Disarm
Série Disarm #1
June Gray
Envio: Soryu
Tradução: MariH
Inicial: Gisah, Yasmim
Final: Danielle Kucera
Leitura: Lola
Formatação: Lola
Sinopse
Até mesmo os mais profundos segredos sempre encontram uma
maneira de se revelar...
Elsie Sherman, de 26 anos, está...
“A tradução em tela foi efetivada pelo Grupo Pégasus Lançamentos de
forma a propiciar ao leitor o acesso à obra, incentiva...
Capítulo 1
Avaliando a Situação
Não era minha culpa, não totalmente, pelo menos. Henry Logan,
meu companheiro de quarto e ...
Enquanto levantava a cabeça para olhar às pessoas na fila,
vestidas de maneira casual, de repente capturei uma visão de He...
Henry estava com o seu olhar de irmão mais velho quando me
reuni com ele no chão.
— O quê? — perguntei, me preparando para...
Fingi não escutar. Agarrei sua mão com um inocente sorriso e o
arrastei entre a multidão para a pista de dança.
— Disse qu...
Desfiz-me de seu abraço e dei um passo para trás. Meu rosto
estava superaquecido, meu coração fazia seu melhor esforço par...
seu quarto pelos seis meses que estaria fora. Para economizar dinheiro
saltei para a oferta.
O que eu não sabia, era que m...
— Não — disse ele, sustentando a cabeça entre as mãos. — Só
vou voltar para a cama. Dormir a ressaca.
— Tem ressaca? — per...
Um homem correu me passando, vestindo tênis, calção e pouco
mais. Enquanto me ultrapassava tive uma vista privilegiada de ...
Meu nariz estava corando de maneira muito desagradável, estava
muito zangada.
— Sim, somos.
— Sinto muito, não queria caus...
Capítulo 2
Bloquear e Carregar
Não estava reagindo exageradamente às notícias da convocação.
Pelo menos, acho que não. É s...
— Que diabos? — disse com voz rouca.
— Estará em exercício no Afeganistão na próxima semana?
O sono deslizou do seu rosto ...
— Sabe que não posso.
— Mas...
Ele pegou meus braços.
— Escute-me, Elsie. Não posso. Não é possível — disse com
firmeza, e...
final do dia, por isso não estava preparada absolutamente quando o
menino de meus sonhos entrou pela porta da frente depoi...
— Ei — disse com voz rouca. Sua mão saiu disparada e agarrou a
minha, para que não o deixasse outra vez. — Fale comigo, El...
— E algum Rapel3? — perguntou, seus olhos brilhando com
emoção.
— Definitivamente.
Sentou-se e jogou o livro de lado. Aper...
Capítulo 3
Informação Classificada
Algum tempo depois da morte de Jason, comecei a ter pesadelos.
Eram violentos no início...
— Quer passar a noite aqui?
Parei na borda da cama, de repente insegura de mim mesma.
Tínhamos passado muitas horas aqui, ...
Ele deixou escapar um suspiro lento pelo nariz.
— As possibilidades de que isso aconteça para mim são bastante
escassas, j...
aconchegante, apoiando minha mão em seu estômago. Ele pôs sua mão
sobre a minha e lançou um pequeno suspiro de satisfação ...
Cobri minha boca com a mão — a outra mão — sentindo meu
rosto arder em chamas.
— Estava gemendo também?
— Talvez um pouco....
Sim, a palavra F, porque ele não podia fazer nada menos. Eu
estava tão excitada, que até mesmo contemplava a ideia de pegá...
— Isso é muito bom — disse-lhe em vez disso.
Henry me lançou esse olhar azul 43, uma vez mais, fazendo esse
sexy deslizame...
Bom, merda, por que tinha que colocar dessa maneira?
Entretanto, suas palavras ajudaram porque a iminente convocação era
o...
— Então, vamos falar do que aconteceu nesta manhã?
A pergunta me pegou de surpresa e meu cérebro lutava para
chegar a uma ...
estupefata. Quando seu polegar riscou meu lábio inferior, perdi. Ou,
melhor dizendo, deixei que o arame fino de controle s...
Capítulo 4
Detonação
Não pude dormir a noite toda, pensando nas carícias, no beijo e
no que disse sobre as complicações. E...
