Down London Road
On Dublin Street Serie #02
Samantha Young
Sinopse:
Sempre foi responsabilidade de Johanna Cuidar de sua f...
A tradução em tela foi efetivada pelo grupo CEL de forma a
propiciar ao leitor acesso parcial à obra, incentivando-o à
aqu...
Proibido todo e qualquer uso
comercial
Se você pagou por esta obra,
VOCÊ FOI ROUBADO.
Capítulo Um
Edimburgo, Escócia
Olhei para a obra de arte e tentei compreender o que
diabos estava olhando. Para mim era ap...
Eu teria reconhecido essa voz em qualquer lugar. Suas palavras com
sotaque americano eram perturbadas aqui e ali por uma m...
— Não. — eu interrompi, sabendo que se eu deixasse, eles fariam
exatamente isso. — Becca é a ex-namorada de Malcolm, e ele...
Finalmente lendo minha expressão, Joss colocou uma mão reconfortante
no meu braço. — Eu estou brincando, Jo. Eu vou me com...
empresa de investimentos. Ele era tão tediosamente absorvido nele mesmo, que
eu realmente tive que terminar com ele.
Em se...
Ele logo encontrou Becca, uma artista irlandesa experiente, de 26 anos.
Eles tinham namorado por alguns meses, e continuar...
sintomas físicos, convulsões. Eu realmente não soube sobre Ellie na ocasião,
mas Joss ficou na minha antiga casa uma vez, ...
passado. Embora eu esteja grata pela gentileza, eu estava determinada a fazer a
minha vida profissional por conta própria....
dentro, oprimida com sua leitura flagrante, embora geralmente, se um cara
fizesse isso comigo, eu apenas sorria de volta a...
Braden tem uma reunião muito cedo amanhã. — Eu devo ter mostrado a minha
decepção, porque ela balançou a cabeça. — Você sa...
com um vestido vermelho justo e sofisticado Dolce & Gabbanna, que Malcolm
tinha comprado para mim em nosso último passeio ...
Eu sorri brilhantemente. Regra número um: Nunca deixe ele te ver como
qualquer coisa, exceto feliz e encantadora. — Eu est...
sentir melhor sobre seu relacionamento com ela. Não que isso tenha qualquer
sentido racional.
— Ele falou. Boa escolha. — ...
Por um momento, me perguntei como Becca poderia ir de namorar
Malcolm, um cara de 30 e poucos anos e seus ternos, para Cam...
— Becca. — Cam parecia aborrecido agora. — Eu disse que ia lidar com
isso sozinho.
Ela corou um pouco sob o seu olhar pene...
sorriso tímido de desculpas, que ricocheteou em seu semblante duro. —
Desculpe. Seu número?
Não muito feliz, ele falou e e...
Capítulo Dois
Enquanto Becca, insistemente, tentava convencer
Malcolm a estender o contrato de arrendamento na galeria, eu...
tapinha no ombro e me disse que eu tinha escolhido bem. Condescendente de
merda, pensei com carinho.
Cole suspirou. — Desc...
com sua irmã mais velha, muito chato. Eu estava aprendendo a me ajustar à
mudança.
No entanto, me recusei a deixar passar ...
Meu pulso acelerou, com bastante experiência da percepção das pessoas
sobre mim, para saber onde ele estava indo com isso....
— Então, isso explicaria por que você acha que está tudo bem em me
julgar? Uma pessoa que você nem conhece.
— Eu não preci...
ele puxou de volta, sua própria afeição por mim clara em seus olhos. Era bom
ver.
— Você não gozou. — ele observou calmame...
Até o momento que eu estava pronta para sair, Malcolm tinha
adormecido. Olhei para o seu corpo nu e forte atirado sobre a ...
Eu deslizei para o quarto da minha mãe, apenas para encontrá-la deitada
em sua cama, os lençóis revirados em suas pernas, ...
fiz quando nos mudamos foi retirar o piso de madeira, restaurando o chão à sua
antiga glória. Essa tinha sido a maior desp...
Deitei de lado, puxando o edredom até o queixo. Eu não acho que era
infeliz.
Porém, eu não sabia se eu era feliz.
Eu acho ...
Capítulo Três
Olhando para a conta de luz em frustração, eu decidi
que teria que olhar para ela de novo, quando eu não est...
Ouvi Cole caminhar pela sala, seguido pelo som de uma gaveta sendo
aberta, segundo depois algo pequeno pousou no meu peito...
como câncer de pulmão. Agora, Cole é um menino esperto. Não é como se ele
não soubesse mais que o tabagismo matava. Uma ve...
testa, e eu lutei contra a vontade de afastá-lo. Seu cabelo estava muito
comprido, mas ele não me deixou levá-lo ate o bar...
Eu balancei a cabeça e me inclinei para colocar minhas mãos sob suas
axilas. Transportando seu corpo magro para a cama, e ...
a coloração dela. Mas agora, com a queda de cabelo e pele ruim, minha mãe
com quarenta e um anos de idade, parecia mais pe...
— Eu sei. — Eu me levantei. — Mas você que vai comprar a sua bebida,
mamãe.
Ela se sentou, as sobrancelhas curvadas juntas...
teriam que entrar em contato com o meu pai e eu realmente não quero ele de
volta em nossas vidas.
Passei meia hora deixand...
pescoço, especialmente se observasse que o meu chefe durante o trabalho
diurno era extremamente irritante.
Não me ocorreu ...
Nós falamos boa noite novamente, e eu desci correndo os degraus do
porão, sorrindo brilhantemente e dando um olá a Brian, ...
Phil xingou bastante. Como este era quase um ritual agora, eu ri e os
deixei sozinhos.
— Ai está você. — Joss sorriu para ...
A testa de Joss enruga em consternação. — Claro que não. Mas você sabe
qual é a solução para isso é, não é?
— Uma fada mad...
Porque é uma coisa totalmente diferente! — É diferente. — eu disse a ela
suavemente. — É apenas parte de estar em um relac...
À medida que a noite avançava, eu fui capaz de empurrar a opinião de
Joss para o fundo dos meus pensamentos, e flertar com...
Foi a vez de Joss bufar. — Sim, eu sei. Eu gostava de mim também. Mas
Braden arrancou isso de mim. — Sua boca se contorceu...
Capítulo Quatro
— SSinto muito, Malcolm. Eu não posso. — Eu
senti aumentar a velocidade da minha freqüência cardíaca, enqu...
Claro que eu ainda me preocupei. — Tem certeza?
— Pare de se preocupar. — Malcolm riu suavemente. — Não é o fim do
mundo, ...
Eu afastei durante um período de calmaria no meio da multidão, para
pegar um suco e alguns chicletes da minha bolsa. — Per...
Eu levantei minhas mãos em sinal de rendição. — Ei, só estou dizendo.
— Moças! — A cabeça de Alistair aparece na porta de ...
monopolizou o tempo de Cole - Declan tinha uma grande coleção de jogos para
eles virarem zumbis na frente.
Há cerca de oit...
Mesmo sendo um grande leitora ávida, como eu era, Hannah era ainda
mais viciada, se escondendo atrás dos livros e da escol...
Interessante.
Eu me sentei e empurrei laptop de seu colo para a cama, para que eu
pudesse ter a sua total atenção. — Conte...
do sexo masculino. — Enfim, um dia no ano passado eu perdi o ônibus, então
eu comecei a caminhar para casa. Eles me seguir...
— Como você sabe que ele não gosta de você?
Suas bochechas coraram um vermelho mais profundo do que antes e ela
mordeu o l...
cabeça para cobrir o pedaço de cabelo que tinha sido raspado. Quando o cabelo
começou a crescer, ela tinha cortado tudo is...
Eu sorri com uma batata no garfo e balancei minha cabeça.
— Cole?
— Não, obrigado, Sra. Nichols.
Ele fez meu coração doer ...
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Down london road - on dublin street - Samantha Young

  1. 1. Down London Road On Dublin Street Serie #02 Samantha Young Sinopse: Sempre foi responsabilidade de Johanna Cuidar de sua família, especialmente de seu irmão mais novo, Cole, e isso acontece desde que ela consegue se lembrar. Ela só namora homens quem podem suprir as necessidades para ela e sua família, e não aqueles que podem fazer ou não voarem faíscas dentro dela. Mas com Cameron MacCabe a atração é inegável. O novo e sexy barman do seu trabalho faz borboletas voarem dentro dela, cada vez que olha para ele. E pela primeira vez, Jo é tentada a colocar suas necessidades em primeiro lugar. Cam fica obcecado em conhecer Jo, mas as paredes que ela ergue em volta dela são muito sólidas para deixá-lo chegar perto o suficiente para sequer tentar. Então, Cam se muda para o apartamento logo abaixo de Jo e sua conexão faz ela tremular de uma forma que é impossivel ignorar. Especialmente que Cam está determinado a descobrir todos os segredos de Jo... mesmo que isso signifique quebrar suas defesas, pedaço por pedaço.
  2. 2. A tradução em tela foi efetivada pelo grupo CEL de forma a propiciar ao leitor acesso parcial à obra, incentivando-o à aquisição da obra literária física ou em formato ebook. O grupo CEL tem como meta a seleção, tradução e disponibilização parcial apenas de livros sem previsão de publicação no Brasil, ausente de qualquer forma de obtenção de lucro, direto ou indireto. No intuito de preservar os direitos autorais contratuais de autores e editoras, o grupo, sem aviso prévio e quando julgar necessário, poderá cancelar o acesso e retirar o link de download dos livros cuja publicação for veiculada por editoras brasileiras. O leitor e usuário fica ciente de que o download da presente obra destina-se tão somente ao uso pessoal e privado e que deverá abster-se da postagem ou hospedagem em qualquer rede social (Orkut, Facebook, grupos), blogs ou qualquer outro site de domínio público, bem como abster-se de tornar público ou noticiar o trabalho de tradução do grupo, sem a prévia e expressa autorização do mesmo. O leitor e usuário, ao disponibilizar a obra, também responderá pela correta e lícita utilização da mesma, eximindo o grupo CEL de qualquer parceria, coautoria, ou coparticipação em eventual delito cometido por aquele que, por ato ou omissão, tentar ou concretamente utilizar da presente obra literária para obtenção de lucro direto ou indireto, nos termos do art. 184 do Código Penal Brasileiro e Lei nº 9610/1998. Junho/2013
  3. 3. Proibido todo e qualquer uso comercial Se você pagou por esta obra, VOCÊ FOI ROUBADO.
  4. 4. Capítulo Um Edimburgo, Escócia Olhei para a obra de arte e tentei compreender o que diabos estava olhando. Para mim era apenas um monte de linhas e quadrados em cores diferentes, com alguns sombreamentos aqui e ali. Parecia familiar. Na verdade, eu lembrei que tinha uma imagem que Cole tinha desenhado para mim quando ele tinha três anos escondido em algum lugar, que tinha uma notável semelhança com isso. Embora eu duvidasse que alguém fosse pagar trezentos e setenta e cinco libras pelo desenho de Cole. Eu também duvidava da sanidade de quem pagaria trezentos e setenta e cinco pratas por aquilo que parecia um pedaço de lona, ao lado de uma estrada de ferro no momento exato que um trem cheio de tinta descarrilhou. No entanto, arriscando um olhar a minha volta, eu pude ver que a maioria das pessoas na galeria gostava do que estava vendo. Talvez eu não fosse inteligente o suficiente para entendê-la. Em um esforço para parecer mais sofisticada por causa do meu namorado, eu adotei uma expressão pensativa e caminhei até a próxima tela. — Hum, ok, eu não entendi. — uma voz baixa e rouca, anunciou ao meu lado.
  5. 5. Eu teria reconhecido essa voz em qualquer lugar. Suas palavras com sotaque americano eram perturbadas aqui e ali por uma melodia, ou algumas consoantes mais fortes, nítidas de um sotaque diferente, consequência da sua dona ter vivido na Escócia por quase seis anos. Alívio me inundou, quando abaixei a cabeça do quadro, para encontrar o olhar da minha melhor amiga, Joss. Pela primeira vez naquela noite, eu sorri brilhantemente. Jocelyn Butler era de falar as coisas na lata, uma corajosa garota americana que trabalhava comigo em um bar elegante, chamado Club 39. Era um bar no porão, que ficava em uma das ruas mais famosas do centro, George Street e nós trabalhamos juntas há cinco anos. Com um vestido preto e saltos Louboutins, minha amiga desafiava a gravidade e parecia quente. O mesmo acontecia com o namorado dela, Braden Carmichael. Em pé atrás de Joss, sua mão descansando possessivamente no inferior das suas costas, Braden exalava confiança. Um cara digno de babar, ele era o tipo de namorado que eu estava procurando, por anos, e se eu não amasse tanto Joss e Braden, não a adorasse enlouquecidamente, eu teria pisado sobre ela para chegar nele. Braden tinha quase 1.86m, que era ideal para alguém da minha altura. Eu tinha impressionantes 1.77m, e poderia alcançar fácil 1.85 nos saltos certos. O namorado de Joss também era sexy, rico e divertido. E ele amava Joss sem reservas. Eles estão juntos há quase 18 meses. Eu podia sentir uma proposta de casamento chegando. — Você está maravilhosa. — eu disse a ela, olhando para suas curvas. Ao contrário de mim, Joss tinha seios grandes, junto com quadris e uma bunda perfeita. — Muito obrigada por terem vindo. Os dois. — Bem, você me deve. — Joss resmungou, arqueando uma sobrancelha enquanto olhava ao redor para todas as outras pinturas. — Eu vou ter que mentir descaradamente, se o artista me perguntar o que eu acho. Braden deu-lhe um aperto de cintura e sorriu para ela. — Bem, se o artista é tão pretensioso quanto sua arte, por que mentir quando você pode ser brutalmente honesta? Joss sorriu de volta para ele. — Isso é verdade.
