Sinopse:
Cheyenne, de dezenove anos, tenta retratar a vida perfeita para mascarar as memórias de seu passado. Encontrar seu namorad...
CAPÍTULO UM 
Cheyenne 
Eu fico olhando, incapaz de tirar os olhos da cena diante de mim enquanto tento processar o que o m...
Com tudo dentro de mim, eu luto para empurrá-lo para baixo. 
— Cheyenne, baby... Eu sinto muito. — diz Gregory. 
Eu balanç...
Meus olhos ardem, mas não há nenhuma maneira de eu dar a algum deles a satisfação de lágrimas. Eu parei de dar às pessoas ...
Os músculos dos meus dedos ficam tensos, tentando enrolar-se novamente. 
— Chey... vamos lá, baby. Você sabe que eu te amo...
Na verdade, eu só andava com Gregory e seus irmãos de fraternidade. É tudo mentira, mas o olhar puto em seu rosto funciona...
Meus olhos ardem e lágrimas deslizam pelo meu rosto. 
— Saia daqui, criança! Você não quer ver isso. — O homem assustador ...
Rapidamente, eu sou Cheyenne Marshall novamente. Não aquela menina da festa que é abandonada e entra em pânico. Eu sou mai...
semanas na faculdade e eu descobri que o meu namorado está dormindo com outras pessoas. Ou pelo menos uma outra pessoa. 
C...
— Você parece cansada. — Diz a tia Lily através do telefone. 
— Pareço? Não sei por que. Tudo está bem. — Eu balanço as pe...
Ela faz uma pausa e me pergunto se ela quer mais de mim. Se gostaria que eu pudesse estar mais perto dela. Realmente deixá...
CAPÍTULO DOIS 
Colt 
Pessoas que estão morrendo têm um cheiro distinto. Mesmo as pessoas que poderiam ter meses antes de i...
Eu me inclino para a frente e beijo sua testa. Eu me sinto como um idiota, porque eu tenho que segurar minha respiração pa...
Mamãe me dá outro sorriso, seus olhos uma mistura de alegria e dor. Esse olhar tem o poder de me comer por dentro, como se...
estudo, ajuda financeira e tudo o que pudemos juntos, e ela começou a ficar melhor. Nós pensamos que ela teria mais chance...
— Se você tem certeza. — Ela boceja novamente. Estou prestes a empurrá-la para o outro quarto, mas ela me para. — Eu sinto...
Há um cheiro diferente que permeia a próxima casa em que eu entro: álcool, maconha, e quem sabe mais o quê. Música bate tã...
Deena não tem de ser estimulada duas vezes. Ela sobe no meu colo e sua boca se junta a minha. Dane-se a tequila. Dane-se t...
CAPÍTULO TRÊS 
Cheyenne 
Eu não posso acreditar o quanto é uma droga andar pelo campus sozinha. Eu me sinto como uma perde...
Gregory saltitam no meu cérebro. Ninguém vai ir atrás de você. Eles sabem que você é minha. 
Eu odeio que ele esteja certo...
Eu olho em volta. Nenhum dos caras que andam no café são materiais para Cheyenne. E por que estou olhando para caras, afin...
— E eu sinto pena de você, se você acredita nisso. — Reviro os olhos para ela. 
— Nós estamos juntos desde o ano passado. ...
olhar está dizendo. Ele está chateado por esse cara rir dele, e envergonhado, também. 
O cara da tatuagem se afasta, sacud...
— Hey! — Gah. Qual o nome dele? — Você. Ei, você com as tatuagens. 
Ele para e se vira, então espera eu alcançá-lo. — Oi.....
— Faça como quiser. — Diz ele atrás de mim. Eu não sei por que, mas sua resposta me surpreende. Ele não está nem um pouco ...
Ele geme como se estivesse cheio de mim, mas então ele responde. — Não, princesa. Eu não tenho uma garota. Eu não estou pr...
não são palavras que saem. Ele ri. Duro. Muito mais duro do que ele fez na cafeteria. 
Meu rosto está quente. Eu não tenho...
Ele está indo embora. Minha única chance de salvar a cara está indo embora, e eu posso me sentir apegando, precisando de a...
CAPÍTULO QUATRO 
Colt 
Eu não faço caridade. Eu não sei, e honestamente não dou a mínima, se aquela garota está falando sé...
eu odeio as pessoas que jogam o seu peso ao redor assim. Então eu mostrei a ele como se sentia ao ser perseguido. 
Eu atra...
CAPÍTULO CINCO 
Cheyenne 
No dia seguinte, eu ainda não consigo superar o cara da tatuagem. Quer dizer, qual era o problem...
Lutando contra esses pensamentos, eu escovo de novo, deixando essa ação tomar o tremor das minhas mãos. Essa é uma memória...
— Ah... hum... — A verdade é que eu não tenho certeza se posso ir a uma festa sem Gregory. Eu fico sempre um pouco nervosa...
Eu faço de tudo para tentar lutar contra isto. Eu superei. Passado. A Cheyenne nova não tem um passado tão horrível. 
— Eu...
estou acima deles, mas eu estou cansada da falta de sono e eu não vou ser a garota que tem que sair correndo da aula para ...
CAPÍTULO SEIS 
Colt 
Quando Adrian disse que os caras da fraternidade teriam uma festa, eu estava definitivamente dentro. ...
— Eles acrescentaram outra medicação. É mais forte para ajudar com as náuseas e vômitos. Também mais remédios para dor. 
E...
estava perdendo meu tempo na sala de aula estúpida hoje enquanto eu deveria ter ficado com ela. 
— Você sabe que ela quer ...
Alguém deveria. Ela merece. Não é como se ela não fizesse isso para os outros. — Eu pensei que eu ia sair com você esta no...
Dois barris estão na sala de estar - ambos com fila atrás deles, mas em uma fila todo mundo tem canecas e na outra eles es...
— O que você está olhando, cara? — Adrian pergunta. 
Eu aceno com a cabeça em direção à Princesa. — Gostosa. 
— Não, merda...
falso. Ou ela tem um verdadeiro. Eu não posso acreditar que ela quer fazer ciúmes para esse cretino. 
— Eu sinto muito. Ca...
— Não, na verdade, eu estava tentando manter o seu namorado de me beijar. 
Eu não posso evitar. Eu rio. A Princesa tem bol...
CAPÍTULO SETE 
Cheyenne 
Chutar a bunda dele de novo? Ok, então, obviamente, Colt e Gregory já chegaram às vias de fato o ...
Colt não me toca de volta. Poderia dizer que alguém injetou cimento nele de tão tenso que está. A única coisa que se move ...
Quando Gregory, a ruiva e seu amigo viram a esquina, eu empurro Colt longe de mim, quase me fazendo perder o equilíbrio. D...
— Não. Há apenas algo sobre você que o traz em mim. 
Eu ergo minha sobrancelha para ele. 
— Você está certa. Eu menti. Eu ...
Dia ruim. Sim, eu posso entender isso. Não é como se eu planejasse compartilhar isso com ele, embora. Outra onda de tontur...
Colt atinge um buraco na estrada, direto. Eu juro que fez algo disparar no meu estômago e quase saiu da minha boca. — Você...
Suas palavras são de repente demais. Eu não sei se é como a minha vida parece de cabeça para baixo; não sei se é o álcool ...
Você realmente é um idiota! — Eu coloco minhas mãos contra o seu peito e empurro. Forte. — Eu mudei de idéia. Não vou faze...
— Eu não sou fácil de conviver também e eu lhe disse que não sou sua princesa. 
— Eu preciso do dinheiro. 
— Eu preciso......
CAPÍTULO OITO 
Colt 
Eu me sinto com um babaca, que não é geralmente algo que eu me deixo preocupar. Há coisas muito mais ...
Eu balanço minha cabeça, embora ela não estivesse olhando para mim. — Não, mas eu vou dizer a ela o que está acontecendo.....
— Eu acho que você gostaria da minha boca, Princesa. Eu nunca tive nenhuma reclamação. Eu prometo que vai fazer você se se...
Cheyenne me olha de sua posição curvada, revira os olhos e diz: — É claro que eu posso andar. — Ela se levanta e ajeita a ...
Baby, 
Ligue para mim. 
Colt. 
Deixo o meu número abaixo do meu nome. Enfio o papel em sua mão. Eu fico lá vendo enquanto ...
Suas palavras me chocam como o inferno. Será que esta pseudo-princesa realmente sente que ela vai ser sempre abandonada? Q...
CAPÍTULO NOVE 
Cheyenne 
Eu me sinto como merda. É louco como você pode beber e pensar que você está bem até que de repent...
— O que? — Sua voz está ainda mais rouca do que ontem à noite. 
— Isso não é maneira de falar com o amor de sua vida. 
— E...
Tempos depois de desligar, eu ainda tenho a voz rouca em minha mente. Até mesmo algumas imagens dele fazendo exatamente o ...
— Desculpe, desculpe. Você está certa. Eu estou preocupado com você, Cheyenne. Aquele cara? Ele é instável. Ele seriamente...
— Você terminou aqui, certo? Eu realmente quero estar com você sozinho. — Ele beija o meu pescoço novamente. Até mesmo mor...
CAPÍTULO DEZ 
Colt 
No segundo que saímos, eu solto a mão dela. Eu não sou um verdadeiro tipo-de-cara-que-segura-mão, espe...
Ela tem estes lábios pequenos e carnudos que eu quero morder e chupar na minha boca. 
— Você está me encarando? 
Foda-se. ...
Cheyenne sorri para mim. Poucos minutos depois, estou à mesa com as bebidas e me sento. 
— Então... — ela está obviamente ...
concordei em jogar este jogo com ela. Eu não gosto de ser usado e não gosto de pessoas falsas. 
— Eu tenho que usar o banh...
está de repente indo a um milhão de quilômetros por hora. Quem diabos ela pensa que é? 
— Eu não quis ver intencionalmente...
Charade -  Nyrae Dawn
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Charade - Nyrae Dawn

  1. 1. Sinopse:
  2. 2. Cheyenne, de dezenove anos, tenta retratar a vida perfeita para mascarar as memórias de seu passado. Encontrar seu namorado com outra mulher em seu primeiro ano na faculdade ameaça essa imagem de perfeição. Colt, de vinte e um anos, nunca quis faculdade e nunca esperava ser nada, mas quando o último desejo de sua mãe antes de morrer é que ele consiga seu diploma, ele não tem escolha a não ser fingir que é o que ele quer também. Cheyenne precisa de um namorado falso para se vingar de seu ex e Colt precisa de dinheiro para cuidar de sua mãe, então eles chegam a um acordo que ajuda a ambos. Mas e se o passado de Cheyenne não é o que ela pensava? Logo eles estão trocando uma charada por outra, perdendo-se um no outro para esquecer sua dor. Quanto mais eles jogam seu jogo, mais ele se torna a única coisa que tem que parece real. Tanto Cheyenne como Colt sabem que a vida nunca é fácil, mas nenhum deles espera a tragédia que ameaça acabar com a sua charada e separá-los para sempre.
  3. 3. CAPÍTULO UM Cheyenne Eu fico olhando, incapaz de tirar os olhos da cena diante de mim enquanto tento processar o que o meu namorado disse. — Como exatamente estar nu na cama com outra garota não é o que parece? — Minha voz sai completamente lisa, embora o meu estômago esteja uma bagunça. Ele desceu para os meus pés e eu sinto que eu poderia vomitar a qualquer segundo. Por favor, não me deixe vomitar na frente deles. Eu fico olhando para ele, na cama ao lado de alguma ruiva, e tudo que Gregory pode fazer é olhar de volta. Esse é o cara que eu estupidamente me permiti começar a confiar depois de tanto tempo juntos, contra o meu melhor julgamento já que eu sabia, eu sempre soube, que você nunca pode realmente depender de alguém. Pânico me ameaça. Como a borda queimada de um papel, querendo me levar. Meu coração acelera. Meu peito dói. Minha visão começa a se confundir. Não. Eu não posso ter um ataque de pânico agora. Eu não tive um em anos e eu me recuso a deixar esse bastardo conseguir o melhor de mim. Mas, ainda assim, o meu corpo está tentando não ouvir. Minhas mãos enrolam, abrindo e fechando os punhos. É como uma inundação de energia enviada para cada parte de mim, me mandando ao limite.
  4. 4. Com tudo dentro de mim, eu luto para empurrá-lo para baixo. — Cheyenne, baby... Eu sinto muito. — diz Gregory. Eu balanço minha cabeça para trás e para frente, dou um passo para trás, mais chateada e petrificada do que tenho estado há muito tempo. Ele salta para fora da cama. Nu. — Você sabe que eu te amo. Foi tão difícil no ano passado... — Ele está alcançando sua boxer, puxando-a, enquanto fala e se move em direção a mim. — Quando você ainda estava na escola e eu estava aqui. Eu só senti tanto sua falta, mas esta foi a última vez. Eu disse a ela que essa era a última vez. — Ele olha para ela como se quisesse que a ruiva confirmasse esse fato, mas ela apenas faz uma carranca para ele e começa a arrancar suas roupas. Gregory olha de volta para mim. — Eu estraguei tudo, mas você sabe que é a única que eu amo. Náuseas me batem de novo. Mentiras. — Você sentiu a minha falta e por isso transou com alguma outra garota? A ruiva bufa, mas nós dois a ignoramos. — Eu sou um cara, Chey... — Ele balança a cabeça como se eu não estivesse sendo razoável fazendo um grande negócio de um pequeno erro. — Você é um cara? Essa é a pior desculpa que eu já ouvi. Nós estivemos juntos durante todo o verão em casa, e nós estamos aqui na faculdade há duas semanas, e você já está a enroscando? Isso faz todo o sentido! E sim... Obrigada por não me fazer perguntar há quanto tempo está acontecendo. Um homem inteligente poderia ter esperado para ver se eu assumiria que esta foi a primeira vez. Os olhos de Gregory se abrem em surpresa enquanto ele percebe seu erro. Nunca admita mais do que você precisa. Com pais advogados, ele deveria saber disso. Idiota.
