Apostila inss

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  1. 1. THATYML
  2. 2. RIO DE JANEIROALCÂNTARA: Rua Manoel João Gonçalves , 414 / 2º andar * (21) 2603-8480CINELÂNDIA: Praça Mahatma Gandhi, 2 / 2º andar * (21) 2279-8257CENTRO: Rua da Alfândega, 80 / 2º andar * (21) 3970-1015COPACABANA: Av. N. Sra. Copacabana, 807 / 2º andar * (21) 3816-1142DUQUE DE CAXIAS: Av. Pres. Kennedy, 1203 / 3º andar * (21) 3659-1523MADUREIRA: Shopping Tem-Tudo / Sobreloja 18 * (21) 3390-8887MÉIER: Rua Manuela Barbosa , 23 / 2º andar * (21) 3296-8857NITERÓI: Rua São Pedro, 151 / Sobreloja * (21) 3604-6234TAQUARA: Av. Nelson Cardoso, 1141 / 3º andar * (21) 2435-2611SÃO PAULOALPHAVILLE: Calçada das Rosas, 74 * (11) 4197-5000GUARULHOS: Av. Dr. Timóteo Pentado, 714 - Vila Progresso * (11) 2447-8800SÃO PAULO: Rua Barão de Itapetininga, 163 / 6º andar * (11) 3017-8800SANTO ANDRÉ: Av. José Cabalero, 257 * (11) 4437-8800SANTO AMARO: Av. Santo Amaro, 5860 * (11) 5189-8800OSASCO: Av. Deputado Emílio Carlos, 1132 * (11) 3685-2123INSSTÉCNICO DO SEGURO SOCIALLÍNGUA PORTUGUESARACIOCÍNIO LÓGICOINFORMÁTICAMATEMÁTICAATUALIDADESÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICOREGIME JURÍDICO ÚNICOPREVIDÊNCIA - CONJUNTURA E ESTRUTURACONHECIMENTOS COMPLEMENTARES00_rosto.pmd 30/9/2010, 09:451THATYML
  3. 3. INSSTÉCNICO DOSEGURO SOCIALProibida a reprodução no todo ou em partes, por qualquer meio ou processo, semautorização expressa. A violação dos direitos autorais é punida como crime: Có-digo Penal, Art nº 184 e seus parágrafos e Art nº 186 e seus incisos. (Ambos atualizadospela Lei nº 10.695/2003) e Lei nº 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais.EDITORAEXECUTIVAAndréa MartinsGERENTE DE EDITORAÇÃORodrigo NascimentoSUPERVISÃO DIDÁTICA E PEDAGÓGICAClaudio Roberto BastosMarceli LopesRosangela CardosoDIAGRAMAÇÃOMarcella PrataMariana GomesCAPAMarcelo FragaIgor MarraschiE-MAILapostilas@degraucultural.com.br00_rosto.pmd 30/9/2010, 09:452THATYML
  4. 4. Prezado(a) candidato(a),A equipe pedagógica da Degrau Cultural elaborou esta apostila preparatóriacom o objetivo de auxiliar a todos aqueles que pretendem prestar concursopara o cargo de Técnico do Seguro Social do INSS.Neste material, você encontrará noções de Língua Portuguesa, Raciocínio Ló-gico, Informática, Matemática, Atualidades, Ética no Serviço Público, RegimeJurídico Único, Previdência - Conjuntura e Estrutura e Conhecimentos Com-plementares, de acordo com o edital do último concurso.Esperamos que nosso material possa ser útil na conquista da tão sonhadavaga e, desde já, lhe desejamos sucesso nesta empreitada.Aproveitamos o ensejo para solicitar-lhe a gentileza de, ao término de seusestudos, preencher a carta-resposta que se encontra na última folha da apos-tila e entregar em qualquer agência dos Correios, pois sua opinião é funda-mental para que possamos trabalhar de modo a atender, cada vez mais, àssuas expectativas.Atenciosamente,Os EditoresSumário005 Língua Portuguesa073 Raciocínio Lógico087 Informática193 Matemática233 Atualidades263 Ética no Serviço Público271 Regime Jurídico Único (Lei 8.112/90)295 Previdência - Conjuntura e Estrutura317 Conhecimentos Complementares337 Exercícios00_rosto.pmd 30/9/2010, 09:453THATYML
  5. 5. 00_rosto.pmd 30/9/2010, 09:454THATYML
  6. 6. Língua PortuguesaDegrau Cultural 507 Interpretação de textos e Tipologia textual18 Fonética, ortografia e acentuação gráfica24 Emprego das classes de palavras34 Crase35 Sintaxe da oração e do período39 Pontuação42 Concordância verbal e nominal46 Regência verbal e nominal48 Significação das palavras51 Redação de correspondência oficial65 Novo Acordo OrtográficoLínguaPortuguesa00_Sumário_Port.pmd 30/9/2010, 09:455THATYML
  7. 7. 6 Degrau CulturalLíngua Portuguesa00_Sumário_Port.pmd 30/9/2010, 09:456THATYML
  8. 8. Língua PortuguesaDegrau Cultural 7INTERPRETAÇÃO DE TEXTOSTIPOLOGIA TEXTUALI. Tipologia TextualObs.: Às vezes, um fragmento pode apresentar características que o assemelham a uma descrição e também a umanarração. Nesse caso, é interessante observar que em um fragmento narrativo a relação entre os fatosrelacionados é de anterioridade e posterioridade, ou seja, existe o fato que ocorre antes e aquele que ocorredepois. Em uma narração ocorre a progressão temporal. Já na descrição a relação entre os fatos é desimultaneidade, ou seja, os fatos relacionados são concomitantes, não ocorrendo progressão temporal.01_Interpretacao de Textos.pmd 30/9/2010, 09:457THATYMLwww.baixebr.org
  9. 9. 8 Degrau CulturalLíngua PortuguesaClassifique os trechos abaixo. Marque:(A) Narração(B) Descrição(C) Dissertação01. Ocorreu um pequeno incêndio na noite de ontem,em um apartamento de propriedade do Sr. Marcosda Fonseca. No local habitavam o proprietário, suaesposa e seus dois filhos. O fogo despontou emum dos quartos que, por sorte, ficava na frente doprédio.02. O mundo moderno caminha atualmente para suaprópria destruição, pois tem havido inúmeros con-flitos internacionais, o meio ambiente encontra-seameaçado por sério desequilíbrio ecológico e,além do mais, permanece o perigo de uma catás-trofe nuclear.03. Qualquer pessoa que o visse, quer pessoalmenteou através dos meios de comunicação, era logolevada a sentir que dele emanava uma serenida-de e autoconfiança próprias daqueles que vivemcom sabedoria e dignidade.04. De baixa estatura, magro, calvo, tinha a idade deum pai que cada pessoa gostaria de ter e de quema nação tanto precisava naquele momento de de-samparo.05. Em virtude dos fatos mencionados, somos leva-dos a acreditar na possibilidade de estarmos acaminho do nosso próprio extermínio. É desejo detodos nós que algo possa ser feito no sentido deconter essas diversas forças destrutivas, para po-dermos sobreviver às adversidades e construir ummundo que, por ser pacífico, será mais facilmentehabitado pelas gerações vindouras.06. O homem, dono da barraca de tomates, tentava,em vão, acalmar a nervosa senhora. Não sei porque brigavam, mas sei o que vi: a mulher imensa-mente gorda, mais do que gorda, monstruosa, er-guia os enormes braços e, com os punhos cerra-dos, gritava contra o feirante. Comecei a me as-sustar, com medo de que ela destruísse a barraca— e talvez o próprio homem — devido à sua fúriaincontrolável. Ela ia gritando e se empolgando comsua raiva crescente e ficando cada vez mais ver-melha, assim como os tomates, ou até mais.Texto para a questão 07.(...) em volta das bicas era um zunzum cres-cente; uma aglomeração tumultuosa de machos efêmeas. Uns após outros, lavavam a cara, incomo-damente, debaixo do fio de água que escorria daaltura de uns cinco palmos. O chão inundava-se. Asmulheres precisavam já prender as saias entre ascoxas para não as molhar, via-se-lhes a tostadanudez dos braços e do pescoço que elas despiamsuspendendo o cabelo todo para o alto do casco;os homens, esses não se preocupavam em nãomolhar o pêlo, ao contrário metiam a cabeça bemdebaixo da água e esfregavam com força as ventase as barbas, fossando e fungando contra as pal-mas das mãos. As portas das latrinas não descan-savam, era um abrir e fechar de cada instante, umentrar e sair sem tréguas. Não se demoravam ládentro e vinham ainda amarrando as calças ou sai-as; as crianças não se davam ao trabalho de lá ir,despachavam-se ali mesmo, no capinzal dos fun-dos, por detrás da estalagem ou no recanto dashortas. (Aluísio Azevedo, O Cortiço)07. O fragmento acima pode ser considerado:a) narrativo, pois ocorre entre seus enunciados umaprogressão temporal de modo que um pode serconsiderado anterior ao outro.b) um típico fragmento dissertativo em que se obser-vam muitos argumentos.c) descritivo, pois não ocorre entre os enunciadosuma progressão temporal: um enunciado não podeser considerado anterior ao outro.d) descritivo, pois os argumentos apresentados sãoobjetivos e subjetivos.08. Filosofia dos EpitáfiosSaí, afastando-me dos grupos e fingindo leros epitáfios. E, aliás, gosto dos epitáfios; eles são,entre a gente civilizada, uma expressão daquelepio e secreto egoísmo que induz o homem a ar-rancar à morte um farrapo ao menos da sombraque passou. Daí vem, talvez, a tristeza inconsolá-vel dos que sabem os seus mortos na vala co-mum; parece-lhes que a podridão anônima os al-cança a eles mesmos.(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas)151510152001_Interpretacao de Textos.pmd 30/9/2010, 09:458THATYML
  10. 10. Língua PortuguesaDegrau Cultural 9Do ponto de vista da composição, é correto afir-mar que o capítulo “Filosofia dos Epitáfios”a) é predominantemente dissertativo, servindo osdados do enredo do ambiente como fundo para adigressão.b) é predominantemente descritivo, com a suspen-são do curso da história dando lugar à construçãodo cenário.c) equilibra em harmonia narração e descrição, àmedida que faz avançar a história e cria o cenáriode sua ambientação.d) é predominantemente narrativo, visto que o narradorevoca os acontecimentos que marcaram sua saída.II. ROTEIRO PARALEITURADE TEXTOS• ler atentamente o texto, tendo noção do conjunto• compreender as relações entre as partes do texto• sublinhar momentos mais significativos• fazer anotações à margemIII. ENTENDIMENTO DO TEXTOO que deve ser observado para chegar à melhorcompreensão do texto?1. PALAVRAS-CHAVEPalavras mais importantes de cada parágrafo,em torno das quais outras se organizam, criandouma ligação para produzirem sentido. As palavras-chave aparecem, muitas vezes, ao longo do textode diversas formas: repetidas, modificadas ou re-tomadas por sinônimos. As palavras-chave formamo alicerce do texto, são a base de sua sustentação,levam o leitor ao entendimento da totalidade do tex-to, dando condições para reconstruí-lo.• atenção especial para verbos e substantivos;• o título é uma boa dica de palavra-chave.Observe o texto de Bertrand Russel, “Minha Vida”,a fim de compreender a forma como ele está cons-truído:Três paixões, simples mas irresistivelmentefortes, governaram minha vida: o desejo imensodo amor, a procura do conhecimento e a insupor-tável compaixão pelo sofrimento da humanidade.Essas paixões, como os fortes ventos, levaram-me de um lado para outro, em caminhos capricho-sos, para além de um profundo oceano de angús-tias, chegando à beira do verdadeiro desespero.Primeiro busquei o amor, que traz o êxtase –êxtase tão grande que sacrificaria o resto de mi-nha vida por umas poucas horas dessa alegria.Procurei-o, também, porque abranda a solidão –aquela terrível solidão em que uma consciênciahorrorizada observa, da margem do mundo, o in-sondável e frio abismo sem vida. Procurei-o, final-mente, porque na união do amor vi, em místicaminiatura, a visão prefigurada do paraíso que san-tos e poetas imaginaram. Isso foi o que procurei e,embora pudesse parecer bom demais para a vidahumana, foi o que encontrei.Com igual paixão busquei o conhecimento.Desejei compreender os corações dos homens.Desejei saber por que as estrelas brilham. E ten-tei apreender a força pitagórica pela qual o núme-ro se mantém acima do fluxo. Um pouco disso,não muito, encontrei.Amor e conhecimento, até onde foram possí-veis, conduziram-me aos caminhos do paraíso.Mas a compaixão sempre me trouxe de volta à Ter-ra. Ecos de gritos de dor reverberam em meu co-ração. Crianças famintas, vítimas torturadas poropressores, velhos desprotegidos – odiosa cargapara seus filhos – e o mundo inteiro de solidão,pobreza e dor transformaram em arremedo o quea vida humana poderia ser. Anseio ardentementealiviar o mal, mas não posso, e também sofro.Isso foi a minha vida. Achei-a digna de ser vivi-da e vivê-la-ia de novo com a maior alegria se aoportunidade me fosse oferecida.