— Você não está jogando limpo.
Debrucei-me sobre o balcão e apertei meus braços juntos, como
havia feito no bar, o decote ...
— Elsie, diga-me — grunhiu.
Puxei-o pelas chapas de identificação e aproximei seu rosto do
meu.
— Desejo você tanto quanto...
Olhei para baixo corretamente, pela primeira vez, impressionada
não só por sua longitude, mas também sua grossura.
Henry e...
para o ROTC. Desde que mamãe não estava em casa, eu era a única
qualificada para usar as tesouras, por isso tinha levado a...
— Bom — começou a dizer, tentando ter um tom mais claro. —
Obrigado pelo bom sexo. Comerei as costelas mais tarde.
Se ele ...
Capítulo 5
Sob Fragmentos Quebrados
Durante meu último ano escolar Henry veio para casa para as
férias de Natal uns dias a...
enviado alguma mensagem de texto, mesmo que fosse apenas para me
repreender. Ele e eu brigávamos como irmãos regularmente,...
— Eu posso lidar com isso.
— Mas sim, preciso de você.
— E? — perguntou com um sorriso travesso.
— Preciso que você perman...
— Oh! Deus — suspirei, pegando sua cabeça enquanto minhas
vísceras se aferravam a sua língua, esperando por mais. Não have...
Estava enganando a mim mesma todos estes anos. Pensando que
poderia viver toda minha vida como nada mais que colegas de qu...
Justo antes do almoço, o site de um cliente falhou e, desde que
era meu projeto, me vi obrigada a abandonar minha ideia de...
por meu cubículo para perguntar sobre a rosa e o bonito piloto que a
havia trazido. A pergunta inevitável:
— Então, ele é ...
— Talvez. Se todas as estrelas se alinhassem. Mas acredito que
não fizeram. — Seus olhos azuis me observaram um longo temp...
Um pequeno pensamento esperançoso surgiu em meu peito.
— Foi adiada?
— Adiantada.
Dolorosamente perguntei expressando o pe...
Capítulo 6
Mudança e Partida
Nós nos abraçamos essa noite, nenhuma só vez perdendo o
contato enquanto dormíamos. Apertava-...
— Você sempre esteve apaixonada por mim. Só precisava de
tempo para recordar.
— Mas...
Riu ao ver minha expressão estupefa...
Depois do trabalho corri para casa, nervosa com o conhecimento
de que os segundos corriam. Enquanto estava à caminho, conv...
Cobri sua boca com a minha quando gozei, com medo de fazer
muito ruído e que os vizinhos ouvissem, mas o que realmente que...
— Nem sequer pensei nisso.
Henry me despertou suavemente de um sonho, afastando-me dos
disparos e do sangue.
— Estava tend...
sobre as bordas da multidão, olhando às pessoas despedir-se, inclusive
antes que chegasse o ônibus que finalmente lhes lev...
Avisos
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Por favor, não publicar o arquivo do livro em comunidade de redes
sociais, principalmente no facebook!
Quer...
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  1. 1. Disarm Série Disarm #1 June Gray
  2. 2. Envio: Soryu Tradução: MariH Inicial: Gisah, Yasmim Final: Danielle Kucera Leitura: Lola Formatação: Lola
  3. 3. Sinopse Até mesmo os mais profundos segredos sempre encontram uma maneira de se revelar... Elsie Sherman, de 26 anos, está apaixonada pelo melhor amigo de seu irmão, Henry Logan, desde que tinha 12 anos. Infelizmente, Henry apenas a tem tratado como uma irmã mais nova, assumindo o papel de seu irmão desde que o mataram em serviço. Quer dizer, até que uma noite, acende-se um fogo sensual entre os dois, deixando Elsie confusa e excitada. É permitido desejar seu irmão mais velho substituto que também passou a ser seu companheiro de quarto? Mas Henry, um oficial da Força Aérea, esteve guardando dois segredos — um os aproximaria e o outro poderia os separar — cabe a Elsie decidir se vale a pena lutar pelo relacionamento. INFORMAÇÃO DA SÉRIE: 01 – DISARM 02 – BESIEGE 03 – RETREAT 04 – The Henry Sessions 05 – ENGAGE 06 – CAPTURE Esta série conta a história de Elsie e Henry.