  5. 5. Meus olhos ardem, mas não há nenhuma maneira de eu dar a algum deles a satisfação de lágrimas. Eu parei de dar às pessoas a satisfação de saber como elas me afetam há muito tempo atrás. A ruiva se levanta e olha para mim, batendo no ombro de Gregory quando ela passa por ele, dizendo: — Eu tô fora daqui. — Espere. — Eu digo a reconhecendo. — Você não me apresentou a ela na festa de boas-vindas duas noites atrás? A ruiva tem a coragem de corar antes de pisar para fora. Ela definitivamente não tem o direito de lançar qualquer olhar feio em minha direção, considerando que ela sabia que Gregory tinha uma namorada. Tinha. A palavra deixa um gosto ruim na minha boca. Ele deveria ser seguro. Nossas famílias são amigas. Ele me tratou tão bem quando estávamos juntos. O que é isso sobre mim que faz com que as pessoas pensem que podem se aproveitar e me jogar de lado? Por que eu sou tão fácil de trair? Uma onda de vertigem me atinge quando eu penso sobre a minha mãe. Eu tento sacudir os pensamentos de minha cabeça. Eu trabalhei tão duro para não ser essa garota, a menina cuja própria mãe não poderia amá-la o suficiente para ficar por perto. Este não é o caminho que a minha vida deve supostamente seguir. Não mais. Tudo foi perfeito nos últimos dez anos. Eu sou uma nova pessoa agora e as coisas deveriam ficar melhores. Uma vida fácil, simples, mas perfeita para compensar o que eu não tinha antes. Sou Cheyenne Marshall. A capitã da equipe de dança. Votada garota mais popular da minha escola. Tenho amigos. Toneladas deles. Mas isso foi antes... na escola. E agora eu estou aqui com Gregory em seu território, onde não tenho amigos. Cada pessoa que conheço aqui, eu conheço por meio dele. Eu fecho meus olhos e estendo a mão para me equilibrar contra a parede enquanto a realidade da minha nova vida me bate. Eu estou presa aqui. Sozinha. Não, não, não. Eu não posso chorar. Não posso quebrar. Eu vou quebrar.
  6. 6. Os músculos dos meus dedos ficam tensos, tentando enrolar-se novamente. — Chey... vamos lá, baby. Você sabe que eu te amo. Nós pertencemos um ao outro. — Ele vem em minha direção e há um segundo - um segundo - em que eu considero estender minha mão para ele. Este é Gregory. Eu perdi minha virgindade com ele. Eu planejava me casar com ele, porque nos encaixamos. Ele não iria me deixar. Eu trabalhei duro para ser o tipo de menina que as pessoas não abandonam. Eu... oh Deus. Eu confiava nele. Como eu poderia ter me permitido confiar em alguém? Ele está fodendo outras meninas! Eu não posso ignorar isso. Eu luto contra as lágrimas se quebrando contra a barragem de minhas pálpebras. — Não, Gregory. Nós não pertencemos um ao outro. Ele fica entre a cama e eu, sua boxer toda torta, parecendo muito... digamos... Deflacionada? — O que você está dizendo, Chey? Você quer terminar? — Ele solta uma risada frustrada. — Essa é uma porcaria de idéia. Você nem sequer conhece ninguém aqui. Nenhum dos caras está indo atrás de você. Eles sabem que você é minha. Seu ego me faz náuseas. Eu não vou ser aquela garota. Não vou estar sozinha, e precisando dele como ele pensa. — Eu não sou sua. — Chey... — Ele está tentando soar todo gentil. — Eu só estou dizendo que é como eles sempre te verão. — Nem todo mundo. — Digo, tentando sorrir. Tentando mostrar a ele que não preciso dele. Seu rosto endurece e seus olhos inclinam. — Quem? Alguém está dando em cima de você?
  7. 7. Na verdade, eu só andava com Gregory e seus irmãos de fraternidade. É tudo mentira, mas o olhar puto em seu rosto funciona como um combustível para mim. — Isso não é da sua conta. — Eu digo, cruzando os braços. — Tudo o que você precisa saber é que, enquanto nós estávamos juntos, eu nunca te enganei. Mas nós não estamos mais juntos. — Deixe-o sofrer com esse pensamento da maneira que eu vou sofrer com as imagens dele e a ruiva juntos na cama, nus. Viro-me para sair. — Cheyenne. — Ele chama atrás de mim, mas eu continuo indo, batendo a porta de seu apartamento. Eu não dirijo muito longe antes de puxar para o lado da estrada. Na segurança do meu carro, eu me dou cinco minutos para deixar ir. Cinco minutos para os soluços altos destruírem meu corpo. Como eu poderia ter-lhe dado poder sobre mim? Qualquer poder? Gregory era para ser o meu normal. Constante. Ele não deveria me deixar. Mais lágrimas. Minha cabeça cai para a frente contra o volante. Toda a dor dentro de mim brota, lavando a sujeira velha que eu não me deixei pensar por tanto tempo. — Bebê, mamãe vai estar de volta, ok? Você irá ficar aqui até eu voltar. — Mamãe beijou minha testa e saiu do quarto. Há barulho. Muito barulho, com a música e as batidas, que eu coloquei minhas mãos sobre meus ouvidos. Ela disse que não iria me deixar. Que ela nunca iria me deixar sozinha de novo. Eu me amontoo no canto, meus joelhos contra o peito e minhas mãos ainda em meus ouvidos e meus olhos espremidos fechados. Ela vai estar de volta. Ela prometeu. A porta é aberta e eu não sei como sei, mas eu o faço. Deixo escapar um suspiro, sabendo que tem que ser ela. Meus olhos abrem. Um cara, um cara grande com uma barba vem e uma mulher também. Eles estão se beijando e isso é nojento. Suas mãos estão todas um sobre o outro. O que eles estão fazendo? — Vince. Há uma criança no canto. — Por um segundo eu me pergunto se eles vão me ajudar. Se eles vão encontrar a minha mãe para mim, mas então os dois começam a rir.
  8. 8. Meus olhos ardem e lágrimas deslizam pelo meu rosto. — Saia daqui, criança! Você não quer ver isso. — O homem assustador grita. Ele está certo. Eu só quero Mamãe. Eu quero ir para casa. Eu me empurro para os meus pés e corro para fora da sala. Há pessoas em todos os lugares. Tantas pessoas que mal posso passar. Eles me empurram e pisam em mim e a música é tão alta que faz meu coração bater. Eu continuo procurando pela casa. Procuro pelas pessoas. Por Mamãe. A casa cheira mal, mas eu não sei que cheiro é. Alguém derrama uma bebida em mim e eu choro mais. Esse cheiro eu conheço. É cerveja. O antigo namorado da mamãe gostava de beber. Ninguém se oferece para me ajudar. Eu não consigo encontrar Mamãe. Ela me deixou sozinha. Outra voz. Outro homem... — Eu vou ajudar você a encontrar a sua mãe... Sentando-me, eu estremeço e limpo as lágrimas. Eu não sou mais criança. Eu não quero ser definida por essas memórias. Eu tento me concentrar no aqui e agora. Eu não poderia deixar Gregory entrar completamente em meu coração como namoradas normais fazem, mas eu confiava nele mais do que eu deveria ter feito. Prometo a mim mesma, bem ali, que eu nunca vou cometer o mesmo erro novamente. As pessoas te machucam se você os deixar. Eu não vou ser machucada de novo. Com um olhar no espelho vejo que pareço decente. Há apenas um tom rosa claro nos meus olhos castanhos escuros. Não há manchas vermelhas marcando a minha pele clara. Abrindo a minha bolsa, eu retiro meu delineador e reaplico. Rímel vem a seguir. Eu até mesmo adiciono um pouco de gloss. Ainda olhando no espelho eu reitero: — Eu não sou mais criança.
  9. 9. Rapidamente, eu sou Cheyenne Marshall novamente. Não aquela menina da festa que é abandonada e entra em pânico. Eu sou mais forte do que isso. Eu sou Cheyenne Marshall, lutei para me tornar o que sou. Uma respiração profunda depois, ligo o carro novamente e vou embora. *** — Os homens são idiotas. Meu último namorado me traiu, também. As coisas são muito mais fáceis com Veronica. Meus olhos pulam para a minha colega de dormitório. Só estou aqui há algumas semanas e nós nunca estamos aqui ao mesmo tempo. Esta é provavelmente apenas a terceira vez que eu falo com ela. — Como... — Eu sou bissexual. — Andrea senta-se em sua cama. — Problema com isso? — O cabelo rosa está preso em um rabo de cavalo e ela está vestindo uma camisa rosa de voleibol. Eu nunca conheci alguém que gosta de meninas e rapazes antes. Eu não sei o porquê, mas eu esperava que ela fosse diferente. Eu paro de estudá-la quando a sua pergunta afunda dentro de mim. Endireito-me como se isso fosse me fazer menos transparente. Um olhar para mim e ela sabia sobre Gregory. — Não. Eu ia dizer como é que você sabe que meu namorado me traiu? — Viu como eu disse isso de maneira indiferente? É porque eu não me importo. Eu preciso que ela pense que eu não me importo. Sem esperar por ela responder, eu viro de frente para a parede enquanto me acomodo na minha cama. A última coisa que eu quero é que ela veja que eu realmente estou chateada. Quão embaraçoso é isso? Minhas primeiras duas
  10. 10. semanas na faculdade e eu descobri que o meu namorado está dormindo com outras pessoas. Ou pelo menos uma outra pessoa. Como isso foi acontecer comigo? — Esconder-se em sua cama não vai fazer isso ir embora. — Eu não estou me escondendo. — Digo a ela sem me mover. — Ele não vale a pena. Não deixe que ele te chateie. Como ela sabe que Gregory não vale a pena? Isso não é o que eu digo, porque eu não deveria estar chateada. Não por um cara. Eu sou melhor do que isso. — Por favor. Como se eu fosse deixar ele me machucar. Eu estou acima disso. Apenas cansada, Andrea. Ela se mexe atrás de mim e eu tenho certeza que ela se levantou. — Claro que você está. E o nome é Andy. A porta abre e então fecha. Meu coração salta naquele som. Quem essa menina pensa que é? Fingindo me conhecer, quando ela não tem ideia de quem sou eu. Eu me recupero. Sigo em frente. Esqueço o passado, onde as pessoas me deixaram para trás. Eu definitivamente não vou deixar Gregory e a ruiva me derrubarem. E é exatamente por isso que eu deveria sair dessa cama agora e seguir em frente. Encontrar esse cara sobre quem eu menti ou ir a uma festa. Fazer alguma coisa. Eu estou na faculdade e nada deveria ter me deitado na cama. Mas eu estou cansada. Cansada demais para fazer qualquer coisa, então ao invés de me levantar, eu puxo um cobertor sobre a cabeça e tento descobrir o que aconteceu com a minha vida. ***
  11. 11. — Você parece cansada. — Diz a tia Lily através do telefone. — Pareço? Não sei por que. Tudo está bem. — Eu balanço as pernas do lado de fora da cama e me sento. Empurro o meu cabelo escuro para trás da orelha e fracasso, no mesmo segundo ele está livre novamente. Tia Lily suspira. — Se você tem certeza... Por apenas um segundo, eu desejo que ela force. Pergunto-me se poderia contar a ela, mas isso seria deixar que ela entrasse. Eu não preciso ser forçada. Levanto. Não há nenhuma razão para eu ainda estar na cama. Isso aconteceu e nada vai corrigir; então eu poderia muito bem acabar com isso. Não há nenhum ponto em se prender em fatos. Não quando eles vão estar lá, não importa o que eu faça. E também não há nenhum ponto em adiar isso. Tia Lily e o tio Mark vão descobrir. É melhor que eu conte. — Gregory... Ele me traiu. — As palavras me fazem cair de volta para a cama. Dizendo-lhes torna mais real. Ele me traiu. Eu joguei o jogo perfeito. A namorada perfeita e ainda não era o suficiente. Lily suga a respiração. — Você tem certeza? — Eu voltei para o campus cedo e os encontrei juntos. Alguns segundos de silêncio na linha. — Sinto muito, querida. Eu ouço a pena em sua voz. Sei exatamente o que ela está pensando. Depois de tudo que passou, ela não deveria ter que lidar com isso, também. Não quero piedade. — Eu estou bem, Lily. Não é realmente um grande negócio. Eu estava pensando em terminar com ele de qualquer maneira. — A mentira rola facilmente da minha boca.
  12. 12. Ela faz uma pausa e me pergunto se ela quer mais de mim. Se gostaria que eu pudesse estar mais perto dela. Realmente deixá-la entrar. Por um segundo, eu me deixo desejar também. — Isso ainda não pode ser fácil. Você tem certeza? Você nunca deixa nada te derrubar, Cheyenne. Tem que machucar. Tudo de novo, eu sinto que eu poderia vomitar. Minha cabeça gira. Pare com isso! Já ultrapassei o pânico. Eu não me deixarei pirar mais. — Isso acontece, Lily. Estou chocada, mas eles dizem que a maioria dos relacionamentos jovens não funciona, certo? — Eu jogo o jogo, esperando que ela compre. Tia Lily suspira. — Eu estou orgulhosa de você... Sua mãe estaria também, — acrescenta ela. Com isso o meu corpo fica tenso. Ela estaria? Eu não sei. A mulher que eu conhecia não parece ser a mesma com que Lily cresceu. A que eu conhecia me deixou sozinha em embriagadas festas e não se importava se eu ia para a escola ou não. Um flash da mamãe sorrindo saltou em minha cabeça e fez mal ao meu coração. Eu amava seu sorriso. Amava sua risada. Meus olhos ardem novamente. — Alguém está na minha porta. Eu preciso ir. — Minto e desligo. Eu luto por força renovada para empurrar através de mim. Eu não vou ser aquela garota novamente. Eu não preciso de Gregory. De ninguém. Eu vou mostrar a ele que eu posso seguir em frente. Eu estou melhor sem ele. Se há uma coisa que eu sei é que de nenhuma maneira no inferno irei arriscar ficar perto de alguém novamente.