(RUSSEL, Bertrand, Revista Mensal de Cultura,Enciclopédia Bloch, n. 53, set.1971, p.83)O texto é constituído de cinco parágrafos que seencadeiam de forma coerente, a partir das pala-vras-chave vida e paixões do primeiro parágrafo:palavras-chave• 1º parágrafo – vida / paixões• 2º parágrafo - amor• 3º parágrafo - conhecimento• 4º parágrafo - compaixão• 5º parágrafo – vidaAs palavras-chave vida e paixões prolongam-se em:amor, conhecimento e compaixão. Cada parágrafo iráater-se a cada uma dessas paixões.Leia o texto abaixo para responder às questões 9 e 10.É universalmente aceito o fato de que sai maiscara a reparação das perdas por acidentes de tra-balho que o investimento em sua prevenção. Mas,então, por que eles ocorrem com tanta freqüência?Falta, evidentemente, fiscalização. Constatar talfato exige apenas o trabalho de observar obras deengenharia civil, ao longo de qualquer trajeto porônibus ou por carro na cidade. E quem poderiasuprir as deficiências da fiscalização oficial – ossindicatos patronais ou de empregados – não ofaz; se não for por um conformismo cruel, a tomarpor fatalidade o que é perfeitamente possível deprevenir, terá sido por nosso baixo nível de organi-zação e escasso interesse pela filiação a entida-des de classe, ou por desvio dessas de seus inte-resses primordiais.Falta também a educação básica, prévia aqualquer treinamento: com a baixíssima escola-ridade do trabalhador brasileiro, não há compre-1510152025303515101501_Interpretacao de Textos.pmd 30/9/2010, 09:459THATYMLwww.baixebr.org
  11. 11. 10 Degrau CulturalLíngua Portuguesaensão suficiente da necessidade e benefício dosequipamentos de segurança, assim como damais simples mensagem ou de um manual deinstruções.E há, enfim, o fenômeno recente da terceiriza-ção, que pode estar funcionando às avessas, aopropiciar o surgimento e a multiplicação de em-presas fantasmas de serviços, que contratam aprimeira mão-de-obra disponível, em vez de sele-cionar e de oferecer mão-de-obra especializada.(O Estado de S.Paulo – 22 de fevereiro de 1998 –adaptado)09. Assinale a opção que apresenta as palavras-cha-ve do texto.a) aceitação universal – constatação – benefício –escolaridade.b) investimento em prevenção – deficiências – enti-dades – equipamentos.c) falta de fiscalização – organização – benefício –mão-de-obra.d) prevenção de acidentes – fiscalização – educa-ção – terceirização.e) crescimento – conformismo – treinamento – em-presas.10. Assinale a opção INCORRETA em relação aos ele-mentos do texto.a) O pronome “eles” (l.4) refere-se a “acidentes detrabalho” (l.2 e 3).b) A expressão “tal fato” (l.5-6) retoma a idéia antece-dente de “falta de fiscalização” (l.5).c) Para compreender corretamente a expressão “nãoo faz” (l.10 e 11), é necessário retomar a idéia de“suprir as deficiências da fiscalização oficial” (l.9).d) A palavra “primordiais” vincula-se à idéia de “bási-cos, principais”. (l.17)e) “dessas” refere-se a “deficiências da fiscalizaçãooficial” (l.9).2. IDÉIAS-CHAVESe houver dificuldade para chegar à síntese dotexto só pelas palavras-chave, deve-se buscar aidéia-chave, que deve refletir o assunto principalde cada parágrafo, de forma sintetizada.• A partir da síntese de cada parágrafo, chega-se àidéia central do texto.Observe o texto:Existem duas formas de operação marginal: aque toma a classificação genérica de economiainformal, correspondente a mais de 50% do Pro-duto Interno Bruto (PIB), e a representada pelostrabalhadores admitidos sem carteira assinada.Ambas são portadoras de efeitos econômicos esociais catastróficos.A atividade econômica exercida ao largo dosregistros oficiais frustra a arrecadação de re-ceitas tributárias nunca inferiores a R$ 50 bi-lhões ao ano. A perda de receita fiscal de talporte torna precários os programas governa-mentais para atendimento à demanda por saú-de, educação, habitação, assistência previden-ciária e segurança pública.Quanto aos trabalhadores sem anotação emcarteira, formam um colossal conjunto de excluí-dos. Estão à margem dos benefícios sociais ga-rantidos pelos direitos de cidadania, entre osquais vale citar o acesso à aposentadoria, aoseguro-desemprego e às indenizações repara-doras pela despedida sem justa causa. De outrolado, não recolhem a contribuição previdenciária,mas exercem fortes pressões sobre os serviçospúblicos de assistência médico-hospitalar.A reforma tributária poderá converter a expres-sões toleráveis a economia informal. A reduçãofiscal incidente sobre as micro e pequenas em-presas provocará, com certeza, a regularizaçãode grande parte das unidades produtivas em açãoclandestina. E a adoção de uma política consis-tente para permitir o aumento do emprego e darenda trará de volta ao mercado formal os milhõesde empregados sem carteira assinada. É preci-so entender que o esforço em favor da inserçãoda economia no sistema mundial não pode pa-gar tributo ao desemprego e à marginalizaçãosocial de milhões de pessoas.(Correio Braziliense – 13.7.97)1º parágrafo:palavras-chave: economia informal e trabalha-dores admitidos sem carteira assinadao último período do primeiro parágrafo apresentauma informação que vai nortear todo o texto: “Am-bas são portadoras de efeitos econômicos e soci-ais catastróficos.”Idéia-chave: Economia informal e trabalhadoresadmitidos sem carteira assinada trazem prejuí-zos econômicos e sociais.2° parágrafo:palavra-chave: economia informalefeitos econômicos - perda de receitas tributáriasefeitos sociais - precariedade dos programassociais do governoIdéia-chave: A perda de receitas tributárias cau-sada pela economia informal prejudica os pro-gramas sociais do governo.3° parágrafo:palavra-chave: trabalhadores admitidos sem car-teira assinadaefeitos econômicos - não recolhem contribuiçãoprevidenciáriaefeitos sociais – não têm garantia de direitossociaisIdéia-chave: Trabalhadores admitidos sem car-teira assinada causam prejuízos econômicos pornão recolherem contribuição previdenciária e so-frem os efeitos sociais, por não terem seus direi-tos assegurados.202501_Interpretacao de Textos.pmd 30/9/2010, 09:4510THATYML
  12. 12. Língua PortuguesaDegrau Cultural 114º parágrafo:há uma proposta de solução para cada um dosproblemas apresentados no texto:para a economia informal: reforma tributária –redução fiscal para micro e pequenas empresaspara os trabalhadores sem carteira assinada:política consistente para aumento do emprego eda rendaIdéia-chave: A reforma tributária poderá minimi-zar os efeitos da economia informal e uma políticaconsistente para aumento do emprego e da rendapode provocar a formalização de contratos legaispara milhões de empregados.Idéia-central do texto:A economia informal tem efeitos econômicos e so-ciais prejudiciais ao indivíduo e ao sistema, masações políticas, como a reforma tributária, pode-rão estimular a regularização de empresas, bene-ficiado, também, os trabalhadores.3. COERÊNCIACoerência é perfeita relação de sentido entre asdiversas palavras e/ou partes do texto. Haverá co-erência se for mantido um elo conceitual entre osdiversos segmentos do texto.4. COESÃOQuando lemos com atenção um texto bem cons-truído, percebemos que existe uma ligação entreos diversos segmentos que o constituem. Cadafrase enunciada deve manter um vínculo com aanterior ou anteriores para não perder o fio do pen-samento. Cada enunciado do texto deve estabele-cer relações estreitas com os outros a fim de tor-nar sólida sua estrutura. A essa conexão internaentre os vários enunciados presentes no texto dá-se o nome de coesão. Diz-se, pois, que um textotem coesão quando seus vários enunciados es-tão organicamente articulados entre si, quando háconcatenação entre eles.11. Numere o conjunto de sentenças de acordo com oprimeiro, de modo que cada par forme uma se-qüência coesa e lógica. Identifique, em seguida, aletra da seqüência numérica correta (Baseado emDélio Maranhão).(1) Cumpre, inicialmente, distinguir a higiene do tra-balho da segurança do trabalho.(2) Na evolução por que passou a teoria do risco pro-fissional, abandonou-se o trabalho profissionalcomo ponto de referência para colocar-se, em seulugar, a atividade empresarial.(3) Há que se fazer a distinção entre acidentes do tra-balho e doença do trabalho.(4) O Direito do Trabalho reconhece a importância dafunção da mulher no lar.(5) Motivos de ordem biológica, moral, social e eco-nômica encontram-se na base da regulamenta-ção legal do trabalho do menor.( ) A culminação desse processo evolutivo encontra-se no conceito de risco social e na idéia correlatade responsabilidade social.( ) Daí as restrições da jornada normal e ao trabalhonoturno.( ) A necessidade de trabalhar não deve prejudicar onormal desenvolvimento de seu organismo.( ) Enquanto esta é inerente a determinados ramosde atividade, os primeiros são aqueles que ocor-rem pelo exercício do trabalho, provocando lesãocorporal.( ) Constitui aquela o conjunto de princípios e regrasdestinados a preservar a saúde do trabalhador.A seqüência numérica correta é:a) 1, 3, 4, 5, 2.b) 3, 2, 1, 5, 4.c) 2, 5, 3, 1, 4.d) 5, 1, 4, 3, 2.e) 2, 4, 5, 3, 1.12. As propostas abaixo dão seguimento coerente e ló-gico ao trecho citado, EXCETO uma delas. Aponte-a:“Provavelmente devido à proximidade com osperigos e a morte, os marinheiros dos séculos XVe XVI eram muito religiosos. Praticavam um tipode religião popular em que os conhecimentos teo-lógicos eram mínimos e as superstições muitas.”(Janaína Amado, com cortes e adaptações)a) Entre essas, figuravam o medo de zarpar numasexta-feira e o de olhar fixamente para o mar àmeia-noite.b) Cristóvão Colombo, talvez o mais religioso entretodos os navegantes, costumava antepor a cadacoisa que faria os dizeres: “Em nome da Santíssi-ma Trindade farei isto”.c) Apesar disso, os instrumentos náuticos represen-taram progressos para a navegação oceânica, fa-cilitando a tarefa de pilotos e aumentando a segu-rança e confiabilidade das rotas e viagens.d) Nos navios, que não raro transportavam padres,promoviam-se rezas coletivas várias vezes aodia e, nos fins de semana, serviços religiososespeciais.e) Constituíam expressão de religiosidade dos ma-rinheiros constantes promessas aos santos, indi-viduais ou coletivas.Leia o texto para solucionar as questões 13 e 14.Cientistas de diversos países decidiram abra-çar, em 1990, um projeto ambicioso: identificar todoo código genético contido nas células humanas(cerca de três bilhões de caracteres). O objetivoprincipal de tal iniciativa é compreender melhor ofuncionamento da vida, e, conseqüentemente, aforma mais eficaz de curar as doenças que nosameaçam. Como é esse código que define comosomos, desde a cor dos cabelos até o tamanhodos pés, o trabalho com amostras genéticas co-lhidas em várias partes do mundo está ajudando151001_Interpretacao de Textos.pmd 30/9/2010, 09:4511THATYML