  4. 4. “A tradução em tela foi efetivada pelo Grupo Pégasus Lançamentos de forma a propiciar ao leitor o acesso à obra, incentivando-o à aquisição integral da obra literária física ou em formato e-book. O grupo tem como meta a seleção, tradução e disponibilização apenas de livros sem previsão de publicação no Brasil, ausentes qualquer forma de obtenção de lucro, direto ou indireto. No intuito de preservar os direitos autorais e contratuais de autores e editoras, o grupo, sem prévio aviso e quando julgar necessário poderá cancelar o acesso e retirar o link de download dos livros cuja publicação for veiculada por editoras brasileiras. O leitor e usuário fica ciente de que o download da presente obra destina-se tão somente ao uso pessoal e privado, e que deverá abster-se da postagem ou hospedagem do mesmo em qualquer rede social e, bem como abster-se de tornar público ou noticiar o trabalho de tradução do grupo, sem a prévia e expressa autorização do mesmo. O leitor e usuário, ao acessar a obra disponibilizada, também responderá individualmente pela correta e lícita utilização da mesma, eximindo o grupo citado no começo de qualquer parceria, coautoria ou coparticipação em eventual delito cometido por aquele que, por ato ou omissão, tentar ou concretamente utilizar da presente obra literária para obtenção de lucro direto ou indireto, nos termos do art. 184 do código penal e lei 9.610/1998."
  5. 5. Capítulo 1 Avaliando a Situação Não era minha culpa, não totalmente, pelo menos. Henry Logan, meu companheiro de quarto e Capitão da Força Aérea, era tecnicamente o responsável. O cara estava excepcionalmente tão temperamental nas últimas cinco semanas que esse sábado à noite, eu sugeri que saíssemos para o nosso bar favorito em Bricktown e bebêssemos durante a noite toda. Confiando que, mesmo em seu estado mal-humorado Henry não rejeitaria uma cerveja. Depois de estacionar seu Mustang conversível, caminhamos rua abaixo para o Tapwerks em silêncio. Esperava que ele se abrisse que me dissesse o que o incomodava, mas não fez. — O que acontece com você ultimamente? — perguntei. Henry colocou as mãos nos bolsos de sua jaqueta e deu os ombros. — Nada, por quê? Levantei uma de minhas sobrancelhas, olhando-o. Ele podia assumir vitoriosamente a postura de indiferença com qualquer um menos comigo. Conhecia-o há 13 anos e morava com ele há dois. Poderia decifrar cada uma de suas expressões, às vezes até o ponto de ler sua mente. — Vamos. Está no período ou algo assim? — perguntei com uma amigável cotovelada — Precisa pedir emprestado um tampão? Finalmente isso lhe tirou um pequeno sorriso. — Elsie, você é uma brincalhona — disse. Aproximou-se para sacudir meu cabelo castanho encaracolado, mas antecipei o movimento e fiz uma pequena manobra bailarina-ninja para evitá-lo. — Ei! — disse. — Deixa meu cabelo em paz. — Deslizei meu braço através do seu enquanto parávamos na fila do bar — Tapwerks era o lugar para passar os fins de semana — tentando roubar algum calor seu. Ele media em torno de dois metros e era construído como uma muralha de tijolos; havia muito dele para repartir.
