Pretending his mine
Caught up #02
Lauren Blakely
Sinopse:
Era uma vez, em Nova York, um ator sem muita sorte chamado Reeve...
A tradução em tela foi efetivada pelo grupo CEL de forma a
propiciar ao leitor acesso parcial à obra, incentivando-o à
aqu...
Proibido todo e qualquer uso
comercial
Se você pagou por esta obra,
VOCÊ FOI ROUBADO.
Cantinho
Escuro dos Livros
Este livro é dedicado a
quem já caiu...então é para
alguns.
Atualmente
O metal raspava em seus pulsos. Quando Reeve observou a marca
vermelha formando em sua pele, ele nunca pensou q...
sedosos e o corpo que iria colocar uma modelo da Victoria Secret’s com
vergonha. Ele tinha certeza de que as mãos de Sutto...
Quatro meses atrás
Chamaremos você novamente.
As palavras em si eram sedutoras. Elas sussurravam promessas, esperanças
e p...
Claro, havia comerciais também e Reeve tinha ganho algumas boas
críticas, sobre o creme dental branqueador e seu sorriso b...
Evidentemente, o homem tinha uma boa audição.
— Eu poderia chamar a equipe de segurança para você.
Porcaria. O cara provav...
sua bicicleta, pulou no banco e partiu em uma velocidade demoníaca pelas ruas
infestadas de tráfego de Nova York, espalhan...
Reeve pegou sua moto, saiu do escritório e chamou Jill. Eles tinham sido
amigos por um tempo, mas tornaram-se ainda mais j...
— Isso é algo agradável que eu tenho. Foi um presente de uma das
senhoras no meu clube de corrida que terminaram a maraton...
— Um dos pumas superiores no meu clube de corrida tem um serviço de
acompanhantes de alta qualidade acontecendo.
Reeve riu...
— Em cada momento.
*****
Sutton Brenner tinha um problema. Um grande problema. Ela estava
prestes a ganhar um contrato tão...
— Você está definitivamente no topo da lista para Vidas Acompanhadas
— Frederick disse, mas sua voz sumiu.
No topo da list...
York no show biz, daí as confusões frequentes. Sutton estava prestes a dizer que
tinha havido um mal-entendido, mas Janell...
intenção de perder este projeto simplesmente por conta da falta de um homem.
Ela resolveria os detalhes mais tarde.
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Ela pegou o porta-retratos, como se o cão com o rosto bronzeado e
marrom tivesse todas as respostas.
— Diga-me quem seria ...
Quando ela começou a discar o número, ela percebeu a hora em seu
relógio do computador. Era meio-dia em uma segunda-feira....
Reeve esmurrou um punho no ar quando ele terminou a ligação com o seu
agente. Ele marcou um teste, com uma diretora de ele...
Se ele a conhecesse em circunstâncias diferentes, por exemplo em um bar,
ou um clube ele teria ido direto até ela, pergunt...
— Você se lembra.
— Pequeno mini-chihuahua, certo?
— Ele é absolutamente o amor da minha vida. Ele é tão querido.
— O que ...
— É por isso que eu quero que você finja ser meu namorado por uma
semana.
Ele riu, parecendo chocado.
— Por quê?
— Eu tenh...
Vidas Acompanhas foi um dos livros mais vendidos nos últimos anos. Ele
começou como um romance independente e disparou nas...
em tudo - não conseguisse uma audição, certo? Mas se por algum motivo eu não
conseguir o trabalho, eu vou insistir em paga...
Sutton passou a mão contra a saia e se levantou, caminhando até o
telefone.
— Vá em frente e mande-a entar, por favor. — E...
Reeve pareceu notar seu desconforto, porque ele saltou para a conversa.
— Sut e eu estamos totalmente empolgados para ver ...
Sutton olhou para o hall e Janelle foi embora. Graças a Deus ela não tinha
visto Sutton reagir tão estranha a um beijo.
— ...
número do agente que tinha que chamar. Ela precisava não somente resolver
assuntos profissionais rapidamente, decidindo qu...
No caminho para o departamento masculino na Elizabeth, Sutton e Reeve
passaram pelos expositores de joias. Sutton foi atra...
ombro de Sutton quando ele se inclinou para ela e Sutton encontrou-se fazendo
uma nota mental sobre como muito bem o seu c...
— Você se lembra do que eu usava?
— Você é linda. Você me lançou em um filme. Sim, é claro que eu me
lembro.
Sutton aperto...
— Qualquer coisa que você lançar. — Disse ele com uma piscadela.
— Oh, nós somos um par perfeito. Esse é o meu filme favor...
imaginando-a nua na cama king-size, de quatro enquanto ele arrastava uma mão
pelas suas costas. Bom. Eles seriam ainda mai...
Droga. Ele a deixou difícil de se concentrar. Ela tirou os óculos e apertou a
parte superior do nariz, como se pudesse afa...
— Ok. Vamos tentar uma verde. — Ele começou a colocar a camisa. Ela
parou.
— Você tem uma tatuagem. — Ela apontou para a c...
— Você ficou toda estranha e desajeitada quando eu te beijei no seu
escritório — Acrescentou.
— Sinto muito. Eu fiquei sur...
gananciosa, querendo ser consumido com beijos. Seus lábios estavam
entreabertos e sua respiração tornou-se... lasciva. Tal...
como ela se contorceu contra ele e puxou para mais perto. Então ele respondeu,
com um beijo profundo e mais duro. Ela era ...
— Na verdade. — Ela disse e lançou-lhe um sorriso que ele reconheceu
como o que ela deu a cada ator após cada audição. Tud...
Sutton aplicou o rímel, o toque final para esta noite. Ela sempre acreditou
que o rímel era a vitamina da maquiagem, a mai...
Ela balançou a cabeça e se inclinou para beijar seu cachorro em seu pêlo
castanho suave.
— Eu sei que você sempre vai esta...
constrangedor da conversa, Sutton não tinha certeza de como pegar o fio de
brincadeiras casuais novamente. Sua mente corre...
Reeve olhou para Sutton, seus olhos castanhos eram tão calorosos e
verdadeiros. Eles pareciam projetar todas as coisas que...
ombro. Isso foi estranho. Sutton nunca foi o tipo fofinho, exceto quando se
tratava de seu cão querido.
Logo as luzes se a...
Reeve riu silenciosamente. Ele tinha ouvido os rumores sobre múltiplas
gafes de Frederick. Mas tinha Janelle cortado?
Fred...
importava. Ele estava muito mais interessado na mulher ao lado dele, na
maneira como ela parecia responder ao seu toque. E...
cuidado de certificar-se de seu vestido cobriria sua mão. Ela mordeu o lábio
quando ele avançou acima. Outra sugestão. Out...
Delicadamente, cuidadosamente ele moveu a mão de sua boca e beijou-a
suavemente e tão carinhosamente como ele tinha feito ...
Sutton estava acordada na cama, envergonhada. O Artful Dodger foi
escavando profundamente sob as cobertas, enrolado em seu...
em seu braço ou beijasse sua mandíbula ou deslizasse a mão dentro de sua
calcinha. Ele entrou em cena e lidou com os Pinke...
Que diabos foi isso?
Ela estava o tratando como um cara trata uma garota que ele não quer
voltar a ver. Obrigado, aqui est...
Sutton estava em sua última rodada de chamadas para os agentes,
solicitando retornos de contato para um papel em um progra...
— Boa tarde, Janelle.
— Como você está? Será que você aproveitou o espetáculo?
— Sim. Foi fabuloso. Os assentos eram surpr...
— Ok. — Sutton disse cuidadosamente. Ela se sentiu como se estivesse
sendo testada em um novo caminho. Não houve acordo ai...
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  1. 1. Pretending his mine Caught up #02 Lauren Blakely Sinopse: Era uma vez, em Nova York, um ator sem muita sorte chamado Reeve que era talentoso, lindo e sonhador o tipo que faz todas as mulheres desmaiarem. Mas o show biz é um show cruel - ele perdeu um papel em um grande filme e agora seus dias e horas de trabalho foram cortados também. Qual o mal em ser jovem e bonito demais para fazer um papel? Sutton Brenner. Ela é sexy e astuta e uma diretora do mais alto nível que existe. Ela está tão perto de conseguir um show cobiçado, lançando um filme baseado em um mega romance best-seller, mas há um problema. Depois de muitas transgressões com senhoras encantadoras solteiras, o mulherengo produtor do filme foi colocado em uma rédia curta por sua esposa, que está proibindo-o de trabalhar com alguém solteiro. Portanto, Sutton faz um pacto com Reeve - o de desempenhar o papel de seu noivo até que ela feche o negócio e ele está garantido para ter uma audição para o papel de protagonista no filme. Mas quando os dois brincam, as linhas entre o faz-de-conta e assuntos do coração começam a se confundir. Especialmente depois daquela noite quente na varanda do teatro da Broadway. E uma escaldante tarde nas estantes da Biblioteca Pública de Nova York. Quem está jogando com quem? Ou alguém realmente é o diretor neste caso secreto de suas vidas?
  2. 2. A tradução em tela foi efetivada pelo grupo CEL de forma a propiciar ao leitor acesso parcial à obra, incentivando-o à aquisição da obra literária física ou em formato ebook. O grupo CEL tem como meta a seleção, tradução e disponibilização parcial apenas de livros sem previsão de publicação no Brasil, ausente de qualquer forma de obtenção de lucro, direto ou indireto. No intuito de preservar os direitos autorais contratuais de autores e editoras, o grupo, sem aviso prévio e quando julgar necessário, poderá cancelar o acesso e retirar o link de download dos livros cuja publicação for veiculada por editoras brasileiras. O leitor e usuário fica ciente de que o download da presente obra destina-se tão somente ao uso pessoal e privado e que deverá abster-se da postagem ou hospedagem em qualquer rede social (Orkut, Facebook, grupos), blogs ou qualquer outro site de domínio público, bem como abster-se de tornar público ou noticiar o trabalho de tradução do grupo, sem a prévia e expressa autorização do mesmo. O leitor e usuário, ao disponibilizar a obra, também responderá pela correta e lícita utilização da mesma, eximindo o grupo CEL de qualquer parceria, coautoria, ou coparticipação em eventual delito cometido por aquele que, por ato ou omissão, tentar ou concretamente utilizar da presente obra literária para obtenção de lucro direto ou indireto, nos termos do art. 184 do Código Penal Brasileiro e Lei nº 9610/1998. Agosto/2013
  3. 3. Proibido todo e qualquer uso comercial Se você pagou por esta obra, VOCÊ FOI ROUBADO.
  4. 4. Cantinho Escuro dos Livros
  5. 5. Este livro é dedicado a quem já caiu...então é para alguns.
  6. 6. Atualmente O metal raspava em seus pulsos. Quando Reeve observou a marca vermelha formando em sua pele, ele nunca pensou que seria o único nesta posição. Mesmo em suas maiores expectativas, ele nunca imaginou que estaria usando apenas cueca boxer e botas de cowboy, enquanto estava algemado ao pé da cama. Mas se fosse para realmente analisar a situação, com honestidade total e completa, as botas eram, provavelmente, a parte mais estranha de todo o cenário. Ele nunca tinha sido um tipo de cara que usava botas de cowboy. Botas de combate, talvez, desgastado e esfarrapado. Calças jeans e camiseta, com certeza. Mas genuínas botas de cowboy? Com certeza, não Reeve. — Diga-me quando doer. — Não dói. — Disse ele. Um par de mãos estava em volta dele, puxando em cada extremidade das algemas e apertado. Ele sentiu um outro par de mãos deslizar por cima das costas. Ele prendeu a respiração. Droga, por que ele tem que se sentir tão bem? Por que não foi ele o único a algemar e começar com os shot’s? Mas, então, o acordo com Sutton Brenner nunca teria começado com ele chamando os shot’s. Sempre tinha começado com ela, com suas pernas gloriosas, olhos de gelo azuis, com lindos cabelos castanhos
  7. 7. sedosos e o corpo que iria colocar uma modelo da Victoria Secret’s com vergonha. Ele tinha certeza de que as mãos de Sutton foram as que o envolveram mais, demorando-se na linha de suas costas. As duas mulheres não eram as únicas na sala, mas Reeve fez o seu melhor para manter a cabeça baixa, com os olhos em ninguém. — Que tal um chapéu de cowboy antes de eu levá-lo para um passeio? Ele ouviu o som de um chicote contra a palma da mão e em seguida, um chapéu de abas largas caiu sobre sua cabeça, empurrando seu cabelo escuro em seus olhos. Sutton recuou. Seu papel foi feito. *** Sutton Brenner tinha visto um monte de homens jovens sem suas camisas. Uma boa quantidade sem seus jeans também. Sim, ela definitivamente se considerava uma avaliadora de alto nível dos melhores espécimes de carne masculina. Não que ela não gostasse da amostragem do produto. Ao contrário, ela era conhecida por ser capaz de pegar eles. Ela poderia identificar um puro- sangue com um olhar perspicaz. Reeve não era o típico lustrado, oleado e flexionado com 200 quilos de músculo que você deseja ver no calendário de um bombeiro, nem era o padrão striper de despedida de solteira, com uma gravata borboleta e um grande sorriso. Havia algo um pouco mais refinado sobre ele. Não apenas em seu rosto - essas maçãs do rosto foram esculpidas por mestres renascentistas, ela tinha certeza - mas também em seu corpo. Ele era mais longo, mais esguio, com o quadro bem tonificado como de um ciclista, mas preenchido em todos os lugares certos. Cintura da reta, abdômen cortado, braços com a quantidade certa de definições deliciosas. E o cabelo, tão suave e convidativo. Sutton mordeu o lábio só de pensar em todos os dias e noites que passara com ele. Claro, ele pode ser o único acorrentado a um poste da cama agora. Mas essa era uma ótima oportunidade e ela sorriu escondida, enquanto ela relembrava todas as vezes que ele tinha feito amor com ela. Mas esse momento não era sobre ela. Era sobre ele. O centro das atenções era definitivamente sobre ele.