  13. 13. 12 Degrau CulturalLíngua Portuguesatambém a entender as diferenças entre as etniashumanas. Chamado de Projeto Genoma Huma-no, desde o seu início ele não parou de produzirnovidades científicas. A mais importante delas é aconfirmação de que o homem surgiu realmentena África e se espalhou pelo resto do planeta. Apesquisa contribuiu também para derrubar velhasteorias sobre a superioridade racial e está provan-do que o racismo não tem nenhuma base científi-ca. É mais uma construção social e cultural. O quepercebemos como diferenças raciais são apenasadaptações biológicas às condições geográficas.Originalmente o ser humano é um só.(ISTO É – 15.1.97)13. Assinale o item em que não há correspondênciaentre os dois elementos.a) “tal iniciativa” (l.5) refere-se a “projeto ambicioso”.b) “ele” (l.14) refere-se a “Projeto Genoma Humano”.c) “delas” (l.15) refere-se a “novidades científicas”.d) “A pesquisa” (l.18) refere-se a “Projeto GenomaHumano”.e) “É mais” (l.21) refere-se a “Pesquisa”.14. Marque o item que NÃO está de acordo com asidéias do texto.a) O Projeto Genoma Humano tem como objetivo pri-mordial reconhecer as diferenças entre as váriasraças do mundo.b) O ser humano tem uma estrutura única independen-te de etnia e as diferenças raciais provêm da neces-sidade de adaptação às condições geográficas.c) O código genético determina as características decada ser humano, e conhecer esse código levaráos cientistas a controlarem doenças.5.1. PRINCIPAIS CONECTIVOSCONJUNÇÕESCOORDENATIVAS1520d) As amostras para a pesquisa do Projeto GenomaHumano estão sendo colhidas em diversas par-tes do mundo.e) O racismo não tem fundamento científico; é umfenômeno que se forma apoiado em estruturassociais e culturais.15. Indique a ordem em que as questões devem seorganizar no texto, de modo a preservar-lhe a coe-são e coerência (Baseado no texto de José Onofre).( ) O País não é um velho senhor desencantado coma vida que trata de acomodar-se.( ) O Brasil tem memória curta.( ) É mais como um desses milhões de jovens malnascidos cujo único dote é um ego dominante epredador, que o impele para a frente e para cima,impedindo que a miséria onde nasceu e cresceulhe sirva de freio.( ) “Não lembro”, responde, “faz muito tempo”.( ) Lembra o personagem de Humphrey Bogart emCasablanca, quando lhe perguntaram o que fizerana noite anterior.( ) Mas esta memória curta, de que políticos e jornalis-tas reclamam tanto, não é, como no caso de Bo-gart, uma tentativa de esquecer os lances maispenosos de seu passado, um conjunto de desilu-sões e perdas que leva ao cinismo e à indiferença.a) 1, 2, 6, 5, 4, 3.b) 2, 5, 4, 6, 3, 1.c) 2, 6, 1, 3, 5, 4.d) 1, 5, 4, 6, 3, 2.e) 2, 5, 4, 1, 6, 3.5. CONEXÕESOs conectivos também são elementos de coesão. Uma leitura eficiente do texto pressupõe, entre outros cuida-dos, o de depreender as conexões estabelecidas pelos conectivos.01_Interpretacao de Textos.pmd 30/9/2010, 09:4512THATYML
  14. 14. Língua PortuguesaDegrau Cultural 13CONJUNÇÕESSUBORDINATIVASPRONOMESRELATIVOS01_Interpretacao de Textos.pmd 30/9/2010, 09:4513THATYML
  15. 15. 14 Degrau CulturalLíngua Portuguesa16. A alternativa que substitui, correta e respectiva-ente, as conjunções ou locuções grifadas nosperíodos abaixo é:I. Visto que pretende deixar-nos, preparamos umafesta de despedida.II. Terá sucesso, contanto que tenha amigos influ-entes.III. Casaram-se e viveram felizes, tudo como estavaescrito nas estrelas.IV. Foi transferido, portanto não nos veremos commuita freqüência.a) porque, mesmo que, segundo, ainda que.b) como, desde que, conforme, logo.c) quando, caso, segundo, tão logo.d) salvo se, a menos que, conforme, pois.e) pois, mesmo que, segundo, entretanto.17. Assinale a alternativa em que o pronome relativo“onde” obedece aos princípios da língua cultaescrita.a) Os fonemas de uma língua costumam ser repre-sentados por uma série de sinais gráficos deno-minados letras, onde o conjunto delas forma apalavra.b) Todos ficam aflitos no momento da apuração, ondeserá conhecida a escola campeã.c) Foi discutida a pequena carga horária de aulas deCálculo e Física, onde todos concordaram e dese-jam mais aulas.d) Não se pode ferir um direito constitucional onde visaa garantir a educação pública e gratuita para todos.e) Não se descobriu o esconderijo onde os seqües-tradores o deixaram durante esses meses todos.18. Nos períodos abaixo, as orações sublinhadas es-tabelecem relações sintáticas e de sentido comoutras orações.I. Eles compunham uma grande coleção, que foi sedispersando à medida que seus filhos se casa-vam, levando cada qual um lote de herança. (PRO-PORCIONALIDADE)II. Mal se sentou na cadeira presidencial, Itamar Fran-co passou a ver conspirações. (MODO)III. Nunca foi professor da UnB, mas por ela se apo-sentou. (CONTRARIEDADE)IV. Mesmo que tenham sido só esses dois, (...) já nãose configuraria a roubalheira (...) ? (CONCESSÃO)A classificação dessas relações está correta so-mente nos períodosa) I, II e III.b) II e IV.c) I e III.d) II, III e IV.e) I, III e IV.19. Os princípios da coerência e da coesão não foramviolados em:a) O Santos foi o time que fez a melhor campanha docampeonato. Teria, no entanto, que ser o campeãoeste ano.b) Apesar da Sabesp estar tratando a água da Re-presa de Guarapiranga, portanto o gosto da águanas regiões sul e oeste da cidade melhorou.c) Mesmo que os deputados que deponham na CPIe ajudem a elucidar os episódios obscuros do casodos precatórios, a confiança na instituição não foiabalada.d) O ministro reafirmou que é preciso manter a todocusto o plano de estabilização econômica, sobpena de termos a volta da inflação.e) Antes de fazer ilações irresponsáveis acerca dasmedidas econômicas, deve-se procurar conheceras razões que, por isso as motivaram.As questões 20 e 21 referem-se ao texto que segue.ImpostoA insistência das secretarias estaduais deFazenda em cobrar 25% de ICMS dos provedoresde acesso à Internet deve acabar na Justiça. A pazatual entre os dois lados é apenas para celebrar ofim do ano. Os provedores argumentam que nãotêm de pagar o imposto porque não são, por lei,considerados empresas de telecomunicação, masapenas prestadores de serviços. Com o caixa que-brado, os Estados permanecem irredutíveis. O Mi-nistério da Ciência e Tecnologia alertou formal-mente ao ministro da Fazenda, Pedro Malan, quea imposição da cobrança será repassada para oconsumidor e pode prejudicar o avanço da Inter-net no Brasil. Hoje, pagam-se em média 40 reaispara se ligar à rede.(Veja – 8/1/97, p. 17)20. Infere-se do texto quea) as empresas caracterizadas como prestadoras deserviço estão isentas do ICMS.b) todas as pessoas que desejam ligar-se à Internetdevem pagar 40 reais de ICMS.c) os provedores de acesso à Internet estão proces-sando os consumidores que não pagam o ICMS.d) os Estados precisam cobrar mais impostos dosprovedores para não serem punidos pelo Ministé-rio da Ciência e Tecnologia.a) o desenvolvimento da Internet no Brasil está sen-do prejudicado pela cobrança do ICMS.21. A conjunção mas no texto estabelece uma relação dea) tempo.b) adição.c) conseqüência.d) causa.e) oposição.22. Assinale a única conjunção incorreta para com-pletar a lacuna do texto.A partir do ofício enviado pelo fisco, começou-se alevantar informações sobre a sonegação de im-posto de renda no mundo do esporte no Brasil. “Ofutebol já é o quarto maior mercado de capitais domundo”, diz Ives Gandra Martins, advogado tribu-tarista e conselheiro do São Paulo Futebol Clube,______________ só agora a Receita começa aprestar atenção nos jogadores.01_Interpretacao de Textos.pmd 30/9/2010, 09:4514THATYML
  16. 16. Língua PortuguesaDegrau Cultural 15Em outros países não é assim. Nos EstadosUnidos, ano passado, a contribuição fiscal doastro do basquete Michael Jordan chegou a 20,8milhões de dólares.(Exame – 27 de agosto de 1997)a) todavia.b) conquanto.c) entretanto.d) não obstante.e) no entanto.IV. PARÁFRASEParáfrase é a reprodução explicativa de um texto ou deunidade de um texto, por meio de uma linguagem maislonga. Na paráfrase sempre se conservam basicamen-te as idéias do texto original. O que se inclui são comen-tários, idéias e impressões de quem faz a paráfrase. Naescola, quando o professor, ao comentar um texto, incluioutras idéias, alongando-se em função do propósito deser mais didático, faz uma paráfrase.Parafrasear consiste em transcrever, com novas pala-vras, as idéias centrais de um texto. O leitor deveráfazer uma leitura cuidadosa e atenta e, a partir daí, rea-firmar e/ou esclarecer o tema central do texto apresen-tado, acrescentando aspectos relevantes de uma opi-nião pessoal ou acercando-se de críticas bem funda-mentadas. Portanto, a paráfrase repousa sobre o tex-to-base, condensando-o de maneira direta e imperati-va. Consiste em um excelente exercício de redação,uma vez que desenvolve o poder de síntese, clareza eprecisão vocabular. Acrescenta-se o fato de possibilitarum diálogo intertextual, recurso muito utilizado para efei-to estético na literatura moderna.Como ler um textoRecomendam-se duas leituras. A primeira chamaremosde leitura vertical e a segunda, de leitura horizontal.Leitura horizontal é a leitura rápida que tem como finalida-de o contato inicial com o assunto do texto. De posse destavisão geral, podemos passar para o próximo passo.Leitura vertical consiste em uma leitura mais atenta; éo levantamento dos referenciais do texto-base para aperfeita compreensão. É importante grifar, em cadaparágrafo lido, as idéias principais. Após escrever àparte as idéias recolhidas nos grifos, procurando daruma redação própria, independente das palavras utili-zadas pelo autor do texto. A esta etapa, chamaremosde levantamento textual dos referenciais. A redação fi-nal é a união destes referenciais, tendo o redator ocuidado especial de unir idéias afins, de acordo com aidentidade e evolução do texto-base.Exemplo de paráfraseProfecias de uma Revolução na MedicinaHá séculos, os professores de segundo grau da Sar-denha vêm testemunhando um fenômenos curioso.Com a chegada da primavera, em fevereiro, alguns deseus alunos tornam-se apáticos. Nos três meses sub-seqüentes, sofrem uma baixa em seu rendimento es-colar, sentem-se tontos e nauseados, e adormecemna sala de aula. Depois, repentinamente, suas energi-as retornam. E ficam ativos e saudáveis até o próximomês de fevereiro.Os professores sardenhos sabem que os adultos tam-bém apresentam sintomas semelhantes e que, na re-alidade, alguns chegam a morrer após urinarem umagrande quantidade de sangue. Por vezes, aproximada-mente 35% dos habitantes da ilha chegam a ser aco-metidos por este mal.O Dr. Marcelo Siniscalco, do Centro de CancerologiaSloan-Kedttering, em Nova Iorque, e o Dr. Arno G. Motul-sky, da Universidade de Washington, depararam pelaprimeira vez com a doença em 1959, enquanto desen-volviam um estudo sobre padrões de hereditariedade edeterminaram que os sardenhos eram vítimas de ane-mia hemolítica, uma doença hereditária que faz comque os glóbulos vermelhos do sangue se desintegremno interior dos veios sangüíneos. Os pacientes urina-vam sangue porque os rins filtram e expelem a hemo-globina não aproveitada. Se o volume de destruição formínimo, o resultado será a letargia; se for aguda, adoença poderá acarretar a morte do paciente.A anemia hemolítica pode ter diversas origens. Mas naSardenha, as experiências indicam que praticamentetodas as pessoas acometidas por este mal têm defici-ência de uma única enzima, chamada deidrogenasefosfo-glucosada-6 (ou G-6-PD), que forma um elo desuma importância na corrente de produção de energiapara as células vermelhas do sangue.Mas os sardenhos ficam doentes apenas