  6. 6. Enquanto levantava a cabeça para olhar às pessoas na fila, vestidas de maneira casual, de repente capturei uma visão de Henry, seu rosto parcialmente iluminado pelo suave brilho da janela do bar. Golpeou-me então que ele realmente já não era mais o estranho menino com o que cresci, a não ser um homem e além de atraente. Sempre soube que ele tinha boa aparência — demônios! Tinha uma fixação com ele desde que meu irmão começou a andar com ele nos primeiros anos do colégio — mas a forma em que as sombras jogavam com seu rosto, descobria detalhes que não sabia que existiam. Seu curto cabelo escuro e a barba de um dia em sua forte mandíbula faziam um belo contraste com sua pele oliva e tinha um pronunciado nariz com uma pequena covinha onde terminava que combinava com a do seu queixo. Mas foram seus olhos os que capturaram meu olhar. De cor azul gelo que pareciam poder ver cada um dos meus pensamentos. Fiquei olhando-o por um longo momento, estabeleceu-se um estranho formigamento em meu peito e me dei conta de que ele me olhava de volta. — Você está bem Elsie? — perguntou nessa densa e suave voz dele. Ele sempre soou tão sexy? Dei-lhe meu melhor sorriso, sacudindo os sentimentos confusos que se intrometeram em mim. — Apenas me perguntava por que não tem namorada. Seus lábios se curvaram um pouco nos cantos e senti um dedo que me fazia cócegas de um lado, mas ele não se incomodou em responder à pergunta. Dentro, os dois pisos estavam lotados e não havia cadeiras nem mesas disponíveis, por isso ficamos no bar, fazendo um esforço para atrair a atenção do barman. Eu só media um metro e setenta centímetros, então Henry teoricamente tinha uma melhor probabilidade de visão, mas de algum jeito, os olhos do garçom se mantinham justo atrás dele como se fosse invisível. — Deixe-me tentar. — Parei sobre o cilindro de bronze que percorria a base do bar, juntando os braços, mostrando um belo decote sobre a linha baixa do pescoço de minha camiseta solta. O barman notou. Terminou seus pedidos e se dirigiu para mim com um sorriso apreciativo. — O que será? — Cerveja Wodchuck, San Adams e duas doses de tequila — disse e me endireitei.
  7. 7. Henry estava com o seu olhar de irmão mais velho quando me reuni com ele no chão. — O quê? — perguntei, me preparando para o sermão. — Se as tiver, as use. Olhou-me de cima com uma postura de reprovação, juntou seus lábios, mas não disse nada. Deus! Será que nada o faria falar? Depois de descer as doses de tequila, Henry e eu ficamos por aí com nossas frias garrafas nas mãos. Agradecida, vi alguns de seus companheiros da Força Aérea do outro lado da sala, que nos saudaram indicando que fôssemos a sua mesa. Henry pegou minha mão e guiou o caminho através do mar de corpos, seu grande tamanho dividia as multidões para que eu não fosse tragada por elas. — Olá! — Sam, outro Capitão, levantou sua garrafa de cerveja em saudação. Choquei minha garrafa contra a sua. Henry deu umas pequenas saudações com a cabeça e disse: — Olá homem. — Os dois trocaram um olhar silencioso antes que Henry sacudisse ligeiramente sua cabeça. A namorada de Sam, Beth, deu-me um abraço antes que pudesse descobrir o que os meninos estavam dizendo. — Como está? — perguntou-me. — Não te vi em algum tempo. — Estive bem. Ocupada — disse, mantendo um olho em Henry. — E você? Beth começou a dizer algo, mas a banda começou a tocar e não se escutou mais nada. Por um momento ficamos ali movendo nossas cabeças ao ritmo da banda de rock, exceto pelo corpo rígido ao meu lado. Algumas vezes Henry sabia como estragar um bom momento. Mas como sua amiga, era meu dever tirá-lo do estado no qual se encontrava. Fiquei na ponta dos pés e o puxei para baixo, para poder gritar em seu ouvido: — Quer dançar? Olhou-me e logo para a quase vazia pista de dança, para voltar a me olhar novamente. — Diabos, não.