  8. 8. Quatro meses atrás Chamaremos você novamente. As palavras em si eram sedutoras. Elas sussurravam promessas, esperanças e possibilidades. Era a coisa que um ator mais queria ouvir após uma audição, mas nem sempre era chamado de volta. Era o sonho que você perseguia e raramente pegava. Reeve desejava ouvir essas palavras em seu correio de voz ou vê-las em seu e-mail. Eles vieram aos trancos e barrancos e ele não tinha conseguido um retorno desde que ele terminou a corrida de uma produção off-Broadway 1 de Les Misérables. Os produtores tinham modernizado o show para Reeve começar cantando como uma estrela do rock e ele se sentiu como uma também. Ganhou comparações, por críticos, com o vocalista do Arcade Fire em um comentário e Coldplay em outro. O show fechou há algumas semanas e Reeve se viu onde jovens atores em Nova York encontram-se frequentemente. À procura de um emprego. Era um constante estado para um ator dramático. Você tinha que viver a sua vida na beira do querer a cada dia. Se havia alguma coisa que ele remotamente queria fazer com a sua vida era ser um policial como o seu pai, ou um professor de Inglês como sua mãe. Ele até se inscreveu para a academia de polícia há alguns anos atrás. Mas atuar era sua paixão, a coisa que ele não poderia viver sem e assim, com 24 anos, ele acumulou alguns pares decentes de criticas e alguns shows legais, mas não uma tonelada deles. Apesar da opinião de Les Misérables, ele só fez alguns milhares de dólares a partir do show. 1 Trabalho teatral, muitas vezes experimental e de baixo custo, apresentado em Nova York, fora da área de entretenimento da Broadway.
  9. 9. Claro, havia comerciais também e Reeve tinha ganho algumas boas críticas, sobre o creme dental branqueador e seu sorriso brilhante perfeito. Hey, ele não era de se gabar. Ele só tinha os dentes retos, graças a anos de tratamento quando era criança. Mas ele precisava de um grande pagamento. Pegar um papel de destaque em um filme, ou uma pequena parte de um programa de TV, tanto faz. Fazia algumas entregas para completar sua renda. Mensageiros de bicicleta ainda estavam trabalhando para escritórios de advocacia e empresas financeiras, mas os clientes podem ser babacas e Reeve se cansou de parecer sujo quando ele encontra homens de terno de risca de giz em elevadores. Como se nunca tivesse visto um cara com graxa de bicicleta em seu rosto antes. Hoje foi um desses dias. Uma senhora esnobe em um edifício de escritórios lhe tinha feito voar por 15 lances de escadas em vez de usar o elevador, então ele tinha sido quase cortado por um táxi fazendo uma conversão ilegal na Terceira Avenida e ainda por cima ele quase passou na frente de um ônibus quando o motorista não se preocupou em olhar se a pista estava limpa. Seria pedir muito para os motoristas prestarem atenção? Agora, ele estava correndo contra o relógio para entregar os documentos para um fechamento de negócio. — Segure a porta. — Ele gritou, quando as portas do elevador de bronze do prédio Swank em Park Avenue começaram a fechar. O lugar inteiro estava banhado a ouro e com piso de mármore e cheirava a insanamente altas taxas de cobrança por hora, o que o bolso de Reeve mal poderia imaginar. Ele correu e entrou no elevador, a bolsa de cartas batendo nas costas de sua camiseta. O homem de cabelos grisalhos que tinha segurado a porta fez-lhe uma rápida avaliação e, em seguida, soltou um “suspiro pesado em desaprovação” e sacudiu a cabeça. — Precisa de um lenço? Algumas gotas para tosse, talvez? — Disse Reeve, porque ele sabia que o sangue azul estava sacaneando ele em seu estilo casual ainda com seu capacete de bicicleta, as e luvas sem dedos nas mãos e a atitude arrogante com ele. — Você não deveria estar tomando o elevador de serviço, jovem? — Ah, certo. Eu deveria. — Reeve murmurou sob sua respiração enquanto olhava para os botões do elevador. — Porque eu poderia infectar as pessoas aqui com a baixa remuneração do meu imundo trabalho que mal cobre o aluguel.
  10. 10. Evidentemente, o homem tinha uma boa audição. — Eu poderia chamar a equipe de segurança para você. Porcaria. O cara provavelmente era dono do prédio. Reeve deveria ter conhecido melhor. Ele deveria ter fechado sua boca. Ele deveria ter dito: — Sim, senhor, eu vou tomar o elevador de serviço da próxima vez. — Mas, honestamente, todo motoboy ou mensageiro no elevador de serviço era para ser uma coisa do passado. — Desculpe. — Disse Reeve. Eles saíram no mesmo andar e entraram em um escritório com painéis de vidro. — Olá, Sr. Fitzpatrick. — Disse a recepcionista e Reeve se encolheu quando ele lhe entregou o pacote. — Para o Sr. Fitzpatrick — Reeve disse em voz baixa. Ele deu as costas, pronto para dar o fora do escritório, quando o Sr. Fitzpatrick chamou a recepcionista. — Sally, querida. Você poderia por favor procurar um serviço novo de carteiro para os nossos documentos? Foda-se. Seu chefe iria espetar ele. Por que ele teve que fazer um comentário sarcástico? Reeve não costuma deixar observações maldosas tirar o melhor dele. Mas, não era mesmo com o cara riquinho no terno que ele estava chateado. Reeve ainda estava chateado com ele mesmo sobre um retorno há algumas semanas. Tinha sido um papel de coadjuvante. Uma parte de apoio em um novo filme de Joss Whedon. Ele pegou o primeiro teste, então ele se preparou e praticou suas linhas mais e mais antes do retorno. Esse foi o problema. Ele tinha torcido todos os sentimentos das palavras após alguns ensaios individuais demais na frente do espelho do banheiro. Até o momento em que ele abriu a boca para a câmera que estava gravando em seu fente, ele estava no piloto automático. Ele sabia pela maneira como o produtor disse — Obrigado, nós vamos entrar em contato. — que ele estragou tudo e só poderia culpar a si mesmo. Agora, ele perdeu um cliente importante para Swift as Light. Ele deixou o edifício em Park Avenue, vendo a luz vermelha piscando em seu telefone. Seu chefe provavelmente tinha chamado para esmaga-lo. Havia uma mensagem de texto também. O que diabos você fez?? Reeve ignorou, pegou
  11. 11. sua bicicleta, pulou no banco e partiu em uma velocidade demoníaca pelas ruas infestadas de tráfego de Nova York, espalhando uma corrente de palavrões agarrado ao guidão. Agora ele tem que dar o seu melhor “minha culpa” ao seu chefe na Swift com escritórios da Lights no East Village. Quando ele chegou, ele entrou, estacionou no corredor desordenado e encontrou Dave esperando por ele. As mãos nos quadris. Rosto forrado com raiva. Reeve puxou o saco com as cartas sobre sua cabeça e ela caiu no chão. — Sinto muito. — Cara. O que diabos está errado com você? Não fale merda paras pessoas. Apenas mantenha a boca fechada. — Desculpe. Eu quase fui morto lá fora. Estou tendo um dia de merda. — Bem vindo ao mundo adulto. Cada dia pode ser um dia de merda. Você não tem que ser um idiota com os clientes. — Eu não sabia que ele era um cliente. — Disse Reeve em seguida, de imediato, se odiando por soar tão chorão. — Suponha que todo mundo seja. Entendeu? Suponha que todo mundo é um cliente e feche a boca. Você não está em um filme de Tarantino. Você está em um trabalho. Então, aja como ele. — Tudo bem. Entendi a mensagem. — Reeve ergueu as mãos, se rendendo. — E vai ter uma semana de folga para esfriar. — O que? —A mandíbula de Reeve caiu. — Eu tenho que passar o dia fazendo triagem e descobrir se eu posso salvar um cliente. Se eu ver você por aí, vai me irritar. Então, saia daqui e volte em uma semana. Vamos ver se eu não quiser mais estrangulá-lo com uma de suas idiotas camisetas com palavras estúpidas — Dave diss, e voltou para seu escritório. Reeve olhou para a sua bem-vestida camiseta azul. O que havia de errado com sua camiseta agora? Ela tinha as palavras — Colmeias não são brinquedos — em uma fonte legal na frente. A camiseta parecia boa para ele. Uma garota na padaria onde ele tomou o seu café da manhã tinha até dito — camisa legal. — Ele poderia balançar uma camiseta gasta como ninguém de negócios, graças a sua estrutura enxuta e musculosa.
  12. 12. Reeve pegou sua moto, saiu do escritório e chamou Jill. Eles tinham sido amigos por um tempo, mas tornaram-se ainda mais juntos durante Les Misérables quando ela interpretou Eponine. Juntos no tipo amigos próximos. Juntos no limite que um cara pode ser amigo de uma garota. — Venha até aqui hoje à noite e vamos afogar suas mágoas — Disse ela. — Minha companheira está em Paris para uma viagem de negócios, então poderemos ser tão fortes e desagradáveis como nós queremos. — Porque se ela estivesse aqui, estaria tranquilo e atencioso? — Reeve brincou. — Como se eu fosse capaz de fazer isso. — Eu vou estar depois das sete. Eu vou para a academia. Eu tenho que relaxar um pouco. — Ótimo. Porque você não tem permissão para vir com raiva. Seria totalmente ruim você arruinar meu fengshui para cura da energia vibrante. Ele riu. — Desde quando você está em coisas da nova era? — Desde nunca. Mas eu tenho algo de bom de uma mãe estranha e ela tem o seu nome escrito sobre ele. — Mal posso esperar para ver o que é. Até mais tarde, querida. Depois de um tempo na academia e um banho rápido, Reeve caminhou em toda a cidade até o apartamento de Jill em Chelsea. — Eu tenho cerveja e eu tenho vodka. Escolha o seu veneno. — Jill balançou a garrafa long neck em uma mão e um copo de vidro com cubos de gelo e líquido claro na outra. — Vodka — Disse ele e tomou um longo gole da bebida. — Whoa, Tigre. Calma. Reeve apenas encolheu os ombros, devolveu o copo a Jill e apostou seu melhor sorriso de comercial de creme dental. — Posso ter outro, por favor? — Tudo bem. — Disse ela, despejando mais no copo. — Desde quando você compra Belvedere?
  13. 13. — Isso é algo agradável que eu tenho. Foi um presente de uma das senhoras no meu clube de corrida que terminaram a maratona de Nova York. — Ela lhe deu vodka por terminar uma maratona? — Sim. E eu ajoelhei, porque eu amo a minha Belvedere, quase tanto como a minha cerveja. Agora, vamos ao meu sofá e conte-me todos os seus problemas. — Disse ela, apontando para o sofá cor mostarda, bem cansados de muitas sessões de fim de noite e de conversa. — Então, a sua colega de quarto está em Paris? — Ela está em uma missão para encontrar novos designs para os colares. Isso, e tentando ficar longe do cara pelo qual ela está apaixonada. — Você sabe que ela me dispensou para tomar uma bebida depois de abrir a noite, quando tocamos no clube Soho. Jill acenou com a mão no ar. — Ela teria arrancado David Gandy, meu querido. Ela só tem olhos para esse cara. Ela tem sido um negócio feito por um longo tempo. — De qualquer forma — Disse Reeve se esticando no sofá, descansando a cabeça no colo de Jill. Ela correu os dedos pelos cabelos, mas não de uma forma romântica. Era fato que os atores são pessoas naturalmente delicadas. Eles estão acostumados a ter as mãos um no outro, seja no palco ou nos ensaios, por isso torna-se um estado natural das coisas quando sai. — Vamos ver. Bem, foi totalmente ferrada minha audição para o filme Joss Whedon, como você sabe. Segundo, eu não tenho um comercial reservado em semanas. Terceiro, eu tenho certeza que os resíduos financeiros do meu último comercial vão secar em breve. Quarto, meu chefe no serviço de mensageiro está me forçando há tirar uma semana de folga, sem pagar, porque eu fui rude — Reeve disse, esboçando aspas no ar em torno da palavra — A um de seus clientes — Ai. — Quinto. Aluguel. Aluguel. Aluguel. Jill olhou pensativa em uma seção rachada de gesso no teto. — Você sabe, Reeve. — Jill disse, com uma voz que Reeve instantaneamente reconheceu como seu tom planejado.
  14. 14. — Um dos pumas superiores no meu clube de corrida tem um serviço de acompanhantes de alta qualidade acontecendo. Reeve riu e sentou-se em linha reta. — Sério? Você quer que eu seja um acompanhante? — É um pensamento louco? Você é jovem e quente e você pode jogar em qualquer parte. Isso é o que essas senhoras querem. — Que tipo de mulheres? — Todos os tipos. — Jill disse, de forma evasiva. — O que quer dizer todos os tipos? — Assim, que todos os tipos de senhoras usam serviços de acompanhantes. — Eu não posso acreditar que você tem uma garota em seu clube de corrida que é uma cafetina. — Disse Reeve e empurrou seus longos dedos por seu cabelo escuro. — Ela não é um cafetina, Reeve. — Jill deu um soco no ombro. — Ela é uma senhora de alta qualidade. Para garotos. — Então Jill riu. — Eu teria que...você sabe, com elas? — Flertar com elas? Reeve fez um movimento de rolamento com a mão. — Isso e outras coisas. Jill deu de ombros. — Provavelmente em alguns casos. Quer dizer, algumas mulheres apenas lêem Playgirl por conta dos artigos, mas eu tenho certeza que quando você está gastando US $ 500 por um programa você quer que o acompanhante cuide de todo o negócio. — Chame-me louco mas eu meio que gosto realmente, você sabe, de fazer a garota que eu estou gritar meu nome em voz alta. — Você, Reeve? Você vai fazê-las gritar o seu nome em voz alta? Reeve levantou uma sobrancelha de brincadeira.