durante aprimavera, o que indica que a falta de G-6-PD da vítimanão aciona por si só a doença - que há algo no meioambiente que tira proveito da deficiência. A deficiênciagenética pode ser a arma, mas um fator ambiental équem a dispara.Entre as plantas que desabrocham durante a primave-ra na Sardenha encontra-se a fava ou feijão italiano -observou o Dr. Siniscalco. Esta planta não tem umaboa reputação desde ao ano 500 a.C. , quando o filóso-fo grego e reformador político Pitágoras proibiu que seusseguidores a comessem, ou mesmo andassem porentre os campos onde floresciam. Agora, o motivo detal proibição tornou-se claro; apenas aquelas pessoasque carregam o gene defeituoso e comiam favas cruasou parcialmente cozidas (ou inspiravam o pólen de umaplanta em flor) apresentavam problemas. todos os de-mais eram imunes.Em dois anos, o Dr. Motusky desenvolveu um teste desangue simples para medir a presença ou ausência deG-6-PD. Atualmente, os cientistas têm um modo de de-terminar com exatidão quem está predisposto à doençae quem não está; a enzima hemolítica, os geneticistascomeçaram a fazer a triagem da população da ilha. Lo-calizaram aqueles em perigo e advertiram-lhes para evi-tar favas de feijão durante a estação de floração. Comoresultado, a incidência de anemia hemolítica e de estu-dantes apáticos começou a declinar. O uso de marcado-res genéticos como instrumento de previsão da reaçãodos sardenhos à fava de feijão há 20 anos foi uma dasprimeiras vezes em que os marcadores genéticos eramempregados deste modo; foi um avanço que poderámudar o aspecto da medicina moderna. Os marcadoresgenéticos podem prever agora a possível eclosão deoutras doenças e, tal como a anemia hemolítica, podemauxiliar os médicos a prevenirem totalmente os ataquesem diversos casos. (Zsolt Harsanyi e Richard Hutton,publicado no jornal O Globo).01_Interpretacao de Textos.pmd 30/9/2010, 09:4515THATYML
  17. 17. 16 Degrau CulturalLíngua Portuguesa23. Assinale a opção que mantém o mesmo sentidodo trecho sublinhado a seguir:Uma das grandes dificuldades operacionais en-contradas em planos de estabilização é o conflitoentre perdedores e ganhadores. Às vezes reais,outras fictícios, estes conflitos geram confrontos epolêmicas que, com freqüência, podem pressio-nar os formuladores da política de estabilização atomar decisões erradas e, com isto, comprometero sucesso das estratégias antiinflacionárias.(Folha de S.Paulo, 7/5/94)a) Estes conflitos, reais ou fictícios, geram confron-tos e polêmicas que, freqüentemente, podem pres-sionar os formuladores da política de estabiliza-ção a tomar decisões erradas, sem, com isso,comprometer o sucesso das estratégias antiinfla-cionárias.b) O sucesso das estratégias antiinflacionárias podeficar comprometido se, pressionados por confli-tos, reais ou fictícios, os formuladores da políticade estabilização tomarem decisões erradas.c) Os conflitos, às vezes reais, outras fictícios, quepodem pressionar os formuladores da política deestabilização a confrontos e polêmicas, compro-metem o sucesso das antiinflacionárias.d) O sucesso das estratégias antiinflacionárias podeficar comprometido se os formuladores da políticade estabilização, pressionados por confrontos epolêmicas decorrentes de conflitos, tomarem de-cisões erradas.e) Os formuladores da política de estabilização po-dem tomar decisões erradas se os conflitos, ge-rados por confrontos e polêmicas os pressiona-rem; o sucesso das estratégias antiinflacionáriasfica, com isto comprometido.24. Marque a opção que não constitui paráfrase dosegmento abaixo:“O abolicionismo, que logrou pôr fim à escravidãonas Antilhas Britânicas, teve peso ponderável napolítica antinegreira dos governos britânicos du-rante a primeira metade do século passado. Mastiveram peso também os interesses capitalistas,comerciais e industriais, que desejavam expandiro mercado ultramarino, de produtos industriais eviam na inevitável miséria do trabalhador escravoum obstáculo para este desiderato.”(P. Singer, A formação da classe operária, São Paulo,Atual, 1988, p.44)a) Na primeira metade do século passado, a despeitoda forte pressão do mercado ultramarino em criarconsumidores potenciais para seus produtos in-dustriais, foi o movimento abolicionista o motor quepôs cobro à miséria do trabalhador escravo.b) A política antinegreira da Grã-Bretanha na primei-ra metade do século passado foi fortemente influ-enciada não só pelo ideário abolicionista comotambém pela pressão das necessidades comer-ciais e industriais emergentes.c) Os interesses capitalistas que buscavam ampliaro mercado para seus produtos industriais tiverampeso considerável na formulação da política anti-negreira inglesa, mas teve-o também a consciên-cia liberal antiescravista.d) Teve peso considerável na política antinegreirabritânica, o abolicionismo. Mas as forças de mer-cado tiveram também peso, pois precisavam dis-por de consumidores para seus produtos.e) Ocorreu uma combinação de idealismo e interes-ses materiais, na primeira metade do século XIX,na formulação da política britânica de oposição àescravidão negreira.V. PerífraseObserve:O povo lusitano foi bastante satirizado por Gil Vicente.Utilizou-se a expressão “povo lusitano” para substituir“os portugueses”. Esse rodeio de palavras que substi-tuiu um nome comum ou próprio chama-se perífrase.Perífrase é a substituição de um nome comum ou pró-prio por um expressão que a caracterize. Nada mais édo que um circunlóquio, isto é, um rodeio de palavras.Outros exemplos:astro rei (Sol) | última flor do Lácio (língua portuguesa)Cidade-Luz (Paris)Rainha da Borborema (Campina Grande) | Cidade Ma-ravilhosa (Rio de Janeiro)Observação: existe também um tipo especial de perí-frase que se refere somente a pessoas. Tal figura deestilo é chamada de antonomásia e baseia-se nasqualidades ou ações notórias do indivíduo ou da enti-dade a que a expressão se refere.Exemplos:A rainha do mar (Iemanjá)O poeta dos escravos (Castro Alves)O criador do teatro português (Gil Vicente)VI. SÍNTESEA síntese de texto é um tipo especial de composiçãoque consiste em reproduzir, em poucas palavras, o queo autor expressou amplamente. Desse modo, só de-vem ser aproveitadas as idéias essenciais, dispensan-do-se tudo o que for secundário.Procedimentos:1. Leia atentamente o texto, a fim de conhecer o assun-to e assimilar as idéias principais;2. Leia novamente o texto, sublinhando as partes maisimportantes, ou anotando à parte os pontos que devemser conservados;3. Resuma cada parágrafo separadamente, mantendoa seqüência de idéias do texto original;4. Agora, faça seu próprio resumo, unindo os parágrafos,ou fazendo quaisquer adaptações conforme desejar;5. Evite copiar partes do texto original. Procure exercitarseu vocabulário. Mantenha, porém, o nível de lingua-gem do autor;01_Interpretacao de Textos.pmd 30/9/2010, 09:4516THATYMLwww.baixebr.org
  18. 18. Língua PortuguesaDegrau Cultural 17MODELOArranchados sob um juazeiro, em meio àquela desola-ção, um bando de retirantes tentava aproveitar uma vacajá em estado de putrefação, para combater-lhe a fomede dois dias. Quando Chico Bento, com o seu bando,aproxima-se também em busca de abrigo e, compade-cendo-se daquela situação, divide com os miseráveiso resto de alimento que trazia, deixando o animal paraos urubus.VII. COMO RESUMIR UM TEXTOLer não é apenas passar os olhos no texto. É precisosaber tirar dele o que é mais importante, facilitando otrabalho da memória. Saber resumir as idéias expres-sas em um texto não é difícil. Resumir um texto é repro-duzir com poucas palavras aquilo que o autor disse.Para se realizar um bom resumo, são necessárias al-gumas recomendações:1. Ler todo o texto para descobrir do que se trata.2. Reler uma ou mais vezes, sublinhando frases oupalavras importantes. Isto ajuda a identificar.3. Distinguir os exemplos ou detalhes das idéias prin-cipais.4. Observar as palavras que fazem a ligação entre asdiferentes idéias do texto, também chamadas de co-nectivos: “por causa de”, “assim sendo”, “além do mais”,“pois”, “em decorrência de”, “por outro lado”, “da mes-ma forma”.5. Fazer o resumo de cada parágrafo, porque cada umencerra uma idéia diferente.6. Ler os parágrafos resumidos e observar se há umaestrutura coerente, isto é, se todas as partes estão bemencadeadas e se formam um todo.7. Num resumo, não se devem comentar as idéias doautor. Deve-se registrar apenas o que ele escreveu, semusar expressões como “segundo o autor”, “o autor afir-mou que”.8. O tamanho do resumo pode variar conforme o tipo deassunto abordado. É recomendável que nunca ultra-passe vinte por cento da extensão do texto original.9. Nos resumos de livros, não devem aparecer diálo-gos, descrições detalhadas, cenas ou personagenssecundárias. Somente as personagens, os ambientese as ações mais importantes devem ser registrados.6. Não se envolva nem participe do texto. Limite-se asintetizá-lo.Sem copiar frases, RESUMIR, o texto abaixo:O QUINZEDebaixo de um juazeiro grande, todo um bando de reti-rantes se arranchara: uma velha, dois homens, umamulher nova, algumas crianças.O sol, no céu, marcava onze horas. Quando Chico Ben-to, com seu grupo, apontou na estrada, os homensesfolavam uma rês e as mulheres faziam ferver umalata de querosene cheia de água, abanando o fogo comum chapéu de palha muito sujo e remendado.Em toda a extensão da vista, nenhuma outra árvoresurgia. Só aquele juazeiro, devastado e espinhento,verdejava a copa hospitaleira na desolação cor de cin-za da paisagem.Cordulina ofegava de cansaço. A Limpa-Trilho gania eparava, lambendo os pés queimados.Os meninos choramingavam, pedindo de comer.E Chico Bento pensava:– Por que, em menino, a inquietação, o calor, o cansa-ço, sempre aparecem com o nome de fome?– Mãe, eu queria comer... me dá um taquinho de rapa-dura!– Ai, pedra do diabo! Topada desgraçada! Papai, vamoscomer mais aquele povo, debaixo desse pé de pau?O juazeiro era um só. O vaqueiro também se achou nodireito de tomar seu quinhão de abrigo e de frescura.E depois de arriar as trouxas e aliviar a burra, reparounos vizinhos. A rês estava quase esfolada. A cabeçainchada não tinha chifres. Só dois ocos podres, malcheirosos, donde escorria uma água purulenta.Encostando-se ao tronco, Chico Bento se dirigiu aosesfoladores:– De que morreu essa novilha, se não é da minhaconta?Um dos homens levantou-se, com a faca escorrendosangue, as mãos tintas de vermelho, um fartum san-grento envolvendo-o todo:– De mal-dos-chifres. Nós já achamos ela doente. Evamos aproveitar, mode não dar para os urubus.Chico Bento cuspiu longe, enojado:– E vosmecês têm coragem de comer isso? Me ripunasó de olhar...O outro explicou calmamente:– Faz dois dias que a gente não bota um de-comer depanela na boca...Chico Bento alargou os braços, num grande gesto defraternidade:– Por isso não! Aí nas cargas eu tenho um resto decriação salgada que dá para nós. Rebolem essa por-queira pros urubus, que já é deles! Eu vou lá deixar umcristão comer bicho podre de mal, tenho um bocado nomeu surrão!Realmente a vaca já fedia, por causa da doença.Toda descarnada, formando um grande bloco sangren-to, era uma festa para os urubus vê-la, lá de cima, lá dafrieza mesquinha das nuvens. E para comemorar oachado executavam no ar grandes rondas festivas, ne-grejando as asas pretas em espirais descendentes.Rachel de QueirozGABARITO01.A 02. C 03. B 04. B 05. C06.A 07. C 08.A 09. D 10. E11. E 12. C 13. E 14.A 15. B16. B 17. E 18. E 19. D 20.A21. E 22. B 23. D 24.A01_Interpretacao de Textos.pmd 30/9/2010, 09:4517THATYML