  6. 6. — Não. — eu interrompi, sabendo que se eu deixasse, eles fariam exatamente isso. — Becca é a ex-namorada de Malcolm, e eles ainda são amigos. Vocês farão Robert Hughes ir direto na bunda dela, e ela vai chutar a minha bunda até a calçada. Joss franziu a testa. — Robert Hughes? Eu suspirei. — Ele é um crítico de arte. — Eu gosto disso. — Joss sorriu maldosamente. — Você sabe que eles dizem que a honestidade é quase divina. — Eu acho que esse ditado é sobre a limpeza, baby. — É claro que é limpeza, mas certamente a honestidade é a segunda mais próxima? O brilho teimoso nos olhos de Joss quase fez minha garganta fechar. Joss era uma força a ser reconhecida, e se ela tinha uma opinião ou queria dizer alguma coisa, havia pouco que pudesse fazer para detê-la. Quando eu a conheci, ela era uma pessoa incrivelmente fechada, preferindo não se envolver nos assuntos de seus amigos pessoais. E desde que ficou com Braden, ela mudou muito. Nossa amizade cresceu, e Joss é agora a única que realmente sabe a verdade sobre a minha vida. Eu era grata por nossa amizade, mas em momentos como estes, às vezes eu queria que ela fosse a antiga Joss, a que mantinha seus pensamentos e emoções bem trancados. Eu estava namorando Malcolm Hendry há quase três meses. Ele era perfeito para mim. Era descontraído, alto e rico. Malcolm era o mais velho de todos os meus “protetores”, como Joss jocosamente chamava. Embora tivesse 39, ele não era velho. Ele era no entanto, 15 anos mais velho do que eu. Eu não me importava. Estava convencida de que ele poderia ser o cara, e eu não queria que Joss comprometesse o progresso de nosso relacionamento por insultar sua boa amiga. — Jocelyn. — Braden agarrou sua cintura de novo, olhando para mim e meu pânico crescente — Acho que é melhor você praticar a arte da mentira hoje à noite.
  7. 7. Finalmente lendo minha expressão, Joss colocou uma mão reconfortante no meu braço. — Eu estou brincando, Jo. Eu vou me comportar muito bem. Eu prometo. Eu balanço a cabeça. — É melhor. . . as coisas estão indo bem, você sabe. — Malcolm parece ser um cara decente. — Braden concordou. Joss fez um som no fundo de sua garganta, mas ambos ignoramos. Minha amiga tinha deixado clara sua opinião sobre a minha escolha de namorado. Ela estava convencida de que eu estava usando Malcolm e ele estava me usando. Era verdade que ele era generoso e eu precisava daquela generosidade. No entanto, a verdade é que eu realmente me importava com ele. Depois de John, o meu “primeiro amor”, quando tinha 16 anos de idade, eu comecei a me envolver com caras que pudessem me prover e serem encantadores, que passassem segurança para mim e Cole. Mas John tinha se cansado de ficar em segundo plano para a minha família, e depois de seis meses ele me largou. Ele me ensinou uma valiosa lição. Ele também tinha me dado uma nova exigência em um namorado, ele tinha que ter um bom emprego, ser ambicioso, trabalhador, e ter um bom rendimento. Não importa o quão duro eu trabalhe, com as minhas qualificações inexistentes e falta de qualquer talento real, eu nunca ia ganhar dinheiro suficiente para garantir um futuro estável para a minha família. Eu era, no entanto, boa o suficiente para garantir um homem com boas qualificações e talento. Cerca de um ano depois que eu remendei minha vida de volta, desde o desgosto do meu romance fracassado com John, Callum entrou em minha vida. Trinta anos, um advogado bem de vida, lindo, culto, sofisticado. Determinada a fazer isso durar, eu me tornei o que eu imagimava ser a namorada perfeita para ele. Era um hábito, eu me tornava outra pessoa, especialmente por que isso parecia funcionar. Callum pensava que eu era perfeita por um tempo. Estávamos juntos há dois anos, até que meu segredo sobre minha família e minha incapacidade de “deixá-los longe” fez um buraco profundo entre nós e ele me deixou. Levei meses para juntar os pedaços depois de Callum. . . e quando fiz, foi para correr aos braços de Tim. Decisão horrível. Tim trabalhava para uma
  8. 8. empresa de investimentos. Ele era tão tediosamente absorvido nele mesmo, que eu realmente tive que terminar com ele. Em seguida, houve Steven. Steven era diretor de vendas para uma dessas irritantes empresas porta-a-porta. Ele trabalhava por longas horas, o que eu imagimei poderia trabalhar a nosso favor, mas isso não aconteceu. Joss pensou que Steven tinha me largado por causa da minha incapacidade de ser flexível sobre qualquer coisa, por causa de minhas obrigações familiares. A verdade é que eu dispensei Steven. Steven me fez sentir inútil. Seus comentários sobre a minha inutilidade em geral trouxe de volta muitas lembranças, e apesar do fato que eu mesma achava que tinha pouco para me recomendar, que não fosse minha aparência, quando seu namorado fala a mesma coisa e, finalmente, faz você se sentir como uma acompanhante paga, era hora de dispensá-lo. Eu aceitava um monte de merda das pessoas, mas eu tinha os meus limites, e quanto mais velha eu ficava, mais estreito esses limites se tornavam. No entanto, Malcolm era diferente. Ele nunca me fez sentir terrível sobre mim mesma, e até agora a nossa relação estava caminhando muito bem. — Onde está o homem-sortudo? Lancei um olhar sobre o meu ombro e procurei por ele, ignorando o sarcasmo de Joss. — Eu não sei. — murmurei. Com Malcolm, eu literalmente ganhei o prêmio acumulado, ele era um advogado que ganhou na loteria. Ele ganhou o EuroMillion1 há três anos atrás e desistiu de seu emprego, sua carreira, para começar a desfrutar uma nova vida como um milionário. Acostumado a não ficar parado, ele decidiu tentar a mão no ramo imobiliário, e agora era proprietário de uma carteira de imóveis. Nós estávamos em um antigo prédio de tijolos vermelhos, com janelas sujas compostas por fileiras de pequenos retângulos, que seria mais provável você ver em um armazém do que em um prédio de galeria de arte. Dentro era um assunto completamente diferente. Com pisos de madeira, iluminação incrível e divisórias para as obras de arte, era o local ideal para uma galeria. Malcolm tinha se divorciado um ano antes do seu prêmio, mas, claro, um homem rico de boa aparência, atraía jovens como eu. 1 Loteria Européia
  9. 9. Ele logo encontrou Becca, uma artista irlandesa experiente, de 26 anos. Eles tinham namorado por alguns meses, e continuaram bons amigos mesmo depois que eles separaram. Malcolm tinha investido dinheiro em suas obras, e alugou uma galeria há alguns quarteirões de distância do meu velho apartamento em Leith. Eu tinha que admitir que a galeria e a exibição eram impressionantes. Mesmo se eu não conseguisse entender o que aqueles quadros estavam me dizendo. Malcolm tinha conseguido reunir um grupo de compradores particulares, para vir à estreia da nova coleção de Becca e felizmente a arte estava falando com eles. Assim que chegaram, eu tinha perdido o meu companheiro da noite. Becca veio correndo na minha direção e de Malcolm, em leggimgs metálicas e uma camiseta de grandes dimensões, ela batia os pés descalços contra o chão gelado de madeira. Ela me deu um sorriso atrapalhado, pegou Malcolm, e exigiu que ele a apresentasse a pessoas que tinham aparecido. Eu, então, passei a caminhar ao redor da galeria perguntando se era que eu não tinha gosto por arte, ou se esta arte era apenas atroz. — Eu pensei em comprar algo para o apartamento, mas. . . — Braden deu um assobio baixo quando viu o preço da tela diante de nós. — Eu tenho uma regra em não pagar muito quando estou comprando merda. Joss bufou e balançou a cabeça em concordância absoluta. Decidi que era melhor mudar de assunto, antes que um deles incentivasse o outro a ser abertamente rude, eu perguntei — Onde está Ellie e Adam? Ellie era um amor e poderia dar uma interpretação positiva sobre qualquer coisa. Ela também conseguiu temperar as línguas contundentes de sua melhor amiga e seu irmão, e foi por isso que eu especificamente a convidei. — Ela e Adam quiseram ficar a sós esta noite. — Joss respondeu com uma seriedade calma que me preocupou. — Hoje ela pegou os resultados da ressonância magnética. Tudo está bem, é claro, mas isso trouxe tudo de volta para ela. Fazia pouco mais de um ano desde que Ellie tinha feito uma cirurgia no cérebro para remover tumores benignos, que tinha causado além de alguns
  10. 10. sintomas físicos, convulsões. Eu realmente não soube sobre Ellie na ocasião, mas Joss ficou na minha antiga casa uma vez, durante a recuperação de Ellie, e eu então fiquei sabendo, do que ela me disse que tinha sido um momento muito difícil para todos eles. — Eu vou tentar arrumar em breve um tempo para vê-la. — eu murmurei, me perguntando se eu poderia espremer uma hora para fazer isso. Entre meus dois empregos, cuidar da minha mãe e Cole, e acompanhar Malcolm sempre que ele queria que eu fosse em algum lugar, minha vida era muito agitada. Joss assentiu, um vinco de preocupação entre as sobrancelhas. Ela se preocupava mais com Ellie do que qualquer um. Ok, talvez não mais do que qualquer um, eu pensei, atirando um olhar para Braden, cuja próprias sobrancelhas estavam unidas em uma expressão preocupada. Braden era possivelmente o irmão mais superprotetor que eu já conheci, mas desde que eu sabia tudo sobre irmãos mais velhos superprotetores, já que eu era exatamente assim com Cole, eu não tinha condições de fazer nenhuma brincadeira. Em uma tentativa de tirá-los de seus pensamentos sombrios, eu brinquei sobre o dia totalmente merda que eu tive no trabalho. Nas noites de terça, quinta e sexta, eu trabalho no Club 39. Na segunda, terça, e quarta, durante o dia eu trabalhava como assistente pessoal de Thomas Meikle, um contador na empresa Meikle & Young Contabilidade. Sr. Meikle era um bastardo mal-humorado e acreditava que “assistente pessoal” era realmente apenas uma palavra chique para “office-boy”. Eu sofria choque constante com seu temperamento instável. Alguns dias eram muito bons e funcionava tudo muito bem; outros dias, como hoje, “Eu não sabia a diferença entre a minha bunda e meu cotovelo.” citação direta e era totalmente inútil. Aparentemente, a minha inutilidade tinha batido um novo recorde hoje: Não havia açúcar suficiente no seu café, a garota na padaria ignorou minhas instruções para tirar os tomates de seu sanduíche, e eu não tinha enviado uma carta que o Sr. Meikle tinha esquecido de me dar. Felizmente, amanhã era o meu dia de folga de Meikle e sua língua mordaz. Braden, mais de uma vez tentou me convencer a deixar Meikle e vir trabalhar em meio período na sua empresa, mas eu me recusei a aceitar sua ajuda, assim como eu havia recusado muitas ofertas de ajuda de Joss no
  11. 11. passado. Embora eu esteja grata pela gentileza, eu estava determinada a fazer a minha vida profissional por conta própria. Quando você confia nas pessoas que você gosta, confia nelas com algo grande assim, elas inevitavelmente irão decepcionar você. E eu realmente não queria ficar decepcionada com Joss e Braden. Obviamente sentindo que esta noite poderia ser mais persistente, Braden começou a indicar todos os benefícios em trabalhar para ele. De repente, senti um arrepio que percorreu completamente a minha nuca. Meus músculos ficaram tensos, e eu virei minha cabeça ligeiramente, as palavras de Braden ficando abafadas, enquanto procurava o que ou quem estava alertando algum aviso. Meus olhos procuraram em toda a sala e, em seguida, minha respiração engatou quando meu olhar pararou em um cara que estava olhando para mim. Nossos olhos se encontraram, e por alguma razão absolutamente bizarra, senti uma conexão física, como se o reconhecimento da presença um do outro tinha realmente me trancado no lugar. Eu senti a minha frequência cardíaca acelerar, o sangue correndo em minhas orelhas. Havia uma distância razoável entre nós, então eu não poderia dizer a cor de seus olhos, mas eles estavam bem fixos em mim, sondando, a testa enrugada como se ele estivesse tão confuso com a estática entre nós, como eu estava. Por que ele atraiu a minha atenção? Ele não era o tipo de cara que eu normalmente reparava. Sim, ele era muito bonito. Cabelo loiro escuro bagunçado e barba sexy. Alto, mas não tão alto quanto Malcolm. Esse cara tinha provavelmente 1.82 no máximo. Eu estava alguns centímetros mais alta do que ele nos saltos que usava esta noite. Eu podia ver os músculos de seus bíceps e as veias grossas em seus braços, porque o idiota estava usando uma camiseta no final do inverno, mas ele não tinha a constituição dos caras que eu namorava. Ele não era largo e musculoso. Ele era magro e musculoso. Mmm, — vigoroso — era uma palavra boa para ele. E eu mencionei as tatuagens? Eu não poderia dizer o que eram, mas eu poderia ver a tinta colorida em seu braço. Eu não gostava de tatuagens. Quando seus olhos ficaram baixos nos seus cílios, eu inalei forte com a sensação de choque, como que estivesse sendo sacudida, enquanto seu olhar viajou pelo meu corpo e retornou novamente. Eu me senti contorcendo por