  15. 15. — Em cada momento. ***** Sutton Brenner tinha um problema. Um grande problema. Ela estava prestes a ganhar um contrato tão quente e tão cobiçado que qualquer um de seus concorrentes andaria sobre brasas por ele. Era a oportunidade de uma vida. Ela foi se preparando para isso, ela foi feita para isso. Ela sabia que era certamente a única para este projeto. Viver Acompanhada. Quem mais tinha melhores credenciais para encontrar os melhores talentos para o filme quente baseado na série de maior venda de romances eróticos que o mundo tinha visto em séculos? Afinal, Sutton tinha lançado o filme de stripper masculino mais bem sucedido - Está chovendo homens - que tinha tomado um banho de $ 302 milhões em notas verdes na bilheteria para seus produtores. Sem mencionar Spread, um filme de produção independente, sobre um lindo modelo do sexo masculino que se apaixona por uma dona de casa de Oklahoma. Esse filme tinha estourado fora do circuito de festivais e ganhou tanta aclamação da crítica e uma bilheteria de US$112 milhões, dez vezes o seu orçamento. Sutton tinha ganhado um prêmio em uma revista de comércio da indústria — como a melhor avaliadora de carne masculina e talento em toda a comunidade cinematográfica. Ela sorriu de alegria. Mas os patrocinadores não lhe tinha dado o sinal verde para lançar — Vidas Acompanhadas — ainda. Talvez eles estivessem sendo cautelosos, mas Frederick mega rico e Nicholas Pinkerton eram conhecidos por gostarem de correr riscos. Sutton estava sentada na beira da cadeira, do outro lado da mesa de conferência dos financiadores do filme — Gêmeos Britânicos. — Eles eram os seus conterrâneos e ela não podia ajudar, mas espero que essa britanicidade possa dar-lhe uma certa vantagem. Ela poderia falar e falar sobre Londres e a Rainha e futebol e eles adorariam isso. Eles eram jogadores ávidos demais e assim Sutton tinha conversado com eles sobre os méritos relativos do Augusta National Club contra Pebble Beach Golf Links. Sutton não sabia nada sobre balançar um taco de golfe, mas ela pesquisou o que pode fora dos campos para que ela pudesse realizar o seu próprio em um de seus temas favoritos - golfe nos Estados Unidos. Será que o seu trabalho de preparação compensou?
  16. 16. — Você está definitivamente no topo da lista para Vidas Acompanhadas — Frederick disse, mas sua voz sumiu. No topo da lista significava que ainda havia uma lista. Droga. Sutton precisava se livrar da lista. Ela precisava ser a única lista. Frederick olhou para sua esposa, Janelle. Ela estava sentada ao lado dele, mas ela não havia dito uma palavra. Ela só manteve as mãos entrelaçadas sobre a mesa, com os lábios bem fechado. Os olhos verdes de Janelle foram legais e penetrantes. Seu cabelo preto estava preso em um coque tão apertado que parecia que a pele estivesse sendo esticada para seu couro cabeludo. Ela era de pedra e Sutton pensou que ela poderia estar praticando a melhor aproximação de uma estátua. Mas Sutton sabia que Janelle foi a manipuladora real aqui. Ela era a razão de Frederick ser rico em primeiro lugar. Ele se casou com o dinheiro de sua família e ela tinha uma mão em todas as decisões que ele tomava sobre seus filmes. Ela não pode ter o título oficial de produtora executiva, mas todos na biz filmes sabiam que um filme de Frederick Pinkerton teria que passar pelo julgamento da mulher antes que ele pudesse trabalhar com ele. Ela era o tipo de parceiro silencioso que poderia fazer ou quebrar qualquer negócio dele. Janelle mudou, inclinando-se mais perto de Frederick. Ela sussurrou algo em seu ouvido. Ele acenou com a cabeça, em seguida, falou. — E nós estávamos pensando que talvez pudéssemos nos encontrar com seu noivo. Talvez todos nós poderíamos jantar? Sutton tentou não olhar confusa. Ela não tinha um noivo. — Desculpe? As sobrancelhas de Frederickenrugaram em preocupação. — Eu tinha certeza que eu tinha lido nos jornais que você noivou recentemente. Os papéis. Um noivado. Claro. Sutton foi muitas vezes confundida - bem, na cópia, pelo menos - com a atriz da Broadway, Sutton McKenna, que tinha ficado noiva de seu gerente na semana passada. Havia Suttons demais em Nova
  17. 17. York no show biz, daí as confusões frequentes. Sutton estava prestes a dizer que tinha havido um mal-entendido, mas Janelle saltou. — Nós então adoraríamos ter um ambiente familiar em nossa empresa. Janelle deu a Frederick um olhar aguçado e tudo ficou claro para Sutton. Frederick tinha traído sua esposa muitas vezes com belas jovens e a conversa nos bastidores é que Janelle estava fazendo de tudo para mantê-lo na linha. Talvez incluir o fato de que ele só contratou mulheres comprometidas para trabalhar em seus filmes? Sutton podia ler entre as linhas. Eles poderiam ter confundido outra noiva com ela, mas talvez esse foi o golpe de sorte que ela precisava para ganhar o filme. Ela jogou junto, segurando-lhe a mão sem anel. — Meu namorado me surpreendeu o outro fim de semana. O anel ficou um pouco grande demais, então agora ele está sendo redimensionado e eu não posso esperar para tê-lo de volta na minha mão. — Disse ela, reunindo toda alegria que ela imaginou que uma recém-noiva de 28 anos de idade poderia sentir. Frederick sorriu, Nicholas bateu palmas e Janelle conseguiu um pedaço de um sorriso. — Então, nós mal podemos esperar para jantar com você e seu noivo na noite de sexta-feira e talvez possamos finalizar as coisas, então. — Disse Janelle e estava claro que ela era responsável pela contratação. Que qualquer decisão que os irmãos fizeram sobre o elenco do filme seria a escolha de Janelle e Janelle provavelmente queria uma mulher comprometida trabalhando e colaborando com o seu marido mulherengo. Engraçado, considerando. Sutton tinha ouvido falar por um amigo agente que Janelle não estava mesmo dando os seus bens ao seu marido, mais. Aparentemente, ela o cortou até que ele provou que poderia se comportar. — Por que você não vem para a nossa cobertura na Quinta Avenida? Apenas nós seis. Sexta-feira seriam cinco dias a partir de agora. Onde em toda a Nova York, Sutton deveria arrumar um noivo em cinco dias? Mas ela não tinha nenhuma
  18. 18. intenção de perder este projeto simplesmente por conta da falta de um homem. Ela resolveria os detalhes mais tarde. — Absolutamente. Eu ficaria muito feliz — Sutton disse em uma voz nítida. Janelle levantou-se para sair. Os irmãos também se levantaram. — Ah, eu pensei em uma ideia brilhante — Disse Janelle. — Talvez você e seu noivo gostariam de ver o novo espetáculo que acabou de abrir no St. James. Eu tenho camarotes para amanhã mas, infelizmente, eu tenho um evento de caridade para atender. — Janelle pegou sua bolsa Hermès, cavando em busca de bilhetes, mas veio vazio. — Oh, querido. Eles devem estar em minha outra bolsa. Eu vou enviar o mensageiro mais tarde hoje. — Maravilhoso. Que generoso de sua parte. Nós estaremos tão animados para vê-lo. —Disse Sutton e agora ela tinha pouco mais de 24 horas para produzir um noivo fictício para levar ao teatro. Como difícil poderia ser então? Este era o seu forte. Ela sabia onde encontrar os homens mais sexys para estrelar os papéis mais sexys e doces. Ela poderia lhe trazer bombeiros quentes, rapazes malvados e tatuados, soldados heroicos, caras do interior com ovelhas nos ombros, tipos de estrelas de rock que fariam as meninas jogarem sutiãs no palco e todos os atletas americanos que poderiam derreter calcinha. Agora horas mais tarde, quando Sutton bateu um pé coberto por um Louboutin no chão do seu escritório e olhou para uma foto emoldurada de seu cão mais adorável, ela sabia que nenhum desses tipos tinha razão para este papel particular. Sutton nunca tinha saído com esse tipo de homem. Ela poderia blefar na mesa de conferência sobre ter um noivo, mas para ter um jantar com os produtores do filme, incluindo a esposa atenta? Esposas sabiam quando um relacionamento não era o que parecia ser e Janelle já teve seu nariz de detetive farejando seu marido. Se Sutton fosse manter esta farsa de um noivo, ela precisa de um homem que era realmente seu tipo, alguém que poderia razoavelmente ser do seu gosto. Mas todos os atores que ela fez o teste para — Está Chovendo Homens — eram tipos de stripper, dançarinos ou muito sexys. Este não era um trabalho que exigia arrogância. Sutton nunca tinha ido para esse tipo de gente. Verdade seja dita, ela sempre tinha uma coisa para descolados. Um pouco de barba, um pouco de atitude, uma tatuagem no braço, jeans que exibiam um belo pedaço de bunda.
  19. 19. Ela pegou o porta-retratos, como se o cão com o rosto bronzeado e marrom tivesse todas as respostas. — Diga-me quem seria perfeito para o papel — Disse ela olhando para o cão. Então, ela apertou a moldura para o seu peito e fechou os olhos. Ele tinha de ser sexy, mas ele tinha que ter um toque de inocência dele. Por que será que os homens não querem projetar um pouco de inocência? Isso é uma coisa tão ruim? Mas tão poucos estavam dispostos a mostrar esse lado, como se ser vulnerável sem parecer fresco, de alguma forma destruiria cada gota de masculinidade de um homem? Seu homem ideal seria necessário um pouco da maravilha de olhos arregalados que um super-herói tem quando ele descobre que tem poderes especiais. Ela rolou através de sua memória fotográfica de rostos, mentalmente cruzando fora todos os que simplesmente não faria. Então, como um macaco saindo da caixa voltando à vida, ela gritou um vitorioso — sim! Ela colocou o quadro suavemente sobre a mesa e pesquisou sobre o arquivo que ela manteve em sua área de trabalho de cada teste único que já tinha realizado, clicando até que encontrou o homem que ela tinha em mente. Sim. Ele era cada pedaço do homem ideal. Ele era o sonho de todo puma, embora Sutton não fosse um puma. Mas ela sempre teve um pouco de paixão por ele. Ele era adorável e ainda assim, tinha um olhar perseguidor com perigo em seus olhos. Ela nunca se arrependeu de chamá-lo para qualquer audição. Ele era espirituoso, inteligente e, francamente, irresistível. Mas a melhor parte era que ela nunca poderia realmente se apaixonar por ele, porque ela simplesmente não iria se envolver com um ator. Ela não confiava em atores com o coração, e nunca tinha tido um encontro real, de modo que ela teria uma rede de segurança embutida. Eles simplesmente tentam conseguir um emprego. Ela apertou o botão de chamada em seu telefone, com uma unha perfeitamente bem cuidada, pintada em preto. Sutton não era uma mulher que precisava usar vermelho para parecer sexy. Sutton era sexy. Ela nasceu e foi criada dessa forma, com pernas longas, uma barriga lisa e curvas onde ela precisava delas. Seu longo cabelo castanho estava torcido no topo da cabeça dela e ela usava óculos. Sua marca registrada era o delineado preto do olho. Ela estava com 28 anos, mas ela parecia jovem para sua idade e é por isso que ela usava óculos, assim ela seria levada mais a sério. O efeito total, a fazia parecer uma bibliotecária sexy.
  20. 20. Quando ela começou a discar o número, ela percebeu a hora em seu relógio do computador. Era meio-dia em uma segunda-feira. Ela poderia conseguir isso em uma semana? Ela teria que acelerá-lo e acelerar este negócio. Ela ligou para o resto do número, esperando que sua intuição estivesse certa.
  21. 21. Reeve esmurrou um punho no ar quando ele terminou a ligação com o seu agente. Ele marcou um teste, com uma diretora de elenco com quem havia trabalhado antes. Ele tentou entrar para — Está Chovendo Homens — e havia comparecido a uma chamada de retorno, dua e três vezes, mas perdeu o papel de apoio. Ele pegou um papel no mesmo dia, porém, como garçom no clube de strip. Os papéis maiores tinha ido a grandes nomes. Mas agora ela queria vê-lo e seu agente tinha soado tão entusiasmado que Reeve não podia deixar de estar animado. Sutton Brenner, muito britânica e muito sexy, queria vê-lo daqui a duas horas. Reeve saiu do sofá em seu apartamento que era do tamanho de uma caixa de papelão, deixou cair seu telefone na mesa de café riscada e surrada de madeira e colocou uma de suas camisetas favoritas, revendo todas as coisas que ele sabia sobre Sutton Brenner enquanto ele escovou os dentes. Os filmes que ela dirigiu, os shows que ela tinha trabalhado. Em seguida, houve os detalhes pessoais. Ela tinha um cachorro que era o centro do seu mundo e Reeve tinha certeza de que o cão tinha um nome estranho. Quando ele tampou a pasta de dentes, ele se lembrou do nome. Ele verificou-se no espelho quebrado na porta do armário. Sim. Ele tinha o estilo que diretores de elenco procuravam - jovem e sonhador, mas com um pouco de vantagem. O tipo de cara com um corte de cabelo curto, camisas e calças abotoadas e vc poderia levar para casa para a mãe e o seu pai conhecer, mas o mesmo cara, que uma menina poderia deslizar para trás em uma motocicleta e dar um passeio em um local isolado. Aqueles eram os papéis que ele sabia que poderia ganhar. Ele saiu e dirigiu-se para Madison Avenue escritório de Sutton Brenner. A recepcionista mostrou-lhe imediatamente. No final de um longo corredor, Sutton estava a sua espera, com uma mão na porta e a outra na cintura, parecendo um grande corpo de mulher.