  19. 19. 18 Degrau CulturalLíngua PortuguesaFONÉTICA, ORTOGRAFIA E ACENTUAÇÃO GRÁFICAÉ a parte da lingüística que estuda os sons da fala(fones).FonemasSão as entidades capazes de estabelecer distinçãoentre as palavras.Exemplos: casa/capa, muro/mudo, dia/tiaA troca de um único fonema determina o surgimen-to de outra palavra ou um som sem sentido. O fonemase manifesta no som produzido e é registrado pela le-tra, é representado graficamente por ela. O fonema /z/,por exemplo, pode ser representado por várias letras: z(fazenda), x (exagerado), s (mesa).Atenção: Os fonemas são representados entrebarras. Exemplos: /m/, /o/.Classificação dos fonemasOs fonemas da língua portuguesa classificam-seem vogais, semivogais e consoantes.Vogais: são fonemas pronunciados sem obstáculo àpassagem de ar, chegando livremente ao exterior. Exem-plos: pato, botaSemivogais: são os fonemas que se juntam a uma vo-gal, formando com esta uma só sílaba. Exemplos: cou-ro, baile. Observe que só os fonemas /i/ e /u/ átonosfuncionam como semivogais. Para que não sejam con-fundidos com as vogais i e u serão representados por[y] e [w] e chamados respectivamente de iode e vau.Consoantes: são fonemas produzidos mediante a re-sistência que os órgãos bucais (língua, dentes, lábi-os) opõem à passagem de ar. Exemplos: caderno,lâmpada.Dica: Em nossa língua, a vogal é o elementobásico, suficiente e indispensável para a forma-ção da sílaba. Você encontrará sílabas constitu-ídas só de vogais, mas nunca formadas somen-te com consoantes. Exemplos: viúva, abelha.Classificação das vogais1- Quanto à intensidadeA intensidade está relacionada com a tonicidade davogal.a- tônicas: café, camab- átonas: massa, bote2- Quanto ao timbreO timbre está relacionado com a abertura da bocaa- abertas: (sapo), (neve), (bola)b- fechadas: ê (mesa), ô (domador), i (bico), u (útero) etodas as nasaisEncontros vocálicosHá três tipos de encontros vocálicos: ditongo, hiatoe tritongo.Ditongo: é a junção de uma vogal + uma semivogal(ditongo decrescente), ou vice-versa (ditongo cres-cente), na mesma sílaba.Ex.: noite (ditongo decrescente), quase (ditongo cres-cente).Tritongo: é a junção de semivogal + vogal + semivogal,formando uma só sílaba.Ex.: Paraguai, argüiu.Hiato: é junção de duas vogais pronunciadas separa-damente formando sílabas distintas.Ex.: saída, coelhoAtenção: Não se esqueça que só as vogais /i/ e/u/ podem funcionar como semivogais. Quandosemivogais, serão representadas por /y/ e /w/respectivamente.DígrafosÉ a união de duas letras representando um só fone-ma. Observe que no caso dos dígrafos não há corres-pondência direta entre o número de letras e o númerode fonemas.Dígrafos que desempenham a função de consoan-tes: ch (chuva), lh (molho), nh (unha), rr (carro) e outros.Dígrafos que desempenham a função de vogais na-sais: am (campo), en (bento), om (tombo) e outros.Encontros consonantaisQuando existe uma seqüência de duas ou mais con-soantes em uma mesma palavra, denominamos essaseqüência de encontro consonantal.O encontro pode acorrer:– na mesma sílaba: cla-ri-da-de, fri-tu-ra, am-plo.– em sílabas diferentes: af-ta, com-pul-só-rioAtenção: Nos encontros consonantais somoscapazes de perceber o som de todas as conso-antes.SílabaÉ a unidade ou grupo de fonemas emitidos num sóimpulso da voz.Classificação das palavras quanto ao número desílabasMonossílabas - aquelas que possuem uma só sílaba:dó, mão, cruz, etc.Dissílabas - aquelas que possuem duas sílabas: sa/pé, fo/lha, te/la, etc.Trissílabas - aquelas que possuem três sílabas: fun/da/ção, mé/di/co, etc.Polissílabas - aquelas que possuem mais de três síla-bas: ve/te/ra/no, na/tu/re/za, pa/la/ci/a/no, etc.Divisão silábicaA fala é o primeiro e mais importante recurso usadopara a divisão silábica na escrita.02_Fonetica, Ortografia e Acent.pmd 30/9/2010, 09:4518THATYML
  20. 20. Língua PortuguesaDegrau Cultural 19Regra geral:Toda sílaba, obrigatoriamente, possui uma vogal.Regras práticas:Não se separam ditongos e tritongos. Exemplos:mau, averigüeiSeparam-se as letras que representam os hiatos.Exemplos: sa-í-da, vô-o...Separam-se somente os dígrafos rr, ss, sc, sç, xc.Exemplos: pas-se-a-ta, car-ro, ex-ce-to...Separam-se os encontros consonantais pronunci-ados separadamente. Exemplo: car-taOs elementos mórficos das palavras (prefixos, radi-cais, sufixos), quando incorporados à palavra, obede-cem às regras gerais. Exemplos: de-sa-ten-to, bi-sa-vô, tran-sa-tlân-ti-co...Consoante não seguida de vogal permanece na sí-laba anterior. Quando isso ocorrer em início de palavra,a consoante se anexa à sílaba seguinte. Exemplos: ad-je-ti-vo, tungs-tê-nio, psi-có-lo-go, gno-mo...Acento tônico / gráfico1 - Sílaba tônica - A sílaba proferida com mais intensi-dade que as outras é a sílaba tônica. Esta possui oacento tônico, também chamado acento de intensi-dade ou prosódico:Exemplos: cajá, caderno, lâmpada2 - Sílaba subtônica - Algumas palavras geralmentederivadas e polissílabas, além do acento tônico,possuem um acento secundário. A sílaba com acentosecundário é chamada de subtônica.Exemplos: terrinha, sozinho3 - Sílaba átona - As sílabas que não são tônicas nemsubtônicas chamam-se átonas.Podem ser pretônicas (antes da tônica) ou postôni-cas (depois da tônica),Exemplos: barata (átona pretônica, tônica, átonapostônica); máquina (tônica, átona postônica, áto-na postônica).Atenção: Não confunda acento tônico com acentográfico. O acento tônico está relacionado comintensidade de som e existe em todas as pala-vras com duas ou mais sílabas. O acento gráficoexistirá em apenas algumas palavras e seráusado de acordo com regras de acentuação.Classificação das palavras quanto ao acento tônicoAs palavras com mais de uma sílaba, conforme atonicidade, classificam-se em:Oxítonas: quando a sílaba tônica é a última - coração,São Tomé, etc.Paroxítonas: quando a sílaba tônica é a penúltima -cadeira, linha, régua, etc.Proparoxítonas: quando a sílaba tônica é a antepenúl-tima - ibérica, América, etc.Os monossílabos podem ser tônicos ou átonos:Tônicos: são autônomos, emitidos fortemente, comose fossem sílabas tônicas. Exemplos: ré, teu, lá, etc.Átonos: apóiam-se em outras palavras, pois não sãoautônomos, são emitidos fracamente, como se fos-sem sílabas átonas.São palavras sem sentido quandoestão isoladas: artigos, pronomes oblíquos, preposi-ções, junções de preposições e artigos, conjunções,pronome relativo que. Exemplos: o, lhe, nem, etc.Acentuação gráficaAs palavras em Língua Portuguesa são acentuadasde acordo com regras. Para que você saiba aplicá-las épreciso que tenha claros alguns conceitos como tonici-dade, encontros consonantais e vocálicos...Para você acentuar uma palavra:1º Divida-a em sílabas;2º Classifique-a quanto à tonicidade (oxítona, paroxítona...);3º De acordo com sua terminação, encaixe-a nos quadros abaixo.Você deve acentuar as vogais tônicas das:Atenção: não se acentuam as paroxítonas terminadas em -ens. Exemplo: itens, nuvens...02_Fonetica, Ortografia e Acent.pmd 30/9/2010, 09:4519THATYML
  21. 21. 20 Degrau CulturalLíngua PortuguesaGrupos gu, qu antes de e/iQuando o u é proferido e tônico, receberá acentoagudo: averigúe, apazigúe, argúis, etc.Quando o referido u é proferido e átono, receberátrema: freqüente, tranqüilo, etc.Quando o u não for pronunciado, formará com q e gdígrafos, ou seja, duas letras representando um únicofonema /k/ e /g /. Não apresenta nenhum tipo de acento.Acento diferencialO acento diferencial (que pode ser circunflexo ouagudo) é usado como sinal distintivo de vocábulos ho-mógrafos (palavras que apresentam a mesma escri-ta). Alguns exemplos:• ás (carta de baralho, piloto exímio) - as (artigo femini-no plural)• côa, côas (verbo coar) - coa, coas (contrações com +a, com + as)• pára (verbo) - para (preposição)• péla, pélas (substantivo e verbo) - pela, pelas (contra-ções de per + a, per + as)• pêlo (substantivo) - pelo (per + o)• pólo, pólos (extremidade, jogo) - pôlo, pôlos (falcão)• pêra (fruta) - péra ou péra-fita (grande pedra antiga,fincada no chão)• pôr (verbo) - por (preposição)• porquê (substantivo) - porque (conjunção)• quê (substantivo, pronome em fim de frase) - que (con-junção)Atenção: O verbo TER, VIR e seus derivados nãopossuem dois EE na 3ª pessoa do plural no pre-sente do indicativo: ele tem, eles têm; ele vem,eles vêm; ele contém, eles contêm...Sinais GráficosSinais gráficos ou diacríticos são certos sinais quese juntam às letras, geralmente para lhes dar um valorfonético especial e permitir a correta pronúncia daspalavras.1. TilIndica nasalidade.Exemplos: maçã, Irã, órgão...2. TremaIndica que o u dos grupos gue, gui, que, qui é profe-rido e átono.Exemplos: lingüiça, tranqüilo...3. ApóstrofoIndica a supressão de uma vogal. Pode existir empalavras compostas, expressões e poesias.Exemplos: caixa-d’água, pau-d’água etc.4. HífenEmprega-se o hífen nos seguintes casos:– em palavras compostas. Exemplos: beija-flor,amor-perfeito...– para ligar pronomes átonos às formas verbais.Exemplos: dar-lhe, amar-te-ia...– para separar palavras em fim de linha.– para ligar algumas palavras precedidas de prefi-xos. Exemplos: auto-educação, pré-escolar...Acentuam-se:02_Fonetica, Ortografia e Acent.pmd 30/9/2010, 09:4520THATYML
  22. 22. Língua PortuguesaDegrau Cultural 21Observação: o uso do hífen é regulamentado pelo Pequeno Vocabulário Ortográfico da Língua Portugue-sa. Por se tratar de um item extremamente complexo, com regras confusas e extensas, os autores sãocontraditórios quando tratam do assunto. Procuramos sintetizar em um quadro o uso do hífen com osprefixos mais comuns.5. Acento agudoIndica vogal tônica aberta: pó, ré;6. Acento circunflexoIndica vogal tônica fechada: astrônomo, três;7. Acento graveSinal indicador de crase: à, àquele;8. CedilhaIndica que o c tem som de ss: pança, muçulmano,moço...Atenção: O cedilha só é acompanhado pelasvogais a, o, u.OrtografiaPalavra constituída das partes:orto (correta) +grafia (escrita).A ortografia é a parte da gramática que trata da corretaescrita das palavras.Nosso alfabeto é composto de 23 letras:a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, l, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, x, zObservação: Você deve estar se perguntandopelas letras W, Y e K.Elas não pertencem maisao nosso alfabeto.São usadas apenas em ca-sos especiais:Nomes próprios estrangeiros(Wellington,Willian...),Abreviaturas e símbolos de uso internacional(K- potássio,Y-ítrio...),Palavras estrangeiras (show, play...)Emprego de letrasLetra HPor que usar a letra H se ela não representa nenhumsom? Realmente ela não possui valor fonético, mascontinua sendo usada em nossa língua por força daetimologia e da tradição escrita.Etimologia: estudo da origem e da evolução das pala-vras; disciplina que trata da descrição de uma palavraem diferentes estados de língua anteriores por quepassou, até remontar ao étimo; origem de um termo,quer na forma mais antiga conhecida, quer em algumaetapa de sua evolução; étimo.Ex: fidalgo é a locução filho de algo (Dicionário Houaiss)Emprega-se o H:– Inicial, quando etimológico: horizonte, hulha, etc.– Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh: cha-mada, molha, sonho, etc.– Em algumas interjeições: oh!, hum!, etc.– Em palavras compostas unidos por hífen, se algumelemento começa com H: hispano-americano, super-homem, etc.– Palavras compostas ligadas sem hífen não são es-critas com H. Exemplo: reaver– No substantivo próprio Bahia (Estado do Brasil), portradição. As palavras derivadas dessa são escritas semH. Exemplo: baiano...Atenção: Algumas palavras anteriormente es-critas com H “perderam” essa letra ao longodo tempo. Exemplos: herba-erva, hibernum-in-verno, etc.02_Fonetica, Ortografia e Acent.pmd 30/9/2010, 09:4521THATYMLwww.baixebr.org