  12. 12. dentro, oprimida com sua leitura flagrante, embora geralmente, se um cara fizesse isso comigo, eu apenas sorria de volta animadamente. O momento em que seus olhos voltaram para o meu rosto, ele me ofereceu um último olhar abrasador, que eu senti como uma carícia calejada pelo meu corpo e depois afastou o olhar. Me senti tonta e decididamente excitada, enquanto o observava caminhar a passos largos atrás de uma das paredes da galeria, que dividia o local em várias seções. — Quem era? — A voz de Joss quebrou minha neblina. Eu pisquei e retornei para ela, com o que eu imagimava ser um olhar estupefato no meu rosto. — Eu não tenho ideia. Joss sorriu. — Ele era quente. Um barulho do fundo da garganta soou atrás dela. — Como é? Seus olhos brilharam maliciosamente, mas quando ela se virou para seu companheiro carrancudo, ela tinha uma expressão de inocência. — Eu quis dizer, de um ponto de vista puramente estético, é claro. Braden resmungou, mas puxou ela mais apertada ao seu lado. Joss sorriu para mim e eu não pude deixar de sorrir. Braden Carmichael era este cara extremamente rápido, um empresário de fala direta, intimidante, e ainda assim, de alguma forma, Jocelyn Butler conseguiu envolvê-lo em torno de seu dedo mindinho. Acho que ficamos lá por cerca de uma hora, bebendo o champanhe e discutindo sobre tudo e qualquer coisa. Às vezes eu me sentia intimidada quando os dois estavam juntos, porque eles eram tão inteligentes e experientes. Eu raramente sentia que tinha algo profundo ou interessante para adicionar a conversa, então eu apenas ria e os observava se provocando. Quando eu estava sozinha com Joss era diferente. Eu conhecia Joss melhor do que eu conhecia Braden, então eu ficava confiante de que ela nunca iria querer que eu fosse alguém além de mim mesma. Era uma boa mudança de ritmo do resto da minha vida. Nós conversamos com alguns outros convidados, e tentamos não parecer confusos com o seu entusiasmo pelas obras, mas depois de uma hora Joss se virou para mim se desculpando. — Nós temos que ir, Jo. Sinto muito, mas
  13. 13. Braden tem uma reunião muito cedo amanhã. — Eu devo ter mostrado a minha decepção, porque ela balançou a cabeça. — Você sabe o que? Não, eu vou ficar. Braden pode ir. Eu vou ficar. — Não. Absolutamente não. Eu já passei por situações como esta antes. — Joss, vá para casa com Braden. Eu estou bem. Entediada. Mas tudo bem. — Você tem certeza? — Absoluta. Ela deu um aperto no meu braço e pegou a mão de Braden. Ele me deu um aceno de cabeça, e eu retornei com um sorriso e um — Boa noite. — em seguida, vi quando eles atravessaram a galeria até um cabideiro de roupas, onde os casacos de todos os convidados estavam pendurados. Como um verdadeiro cavalheiro, Braden primeiro pegou o casaco de Joss e a ajudou a vesti-lo. Ele beijou seu cabelo antes que se virasse para pegar o seu próprio casaco. Com o braço em volta dos ombros, ele a levou para a noite fria de fevereiro, me deixando no interior da galeria com uma dor estranha no peito. Olhei para o relógio de ouro Omega que Malcolm me comprou no Natal, e, como sempre, quando eu verifiquei a hora, eu lamentava o fato de que não poderia vendê-lo ainda. Era possivelmente o presente mais caro que eu já tinha recebido, e faria maravilhas com as nossas economias. Havia sempre a esperança, no entanto, que a minha relação com Malcolm fosse se transformar em algo mais significativo e vender o relógio já não seria necessário. Mas eu nunca permiti que minhas esperanças ficassem muito altas. Eram nove e quinze. Meu pulso acelerou um pouco e eu mexi na minha pequena clutch Gucci falsa para pegar o meu telefone. Nenhuma mensagem. Droga, Cole. Eu tinha acabado de pressionar enviar em uma mensagem de texto, lembrando a Cole para me ligar assim que chegasse em casa, quando um braço deslizou pela minha cintura, me apertando, e o cheiro de couro da loção pós- barba de Malcolm encheu minhas narinas. Não precisei subir meu olhar para encontrar o seu, já que eu estava usando meu salto de 12cm. Eu me virei e sorrimos um para o outro, comigo cobrindo a preocupação com Cole quando nossos olhos se encontraram. Eu fui
  14. 14. com um vestido vermelho justo e sofisticado Dolce & Gabbanna, que Malcolm tinha comprado para mim em nosso último passeio de compras. O vestido elogiava minha figura quase a perfeição. Eu adorei. Eu ficaria triste quando tivesse que adicioná-lo à minha pilha no eBay. — Aí está você. — Malcolm sorriu para mim, seus olhos castanhos brilhantes com pequenas rugas atraentes nos cantos. Ele tinha um cabelo escuro bem cheio e exuberante, com uma pitada sexy de cinza nas laterais. Ele usava ternos o tempo todo, e hoje não foi exceção, a alfaiataria requintada de Savile Row2 . — Eu pensei que seus amigos viriam esta noite, ou não teria deixado você sozinha. Eu sorri e coloquei minha mão em seu peito. — Não se preocupe, eu estou bem. Eles estavam aqui, mas tiveram que sair mais cedo. — Eu olhei para o telefone ainda enrolado na minha mão. Onde estava Cole? Pequenos Gremlins despertaram em meu estômago, e mordiscaram ansiosamente no meu interior. — Eu vou comprar uma das pinturas de Becca. Venha e finja comigo que é brilhante. Eu ri e logo em seguida me senti mal, mordendo o lábio para parar o som. — Estou tão feliz que não sou a única que não entendo. Seus olhos correram ao redor da sala, seus lábios se curvando divertidos. — Bem, felizmente essas pessoas sabem mais sobre arte do que nós, então eu vou pelo menos, conseguir um retorno do meu investimento. Ele manteve o braço em volta do meu corpo e me guiou pela galeria, até chegar atrás de uma das paredes, onde Becca estava sob uma monstruosidade salpicada de uma pintura. Eu quase tropecei em meus próprios pés quando vi que ela parecia estar discutindo com O. Cara. Da. Tatuagem. Merda. — Você está bem? — Malcolm olhou para mim, franzindo a testa enquanto sentia a tensão no meu corpo. 2 Uma Rua no centro de Londres, onde há muitas lojas especializadas em roupas caras masculinas, especialmente ternos.
  15. 15. Eu sorri brilhantemente. Regra número um: Nunca deixe ele te ver como qualquer coisa, exceto feliz e encantadora. — Eu estou ótima. O cara da tatuagem estava sorrindo para Becca, com a mão no seu quadril, tentando puxá-la contra ele, sua expressão na fronteira do apaziguamento. Intencionalmente, eu ignorei o engate na minha respiração com o raio daquele sorriso perverso branco. Becca ainda parecia um pouco chateada, mas eu totalmente a compreendi, quando ela entrou em seu abraço. Eu pensei que qualquer mulher teria perdoado qualquer merda, quando ele sorria para ela daquele jeito. Evitando os meus olhos no cara da tatuagem, eu segui Malcolm até ele parar e o casal virar para nós. As bochechas de Becca estavam cor de rosa, e seus olhos brilhavam de excitação. — Apenas me ignorem e Cam. Estamos brigando porque ele é um idiota. Eu não olhei para ele, mas ouvi sua risada. — Não, nós estamos brigando porque temos gostos diferentes para arte. — Cam odeia meu trabalho. — Becca disse com um bufo. — Ele não pode ser como os outros namorados e pelo menos mentir? Não. Ele acha que ser brutalmente honesto, é um presente. Pelo menos Malcolm gosta do meu trabalho. Mal te falou que está comprando a minha pintura, Jo? Você pode achar que eu sentiria ciúmes da afeição óbvia de Malcolm com Becca, e eu sei que isso soa horrível, mas até que eu vi seu trabalho artístico, eu estava com um pouco de ciúmes. Eu não sou excepcionalmente inteligente, eu não desenho, eu não danço, eu não canto, eu sou apenas uma boa cozinheira. . . Felizmente, eu sou bonita. Alta, com pernas que pareciam nunca acabar, e eu já ouvi inúmeras vezes que eu tenho um belo corpo e uma pele ótima. Combine isso com enormes olhos verdes, longos e cheios cabelos loiros avermelhados, e feições delicadas, tornando um pacote atraente, que havia virado cabeças desde que eu era adolescente. Sim, eu não tenho muito, mas o que eu tenho, eu uso para conseguir vantagem para minha família. Então saber que Becca era bonita e talentosa tinha me preocupado um pouco. Talvez Malcolm fosse se cansar de mim e voltar para ela? Na verdade, porém, a resposta de Malcolm menos do que entusiasmada com sua obra me fez
  16. 16. sentir melhor sobre seu relacionamento com ela. Não que isso tenha qualquer sentido racional. — Ele falou. Boa escolha. — Eu sorri para ele e eu poderia dizer que ele estava morrendo de vontade de rir. Sua mão deslizou da minha cintura para embalar meu quadril e me puxar para perto dele, e eu arrisquei um olhar para o meu telefone. Ainda nada de Cole. — Jo, este é o namorado de Becca, Cameron. — Malcolm disse de repente, e eu levantei minha cabeça rapidamente para finalmente estudar o homem que eu estava evitando olhar nos últimos segundos. Nossos olhos se encontraram e eu senti aquele frisson de excitação me atravessar novamente. Seus olhos eram azul-cobalto e parecia estar me deixando tonta novamente, à medida que me leu inteira pela segunda vez. Eu vi seu olhar rapidamente piscar, observando a mão de Malcolm na minha cintura. Eu endureci quando Cameron chegou a algum tipo de conclusão sobre nós dois, e ficou com a expressão fechada, seus lábios pressionando duro. — Oi. — eu consegui falar e ele mal me deu um aceno de cabeça. O fogo anterior em seus olhos tinha, definitivamente, ido embora. Becca começou a conversar com Malcolm sobre a pintura, por isso, aproveitei a oportunidade para verificar o meu telefone mais uma vez. Ao ouvir um bufo descontente, minha cabeça disparou, meus olhos confrontando Cameron. Eu não conseguia entender o desgosto em sua expressão, ou por que eu sentia a necessidade repentina de lhe dizer para ir se foder. Diante de animosidade ou agressão eu tendia a recuar e não dizer uma palavra. Neste caso, a condenação e o julgamento desse cara tatuado idiota me fez querer bater meu punho nele e quebrar o nariz já imperfeito. Ele tinha uma pequena ondulação na ponte do nariz que deveria ter marcado a sua boa aparência, mas em vez disso o tornava mais atraente. Mordi a língua antes que falasse algo impensado, e deixei meus olhos caírem em suas tatuagens. Em seu antebraço direito tinham duas palavras tatuadas em preto, com uma linda letra, que eu não poderia ver o que era, sem dar a impressão que estava tentando ler. Em seu braço esquerdo tinha uma imagem colorida e detalhada. Parecia um dragão, mas eu não podia ter certeza, e Becca se aproximou ao lado de Cameron, obscurecendo a vista.
  17. 17. Por um momento, me perguntei como Becca poderia ir de namorar Malcolm, um cara de 30 e poucos anos e seus ternos, para Cameron, com seus vinte e poucos anos, com seu relógio aviador de pulseira de couro, uma camiseta da banda Def Leppard, que tinham sido lavados tantas vezes que estava desbotando, e calça Levis. — Mal, você perguntou a Jo sobre o trabalho? Confusa, eu olhei para o meu namorado. — Trabalho? — Becca, está tudo bem, realmente. — Cameron insistiu, sua voz profunda enviando um arrepio de algo que eu não queria admitir no meu corpo. Meus olhos colidiram novamente com o dele, e eu o vi olhando para mim, sua expressão vazia. — Bobagem. — Malcolm respondeu, bem-humorado e depois me olhou pensativo. — Vocês ainda estão à procura de outro barman no clube, não é? Nós estávamos. Meu amigo e colega (e meu amante por apenas uma noite quando eu estava uma bagunça depois de Callum), Craig, nos deixou para ir a Austrália. Terça-feira tinha sido sua última noite e nossa gerente, Su, tinha uma entrevista para um novo bartender na próxima semana agora. Eu ia sentir saudades de Craig. Às vezes, sua paquera ultrapassava o ponto, e eu nunca tive coragem de lhe dizer para se calar (Joss fez), mas pelo menos ele estava sempre de bom humor. — Sim, por quê? Becca tocou no meu braço e eu olhei para o rosto dela implorando. De repente, me ocorreu que, embora fosse alguns anos mais velha do que eu, ela parecia e soava como uma menininha, com seus grandes olhos azuis, pele lisa e voz estridente. Nós duas não poderíamos ser mais diferentes. — Cam é designer gráfico. Ele trabalhava para uma empresa gráfica que faz todo o marketing e posicionamento de marcas, para nomes conhecidos em todo o país, mas eles tiveram cortes no orçamento. Tipo o último a entrar, primeiro a sair, e Cam estava com eles há apenas um ano. Eu atirei a Cam um olhar desconfiado, mas simpático. Não era fácil perder o emprego. No entanto, eu não sabia o que eu ou a posição de barman tinha a ver com isso.