  22. 22. Se ele a conhecesse em circunstâncias diferentes, por exemplo em um bar, ou um clube ele teria ido direto até ela, perguntaria seu nome, compraria uma bebida para ela e depois encantaria ela. Ela teria sido um jogo mesmo, dando-lhe indiretas e frases que fariam um som ainda mais inteligente e mais esperto com seu sotaque, tão adequado britânico. Ela teria feito essa coisa de cabelo provocador, ainda mais sedutora com seu longo cabelo castanho espesso, encarando-o com aqueles olhos azuis frescos. Em seguida, ele chamaria um táxi para ela e daria nela um longo beijo lento e persistente no meio-fio que a teria derretido de dentro para fora. Ela teria dito: — Venha para casa comigo. — Ele teria feito exatamente isso e descobriria se ela usava meias 7/8 altas como ele sempre suspeitou. Ele as teria tirado fora de suas pernas longas e magras - tirado com os dentes. Mas ele precisava se concentrar nos negócios, no trabalho, em jogar qualquer parte que fosse necessária para ele e nenhuma dessas incluía remover suas meias, então ele limpou suas curvas de seus pensamentos. — Entre, Reeve. — Disse ela e fechou a porta atrás deles. Ela apontou para seu sofá. Ele sentou-se, fazendo o seu melhor para demonstrar frieza e confiança. O que quer que Sutton estava lançando, Reeve tinha certeza esses eram traços de caráter vitais. Ela sentou-se ao lado dele. Isso foi estranho. A maioria dos diretores se sentava de frente para atores, mas sentou-se tão perto que não pode deixar de notar que ela, de fato, usava meias 7/8, as bordas de renda aparecendo por baixo da barra de uma saia preta curta que poderia ter sido pintada sobre ela. Ela estava com uma blusa branca e um ou dois botões foram abertos. Seu cabelo estava preso, até os óculos eram sensuais, o fez pensar — quente como uma professora. — É bom ver você de novo, Sra. Brenner. Ela riu levemente. — Me chame de Sutton, por favor. Ele deu um sorriso torto. — Será Sutton então. Como está o seu cão? O Artful Dodger, certo? Sutton sorriu brilhantemente.
  23. 23. — Você se lembra. — Pequeno mini-chihuahua, certo? — Ele é absolutamente o amor da minha vida. Ele é tão querido. — O que ele faz quando você está no trabalho? — Ora, ele vai para a creche de cães é claro. — Disse ela, brincando. Então ela colocou a mão na coxa de Reeve. — Como se eu fosse deixar meu querido sozinho. —Cães. Eles são apenas as melhores criaturas, não é? Sutton sorriu para Reeve e apertou sua coxa. — Estou tão feliz que eu te liguei. *** Isso poderia funcionar melhor do que ela planejou. Reeve era seu tipo fisicamente, ele gostava de filmes e ele gostava de cachorros. Ele era o namorado perfeito de fingir. Só para não falar da sensação de sua mão sob sua coxa. Suas pernas eram fortes e musculosas e seus jeans estavam o melhor tipo de apertado. Ele tentou disfarçar, mas não funcionou muito, era vital. Perfeito - ela foi atraída o suficiente para puxar e desligar. Mas ela precisa manter suas barreiras de modo que seria tudo sobre negócios. — Reeve, eu tenho uma proposta para você. É um pouco incomum e é uma espécie de teatro ao vivo, um tipo de papel. — Mal posso esperar para ouvir sobre isso. — Disse ele, admirando-se de sua voz. Era sedosa e melódica, o tipo de voz que poderia vender qualquer coisa. — É também uma parte mais ou menos, digamos, fora do comum? Uma espécie de acordo secreto. — Segredos fazem tudo melhor — Disse ele, com uma piscadela brincalhona. Ele esperou por ela dizer mais. — Reeve, você sabe que eu sempre te achei incrivelmente atraente. — Ah, é? Ela mordeu a bala. Ela não era de dançar em torno de proposições ou ofertas.
  24. 24. — É por isso que eu quero que você finja ser meu namorado por uma semana. Ele riu, parecendo chocado. — Por quê? — Eu tenho a oportunidade de conseguir um emprego que eu quero muito e parece que os produtores estavam sob a impressão equivocada de que recentemente fiquei noiva. Porque, você sabe, Sutton McKenna... — Ela disse e fez um gesto de rolamento com a mão. Reeve certamente sabia sobre a outra Sutton. Ela era uma das poucas atrizes de teatro com astros suficiente para abrir um show da Broadway sobre ela própria. Ele acenou com a cabeça e dobrou um dedo. — Ah, Sutton McKenna. Ela estava no ano passado no “Oklahoma” e ela recentemente noivou com seu gerente, eu ouvi. — Certo. Exatamente. E isso é a coisa. Os produtores se imaginam como sendo um pouco de uma empresa familiar centrada, então quando eles me parabenizaram pelo meu “noivado” e pareciam tão feliz com ele também, bem, eu decidi que eu deveria ir junto com eles. Reeve sorriu e balançou a cabeça em uma espécie de admiração e caminho. — Inteligente. — Eu vou ser inteligente se eu puder cumpri-lo. E é por isso que eu te chamei. Eu quero você para assumir o papel de meu noivo por uma semana. — Então, este é o trabalho de atuação para o qual você me chamou? — Eu vou pagar. — Qual é o trabalho que você está tentando fazer? — É para o filme “Vidas Acompanhadas”. — Disse ela. Então, ela observou e esperou enquanto os deliciosos olhos castanhos de Reeve se iluminaram. Seus lábios se curvaram em um sorriso. Seu rosto dizia tudo. Todo ator queria estar neste filme. ***
  25. 25. Vidas Acompanhas foi um dos livros mais vendidos nos últimos anos. Ele começou como um romance independente e disparou nas vendas com sua história ardente de uma mulher que dirige um serviço de acompanhantes, mas também tem seus próprios e particulares pecados sexuais. Depois de alguns episódios sendo enganada por seu marido, ela se volta para o voyeurismo observando passível, jovens quentes lidar com as distintas senhoras sendo seduzidas. Ele tinha sido referido, de brincadeira, como o maior romance do mundo. Cada ator que queria um papel no filme era obrigado a ser enorme, sem trocadilhos. Engraçado que justo ontem à noite, ele disse a Jill que ele não tinha interesse em ser um acompanhante para senhoras no East Side. E aqui estava ele oferecendo algo do tipo show-man de aluguel. — Eu estou preparada para pagar $ 5000. — Disse Sutton e o pensamento do dinheiro fez seu coração bater mais rápido. Mas então ele pensou em seus pais, seu pai que tinha sido um policial toda a sua vida. Para sua mãe, que ensinou na escola de Inglês. Seus pais tiveram bastantes dificuldades para aceitar que ele queria ser ator e fazer isso em Nova York. Mas, ganhar dinheiro trabalhando como um namorado falso? Bem, Sutton não estava pedindo a ele para fazer e mesmo se tivesse, ele honestamente não teria se importado. Mas havia algo que ele queria mais. — Eu quero algo além de dinheiro. Eu quero uma audição com os produtores e com o diretor. Eu quero uma chance de conseguir o papel principal. Ele viu como ela respirou fundo e considerou o seu pedido. Foi pouco convencional por ignorar o diretor de elenco, mas afinal, este negócio era pouco convencional. Além disso, não era todo dia que ele conseguia uma oportunidade como esta. Ele seria pago na moeda mais cobiçada por ele - a chance para um papel em um filme. Reeve teria gostado do dinheiro, mas ele não podia aceita-lo. Além disso, ele planejava fazer tudo de forma diferente na audição com Joss Whedon. Ele seria natural e autêntico quando ele tentasse entrar para Vidas Acompanhadas. Ela assentiu com a cabeça. — Reeve, eu vou te dar uma audição com eles. — Ela disse e deu um sorriso, então piscou. — Que estranho seria se meu noivo - um espécime tão bom
  26. 26. em tudo - não conseguisse uma audição, certo? Mas se por algum motivo eu não conseguir o trabalho, eu vou insistir em pagar-lhe. — Tudo bem. Mas você vai conseguir o trabalho. E eu vou conseguir a audição, eu prometo. Eu não vou decepcioná-la. Não como ator e não como seu falso noivo. — Disse ele, confiante. — Então, nós realmente não precisamos nos preocupar com dinheiro. Nós dois estamos indo para ter algo que queremos. Eu vou fingir ser o seu namorado perfeito. Ela sorriu. — Eu sabia que você era o homem certo para o trabalho. Nós teremos um jantar em seu apartamento sexta-feira a noite. Reeve não se importava fingir estar saindo com Sutton. Ele estaria mentindo se dissesse que não queria desabotoar mais alguns botões em sua camisa e obter um vislumbre desses redondos e fartos seios. Ele podia ver um pouco de pele exposta e isso o fez mais duro. Adicione a mão sobre sua coxa e ele ia ter que imaginar toda a equipe de basquete dos Knicks antes que ele pudesse se levantar. Mas isso era tudo o que havia para o momento - ela era quente e isso tornava esse trabalho um inferno de muito mais divertido. Ela estendeu a mão tremendo. Mas antes que ele pudesse responder, ela disse. — Isso é muito idiota para mim. Se vamos fingir estamos envolvidos, não teríamos apenas um aperto de mão. Eu te daria um longo abraço apertado. Ela estendeu a mão para ele e começou a envolver os braços ao redor dele em seu primeiro ato oficial de fingir tocar. — Desculpe-me, Sra. Brenner. — Uma voz disse, crescendo através do viva-voz na mesa de Sutton. Há uma Janelle Pinkerton aqui para te ver. *** Sutton retrucou e seus olhos se arregalaram. — Maldição. — Ela murmurou e apertou a mão contra o seu coração, de repente correndo. Janelle não seria supostamente mensageira de bilhetes? Sutton sentiu como se Janelle estivesse verificando-se sobre ela, como uma professora escolar inspeciona sua letra cursiva. Então, ela respirou fundo lembrando-se de que ela estava um passo à frente de Janelle. O namorado dela falso - seu ticket refeição, por assim dizer, aqui ao lado dela.
  27. 27. Sutton passou a mão contra a saia e se levantou, caminhando até o telefone. — Vá em frente e mande-a entar, por favor. — Então disse para Reeve. — Ela está na equipe de produção. Então, é hora de improvisar. Reeve deu-lhe um polegar para cima. Momentos depois, Janelle entrou no escritório, com um sorriso de lábios finos no rosto. — Olá, Sra. Brenner. — É tão bom vê-la novamente, Sra. Pinkerton. Janelle lançou um olhar sobre Reeve no sofá, em seguida, levantou uma sobrancelha. — Eu não queria interromper você. — Na verdade, o momento é perfeito. Este é o meu noivo. — Sutton começou mas, em seguida, a palavra pareceu ficar estranha em sua garganta. Janelle pegou, porque ela estreitou os olhos de uma maneira que fez Sutton ficar nervosa. Reeve se levantou, pegou a mão de Janelle e deu um beijo perto de seu pulso. — É um prazer conhecê-la. — Reeve disse a Janelle. — E você também. Eu não tinha ideia de que eu teria sorte e o encontraria tão cedo. — Eu mal posso esperar para sexta à noite — Disse Reeve. — Posso trazer alguma coisa? Eu não sou um bom cozinheiro, mas vou dizer-lhe isso: posso assar os melhores biscoitos de chocolate do mundo. — Então, ele abriu um sorriso para Janelle e Sutton maravilhou-se com a facilidade com que ele deslizou certo em seu papel como noivo fictício. — Oh, eu adoro um bom biscoito de chocolate — Disse Janelle e Sutton tinha certeza de que era a primeira vez que tinha visto a mulher sorrir. Em seguida, Janelle mergulhou a mão em sua bolsa e ofereceu dois bilhetes. — Para a peça de amanhã. Sutton pegou os bilhetes. — Obrigada. — Disse ela, mas as palavras ainda saíram estranhas e com desajeitada sonoridade. Sutton estava tendo um momento difícil para puxar esse assunto, mais do que ela pensava. Ela limpou a garganta e tentou chegar a algo mais a dizer.
  28. 28. Reeve pareceu notar seu desconforto, porque ele saltou para a conversa. — Sut e eu estamos totalmente empolgados para ver esta peça. Eu estava dizendo a ela o quanto eu queria, enquanto nós estávamos andando com o Artful Dodger no outro dia. E agora, olha para isto. Você dá-nos bilhetes. É como acaso. — Disse ele. Sutton desejava respirar um suspiro de alívio. Ele não tinha só chegado a colocar apelido nela, ele já estava falando como se ele soubesse de sua rotina diária. Na verdade, as palavras pareceram tão verdadeiras e ele as disse com tanta honestidade que Sutton encontrou-se rebobinando o dia, refletindo sobre o cão e a caminhada com Reeve que nunca aconteceu. — A propósito, eu sou Reeve Larkin. Amei os seus filmes. Todos eles. — Disse ele e Janelle assentiu uma vez em agradecimento ao seu reconhecimento de seus esforços por trás das cenas. — Bem, é melhor eu ir. O que vocês dois farão pelo resto do dia? — Perguntou Janelle, em seguida, baixou a voz em um sussurro. — Um pouco de sessão no sofá de elenco? Ela piscou e Sutton ficou chocada. Janelle parecia tão conservadora na reunião hoje cedo e agora aqui estava ela fazendo pequenas insinuações. Reeve mordeu a isca e foi até Sutton, colocando um braço por cima do ombro e puxando-a para perto. Sua pele se arrepiou quando ele a tocou e para sua surpresa, ela tremeu quando ele correu o polegar contra o tecido de sua camisa. — O que posso dizer? — Reeve disse com um encolher de ombros envergonhado. — Às vezes eu só preciso parar e visitar a minha mulher no meio do dia. Janelle acenou com a cabeça como se entendesse exatamente o que significava. Sutton não tinha certeza do que Reeve quis dizer e sentiu-se de repente sem rumo, como se Reeve e Janelle tivessem chegado a algum lugar e ela - que havia planejado este compromisso falso – estava por fora. — Aproveite o show. — Disse Janelle e caminhou pelo corredor. Janelle olhou para trás uma vez e assim que o fez, Reeve se mudou para um beijo. Ele apertou os lábios levemente contra Sutton e ela ficou tão surpresa com o beijo inesperado que ela pulou. — Oh.