  23. 23. 22 Degrau CulturalLíngua PortuguesaLetras E / ILetras G / JLetras S / ZAtenção: O verbo catequizar é derivado da palavra catequese deveria ser escrito com “s”, mas, como é deriva-do do grego, já veio formado para nosso vernáculo (língua do país).MAIZENA é um substantivo próprio, marca registrada.Letras X / CH02_Fonetica, Ortografia e Acent.pmd 30/9/2010, 09:4522THATYML
  24. 24. Língua PortuguesaDegrau Cultural 23Uso dos porquêsPorque• Em frases afirmativas ou negativas, quando podeser substituído por pois. Ex: Venha porque precisamosde você.• Para introduzir justificativas ou causas em frasesdeclarativas, no início ou no meio de respostas. Ex: Elanão veio porque não quis.Porquê• Em qualquer tipo de frase, desde que antecedidode artigo ou pronome. Ex: Não me interessa o porquêde sua ausência.Por que• Quando equivale a pelo qual (e suas flexões). Ex:Essa é a rua por que passamos.• Quando equivale a “por que razão”. Ex: Eis por quenão te amo mais.• No início de perguntas. Ex: Por que ela não veio?Por quê• No final de frases interrogativas. Ex: Ela não veio porquê?• Quando a expressão estiver isolada. Ex: Nunca maisvolto aqui. Por quê?Uso do Onde e do AondeOnde é o lugar em que se está. Usados com verbosque não indicam movimento.Observe: Onde você estava no sábado? Onde eu pode-ria estar, estava na casa de vovó.Aonde é o lugar a que se vai. Usado com verbos queindicam movimento.Observe: Aonde você vai esta noite? Eu vou ao restau-rante mexicano, jantar com meu marido.Letras SS / Ç02_Fonetica, Ortografia e Acent.pmd 30/9/2010, 09:4523THATYML
  25. 25. 24 Degrau CulturalLíngua PortuguesaEMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRASEstudo da constituição das palavras e dos proces-sos pelos quais elas são construídas a partir de suaspartes componentes, os morfemas; parte da gramáticaque estuda as classes de palavras, seus paradigmasde flexões com suas exceções.Estrutura das palavrasAs palavras são constituídas de morfemas. São eles:RadicalÉ o elemento comum de palavras cognatas tambémchamadas de palavras da mesma família. É responsá-vel pelo significado básico da palavra.Exemplo: terra, terreno, terreiro, terrinha, enterrar, ter-restre...Atenção:Às vezes, ele sofre pequenas alterações.Ex.: dormir, durmo; querer, quisAs palavras que possuem mais de um radicalsão chamadas de compostas.Ex.: passatempoVogal TemáticaVogal Temática (VT) se junta ao radical para receberoutros elementos. Fica entre dois morfemas. Existevogal temática em verbos e nomes.Exemplo: beber, rosa, salaNos verbos, a VT indica a conjugação a que pertencem(1ª, 2ª ou 3ª ). Exemplo: partir- verbo de 3ª conjugaçãoHá formas verbais e nomes sem VT.Exemplo: rapaz, mato(verbo)TemaTema = radical + vogal temáticaExemplo: cantar = cant + a, mala = mal + a, rosa = ros + aAfixosSão partículas que se anexam ao radical para for-mar outras palavras. Existem dois tipos de afixos:– Prefixos: colocados antes do radical.Exemplo: desleal, ilegal.– Sufixos: colocados depois do radical.Exemplo: folhagem, legalmente.DesinênciasSão morfemas colocados no final das palavras paraindicar flexões verbais ou nominais.Podem ser:Nominais: indicam gênero e número de nomes (subs-tantivos, adjetivos, pronomes, numerais).Exemplo: casa - casas, gato - gataVerbais: indicam número, pessoa, tempo e modo dosverbos. Existem dois tipos de desinências verbais: de-sinências modo-temporal (DMT) e desinências núme-ro-pessoal (DNP).Exemplo: Nós corremos, se eles corressem (DNP); senós corrêssemos, tu correras (DMT)Atenção: A divisão verbal em morfemas será melhorexplicada em: classes de palavras/ verbos. Algumasformas verbais não têm desinências como: trouxe,bebe...Verbo-nominais: indicam as formas nominais dos ver-bos (infinitivo, gerúndio e particípio).Exemplo: beber, correndo, partido03_MORFOLOGIA.pmd 30/9/2010, 09:4524THATYML
  26. 26. Língua PortuguesaDegrau Cultural 25Exemplo: fidalgo (filho + de + algo), aguardente (água +ardente)NEOLOGISMOBeijo pouco, falo menos ainda.Mas invento palavrasQue traduzem a ternura mais fundaE mais cotidiana.Inventei, por exemplo, a verbo teadorar.Intransitivo:Teadoro, Teodora.(BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira.Rio de Janeiro: José Olympio, 1970)HIBRIDISMOConsiste na formação de palavras pela junção de radi-cais de línguas diferentes.Exemplo: auto/móvel (grego + latim); bio/dança (grego+ português)ONOMATOPÉIAConsiste na formação de palavras pela imitação desons e ruídos.Exemplo: triiim, chuá, bué, pingue-pongue, miau, tique-taque, zunzumSIGLAConsiste na redução de nomes ou expressões empre-gando a primeira letra ou sílaba de cada palavra.Exemplo: UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais,IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e EstatísticaABREVIAÇÃOConsiste na redução de parte de palavras com objetivode simplificação.Exemplo: moto (motocicleta), gel (gelatina), cine (cinema).CLASSIFICAÇÃO DAS PALAVRASAs palavras costumam ser agrupadas em classes, deacordo com suas funções e formas.Processos de formação de palavrasManeira como os morfemas se organizam para formaras palavras.DERIVAÇÃO• Prefixal: A derivação prefixal é um processo de for-mar palavras no qual um prefixo ou mais são acres-centados à palavra primitiva.Exemplo: re/com/por (dois prefixos), desfazer, impa-ciente.• Sufixal: A derivação sufixal é um processo de formarpalavras no qual um sufixo ou mais são acrescen-tados à palavra primitiva.Exemplo: realmente, folhagem.• Prefixal e Sufixal: A derivação prefixal e sufixal exis-te quando um prefixo e um sufixo são acrescenta-dos à palavra primitiva de forma independente, ouseja, sem a presença de um dos afixos a palavracontinua tendo significado.Exemplo: deslealmente (des- prefixo e -mente sufixo).Você pode observar que os dois afixos são indepen-dentes: existem as palavras desleal e lealmente.• Parassintética: A derivação parassintética ocorrequando um prefixo e um sufixo são acrescentadosà palavra primitiva de forma dependente, ou seja,os dois afixos não podem se separar, devem serusados ao mesmo tempo, pois sem um deles apalavra não se reveste de nenhum significado.Exemplo: anoitecer ( a- prefixo e -ecer sufixo), nestecaso, não existem as palavras anoite e noitecer, poisos afixos não podem se separar.• Regressiva: A derivação regressiva existe quandomorfemas da palavra primitiva desaparecem.Exemplo: mengo (flamengo), dança (dançar), portu-ga (português).• Imprópria: A derivação imprópria, mudança de clas-se ou conversão ocorre quando palavra comumen-te usada como pertencente a uma classe é usadacomo fazendo parte de outra.Exemplo: coelho (substantivo comum) usado comosubstantivo próprio em Daniel Coelho da Silva; ver-de geralmente como adjetivo (Comprei uma cami-sa verde.) usado como substantivo (O verde do par-que comoveu a todos.)COMPOSIÇÃOProcesso de formação de palavras através do qualnovas palavras são formadas pela junção de duas oumais palavras já existentes.Existem duas formas de composição:• Justaposição• AglutinaçãoA justaposição ocorre quando duas ou mais pala-vras se unem sem que ocorra alteração de suas for-mas ou acentuação primitivas.Exemplo: guarda-chuva, segunda-feira, passatempo.A aglutinação ocorre quando duas ou mais pala-vras se unem para formar uma nova palavra ocorrendoalteração na forma ou na acentuação.03_MORFOLOGIA.pmd 30/9/2010, 09:4525THATYML
  27. 27. 26 Degrau CulturalLíngua PortuguesaSubstantivoÉ a palavra que dá nome aos seres, coisas e senti-mentos. Classificam-se em:Os substantivos flexionam-se para indicar gênero,número e grau.I – Gênero:É a categoria gramatical que, no português, distribui osnomes masculinos e femininos, não existindo corres-pondência nenhuma entre gênero masculino e sexomasculino, ou gênero feminino e sexo feminino.a) BIFORMES – MASCULINOS, FEMININOS – regula-res (menino e menina, gato e gata) e irregulares (bodee cabra, pai e mãe).b) UNIFORMES – EPICENOS (não aceitam a flexão dodeterminante, referem-se somente a animais, vegetais,aves e insetos – macho e fêmea), SOBRECOMUNS (nãoaceitam nem a flexão do elemento determinante – atestemunha, o cônjuge), COMUM DE DOIS GÊNEROS(caracterizam-se pela flexão do elemento determinante– o/a jovem, o/a poeta).II – Númeroa) SINGULAR – indica um só ser. Ex.: meninob) PLURAL – indica mais de um ser ou mais de umconjunto de seres. Ex.: meninosIII – Graua) AUMENTATIVO:SINTÉTICO – usando sufixos. Ex.: poetastroANALÍTICO: poeta grandeb) DIMINUTIVO:ANALÍTICO: corpo minúsculoSINTÉTICO – usando sufixos. Ex.: corpúsculoAdjetivoVILA VELHA“Do lado oposto às verdes colinas que se perdemno horizonte, gigantescas rochas formam paredões edesenham uma paisagem árida e silenciosa, num ce-nário de terra vermelha e vegetação rasteira. Os índi-os chegaram, olharam, batizaram de Itacueretaba – “ci-dade extinta de pedras” – e trataram de se mandarpara paragens mais animadas. Até hoje, os únicos ha-bitantes destes vastos campos são lobos-guarás, ja-guatiricas, perdizes e tamanduás-bandeiras.A principal atração do Parque Estadual de Vila Velhasão 22 enormes blocos areníticos esculpidos pelachuva, pelo vento e movimentos de terra, ao longo de350 milhões de anos.Neles, o tempo imitou a arte nas figuras de um ca-melo, um leão, uma bota, um rinoceronte, a proa de umnavio, a cabeça de um índio, uma taça, cogumelos.”(Guia Turístico da Folha de S. Paulo)O texto acima é descritivo. O autor tem como objetivofundamental caracterizar Vila Velha, um dos pontos tu-rísticos do Brasil. Para isso, citou alguns seres que com-põem a paisagem, identificou características de algunsdeles e atribuiu características a outros. As característi-cas foram expressas pelos então chamados adjetivos.Adjetivo é uma palavra variável que modifica substanti-vos, atribuindo uma característica aos seres nomea-dos por eles: Paisagem silenciosa.LOCUÇÃOADJETIVAÉ o grupo formado de preposição mais substantivo,com valor e emprego de adjetivo: A água da chuva.Os adjetivos se classificam quanto:I – À FORMA• PRIMITIVO → não provém de outra palavra da lín-gua: bonito, feio, alto, loiro etc.• DERIVADO → provém de outra palavra da língua:bondoso, amoroso, maldoso etc.• SIMPLES → possui apenas um radical: povo japo-nês, preocupações políticas, árvore nova etc.• COMPOSTO → possui mais de um radical: estudosluso-ítalo-brasileiros, temas políticos-sociais, in-divíduo rubro-negro.II – AO GÊNERO• Uniformes →→→→→ apresentam forma única para ambosos gêneros: homem interessante, vinho quente.• Biformes →→→→→ apresentam duas formas, uma para omasculino, outra para o feminino: ator famoso/atrizfamosa.III – AO NÚMEROOs adjetivos simples fazem o plural seguindo as mes-mas regras dos substantivos simples: livros utéis, car-tões iguais.03_MORFOLOGIA.pmd 30/9/2010, 09:4526THATYML