  8. 8. Fingi não escutar. Agarrei sua mão com um inocente sorriso e o arrastei entre a multidão para a pista de dança. — Disse que não. — Disse-me e deu a volta para ir embora. Mas eu ainda sustentava sua mão, por isso pulei diante dele para bloquear seu caminho dançando. Empurrei seu braço sobre minha cintura e lhe sorri da maneira mais sedutora possível enquanto começava a balançar meus quadris ao ritmo da música. Ele revirou os olhos, mas me mantive dançando, segura de que cedo ou tarde cederia. Ele sabia como se divertir, só tinha que tirá-lo dessa carapaça de irritação. A multidão na pista de dança cresceu abruptamente e fui jogada contra Henry, balançando meus quadris contra os seus antes que meu cérebro o notasse e parasse. O efeito foi instantâneo e em dobro. A expressão de Henry mudou ao mesmo tempo em que senti algo duro em seus jeans. Meu rosto se iluminou, mas quando tentei me afastar o braço de Henry se apertou ao meu redor, me aproximando mais. — Aonde vai? — perguntou-me ao ouvido, seu quente fôlego fazia cócegas em meu pescoço. — Pensei que queria dançar. Meu coração batia um milhão de vezes por minuto em meu peito, mas tinha tirado a besta de seu esconderijo e agora tinha que enfrentá- la, acontecesse o que acontecesse. Elevei a vista e o olhei, atuando como se ter sua ereção em meu estômago não fosse grande coisa e tentei tirar vantagem de nossa proximidade. — Por que não fala comigo? — Não quero falar esta noite. — respondeu, seus olhos fixos unicamente em minha boca. A respiração ficou presa em minha garganta quando passou sua língua por seu lábio inferior. — Prefiro fazer outras coisas. Esse foi o momento que perdi a calma. Este era Henry, meu melhor e mais próximo amigo, meu companheiro de quarto, meu irmão mais velho substituto. Ele era muitas coisas para mim, mas definitivamente não era alguém que eu beijaria. Deixei de esperar isso um longo tempo atrás, quando ele deixou claro que me via como sua irmã mais nova e nada mais. E agora ele estava baixando sua cabeça com um olhar sombrio em seu rosto, seu braço se firmou atrás de minhas costas. Minha adolescente gritava de alegria, mas a mulher de vinte e seis anos estava, definitivamente, um pouco alterada.
  9. 9. Desfiz-me de seu abraço e dei um passo para trás. Meu rosto estava superaquecido, meu coração fazia seu melhor esforço para martelar através de meu peito e meu corpo estava vibrando com essa espécie de excitação sexual. O rosto de Henry se rompeu com um sorriso imprudente. — Estamos terminando com o jogo? — falou alto para que o escutasse sobre a música. Assenti. Sim, definitivamente terminaríamos. Por enquanto. ***** Há uma coisa que devem saber sobre Henry e eu: nunca tivemos a intenção de morar juntos. Ele e meu irmão Jason se conheceram no colégio e frequentaram a universidade juntos. Pelo que podia recordar Jason sempre tinha querido unir-se à Força Aérea, era algo certo já que meu pai e meu avô eram pilotos aposentados. Supunha que Henry tinha passado tempo suficiente com Jason para convencer-se que a vida militar também era para ele. Então tinham passado pelo ROTC juntos e eventualmente se uniram à Força Aérea, Jason como um Oficial da Inteligência e Henry como Oficial das Forças de Segurança. Não foi uma surpresa que os destinassem juntos à base aérea em Oklahoma e, é obvio, viviam juntos em um apartamento no lado sul da cidade. Sempre fui a estranha, a terceira roda. Era dois anos mais nova e um pouco como a praga, sempre pedindo que me incluíssem em suas aventuras. Além disso, eu era uma menina e estava "infectada", então quase sempre me deixavam para trás, rechaçada e com o coração quebrado. Muito cedo, inclusive antes que removessem meus ligamentos, estava convencida de que Henry e eu nos casaríamos. Em meus anos de Disney o imaginava como o príncipe encantado. Em seguida, em meus anos de rebeldia, ele era meu bad boy, quem me sequestraria em sua moto. Mas não eram mais que sonhos de uma menina que logo se deu conta de que o menino de seus sonhos estava longe de ser perfeito. A crua realidade era que ele era um menino com defeitos, que frequentemente chegava a ser um imbecil, como todos os homens o eram alguma vez. Depois de me graduar na universidade, aceitei um trabalho como Web Design em Oklahoma e fiquei em seu sofá durante meses enquanto economizava suficiente dinheiro para um apartamento. Henry não estava fascinado com a ideia, de fato fez seu melhor esforço para me encontrar outro lugar para viver. Ainda recordo chegar à mesa nos domingos de manhã e encontrar o jornal aberto na seção de classificados com algumas propriedades já assinaladas, era sua pequena e sutil forma de me dizer que deixasse de arruinar seu campo de solteiro. Henry me inspirou a encontrar um lugar rapidamente, mas então Jason foi destinado ao Afeganistão e disse que poderia ficar em