  29. 29. Sutton olhou para o hall e Janelle foi embora. Graças a Deus ela não tinha visto Sutton reagir tão estranha a um beijo. — Você está bem? — Perguntou Reeve. — Absolutamente. Apenas surpreendida, é tudo. — Bem, se vamos seguir com isso, você tem que se acostumar a eu beijar você. — Certo. Absolutamente. Eu definitivamente deveria me acostumar com isso — Ela disse, mas o que ela realmente precisava fazer era trazê-la de volta. Ela era um tipo de mulher que assumia o comando e precisava começar a dirigir este navio corretamente. Se isso significava ter que se acostumar com beijos, que assim seja. Se isso significava rever os conceitos básicos de sua relação para que ela pudesse dizer a palavra noivo sem engasgar com ela, então ela faria isso também. Ela colocou a mão em seu quadril e avaliou Reeve de cima para baixo. — Devemos rever nossa história. E eu acho que nós vamos precisar de umas roupas melhores para você ir ao teatro. Temos camarotes. — O quê? Você não acha que eu tenho roupas bonitas para o teatro? Eu fui ao teatro. Eu fiz o teste para inúmeros shows. Eu apenas não nasci em uma família rica. — Eu sei — Disse ela em um tom decisivo, enquanto corria o dedo indicador para cima dos seus peitorais, sua maneira de tomar de volta as rédeas. Então ela abaixou a voz para um sussurro suave mesmo que fossem apenas os dois no corredor. — Mas você é meu agora por uma semana e quero brincar de vesti-lo. — Ela olhou para o relógio. — Eu tenho que fazer algumas chamadas sobre esta série TV, convidando para o papel de médico que eu estou lançando amanhã no turno da noite — Disse ela, referindo-se ao drama médico popular. Ela tinha escrito em sua lista, dez possíveis canidatos esta manhã na corrida de táxi até seu escritório. Ela nem sequer tem que procurá-los em seu computador, ela simplesmente sabia que as dez melhores perspectivas estavam batendo em seu fichário mental. Ela nunca se esqueceu de um rosto bonito ou um talento para ser visto. — Você pode esperar por mim no lobby e eu estarei livre em 15 minutos para ir para Elizabeth e arrumar-lhe uma camisa nova e calça? Ele acenou com a cabeça e ela voltou para seu escritório e fechou a porta. Ela se sentou em sua cadeira e rolou através de seus arquivos para encontrar o
  30. 30. número do agente que tinha que chamar. Ela precisava não somente resolver assuntos profissionais rapidamente, decidindo quem estaria no papel do cirurgião plástico que salva o dia, ela precisava ficar pensando no modo como seu corpo se sentia quando Reeve a tinha tocado.
  31. 31. No caminho para o departamento masculino na Elizabeth, Sutton e Reeve passaram pelos expositores de joias. Sutton foi atraída pelos colares e pulseiras. Ela sempre foi um pouco como um esquilo - levada por objetos brilhantes. Mas ela não parou neste momento. Em vez disso ela analisou os monitores. — Esta loja precisa seriamente de alguma decoração. — Disse ela. — Engraçado. Eu estava pensando nisso. — Brincou Reeve. Ela sacudiu um dedo para ele. — Você não é um lúdico? — Leve-me para o parque e jogue Frisbee comigo. Veja o quão alto eu posso saltar. — Ah, eu poderia levá-lo sim. Eu gosto de cães. — Quer colocar uma coleira em mim também? — Você gostaria disso Reeve? — Perguntou Sutton, em sua melhor voz sedutora. Se eles estavam fingindo ser um casal, então ela ia jogar com a insinuação. — Eu acho que eu estou geralmente aberto a praticamente tudo. Quer fazê-lo fora? Eu sou seu homem. Em frente à janela com os vizinhos do outro lado observando a rua? Totalmente bem com isso. Na escada de seu prédio? Convoque o bat-sinal e eu estou bem ali. — Você chega com uma capa também? — Sutton perguntou enquanto caminhavam nas vitrines de vidro com relógios, luvas e cachecóis. — Claro. Eu sou bom com fantasias. Eu poderia até colocar uma máscara, se você quiser — Ele comentou, aproximando-se de Sutton para deixar uma mulher empurrando um carrinho de bebê sofisticado passar por eles. Ele roçou o
  32. 32. ombro de Sutton quando ele se inclinou para ela e Sutton encontrou-se fazendo uma nota mental sobre como muito bem o seu corpo se sentia contra o dele. Claro, era bom que se sentia dessa maneira, certo? Ele iria ajudá-la a vencer o contrato. Mas, para ganhar o emprego, ela também precisava ter certeza que sua história com ele fosse fechada. Isso foi como um teste, uma preparação que ela faria para qualquer trabalho. Sempre que ela contratava novos produtores, ela estava completamente e totalmente pronta - ela pesquisava todos os seus filmes ou shows, via tudo o que fez e estudava interessantes detalhes pessoais, como se gostava de colecionar carros esportivos ou LPs raros. — Amável da sua parte. Vou manter a questão da máscara em mente. Agora, vamos falar sobre os detalhes para que tudo seja concreto. Eu acho que nós vamos falar a verdade a respeito de como nos conhecemos. Nós nos conhecemos quando eu fiz o teste com você para Está Chovendo Homens. Ela já sabe o seu nome, pois você já a conheceu. — Droga. Eu estava realmente esperando para ser um Sven. Sutton riu e levantou uma sobrancelha. — Sven? — Ok, então, eu sou Reeve Larkin de Ohio. Meu pai é um policial. Minha mãe é professora. Eu vim do Estado de Ohio... Sutton revirou os olhos. — Por favor, diga que você está brincando. — O que há de errado com isso? — É o plano perfeito, Reeve! Pai policial e mãe professora. Você é bom demais para ser verdade. O menino do Centro dos EUA, que foi para a faculdade na cidade natal para crescer na vida. — É verdade, no entanto. Estudei Literatura Americana. Tudo bem, tudo bem. E começamos a namorar logo após a estreia de 'Está Chovendo Homens', há seis meses. — Ah, então tudo começou em maio. Eu me lembro disso. Você parecia tão quente na estreia, naquele vestido preto colante. Sutton parou de andar e colocou uma mão no braço de Reeve.
  33. 33. — Você se lembra do que eu usava? — Você é linda. Você me lançou em um filme. Sim, é claro que eu me lembro. Sutton apertou os dentes contra o lábio inferior por apenas um segundo, lutando para ignorar a sensaçãoque a invadiu. Como se ele tivesse batido em algo com sua observação. — Então saímos na noite seguinte. — Disse ela, continuando a fábula de seu caso de amor. — Comida italiana — Acrescentou. — Porque essa é a minha favorita. Qual é a sua comida favorita? — Peixe e fritas. — Engraçado, não parece. — Ele olhou-a da cabeça aos pés. — Eu passeio com meu cachorro uma hora por dia. — Esse é um cão de sorte. — Ele só merece o melhor. Eu preciso comprar-lhe um casaco novo, também. Está ficando mais frio. — Disse ela, lembrando como o Artful Dodger tinha estremecido em seu passeio da manhã no Central Park. Pobre pequeno amor. O casaco de lã do ano passado estava um pouco gasto. Ele precisava de um novo muito em breve. — Eu também faço ioga e pilates. — Claro. Qual é o seu livro favorito? Espere. Tem que ser Oliver Twist. Por causa de seu cão. Ela lançou-lhe outro sorriso, impressionada que ele ligou os pontos entre o nome do seu cão e do personagem fictício, ele foi nomeado por isso. — Você é brilhante. — Bem, eu seria um idiota se eu não tivesse descoberto isso. Ele é um batedor de carteiras, o seu cão? — Não. Ele foi bem treinado. Seu livro favorito? — Estou dividido entre Medo e Delírio em Las Vegas ou The Great Gatsby. — Filme favorito?
  34. 34. — Qualquer coisa que você lançar. — Disse ele com uma piscadela. — Oh, nós somos um par perfeito. Esse é o meu filme favorito também. — Ok, quando é que vamos morar juntos? — Após o casamento. Eu tenho que proteger minha virtude, é claro. — Certo. Virtude. Sobre o tema da virtude, qual é a sua posição favorita? — Reeve perguntou enquanto caminhavam entre os sapatos de salto alto. Sutton parou. — Desculpe-me? — Bem, eu não estou comprando a coisa “protegendo a virtude”. Duvido que queira. Então, qual é? — Eu duvido que vá aparecer no jantar. Além disso, o nosso acordo era para fingir. Então eu não acho que nós precisamos saber qual é — Não. Nós não precisamos saber. Mas, ainda assim, se Janelle... — Ele deixou sua voz trilhar. — O que você quer dizer? Se Janelle? — Eu não sei, mas seu pequeno comentário sobre o sofá de elenco me fez pensar que ela não é tão conservadora como ela finge ser. — E por isso precisamos preparar um documento com instruções sobre a nossa vida sexual de ficção? — Ela levantou uma sobrancelha, desafiando-o a continuar. Ele não respondeu de imediato. Em vez disso, ele passou uma mecha de seu cabelo castanho suave por tras de sua orelha e perguntou em voz baixa, sexy. — O que poderia prejudicar eu saber como você gosta, Sutton? Oh, ele era bom. Ele era muito, muito bom porque senti que o sentimento se debatendo em minha barriga. Mas ela não ia ser abalada por isso. Ela estava indo jogar junto também. Sutton deu um passo mais perto de Reeve, dando-lhe um olhar como se ele fosse um menino travesso. — Estilo cachorrinho. — Ela sussurrou, então assistiu-o de perto. Seu peito subia e descia e ele apertou os lábios, como se estivesse tentando conter uma palavra, ou talvez até mesmo um gemido. Talvez ele estivesse mesmo
  35. 35. imaginando-a nua na cama king-size, de quatro enquanto ele arrastava uma mão pelas suas costas. Bom. Eles seriam ainda mais aceitáveis, em seguida, como um casal. — Qual é a sua, Reeve? Ele fechou os olhos e ela sentiu arrepios em seus braços. Então, ele mergulhou para mais perto, sua boca a centímetros de distância. — Do que você mais gostar. Essa é a minha favorita. Minha coisa favorita é fazer você se sentir bem. Ela puxou uma respiração afiada, então apertou os lábios fechados. Mas já era tarde demais. Um fusível tinha acendido dentro dela. Profundamente em sua barriga, o envio de calor por todo o corpo, por entre suas pernas. Então, ela lembrou a si mesma - ele era um ator, ele estava fazendo o papel que ela queria e ele iria ganhar um prêmio, porque do jeito que ele disse, fazendo você se sentir bem, parecia tão verdadeiro e autêntico. Como se ele quisesse dizer isso. Como se Reeve realmente tinha feito sentir todas essas coisas no quarto. — É melhor ir andando. — Ela levou-o a seção dos homens, escolhendo várias camisas de marca para ele, calças finas e algumas gravatas legais. Ela estava grata por estar longe da conversa sobre sexo e sobre o terreno mais seguro do guarda-roupa. — Esta camisa é perfeita para seus olhos. — Ela fechou um botão verde para baixo contra ele. — Eu me sinto como a Julia Roberts. — Brincou. — Deixa a cena que eles escolhem as roupas pra lá. — Assim era melhor, pensou. Mantenha leve, mantenha simples. — Posso ajudá-lo com isso? A pergunta veio de um atendente da loja. Reeve assentiu e o bonito e alegre garoto tomou- lhe as compras e mostrou-lhe mais peças. Sutton sentou-se no sofá de couro na sala de espera e pegou o telefone. Ela disparou algumas respostas rápidas para os agentes fazendo perguntas sobre o cirurgião plástico da audição de amanhã - Havia páginas? Sim, já anexada. Como deve ser a roupa dos atores? Alguma coisa já usada. Barba limpa e raspada ou de alguns dias? De alguns dias, é claro - o tempo todo imaginando Reeve tirando sua camiseta, ali de pé sozinho no vestiário sem camisa, apenas de jeans.