  18. 18. — Becca. — Cam parecia aborrecido agora. — Eu disse que ia lidar com isso sozinho. Ela corou um pouco sob o seu olhar penetrante e de repente senti uma conexão com ela. Eu não era a única que ele intimidava. Bom. — Cam, deixe- me ajudar. — Ela se virou para mim. — Ele está procurando emprego. — Eu estou procurando trabalho de design gráfico. — Cam a cortou, seus olhos azuis ardendo de frustração. De repente, me ocorreu que o seu mal humor aparente poderia não ter nada a ver comigo e tudo a ver com a sua situação. — Malcolm disse que há uma vaga aberta para tempo integral no Club 39, e tenho experiência como barman. Eu preciso de algo para fazer, até que eu possa encontrar outro emprego. Se você pudesse conseguir uma ficha para solicitar o emprego, eu agradeceria. Por que eu decidi ser útil considerando que eu não gostei muito dele ou da sua atitude, permaneceu um mistério, enquanto eu respondia — Eu vou fazer melhor. Vou falar com o minha gerente e eu vou lhe dar o seu número. Ele olhou para mim um momento e eu não poderia pela minha vida descobrir o que estava acontecendo por trás de seus olhos. Finalmente, ele balançou a cabeça lentamente. — Ok, obrigado. Meu número é... Naquele momento o meu celular vibrou em minhas mãos e eu levantei para olhar para a tela. Eu estou em casa. Pare de entrar em pânico. Cole. A tensão derreteu pelo meu corpo, e eu suspirei rapidamente respondendo a mensagem de volta. — Jo? Olhei para cima e observei as sobrancelhas levantadas de Malcolm. Droga. O número de Cam. Eu corei, percebendo que eu tinha esquecido completamente dele, quando chegou a mensagem de Cole. Eu lhe lancei um
  19. 19. sorriso tímido de desculpas, que ricocheteou em seu semblante duro. — Desculpe. Seu número? Não muito feliz, ele falou e eu o digitei em meu telefone. — Eu entrego a ela amanhã. — Sim, claro. — ele respondeu em um tom aborrecido, sugerindo que não achava que eu tivesse células no cérebro para me lembrar de fazer isso. Sua atitude ardeu em mim, mas eu decidi não deixar isso me incomodar, me aconchegando mais feliz ao lado de Malcolm, agora que eu sabia que Cole estava instalado e seguro em nosso apartamento em London Road.
  20. 20. Capítulo Dois Enquanto Becca, insistemente, tentava convencer Malcolm a estender o contrato de arrendamento na galeria, eu vagava em direção ao cabideiro, de costas para a sala, enquanto ligava para Cole. — O que foi? Eu fiz uma cara feia com a forma como meu irmão havia começado a atender ao telefone recentemente. Aparentemente, tornar-se um adolescente significava que as boas maneiras cuidadosamente semeadas que tentei plantar nele, já não eram aplicáveis. — Cole, atenda ao telefone assim para mim de novo e eu vou vender o seu PS3 no eBay. — Eu afundei em nossa poupança para lhe comprar o jogo para o Natal. E no momento tinha valido a pena. Aparentemente, se tornar um adolescente significava que Cole não tinha mais a capacidade de mostrar emoção. Eu tentava fazer o Natal para Cole tão emocionante quanto possível, e quando ele era um menino, eu ficava sempre emocionada o quão louco ele ficava feliz quando o Papai Noel estava para chegar. Esses dias haviam desaparecido em algum lugar, e eu sentia saudades. No entanto, a visão de sorriso tímido de Cole quando ele abriu a PS3 tinha me dado esse sentimento de volta por um momento. Ele até me deu um
  21. 21. tapinha no ombro e me disse que eu tinha escolhido bem. Condescendente de merda, pensei com carinho. Cole suspirou. — Desculpe. Eu disse que estava em casa. Eu peguei uma carona com o pai de Jamie. Eu soltei um suspiro interior de alívio. — Você já fez sua lição de casa? — Eu estou tentando fazer agora, mas alguém continua a me interromper com mensagens paranóicas e telefonemas. — Bem, se você entrar em contato comigo como combinamos que você tem que fazer, eu não vou encher a sua paciência. Ele apenas resmungou. Esta era uma resposta que eu estava me tornando familiarizada. Eu mordisquei meu lábio, sentindo meu estômago virar desagradavelmente. — Como está a mamãe? — Dormindo profundamente. — Você jantou? — Pizza em Jamie. — Eu deixei uma torta, se você ainda estiver com fome. — Beleza. — Você vai para a cama cedo? — Sim. — Promete? Outro grande suspiro. — Prometo. Eu balancei a cabeça, confiando nele. Ele tinha um pequeno grupo de amigos que jogavam videogame em casa e não davam problemas, ele era estudioso, e prestativo em casa nessas ocasiões. Como o menino que tinha sido a coisa mais doce que uma vez entrou em minha vida. Ele tinha sido a minha sombra. Já como adolescente, ele achava coisas como ser abertamente afetuoso
  22. 22. com sua irmã mais velha, muito chato. Eu estava aprendendo a me ajustar à mudança. No entanto, me recusei a deixar passar um dia, sem ele saber como era amado. Crescendo, eu nunca tive isso na minha vida e eu estava tendo a maldita certeza que Cole teria. Não importa o quão tola ele pensava que eu era. — Eu amo você, meu menino. Vejo você amanhã. Eu desliguei antes que ele pudesse grunhir para mim novamente e me virei, apenas para inalar bruscamente. Cam estava diante de mim. Ele olhou para mim, enquanto pegava o telefone de Becca de seu casaco, que estava pendurado no cabideiro. Seu olhar deslizou pelo meu corpo novamente, antes de falar, — Você não tem precisa verificar esse trabalho para mim. Apertei os olhos para ele, minha raiva crescendo. Qual era a desse cara? E o que era esta minha reação a ele? Como se eu me importasse com o que ele pensa de mim. — Você precisa de trabalho, certo? Seus olhos de um azul profundo encontraram os meus novamente. Eu assisti o músculo em sua mandíbula flexionar junto com seus bíceps, enquanto ele cruzava os braços sobre o peito. Eu tinha a sensação de que era apenas puro músculo debaixo de sua camisa. Ele não me deu nenhuma resposta verbal, mas com aquela linguagem do seu corpo, eu não precisava de uma. — Então eu vou verificar. Sem uma palavra de gratidão, nem mesmo um aceno Cam se virou, e eu senti a tensão começa a escorrer para fora de mim. Então, ele parou e se virou lentamente, a tensão subindo novamente, como uma descarga elétrica. Embora os lábios de Cam não fossem cheios, o lábio superior tinha uma curva suave, expressiva, lhe dando esta onda perpetuamente sexy. Expressividade que parecia desaparecer quando ele estava falando comigo. Seus lábios apertaram. — Malcolm é um cara bom.
  23. 23. Meu pulso acelerou, com bastante experiência da percepção das pessoas sobre mim, para saber onde ele estava indo com isso. Eu só não queria que logo ele fosse por esse caminho. — Sim, ele é. — Será que ele sabe que você está se encontrando com alguém na costas dele? Ok. . . Eu não esperava que ele fosse por ai. Eu me encontrei espelhando sua postura, cruzando os braços sobre o peito defensivamente. — Me desculpe? Ele sorriu com os olhos, e me olhou de cima a baixo pela décima quinta vez. Eu vi um lampejo de interesse que ele não conseguia esconder, mas eu imagimei que seu desgosto por mim anulava qualquer apreciação masculina pelo meu corpo. Seus olhos estavam duros quando encontraram os meus. — Olha, eu conheço bem o seu tipo. Eu cresci assistindo a um desfile de lindas mulheres interesseiras entrarem e saírem da vida de meu tio. Elas pegavam o que podiam e depois fodiam ele pelas costas. Ele não merecia isso, e Malcolm não merece nenhuma maria-chuteira de cabeça vazia, que acha que receber mensagens em seu telefone durante uma conversa adulta é socialmente aceitável, ou que planeja se encontrar com outro homem amanhã, enquanto seu namorado do outro lado da sala fica moral ou emocionalmente arrasado. Tentei ignorar o aperto no meu estômago com seu ataque injustificado. Por alguma razão as palavras desse idiota afundaram em mim. No entanto, em vez de acordar a vergonha que apenas eu sabia que existia dentro de mim, suas palavras acenderam a minha indignação. Normalmente, eu engolia a minha irritação e raiva das pessoas, mas por alguma razão a minha voz não quis ouvir o meu cérebro. Eu queria cuspir suas palavras de volta para ele. Eu estava determinada, no entanto, a não me aproximar dele com minha “cabeça vazia” da maneira que ele esperava. Olhei para ele, em vez disso. — O que aconteceu com seu tio? Com o escurecimento no rosto de Cam, eu me preparei para mais insulto. — Casou com uma versão igual a sua. Ela levou tudo dele. Ele agora está divorciado e com dívida até seus olhos.
  24. 24. — Então, isso explicaria por que você acha que está tudo bem em me julgar? Uma pessoa que você nem conhece. — Eu não preciso conhecer você, querida. Você é um clichê ambulante. Sentindo a ferver raiva, eu a freei e escondi com cuidado para dentro, dando um passo em direção a ele enquanto ria baixinho, sem humor. Com nossos corpos colados um no outro, eu tentei ignorar o crepitar de eletricidade entre nós. Senti meus mamilos endurecerem inesperadamente, e fiquei feliz com meus braços sobre meu peito, para que ele não pudesse ver. Ele respirou fundo com minha proximidade, seu olhar queimando, e eu senti a pressão entre as minhas pernas. Ignorando a atração absurda sexual entre nós, eu falei afiada. — Bem, eu acho que nos formamos um belo par. Eu sou uma desmiolada, moralmente corrupta, loira burra atrás de dinheiro, e você é um arrogante e pretensioso pseudo-artistico, idiota, sabe-tudo. Lutando para cobrir o tremor que me percorria, uma reação à adrenalina cravada em meu corpo, eu dei um passo para trás, satisfeita com o surto de surpresa em seus olhos. — Veja só, posso julgar um livro por sua capa também. Não dando a ele uma chance em fazer uma réplica espertinha, eu mantive um balanço em meus quadris para superar o tremor, e escorreguei pela galeria e atrás da parede, até encontrar o meu namorado. Becca já monopolizou demais o tempo de Malcolm. Eu me aproximei dele, deslizando minha mão ao longo de suas costas e perigosamente perto da sua bunda deliciosa. Sua atenção foi imediatamente arrancada de Becca, enquanto olhava em meus olhos agora brilhantes. Lambi os lábios de forma provocativa. — Estou entediada, baby. Vamos. Ignorando o aborrecimento de Becca, Malcolm lhe deu os parabéns mais uma vez pela bela exibição, e em seguida me conduziu lá para fora, ansioso em receber a promessa dos meus olhos. Malcolm gemeu no meu ouvido, seus quadris se movendo contra o meu em empurrões trêmulos, quando ele finalmente gozou. Os músculos das costas relaxaram sob minhas mãos e ele caiu em cima de mim por um segundo, enquanto tentava recuperar o fôlego. Eu carinhosamente beijei seu pescoço e
  25. 25. ele puxou de volta, sua própria afeição por mim clara em seus olhos. Era bom ver. — Você não gozou. — ele observou calmamente. Não, eu não tinha. Meu cérebro estava muito ligado, os pensamentos naquela noite, e em Cam e nos seus argumentos, que se recusavam a afastar suas garras da minha mente. — Eu gozei. A boca de Malcolm se contraiu. — Querida, você não tem que fingir comigo. — Ele me beijou suavemente e se afastou, rindo. — Eu vou fazer você chegar lá. — Ele começou a descer pelo meu corpo, e minhas mãos apertaram a dele, parando a sua descida. — Você não precisa fazer isso. — Comecei a me sentar e Malcolm saiu de mim totalmente, se reclinando a meu lado para que eu levantasse. — Você teve um longo dia. Você deve dormir um pouco. Sua grande mão desceu sobre meu quadril nu, me impedindo de sair da cama. Olhei para ele e vi preocupação em seus olhos. — Aconteceu alguma coisa? Você está bem? Eu decidi mentir. — Quando eu liguei para Cole antes, ele soou como se a mamãe estivesse com alguns problemas. Eu apenas fiquei preocupada. Malcolm se sentou, agora, as sobrancelhas apertadas juntas. — Você deveria ter me dito. Não querendo perturbá-lo, ou a nossa relação, me inclinei, pressionando meu corpo contra o seu, antes de beijar a sua boca, me afastando para olhar em seus olhos, para que ele soubesse que eu era sincera. — Eu queria estar com você esta noite. Ele gostou disso. Ele sorriu para mim e me deu um beijo rápido. — Faça o que tem que fazer, querida. Eu balancei a cabeça e lhe lancei um sorriso, antes que apressasse para me limpar e pudesse ir embora. Eu nunca havia passado a noite com Malcolm. Saía logo depois do sexo, porque eu imagimava que era isso que ele queria. Imagimei que isso o faria feliz. E uma vez que ele nunca me pediu para ficar, eu achava que tinha adivinhado certo.
  26. 26. Até o momento que eu estava pronta para sair, Malcolm tinha adormecido. Olhei para o seu corpo nu e forte atirado sobre a cama, e rezava para que esta fosse a relação que ia dar certo. Chamei um táxi, e quando ele deu dois toques no meu telefone, para me avisar que tinha chegado, saí silenciosamente, tentando ignorar a inquietação que se instalara em mim. Há quase um ano, eu mudei com a minha família do nosso grande apartamento em Leith Walk, para um apartamento menor, completamente fora de mão, tecnicamente na Estrada de Londres. Isso dobrou a minha viagem de trabalho, ou seja, eu tinha que pegar um ônibus para a cidade quase todos os dias em vez de andar. No entanto, valia a pena pelo que economizava no aluguel. Minha mãe tinha alugado nosso apartamento em Leith Walk quando eu tinha 14 anos de idade, mas pouco tempo depois, tinha recaído sobre meus ombros os pagamentos, assim como esse agora também. Este novo apartamento estava em condições péssimas quando mudamos, mas eu finalmente consegui convencer o proprietário a me deixar decorá-lo do meu próprio bolso. Algo que eu poderia fazer com um pequeno orçamento. Menos de dez minutos depois que saí de Malcolm, o motorista do táxi me deixou no meu apartamento, e eu entrei em nosso prédio, subindo na ponta dos pés para não fazer barulho. Quando entrei na estreita e escura escada em espiral, em direção nosso apartamento eu nem sequer percebi mais a umidade, ou a escada de concreto coberta de grafite, eu já estava tão acostumada a isso. Nosso apartamento antigo era assim também. Você pode ouvir tudo nesses espaços, e já que eu sabia como era chato ser acordada por vizinhos bêbados com seus sapatos barulhentos e alegria fora de hora, tomei cuidado para não fazer barulho, enquanto caminhava até o terceiro andar. Entrei tranquilamente no apartamento escuro e tirei meus sapatos, e fui na ponta dos pés pelo corredor até o quarto de Cole primeiro. Eu abri a porta e a luz derramou suavemente pelas cortinas, e pude ver sua cabeça enterrada quase completamente em seu edredom. A preocupação que eu sempre sentia por ele diminuiu um pouco, agora que eu pude ver com meus próprios olhos que ele estava são e salvo, mas era uma preocupação que nunca desaparecia completamente, em parte porque os pais nunca param de se preocupar com seus filhos e, em parte, por causa da mulher que dormia no quarto do outro lado dele.