  10. 10. seu quarto pelos seis meses que estaria fora. Para economizar dinheiro saltei para a oferta. O que eu não sabia, era que meu irmão nunca voltaria. Ele estava reunindo informação, caminhando por um bairro de Kabul, falando com os nativos, quando alguém começou a disparar do nada. Jason nunca teve uma oportunidade. Mesmo agora, sua morte não tem sentido para mim e ainda me aferro à esperança de que, algum dia, encontrem-no em algum lugar nas montanhas do Afeganistão, em mal estado, mas ainda vivo. É uma pequena possibilidade, mas a habilidade de enganar a mim mesma é um de meus melhores talentos. Então, saí do quarto na manhã seguinte com um sorriso, fingindo que nada havia acontecido na noite anterior no Taperwerk. Desloquei- me à cozinha em meu pijama de flanela e liguei a cafeteira. Henry saiu do seu quarto, ainda convertido em uma pessoa cinza e alcançou as xícaras. Comecei a fritar uns ovos e ele pôs pão na torradeira. Quando o café esteve pronto, serviu e arrumou o meu como eu gostava e os levou para a mesa. Comemos em silêncio, nos escondendo em nossos pensamentos para evitar falar sobre a noite anterior. Não estava segura se valeria a pena sequer falar sobre, provavelmente, ele tinha planejado isso para ensinar ao meu bisbilhoteiro traseiro uma lição, mas meu Deus, que dura e longa lição era. Tive que tomar um pouco de café quando a torrada ficou presa na minha garganta desviando meus impróprios pensamentos de Henry para minha falta de sexo. Só necessitava de uma boa foda, isso era tudo. A última vez que tive sexo foi há mais de um ano, quando meu relacionamento com um garoto do trabalho terminou uns meses após a morte de Jason. Não fui capaz de conter meu pesar e Brian foi incapaz de oferecer consolo, então a relação terminou. Embora Brian não tivesse sido o melhor amante, tinha sido um passo diante de "O Coelho". Isso tinha coincidido com o momento em que minha amizade com o Henry era comprovada e cimentada, quando brigávamos e nos reconciliávamos em ciclos por nosso pesar, mas ao final, Henry e eu saímos com um laço inquebrável, e havíamos nos tornado família. — O que vai fazer hoje? — perguntou arranhando o escuro cabelo de seu peito. — Apenas sair para correr no Earlywine — disse, terminando meus ovos. — Por quê? Quer fazer algo?
  11. 11. — Não — disse ele, sustentando a cabeça entre as mãos. — Só vou voltar para a cama. Dormir a ressaca. — Tem ressaca? — perguntei. Tínhamos deixado Taperwerks muito cedo, logo após o tenso momento da pista de dança. Ele só tinha tomado uma dose de tequila e uma cerveja. Ele reuniu os pratos vazios e os deixou na máquina de lavar pratos. — Tomei mais algumas cervejas depois que você foi dormir. Levantei minhas sobrancelhas. Esta era a terceira vez em poucas semanas que estava bebendo sozinho. Algo definitivamente lhe incomodava. — Henry — comecei me inclinando sobre a máquina de lavar pratos. — Quer conversar? Arranhou a barba em seu rosto, pensando por um momento. E então sacudiu a cabeça. — Talvez em outro momento. — disse enquanto caminhava de volta ao quarto. Coloquei um pouco de roupa na máquina de lavar e arrumei meu quarto, dando a Henry bastante tempo para me procurar e falar sobre o que lhe incomodava. Em torno da três finalmente admiti que ele não iria falar comigo. Por isso coloquei minha roupa de exercício e dirigi até o parque para sair de minhas preocupações. Earlywine é um grande espaço gramado que se estendia por três quadras, com um parque de água no centro, como também um edifício da YMCA. Duas pistas para correr delineavam o parque e como sempre estavam ocupadas em uma quente tarde de domingo. Para onde olhasse as famílias estavam desfrutando, os meninos estavam jogando futebol e havia pessoas correndo ou caminhando. Enquanto observava a atividade, bateu uma onda de nostalgia. Não tinha voltado para casa na Califórnia desde o natal e começava a sentir saudades dos meus pais, mas voltar para casa significava voltar para o lugar que mais compartilhei com Jason e, ainda doía, mesmo depois de todo este tempo. Olhava os homens enquanto corria para tirar as coisas da minha mente e, que Deus me ajudasse, mas não podia evitar imaginar nu a cada corredor de aparência agradável. Era tudo culpa de Henry, aumentando meu apetite sexual com a pequena cena que tinha encenado ontem à noite. Tinha suprimido meu apetite por tanto tempo que me sentia confortável assim, mas agora estava acordada e, céus, estava disposta.