  36. 36. Droga. Ele a deixou difícil de se concentrar. Ela tirou os óculos e apertou a parte superior do nariz, como se pudesse afastar todos os pensamentos dele. O atendente passou. — Se você quiser entrar e ajudar o seu namorado a escolher uma camisa, tudo bem. Aparentemente, Reeve teve a mesma ideia, pois Sutton ouviu chamá-la. — Hey, Sut. Eu poderia precisar um pouco de sua ajuda. *** Um namorado iria querer mostrar as compras para sua namorada, Reeve principalmente. Isto era parte do papel e ele tinha que jogar bem. Para impressioná-la. Mas havia algo mais acontecendo também. Ele pensou que estava tocando ela, mas a maneira como ela falou sobre posições favoritas, tudo esfumaçado e ofegante, foi como se uma onda de sangue subisse para sua cabeça. Agora, ele estava imaginando ela, nua em uma cama king-size grande, de quatro e ele arrastando a mão pelo seu lindo corpo. Então se eles estavam fingindo jogar, ele estava se divertindo. Ele abriu a porta um pouco e observou-a caminhar em direção a ele. Ela tinha um corpo maravilhoso, em forma de uma ampulheta na verdade, com uma cintura que você só tinha que chegar em suas mãos. Ele podia imaginá-la em cima dele, seus dedos fortes envolvendo em torno de sua cintura. Ou ela poderia ser pressionada contra a parede, naquela fabulosa e esculpida bunda saliente e ele podia segurá-la dessa maneira. Seus olhos beberam dela quando ela abriu só um pouquinho com os dedos na porta. — Engraçado. Achei que você tinha roupas para me mostrar. — Ela deslizou dentro do vestiário. Ela bateu a ponta do dedo em seu peito nu. — Você precisa de mim para ajudar a colocar sua camisa? — Sim e não, ou como você quiser. — Ele fechou a porta atrás deles. — Eu acho que nós estamos indo adiante, não estamos? — Ela perguntou, parecendo um pouquinho ofegante. Sutton não conseguia parar de olhar para ele, Reeve notou. Ela estava olhando quase escancarado em seu peito e seu abdômen. Ele trabalhou muito. Ele tinha uma boa aparência para o seu trabalho.
  37. 37. — Ok. Vamos tentar uma verde. — Ele começou a colocar a camisa. Ela parou. — Você tem uma tatuagem. — Ela apontou para a caligrafia que se alinhava de um lado de Reeve, no seu osso do quadril até o braço. — Você já viu a minha tatuagem. Se não me falha a memória, você exigiu sem camisas em 'Está Chovendo Homens'. — Eu sei. — Ela começou, mas sua voz estava trêmula. — Eu simplesmente não tinha visto tão perto. — Quer tocar? Ela assentiu com a cabeça e estendeu a mão, como se estivesse hipnotizada, como se ela estivesse atraída por uma força incontrolável para sua pele, seus músculos, seu corpo. Ela começou no osso do quadril, um dedo fazendo contato. Ela olhou para cima e Reeve respirou. Neste momento, ele não estava agindo, ele não estava brincando quando ela arrastou um dedo para cima de seu corpo tenso, magro. Tudo sobre o seu toque fez ele se agitar. Ele queria agarrá-la e fazer tudo, mas deixou passar o momento, o jeito que ela parecia tão atraída pelas marcas que ele tinha feito em seu corpo. — Elas se parecem com Hs muito extravagante. Três Hs. — Elas são. Para as três coisas mais importantes do mundo. — E quais são? — Saúde. Felicidade. E a esperança.2 — Ela lhe deu um sorriso rápido. — Sim. Eu concordo. — Então, ela traçou a ponta do dedo de seu peito até a cintura, como se estivesse pintando sua pele. Seu toque era tão suave como uma borboleta, mas estava cheio de fogo e ele gostou. Ele precisava ter certeza que ela gostava de ser tocada também, para que o relacionamento deles fosse convencível. — Você está fazendo melhor agora. Mais natural. Ela inclinou a cabeça como se para perguntar o que ele queria dizer. 2 Do inglês: Health (saúde), Happiness (felicidade) e Hope (esperança).
  38. 38. — Você ficou toda estranha e desajeitada quando eu te beijei no seu escritório — Acrescentou. — Sinto muito. Eu fiquei surpresa. — Eu sei. Mas precisamos ter a certeza que não saltará da próxima vez que eu te beijar. — Nós precisamos? — Bem, isso iria entregá-la, não é mesmo? Você precisa se acostumar a ser beijada por mim. — Tudo bem. — Disse ela com um aceno do tipo negócio. — Isso significa que precisamos praticar. — Praticar beijo. — Disse ela lentamente, depois assentiu rapidamente. — Certo. Claro. Como atores. Como um beijo no palco. Ela parecia jovial e alegre, como se estivesse tentando convencer a si mesma. Ela parecia precisar convencer, então ele foi junto com ela. — Pense nisso como um ensaio geral. Estamos nos preparando para a grande cena do beijo que fará com que a audiência desmaie e acredite totalmente que estamos apaixonados. Entendeu? Ela assentiu com a cabeça. — Pronta? — Aqui no provador? — Qual o melhor lugar para ensaiar um beijo do que um provador? — Totalmente. Absolutamente. Definitivamente. Reeve se perguntou quantos mais advérbios ela precisaria proferir antes que ele a beijasse. Talvez fosse uma espécie de coragem líquida. De qualquer forma, ele sabia que tinha que levar. Ele suspeitava que ela tivesse mais experiência com beijos de palco. Então, ele olhou para ela como se ela fosse a mulher que ele estava morrendo de vontade de beijar por anos. Ela era sua atriz principal, ela era a única mulher que ele queria. Ela devolveu o olhar e então era como se acontecesse uma explosão de chamas. Reeve retratando sua força voraz e
  39. 39. gananciosa, querendo ser consumido com beijos. Seus lábios estavam entreabertos e sua respiração tornou-se... lasciva. Talvez ela estivesse agindo muito. Naquele momento, ele não se importava. Ele queria provar seus lábios, ele queria sentir mais de seu belo corpo. Havia algo sobre ela, talvez fosse a diferença de idade, ela vinte e oito e ele vinte e quatro anos, talvez tenha sido o jogo de poder. Mas não houve tempo para a análise, pois sua cabeça estava girando muito nublada e com uma necessidade que ele não tinha antes. Ele queria fazer coisas com essa mulher. Ele queria fazê-la sentir da maneira como um bom namorado faria - desejada, querida. Ela merecia tudo isso. Ele poderia dar a ela agora. Ele poderia dar a ela por uma semana. — Parece que você quer alguma coisa. — Ele sussurrou. Ela não respondeu. Ela lambeu os lábios uma vez. Isso foi o suficiente de uma resposta. Isso era tudo o que ele precisava. Mudou-se atrás dela, afastou uma mecha de cabelo de seu pescoço e pressionou seu peito nu contra suas costas. Ele a olhou no espelho quando ela fechou os olhos e suspirou com ele. Ele começou com seu pescoço, pressionando os lábios suavemente contra sua pele. Ela cheirava a algum tipo de shampoo, jasmim, talvez e ela gemeu no momento em que ele a tocou. Foi como uma reação química, nos dois. Eles tinham esse tipo de atração física que deixa você duro e transforma você de dentro para fora em um segundo. Instantâneo e elétrico, e você sente que pode definir o mundo em chamas. Eles poderiam ter se conhecido há anos ou ser dois estranhos que se conheceram em um trem - seus corpos eram ímãs um para o outro. Com o mais suave dos tremores, ele beijou seu pescoço, quase tocando, tocando mas o suficiente para fazê-la mover-se, para fazê-la mudar seus quadris contra ele. Ele passou as mãos pelas costas, apoiando as fortes palmas das mãos em sua cintura e ela engasgou. Ele trabalhou seu caminho para sua orelha, mordiscando o lóbulo da orelha, em seguida, beijando a linha da mandíbula, quando ela disse seu nome em voz baixa trouxe todos os seus desejos à tona. — Reeve. Sua voz era carente, cheia de querer e ele agarrou os quadris e puxou-os contra ele, para que ela pudesse sentir como ele estava através de seus jeans. Ela deslizou ao redor, tomando conta de sua cintura e o trouxe perto. Ele se concentrou em seus lábios vermelhos, a primeira degustação do sabor do batom vermelho, então a boca enredando sua língua com a dela, esmagando os lábios de uma maneira que ele tinha certeza de que o público iria amar, mesmo que esse beijo fosse só para ela. Ela estava empolgada. Ele poderia dizer pela forma
  40. 40. como ela se contorceu contra ele e puxou para mais perto. Então ele respondeu, com um beijo profundo e mais duro. Ela era uma mulher alfa no local de trabalho aceitava toda a carga e velocidade a toda pela frente. Mas aqui, em seus braços, ela era diferente. Ela parecia vulnerável, mas talvez fosse apenas porque ela estava quase tremendo sob meu toque. Como se estivesse deixando baixar a guarda. Ela era a bibliotecária sexy soltando seu cabelo e tirando os óculos para ele. Ele desejava deslizar a mão entre as pernas dela, sentir sua calcinha e ver se ela estava tão molhada para ele como ele esperava que ela estivesse. Mas de alguma forma isso seria ir longe demais. Então, ele se deixou ir no calor do beijo no provador. — Reeve. — Ela disse, sua voz cheia de luxúria e coberta com um montão de nervos. — O que foi isso, Sutton? — Eu... Mas ela foi interrompida por uma voz fora do provador. — Como é que está ai dentro? Você está achando alguma coisa do seu gosto? Reeve pigarreou. — Sim. Tudo é do meu gosto. O atendente se afastou e Reeve e Sutton estavam assustados e desajeitados, como se tivessem sido pegos em flagrante. — Então. — Ele disse, tirando a palavra enquanto ela escovou as mãos contra sua saia, olhando em todos os lugares, menos para ele. — Eu acho que isso pode parecer um pouco mais crível agora no caso, de ter que beijar na frente de alguém. — Sim. Eu acho que pode convencer. Ele pegou o queixo dela, levantando levemente seu rosto e ela teve que encontrar seus olhos. — Veja. Os ensaios são divertidos.
  41. 41. — Na verdade. — Ela disse e lançou-lhe um sorriso que ele reconheceu como o que ela deu a cada ator após cada audição. Tudo bem, eles precisavam voltar aos negócios. — Acho que eu deveria descobrir o que eu vou usar amanhã. — Disse Reeve. Talvez a visita do atendente fosse a lembrança que ele precisava também a de que este era um trabalho e ele não deve acabar com isso por sentir demais. Sutton mudou de marcha, saiu a atrevida eentrou a empresária no controle. Ela deu um tapa na bunda de Reeve. — Tudo bem, querido. Vamos levar algumas roupas. Qualquer namorado fingiria seu melhor olhar totalmente atraente para esta atuação. Reeve assentiu e deslizou seus braços fortes um botão para baixo, mostrando a camisa para Sutton. Ela enrolou os lábios, cerrou os olhos e balançou a cabeça em aprovação. Ele tentou um pouco mais e ela marcou cada um fora como um sim também. — Sorte a minha. Quem diria que eu iria ganhar um novo guarda roupa como um homem afável e arrojado somente sendo parte desse show? — Não é um dos grandes benefícios de ser um ator? Muitas vezes você começa a levar roupas para casa.
  42. 42. Sutton aplicou o rímel, o toque final para esta noite. Ela sempre acreditou que o rímel era a vitamina da maquiagem, a mais essencial e nunca se deve sair de casa sem ele. — Certo, meu adorável Artful Dodger. Você concorda, não é? Sutton acariciou seu mini-chihuahua entre as orelhas e ele olhou para ela amorosamente com os olhos grandes molhados que sempre aderretia. — Oh, você é meu doce, não é? Artful Dodger estava sentado em seu banheiro, como sempre fazia. Ele tinha alguns privilégios em seu banheiro, mas apenas quando Sutton estava aplicando a maquiagem. Ela fechou a tampa da mascara, limpou um lado do seu olho e declarou. — É isso. Então ela pegou seu bebê de peludo de nove quilos, levou-o para o quarto e o colocou gentilmente sobre o edredom dourado. Ela estava pronta para seu primeiro encontro fingido com Reeve no teatro. Ela estava usando um vestido cinza curto que abraçava os quadris, botas pretas até o joelho e uma encharpe de seda vermelha jogada sobre os ombros. Ela tinha os bilhetes em uma pequena bolsa de mão e quando ela agarrou a bolsa da cama, ela encontrou sua mente vagando de volta para o provador ontem. Foi como se Reeve fosse feito para beijá-la, como se tivesse sido customizado pelos deuses de beijar para tocar seus lábios, provar a sua boca e afogá-la de beijos, como ela sempre quis. Ele parecia querer isso também. Ele parecia irradiar fome por ela. Mas, ainda assim, esse era o ponto. Isso é para o que ele tinha sido contratado. Ela recrutou-o para desempenhar um papel e ele estava jogando tão bem, que ela quase acreditou na performance quase acreditou que o beijo era legítimo.