  13. 13. CAPÍTULO DOIS Colt Pessoas que estão morrendo têm um cheiro distinto. Mesmo as pessoas que poderiam ter meses antes de ir. É um cheiro quase velho que se apega à sua pele. O que é nojento como o inferno, mas quando é alguém que você ama, você não pensa como é nojento, mas no quanto essa porra é uma merda. No segundo que eu entro no apartamento, o cheiro me bate. Eu não tenho certeza se respiro pelo nariz e corro o risco de pegar outra vez o cheiro ou através de minha boca e vomitar, o que me faz decidir que sou o maior poltrão do planeta. Se ela é capaz de passar por isso, eu deveria ser capaz de visitar. — Colton? É você? — Sua voz parece feliz, apesar do que ela está passando. Será que ela sente o cheiro da morte, como eu sinto? Lhe dá náuseas ou ela é imune? Eu sou um idiota. — Claro que sim, mãe. Você está esperando algum outro rapaz lindo aparecer? — Eu viro a esquina em sua sala de estar. As cortinas estão abertas na grande janela na parede. Ela sempre amou sol. Eu me pergunto o que diabos há sobre o tão brilhante sol. Mamãe ri enquanto ela está sentada em sua cadeira de rodas velha e esfarrapada. O manto que eu comprei para o Natal há uns oito anos está em torno de seus ombros. Tem buracos. A coisa estúpida necessita ser jogada fora há muito tempo, mas ela não joga nada fora. Quando você não tem muito, você cuida das coisas que tem.
  14. 14. Eu me inclino para a frente e beijo sua testa. Eu me sinto como um idiota, porque eu tenho que segurar minha respiração para fazê-lo. Ela não está usando um chapéu hoje e tudo o que resta de seu cabelo é penugem. — O que se passa? — Poeira se espalha quando eu caio na cadeira ao seu lado. — Não muito. Como você está hoje? — Sua voz racha e ela começa a tossir. Porra, se eu não quero desligar meus ouvidos para que eu não tenha que ouvir. Sim. Que bom filho eu sou. Ela faria qualquer coisa por mim, mas eu mal posso ficar olhando para ela. — Como você está se sentindo? — É uma questão muito mais importante do que qualquer coisa sobre mim. Seu cabelo costumava ser loiro e brilhante. Lembro-me de pessoas dizendo que parecia o sol. Talvez seja por isso que ela gosta tanto de abrir as cortinas. O inverno vai ser difícil. Ela provavelmente não vai estar aqui... — Eu me sinto ótima. — Mamãe cruza os braços. Reviro os olhos. Sim. Quão bem ela pode se sentir? Ela está morrendo. Os médicos dizem que pode ser em uma semana, pode ser em três meses. Você nunca pode dizer com estas coisas. Essa é uma resposta de merda, se você me perguntar. Eles são médicos. Eles não deveriam saber isso? Se eles podem dizer que você vai morrer, eles devem ser capazes de deduzi-lo um pouco melhor. — Mamãe... — Colton. — Ela joga de volta para mim, um sorriso inclinado nos lábios. — Diga-me sobre a escola. Como são suas aulas? Merda. Eu as odeio. Elas não são tão importantes como o que está acontecendo com você. — Elas são legais. Faz apenas algumas semanas. — Todo ano é a mesma coisa. É tudo o que ela se preocupa e tudo o que ela fala e cada vez eu sinto que eu quero explodir. Eu não deveria estar preocupado com as notas. Eu deveria estar tomando conta dela, fazendo o que diabos for preciso para cuidar dela. É por isso que eu faço as coisas que faço.
  15. 15. Mamãe me dá outro sorriso, seus olhos uma mistura de alegria e dor. Esse olhar tem o poder de me comer por dentro, como se queimasse através de mim da mesma forma que o câncer está queimando através de seu corpo, destruindo tudo à vista. Ela toca minha perna. Jesus, seus dedos estão finos. — Eu não posso acreditar que o meu filho é um junior1 na faculdade. Você se tornou um homem tão rapidamente. Eu sempre soube que você poderia fazer qualquer coisa, Colton. Agora a culpa é a minha doença. Porque eu não vejo o ponto. Porque eu nunca dei a mínima para ir para a faculdade. Eu sei quem sou e o que eu significo e nenhum diploma estúpido vai mudar isso. Ela? Ela sempre quis isso para mim. Ela nasceu um bebê do crack, e sobreviveu. Foi devolvida ao redor de lares adotivos e sobreviveu. Ela sempre soube como era a mãe dela – desistente do ensino médio, fugitiva, viciada em drogas. Mamãe não usou drogas, mas ela ficou grávida de mim jovem, assim como sua mãe fez. Acabou abandonando a escola também. Estamos vendo um padrão aqui? A parte de merda é que o meu dinheiro vem da coisa que lhe causou todos os seus problemas. Drogas. Ela sobreviveu a tudo. Não deixou nada derrubá-la. Trabalhou duro. Aceitou meu pai idiota quando ele voltou para as nossas vidas, tentou ser minha mãe e meu pai quando ele se foi. Tudo o que ela queria era que eu terminasse o ensino médio. Fosse para a faculdade, como se essa besteira me fizesse melhor do que o meu destino. — Não é grande coisa, mãe. — Eu aperto-lhe a mão para que ela não veja que estou chateado, mas fiz com cuidado para não machucá-la. — Sim, é. Ela ficou doente quando eu estava no último ano do ensino médio e aconteceu rápido. Eu prometi a ela que se ela ficasse melhor, eu faria tudo o que ela quisesse. Eu iria para a faculdade. Nós nos candidatámos para bolsas de 1 Junior = Cursar o segundo ano da faculdade.
  16. 16. estudo, ajuda financeira e tudo o que pudemos juntos, e ela começou a ficar melhor. Nós pensamos que ela teria mais chances, mas até então, eu estava preso. Eu tinha feito uma promessa e eu sabia que significava mais para ela do que a sua vida. Três anos mais tarde, eu ainda estou na faculdade e ela está realmente morrendo neste momento. Tudo que ela quer é saber que eu vou terminar - como se o pedaço de papel fosse fazer tudo valer a pena, ou algo assim. — Que hora Maggie volta para casa? — Uma mudança de assunto é definitivamente boa. Maggie é uma ex-enfermeira da mamãe que se tornou amiga. Elas são companheiras de quarto e ela é cuidadora da mamãe agora. O hospital2 vem ver como ela está de vez em quando, mas ajuda saber que Maggie está aqui o tempo todo. Nós lutamos para ter seguro em toda a nossa vida, mas uma vez que você está morrendo, as coisas são diferentes. É uma droga ter que chegar a isso. — Cerca de uma hora. Estou realmente cansada, embora. — Ela boceja. Isso acontece muito. Ela parece bem, mas depois seu corpo dificilmente pode ficar acordado por mais tempo. — Eu vou colocar você na cama. — Eu estou bem. Quero conversar com você. — Está tudo bem. Eu preciso ir para o trabalho de qualquer maneira. Eu só queria parar e ver como você está. — No meu trabalho falso. Fast food não vai trazer o tipo de dinheiro e flexibilidade que eu preciso para estar aqui para ela. O hospital pode tomar conta do fato de que ela está morrendo, mas isso não é tudo o que há para se preocupar. 2 Do original ‘hospice’ que são cuidados paliativos. É um tipo de cuidados que incide sobre o cuidado paliativo da dor e sintomas de um paciente terminal ou gravemente doente, atendendo às suas necessidades emocionais e espirituais.
  17. 17. — Se você tem certeza. — Ela boceja novamente. Estou prestes a empurrá-la para o outro quarto, mas ela me para. — Eu sinto como se pudesse caminhar. Pode me ajudar a andar? Eu aperto meus olhos fechados, a dor punge através de mim. O quão fodido é isso? Ela tem 38 anos de idade. Ela não devia precisar da minha ajuda para caminhar para o seu quarto. — Absolutamente. Ela se apoia em mim e eu ajudo a levantá-la da cadeira. Seu braço envolve- me vagamente, por isso eu a abraço forte para ter certeza que ela não cairá. Leva quatro minutos para fazer uma caminhada de trinta segundos, mas em breve voltamos para seu quarto. Para a cama de hospital em seu quarto. Eu a ajudo a sentar-se, mas quando eu tento tirar o roupão, ela me para. — Eu gosto de usá- lo. Faz-me sentir perto de você. Eu mordo minha língua. Merda, isso é difícil. — Isso é o que todas as mulheres dizem. — Eu pisco para ela antes de ter certeza que ela pode se ajeitar bem. Puxando as cobertas, eu lhe dou outro beijo na cabeça. — Eu te ligo mais tarde, ok? Ela não responde e eu sei que é porque está desgastada. Minhas mãos estão implorando para bater em alguma coisa. Para fazer algo, qualquer coisa, para tentar fazer a dor ir embora. Quando eu chego à porta de seu quarto, ouço um rangido: — Colton? Virando para trás, eu olho para ela. — Você pode fazer qualquer coisa no mundo. Eu sempre soube disso. Não esqueça isso. Minhas entranhas se quebram. Eu definitivamente não sou o que ela pensa que eu sou e nem tenho certeza se quero ser. Felizmente, eu não tenho de responder a ela, porque rapidamente, ela adormece. ***
  18. 18. Há um cheiro diferente que permeia a próxima casa em que eu entro: álcool, maconha, e quem sabe mais o quê. Música bate tão alta que as paredes vibram. — E aí, cara? — Adrian acena com a cabeça para mim. Ele está encostado na parede com uma garota beijando seu pescoço. — Se divertindo? — Eu sorrio para ele, sabendo que não vai estar na sala de estar com essa garota por muito mais tempo. Eles vão encontrar um quarto, armário, carro ou algo em breve. Não que eu os culpe. — Pode apostar. — Responde Adrian e eu continuo andando. Quando saí de casa, tudo que eu queria era ficar sozinho, mas pisar em nossa casa cheia, merda, eu sei que isto é exatamente o que eu preciso. Distração. Provavelmente o mesmo tipo que Adrian está recebendo. Eu vou direto para meu esconderijo secreto, meu armário trancado, pego a garrafa de tequila e a levo comigo. Espaço abre no sofá logo que eu ando de volta para a sala, e eu aceito, colocando a garrafa nos lábios e engolindo alguns goles ao mesmo tempo. Dois minutos mais tarde eu sinto alguém sentar ao meu lado. — Ei, Colt. Ainda encostado na parte de trás do sofá, eu viro a cabeça para olhar para Deena. Eu sabia que era ela. Seu cabelo preto está puxado para trás. Ela está usando todos os tipos de maquiagem, mas eu não me importo com nada disso. Ela é exatamente o que eu quero agora. — O que você está fazendo? — Eu pergunto. — Procurando você. — Ela puxa o lábio inferior em sua boca e eu sei que é um jogo. Eu estou bem com ele também. Eu não o queria de nenhuma outra maneira. — Então o que você está fazendo tão afastada? — Eu não me movo. Não preciso.
  19. 19. Deena não tem de ser estimulada duas vezes. Ela sobe no meu colo e sua boca se junta a minha. Dane-se a tequila. Dane-se tudo mais. Eu a agarro, tendo mais do beijo e lutando para esquecer todo o resto. Isso não funciona, mas eu encontro uma maneira de fingir.
  20. 20. CAPÍTULO TRÊS Cheyenne Eu não posso acreditar o quanto é uma droga andar pelo campus sozinha. Eu me sinto como uma perdedora, como se todo mundo soubesse, embora eles provavelmente não saibam. Ainda. A universidade não é tão grande, por isso em breve será conhecimento público. Meu celular vibra. Vendo Gregory pela milionésima décima vez, eu bato em ignorar. Será que ele realmente acha que eu vou falar com ele? Que, depois de um dia, eu estou pronta para ouvir mais de suas desculpas? Obviamente, ele não me conhece de todo. Eu alguma vez lhe dei uma chance de realmente me conhecer? Eu tenho um desejo súbito enorme de cafeína. Nada faz as coisas melhorarem como um macchiato gelado de caramelo. Eu pego meu celular para ligar para alguém e percebo que não tenho ninguém para ir tomar um café comigo. Ninguém. Eu realmente não tive a oportunidade de conhecer muitas meninas aqui. As que eu conheço são pessoas que Gregory me apresentou - meninas de sua fraternidade e as namoradas dos seus irmãos de fraternidade. Eu não posso acreditar que fui estúpida o suficiente para deixar isso acontecer comigo. Meu coração começa a bater mais rápido. Eu respiro fundo para tentar acalmá-lo. Não leva muito tempo para chegar à cafeteria e fazer o pedido. Sento-me no canto, tentando dar algum sentido à minha bagunça de vida. As palavras de
  21. 21. Gregory saltitam no meu cérebro. Ninguém vai ir atrás de você. Eles sabem que você é minha. Eu odeio que ele esteja certo. Preciso que ele esteja errado. Como diabos eu faço essa solidão ir embora? Ugh. Eu não quero ir em encontros. Apenas o pensamento da fase sorridente de ‘conhecer-você’ me faz querer vomitar. E namoro aqui no campus não vai ser fácil, considerando que todos parecem ser amigos de Gregory, ou pelo menos sabem quem ele é. Gregory. Um momento de dor foge seu caminho em meu coração. Eu não quero sentir falta da ideia dele. A ideia não era real. Eu não sei nem se eu amei Gregory. Sim, nós dissemos isso, mas eu realmente o amei? O amor, por princípio, assusta o inferno fora de mim. Eu não me deixei amar alguém em... — Você não pode ir para onde a mamãe está indo. Eu aperto meus olhos como se isso fosse acalmar a voz da minha mãe no meu cérebro. Eu poderia não ter amado Gregory, mas eu pensei que ficaríamos juntos para sempre. Eu pensei que iríamos ser felizes juntos. Agora, eu sei que não era a única com segredos. Pelo menos os meus não consistem em estar com outra pessoa. E por que cada pensamento em meu cérebro tem que voltar para Gregory? Eu sou uma garota da faculdade de 19 anos de idade. Eu deveria estar a vivê-lo. Desfrutando de minha independência e... solteirice. Sento-me reta. Eu poderia me sentir uma porcaria por dentro, mas não estava prestes a mostrar isso.