  12. 12. Um homem correu me passando, vestindo tênis, calção e pouco mais. Enquanto me ultrapassava tive uma vista privilegiada de sua parte traseira. Tinha bons e suarentos músculos nas costas e suas pernas eram bem definidas enquanto corria. Deve ter sentido meu olhar, porque olhou sobre o ombro e deu um sorriso que mostrava seus dentes, me incitando a alcançá-lo. Animei-me a correr mais rápido quando escutei alguém chamando por meu nome. Parei quando vi Danielle, a namorada de um dos amigos de Henry, vindo para mim. — Olá! — cumprimentei-a, lançando um último olhar para o homem, esperando que desse uma volta a mais no parque. Voltei minha atenção para Danielle, notando seu traje de correr. — Está tão linda! Ela sorriu abertamente. — Obrigado, consegui chegar ao meu peso na semana passada, por isso comprei um novo traje para comemorar. Mostrei meus polegares para cima. Danielle tinha sobrepeso quando nos conhecemos uns meses antes. Mas agora vestia umas calças capri e uma camiseta pequena e aparentava mais saudável que nunca. De repente me senti desarrumada, com meus shorts gastos e minha camiseta velha da UCLA com um furo em uma das axilas. — Então, está preparada para a convocação? — perguntou Danielle enquanto começava a estirar suas pernas. Paralisei. — Que convocação? — Henry não lhe disse? — perguntou, com um olhar de preocupação. — O esquadrão vai em duas semanas. — O quê? — Meu coração que tentava se recuperar da corrida começou a trovejar novamente. — Desde quando sabe? — Mike soube faz dois meses — disse em tom de desculpa. Tentei retorcer minha mente tentando procurar uma razão para que Henry não me contasse sobre a convocação e só uma coisa veio a mim. — Vão para Afeganistão, não é? — perguntei sobre o nó na minha garganta. O ombro de Danielle se levantou. — Por que ele não te disse? Não são companheiros de quarto?
  13. 13. Meu nariz estava corando de maneira muito desagradável, estava muito zangada. — Sim, somos. — Sinto muito, não queria causar problemas. Sorri tão fracamente como pude, dadas às circunstâncias. — Não é culpa sua. — Despedi-me e caminhei para o meu carro. Henry não teria a oportunidade de morrer no Afeganistão como meu irmão, porque eu o mataria primeiro.
  14. 14. Capítulo 2 Bloquear e Carregar Não estava reagindo exageradamente às notícias da convocação. Pelo menos, acho que não. É só que, quando se trata de segredos, Henry e eu não tínhamos o melhor histórico. Primeiro foi o incidente de Bobby Santos no instituto. Bobby era um doce menino — embora um pouco tímido demais — que tinha solicitado a ajuda de Henry para me pedir para ir à festa de graduação, sabendo que Jason provavelmente haveria dito não. De algum jeito, Henry tinha se esquecido de me dizer, e só me inteirei depois do fato, quando o primo de Bobby me enfrentou no corredor por deixá-lo plantado. Henry se desculpou, dizendo que simplesmente esqueceu, pois tinha outras coisas em sua mente. Esquecido, minha bunda. E depois havia o segredo para acabar com todos os segredos, que quase me levou a mudar. Henry tinha sabido da morte do Jason quase no mesmo dia em que ocorreu, mas não me disse até muito mais tarde, quando saiu o comunicado oficial, e familiares e amigos foram notificados. Disse-me que tentava me proteger, que queria atrasar o momento em que minha vida seria mudada. Agora sou capaz de vê-lo considerado o gesto, mas naquele momento estava tão furiosa, que o deixei sem dizer uma palavra e não retornei da Califórnia por uma semana inteira. Até o dia de hoje, ainda me pergunto como conseguiu agir normalmente e não revelar o segredo de que seu melhor amigo havia morrido em ação. Henry, pelo que parece, é um ator muito convincente. Assim que em realidade, não estava exagerando quando no caminho do parque para a casa do parque, avancei um sinal vermelho, quase investi contra o lento e duplo portão do edifício, e estacionei meu Prius como um condutor bêbado. Subi as escadas de concreto do edifício e entrei no apartamento, fechando a porta atrás de mim. — Henry! — gritei. Fui para seu quarto e bati com meu punho sobre a porta, desfrutando da ideia de piorar sua ressaca. — Henry Mason Logan, traga sua bunda aqui agora mesmo! A porta se abriu um pouco e olhou para fora, com o rosto desalinhado e despenteado.