  28. 28. Língua PortuguesaDegrau Cultural 27Os adjetivos compostos fazem o plural com flexãodo último elemento: castanho-escuros.Se o último elemento for um substantivo, não have-rá flexão, ou seja, ficará invariável: tapetes verde-es-meralda.IV –AO GRAUComparativo →→→→→ pelo qual se indica se o ser é superior,inferior ou igual na qualificação.• Superior: Pedro é mais inteligente que Paulo.• Inferior: Paulo é menos inteligente que Pedro.• Igualdade: Pedro é tão inteligente quanto Paulo.Superlativo →→→→→ pelo qual uma qualidade é levada aomais alto grau de intensidade.• Analítico: Pedro é muito inteligente.• Sintético: Pedro é inteligentíssimo.Exercício01. Retire, do texto abaixo, os substantivos e os adjetivos:“A infância é generosa e tem sentimentos de digni-dade que os interesses da vida adulta muitas vezesobscurecem. A infância aprende por símbolos. Colom-bo não era só um grande navegador, mas um símbolo.Não aprendemos com ele a arte de navegar: mas a decumprir um desatino grandioso e amargo. E isso aindaé maior que descobrir a América.” (Cecília Meireles)__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________Gabarito:Substantivos: infância, sentimentos, dignidade, interes-ses, vida, vezes, símbolos, Colombo, navegador, arte,desatino e América.Adjetivos ou locuções adjetivas: generosa, de dignida-de, adulta, grande, de navegar, grandioso, amargo emaior.ArtigoÉ a palavra variável que antecede o substantivo, indi-cando seu gênero e número, além de defini-lo ou não.• DEFINIDO: que se trata de um ser já conhecido doleitor ou do ouvinte, seja por ter sido mencionadoantes, seja por ser objeto de um conhecimento deexperiência. São eles: O, A, OS, AS.O rapaz saiu de casa cedo.A mulher queria muito ter filhos.• INDEFINIDO: que se trata de um simples represen-tante de uma dada espécie ao qual não se fez men-ção anteriormente. São eles: UM, UMA, UNS, UMAS.Um cachorro atravessou na frente do carro.Uma mulher libertou-se do algoz.Importante:• Embora o artigo sempre anteceda a um subs-tantivo, não é necessário que ele esteja ime-diatamente antes deste. Às vezes, apareceoutra palavra, pertencente a outra classe gra-matical, entre ambos: O novo carro.• Os artigos podem combinar-se com prepo-sições: de + o = do, em + o = no, etc.NumeralÉ a palavra que exprime quantidade, ordem, fração emultiplicação.CLASSIFICAÇÃO• CARDINAIS: quantidade – um, dois, três...• ORDINAIS: ordem – primeiro, segundo...• FRACIONÁRIOS: fração – meio, terço...• MULTIPLICATIVOS: multiplicação – duplo, triplo...Lembre-se: a grafia correta do numeral 50 é cin-qüenta.Pronome“Nicolau Fagundes Varela entregou-se a todos os te-mas e aos versos de todas as medidas. Não é fácil,portanto, classificá-lo- nesta ou naquela modalidadepoética. Qualquer rótulo para marcá-lo seria sempreincompleto. Sertanista, bucólico, lírico, paisagista, mís-tico, épico, descritivo, patriótico, de tudo ele foi, um pou-co de cada vez.(CAVALHEIRA, E. Fagundes Varela. Ed. Rio de Janeiro, Agir,1975. P. 6 [Nossos Clássicos]).Observe as palavras em destaque no texto: todos,todas, lo, esta, aquela, qualquer, ele, cada. As palavraslo e ele substituem o substantivo Fagundes Varela; asdemais acompanham o nome. Todas essas palavrassão pronomes.Os nomes são palavras com conteúdo significativo,que simbolizam seres que temos em mente. Os prono-mes têm pouco conteúdo significativo, exercendo notexto as seguintes funções:• Representar as pessoas do discurso:No texto acima, o jornalista se refere a Fagundes Vare-la, emprega o pronome ele, que alude à 3apessoa dodiscurso, aquela de quem se fala.• Remeter a termos já enunciados no texto:“Qualquer rótulo para marcá-lo”, este pronome lo estásubstituindo o nome de Fagundes Varela para não tor-nar o texto repetitivo.Pronome é a palavra que substitui o substantivo (pro-nome substantivo) ou acompanha o substantivo (pro-nome adjetivo). Quando acompanha o substantivo, de-termina-o no espaço ou no contexto.03_MORFOLOGIA.pmd 30/9/2010, 09:4527THATYML
  29. 29. 28 Degrau CulturalLíngua PortuguesaOBSERVAÇÕES• o pronome você, embora seja pronome de trata-mento, tem substituído o pronome tu no portuguêsdo Brasil.• na norma culta, os pronomes pessoais retos funci-onam como sujeito.• os pronomes oblíquos podem ser:a) átonos – empregados sem preposição – objeto di-reto ou objeto indireto, sendo que, o, a, os, as serãosempre objetos diretos e, lhe, lhes sempre serãoobjetos indiretos;b) tônicos – sempre precedidos de preposição;• os pronomes oblíquos o, a, os, as podem assumiras seguintes formas:a) lo, la, los, las → depois de verbos terminados em r, s,z; quando vierem posposto ao designativo eis ou aospronomes nos e vos: Vou recebê-lo como amigo.b) no, na, nos, nas → depois de verbos terminadosem ditongo nasal (am, em, ão, õe): O lápis caiu.Peguem-no.Pronomes Pessoais de TratamentoSão palavras ou expressões utilizadas para as pesso-as com quem se fala. São, portanto, pronomes de 2apessoa, embora sejam empregados com verbo na 3apessoa.Esses pronomes, que aparecem apenas na linguagemformal, expressam uma atitude cerimoniosa do emissorem relação ao interlocutor ou à pessoa de quem se fala.Ex.: Sua Santidade volta ao Brasil 17 anos mais velhodesde que esteve aqui pela primeira vez...(O Estado deS Paulo)Lembre-se que referindo-se à 2ª pessoa sãoacompanhados pela forma VOSSA, referindo-seà 3ª pessoa são acompanhados pela forma SUASão eles: você, Vossa Alteza, Vossa Eminên-cia, Vossa Excelência, Vossa Magnificência,Vossa Majestade, Vossa Meritíssima, VossaReverendíssima, Vossa Senhoria e Vossa San-tidade.2. PRONOMES POSSESSIVOSEstreitamente relacionados com os pronomes pesso-ais estão os pronomes possessivos e os demonstrati-vos. Os pronomes pessoais, como já vimos, denotamas pessoas gramaticais; os outros indicam algo deter-minados por elas.Os pronomes classificam-se em:1. PESSOAISOs pronomes possessivos indicam aquilo que perten-ce ou cabe a cada uma das pessoas gramaticais.Emprego ambíguo do possessivo de 3apessoaAs formas seu, sua, seus, suas aplicam-se indiferen-temente ao possuidor da 3apessoa do singular ou da3apessoa do plural, seja este possuidor masculino oufeminino. O fato de concordar o possessivo unicamen-te provoca dúvida a respeito do possuidor.Para evitar qualquer ambigüidade, o português nos ofe-rece o recurso de precisar a pessoa do possuidor coma substituição de seu (s), sua (s), pelas formas dele(s), dela (s), de você, do senhor, da senhora e outrasexpressões de tratamento.Substantivação dos possessivosNo singular, o que pertence a uma pessoa: A moça nãotinha um minuto de seu.No plural, os parentes de alguém, seus companhei-ros, compatriotas ou correligionários: Saudades a to-dos os teus.Emprego do possessivo pelo pronome oblíquo tônicoEm certas locuções prepositivas, o pronome oblíquotônico, que deve seguir a preposição e com ela formarum complemento nominal do substantivo anterior, énormalmente substituído pelo pronome possessivocorrespondente. Assim:Em frente de ti = em tua frenteAo lado de mim = ao meu ladoEm favor de nós = em nosso favorPor causa de você = por sua causa3. PRONOMES DEMONSTRATIVOSSão palavras que situam a pessoa ou a coisa designa-da relativamente às pessoas gramaticais. Podem si-tuá-los no espaço ou no tempo.Ex.: Lia coisas incríveis para aquele lugar e aquele tempo.03_MORFOLOGIA.pmd 30/9/2010, 09:4528THATYMLwww.baixebr.org
  30. 30. Língua PortuguesaDegrau Cultural 29Mas os demonstrativos empregam-se também paralembrar ao ouvinte ou ao leitor o que já foi mencionadoou o que vai mencionar.Ex.: A ternura não embarga a discrição nem esta dimi-nui aquela.As formas variáveis podem funcionar como pronomesadjetivos e como pronomes substantivos: Este (PA) li-vro é meu. Meu livro é este (PS).Valores Gerais:• este, esta, isto indicam o que está perto da pessoaque fala e o tempo presente em relação à pessoaque fala;• esse, essa, isso designam o que está perto da pes-soa a quem se fala e o tempo passado ou futurocom relação à época em que se coloca a pessoaque fala;• aquele, aquela, aquilo denotam o que está afasta-do tanto da pessoa que fala como da pessoa a quemse fala, e ainda um afastamento no tempo de modovago, ou uma época remota. Veja:4. PRONOMES RELATIVOSÉ aquele que se refere a termos já expressos e, aomesmo tempo, introduz uma oração dependente.Ex.: Esta carta que recebi.5. PRONOMES INTERROGATIVOSAs palavras que, quem, qual e quanto empregadasna formulação de perguntas são chamadas de prono-mes interrogativos.Ex.: Quem seria ele?O que distingue os interrogativos dos demais prono-mes é sua função básica: a de inquirir algum interlocu-tor. O interrogativo aponta para a pessoa ou coisa a quese refere mediante uma pergunta, direta ou indireta.Sua significação, assim como nos indefinidos é in-determinada. Por isso, após seu uso o interlocutor es-pera uma resposta que esclareça o que se perguntou.6. PRONOMES INDEFINIDOSÉ aquele que se refere à 3apessoa gramatical, tornan-do-a vaga, indefinida, imprecisa.LOCUÇÕES PRONOMINAISSão grupo de palavras cujo sentido equivale ao dospronomes indefinidos: cada um, cada qual, quem querque, todo aquele, seja quem for, seja qual for, um ououtro, tal qual, tal e qual, etc.03_MORFOLOGIA.pmd 30/9/2010, 09:4529THATYML
  31. 31. 30 Degrau CulturalLíngua Portuguesafalado (forma composta)• Futuro do pretérito → expressa um fato posteriorcom relação a outro fato já passado; freqüentemen-te, o outro fato já passado é dependente do primeiroe inclui uma condição: eu falaria (forma simples) euteria/haveria falado (forma composta)Do Subjuntivo:• Presente → traduz um fato subordinado a outro eque se desenvolve no momento atual; expressa dú-vida, possibilidade, suposição; pode ainda formarorações optativas: que eu fale• Pretérito perfeito → refere-se ao fato passado su-postamente concluído: que eu tenha/ haja falado (for-ma composta)• Pretérito mais-que-perfeito → indica uma açãoanterior a outra, dentro do sentido eventual típico dosubjuntivo: se eu tivesse/houvesse falado (formacomposta)• Pretérito imperfeito → refere-se a um fato passa-do, mas posterior e dependente de outro fato pas-sado: se eu falasse (forma simples)• Futuro → expressa fato vindouro – condicional, tem-poral ou conformativo – dependente de outro fatotambém futuro: quando eu falar (forma simples)quando eu tiver/houver falado (forma composta)Do Imperativo:Só aparece no discurso direto.Tempos primitivos e derivadosTempos priitivos são os que dão origem a outros tem-pos, chamados derivados. Existem dois tempos e umaforma nominal que dão origem a todos os tempos eformas nominais, inclusive a um modo, o imperativo.Tomemos por exemplo o verbo caber.Verbo“A Antigüidade greco-romana conheceu o amor quasesempre como uma paixão dolorosa e, apesar disso,digna de ser vivida e em si mesma desejável. Estaverdade, legada pelos poetas de Alexandria e Roma,não perdeu nem um pouco de sua vigência: o amor édesejo de completude e assim responde a uma ne-cessidade profunda dos homens.”(PAZ, O. A dupla chama: amor e erotismo.São Paulo, Siciliano, 1994. p. 69.)As palavras em destaque em destaque no texto expri-mem fatos, situando-os no tempo.• Verbo é a palavra que exprime ação, estado, mu-dança de estado, fenômeno natural e outros pro-cessos, flexionando-se em pessoa, número, modo,tempo e voz.• Flexão é o acidente gramatical que muda a formado verbo para que este expresse mudança de voz,modo, tempo, número e pessoa.TEMPOS VERBAISO tempo verbal indica o momento em que se dá o fatoexpresso pelo verbo.Os três tempos básicos são o presente, o passado e ofuturo.Do Indicativo:• Presente → enuncia um fato como atual: eu falo• Pretérito imperfeito → apresenta o fato como ante-rior ao momento atual, mas ainda não concluído nomomento passado a que nos referimos: eu falava• Pretérito perfeito → refere-se a um fato já concluí-do em época passada: eu falei (forma simples) eutenho/hei falado (forma composta)• Pretérito mais-que-perfeito → expressa um fatoanterior a outro fato que também é passado: eu fa-lara (forma simples) eu tinha/havia falado (formacomposta)• Futuro do presente → enuncia um fato que deverealizar-se num tem vindouro em relação ao pre-sente: eu falarei (forma simples) eu terei/haverei03_MORFOLOGIA.pmd 30/9/2010, 09:4530THATYML