  22. 22. Eu olho em volta. Nenhum dos caras que andam no café são materiais para Cheyenne. E por que estou olhando para caras, afinal? Porque eu dei a entender que alguém está dando em cima de mim. Ou talvez eu só quero mostrar a ele que as pessoas vão olhar para mim. A porta se abre. Oh, meu Deus. Eu me abaixo no meu lugar. O que você está fazendo, Cheyenne? Sente-se ereta, se orgulhe. Você é melhor que isso. Só que eu não posso me fazer fazê-lo. Eu dei-lhe dois anos e ele não se importa? Ele me ligou há meia hora, ainda assim aqui está ele com a ruiva no seu braço. Dois anos. Oh Deus. Meu peito dói. Minha respiração sai mais rápido e minha visão fica embaçada. Isso não pode estar acontecendo comigo. Eu luto para retardar minha respiração - encontrar algo para me concentrar, mantendo meus olhos em qualquer lugar exceto em Gregory. Há um pequeno menu com os especiais e eu o leio uma e outra vez só para me dar alguma coisa para focar. O café fica meio quieto. Uma sensação estranha cai sobre mim, e eu juro que ouço sussurros. Eu olho para cima, me odiando por não ter mais autocontrole. Imediatamente desejo não ter olhado. Olho de novo, vejo Gregory dizendo algo para a ruiva, beijá-la e, em seguida, correr para fora. Eu tenho certeza que Gregory não me viu, mas o fato de que a ruiva está andando até mim me diz que ela me viu. É estranho, as emoções conflitantes em guerra dentro de mim. Há a Chey difícil. A que eu tenho trabalhado para me tornar, quem se levanta e dá-lhe o inferno, mas a menina fraca que se escondia em um dos quartos nas festas e chorou quando a mãe tinha ido embora, quer pirar. — Ele sente pena de você, sabe? — A ruiva cruza os braços.
  23. 23. — E eu sinto pena de você, se você acredita nisso. — Reviro os olhos para ela. — Nós estamos juntos desde o ano passado. Eu sabia sobre você. Sei também que suas famílias são amigas. Que Gregory te levou sob sua asa, e agora ele sente algum sentido estúpido de obrigação para com você. Isso é tudo o que é. Eu sei. Ele sabe e agora você sabe disso também. Suas palavras batem todos os meus botões. Eu me sinto usada. Eu era uma obrigação para a mamãe, em seguida, para Lily e Mark, e agora Gregory também? E com ele, ele nem sequer sabe tudo sobre mim. Não! — Você já pensou que ele disse isso para entrar em suas calças? Quero dizer, não que foi obviamente muito difícil para ele chegar lá. Seu rosto fica vermelho como seu cabelo. — Foda-se. Eu sinto pena de você, pensando todo esse tempo que ele realmente ainda queria estar com você. Eu sei o que ele realmente é. Ele me quer. Agora você pode viver com isso. Se você me der licença, meu namorado deve estar de volta a qualquer momento. Ele só foi buscar algo do carro. Ela se vira e vai embora. Eu me empurro para me levantar e encontrar uma maneira de me defender, mas a voz de Gregory rompe. Ele está de pé ao lado da porta, obviamente tendo voltado. — Cuidado por onde anda! — Diz Gregory. Gregory está de pé, direito, tentando se fazer parecer alto e a ruiva anda para o seu lado. Outro cara está na frente dele. Ele tem cabelo loiro escuro, como nuvens-sobre-o-sol. Está bagunçado, como se ele não tivesse se penteado durante todo o dia e ele é uns bons quatro centímetros mais alto do que Gregory. Suas calças estão enrugadas e há um buraco no joelho. Eu posso dizer que é de usar o jeans e não o que você compra para parecer assim. Uma t-shirt preta se estende através de seu peito e todo o caminho para baixo, seu braço direito é tatuado. Há muitas delas, eu não posso nem ver sua pele. O cara da tatuagem ri. Eu vejo o aperto no rosto de Gregory. Gostaria de saber se a ruiva sabe disso. Se ela o conhece bem o suficiente para ler o que seu
  24. 24. olhar está dizendo. Ele está chateado por esse cara rir dele, e envergonhado, também. O cara da tatuagem se afasta, sacudindo a cabeça, mas Gregory agarra o braço dele. Ele não gosta de ser feito de bobo, e eu tenho certeza que ele precisa se exibir para sua nova garota. Não é inteligente. Eu nunca soube de Gregory entrando em uma luta e esse cara parece que faz isso com frequência. — Eu estou pensando que você quer deixar o meu braço agora, Garoto Bonito. — O cara da tatuagem não afasta seu braço para trás, mas eu tenho certeza que ele poderia. Ele só olha para Gregory. Meu namorado – não, ex- namorado – retorna o olhar por alguns segundos. Algo está passando entre eles, e eu quero saber o que é. — Tanto faz. — A mão de Gregory escorrega do braço do cara da tatuagem. — Vamos, Maxine. Vamos. Maxine. Ugh. Eu odeio esse nome. Odeio essa menina, que acha que ela é muito melhor do que eu. Que ela tem alguma coisa que eu não tenho... E Gregory... Eu não posso acreditar nas coisas que ele disse a ela sobre mim. Tão logo eles saem pela porta eu olho para o cara da tatuagem novamente. Há, obviamente, um pouco de ódio grave acontecendo entre os dois. As reivindicações da ruiva me batem de novo. Ele sente pena de mim? Sente obrigação? Dane-se ele! Esse cara seria a maneira perfeita de me vingar de Gregory. Um sentimento estranho, desesperado, me supera. É tão forte que me faz sentir imprudente. Não me orgulho de admitir isso, mas depois do cara da tatuagem receber seu café e ir embora, eu jogo a minha bolsa sobre meu ombro, pego meu macchiato de caramelo e então eu estou fora da porta atrás dele. Ele tem pernas longas e as minhas são curtas, por isso tenho que correr para alcançá-lo. Não é que eu saiba o que eu vou dizer quando chegar lá, mas isso não vem ao caso.
  25. 25. — Hey! — Gah. Qual o nome dele? — Você. Ei, você com as tatuagens. Ele para e se vira, então espera eu alcançá-lo. — Oi... hum... oi. — Eu tropeço. A primeira coisa que noto é que ele é bonito, muito, mas de uma maneira totalmente diferente de Gregory. Ele tem lábios grandes, dentes retos. Seus olhos são incríveis. Azul brilhante, de alguma forma, mais escuro em direção ao centro e fica mais claro no exterior. Definitivamente bonito, mas com uma vantagem para ele que Gregory não tem. Se recomponha, Chey. — Oi. Sou Cheyenne. — Eu estendo minha mão a ele. No começo, eu acho que ele vai se afastar e me ignorar, mas depois ele muda e pega a minha mão. — Colt. — Colt? — Você está realmente se aproximando de mim para falar merda sobre o meu nome, princesa? — Sua voz é um pouco mais suave do que quando ele falou com Gregory, mas não muito. — Você está certo. Eu só... — Não tenho ideia do que dizer. Mas, então, eu penso em como Gregory olhou Maxine. A raiva aquecida que se passou entre ele e Colt. A maneira que eu me senti quando encontrei Gregory com ela. — Então... o cara lá? — Eu digo. — O que foi meio que um babaca para você? — O garoto de fraternidade idiota? O que tem ele? Amigo seu? — Ele sorri. Desvanece minha imprudência, deixando o pânico que eu odeio. Isso me irrita. Eu não deveria perder a força. A nova Cheyenne é toda força. — Você sabe o que? Não importa. — Virando, eu dou alguns passos para longe dele.
  26. 26. — Faça como quiser. — Diz ele atrás de mim. Eu não sei por que, mas sua resposta me surpreende. Ele não está nem um pouco curioso para saber o que eu ia dizer? — Você tem namorada? — Eu pergunto abruptamente. Isto faz ele parar. Colt se vira e olha para mim, uma de suas sobrancelhas elevada. — Você está dando em cima de mim, Princesa? Não, obrigado. Eu não sou o tipo de cara com quem você pode irritar seus pais. E simples assim, ele começa a se afastar. Eu ainda estou tentando descobrir o que aconteceu. Esse cara nem sequer me deu uma chance para explicar. Essa não é a parte que me irrita, embora. Eu corro para alcançá-lo. — Você não me conhece, então não finja que conhece. Eu não tenho pais para chatear. E eu não estava dando em cima de você. Eu espero que ele pergunte sobre o comentário dos pais. Estou um pouco surpresa que eu mesma disse isso, mas não. Diversão reflete em suas palavras quando ele diz: — Você não estava dando em cima de mim, mas você me seguiu para fora do café e agora quer saber se eu tenho uma garota? Eu não sei se é para estar ofendido ou lisonjeado. Suas palavras e nosso ritmo rápido me fazem tropeçar. Ele estende a mão e me pega. É quente e calejada e eu me afasto. — Você não tem que ser um idiota sobre isso. Não é que eu estivesse flertando com você, mas ainda assim. — Escute, se há um ponto, você precisa chegar a ele. Eu tenho um lugar onde preciso estar. Demora um minuto para eu responder. Eu considero ir embora, mas não consigo tirar Maxine e Gregory da minha cabeça. A maneira como ele me jogou para longe. Eu jurei que nunca ia ser jogada fora novamente. As pessoas sempre caem no pé de Gregory. Eu amava isso nele. Esse cara? Ele não fazia. Isso é o que eu preciso. Com minha cabeça alta, digo-lhe, — Você não respondeu a pergunta.
  27. 27. Ele geme como se estivesse cheio de mim, mas então ele responde. — Não, princesa. Eu não tenho uma garota. Eu não estou procurando por uma. A coisa do ‘princesa’ está começando a me irritar, mas eu deixo ir. — Ótimo. Eu também não. — Ele sorri e eu percebo o que disse. — Eu não estou procurando um namorado! Você sabe o que eu quero dizer. — Piadas lésbicas nunca deixam de ser engraçadas para os homens? — Tic Tac. — Eu tenho uma pergunta para você e é muito particular... Colt. Não seria bom se isso se espalhasse. Que é para dizer o mínimo. Fale sobre arruinar a minha reputação - meu plano. Se se soubesse que estou tentando arrumar um falso homem faria isso mais do que qualquer coisa. Ele cruza os braços e eu tento não estudar suas tatuagens. — Eu sou todo ouvidos. — Ou todo atitude. — Esse cara com quem você acabou de ter uma discussão? Sua mandíbula aperta e ele concorda. Alguém anda em torno de nós na calçada e eu espero até eles irem embora para terminar. Ele vai querer todas as respostas. Eu sei. Um cara como ele não vai estar disposto a fazer isso, independentemente. Estou enjoada com o pensamento. — Ele é meu ex-namorado. Nós estivemos juntos desde sempre e eu acabei de descobrir que ele me traía. Eu testemunhei isso, na verdade, e eu meio que o fiz pensar que tinha outro namorado para fazer-lhe ciúmes. Então agora eu preciso disso. Um namorado, eu quero dizer. Oh. Meu. Deus. Meu estômago cai. Eu disse isso. Eu realmente coloquei para fora. Os olhos de Colt ficam enormes, e ele me olha pelo que parece uma eternidade. Ele abre a boca e eu estou esperando ouvir o que ele vai dizer, mas
  28. 28. não são palavras que saem. Ele ri. Duro. Muito mais duro do que ele fez na cafeteria. Meu rosto está quente. Eu não tenho certeza se é raiva ou vergonha, ou ambos. — Muito engraçado, Princesa. — Quando ele tenta ir embora, eu agarro seu braço. Seus músculos tencionam como fios esticados embaixo da minha mão. — Estou falando sério! Você acha que eu inventaria algo como isso? Ele para e me estuda. Eu quase quero virar. Ninguém me olha como se eles estivessem tentando me entender. Todos eles sabem quem eu sou agora, mas esse cara, é como se ele estivesse procurando algo mais profundo. Algo que eu não quero que esteja lá. — Você está realmente séria, não é? Não acabei de dizer que eu não estou procurando por uma garota? Eu tenho coisas muito mais sérias no meu prato do que jogar este jogo com você. — Eu realmente não quero ser a sua namorada! É uma charada. Olá? Eu pensei que seria muito óbvio. — Ele é denso, ou o que? Colt se move e puxa seu braço para fora do meu alcance. — E por que eu faria isso? Eu nem sequer conheço você e eu definitivamente não estou desesperado3. Ugh. Pervertido. — Isso não é como se eu realmente quisesse você também e eu poderia encontrar alguém que eu gosto, se quisesse. O ponto é, eu não quero. Eu nunca vou querer alguém que tenha um tipo de poder sobre mim de novo. Quanto mais eu penso sobre isso, mais atraente um namorado falso é no momento. — Esqueça isso. — diz Colt. — Boa sorte, Princesa. 3 Do original ‘hard up’, que é desesperado mas por não ter relações sexuais há algum tempo.
  29. 29. Ele está indo embora. Minha única chance de salvar a cara está indo embora, e eu posso me sentir apegando, precisando de alguma coisa, qualquer coisa. — Eu vou te pagar! — Eu digo para as costas. Ele congela. Vira. Pela maneira que seu rosto endureceu e tremeu sua mandíbula, eu posso dizer que a minha oferta não foi muito boa. — Resposta errada. Eu não preciso do seu dinheiro. — E com isso, ele vai embora.
  30. 30. CAPÍTULO QUATRO Colt Eu não faço caridade. Eu não sei, e honestamente não dou a mínima, se aquela garota está falando sério sobre o que me perguntou, mas eu posso dizer a você, oferecer caridade não é comigo. Mesmo que, honestamente, o dinheiro seria bom. Ele iria ajudar. Independentemente disso, não é como se eu jogasse algum jogo estúpido com ela de qualquer maneira. Tenho muita merda acontecendo para adicionar uma princesa mimada à pilha. Mesmo que ela seja quente como o inferno. Eu sempre fui fã de meninas com cabelos escuros. Sua pele é lisa, mesmo sombreada de marrom, com as pernas que são curtas, mas firmes. Eu posso definitivamente imaginá-las em volta da minha cintura. Felizmente para mim, ela falou e estragou. Pena é a única coisa que eu não faço. Princesas estão no topo da minha lista também. Mas se ela estava falando sério, seria bom agulhar o Garoto Bonito. Novamente. Eu odeio idiotas como ele, que pensam que são os donos do mundo do caralho e podem fazer o que eles querem sem consequências. Ele é um valentão e
  31. 31. eu odeio as pessoas que jogam o seu peso ao redor assim. Então eu mostrei a ele como se sentia ao ser perseguido. Eu atravesso a rua atirando um olhar sobre o meu ombro. A Princesa está indo embora, seus quadris balançando para frente e para trás quando ela vai. Ela sabe como é quente. Não. Esta garota não é alguém que eu quero foder. Meu celular bipou. É Adrian, assim eu o pego, sabendo que ele provavelmente tem algo que eu preciso. — Hey. — Ei, cara. O que há? — Nada. Só saindo da escola e indo para casa. — Você tem alguma coisa? Meu interior aperta depois que ele pede. Sim, eu sempre soube que não valia muito, mas eu nunca vi isso para mim mesmo. Iria matar a mamãe. — Depende de quanto você precisa. — Eu só tratava de erva, então não há nenhum ponto em perguntar o que ele quer. — Uma oitava. É para um amigo que passou por aqui. — Tudo certo. Eu estarei lá logo. — digo a ele. Eu desligo perguntando se era assim que as coisas começaram para o meu pai. Se ele fez isso só para ajudar, mas as coisas ficaram fora de controle. Nah. Não ele. Eu odeio esse idiota. Ele estava sempre deixando mamãe para baixo. Eu não posso ser assim. Não posso.