  27. 27. Eu deslizei para o quarto da minha mãe, apenas para encontrá-la deitada em sua cama, os lençóis revirados em suas pernas, sua camisola alta, dando para ver a calcinha rosa por baixo. Eu estava grata que ela estava usando calcinha. Apesar de tudo, eu não podia deixá-la congelar, então eu a cobri rapidamente com o edredom e observei a garrafa vazia ao lado da cama. Eu silenciosamente estendi a mão para ela e sai do quarto para levá-la até nossa pequena cozinha. Coloquei-a com as outras, e notei que era hora de levar a caixa de garrafas até a lixeira. Olhei para elas por um momento, me sentindo exausta, e junto com a exaustão, voltou o ressentimento com a garrafa e todos os problemas que ela tinha nos causado. Assim que ficou claro que minha mãe não tinha mais interesse em qualquer coisa, inclusive a autoridade sobre sua própria casa, eu assumi esse papel. Hoje eu pago o aluguel do nosso apartamento de três quartos no prazo a cada mês. Eu economizei bastante, e trabalhava muitas horas, e o melhor de tudo, minha mãe não podia chegar perto do meu dinheiro. Houve uma época porém, que não era assim. Houve um tempo em que o dinheiro era uma preocupação, quando a alimentação e as roupas para Cole era uma preocupação profunda. Eu prometi a mim mesma que nunca voltaríamos a isso. Assim, mesmo que houvesse dinheiro no banco, eu sabia que era dinheiro que se estenderia apenas até esse momento. Eu tentei apagar grande parte da nossa vida anterior. Quando eu estava crescendo, meu tio Mick, pintor e decorador, costumava me levar com ele até os trabalhos que fazia para os amigos e familiares. Eu trabalhei com ele, até ele se mudar para a América. Tio Mick me ensinou tudo o que sabia e eu amei cada minuto disso. Havia algo de reconfortante sobre a transformação de um espaço, algo terapêutico nisso. Então, de vez em quando eu entrava nesse negócio novamente e redecorava o apartamento, exatamente como eu tinha feito quando nos mudamos para o novo. Apenas alguns meses atrás eu coloquei papel de parede na sala de estar, um papel chocolate ousado com grandes flores estampados sobre ele. Eu pintei as três outras paredes de creme, e tinha comprado uma cortina e almofadas chocolate para o nosso velho sofá de couro creme. Embora no final não seríamos beneficiados financeiramente com a mudança, a primeira coisa que eu
  28. 28. fiz quando nos mudamos foi retirar o piso de madeira, restaurando o chão à sua antiga glória. Essa tinha sido a maior despesa, mas que tinha valido a pena para me sentir orgulhosa de nossa casa, não importa o quão temporária ela fosse. Apesar de não gastar mais nada com o resto da decoração, o apartamento parecia moderno, limpo e bem cuidado. Era uma casa que Cole não teria vergonha em levar seus amigos. . . se não fosse a nossa mãe. Na maioria dos dias eu lidava com tranquilidade, a forma como Cole e eu tínhamos sido tratados. Hoje eu estava emocionalmente fraca. Eu senti mais do que nunca a falta da paz e da segurança que tentava encontrar. Talvez fosse o cansaço fazendo meu sangue aquecer. Decidi que era hora de dormir um pouco, eu caminhei tranquilamente até o final do corredor, ignorando o ronco bêbado do quarto de minha mãe, e deslizei silenciosamente atrás de minha porta, fechando o mundo para fora. Eu tinha o menor quarto do apartamento. Dentro dele havia uma cama de solteiro, um guarda-roupa com as minhas roupas, incluindo minha pilha eBay, mas compartilhava o guarda-roupa de Cole no seu quarto, e um par de estantes transbordando. Minha coleção variava de romances paranormais ate os livros de história não ficção. Gostava de ler qualquer coisa. Absolutamente tudo. Eu adorava ser transportada para outro lugar, mesmo de volta no tempo. Eu tirei meu Dolce & Gabbanna e o coloquei em meu saco de limpeza a seco. Apenas o tempo iria dizer se eu poderia mantê-lo ou não. O apartamento estava congelando, então eu me apressei em meu pijama quente, e mergulhei sob as cobertas. Depois de um longo dia, eu pensei que ia cair no sono instantaneamente. Mas não foi assim. Eu me vi olhando para o teto, relembrando as palavras de Cam mais e mais dentro da minha cabeça. Eu pensei que já estava acostumada com as pessoas pensando que eu não valia nada, mas sua atitude, por alguma razão, perfurou meu peito, como uma faca. E pior, não havia mais ninguém para culpar além de mim mesma. Eu escolhi esse caminho.
  29. 29. Deitei de lado, puxando o edredom até o queixo. Eu não acho que era infeliz. Porém, eu não sabia se eu era feliz. Eu acho que isso não importa, desde que o resultado final fosse Cole feliz. Nossa mãe era um lixo para ser realmente uma mãe, e 14 anos atrás, eu tinha prometido a mim mesma que cuidaria do meu irmãozinho. Enquanto ele crescesse com auto-estima, e eu tivesse os meios para fazer chegar a ele o que precisasse para começar bem na vida, era tudo o que importava.
  30. 30. Capítulo Três Olhando para a conta de luz em frustração, eu decidi que teria que olhar para ela de novo, quando eu não estivesse tão cansada. Eu tive poucas horas de sono, antes que tivesse que me levantar para acordar Cole, o que eu sempre fazia, porque eu gostava de vê-lo sair para a escola. E então eu voltava para casa, e passava o dia limpando o apartamento, mamãe empolgada o suficiente para levantar, tomar um banho e se vestir, e então eu a deixava assistindo algum talk show idiota, enquanto saía para fazer as compras do supermercado. Eu olhava para a conta de luz. Eu duvidava que fosse capaz de descobrir aquilo, eu nunca conseguia entender como as tarifas funcionavam. No entanto, elas eram calculadas, para enfiar a mão no meu bolso. — Escória desprezível, babacas. — Eu assoviei, jogando a conta sobre a mesa do café e ignorando o olhar assustado de Cole, que ainda estava usando seu uniforme de escola. Desde que ele teve idade suficiente para começar a me imitar, eu tomava cuidado com a minha língua ao redor dele. Eu odiava falar palavrões na frente dele. Se eu fingir que não tinha dito isso, então talvez ele também finja. Eu caí para trás no sofá e fechei os olhos contra a luz, na esperança de que isso iria aliviar a dor de cabeça atrás dos meus olhos.
  31. 31. Ouvi Cole caminhar pela sala, seguido pelo som de uma gaveta sendo aberta, segundo depois algo pequeno pousou no meu peito. Eu abri meus olhos e olhei para o pequeno míssil. Chiclete de nicotina. Senti minha boca apertar, e olhei para Cole sob meus cílios, enquanto ele olhava para mim. — Eu não preciso mais disso. Cole me deu um grunhido e encolheu os ombros, o que estavam se tornando muito familiar este ano. — Você amaldiçoou muito quando estava tentando parar de fumar. Eu arqueei uma sobrancelha. — Eu parei há mais de três meses atrás. Ele me deu aquele maldito encolher de ombros novamente. — Apenas para o caso. Eu não preciso de um cigarro. Eu precisava dormir. Ok, às vezes eu realmente queria um cigarro. O desespero finalmente tinha ido embora - aquela coisa crua e nervosa dentro do meu corpo, onde cada terminação nervosa parecia que estava gritando comigo por um cigarro. Eu juro que eu poderia ter rasgado o rosto de alguém fora por um cigarro, durante as primeiras semanas após parar de fumar. Eu gostaria de dizer que estava motivada em deixar de fumar, porque era a coisa certa a fazer. Mas não. Eu já tinha visto alguns dos meus amigos tentarem parar de fumar e não tinha imagimado passar pelo calvário deles. Eu tinha o suficiente acontecendo na minha vida, sem acrescentar a perda de um vício para a lista. Não, eu parei de fumar pela única coisa em todo o mundo que significava alguma coisa para mim, e que agora estava dobrando seu corpo alto de volta para o chão, onde seus próprios cadernos de histórias em quadrinhos estavam espalhados na frente da televisão. Cole me pediu para parar de fumar anos atrás, quando descobriu que o cigarro “era ruim”. Eu não tinha parado na época, porque ele nunca tinha me perseguido sobre esse problema, já que ele tinha sete anos e estava mais interessado no Homem de Ferro, do que nos meus maus hábitos. Então, há alguns meses, ele teve uma aula onde foi mostrado um vídeo muito nojento dos danos que fumar fazia com os pulmões e as consequências...
  32. 32. como câncer de pulmão. Agora, Cole é um menino esperto. Não é como se ele não soubesse mais que o tabagismo matava. Uma vez que cada maço de cigarros tinha uma etiqueta em negrito avisando que fumar mata, e eu ficaria muito preocupada se ele não soubesse disso. No entanto, eu não acho que lhe ocorrera, até então, que fumar poderia me matar. Ele voltou para casa em um clima decidido e pegou todos os meus cigarros. Eu nunca o tinha visto reagir tão fortemente a qualquer coisa antes - o rosto quase roxo, com emoção, os olhos brilhando. Ele exigiu que eu parasse. Ele não precisava dizer mais nada - estava escrito em todo o seu rosto. — Eu não quero que você morra, Jo. Eu não posso te perder. Então eu parei. Eu tinha os adesivos e os chicletes de nicotina, mas atravessar a perda do meu vicio foi horrível. Agora que eu não precisava mais usar os adesivos e chicletes, e estava economizando dinheiro, especialmente porque o preço dos cigarros só continuava a subir. Parecia ser socialmente inaceitável fumar de qualquer maneira. Joss estava absolutamente em êxtase quando lhe disse que estava largando, e eu tinha que admitir que era bom não ter que aturar ela franzindo o nariz para mim cada vez que voltava das pausas, cheirando a fumaça de cigarro. — Eu estou bem agora. — eu assegurei a Cole. Ele continuou desenhando uma págima na história em quadrinhos que estava criando. O menino era absolutamente talentoso. — Porque os palavrões, então? — O preço da eletricidade subiu. Cole bufou. — O que não subiu? Bem, ele saberia. Ele assistia ao noticiário avidamente, desde que tinha quatro anos. — Verdade. — Você não deveria estar se preparando para o trabalho? Eu resmunguei. — Sim, está certo, papai. Eu fui agraciada com outro encolher de ombros, antes que ele se inclinasse sobre seu bloco de desenho de novo, sinal de que ele estava se preparando para me dispensar. Seu cabelo loiro avermelhado deslizou sobre a
  33. 33. testa, e eu lutei contra a vontade de afastá-lo. Seu cabelo estava muito comprido, mas ele não me deixou levá-lo ate o barbeiro para cortar. — Você fez sua lição de casa? — Mmm-hmm. Pergunta estúpida. Eu olhei para o relógio na prateleira acima da nossa lareira. Cole estava certo. Era hora de me preparar para o meu turno no Club 39. Joss estava no turno comigo esta noite, por isso não seria muito ruim. Haviam vantagens em trabalhar com a sua melhor amiga. — Você está certo, é melhor eu.... Poww! — Ah, foda-se! O acidente e o palavrão iluminou o apartamento e eu agradeci a Deus que o nosso vizinho da frente tinha saído, e que o apartamento embaixo estava vazio. Eu temia o dia em um novo inquilino se mudasse — Jooooo! — Ela gritou, impotente. — Johannaaaaa! Cole olhou para mim, o desafio queimando em seus olhos, apesar da dor apertada em suas feições infantis. — Basta deixá-la, Jo. Eu balancei minha cabeça, meu estômago revirando. — Deixe-me resolver isso, assim você não precisa se preocupar com ela esta noite. — JOOOOOO! — Estou chegando! — Eu gritei e lancei os ombros para trás, me preparando para lidar com ela. Abri a porta, e não me surpreendi ao encontrar minha mãe no chão ao lado da cama, segurando os lençóis, enquanto tentava se levantar. Uma garrafa de gim estava quebrada em sua mesa de cabeceira, e pedaços de vidro tinha caído no chão ao lado dela. Eu vi a mão cair para o vidro e eu corri para ela, puxando seu braço com força. — Não. — eu lhe disse em voz baixa. — Vidro. — Eu caí, Jo. — ela choramingou.