  32. 32. Língua PortuguesaDegrau Cultural 31Vozes verbaisAs vozes verbais indicam o relacionamento do su-jeito com o processo verbal. São elas:• ATIVA →→→→→ quando o sujeito é agente da ação: Ber-nardo feriu o colega.• PASSIVA →→→→→ quando o sujeito é o paciente da açãoverbal: O colega foi ferido por Bernardo.• REFLEXIVA →→→→→ quando o sujeito é agente e pacienteda ação verbal: Bernardo feriu-se.Formação da voz passivaVimos que na voz passiva o verbo indica a ação recebidapelo sujeito, sendo este denominado, então, paciente.A voz passiva pode ser analítica (formada com os ver-bos SER, ESTAR e FICAR, seguidos de particípio) ousintética, também chamada pronominal (formada comum verbo transitivo direto acompanhado do pronomeSE, que se diz pronome apassivador).Ex.: Um livro foi comprado por Pedro. (analítica)Comprou-se um livro. (sintética)Tanto na transformação da ativa para a passiva, comovice-versa, os termos indicado abaixo se correspondem.Suj. passiva = OD ativaSuj. ativa = Ag. pass.Quando o verbo ativo vem precedido de um verbo auxi-liar, este não sofre transformação na passagem para avoz passiva (exceto a exigida pela concordância):a) coloca-se o último verbo (o principal) no particípio;b) conjuga-se o verbo ser na forma em que estava overbo principal;c) repete-se o auxiliar, procedendo a concordância.V. A.: Os técnicos estão procurando uma solução.V. P.: Uma solução está sendo procurada pelos técnicos.Formas nominais do verbo• Infinitivo Impessoal →→→→→ terminado em r para qual-quer pessoa, é o nome do verbo: falar, vender, partir• Infinitivo Pessoal →→→→→ além da desinência r, vemmarcado com desinência de pessoa e número:Falar - ∅Falar - esFalar - ∅Falar - mosFalar – desFalar – emAs desinências de pessoa e número são um recur-so para indicar, sem ambigüidade, ou para enfatizar, osujeito do processo expresso pelo infinitivo.• Gerúndio →→→→→ funciona como adjetivo ou como advér-bio: Vi a menina chorando.• Particípio →→→→→ é empregado na formação dos tem-pos compostos. Fora disso, é um verdadeiro adjeti-vo (chamado adjetivo adverbial), devendo ser flexio-nado, como adjetivo, em gênero, número e grau:Tínhamos estudado a lição.Lembre-se:a) Verbo auxiliar + particípio do verbo principal = formacompostaVerbo auxiliar + gerúndio ou infinitivo = locução ver-bal os particípios regulares são empregados comos verbos auxiliares TER e HAVER: O rapaz tinhaentregado a pizza.b) os particípios irregulares são empregados com osverbos auxiliares SER e ESTAR: A pizza foi entreguepelo rapaz.c) GANHAR, GASTAR e PAGAR são abundantes: ga-nhado e ganho.d) Obs: as formas irregulares podem ser usadas comos verbos SER, ESTAR, TER e HAVER.CHEGAR apresenta apenas a forma regular: CHE-GADO (chego NÃO existe).03_MORFOLOGIA.pmd 30/9/2010, 09:4531THATYML
  33. 33. 32 Degrau CulturalLíngua PortuguesaPreposição“Invejo o ourives quando escrevo:Imito o amorCom que ele, em ouro, o alto-relevoFaz de uma flor.”(Olavo Bilac)Preposição é a palavra invariável que relaciona doistermos. Nessa relação, um termo completa ou explicao sentido do outro.São essenciais as preposições propriamente ditas:A, ANTE, ATÉ, APÓS COM, CONTRA, DE, DESDE,EM ENTRE, PARA, PER, PERANTE, POR, SEM, SOB,SOBRE E TRÁS.São acidentais as preposições que provierem deoutras classes:CONFORME, SALVO, TIRANTE, CONSOANTE, MEDI-ANTE,EXCETO.Obs.: QUE é preposição quando der para substituir porDE. Ex.: tenho que passar./ tenho de passar.LOCUÇÕES PREPOSITIVASSão expressões que equivalem a verdadeiras preposi-ções: abaixo de, acerca de, através de, em cima de, forade, juntamente com, etc.Conjunção“Sagitário – A lua volta você para as coisas práticas,mas evite desatenções para que tudo se resolva.Dica: restrinja seus gastos e perceba que despesasdesnecessárias só servem para aquecer o consumo.”Classificação do advérbioClassificação dos verbos• REGULAR: é aquele cujo o radical não se altera ecujas terminações seguem o modelo da conjuga-ção a que pertence. Cantar, vender, partir.• IRREGULAR: é aquele cujo radical se altera ou cujasterminações não seguem o modelo da conjugaçãoa que pertence. Estar, ouvir.• ANÔMALO: é aquele que cuja conjugação inclui maisde um radical. Apresenta transformações profundasno radical: ser e ir.• DEFECTIVO: é aquele que não é conjugado em to-das as formas; tem, pois, conjugação incompleta:abolir, falir.• AUXILIAR: é aquele que, desprovido total ou parcial-mente de sentido próprio, junta-se a outro verbo,formando uma unidade de significado e constituin-do a chamada locução verbal: ser, estar, ter, haver.Advérbio“Os homens do cortiço quase sempre trabalhamfora (serventes, carregadores, funcionários públicos hu-mildes), salvo os adolescentes malandros e os doen-tes. E, durante o dia, o cortiço é das crianças, inúmeras,que povoam o pátrio comum, e das mulheres, sempreàs voltas com as tinas de roupas.”(A capital federal no início do século. Nosso século...São Paulo, Abril Cultural, 1980. V. 1.)Observe as palavras em destaque no texto, todaselas são advérbios.Estes são palavras que modificam um verbo, umadjetivo, outro advérbio ou uma oração inteira.Advérbio modifica um verbo, quando ao verbo éacrescentado uma circunstância: Pedro constrói ummuro ali.Advérbio modifica um adjetivo, quando o advérbioestá intensificando o significado do adjetivo: Estradasmuito ruins.Advérbio modifica outro advérbio, quando o advér-bio está intensificando outro advérbio: As meninas vãomuito bem.Advérbio modifica uma oração inteira, quando esteindica uma circunstância para todos os elementos daoração: Lamentavelmente eu não te amo mais.Locução adverbialÉ um conjunto de palavras podendo exercer a fun-ção de advérbio.Ex.: Nesse final de tarde todos saímos para passear.03_MORFOLOGIA.pmd 30/9/2010, 09:4532THATYML
  34. 34. Língua PortuguesaDegrau Cultural 33Conjunção é a palavra invariável que estabelece relação entre duas orações ou entre dois termos que exercem amesma função sintática.Classificação• Coordenativas – são classificadas de acordo com as relações que estabelecem entre termos ou orações.• Subordinativas – ligam orações dependentes, isto é, subordinam uma oração à outra.InterjeiçãoÉ a palavra que expressa estados emotivos. Como temsentido completo, trata-se de uma palavra-frase. Cum-prem, basicamente, duas funções:• sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo alegria,tristeza, dor, animação, etc.Ex.: Oh! Onde estou?• sintetizar uma frase apelativa.Ex.: Cuidado, Senhor Augusto!03_MORFOLOGIA.pmd 30/9/2010, 09:4533THATYML
  35. 35. 34 Degrau CulturalLíngua PortuguesaCRASEÉ fusão da preposição a com o artigo a ou com o ainicial dos pronomes demonstrativos aquele, aquela,aquilo...etc.Na escrita é indicada por meio do acento grave (`). Paraque ela ocorra, é necessário que haja:a) um termo regente que exija a preposição a;b) um termo regido que seja modificado pelo artigo aou por um dos pronomes demonstrativos de 3ª pessoamencionados acima.REGRAGERALA crase ocorrerá sempre que o termo anterior exigir apreposição a e o termo posterior admitir o artigo a ou as.Vou a a praia.= Vou à praia.Dicas: Para se certificar, substitua o termo femi-nino por um masculino, se a contração ao fornecessária, a crase será necessária.Exemplo: Vou à praia./ Vou ao clube.EMPREGOOBRIGATÓRIODACRASESempre ocorrerá crase:1) Nos casos em que a regra geral puder ser aplicada.Exemplo: Dirigiu-se à professora.2) Nas locuções conjuntivas, adverbiais e prepositi-vas (formadas por a + palavra feminina).Exemplo: À medida que passa tempo a violênciaaumenta.O povo brasileiro vive à mercê de políticos muitasdas vezes corruptos.Gosto muito de sair à noite.3) Na indicação do número de horas, quando ao tro-car o número de horas pela palavra meio-dia, obti-vermos a expressão ao meio-dia.Exemplo: Retornou às oito horas em ponto./ (Retor-nou ao meio-dia em ponto.)4) Nas expressões à moda de, à maneira de mesmoquando essas estiverem implícitas.Exemplo: Farei para o jantar uma bacalhoada (àmoda de Portugal) à portuguesa.Emprego facultativo da crase1) Diante de pronomes possessivos femininos.Vou a sua casa./ Vou à sua casa.2) Diante de nomes próprios femininos.Não me referia a Eliana./ Não me referia à Eliana.3) Depois da preposição até.Foi até a porta./ Foi até à porta.Casos em que nunca ocorre a crase1) Diante de palavras masculinas.Exemplo: Saiu a cavalo e sofreu uma queda.2) Diante de verbos.Exemplo: Ele está apto a concorrer ao cargo.3) Diante de nome de cidade (topônimo) que re-pudie o artigo.Exemplo: Turistas vão freqüentemente a Tiradentes.Dicas:a) Descubra se o nome da cidade aceita artigo:use o verbo VOLTAR . Se houver contração depreposição e artigo, existirá crase.Exemplo: Voltei da Espanha./ Fui à Espanha.Voltei de Tiradentes./ Fui a Tiradentes.b) Se o nome da cidade estiver determinado, acrase será obrigatória.Exemplo: Fui à histórica Tiradentes.c) Em expressões formadas por palavras re-petidas (uma a uma, frente a frente, etc.)Exemplo: Olhamo-nos cara a cara.5) Quando o a estiver no singular diante de uma pala-vra no plural.Exemplo: Como posso resistir a pessoas tão en-cantadoras?6) Diante do artigo indefinido uma.Exemplo: Isto me levou a uma decisão drástica.7) Diante de Nossa Senhora e de nomes de santos.Exemplo: Entregarei a Nossa Senhora da Concei-ção minha oferenda.8) Diante da palavra terra, quando esta significar ter-ra firme, tomada em oposição a mar ou ar.Exemplo: Os pilotos já voltaram a terra.9) Diante da palavra casa (no sentido de lar, moradia)quando esta não estiver determinada por adjuntoadnominal.Exemplo: Não voltarei a casa esta semana.Dica: Caso a palavra casa venha determinadapor adjunto adnominal, ocorrerá a crase.Exemplo: Não voltarei à casa de meus pais estasemana.10)Diante de pronomes que não admitem artigo: rela-tivos, indefinidos, pessoais, tratamento e demons-trativos.Exemplo: Dei a ela oportunidade de se redimir./ So-licito a V.Sª. a confirmação do pedido./ Convidei avárias pessoas para a reunião.11) Diante de numerais cardinais quando estes se refe-rem a substantivos não determinados pelo artigo.Exemplo: Daqui a duas semanas retornarei ao tra-balho.CRASE DA PREPOSIÇÃO A COM OS PRONOMES DE-MONSTRATIVOSPreposição a + pronomes = à, àquilo, àquele(s),àquela (s)Exemplo: Assistimos àquela peça teatral.Dicas: A crase da preposição a com o pronomedemonstrativo a ocorrerá sempre antes do prono-me relativo que (à que) ou da preposição de (à de).Exemplo: Esta não é a pessoa à que me referia.04_CRASE.pmd 30/9/2010, 09:4534THATYML

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