  32. 32. CAPÍTULO CINCO Cheyenne No dia seguinte, eu ainda não consigo superar o cara da tatuagem. Quer dizer, qual era o problema dele? Eu não fiz nada para ele. Mesmo que ele não queria passar por isso, ele não tinha que ser um idiota. Os quentes sempre são idiotas. Eu costumava pensar que Gregory era a exceção. Obviamente eu estava errada ali. Meu coração está batendo cerca de um milhão de milhas por hora enquanto eu fico pronta para ir para a aula. Com Gregory. E se bem me lembro, a ruiva, que eu nunca prestei muita atenção, mas agora vou. Eu gostaria que o meu coração não batesse, se isso não significasse que eu estaria… bem, morta. Mas eu posso sentir meu controle escorregar. Sinto-me ficar em pânico. Novamente. Isso é a maior parte do por que eu odeio Gregory. Eu finalmente tinha o controle que preciso e ele tomou isso de mim. Ele me faz sentir como se eu fosse ter um colapso. Isso não é algo que eu vou me deixar fazer. Eu não vou quebrar. Quando eu levanto a minha escova para o meu cabelo, minhas mãos estão tremendo. Tremendo. Fique firme, Chey. Concentro-me em correr a escova no meu cabelo castanho-chocolate. Isso me lembra de barras Hershey - que trazem uma memória de mamãe de volta para a superfície. Ela adorava chocolate. Lembro-me de um tempo em que nós o tivemos para o jantar, durante três dias seguidos.
  33. 33. Lutando contra esses pensamentos, eu escovo de novo, deixando essa ação tomar o tremor das minhas mãos. Essa é uma memória que eu não me importo em deixar derivar até a superfície - por alguns segundos, pelo menos. Minha mãe sempre costumava escovar meu cabelo e eu adorava. Isso me fez sentir cuidada quando eu não era nada. Minha porta do dormitório se abre e Andy caminha para dentro. Ela varre- me rapidamente antes de dizer: — Você está bonita. Não me diga que você está se vestindo para o seu ex. — Ela passa por mim e se joga em sua cama. — Umm, obrigada? — Eu não sei o que mais dizer. — Puta merda. Não me diga que você vai ser assim. Não fique estressada porque eu disse que gosto de meninas e depois disse que está bonita. — O que? — Eu giro. Eu ainda não tinha pensado nisso. — Eu nem sequer pensei sobre isso, muito obrigada. Eu só não entendo por que você acha que estou me vestindo bem. — Eu olho para a minha mini-saia e blusa. A saia é roxa e minha blusa é branca. Eu não tenho certeza do que é estar bem vestida sobre isso. — Você se veste assim todos os dias? — Por que não? — Eu amo minhas roupas. Amo tê-las. Eu nem sempre as tive. Andy encolhe os ombros, mas eu posso vê-la olhando para mim. Seu nariz está enrugado e eu aposto que ela não sabe disso. Eu quero dizer a ela que ela não sabe o que é ir de não ter nada para ter tudo. De vestir a mesma coisa por dias e depois ter tantas roupas para escolher que eu perdi a conta. — Não há nada de errado em querer ficar bem. Ela balança a cabeça de cabelo rosa para mim como se ela achasse que eu sou ridícula. Estou prestes a dizer onde ela pode colocar seu mau humor quando ela diz: — Haverá uma festa hoje à noite. E suponho que será uma boa. Você é bem-vinda para vir com Veronica e eu.
  34. 34. — Ah... hum... — A verdade é que eu não tenho certeza se posso ir a uma festa sem Gregory. Eu fico sempre um pouco nervosa com elas. Eu superei isso, porque é o que eu faço, mas também estou perto de ter ataques de pânico novamente. Gregory ainda não sabe que eu tenho eles, tem sido assim por muito tempo, mas agora eu não consigo parar meus dedos de tremerem e meu peito de sentir- se apertado. Isso não é tudo. Eu odeio admitir isso, mesmo para mim, mas o que seria se ele estiver lá com ela? Será que vou ser capaz de lidar com isso? E... eu realmente não sei o que Andy quer. E se nós não nos dermos bem? E se elas me deixarem? Eu não quero estar sozinha. Não posso. — Só uma oferta. Você não tem que hiperventilar. Eu me viro para longe dela, me ocupando com a maquiagem. Estou respirando pesado. Eu não posso acreditar que estou ficando tão exaltada com isto. — Eu vou ajudá-la a encontrar sua mãe. Assim como eles fizeram todos esses anos atrás. Meus olhos começam a arder. Derramando líquido sobre a borda, mas desta vez ele está colorido com a minha maquiagem. — Ei, você está bem? Concentro-me em minhas palavras quando eu as falo. — Sim. Bem. Eu só borrei meu olho.
  35. 35. Eu faço de tudo para tentar lutar contra isto. Eu superei. Passado. A Cheyenne nova não tem um passado tão horrível. — Eu não posso ir à festa hoje à noite. Esqueci que eu tenho planos. Eu odeio Gregory ainda mais por desenterrar o meu passado. Talvez seja eu que deveria me odiar por deixá-lo escorregar de volta, só por causa de um cara. Ou talvez o passado nunca se foi, em primeiro lugar. *** Eu entro na classe logo antes de começar. Minha cabeça está erguida, nenhum sinal das lágrimas que tentaram me afogar mais cedo. Eu estou acima disso agora. Gregory, Maxine ou qualquer outra pessoa, não vale a pena tornar-se a menina assustada e solitária que eu era quando minha mãe me deixava. Eu não me deixarei ser deixada para trás novamente. Eu não consigo evitar que meus olhos varram o salão. Não de uma forma necessitada, mas em um jeito indiferente de eu-não-estou-nem-ligando. Eu pego o olho de Gregory ao atravessar a sala e não viro às costas. Ele me dá um pequeno sorriso, que eu não devolvo antes de ele olhar para o lado. Sento-me alta, as mãos trêmulas no meu colo; orgulhosa porque não estou desmoronando. Tudo costurado como deveria estar. *** Aproveito meu tempo recolhendo minhas coisas quando a aula termina. Não é porque eu sou fraca e não posso lidar com ver Gregory e a ruiva. Tanto faz. Eu
  36. 36. estou acima deles, mas eu estou cansada da falta de sono e eu não vou ser a garota que tem que sair correndo da aula para não correr para eles. Eu a ouço rir e me encolho, acidentalmente batendo minhas coisas no chão. Ótimo. Quando finalmente me endireito, a sala grande está vazia, exceto para o meu professor que não está me dando qualquer atenção. Eu saio da sala e entro no corredor lotado. As pessoas carregam livros, cafés, tecem em torno de mim como se eu não estivesse lá. Meu estômago dói de repente. Eu me viro, pronta para me dirigir à minha próxima aula, quando os vejo. Gregory e a ruiva. Ele a tem pressionada contra a parede, seus lábios nos dela e seus quadris moendo para ela. Sim. Lá, para o mundo ver. Eu quero vomitar. O idiota está me ligando sem parar, deixando mensagens de voz e, ainda assim, ele está fazendo isso com ela na minha frente? Quem diabos é esse cara? — Não chore, Princesa. Você sabe o que eles dizem. Você tem que beijar muitos sapos antes de encontrar seu príncipe. Eu reconheço a voz do cara da tatuagem imediatamente. Viro-me para dizer- lhe onde ele pode colocá-lo, mas ele já está se afastando de mim. Dane-se ele. Dane-se Gregory. E dane-se qualquer outra pessoa que tentar me deixar de lado. Estou bem sozinha. Eu estou indo para a festa de hoje à noite e vou provar que estavam todos errados.
  37. 37. CAPÍTULO SEIS Colt Quando Adrian disse que os caras da fraternidade teriam uma festa, eu estava definitivamente dentro. Invadir festas de Garotos Bonitos é sempre divertido. Além disso, é uma boa oportunidade para eu ganhar dinheiro. Meninos de fraternidades são alguns dos meus melhores clientes. Não vamos esquecer que eu também conheço garotas - ambas as coisas que estão no topo da minha lista. Antes de eu ir para fora eu paro pela casa da mamãe. Ela soava como uma merda quando falei com ela ao telefone hoje. Fico com um nó no intestino cada vez que penso sobre vê-la e, em seguida, me sinto como um idiota porque eu sou seu filho e ela está morrendo. Eu deveria ser capaz de lidar com isso melhor do que faço. Por ela. Por alguma razão, agitação está em meu coração quando eu passo dentro do apartamento. Eu corro a mão pelo meu cabelo, o que irrita a merda fora de mim. Eu odeio hábitos nervosos como esse. — Ela está dormindo, Colton. — Maggie diz da cozinha. Eu faço uma volta e sigo em direção à ela. — Como ela está? Como foi a sua consulta hoje? Maggie suspira. Seu cabelo grisalho está amarrado em um coque, que desaparece quando ela se vira para mim.
  38. 38. — Eles acrescentaram outra medicação. É mais forte para ajudar com as náuseas e vômitos. Também mais remédios para dor. Encosto-me à mesa. — Porra. — Você beija sua mãe com essa boca? Eu sei que ela está tentando fazer-me sorrir, mas eu não posso agora. — Não estou no humor, Maggie. Ela caminha até mim, um olhar triste em seus olhos escuros. Eu sei que isso é quase tão duro para ela quanto é para mim. Ela é a melhor amiga que mamãe já teve. — Quanto, Maggie? — Você não quer saber, Colton. — E o aluguel é em duas semanas. Você sabe que eles sempre aumentam a renda quando é hora de assinar um novo contrato. O hospital vai cuidar dos remédios, estou mais preocupado com o aluguel e as contas. Será que ela precisa de um novo contrato? Assim que o pensamento passa pela minha cabeça, eu me sinto como o maior idiota do mundo. Ela vai. Ela precisa. — Foda-se, — eu digo novamente. Será que alguma vez termina? Jesus, ela tentou a vida toda. Ela esteve lá para mim, trabalhou sua bunda enquanto poderia facilmente ter me deixado para trás como o meu pai fez. Ela não o fez. Nem quando o pai estava dentro e fora da cadeia. Não quando comemos Top Ramen4 todos os dias. Este é o pagamento que ela recebe? — Eu vou pegar mais algumas horas. Talvez fazer alguns bicos ou algo assim. — Maggie toca minha mão e eu digo: — Eu deveria ter ido trabalhar. Eu 4 Macarrão instantâneo
  39. 39. estava perdendo meu tempo na sala de aula estúpida hoje enquanto eu deveria ter ficado com ela. — Você sabe que ela quer você na sala de aula. Você vai viver seus sonhos e é isso que importa para ela. Não respondo a isso, mas digo: — Eu vou entrar e vê-la. Eu faço o meu caminho para o quarto da mamãe. Ela está deitada na cama tão quieta, parecendo como um fantasma branco. Meu coração cai para meus pés. Puta merda, ela parece morta. Ela não pode estar morta porra, pode? — Ninguém nunca lhe disse que é rude encarar? — Os olhos da mamãe vibram abertos. Solto uma respiração pesada. — Minha mãe tentou me ensinar boas maneiras, mas elas não ficaram tão bem. — Eu brinco ao entrar no quarto. — Sim, elas ficaram. Você só gosta de fingir que não ficaram. Eu puxo uma cadeira ao lado da cama. É tão diferente quando sabe que está morrendo e eles não podem fazer nada sobre isso. Não há hospitais. Tudo o que há para fazer é esperar. E medicar. Sempre medicar. — Como está se sentindo? — Eu não estou com vontade de fingir ser feliz. — Feliz de ver o meu filho. O que você está fazendo hoje? Tem grandes planos com seus amigos? — Há um pequeno sorriso em seus lábios, mas eles estão secos. Muito secos. Eu pego o copo do lado de sua cama. — Deixe-me ajudá-la a tomar uma bebida. — Eu coloco o canudo pela sua boca, mas ela balança a cabeça e uma mão trêmula pega o copo. — Eu posso fazer isso, Colton. Eu não gosto de você ter que cuidar de mim.