  34. 34. Eu balancei a cabeça e me inclinei para colocar minhas mãos sob suas axilas. Transportando seu corpo magro para a cama, e puxando suas pernas para cima, deslizando debaixo do edredom. — Deixe-me limpar isso. — Eu preciso de mais, Jo. Eu suspirei e abaixei minha cabeça. Minha mãe, Fiona, era uma alcoólatra em estado grave. Ela sempre gostou de uma bebida. Quando eu era mais jovem, ela não era tão ruim como agora. Pelos dois primeiros anos, depois que mudamos de Glasgow para Edimburgo, mamãe conseguiu segurar seu trabalho em uma grande empresa de limpeza particular. Seu consumo piorou quando o tio Mick foi embora, mas quando seus problemas nas costas começaram e ela foi diagnosticada com uma hérnia de disco, o consumo se tornou excessivo.Ela largou o emprego e passou a viver da pensão por invalidez. Eu tinha quinze anos de idade e não poderia conseguir um emprego até que fizesse dezesseis anos, então por um ano as nossas vidas foram praticamente uma merda, enquanto vivíamos da pensão e da pequena poupança que minha mãe tinha guardado. Ela deveria se manter ativa - pelo menos passear - por causa de seu problema nas costas. Mas ela só reclamava da piora na dor, e se tornou quase uma eremita, revezando entre longos períodos de beber na cama e surtos de raiva, a um estado quase catatônico bêbada na frente da televisão. Eu larguei a escola aos dezesseis anos e consegui um emprego como recepcionista em um salão de beleza. Eu trabalhei horas loucas para tentar fazer face às despesas. Pelo lado positivo, eu nunca tive amigos muito próximos na escola, mas eu fiz alguns bons amigos no salão. Depois de ler algum artigo vago sobre a síndrome da fadiga crônica, comecei a inventar desculpas para a minha agenda confusa - já que tinha que ficar em casa para cuidar de Cole - e falava às pessoas que a minha mãe tinha a síndrome da fadiga crônica. Desde que eu sabia muito pouco sobre essa doença, eu fingia achar muito pertubador realmente falar sobre isso. E, na verdade, era muito menos humilhante do que a verdade. Eu olhei para ela por baixo dos meus cílios, o ressentimento em meu olhar queimando a mulher na cama e nem mesmo fazendo-a recuar. Minha mãe tinha sido uma mulher deslumbrante. Eu tenho a sua altura, seu corpo esbelto e
  35. 35. a coloração dela. Mas agora, com a queda de cabelo e pele ruim, minha mãe com quarenta e um anos de idade, parecia mais perto de sessenta. — Você tem algum gim escondido ai. Sua boca tremia. — Você vai pegar um pouco para mim? — Não. — Eu nunca faria isso e Cole estava proibido de conseguir álcool para ela também. — Eu tenho que me arrumar para o trabalho de qualquer maneira. — Eu me preparei. Seu lábio imediatamente subiu em desgosto, seus olhos verdes injetados estreitando com ódio. Seu sotaque engrossou com o veneno. — Consiga para sua mãe a porra de uma bebida! Vamos lá, sua pequena puta preguiçosa! Você acha que eu não sei que anda fazendo por ai! Mostrando seu peitos para quem quiser ver. Abrindo essas porra de pernas para qualquer homem que quiser você! Eu pari uma prostituta! Uma maldita puta! Eu estava acostumada com a dupla personalidade de minha mãe, enquanto entrava na sala, sentindo a raiva fumegante de Cole, quando passei pela sala de estar, e caminhei até a cozinha para pegar uma vassoura. Sua voz se elevava, seus insultos vindo rápido e mais rápido, e eu olhei para Cole quando passei, vi o punho amassando um pedaço de papel. Eu balancei minha cabeça para ele, para deixá-lo saber que eu estava bem, e continuei até o quarto de nossa mãe. — O que você está fazendo? — Ela parou seu discurso tempo suficiente para me perguntar, enquanto eu me inclinava para limpar a garrafa quebrada. Eu a ignorei. — Deixa isso aí! — Você vai se cortar, se eu deixar, mãe. Eu a ouvi gemer novamente e senti a mudança. Eu já lidava com ela tempo suficiente para saber que lado dela que eu estava prestes a ser submetida agora. Haviam apenas duas opções: a mamãe triste ou a cadela amarga. A mamãe triste estava prestes a fazer uma aparição. — Sinto muito. — Sua respiração engatou e ela começou a chorar baixinho. — Eu não quis dizer isso. Eu te amo.
  36. 36. — Eu sei. — Eu me levantei. — Mas você que vai comprar a sua bebida, mamãe. Ela se sentou, as sobrancelhas curvadas juntas, os dedos trêmulos enquanto pegava sua bolsa em cima da mesa-de-cabeceira. — Cole vai buscar. Eu tenho dinheiro. — Mãe, Cole é muito jovem. Eles não vão vender bebida para ele. — Eu prefiro que ela pense que não é porque ele não estar disposto a ajuda-la. Eu não queria que ele tivesse que lidar com o lado cadela, enquanto eu estava no trabalho. Seu braço caiu. — Você vai me ajudar? Isso significava que ela ia sair sozinha. Mordi a língua para me impedir de discutir com ela. Eu precisava mantê-la doce se eu ia sair. — Deixe-me livrar dos cacos de vidro, e eu vou voltar para ajudá-la. Quando saí do quarto dela, Cole já estava me esperando na porta. Ele estendeu as mãos. — Me dê isso. — Ele acenou com a cabeça no vidro. — Você a ajuda. Uma dor tomou conta do meu peito. Ele era um bom menino. — Quando você terminar, pegue sua história em quadrinhos e vá para seu quarto. Fique fora do caminho dela esta noite. Ele acenou com a cabeça, mas eu vi a tensão em seu corpo, enquanto se afastava de mim. Ele estava ficando mais velho e mais frustrado com a nossa situação, e sua incapacidade de fazer qualquer coisa sobre isso. Eu só precisava que ele conseguisse passar por isso pelos próximos quatro anos. Então ele teria dezoito anos, e legalmente eu poderia tirá-lo daqui e para longe dela. Quando Joss descobriu a verdade sobre a minha situação, ela me perguntou por que eu simplesmente não pegava Cole e saia. Bem, eu não tinha feito isso porque minha mãe já ameaçou chamar a polícia se eu fizesse - era sua garantia de que ela nos teria ao seu redor para mantê-la alimentada, e lhe fazer companhia. Eu não podia nem pedir aos tribunais a custódia, porque havia o risco de não conseguir, e uma vez que os serviços sociais descobrissem sobre a nossa mãe, eles provavelmente a colocariam sob seus cuidados. Além disso, eles
  37. 37. teriam que entrar em contato com o meu pai e eu realmente não quero ele de volta em nossas vidas. Passei meia hora deixando minha mãe em um estado decente o suficiente para sair de casa. Eu não tinha que me preocupar com ela vagando para dentro e fora dos bares ou restaurantes na nossa rua movimentada, porque ela parecia ficar tão envergonhada de sua condição como nós. A necessidade de bebida era a única coisa que a obrigava a sair, e mesmo assim ela tinha começado a comprar on-line, para que não tivesse que sair com muita frequência. No momento em que terminei o banho e me vesti para o trabalho, minha mãe estava de volta ao apartamento com suas garrafas de gim. Ela se sentou em frente à televisão, e eu fiquei feliz por mandar Cole ficar em seu quarto. Eu espreitei pela porta de seu quarto e lhe disse, como sempre fazia, para me chamar no trabalho se precisasse de mim. Eu não disse adeus a minha mãe quando saí. Não havia nenhum ponto. Em vez disso, eu saí do prédio e me preparei para a noite, guardando a minha preocupação e raiva, para que eu pudesse me concentrar no meu trabalho. Com vontade de andar, e já com as sandálias baixas que calcei com essa intenção, eu marchei rapidamente pelas ruas, transformando os quinze minutos de caminhada em dez, mas, logo que cheguei a área familiar de Leith Walk, eu desacelerei. O maravilhoso cheiro vindo do restaurante indiano sob nosso antigo apartamento junto com a batata frita, e o ar frio da noite me acordou um pouco. Eu caminhava pela rua larga e movimentada, com seus restaurantes e lojas, passando pelo cinema Edinburgh e o centro Omni, e desejei que estivesse vestida para uma noite no teatro ou no cinema. Atravessei a rua, virando no Hotel Picardy Place, me dirigimdo para George Street, e rezei que a situação no apartamento estivesse bem. Nossa gerente, Su, trabalhava em horários estranhos. Ela raramente trabalhava nos fins de semana durante o horário de funcionamento, confiando a seus funcionários de longa data e aos caras de segurança que cuidassem do local. Às vezes, ela trabalhava de segunda a quarta à noite, abrindo mão de quinta a sábado, o que passou a ser uma das noites mais movimentadas. Eu não me importava. Na verdade, era bom não ter um gerente respirando no meu
  38. 38. pescoço, especialmente se observasse que o meu chefe durante o trabalho diurno era extremamente irritante. Não me ocorreu não dar o número de Cam para Su. Ele tinha sido um idiota comigo, mas eu não podia evitar, eu realmente sentia muito por ele estar desempregado. Eu acho que o destino se sentia da mesma forma, porque, pela primeira vez em muito tempo, eu peguei Su antes dela sair. Nós nos encontramos na George Street, no topo dos degraus até o bar, e eu literalmente tive que ficar em seu caminho para impedi-la de escapar, ela estava claramente desesperada para se afastar do clube. — Jo, qual é o problema? — Ela perguntou, quase saltando em seus pés, enquanto inclinava a cabeça para encontrar o meu olhar. Com 1.55, Su era esta coisinha pequena e enérgica, de cabelos encaracolados, e quarenta e poucos anos, cuja mente parecia estar sempre em alguma coisa, mas não onde supostamente deveria estar. Ela me surpreendeu por conseguir este emprego no Clube 39, mas o proprietário, uma pessoa indescritível chamada Oscar, era um dos amigos mais próximos de Su. Eu sorri para ela intensamente. — Você ainda está à procura de um barman? Su suspirou profundamente, enfiando as mãos nos bolsos do casaco. — Sim, eu estou. Eu quero um outro cara como Craig, então obviamente eu recebo uma tonelada de meninas pedindo emprego e nenhum cara quente como Craig. Encantadora. Não havia escapado do meu conhecimento que a equipe de bartender no Clube 39 eram todos atraentes, mas ouvi-la colocar isso sem rodeios, sem qualquer respeito à ética no ambiente de trabalho me fez engasgar com um bufo. Eu cobri rapidamente com um sorriso triste. — Bem, eu tenho a resposta para o seu problema. — Peguei meu celular. — O nome dele é Cam, ele tem experiência como barman, ele pode começar imediatamente, e ele é muito quente. — Um pau no cu total, mas uma aparência espetacular. Su anotou seu número com um sorriso largo e contagiante. — Parece promissor, Jo. Valeu. — Sem problema.
  39. 39. Nós falamos boa noite novamente, e eu desci correndo os degraus do porão, sorrindo brilhantemente e dando um olá a Brian, o cara de segurança, e Phil, nosso porteiro durante a noite. — Noite, Jo. — Brian piscou para mim, enquanto eu passava. — Noite. Será que a patroa te perdoou por ter esquecido seu aniversário? — Eu perguntei, desacelerando, enquanto me virava para esperar sua resposta. Pobre Brian chegou ao trabalho na noite de sábado, no pior humor. Ele tinha esquecido o aniversário de sua esposa, e ao invés de ficar com raiva, Jennifer, sua esposa de 10 anos, tinha ficado ferida. Houve muitas lágrimas. Brian, que parecia um urso, mas era mais do tipo fofinho, ficou perturbado. Não tanto agora, se o seu sorriso tinha alguma coisa a ver com isso. — Sim. Eu ajeitei o lance do filme como você disse. Trabalhou como um encanto. Eu ri. — Fico feliz em ouvir isso. — Eu tinha sugerido a Brian que falasse com Sadie, uma das alunas que freqüentava o bar e estava no clube do cinema na Universidade de Edimburgo. Eu pensei que ela poderia conseguir permissão para usar um dos projetores da universidade, assim Brian poderia levar Jennifer para uma exibição particular de seu filme favorito – A Força do Destino. — Você ainda namora o cara que ganhou na loteria, Jo? — Phil perguntou, com os olhos me medindo de cima a baixo. Não que houvesse alguma coisa a ver - eu estava embrulhada no meu casaco quente de inverno. Inclinei a cabeça para o lado, o meu sorriso coquete agora. Phil era apenas alguns anos mais velho que eu, solteiro, bonito, e eternamente me convidando para sair sem sucesso. — Sim, Philip. Ele suspirou pesadamente, seus olhos escuros brilhando sob as luzes brilhantes ao redor da porta do clube. — Me avise quando isso acabar. Eu tenho um grande ombro aqui para você chorar. Brian bufou. — Talvez você tivesse uma chance com ela, se não vomitasse merda como essa.
  40. 40. Phil xingou bastante. Como este era quase um ritual agora, eu ri e os deixei sozinhos. — Ai está você. — Joss sorriu para mim, enquanto eu vagava pelo clube vazio. Ela estava encostada no bar, e sua expressão mudou quando viu meu rosto. — Aconteceu alguma coisa? — Eu tive... — Olhei em volta para me certificar de que realmente estávamos sozinhas. — Dificuldade esta noite com mamãe. — caminhei até o bar e me abaixei para passar sob ele. Depois que passei por ela, ouvi seus passos me seguindo até a pequena área dos funcionários. — O que aconteceu? — Joss perguntou baixinho, enquanto eu empurrava minha bolsa no armário. Eu virei para ela, tirando o meu casaco para revelar o mesmo uniforme que ela usava - um top branco com CLUB 39 rabiscado no seio direito e jeans skinny preta que deixavam minhas longas pernas parecerem ainda maiores. Joss estava diante de mim com toda a sua atitude. Sua juba espessa de cabelo loiro estava preso em um rabo de cavalo bagunçado e ela me olhou com preocupação com seus olhos cinza felinos e exóticos, seus lábios carnudos franzidos. Joss não era uma beleza tradicional, mas ela era sexy. Eu podia ver por que Braden tinha caído por ela. Sua postura espirituosa e legal era tão em desacordo com sua sexualidade não intencional, mas evidente, que qualquer cara ficaria intrigado. Sim. Fazemos uma boa dupla. E nós ganhamos boas gorjetas. — Minha mãe caiu da cama, quebrou a sua última garrafa de gim, e fez a birra de costume, quando eu disse que não iria pegar mais para ela. Depois que se acalmou eu tive que ajudá-la a se arrumar, para que pudesse deixar o apartamento para conseguir alguma bebida. — Eu bufei amargamente. — Então eu tive que sair e deixar Cole lá. — Ele vai ficar bem. Eu balancei minha cabeça. — Vou me preocupar com ele a noite toda. Você se importa se eu mantiver o meu telefone comigo?