  43. 43. Ela balançou a cabeça e se inclinou para beijar seu cachorro em seu pêlo castanho suave. — Eu sei que você sempre vai estar aqui para mim, meu amor. Ela tinha seu cachorro, ela não precisa se preocupar com coisas sujas como os sentimentos de um namorado fingido. O Artful Dodger lambeu-lhe a mão uma vez e enrolou-se em uma bola de cão mais apertado. *** Sutton ficou surpresa ao ver Janelle e seu marido no teatro. Ela pensou que Janelle tivesse algum tipo de evento de caridade para participar em seu lugar. Mas ali estava ela, com o cabelo penteado para trás em um apertado coque de bailarina e um olhar severo em seu rosto enquanto ela mantinha os olhos em Frederick. Janelle levantou-se e estendeu a mão para Sutton, enquanto Frederick seguia o exemplo. Talvez ele tivesse cordas de marionete ligadas a sua mão. — Descobrimos que conseguiríamos vir hoje à noite. — Disse Janelle em seguida, abriu um sorriso que parecia falso antes de dar a Sutton beijos no ar em cada bochecha. — O evento beneficente é amanhã. Tinha a data errada. E é um prazer ver o Sr. Larkin novamente. Reeve, por favor, conheça meu marido. Reeve apertou as mãos de Frederick e trocaram saudações. Sutton perguntou se Reeve estava nervoso pela reunião com um produtor que possuía o poder de fazer ou quebrar a carreira de um ator, mas ele não parecia exibir um pingo de nervosismo porque Reeve seguia rapidamente para discutir golfe e Sutton não poderia deixar de ficar impressionada. Ela não tinha ideia de que Reeve também tinha pesquisado os produtores, mas ele estava conversando agora com Frederick sobre o melhor tipo de taco de golfe. — Parece que eles são companheiros antigos. — Sutton disse a Janelle com um sorriso. Mas a mulher de cabelos escuros mal esboçou um. Ela parecia distraída, então Sutton seguiu o olhar de Janelle a um camarote especial bastante próximo dos espectadores. Então para Frederick, que estava verificando o pequeno corpo da organizadora do lugar. Ah, talvez Janelle estivesse preocupada que os olhos vagando de Frederick poderiam levá-lo durante o espetáculo? A pergunta de Sutton foi respondida quando Janelle moveu a mão no rosto de Frederick, forçando-o a olhar para ela. Frederick baixou o olhar, como se ele fosse pego roubando alimentos da geladeira antes do jantar. Ele parou de conversar sobre golfe e Janelle não disse nada enquanto ela olhava duramente para o marido. Jogada de lado pelo rumo
  44. 44. constrangedor da conversa, Sutton não tinha certeza de como pegar o fio de brincadeiras casuais novamente. Sua mente correu através de outros detalhes dos Pinkertons - eles tinham um gato siamês chamado Archibald. Talvez, ela devesse conversar sobre animais de estimação? Mas antes que ela pudesse lançar uma conversa sobre cães e gatos, Reeve falou. — Vocês tiveram a chance de ver Phillip Seymour Hoffman no teatro Eugene O'Neill na semana passada? Ele era tão incrível como dizem os críticos. Janelle abandonou seu olhar de visão aguçada e se virou para Reeve. — Francamente, eu não costumo cuidar de estrelas de cinema em grandes peças da Broadway. Mas ele é a exceção. O tipo raro que pode lidar com teatro e cinema. Reeve assentiu com a cabeça, pensativo. — Eu o ouvi. Ele pode ser um pouco perturbador como estrela de cinema mas depois, ele é só um tipo. E você, Sr. Pinkerton? O que mais você faz? Todos eles conversaram por alguns minutos sobre o teatro e Sutton ficou aliviada que o rebelde olhar de Frederick não tinha desvendado a noite para qualquer um deles. — E o que você faz, Reeve? Perdoe-me por não perguntar quando nos conhecemos ontem — Disse Janelle. — Eu sou um ator. — Disse ele com um toque de orgulho em sua voz, observou Sutton. — Que maravilha. — O Sr. Pinkerton soou dentro — E como vocês se conheceram? Mesmo que eles tivessem se preparado para esse momento, Sutton de repente sentiu uma bagunça clara e nervosa através dela. Janelle fez de propósito? Foi por isso que ela estava aqui? Para verificar sobre o noivado? — No trabalho. — Respondeu Reeve. — Sut me lançou em ‘Está Chovendo Homens’ e no dia em que estreei, eu a convidei para sair. Eu não pude resistir. Ela era inteligente, linda e era tudo o que tinha. Eu só tive olhos para ela desde então.
  45. 45. Reeve olhou para Sutton, seus olhos castanhos eram tão calorosos e verdadeiros. Eles pareciam projetar todas as coisas que ele estava dizendo, como se ele realmente as estivesse sentindo. — E agora, o casamento é quando? A confiança de Sutton caiu quando Janelle olhou para ela. Era como se Janelle soubesse que Sutton tinha oferecido uma mentira e estava tentando pegá- la. A boca de Sutton ficou seca quando ela tentou abrir seus lábios para falar. Ela não podia ler Janelle - um minuto a mulher era generosa e acolhedora, no o próximo ela era a rainha do gelo. Reeve saltou, apertando a mão de Sutton bem com a dele. — Maio. Um ano depois de nos conhecermos. Eu estava pronto para fugir, mas ela insistiu em termos um casamento de verdade e nós tivemos sorte o suficiente para conseguir reservar o jardim de esculturas do MoMA3 . Um domingo à tarde era a única vaga que havia, mas isso não importa, eu vou casar com ela, certo? Reeve deu um sorriso e as feições de Janelle pareciam amolecer. Reeve era bom. Ele sabia como jogar com essa mulher. Ele sabia como criar histórias, especialmente porque agora ele tinha Janelle comendo em sua mão. Logo, o falcão ferido da esposa de um produtor estava conversando sobre MoMA e seus artistas favoritos e Reeve estava dizendo algo sobre uma pintura de Edward Hopper e Frederick estava olhando apenas para sua esposa e Janelle estava radiante e Sutton sentiu como se pudesse respirar de novo. Este homem - este homem jovem e delicioso - estava salvando o dia. Ela olhou para Reeve, ele era facilmente uns bons seis centímetros mais alto e ela sentiu uma onda de afeição por ele, uma onda de gratidão. Impulsivamente, ela estendeu e deu-lhe um rápido beijo na bochecha. Ele olhou para ela e disparou um sorriso rápido. Ela pensou que poderia até mesmo o ter visto corar. Ele gesticulou para os assentos, deixando as senhoras sentarem primeiro. Ele sentou-se entre elas, com Frederick ao lado de Janelle. Então Sutton sentiu a mão quente de Reeve e olhou para baixo para o ver entrelaçando seus dedos longos e fortes com os dela e apertando. Ele foi suave e reconfortante e era exatamente o que ela precisava. Como se tivesse percebido o jeito que ela tinha esquecido suas falas antes. Ela se inclinou para ele, descansando a cabeça em seu 3 Museu de arte moderna de Nova Iorque.
  46. 46. ombro. Isso foi estranho. Sutton nunca foi o tipo fofinho, exceto quando se tratava de seu cão querido. Logo as luzes se apagaram, a cortina subiu e o espetáculo começou. Sutton endireitou-se e se concentrou no palco, mas Reeve manteve seus dedos ligados através dela. Enquanto os personagens discutiam sobre quem tinha esquecido de fazer a roupa no tempo, Reeve começou a acariciar o interior da palma da mão com o polegar. Do seu pulso até a borda dos dedos. Era suave, doce e acima de tudo era cuidar. Ela fechou os olhos, pela forma como o seu toque a fazia sentir. Era uma carícia, uma promessa. Ele desenhou suaves pequenos zig zags em toda a sua palma, linhas preguiçosas que contavam histórias deles dois, as coisas que tinham feito, às vezes eles tinham, o amor que eles tinham compartilhado. Ou assim parecia que ele se arrastou casualmente passando suas barreiras, seu toque fazendo-a acreditar na ficção deles. Logo, seus dedos estavam traçando o interior de seu pulso, em seguida a pele macia em seu braço e então, quando todas as palavras proferidas do palco tornaram-se um som distante, distante dela, ele se aproximou e plantou um beijo suave na sua linha da mandíbula. *** Quando Reeve apertou os lábios em Sutton, ele não pôde deixar de notar Janelle a espreita esgueirando para eles, tudo isso enquanto seu marido estava focado no palco como se lhe doesse procurar em qualquer outro lugar. Por que ela estava observando-os agora? Para avaliar o seu relacionamento ou por algum outro motivo? Bem, Reeve não ia deixar uma senhora nervosa com sua vitória. Ele e Sutton iam ganhar este jogo, eles estavam no meio do show e ele ia fazer o que fosse preciso para garantir que não havia dúvida de que eles estavam juntos. Claro, ele não se importava de beijar Sutton. Ele não se importava de tocá-la. Ele era um cara e ela era quente e isso era tudo. Faça as contas. Dois mais dois é igual a...Reeve ouviu um leve farfalhar de roupas por trás deles e Frederick olhou rapidamente por cima do ombro. A bonita organizadora de antes acabara de entrar por trás deles. Janelle deu a seu marido um olhar agudo que Reeve tinha certeza que poderia ser traduzido em — Não se atreva. Frederick murmurou algo em voz baixa que soava muito como - ...me ajude agora e depois...
  47. 47. Reeve riu silenciosamente. Ele tinha ouvido os rumores sobre múltiplas gafes de Frederick. Mas tinha Janelle cortado? Frederick espirrou, depois tossiu, pigarreou em rápida sucessão. Como alguém que tinha sido treinado para fazer essas três coisas na hora - às vezes, um ator tinha que espirrar, tossir ou pigarrear - Reeve poderia dizer que Frederick estava fingindo. O homem levantou-se, murmurou envergonhado. — Desculpe-me — E saiu. Janelle virou a cabeça e viu seu marido desaparecer pelo corredor. Ela estreitou os olhos e sua expressão disse que ela podia começar a respirar fogo. O que estava acontecendo entre os dois? Mas Reeve precisava se concentrar em seu papel e ele estaria jogando até o fim. Então, ele mergulhou outro beijo abaixo do lóbulo da orelha de Sutton, ouvindo um sussurro sem fôlego escapar de sua garganta. Não havia nada falso sobre esse som e Reeve esqueceu os Pinkerton e seus hábitos estranhos, quando ele encontrou-se atraído de volta para o pescoço de Sutton, dando-lhe outro beijo. Quando Sutton mudou para um pouco mais perto, Janelle pegou sua bolsa e se inclinou para sussurrar em uma voz forçada feliz que mal escondia a raiva abaixo. — Esperando ansiosamente a sexta à noite. Então ela se foi. Sutton abriu os olhos. — O que foi aquilo? Ambos saíram? — Ela perguntou em voz baixa. Ele deu de ombros. — Acho que eles não se importam com a peça.— Disse ele, mas suspeitava que Janelle foi certificar-se de Frederick não estava perseguindo uma jovem quente em um armário de vassouras para uma rapidinha. — Eu não acho. Sutton olhou para o palco, como se ela fosse arrebatada no desempenho e Reeve poderia ter voltado a assistir a peça. Mas ele perdeu a noção de tudo e o porquê dos personagens estarem em pé de guerra e na verdade, ele não se
  48. 48. importava. Ele estava muito mais interessado na mulher ao lado dele, na maneira como ela parecia responder ao seu toque. Ele não esperava isso, mas ele com certeza gostava do jeito que ela parecia querer suas mãos sobre ela, o beijo no provador e agora aqui no teatro. Tanto quanto ele podia dizer, não havia motivo para ele parar de tocar Sutton. Os dois estavam tendo um bom momento e não havia nada de errado com isso. Ele passou uma longa mecha de cabelo atrás de sua orelha. Ela estremeceu e ele amava o jeito que as pequenas coisas provocavam uma reação dela. Ele apostou que ela era um tigre na cama, agarrando, gemendo e gritando seu nome. Porra ele ficou ainda mais excitado agora, imaginando a forma como ela devia fazer amor, com uma espécie de abandono destemido. — Você gosta deste jogo? Ela engoliu em seco e assentiu com a cabeça uma vez. — Sim, muito. Ele olhou para a entrada dos camarotes. Os Pinkertons pareciam muito longe, não havia qualquer outro segurança nas proximidades e os clientes mais próximos eram no próximo balcão, mais de dois metros baixo deles. Então ele foi para ela. Ele colocou uma mão na bochecha oposta e mudou o rosto para ele, então, mudou-se a outra mão para sua coxa. Ela olhou para ele e até mesmo no escuro do teatro, ele podia ler aqueles olhos azuis, ele poderia dizer que eles estavam tentando tão difícil resistir mas ainda não querendo resistir, no mínimo. Inferno, ele não queria. Ele moveu seu polegar ao longo de sua bochecha, traçando uma linha para os lábios. Em seguida, sobre o lábio inferior e ela mordeu, brincando na ponta do polegar. Ele sorriu no escuro, quando ele descreveu sua boca, em seguida, mudou-se para o pescoço dela como que ele estivesse imprimindo a sensação da garganta, o calor de sua pele, à forma como o seu corpo parecia pulsar em direção a ele, com cada toque. Ela praticamente irradiava as palavras “me beije” e então ele tomou a liberdade de fazer exatamente isso. Era o mais simples dos beijos, do tipo que sinaliza o começo de algo. Enquanto saboreava o gosto de cereja de sua boca, ele tocou a parte superior de suas meias, colocando um dedo ao longo da faixa que as mantinha no lugar. Sutton parecia gostar dele lá. Ela abriu as pernas a menor quantidade, um convite para explorar. Ele colocou a mão na parte superior da coxa, tendo o
  49. 49. cuidado de certificar-se de seu vestido cobriria sua mão. Ela mordeu o lábio quando ele avançou acima. Outra sugestão. Outro sinal. Ele se aproximou, deslizando seus dedos para sua calcinha e pressionando contra ela. Lá. Entre suas pernas. Onde ela já estava úmida além das palavras. Você não pode fingir esse tipo de excitação. — Posso tocar em você? — Ele sussurrou. — Por favor — Disse ela e Reeve sabia que ela estava doendo muito, queimando com a necessidade de ser tocada, sentir algum tipo de liberação. Ele enfiou a mão em sua calcinha e ela gemeu baixinho, inclinando a cabeça para trás na cadeira. Enquanto a acariciava, ele a imaginou espalhada pela cadeira braços para trás, pescoço longo e convidativo, pernas abertas enquanto a saboreava. Deus, ele queria enterrar sua boca entre as coxas, para sentir o cheiro dela, inalar ela, correr a língua através de tudo o que era umido. Ele queria respirá-la e beijá-la profundamente. Era uma festa de mulher, o mais leve toque parecia transformá-la como se ela estivesse pronta para ir a qualquer momento, como algo inflamável necessitando apenas a combustão para acendê-la. — Eu quero minha língua totalmente entre suas pernas agora — Ele sussurrou em uma voz baixa e rouca que desmentia a sua própria sede imprudente por ela. — Eu quero isso também. — Ela conseguiu dizer enquanto ele a acariciava, seus dedos movendo para cima e para baixo em toda aquela gloriosa umidade. Ela estava tentando, mas era tão difícil ainda, ficar quieta, enquanto ela movia os quadris em movimentos curtos não o suficiente para os outros verem, mas o suficiente para Reeve saber o quanto ela o queria. Ele pressionou a palma da mão contra ela e ela deixou um pequeno gemido escapar. Então ela apertou-lhe a mão sobre sua boca para abafar seus barulhos enquanto ele trabalhava nela. Ela estava balançando-se contra sua mão e ela era tão macia e sedosa, molhada e sua respiração aos poucos foi chegando mais rápido e ela abriu as pernas mais um centímetro ou mais e caramba, essa mulher era tudo fogo e calor. Ele estava para fazê-la gozar em um teatro da Broadway e ele sabia naquele instante que ela era tão profunda no auge da paixão que ela não se importava mais se alguém visse ou ouvisse. Ela foi tão longe no auge do orgasmo que ele estava prestes a dar a ela. Ele queria bater nela, para penetrá-la e sentir a umidade em torno dele. Mas, por enquanto, ele ficou emocionado ao sentir o seu arco contra sua mão, uma, duas, três vezes. Ela respirou fundo várias vezes rápidas quando ela veio em sua mão.