  40. 40. Alguém deveria. Ela merece. Não é como se ela não fizesse isso para os outros. — Eu pensei que eu ia sair com você esta noite. Talvez assistir a um filme ou algo assim. Mamãe toma um gole pequeno e eu pego o copo dela, colocando-o de volta na mesa de cabeceira. — Você não está ficando comigo esta noite. Você vai se divertir. Eu ainda vou estar aqui amanhã. Talvez. — Não há nada acontecendo. — Eu minto. — Mentiroso. — Ela joga de volta para mim e sua atitude me faz sorrir. — Você está coberto de muita tinta. — Ela desliza o dedo frágil no meu braço. — Você é muito bonito para estar tão coberto. — Eu abro minha boca para responder, mas ela me corta. — Vá sair hoje à noite. Eu vou ficar bem. Eu quero que você se divirta. Se você tentar ficar, eu vou fazer Maggie expulsá-lo. Eu a conheço bem o suficiente para saber que ela não está brincando. — Mamãe... — Colton... Balanço minha cabeça para ela. — Eu te amo. Descanse um pouco, certo? — Eu me empurro para os meus pés. Ela sorri e faz esse nó se multiplicar em meu intestino. Ainda assim, eu a ouço e vou embora. ***
  41. 41. Dois barris estão na sala de estar - ambos com fila atrás deles, mas em uma fila todo mundo tem canecas e na outra eles estão bebendo invertido5. Adrian está saltando sobre os calcanhares ao meu lado, seu cabelo escuro pendurado em seus olhos. — Eu estou pronto para começar minha festa. Encontre-me uma menina rica ou duas para me divertir. Eu tento rir dele. — Múltiplas agora? — Há uma primeira vez para tudo. — Adrian segura seu punho e eu bato. — Preciso de uma bebida.— Nós dirigimos através da sala. Eu tenho uma garrafa no bolso, mas eu prefiro beber sua merda que a minha. A cozinha é a nossa primeira parada. A geladeira está cheia de tudo que se possa querer beber. Garrafas em mãos, voltamos para a sala de estar. Meus olhos digitalizam a sala procurando, inferno, eu nem sei o que. Isso é quando eu vejo a Princesa entrar com duas outras garotas. As meninas estão de mãos dadas e você pode dizer que a Princesa está tentando manter algum espaço delas. Ela, obviamente, não quer que se saiba que ela está aqui com elas, eu não posso evitar me perguntar por que ela está aqui. Dólares pulam em minha cabeça enquanto ela anda pela sala, a cabeça erguida com as pernas finas. A saia é curta. Seu cabelo escuro, comprido e liso, mas de alguma forma parecendo que ela passou horas sobre ele. Acho que ela é indiana ou algo assim. Qualquer merda que ela seja, ela é linda. E ela me ofereceu dinheiro que provavelmente ajudaria a pagar a merda da minha mãe. Aluguel. Todo o resto. Inferno não. O que eu estou pensando? Eu não poderia fazer isso. Ela me deixaria louco. 5 Do original ‘keg stand’: ato de beber álcool em uma posição invertida em quantidades maciças, com os espectadores aplaudindo.
  42. 42. — O que você está olhando, cara? — Adrian pergunta. Eu aceno com a cabeça em direção à Princesa. — Gostosa. — Não, merda. Ela é uma menina mimada. Ela estava com o garoto de fraternidade que brigamos. — Greg, ou seja lá qual for o nome dele? — Sim. Que é outra razão pela qual eu não posso lidar com ela. Eu tenho muito no meu prato para lidar com uma Princesa mimada e seu ex babaca. — Eu odeio esse cara. — Adrian grita. Ele e eu. Princesa vai embora e eu a esqueço. A garrafa está na minha mão, mas eu não tenho tomado a bebida. Eu não sei o que diabos está errado comigo, mas não estou sentindo isso. Não demora muito antes de Adrian sair com uma garota. Eu estou querendo saber se eu deveria fazer a mesma coisa só para tirar minha mente das coisas, cada vez que alguém vem até mim, eu continuo recusando-as. Eu vago o lugar por uma hora conversando com as pessoas antes que eu esteja doente da coisa toda. Eu jogo a cabeça para fora quando eu vejo a Princesa sem suas duas amigas, mas com o Greg idiota. Minhas mãos espremem em um punho. Jesus, eu iria me sentir bem batendo nele. Bater em alguma coisa, qualquer coisa, para ver se isso toma alguma das dores. Em vez disso eu paro ao virar a esquina e me pergunto o que diabos deu em mim. — Vamos lá, querida. Você sabe que eu te amo. Eu estava apenas brincando com Maxine. Você é quem eu quero. — Então você não deveria ter transado com outra. Você estragou tudo, Gregory e eu segui em frente. — Ah, então ela deve ter encontrado seu namorado
  43. 43. falso. Ou ela tem um verdadeiro. Eu não posso acreditar que ela quer fazer ciúmes para esse cretino. — Eu sinto muito. Caramba, você está sexy esta noite. Mais uma vez, a minha mão forma um punho. Mesmo se eu não odiasse o cara, ele merece a merda batida para fora dele agora. — É muito ruim para você. Você pode olhar, mas não pode tocar mais. Estou surpreso que a Princesa o enfrente. A maioria das meninas iriam cair no que ele diz, mas ela está de pé sozinha. — Cheyenne. Não seja assim. — Eu... — ela começa, mas então ela é cortada e há um som abafado. Eu olho em volta do canto novamente e ele a está beijando. Parece que ela não segura seu chão por muito tempo. Estou prestes a ir embora, quando eu vejo que ela está tentando empurrá-lo de cima dela. Fodido babaca. Vai ser bom bater nesse cara. Eu vou para eles. Eu não vou muito longe antes de ela afastar-se dele e um grupo de pessoas virar a esquina mais próxima a eles. — Gregory, o que você está fazendo? — Uma garota ruiva diz. Ela está cercada por mais caras de fraternidade. — Apenas tendo uma conversa com a Cheyenne. Tivemos algumas coisas para resolver. A ruiva sorri para Cheyenne. — Eu vejo que você deixou para trás suas namoradas. É isso o que você estava falando? Jogando para o outro time agora? Rolo meus olhos, é uma coisa tão besta de fazer, mas eu faço isso de qualquer maneira. É o melhor que ela pode inventar?
  44. 44. — Não, na verdade, eu estava tentando manter o seu namorado de me beijar. Eu não posso evitar. Eu rio. A Princesa tem bolas. — Que merda, Cheyenne! — Diz Gregory. Seus amigos estão todos rindo. A ruiva está carrancuda. E eu posso ver a tensão no corpo da Princesa. — Você sabe que não foi assim que aconteceu. — Acrescenta Greg. — Maxine, eu não tentei beijá-la, foi o contrário. Eu perguntei ela sobre o namorado falso e ela me beijou. Então, eu estou andando para a frente. Eu não sei que merda eu estou fazendo, mas não consigo parar. Esse cara é um idiota. Preciso do dinheiro e não há nada mais que eu gostaria do que matar dois pássaros com uma pedra, ganhar algum dinheiro e brincar com ele. — Ei. Aí está você. — Eu passo ao lado da Princesa e levo meu braço em volta de sua cintura. Ela leva um tempo mais antes de olhar para mim. Há fogo em seus olhos castanhos escuros, mas ela consegue um sorriso. — Eu estava te procurando... Merda. Ela esqueceu meu nome. Inclinando-me para frente, eu beijo o lado de sua boca antes que ela possa responder. — Você me encontrou. Ou eu te encontrei. Seja o que for, eu estou aqui. Esses idiotas estão incomodando? — Eu a puxo para mim e agora o fogo está dirigido a mim. Ela está chateada, mas se eu vou participar, vou fazer essa merda parecer real. — Ele? Você está namorando esse cara? Ele é um perdedor, Chey. Com isso eu passo longe da Princesa e vou direto para Greg. — Na verdade, você não quer me irritar hoje à noite. Na verdade, você quer. Eu estou te implorando para me irritar, cara. Dê-me uma desculpa para chutar sua bunda de novo. O olhar em seu rosto fez esta charada valer a pena.
  45. 45. CAPÍTULO SETE Cheyenne Chutar a bunda dele de novo? Ok, então, obviamente, Colt e Gregory já chegaram às vias de fato o que, como a ex-namorada de dois anos, eu provavelmente deveria saber. Ele nunca me disse que tinha entrado numa briga. Embora eu ache que, no grande esquema das coisas que passaram nas minhas costas, esta é a menor em comparação com outras. Ainda assim... Eu odeio brigas. Odeio, então eu passo entre eles, desejando que a minha ansiedade fique trancada. Eu tropeço um pouco, o álcool começa a me afetar. — Ok, isso é o suficiente do festival de testosterona, meninos. — Eu olho para Gregory. — Sim, eu estou com ele, embora eu não tenho certeza de que seja da sua conta. — Para o efeito adicional eu pego o braço de Colt. Ou talvez seja porque eu estou me sentindo um pouco tonta de repente. E, caramba, seus braços são firmes. Será que este menino vive em uma academia ou algo assim? — G... docinho, talvez devêssemos ir. — A ruiva tem seu sorriso arrogante. O que me diz que ela acha que eu estou aqui fora ansiando por seu namorado. Que ele está sendo um cavalheiro por se preocupar com sua pobre, pequena ex- namorada. O rosto de Gregory está pálido. A mandíbula rígida. Ele definitivamente não gostou da idéia de eu estar com Colt.
  46. 46. Colt não me toca de volta. Poderia dizer que alguém injetou cimento nele de tão tenso que está. A única coisa que se move é o peito, para cima e para baixo com a respiração pesada. Uau. Ele está levando isso muito mais a sério do que eu pensei que faria. Ou ele odeia Gregory mais do que eu pensei que odiasse. — Gregory... Vamos. Eles não valem à pena. — A ruiva o puxa de volta quando Colt dá um passo à frente. — Não valemos à pena ou você está com medo? Gregory dá o seu sorriso arrogante e eu começo a me sentir um pouco nervosa. Gregory tem um amigo com ele e Colt não. Eu não tenho nenhuma dúvida de quem venceria um a um, mas as chances não estão a favor de Colt. — O que temos aqui? Por que você não me disse que mudou a festa para fora, Colt? — Um cara dá passos até o nosso lado. Ele tem quase tantas tatuagens como Colt, mas ele tem o cabelo escuro. Curto e espetado, e é alto. Mais alto do que Colt ou Gregory. — A festa ainda não começou. — Colt responde simplesmente. Estou disposta a admitir que isso possa estar ficando fora de controle. Começar uma briga não é algo que eu estou dentro. Tudo o que eu quero fazer é mostrar a Gregory que não preciso dele. Que eu estou melhor sem ele. — Gregory... Me leve para casa. Consigo pensar em algo muito melhor que podemos fazer. — diz a ruiva. Sim, eu vou vomitar. Definitivamente vou vomitar. Gregory olha Colt e seu amigo antes de balançar a cabeça. — Você pode tê- la. Ela não vale a pena todos os problemas. Eu não sou o primeiro a pensar assim também. — Ele dá a volta antes de passar seu braço através da ruiva. Ele costumava fazer isso comigo. Tonturas me batem novamente, mas eu tento lutar contra isso. Eu não sou o primeiro a pensar assim também... Ele pode não ter conhecido tudo sobre mim, mas ele sabia que minha mãe me deixou. Ele deveria ser seguro, mas ele está jogando isso de volta para mim. Relaxe, relaxe, relaxe.
  47. 47. Quando Gregory, a ruiva e seu amigo viram a esquina, eu empurro Colt longe de mim, quase me fazendo perder o equilíbrio. De alguma forma, eu mantenho o pânico sob controle, mas ele obviamente não está fazendo tão bem. — Porra! — Colt grita. Seu rosto está vermelho e eu tenho certeza que ele pode explodir a qualquer momento. — Acalme-se. — Eu digo-lhe, e sinto vontade de fazer a mesma coisa. Pelo menos eu não mostro como ele faz. — Hey, baby. Eu acho que nós não nos conhecemos. Sou Adrian. — Seu amigo anda até mim. Reviro os olhos, mas Colt responde antes que eu possa. — Para trás, Adrian. — Desculpe, cara. Não sabia que ela era sua namorada. Abro a boca para dizer que eu não sou, mas depois lembro que sou. Bem, que eu deveria ser. Eu penso. — Machista, não? — É o que eu decido dizer. Adrian sorri e Colt anda até nós novamente. — Agora não. — Ele balança a cabeça e seu cabelo loiro cai na frente de seus olhos. Colt afasta-o e fala com seu amigo. — Eu tenho que dar o fora daqui. Você está bem? Vai embora? Eu preciso ter uma conversa com a Princesa. Ele vai me deixar louca. Dirijo-me a ele. — Pare de me chamar assim! — Quando eu tento dar um passo, meu calcanhar pega na calçada e eu vôo para frente. Colt me pega, o estúpido braço tatuado me segurando apertado. Eu me afasto. —Tudo bem. — diz ele. — A Princesa bêbada e eu precisamos ter uma conversa. Adrian começa a rir e eu estou ficando seriamente chateada aqui. — É rude rir das pessoas. — Para Colt: — Você é sempre um idiota?
  48. 48. — Não. Há apenas algo sobre você que o traz em mim. Eu ergo minha sobrancelha para ele. — Você está certa. Eu menti. Eu sou sempre um idiota. Adrian salta dentro. — Eu odeio quebrar as preliminares que vocês têm em curso, mas eu estou fora. Eu prefiro a festa na minha própria casa com a minha própria merda. Você volta para casa? — Ele olha para mim. — Sozinho? Deena mandou uma mensagem, mas se você quiser, eu vou dizer a ela que você está tomado agora. Posso dizer que Adrian está dando a Colt um momento difícil, e Colt não está feliz com isso. Ainda assim... — Quem é Deena? Você disse que não tinha uma namorada! Colt revira os olhos. É isso aí. Eu estou acima disso. Eu não preciso dele. Eu posso encontrar alguém. Eu me dirijo para frente da casa. Colt está bem atrás de mim, mas eu estou tentando ignorá-lo quando percebo. — Merda. Eu não tenho o meu carro. Eu preciso encontrar a minha... — Eu realmente não estou certa de que posso chamar Andy de minha amiga ainda. — Venha comigo. Vou levar você de volta. — Eu tenho certeza que você acabou de me mandar fazer alguma coisa. Você vai conseguir chegar muito mais longe se me perguntar. Colt balança a cabeça. Eu reparo que ele tem uma covinha. Ela o faz parecer jovem... Doce. Muito ruim que eu sei a verdade. Mas ele é uma contradição, esse cara – todo tatuagens, as roupas que dizem que não dá a mínima e boca rude com o rosto de menino da casa ao lado. — Se você quer uma carona, você precisa vir comigo. Se você quiser falar sobre este jogo estúpido que você quer jogar com seu ex, você precisa vir comigo. Se você não fizer isso, eu vou embora. Tem sido um mau dia, princesa.