  41. 41. A testa de Joss enruga em consternação. — Claro que não. Mas você sabe qual é a solução para isso é, não é? — Uma fada madrinha? — Sim. — Sua boca inclina para o lado. — Exceto que ao invés de uma fada madrinha, ele está vestindo um terno de fadas de homem das cavernas. Eu não entendi. — Braden! Ele já lhe ofereceu um emprego muitas vezes, Jo. Meio período ou período integral. Basta aceitar. Se você aceitar uma posição em tempo integral, você estaria trabalhando durante o dia, e não precisaria mais se preocupar com noites trabalhando longe de Cole. Eu tentei sentir apenas gratidão, enquanto passava por ela e caminhava até o bar, e tentei duro ignorar a irritação. — Joss, não. Ela me seguiu e eu não tive sequer que olhar para ela, para saber que ela estaria com aquela expressão teimosa que reservava para quando as pessoas lhe faziam perguntas que não queria responder. — Por que você me fala estas coisas, e não aceita a solução — Isso não é uma solução. — respondi calmamente, amarrando o avental branco curto em torno de minha cintura. — Isso é uma esmola. — Eu lhe atirei um sorriso para suavizar o golpe de minhas palavras. Minha amiga claramente não estava se importando com nada disso hoje. — Você sabe, eu levei muito tempo para descobrir que não podemos fazer tudo sozinhas. — Eu não estou sozinha. Tenho Cole. — Ok. — Joss sacudiu a cabeça e deu um passo em minha direção. Eu me virei para ela um pouco, meu estômago virando com o tom em sua voz. — Eu apenas vou dizer uma coisa. Prepare-se, Jo. — Como você pode aceitar que Malcolm e todos esses outros caras “ajudem”, mas não pode aceitar de um amigo?
  42. 42. Porque é uma coisa totalmente diferente! — É diferente. — eu disse a ela suavemente. — É apenas parte de estar em um relacionamento com um cara que tem dinheiro. Eu não sou boa em muitas coisas, Joss. Eu não sou estudiosa como Ellie ou uma escritora como você. Eu sei apenas ser uma boa namorada. Eu sou uma boa namorada e meu namorado gosta de mostrar seu apreço sendo generoso com o dinheiro dele. Fiquei surpresa com a fúria absoluta que brilhou nos olhos de Joss, e eu automaticamente recuei. — Primeiro: há muito mais em você do que apenas isso. Segundo: você percebe que praticamente descreveu a si mesma como uma prostituta? — Ela poderia muito bem ter me dado um soco. Doeu e me cortou profundamente, e eu recuei com suas palavras, sentindo as lágrimas arderem nos meus olhos. — Joss... — Vi o arrependimento atravessar o seu rosto, e ela abaixou a cabeça, balançando. — Há muito mais em você, Jo. Como você pode ser feliz em deixar que as pessoas pensem essas coisas de merda sobre você? Antes de te conhecer, eu pensei que você fosse uma garota legal, mas uma interesseira mercenária. Eu criei uma imagem completamente errada - assim como todo mundo. E você deixa que todos pensem assim. Você sabe quantas vezes eu queria chutar Craig nas bolas pela maneira como ele falava sobre você? Ninguém te respeita, Jo, porque você não exige esse respeito. Conheço a verdade apenas há um ano e eu sei como é duro administrar isso. Eu não sei como você aguenta. Eu acho que nem você aguenta mais administrar isso. Risos e conversas filtraram por baixo da porta e Joss se afastou de mim, se preparando para os nossos primeiros clientes. Eu a olhei, me sentindo em estado de choque e crua... Como se alguém tivesse esfregado a camada superior de minha pele e eu estava exposta e com hemorragia. — Eu respeito você. — ela me disse baixinho. — Eu realmente respeito. Eu sei porque você faz o que faz, e eu entendo. Mas deixe de tentar ser mártir... supere suas besteiras e peça ajuda. Os clientes entraram no clube e me virei para atendê-los com um sorriso falso e brilhante, fingimdo que a minha melhor amiga no mundo não tinha acabado de me chamar de todas as coisas que eu mais temia sobre mim.
  43. 43. À medida que a noite avançava, eu fui capaz de empurrar a opinião de Joss para o fundo dos meus pensamentos, e flertar com os clientes de boa aparência, me inclinando sobre o bar para sussurrar em seus ouvidos, rindo de suas piadas - boas ou fúteis - e, geralmente, fingimdo estar me divertindo muito. A jarra de gorjetas encheu rápido. Dois segundos depois que um cara atraente, com trinta e poucos anos, usando um relógio Breitling esporte me deu o seu número antes de deixar o bar, Joss estava ao meu lado balançando um cocktail. Sua sobrancelha se arqueou. — Você não estava me contando ontem à noite o quanto você gosta de Malcolm? Ainda sentindo a dor de suas palavras anteriores, eu dei de ombros com indiferença. — Apenas mantendo minhas opções em aberto. Ela suspirou profundamente. — Me desculpe se eu feri seus sentimentos antes. Não reconheci o pedido de desculpas, não sei sequer se foi mesmo falado com vontade, e concordei com o rosto para baixo no balcão. — Seu cliente está esperando. Pelo resto da noite eu evitei conversar com ela e constantemente verificava meu telefone, no caso de Cole tentou entrar em contato comigo. Ele não tentou. Quando o clube fechou e nós estávamos com tudo limpo, Joss me encurralou enquanto eu vestia meu casaco. — Você é uma enorme dor de cabeça, você sabe disso. — Ela bufou, enquanto colocava seu próprio casaco. Eu bufei. — Essa é a pior desculpa que eu já ouvi. — Eu sinto muito que o que disse saiu tão bruscamente. Mas eu não sinto muito por dizer aquilo. Puxando minha bolsa para fora do meu armário, eu lhe atirei um olhar cansado. — Você costumava deixar as pessoas em paz. Nunca se intrometia onde não queria. Eu gostava disso em você.
  44. 44. Foi a vez de Joss bufar. — Sim, eu sei. Eu gostava de mim também. Mas Braden arrancou isso de mim. — Sua boca se contorceu em uma careta. — Ele tem essa coisa de meter o nariz na vida das pessoas que ele se preocupa, quer elas queiram seu nariz lá ou não. Eu senti um pouco da dor do nosso encontro anterior recuar, um bálsamo quente espalhando suavemente sobre ele. — Está dizendo que você se importa comigo? Joss pegou sua própria bolsa e caminhou até mim. Seus desafiadores olhos cinzentos tinha suavizado com uma quantidade surpreendente de emoção. — Você acabou sendo uma das melhores pessoas que eu conheço, e eu odeio que você esteja em uma situação de merda e você não vai deixar ninguém te ajudar. Poucos meses depois que eu conheci Ellie, ela me disse que queria que eu confiasse mais nela. Eu finalmente vejo o quão frustrante devo ter sido para ela - ver que eu precisava de alguém e eu não iria deixá-la ser essa pessoa. Eu me sinto assim sobre você, Jo. Eu vejo uma pessoa boa com toda a sua vida pela frente e que está pegando um caminho para a inevitável miséria. Se eu posso impedi-la de cometer os mesmos erros que eu fiz... bem, eu vou. — Ela sorriu coquete. — Então, esteja preparada para ser encurralada. Aprendi com o mestre. — Seus olhos brilhavam com antecipação. — E ele está esperando lá fora por mim, então é melhor eu ir. Joss saiu antes que eu pudesse responder à sua ameaça. Eu não estava inteiramente certo o que ela quis dizer, mas eu sabia que quando ela queria algo, ela era a pessoa mais determinada do planeta. Eu não queria ser alguém que ela estava determinada a salvar. Parecia desgastante.
  45. 45. Capítulo Quatro — SSinto muito, Malcolm. Eu não posso. — Eu senti aumentar a velocidade da minha freqüência cardíaca, enquanto a ansiedade se arrastava até meu estômago, que parecia lutar kickboxer. Eu odiava recusar sua oferta generosa. Depois que eu começava a falar a palavra 'não', as coisas geralmente iam barranco abaixo. 'Você tem certeza? — Ele perguntou em voz baixa do outro lado da linha. — Será só em abril. O que lhe dá bastante tempo para encontrar alguém para cuidar de sua mãe e de Cole para o fim de semana. Malcolm queria me levar para Paris. Eu queria ser levada para Paris. Eu nunca estive fora da Escócia, e eu imagimei que eu era como a maioria das pessoas da minha idade, que queria conhecer um pouco do mundo exterior, além do lugar que tinha sido criado. Mas isso não iria acontecer. — Eu não confio em ninguém para cuidar deles. Felizmente, o suspiro de Malcolm não parecia irritado e para minha surpresa, foi seguido por — Eu entendo, querida. Não se preocupe com isso.
  46. 46. Claro que eu ainda me preocupei. — Tem certeza? — Pare de se preocupar. — Malcolm riu suavemente. — Não é o fim do mundo, Jo. Eu gosto de ver o quanto você se preocupa com sua família. É admirável. A onda de calor e prazer, levantou-se do meu peito, fazendo todo o caminho até minhas bochechas. — Sério? — Sério. Por um momento, eu não soube como responder. Fiquei aliviada de que ele estava sendo tão descontraído sobre o meu 'não', mas eu ainda estava ansiosa. Só que agora eu estava ansiosa por uma razão diferente. Minha afeição por Malcolm estava crescendo mais profundamente a cada dia. E com ela, a minha esperança. O passado me ensinou que a esperança era muito frágil, para ser uma coisa a se agarrar. — Jo? Opa. — Desculpe. Distraída. — Sobre mim, eu espero. Eu sorri, e deixei o ronronar entrar na minha voz. — Eu posso te encontrar depois do trabalho hoje à noite, para fazer as pazes com você. A própria voz de Malcolm se aprofundou. — Estou ansioso por isso. Desligamos e eu olhei para o telefone na minha mão. Caramba. Eu estava com esperança. Uma esperança de que desta vez isso realmente iria funcionar. — De acordo com Braden eu embosquei você. Olhei surpresa, enquanto empurrava minha bolsa no armário. Era sexta- feira à noite e o bar já estava em pleno andamento. Eu estava atrasada para o trabalho, então eu não tive tempo para realmente conversar com Joss e Alistair, que estava cobrindo o turno de Craig e com o bar já lotado.
  47. 47. Eu afastei durante um período de calmaria no meio da multidão, para pegar um suco e alguns chicletes da minha bolsa. — Perdão? Joss se encostou à porta da sala dos funcionários, a música do bar soando forte atrás dela. Ela tinha um olhar descontente no rosto. — Eu contei a Braden o que eu disse a você ontem à noite, e ele disse que eu embosquei você. Eu sorri. — Talvez um pouco. — Ele me disse que eu tenho muito a aprender. Que ganhou um aumento sobrancelha. — Aparentemente, ele também. — Sim. — Joss bufou. — Ele está ostentando um hematoma do tamanho do meu punho em seu braço. Idiota condescendente. — Ela encolheu os ombros. — Ele talvez também esteja, um pouco certo. Ela parecia tão desconfortável que era quase engraçado. — Joss, você estava tentando ser uma boa amiga. — Braden diz que eu tenho que ser furtiva. Isso inclui não usar a palavra 'prostituta' em qualquer frase. Eu vacilei. — Sim, isso seria bom. Joss deu um passo em minha direção, toda a sua autoconfiança parecendo ter desaparecido. — Isso tudo saiu errado a noite passada. Você sabe disso, né? — Por acaso isso significa que você está mantendo seu nariz fora do meu negócio? Ela zombou. — Sim, vai nessa. — Joss... — Eu só estou dizendo. Menos emboscada e mais sutil. Não essa palavra de novo. — Você sabe, eu acho que se você estava tentando ser 'sutil', você não deve me contar sobre suas intenções em me desviar do meu “caminho da miséria”. Joss cruzou os braços sobre o peito, seus olhos se estreitaram em mim. — Você não deveria me citar, mulher.
