperior face à informação confusa (7,6%).
  7. 7. Para além do esclarecimento cedido pelo hospital, é importante ficar a conhecer se há preocupaçãoe/ou necessidade em procurar outras fontes de informação, e quais as fontes primordiais de procura.Segundo o inquérito desenvolvido, 15,3% dizem ter consultado livros sobre Cancro da Mama; 28,8%preferiram consultar sites na Internet, e apenas 1,7% responderam ter obtido informação de revistasespecializadas. Importante atentar nos 33,1% que se limitam ao esclarecimento por parte do hospital,não procurando qualquer meio de informação alternativo.Este estudo é finalizado com duas perguntas que tentam retratar o perfil das pacientes, enquantoactivas participantes no processo de esclarecimento consciente individual. Desta forma, a maioria daspacientes (45,8%) sente que entende grande parte da sua problemática. Uma maioria pouco significativaface aos 39,8% que dizem entender pouco sobre o seu estado de saúde. 9,3% revelam entender tudo, eapenas 0,8% dizem não entender nada. 4,2% das pessoas inquiridas não sabem quanto percebem sobreo seu tipo de cancro. Na relação mais directa médico-paciente, na altura dos esclarecimentossubjacentes a todo o processo, 68,6% participam activamente na consulta e pedem ao médico para lheserem dadas todas as notícias inerentes ao seu estado de saúde; 30,5% limitam-se a ouvir o que omédico tem para dizer, e 0.8% preferem não responder a esta questão. Segundo o estudo, das pacientesinquiridas, nenhuma adopta a postura de querer saber apenas as boas notícias.

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