  49. 49. Dia ruim. Sim, eu posso entender isso. Não é como se eu planejasse compartilhar isso com ele, embora. Outra onda de tontura me bate. — Tudo bem, eu vou, mas é porque eu preciso de uma carona de volta para o meu dormitório. Não que eu queira ir a qualquer lugar com você. — Huh. É engraçado. Parece-me que você quer entrar na minha calça. — Cortei-lhe com um olhar sujo, mas ele continuou. — Ou pelo menos é o que você quer que as pessoas pensem. — Não, eu quero que eles pensem que eu já estou lá. Na verdade, eu quero que eles pensem que você está na minha, porque não há nenhum outro lugar que você gostaria de estar. Não pense que você vai realmente dar uma olhada nos produtos, porque isso não está acontecendo. Agora... Qual o caminho para o seu carro? Eu sou toda a conversa. Dentro de mim eu estou encolhendo, ouvindo as palavras de Gregory, mas se alguém sabe como jogar o jogo, sou eu. *** Nunca é uma boa idéia beber com o estômago vazio. Adicione a isso a emoção de uma briga com o seu ex, só para ter o seu namorado falso salvando o dia, e depois a carona bastante acidentada em seu carro, e seu estômago estará acabado. Náuseas se espalham por mim toda. Colt está silencioso ao meu lado. Isto é tão louco. Eu nunca tinha compreendido por que as meninas vão para aqueles fechados e irritados meninos maus. Não é que eu estou indo para ele, mas eu me amarrei a ele e ele não é meu tipo de homem. Eu vi o que acontece quando as mulheres deixam homens como Colt em suas vidas e não acaba bem. Ainda bem que eu o odeio.
  50. 50. Colt atinge um buraco na estrada, direto. Eu juro que fez algo disparar no meu estômago e quase saiu da minha boca. — Você está fazendo isso de propósito? — Não. — É tudo o que ele diz. Eu já tinha lhe dado instruções para meu dormitório, então ele parou na frente dos parques. — Como isso vai funcionar, Princesa? — Eu posso te dizer agora que não vai funcionar se você não parar de me chamar assim. Meu nome é Cheyenne. Use-o. Gregory sabe que eu odiaria um nome como esse. — Ele arruinou minha chance de conto de fadas. De fingir que a menina que vivia com a mãe não era eu. Colt geme. — Vamos começar a descobrir. Eu preciso saber o que você espera e quanto eu vou receber por isso. Eu ofereço-lhe algumas centenas de dólares, que ele aceita. Estou surpresa por ele não pedir mais. Nós decidimos quantas vezes ele precisa ser visto comigo e o tipo de coisas que eu esperava que ele fizesse (demonstrações públicas de afeto apenas, e algumas flores e outras coisas). — Nós não queremos que esse relacionamento vá por muito tempo, porque eu provavelmente vou ficar louca. Estou pensando em três semanas e eu termino com você. — Eu sorrio para ele. — Você se importa demais com o que as pessoas pensam. Eu não poderia dar a mínima para quem termina com quem, e duas semanas, no máximo. — Tudo bem. — Eu digo com os dentes apertados. Estou começando a me perguntar se isso vai valer à pena. — E não é que eu me importo com o que as pessoas pensam sobre isso... — Isso o quê? Não pode lidar com uma mancha em sua reputação? Utilizou- o para estar no topo do mundo na escola e agora você percebe que nada disso importa? Não pode lidar com não ter uma vida perfeita? Pensa que você é boa demais...
  51. 51. Suas palavras são de repente demais. Eu não sei se é como a minha vida parece de cabeça para baixo; não sei se é o álcool ou o que, mas eu não posso manter minha boca fechada. — Você não sabe nada sobre mim então pare de fingir que sabe! Eu não sou perfeita e eu nunca fui! Eu era a típica garotinha com a mãe ausente que preferia festas do que cuidar de mim. Então, ela me deixou em minha tia e meu tio um dia e nunca mais voltou. Pense o que quiser de mim, mas saiba que tudo não foi perfeito para mim. É tudo uma grande mentira! Meu peito começa a apertar. É difícil respirar. Minha cabeça pesa e as tonturas batem novamente, exceto que é mais do que tontura por bebida. Meus dedos fazem as suas coisas com o punho que não podem parar. Puta merda. Eu não posso ter um ataque de pânico na frente dele. Não posso ser tão fraca. Não depois do que eu apenas verbalmente vomitei para ele. Por que eu disse isso? Eu me impulsiono para fora do carro e bato a porta atrás de mim. Eu ouço outra porta bater, mas é quase como um eco. Por favor, não deixe que ele me siga. Por favor, não deixe ninguém sair. Por que não posso manter a compostura? — Cheyenne. — Ele chama depois de mim, mas eu continuo andando. Estou indo para a rua, não tenho ideia para onde estou indo, mas eu tenho que sair daqui antes que eu quebre. — Cheyenne. Devagar. — Me deixe em paz. — Eu consigo dizer, mas continuo. Eu não vou deixar ele me ver assim. — Tudo bem, eu vou dizer isso enquanto estamos andando então... Então o que? Então o que se sua mãe lhe deixou? Isto me faz congelar na minha trajetória. De repente, eu não me importo se eu posso respirar mais. Eu chicoteio ao redor para encará-lo. — Então o que?
  52. 52. Você realmente é um idiota! — Eu coloco minhas mãos contra o seu peito e empurro. Forte. — Eu mudei de idéia. Não vou fazer isso com você. Eu o ouço murmurar um “porra”, mas não me importo. Eu estou cansada de jogar este jogo com ele. Dou dois passos para longe quando ele fala novamente. — Minha mãe está morrendo. Eu vejo isso todo dia, porra. Eu a vejo definhar mais e mais sabendo que muito em breve ela vai embora. Eu quero me mover... Continuar a ir embora, mas eu não posso. É como ele se ele estivesse despojado. Toda a raiva e arrogância estão desaparecidas de sua voz, substituídas pela dor. Eu não posso me fazer virar para encará-lo, mas ainda digo: — E você lida com isso sendo um idiota. Eu lido do meu jeito. Um não é melhor que o outro. — É isso o que você está fazendo? Lidando com isso, tentando provar que ninguém pode deixar você? Que você sempre segue em frente e que você é melhor do que eles? Parte de mim quer desligar. Negar o que ele diz, porque rapidamente ele me vê como exatamente quem eu sou. Eu não sei como me sinto sobre isso. Finalmente eu me viro. Estamos perto da rua, no outro extremo do estacionamento. Há uma luz acima de nós, mas a noite é escura. É como se todo o álcool tivesse deixado meu sistema. A ansiedade também. Eu não tenho em mim a capacidade de sentir muito agora. — Assim como você tenta e se mostra sem emoções. Você não sente nada. Como se você odiasse o mundo. É estranho, ter esta conversa sobre aparências com ele. Esse cara que eu não conheço... e realmente não gosto, mas estou deixando ele me ver nua - aqueles lugares escuros escondidos dentro de mim que eu nunca mostrei antes. — Você vai contar para alguém? — Eu tento olhá-lo nos olhos. — Não. O negócio é seu. Não meu. — Colt suspira. — Eu não sou fácil de conviver. Você está pedindo por umas longas duas semanas, Princesa.
  53. 53. — Eu não sou fácil de conviver também e eu lhe disse que não sou sua princesa. — Eu preciso do dinheiro. — Eu preciso... disso. — Preciso salvar a cara. Preciso mostrar que posso seguir em frente. Ele balança a cabeça e esfrega a mão esquerda para cima e para baixo do braço oposto. O tatuado. Em seguida, ele faz a coisa mais estranha. Colt sorri. Eu tenho certeza que é falso e é provavelmente o que ele usa para pegar garotas na cama, mas é tão fora de lugar aqui que eu não posso evitar estudá-lo. — Então vamos lá, querida. Que tipo de namorado eu seria se não tivesse certeza de que minha garota chegou a seu quarto bem?
  54. 54. CAPÍTULO OITO Colt Eu me sinto com um babaca, que não é geralmente algo que eu me deixo preocupar. Há coisas muito mais importantes em que pensar do que ferir a sensibilidade delicada de alguém, mas quando essa menina admitiu aquilo sobre a mãe dela e eu reagi como sempre faço, me senti como merda. Ainda me sinto como merda. Mas eu ainda não posso acreditar que estou fazendo isso. Me irrita que eu tenha que fazer. Depois que a mamãe passou a vida tentando cuidar de todos, ela tem que morrer e ainda se preocupar em como ela vai pagar o aluguel. E aqui estou, praticamente me vendendo, chamando uma trégua com esta menina e fingindo ser seu cara. Deixo escapar uma pequena risada. — O que? — Ela pergunta. — Eu estava pensando que isso é uma merda de farsa que estamos jogando. Ela ignora isso, mas diz: — Quem é Deena? Eu não posso fazer isso se você está com alguém. — Eu não estou. No caso de você não perceber, eu não sou realmente o tipo que namora. Nós transamos. Nós transamos quando queremos, mas nenhum de nós quer nada sério. Não há anexos. — Será que ela vai ser um problema?
  55. 55. Eu balanço minha cabeça, embora ela não estivesse olhando para mim. — Não, mas eu vou dizer a ela o que está acontecendo... — Não! Você não pode dizer a ninguém... — Que eu estou me vendendo para você? — Ugh. Você não está. Não é real. Não é como se alguma coisa realmente fosse acontecer entre nós. — Ela diz isso com um sorriso de escárnio. — Acredite em mim. Eu não quero você também. Você é malditamente de alta manutenção. — Eu não sou! — E eu não vou lá com você. Estou cansado, irritado e cansado de brigas. Vamos apenas chegar dentro para que eu possa ir. — Vão ser umas longas duas semanas. — Tudo bem. Que seja. Chegamos até seu prédio e eu abro a porta para ela. Ela ergue a cabeça para mim, mas depois a balança. — O quê? Acha que eu sou um merda de homem de Neandertal que não sabe como tratar uma garota? — Não. Neandertal têm bocas melhores do que a sua. Uma risada salta para fora da minha boca, me surpreendendo. Eu nem me lembro a última vez que eu ri e isso me sobressalta. De repente eu quero fazer a mesma coisa com ela. Vamos ver como ela se sente ao balançar naquele penhasco. Viro-me e a encaro, avançando em direção a Cheyenne em vez da porta. Ela recua e eu sigo em frente. Quando ela atinge a parede, eu continuo. Minhas mãos na parede, uma de cada lado da sua cabeça. Ela suga uma respiração rápida e eu vacilo um pouco, antes de pegar a mim mesmo. Mais perto... Eu me inclino mais perto até que meus lábios estão bem próximos ao seu ouvido. Ela cheira um pouco como o álcool, mas também como uma espécie de perfume.
  56. 56. — Eu acho que você gostaria da minha boca, Princesa. Eu nunca tive nenhuma reclamação. Eu prometo que vai fazer você se sentir bem. Ela suspira e de repente eu quero continuar com a minha ameaça. Eu quero sugar o lóbulo da sua orelha em minha boca. Beijar o local atrás dele para ver se ele dirige seu lado selvagem. — Colt... — Sim, — Eu inalo. Porra, ela é meio sexy. Eu sinto o corpo dela contra o meu e quero mais. — Se você não se afastar de mim agora, sua boca será a única coisa que restará a você para fazer as meninas se sentirem bem. Suas palavras me tiram de qualquer transe que eu estava tendo. Não, eu não estou indo para lá com essa garota, mas estou indo para me divertir com ela. — Por quê? Você está com medo que não será capaz de manter suas mãos longe de mim? Pode querer que isto seja um pouco mais do que um jogo? Eu sinto sua respiração contra meu rosto. Meu pau reage a quão perto ela está, mas eu ainda não estou me movendo longe. — Isso geralmente funciona em meninas? — Sua voz é mais áspera do que era antes. — Está funcionando agora. Ela faz um barulho quase gemido e eu sei que a tenho. Ela me quer - Cheyenne me empurra para fora do caminho, me pegando de surpresa. Virando, ela vomita em todo o chão. — Porra. — Eu corro a mão pelo meu cabelo. Como no inferno uma menina pode parecer bem um minuto e estar vomitando no próximo? — Você pode andar?
  57. 57. Cheyenne me olha de sua posição curvada, revira os olhos e diz: — É claro que eu posso andar. — Ela se levanta e ajeita a roupa. Eu tenho que dar crédito a ela por tentar, mas ela faz dois passos antes de segurar a parede. Eu deveria sair. Não tenho tempo para isso e, mais importante, eu não quero lidar com isso, mas eu dou um passo para ela. — Coloque seus braços em volta do meu pescoço e não discuta ou eu vou embora. Ela faz o que eu digo e eu a levanto em meus braços. Nós andamos dentro e não vamos muito longe antes de gritos de meninas. — Você vai ter problemas por estar aqui. Você tem sorte que elas não estão na mesa. Com certeza há uma mesa enorme lá. Foda-se. Esqueci-me de todas as regras do dormitório. — Não há nenhuma maneira que eu possa ajudá-la a subir? Ela gosta de mim para ajudá-la a se despir. — eu provoco. — Idiota. — Princesa murmura. As outras garotas riem. — Não há nada que eu possa fazer? — Eu estou bem, posso fazer isso. — A Princesa diz. A menina que está lá interrompe. — Eu vou ajudá-la. — Mas ela está olhando para mim o tempo todo. Concordo com a cabeça para ela e pisco. Vendo um bloco de papel sobre a mesa eu pego um pedaço e uma caneta. Eu começo a escrever seu nome, mas risco. Se eu vou jogar este jogo, eu vou fazê-lo direito.
  58. 58. Baby, Ligue para mim. Colt. Deixo o meu número abaixo do meu nome. Enfio o papel em sua mão. Eu fico lá vendo enquanto a garota ajuda Cheyenne no corredor. Eu vejo até que elas se vão. *** Em que merda eu fui me meter? A casa está cheia quando eu chego. Eu penso sobre ficar na festa, mas estou acabado. Acho Deena, tiro-a de cima de mim, e lhe digo que estou com alguém agora. Ela ri, porque ela sabe que eu não faço a coisa de namoro, mas eu deixo por isso mesmo. Eu fiz a minha parte. Estou na cama cerca de uma hora depois quando o meu celular toca. Eu não conheço o número, mas eu pego de qualquer maneira. — Sim? — Ei... É Cheyenne. — Telefonemas durante toda a noite fazem parte do show? Ela soa meio dormindo e novamente me sinto como a merda por ser um idiota. — Obrigada... Eu só queria dizer obrigada. Por tudo. E te dar certeza que alguém me ajudou a entrar.
  59. 59. Suas palavras me chocam como o inferno. Será que esta pseudo-princesa realmente sente que ela vai ser sempre abandonada? Que ela tem que se apegar a essa imagem para se fazer algo que vale a pena? É fodido. Mas eu não me importo, também. Eu não gosto mesmo da menina. Eu tenho essa merda de promessa estúpida que eu fiz caindo em cima de mim e uma mãe que está morrendo. Isso é que é importante. — Vai custar-lhe extra. Eu não sei nem se ela me ouviu, porque a linha está muda.