  48. 48. Eu levantei minhas mãos em sinal de rendição. — Ei, só estou dizendo. — Moças! — A cabeça de Alistair aparece na porta de entrada para o bar. — Um pouco de ajuda! Peguei meu chiclete e encostei em Joss enquanto passava. Eu sorri, quando imagimei o que realmente a estava incomodando. 'Eu não estou brava com você, você sabe. — Eu olhei por cima do meu ombro para vê-la me seguindo. Ela assentiu com a cabeça, dando de ombros, como se não se importasse, quando ela obviamente importava. E era por isso que eu não estava brava com ela. — Ok, legal. Nós entramos no bar, para encontrar os clientes em pé por todo o lugar. — Então, você e Cole ainda estão vindo para o almoço no domingo? Eu sorri para ela, pensando na família Nichols e já com água na boca com o assado de Elodie. — Não perderia isso por nada. A casa dos Nichols era o tipo de casa que eu desejava que Cole e eu tivéssemos sido criados. Não pelo fato de ser aquele lindo apartamento em Stockbridge - apesar que, certamente, isso teria sido bom - mas porque o calor e a solidariedade era realmente de uma família. Elodie Nichols era a mãe de Ellie. Quando era mais jovem, ela tinha ficado perdidamente apaixonada pelo pai de Braden, Douglas Carmichael, e em seguida, ficou grávida. Douglas tinha acabado tudo entre eles, mas ofereceu ajuda financeira e uma representação indiferente de um pai. Braden tinha puxado para seu peito a responsabilidade, tendo sua meia-irmã caçula sob sua asa e bancando a figura de pai e irmão mais velho. Os dois eram muito próximos - tão próximos na verdade, que Braden estava mais perto de Elodie e seu marido, Clark, do que da sua própria mãe. E então Douglas morreu alguns anos atrás, deixando o dinheiro para Ellie e seus negócios para Braden. Ellie tinha dois meios irmãos adoráveis - Hannah, que era um ano e meio mais velha que Cole, e Declan, que tinha onze anos. Não surpreendentemente, os dois adolescentes tímidos não gastaram nenhum tempo um com o outro quando eu trouxe Cole para esses almoços. Declan de qualquer maneira sempre
  49. 49. monopolizou o tempo de Cole - Declan tinha uma grande coleção de jogos para eles virarem zumbis na frente. Há cerca de oito meses, Joss tinha me levado em uma das noites com Ellie. Depois de cinco minutos eu tive a nítida sensação de que estava sendo levada sob sua asa. Ellie imediatamente me pediu para comparecer ao almoço de domingo da sua família (enquanto Joss sorria alegremente ao ver alguém recebendo “o” tratamento Ellie), insistindo que eu levasse Cole. Após dois meses me esquivando do convite, eu finalmente cheguei ao ponto onde simplesmente seria rude recusar. Eu arrastei Cole junto e nós dois nos divertimos muito, nós tentamos comparecer ao almoço de domingo na casa dos Nichols sempre que podíamos. Eu adorei, porque era a única vez que Cole e eu realmente poderíamos ser apenas nós mesmos. O que quer que Joss tenha dito a gangue de domingo, ninguém nunca perguntou sobre mamãe, e Cole e eu podíamos relaxar por algumas horas a cada semana. Além disso, Elodie era o epítome de uma mãe galinha, e nunca tendo isso, tanto eu quando meu irmão, estávamos adorando ser cuidados por uma vez. O almoço de domingo incluiu os Nichols, Ellie e seu namorado, Adam, Braden e Joss. Enquanto esperávamos o almoço ser servido, eu geralmente ficava conversando com Hannah. Inteligente, Hannah era uma versão menor de sua linda irmã mais velha. Alta, para a sua idade, ela estava caminhando para seguir exatamente os passos de sua irmã, Hannah já havia atingido sua altura máxima de 1.75m. Ela era absolutamente deslumbrante, com cabelo curto loiro claro, grandes olhos castanhos suaves, que apareciam debaixo de uma franja elegante, e feições delicadas, incluindo um queixo pontudo adorável. Ela estava caminhando para ser do tipo de mulher mais gostosa, do que eu jamais conseguiria ser, já ostentando um decote decente e uma curva agradável em seus quadris. Aos quinze anos, entrando nos dezesseis, ela poderia passar por dezoito anos, e se não fosse por sua timidez, ela provavelmente já teria meninos batendo na porta e fazendo com que Clark não tivesse mais paz.
  50. 50. Mesmo sendo um grande leitora ávida, como eu era, Hannah era ainda mais viciada, se escondendo atrás dos livros e da escola. Eu pensei que era uma pena que ela não fosse mais extrovertida, já que ela tinha uma personalidade incrível. Ela era afiada como uma navalha, mas do tipo, engraçada, e um pouco mais sarcástica do que sua irmã mais velha. Eu estava com ela em seu grande quarto, passando os olhos por suas pilhas de livros, enquanto ela conversava comigo sobre tudo e nada. — Esse é bom — Hannah observou, e me virei de sua estante para ver que ela estava olhando para cima de seu laptop. Aparentemente eu tinha feito algo mais interessante do que seus amigos no Facebook. — Isto? — Eu acenei o livro adolescente para ela. Eu realmente não lia livros no estilo jovens adultos, mas Joss tinha paixão sobre eles, então eu decidi lhes dar uma chance. Hannah me fez economizar um monte de dinheiro, agimdo como a minha própria biblioteca pessoal. Ela assentiu com a cabeça e sorriu, uma covinha mergulhando em sua bochecha esquerda. Ela era realmente adorável. — Tem um cara quente nesse. Eu levantei uma sobrancelha. — Idade? — Vinte e quatro. Agradavelmente surpreendida, eu sorri, folheando as págimas. — Legal. — Quem diria que a ficção adolescente tinha começado a ficar tão ousada? — O personagem principal tem 18 anos. Não é nojento ou qualquer coisa assim. — Bom saber. — Eu me levantei da minha posição ajoelhada e caminhei até sua cama enorme para cair ao lado dela. — Eu não quero que você corrompa minha inocência. Hannah riu. — Eu acho que Malcolm já fez isso. Eu soltei um pequeno huff de diversão. — O que você sabe sobre isso? Um menino não chamou sua atenção ainda? Claro, eu esperava que ela sacudisse a cabeça, franzindo a testa como sempre fazia quando eu fazia esta pergunta a ela. Para minha surpresa, o rosto pálido ficou vermelho.
  51. 51. Interessante. Eu me sentei e empurrei laptop de seu colo para a cama, para que eu pudesse ter a sua total atenção. — Conte-me tudo. Ela me lançou um olhar. — Você não pode dizer a ninguém. Nem a Ellie ou Joss ou a mamã. — Eu prometo. — eu respondi apressadamente, sentindo uma bolha de entusiasmo por ela. Primeiros romances eram tão emocionantes. Fazendo uma careta com minha obvia expectativa, Hannah sacudiu a cabeça. — Não é como se eu estivesse saindo com alguém. Eu sorri. — Então como é que é? Ela encolheu os ombros hesitante, os olhos de repente, cheio de consternação. — Ele não gosta de mim da mesma maneira. — Quem não gosta? Como você sabe? — Ele é mais velho. Preocupação me esfaqueou no estômago. — Mais velho? Hannah deve ter ouvido a nota de reprovação na minha voz, porque ela afastou a minha preocupação rapidamente. — Ele tem apenas dezoito anos. Ele está no último ano na escola. — Então, como vocês se conheceram? — Embora eu estivesse disposta a ser uma amiga de Hannah, eu também queria os detalhes, para que eu pudesse descobrir se havia motivo para me preocupar ou não. Hannah era uma jovem de quinze quando veio a descobrir os meninos e eu não queria que ninguém se aproveitasse dela. Relaxando, Hannah se voltou para mim, ficando mais confortável, para confidenciar sua história do menino para mim. — No ano passado, esses meninos começaram a tirar sarro de mim e minhas amigas. Nós realmente não nos incomodamos quando estávamos juntas. Eram apenas apelidos, e eles são apenas um bando de idiotas que vão à escola e intimidam a todos que realmente gostam de escola. — Ela revirou os olhos para a estupidez das espécies jovens
  52. 52. do sexo masculino. — Enfim, um dia no ano passado eu perdi o ônibus, então eu comecei a caminhar para casa. Eles me seguiram. Segurei sua capa de edredão, meus olhos arregalados. — Eles... — Está tudo bem. — Ela me cortou, me tranquilizando. — Marco parou. Meus lábios tremeram enquanto eu tentava conter o meu sorriso com a forma sonhadora que ela disse o nome dele. — Marco? Ela assentiu com a cabeça, seu sorriso mais do que um pouco tímido. — Seu pai é Africano-americano, mas a família de sua mãe é americana-italiana, com a família na Escócia. Ele é de Chicago, mas se mudou para cá no ano passado para viver com a sua tia e tio. Ele estava com um casal de amigos e viu os meninos me seguindo e me provocando. Ele assustou os caras para longe, e se apresentou em seguida, me levando para casa, mesmo que fosse na direção oposta a minha casa. Até agora, tudo bem. Eu balancei a cabeça, incentivando-a a continuar. — Ele me disse que a qualquer momento que eu perdesse o ônibus, ele iria me levar para casa. Ele começou a andar com seus amigos no final da escola, e ficava esperando para ver se eu entrava no ônibus. As duas vezes que eu perdi, ele foi fiel à sua palavra e me levou para casa. O que esse garoto fez depois? — Então ele te convidou para sair? Hannah deu um suspiro dramático. — Esse é o problema. Ele realmente está apenas olhando para mim, como se eu fosse uma irmã mais nova ou algo assim. Ok, talvez ele realmente fosse um bom garoto. — É a sua timidez? Você não fala com ele? Hannah riu, um som tão adulto de diversão, que tive que me lembrar por um segundo que estava conversando com uma adolescente. — Esse é o lance. Eu sempre travo ao redor dos outros meninos, e você acha que com o quão quente ele é, eu não seria capaz de falar com ele. Mas ele faz com que seja muito fácil. Ele é muito pé no chão.
  53. 53. — Como você sabe que ele não gosta de você? Suas bochechas coraram um vermelho mais profundo do que antes e ela mordeu o lábio, os olhos piscando longe do meu. — Hannah? — Talvez eu o tenha beijado. — ela murmurou. Inclinei-me mais perto, suspeitando que eu já sabia a resposta para a minha próxima pergunta: — Como é? — Talvez eu o tenha beijado. — ela respondeu irritada, suas bochechas ruborizando novamente. Eu sorri provocante. O pouco da impulsividade que Hannah tinha da sua irmã, quando chegava, ela arrasava. Ellie tinha me contado tudo sobre a noite em que ela tinha se jogado em Adam. Adam era o melhor amigo de Braden, e por respeito a Braden tinha mantido Ellie longe do seus braços por um longo tempo. Ellie não tinha deixado isso mais fácil para ele. — Como foi isso? Hannah franziu a testa, enquanto olhava para o chão. — Ele me beijou de volta. — Yay! — Eu soquei o ar como uma pateta idiota. — Não. — Hannah sacudiu a cabeça para mim. — Ele então me empurrou, não disse uma palavra, e tem me evitado durante o último mês. Sentindo meu peito doer com a forma como ela parecia cabisbaixa, eu deslizei meu braço em volta dos ombros e a abracei ao meu lado. — Hannah, você é linda, engraçada e inteligente, e pode ter certeza que serão poucos meninos que vão empurrá-la para longe. Eu sabia o quão vazia minhas palavras eram. Não havia palavras que ajudassem aliviar a dor de um amor não correspondido na adolescência, mas Hannah me abraçou de volta, apreciando os meus esforços, no entanto. — O que está acontecendo? — A voz preocupada de Ellie me fez levantar a cabeça. Ela estava na porta, com os braços delgados cruzados sobre o peito, os olhos dobrados em preocupação. Seu cabelo loiro era muito menor do que costumava ser. Durante semanas depois da cirurgia ela tinha usado lenços na
  54. 54. cabeça para cobrir o pedaço de cabelo que tinha sido raspado. Quando o cabelo começou a crescer, ela tinha cortado tudo isso em um corte curto e sexy que ela odiava. Era agora na altura do queixo e extremamente chique, como Hannah. Senti Hannah tensa contra mim, obviamente, com medo que eu fosse compartilhar a notícia sobre sua paixão secreta do indescritível Marco. Eu simpatizava com ela. Isso soava intrigante. Já era ruim e bastante deprimente, depois que um misterioso cara de família Africana-americana, italiano- americano, e ainda gostoso te dispensava, sem sua família irritante saber tudo sobre ele. — Eu estava apenas dizendo a Hannah tudo sobre o meu primeiro amor, John, e como ele quebrou meu coração. Ela estava me dando um abraço para dizer que estava solidaria. Os dedos de Hannah apertaram minha cintura em agradecimento, enquanto os olhos de Ellie arregalavam. — Você nunca me contou sobre John. Não querendo realmente chegar a ele, eu me sentei na cama, puxando Hannah comigo. — Outro dia. O cheiro da comida está flutuando acima das escadas, o que significa que está quase pronta. Ellie parecia um pouco desapontada quando nos levava para fora do quarto. — Já sei! Nós vamos ter esse mês a “noite das meninas”, e podemos falar sobre nossos primeiros amores. — Sobre o seu e de Joss? Sua boca se virou para baixo nos cantos. — Que tal apenas o seu? Eu fiz uma careta. — Soa como extremamente divertido. — Toda vez que você encontra com Hannah, você fica um pouco mais sarcástica. Eu estou proibindo de se encontrarem. Hannah sorriu feliz ao pensar que poderia ter me influenciado, e eu não pude deixar de rir, carinho enchendo meu peito com o calor. — Nem cavalos selvagens podem nos separar, Ellie. Nem cavalos selvagens. Uma vez que estávamos sentados ao redor da mesa, Elodie estalou em torno de nós, se certificando que tínhamos tudo o que precisávamos. — Você tem certeza que não quer mais molho, Jo? — Perguntou ela, a molheira pairando precariamente no ar com apenas a sua mão.
  55. 55. Eu sorri com uma batata no garfo e balancei minha cabeça. — Cole? — Não, obrigado, Sra. Nichols. Ele fez meu coração doer com suas belas maneiras, e o cutuquei com o cotovelo, sorrindo para ele. Cole me lançou um olhar que dizia claramente: — Você é uma idiota — e continuou a comer. — O que você e Hannah estavam falando em seu quarto por tanto tempo? — Elodie perguntou, enquanto se acomodava em sua cadeira na ponta da mesa. Clark se sentava na extremidade oposta. Ellie, Adam, Joss e Braden sentaram diante de mim, enquanto eu estava entre Cole e Hannah, e Declan do outro lado de Cole. Eu poderia dizer que Elodie estava fingimdo, como se realmente não se importava com o que tínhamos falado, mas, na verdade, estava morrendo de vontade de saber. — Livros. — Hannah e eu respondemos em uníssono, fazendo com que Clark risse. — Eu estou supondo que não se tratava apenas de livros. — Adam lançou a Hannah um sorriso de menino e ela corou. Essas meninas e sua suscetibilidade a um malandro escocês... De repente eu estava grata por Malcolm não ser nem um pouco malandro. Toda aquela angústia e drama? Será que ele gosta de mim? Ele está apenas flertando? Não, obrigada! — Como maravilhosamente deduziu, Adam. — A boca de Braden se contorceu, enquanto tomava um gole de café. Joss sorriu o redor do garfo. Adam lançou um olhar impressionado para baixo da mesa para o amigo. — Acho que precisamos arrumar uma frase amiga das crianças para f.o.d.a. — Soda? — Cole sugeriu. — Exatamente. — Adam fez um gesto com o garfo. — Braden, soda, você é um dastardo sarcástico. Ellie deu uma risadinha. — Dastardo? — Bastardo, com um D.— Hannah respondeu amavelmente.

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