  50. 50. Delicadamente, cuidadosamente ele moveu a mão de sua boca e beijou-a suavemente e tão carinhosamente como ele tinha feito quando começou. Em seguida, a cortina caiu e era hora do intervalo.
  51. 51. Sutton estava acordada na cama, envergonhada. O Artful Dodger foi escavando profundamente sob as cobertas, enrolado em seus pés onde ele dormia todas as noites. Ela olhou para os números vermelhos - 03:01 da manhã - refletido em cima de seu relógio digital. Ela repreendeu em voz baixa. Por que ela tinha deixado às coisas irem tão longe? Quão estúpida fora de controle era ela para deixar Reeve tocá-la no teatro? Meu Deus, ela era uma profissional e uma mulher de negócios. Tudo bem, ela pode ser conhecida por seu gosto por homens doce, mas ainda assim. Isso era sobre seu olho para o talento. Não se trata de uma necessidade insaciável louca por sexo para ser tocada a todo o custo. Qual seria o próximo? Será que ela começaria a tropeçar no metrô? Esfregando uma na sala de seu escritório? Ela virou de bruços, constrangida com os pensamentos. Sutton adorava sexo e ela amava os homens, mas ela também tinha controle. Ela era muito mais apta a dar o primeiro passo, para ser a primeira a abrir as calças do cara, para levá-lo em sua boca, para trazê-lo ao orgasmo, do que o contrário. Ela adorava o cheiro de um homem, ela amava barba por fazer, ela adorava que eles tivessem barba, que eles podem crescer e que eles podem fazer a barba, ela amava beijar um homem com uma mistura perfeita de texturas, ela adorava o cheiro de sabonete no pescoço de um cara, o corte de uma barriga firme, a sensação de braços fortes. Mas ela também adorava tomar conta, dar o bote, ser a primeira a ir abaixo da cintura. Porque uma vez que ela deixar alguém tocá-la e trazê-la para aquele lugar arrebatador da liberação, ela estava viciada. Ela caiu rapidamente e Reeve era muito capaz de fazer. Ele a prendeu. Ele era lindo e sonhador com o futuro, com aqueles olhos expressivos que pareciam como se tivessem visto o mundo, embora ele tivesse apenas vinte e quatro anos e provavelmente tivesse apenas visto Nova York e Ohio. E suas mãos, a maneira como ele a tocava era como se ela tivesse lhe dado o código secreto de seu corpo, os números certos e a combinação adequada e ele abriu-os. Mas havia mais. Ela sentiu seu coração estocar em direção a ele quando ele salvou-a de volta em seu escritório e novamente no teatro com sua conversa fácil e charme confiante. Antes que ele mesmo tocasse
  52. 52. em seu braço ou beijasse sua mandíbula ou deslizasse a mão dentro de sua calcinha. Ele entrou em cena e lidou com os Pinkerton. Ele disse as coisas certas e ele disse-as com facilidade, como se eles realmente fossem namorados. Esse era o problema. Sutton tinha quase começado a acreditar no falso relacionamento que ela tinha projetado. Podia ver ele, sair com ele, sair para jantar e ver um filme, cada um deles oferecendo opiniões sobre quem realmente teria sido melhor para cada parte em cada filme que viram. Outras vezes, eles andavam com seu cachorro à noite, pegando uma garrafa de vinho no caminho de casa, tomando em seu sofá enquanto conversavam e se tocavam durante toda a noite, acordando juntos na parte da manhã. Mas essa não era a sua realidade, então por que ele a fez vir após Janelle sair? Não havia necessidade de manter o show quando ninguém estava olhando. Então, por quê? Sutton pensava sobre as possibilidades então desembarcou em uma. Era provavelmente um método de ator. Ele estava tocando a parte, ficando no papel mesmo fora do palco. Ela estava agindo muito, ela se lembrou. Ela estava totalmente ciente também. Além disso, ela nunca se apaixonou por um ator, então estava tudo bem. Ela estendeu a mão nas cobertas e pegou suavemente seu cão dormindo, colocando-o firmemente em seus braços. *** A água quente bateu com força no corpo de Reeve. Mas ele não fez nada para desligar seus pensamentos. Sutton o estava confundindo. Após a peça, ela voltou ao seu habitual bom humor. Mas não o agradou, uma vez que ela não disse nada sobre o que rolou nos camarotes. Não que ele quisesse uma fita azul presa em seu peito ou uma estrela de ouro em seu livro de lição de casa por ser um bom menino. Mas um suave sussurro em seu ouvido teria sido bom. Um reconhecimento de que ele a virou do avesso. Mas ela agiu como se nada tivesse acontecido e assim ele seguiu seu exemplo e eles conversaram sobre o espetáculo, em seguida outras reproduções, livros. Ela interrogou-o infinitamente sobre o porquê que ele gostava muito de Medo e Delírio em Las Vegas e ele logo se esquivou de respostas. Ele só gostava dele, ok? Foi a primeira vez que ele se sentia perturbado e colocado em seu lugar. Com Janelle, era fácil de fazer merda. Com Sutton, ele sentiu como se estivesse sendo grelhado e ele não sabia por quê. Então ela chamou um táxi, abriu a porta e mandou-o em seu caminho com um beijo rápido na bochecha. Ela inclinou-se na janela do motorista de táxi e deu ao cara vinte dólares e acenou um adeus demasiado alegre.
  53. 53. Que diabos foi isso? Ela estava o tratando como um cara trata uma garota que ele não quer voltar a ver. Obrigado, aqui está um táxi, agora saia da minha frente. Ele não gostava disso. Ele não queria ser dispensado. Ele queria ser visto novamente, chamado novamente, receber uma mensagem novamente. Ele queria um segundo encontro com ela, caramba. Só que não era um encontro real. Mas, mesmo com sua rotina quente e frio, ele não conseguia parar de pensar na maneira como ela se contorceu na cadeira, como ela abriu as pernas sem um segundo pensamento, como ela tinha feito de tudo para abafar o grito de seu nome quando ele a trouxe para liberar. Deus, ele queria fazer isso com ela novamente. Ela era tão receptiva, tão disposta, tão malditamente ansiosa para ser tocada. Ele amava o jeito que ela respondeu a ele, a maneira como ela se tornou uma Sutton diferente quando ele a tocou. Isso é o que ele pensava, quando ele pressionou uma mão contra os azulejos, inclinando-se para a corrente de agua quente, a outra mão trazendo-o todo o caminho de volta para ela, suas pernas, seu cheiro, seu sabor, a forma como ele imaginava que ela tinha gemido, se contorcido e gritado quando eles estavam sozinhos em um quarto em algum lugar. Ele queria o abandono selvagem de Sutton Brenner debaixo dele na vida real, mas a mera imagem foi suficiente por agora, para concluir-se fora.
  54. 54. Sutton estava em sua última rodada de chamadas para os agentes, solicitando retornos de contato para um papel em um programa de TV. Dada a sua reputação, ela recebeu uma oferta especial de uma rede de TV a cabo por uma de suas mais picantes amostras sobre um grupo de meninas de Los Angeles partindo em viagem para Nova York para um fim de semana de despedida. Naturalmente, as meninas tem um convite só de clube de strip para a noite, no seu — Desfile de Bombeiros — e Sutton foi encarregada de encontrar os cinco melhores bombeiros na cidade de Nova York. Ela sabia imediatamente o que trazer, mas depois ela sempre gostou de dar chance a sangue novo também, então ela passou uma tarde da última semana caçando através de fotos, assistindo vídeos e chamando os principais agentes para apresenta algumas estrelas em ascensão para incluir no mix. O resultado foi uma festa visual e, apesar de que toda a tripulação tinha sido de alto nível, ela escolheu o melhor do grupo para uma segunda olhada. Os agentes que ela chamou squeed, oohed e ahhed fazian esta uma das peças favoritas de Sutton do trabalho. Cumprindo uma boa notícia. Ela podia ser o rei mago que traz carvão, ou o que traz os presentes ou prefiro chegar a desempenhar o papel de Papai Noel e entregar um saco grande, pesado de oportunidade para atores famintos. — Ótimo. Assim, os produtores estarão ansiosos para ver Joe amanhã à tarde — Sutton disse brilhantemente em seguida e desligou o telefone. Ela estava prestes a chamar mais um agente, quando seu celular tocou. Ela sentia um aperto no peito - um coquetel de nervos e de esperança - e ela desejava que fosse Reeve. Por que ela queria ouvir seu falso noivo? Mas o número era privado. — Sutton Brenner. — Boa tarde, Sutton. Aqui é Janelle. As esperanças voaram para longe. Os nervos a tornaram mais profunda. Ela endireitou-se em sua cadeira.
  55. 55. — Boa tarde, Janelle. — Como você está? Será que você aproveitou o espetáculo? — Sim. Foi fabuloso. Os assentos eram surpreendentes. Muito obrigado. Está tudo bem? Eu sei que você teve que sair mais cedo. — Oh, eu consegui ver o suficiente do que eu gostava — Disse ela e havia alguma coisa estranha ilícita na forma que Janelle respondeu à pergunta. Sutton franziu a testa. — Oh, bem, isso é bom. — Ela não tinha certeza onde Janelle queria chegar. Se ela tivesse visto Reeve toca-la? Oh deus. Ela era um tipo conservador demais? Primeiro, ela queria um ambiente familiar na empresa. Agora, ela provavelmente queria Sutton virgem antes do casamento. — Em todo caso, eu estou ligando por outra coisa. Estamos tão perto de tomar uma decisão sobre este filme e eu sei que uma das coisas que tem sido difícil para nós é determinar onde exatamente é a melhor localização da biblioteca para... bem, você sabe. Certo. A cena da biblioteca. Sutton sabia bem da cena da biblioteca. Inferno, o mundo conheceu a cena da biblioteca. Era como a cena do elevador em um outro livro famoso. Em Vidas Acompanhadas, a mulher que se apaixona por seu acompanhante leva-o para o New York City Public Library para mostrar- lhe um livro raro antigo que ela deseja que ela pudesse ter em sua coleção. Enquanto na biblioteca, ele encontra um recanto tranquilo e faz amor com ela nas estantes. Normalmente, os diretores de elenco não desempenham qualquer papel em locações. Eles são a primeira linha de defesa no recrutamento de talentos na câmera, mas o trabalho não termina, por isso era estranho para Janelle para trazer o trabalho local com Sutton. — Oh. Tem isso? — Sutton pediu para manter a conversa. Janelle suspirou profundamente, como se esta questão tinha sido pesando sobre ela. — É. Eu fui para a biblioteca, mas eu não consegui encontrar um lugar que seja certo. E eu sei que você tem um bom olho para tal talento e eu pensei que você podia ter um olho para isso também.
  56. 56. — Ok. — Sutton disse cuidadosamente. Ela se sentiu como se estivesse sendo testada em um novo caminho. Não houve acordo ainda, mas ela estava sendo convidada a saltar através de outro aro. — Você quer que eu vá com você? — Oh, não. Eu estava pensando que talvez você pudesse ir hoje. Talvez você e seu lindo noivo pudessem ver se vocês podem encontrar um bom lugar. Eu ouvi que a seção sobre Astrologia no Renascimento no quarto andar pode ser boa, mas eu não tenho tempo para ir até lá hoje. Quer ser uma querida e relatar de volta para mim? Isso ajudaria imensamente à medida que se aproxima de tomar uma decisão. — E eu deveria trazer meu noivo para isso? — Sutton perguntou, porque era um pedido estranho - não apenas para verificar o local, mas para trazer seu namorado. — Você não acha que isso pode ajudar a ter Reeve com você? Sutton apertou os lábios e respirou fundo. Janelle era nota A irritante. Mas, se era assim que o jogo tinha de ser jogado, Sutton foi para ele. — Tenho certeza que ele vai ajudar imensamente. Astrologia no Renascimento, você disse? — Sim. Astrologia no Renascimento. — Tudo bem. Vou fazer essa última chamada e vou depois. Ela telefonou para o agente final sobre sua lista, então ela ligou Reeve. — Olá, falso namorado. Onde está você agora? — Só vou dar uma corrida com a minha amiga Jill. Sutton sentiu um surto de ciúmes. — Jill? Boa amiga, não é? — Grande amiga. — Você pode me encontrar na biblioteca pública na Quinta com a Quarenta e dois em uma hora? — Eu preciso tomar banho. Estarei em uma hora e meia. ***

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