  60. 60. CAPÍTULO NOVE Cheyenne Eu me sinto como merda. É louco como você pode beber e pensar que você está bem até que de repente não está bem. Quando Colt chegou perto, de repente eu não estava bem mais. Todos esses músculos vigorosos e as tatuagens íntimas e tribais lá para eu dissecar. A aspereza de sua voz. Em todas as vezes que eu estive quente e pesada com Gregory, ele nunca soou assim e com Colt, nem estávamos fazendo nada. Lembro-me de mamãe me dizendo que há algo em uma voz de homem... Na inflexão, ou como ele fala com você ou sobre você que diz muito. Eu nunca pensei sobre isso até agora e eu não posso evitar me perguntar o que a voz de Colt quis dizer. Além do fato de que ele estava excitado. Sim, eu senti isso também, bem antes de eu me perder. Eu saio da cama e escovo os dentes. Nenhum ponto em ficar deitada o dia pensando em algo que não importa. Porque ele não o faz. Não importa, eu quero dizer. Só para provar isso eu pego meu telefone e o chamo usando o número no papel que ele me deu. Eu não tenho nenhuma idéia de quão cedo suas aulas são, mas as minhas começam em breve e se ele vai fazer isso, eu preciso que ele faça bem.
  61. 61. — O que? — Sua voz está ainda mais rouca do que ontem à noite. — Isso não é maneira de falar com o amor de sua vida. — Eu não sou uma pessoa da manhã, Prin... Cheyenne. Cuspa o que quer antes que desligue na sua cara do jeito que você fez para mim na noite passada. Desligar na cara dele? Oh merda. Eu o liguei ontem à noite. Eu não posso acreditar que esqueci isso. Por que eu fiz isso? — Tic-Tac — diz ele, como fez no primeiro dia que nos conhecemos. Estou prestes a chamá-lo de idiota novamente, mas eu não tenho tempo agora. — Que horas são as suas aulas? Eu preciso que você me encontre às 10h40. Gregory e a ruiva estão nessa classe de modo que seria legal se você me pegasse. — Seria? — Ele soa meio sem fôlego. — O que você está fazendo? Por que você soa assim? Há uma pausa do outro lado da linha, antes de ele dizer...: — Você já pensou que você me pegou no meio de alguma coisa? Você sabe como os caras estão na parte da manhã, e já que me fez ficar excitado e seco na última... — Colt! Oh, meu Deus. Você é nojento. Eu juro que você é a pessoa mais nojenta que eu já conheci. — Eu estou tentando gritar sobre sua risada. É a primeira vez que eu o ouço realmente deixando se levar. — Você perguntou. — Ele diz sem desculpas. Tenho certeza de que ele está mentindo. Tenho certeza. Ele tem que estar, né? — Eu te odeio. — De volta a você. Então, onde você precisa de mim para desfilar e mostrá- la? Eu tenho outras coisas para fazer hoje. Eu digo a ele que classe eu estarei e ele concorda em me encontrar.
  62. 62. Tempos depois de desligar, eu ainda tenho a voz rouca em minha mente. Até mesmo algumas imagens dele fazendo exatamente o que ele disse que estava fazendo. O que contribui para uma boa imagem, mas eu preciso encontrar uma maneira de chutar isso para fora da minha mente. Depois de correr pelo corredor para tomar banho, me visto em uma saia, um top, e outra camisa por cima que cai em um dos ombros. Deixo meu cabelo para baixo, coloco um par de saltos para me dar altura e vou para a aula. Não, não é a melhor roupa para vestir para a escola, mas funciona. No segundo que eu entro na grande sala oval, vejo Gregory. Ele me olha de cima a baixo, seus olhos se estreitam. Eu dou-lhe o meu melhor sorriso. Gregory dá um passo em minha direção quando o professor entra e começa a falar. Eu sinto seus olhos em minhas costas toda a aula. Tome isso, Gregory. Isto é o que você ganha por me atirar para longe. “Eu não sou o primeiro a pensar assim também.” Eu tento bloquear suas palavras. Assim que termina a classe, eu dirijo para a porta. — Chey! Espere! — Gregory grita atrás de mim, mas eu continuo indo. Colt, é melhor estar do lado de fora desta porta agora. É. Melhor. Estar. — Eu não tenho tempo, Gregory. — Eu digo sobre meu ombro. Entrando no corredor ocupado, eu olho em volta. Claro. Colt não está aqui. — Chey. — Ele agarra meu pulso. — Eu só quero falar. A ruiva tem os braços cruzados, mas ela está de pé a poucos metros de distância de nós. Parte de mim quer se vangloriar, mas eu estou muito irritada. — Eu tenho certeza que você não tem o direito de me agarrar. — Eu o tive me agarrando contra a minha vontade antes e eu não vou deixar isso acontecer novamente. Eu puxo minha mão longe.
  63. 63. — Desculpe, desculpe. Você está certa. Eu estou preocupado com você, Cheyenne. Aquele cara? Ele é instável. Ele seriamente nos atacou quando estávamos fora uma noite. Você não está sendo você mesma e eu quero ter certeza de que está tudo bem. Sua voz está doce. É a voz que ele usa para obter o seu objetivo. Eu já ouvi isso um milhão de vezes, exceto que costumava ser ele a usá-la em outras pessoas e não em mim. Isso me lembra o que isso tudo é. Gregory está acostumado a ter seu objetivo. Ganhar. Ele nunca esperava que eu fosse embora. Ele queria ter seu bolo e comê-lo. E foder por trás com a ruiva, mas me ter no braço. Não vai acontecer. Então eu jogo o jogo também. — Estou mais do que bem, na verdade. Colt... Ele... — Eu uso a mesma falsidade sobre ele, como se eu estivesse tão encantada com Colt que eu não consigo encontrar as palavras para explicá-lo quando realmente eu quero usar algumas palavras que não iriam ajudar a minha situação. — Você vai se machucar. Ele está te usando para entrar em suas calças. Agora, isso me irritou. — Desculpe-me? Você é o único que... — Esta é a segunda vez que eu pego você brincando com a minha garota, Garoto Bonito. Eu não vou deixá-lo ir uma terceira vez. Eu não posso acreditar, mas eu realmente exalo um suspiro de alívio ao ouvir o som da voz de Colt. Ele me puxa na frente dele, e coloca as mãos na minha cintura. Sob a minha camisa. Elas são quentes contra minha pele. — Hey. Desculpe o atraso. — Ele se inclina para frente e pressiona seus lábios no meu pescoço e puta merda, eu tremo. Ele é bom nisso. — E-ei. — Ugh. Por que minha voz está quebrando? Eu preciso me recompor.
  64. 64. — Você terminou aqui, certo? Eu realmente quero estar com você sozinho. — Ele beija o meu pescoço novamente. Até mesmo mordisca um pouco e do nada eu rio. Okay. Eu preciso relaxar e não me lembro de ter dito a ele que ele poderia me beijar, mas não há nenhuma maneira de eu pará-lo agora. Gregory está apenas nos observando, os olhos arregalados. Fogo queima neles, e eu sei que ele quer explodir, mas eu também sei que ele está provavelmente com medo de Colt. Isso não poderia ser mais perfeito. — Sim. Eu definitivamente estou pronta. — Falo com você mais tarde, Garoto Bonito. — Ouço o sorriso na voz de Colt. Ele trava nossas mãos juntas, e nós caminhamos, enquanto eu tento ignorar as agulhas atirando em torno de meu estômago.
  65. 65. CAPÍTULO DEZ Colt No segundo que saímos, eu solto a mão dela. Eu não sou um verdadeiro tipo-de-cara-que-segura-mão, especialmente quando eu não estou realmente ficando com a menina. O beijo? Isso eu posso lidar, mas o resto é muito brincar- através-das-flores para o meu gosto. — O que foi isso? — Cheyenne pergunta, sua boca franzida. — Isso foi fazer o idiota com ciúmes, como você está me pagando para fazer. — Você não tem que realmente me beijar. Eu olho para ela. Será que machucaria mostrar um pouco de apreço? — Você só está chateada que gostou. — Devemos ir para a cafeteria. Vai ser bom para nós fazermos uma aparição juntos. — Escolhendo ignorar o que eu disse para você? E se eu tiver uma classe? Ou você? Ela balança a cabeça. — Eu tenho uma pequena pausa antes da minha próxima. Você? Pela primeira vez desde que chegou do lado de fora, ela olha para mim. Cristo, ela é linda. Isto seria um inferno inteiro muito mais fácil se ela não fosse.
  66. 66. Ela tem estes lábios pequenos e carnudos que eu quero morder e chupar na minha boca. — Você está me encarando? Foda-se. Eu fui pego. — Você tem que perguntar? Você sabe como você parece. Isso faz com que ela tropece. Eu tento pegá-la, mas ela o faz sozinha. — Eu... Balanço minha cabeça. — Eu não minto, Cheyenne. Eu digo como é. Os únicos jogos aqui são os que você está me pagando para jogar em torno de todos os outros. — Podemos ir tomar um café agora? — Ela está lutando contra um sorriso, o que, honestamente, faz ela mais sexy. Pena que ela me deixa louco. — Qualquer coisa que você quiser, Princesa Cheyenne. — Eu não sei por que isso, mas eu não consigo parar de provocar essa garota. Ela tanto me irrita e me faz sentir travesso ao mesmo tempo. — Eu pensei que você ia parar de me chamar assim? — Eu pensei que você ia parar de agir como uma princesa? Ela suspira e pela primeira vez eu me pergunto se essa coisa toda está cansando-a mais do que eu pensei. — Por que as nossas tréguas não duram muito tempo? — Ela pergunta. — Eu acho que nós somos especiais assim. — Mais uma vez, eu me sinto como um idiota. Eu não sei por que estou preocupado com isso. Estaremos indo em caminhos separados em breve. — Vamos apenas buscar café para que você possa me exibir. — Ela diz. Nós caminhamos para a cafeteria em que eu a vi pela primeira vez. Quando entramos, eu pergunto o que ela quer e digo que ela poderia se sentar enquanto eu peço. Um bom cãozinho de colo estou me tornando.
  67. 67. Cheyenne sorri para mim. Poucos minutos depois, estou à mesa com as bebidas e me sento. — Então... — ela está obviamente procurando por algo a dizer. Em vez de salvá-la, eu me sento para ver o que ela vai inventar. — Classes. Você nunca respondeu sobre as aulas. — Eu estou bem até mais tarde hoje. — Quantos anos você tem? — Você não deveria já saber disso, já que estamos dormindo juntos? — Eu pisco para ela. — Você sabe o que? Não importa. Eu esqueci o quão grande idiota você é. Eu suspiro. O que há com essa mulher? — Vinte e um. Você? — Dezenove. Curso? — Eu ainda estou trabalhando isso. Ela enruga seu nariz e seus olhos riscam ao redor da sala. — Você não é um júnior? — Por que você faz isso? — Eu mudo de assunto. E tecnicamente eu deveria ser um sênior. — Fazer o quê? — Olhar ao seu redor, como se... Como se você estivesse sempre de varredura para ver quem está por perto para saber se você precisa impressionar alguém ou não. Ela estreita seus olhos escuros e inclina a cabeça. Será que ela realmente não sabe que faz isso? — Ah. Eu os conheço. Eles são amigos de Gregory. — Cheyenne atinge outro lado da mesa e pega a minha mão. Isto é tão ridículo. Eu não posso acreditar que
  68. 68. concordei em jogar este jogo com ela. Eu não gosto de ser usado e não gosto de pessoas falsas. — Eu tenho que usar o banheiro. Estarei de volta. — Levantando, vou para o banheiro. Os amigos do babaca me olham e me pergunto quando nós revertemos para o ensino médio. Depois de eu estar pronto, eu vejo Cheyenne sentada ali com os braços cruzados. — O que aconteceu? — Eu olho para seus amigos, mas eles não estão prestando atenção em nós. — Nada. Vamos embora. Encolhendo os ombros, eu pego meu celular fora da mesa. Dando uma olhada rápida em minhas mensagens vejo que alguém precisa de uma encomenda. Eu poderia ir para casa andando, mas isso vai demorar muito tempo, então eu digo: — Eu moro fora do campus. Eu preciso de uma carona para casa. — Meu carro não iria funcionar esta manhã, então Adrian levou-me. — O que seja. Eu sigo a princesa ao seu dormitório, perguntando o que se arrastou até seu rabo enquanto eu estava fora. Ela caminha até um Honda Accord, que não é o que eu esperava dela. Eu teria pensado que ela iria conduzir algo mais chamativo. Eu lhe dou instruções para minha casa de merda. Não leva muito tempo para chegar lá e ela é silenciosa, o tempo todo. Quando ela para, eu posso dizer que ela quer dizer alguma coisa. — Fala logo, Cheyenne. Eu estou com pressa aqui. — Você é um traficante de drogas. Foda-se. — Você sabe, nós não estamos realmente em um relacionamento, de modo que você não precisa jogar a carta da namorada controladora, olhando através de minhas mensagens. — Meu corpo inteiro se esquenta. Meu coração
  69. 69. está de repente indo a um milhão de quilômetros por hora. Quem diabos ela pensa que é? — Eu não quis ver intencionalmente, mas o seu telefone se iluminou quando a mensagem chegou e eu dei uma olhada. — Ele com certeza não disse do que se tratava, então como você sabe? — Eu apenas sei. Arruíne a sua vida ou não, eu não me importo. Não é o meu negócio, mas se estamos fazendo isso, você tem que mantê-lo longe de mim. Eu não quero ter nada a ver com essa merda. Todo meu corpo fica tenso. — Porque, obviamente, eu estou fazendo isso porque gosto. Eu sou o cara com tatuagens que mora em um pedaço de merda de casa e entra em brigas com meninos de fraternidade. Obviamente significa que eu vendo drogas porque eu quero. Eu mal posso ouvir através da batida nos meus ouvidos. Eu empurro a porta aberta, saio e bato a porta. A janela está para baixo assim eu me abaixo. — Nem tudo é sempre preto e branco, Princesa. Às vezes temos que fazer coisas porque não há outra escolha. Talvez você devesse pensar nisso antes de esnobar o nariz para mim. Sem outra palavra, eu vou embora.

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