  15. 15. — Que diabos? — disse com voz rouca. — Estará em exercício no Afeganistão na próxima semana? O sono deslizou do seu rosto imediatamente. — Sim. — Estava planejando me dizer alguma hora? — Sim. Eventualmente. — Quando? A caminho para o avião? — quis conter as lágrimas. — Por que não me disse? Achei que éramos amigos! Abriu a porta, mostrando-se esgotado. — Não sabia como dizer — deu um passo mais perto, e eu dei um passo para trás. — Acredito que "Ouça, vou para o lugar onde morreu seu irmão" teria sido suficiente. — Isso é exatamente pelo que não disse. Sabia que te assustaria. — passou uma mão pelo cabelo curto e escuro. — Como não vou me assustar? Jason foi para lá e nunca retornou! — Meu corpo inteiro tremia pelo esforço de tentar não chorar. Henry tinha me visto chorar muitas vezes antes, mas de algum jeito me pareceu importante manter a calma agora. — O que aconteceu com Jason não vai acontecer comigo. — aproximou-me de mim com as mãos estendidas. — Elsie... — Não me importa — disse, evitando seu toque. Estava sendo injusta; sabia e, entretanto, não podia parar a histeria para reconhecer. Meu controle evaporou e as lágrimas correram por minhas bochechas em riachos. A morte de Jason era um rastro em meu coração que ficaria comigo para sempre. Não posso nem sequer começar a imaginar o que a perda de Henry faria em mim também. — Há alguma maneira de que possa escapar disso? — sussurrei. — Por favor? Sentia-me como uma pirralha egoísta por perguntar, mas não pude evitar, eu estava na borda do desespero. Se Henry ia ao Afeganistão, nunca voltaria — tão certo como o câncer, senti a certeza profundamente em minhas vísceras. As escuras sobrancelhas de Henry se juntaram enquanto negava. Sua mandíbula estava apertada quando disse em um tom irritado:
  16. 16. — Sabe que não posso. — Mas... Ele pegou meus braços. — Escute-me, Elsie. Não posso. Não é possível — disse com firmeza, e logo acrescentou em um tom mais suave — mas faria se pudesse. Não podia dizer nada, nem sequer sabia o que diria se minhas cordas vocais não estivessem atadas em nós. Assim que fui embora e tranquei-me em meu quarto. Não falei com Henry pelas próximas vinte e três horas. Precisava de um pouco de tempo para me acalmar, pensar através da minha raiva para não dizer coisas das quais realmente me arrependeria. Não podia decidir o que doía mais: o fato de que se dirigia ao lugar que levou meu irmão, ou o fato de que não me dissesse isso. A raiva e o medo — sobretudo o medo, se estava sendo completamente honesta — carcomiam-me por dentro como ondas. Se visse Henry, não sabia se eu gostaria de plantar um murro em seu estômago ou se eu gostaria de lhe agarrar por medo de não voltar a vê- lo. Estava diante de mim na manhã seguinte, esperando na cozinha com um ramo de oliveira, sob a forma de xícara de café perfeitamente feita. Mas passei junto dele e fiz minha própria xícara para levar, sem me incomodar de dizer adeus antes de sair pela porta da frente. Estive no trabalho até as sete e meia e jantei com um colega antes que finalmente decidisse ir para casa. Henry tinha adormecido no sofá, um livro aberto sobre seu estômago. Aproximei-me mais por curiosidade e vi o título do livro: "A Arte da Guerra de Sun Tzu". Que apropriado, já que ambos estávamos no meio de uma batalha. Queria ir, mas algo na forma em como dormia me obrigou a permanecer, como suas sobrancelhas se juntaram mesmo dormindo, com a boca franzida em uma magra linha. Por um momento, deixei de lado minha raiva e recordei a primeira vez que nos conhecemos. Acabávamos de nos mudar para Monterrey depois de que papai se retirou da Força Aérea, por isso Jason era o novo menino do colégio. Henry tinha se apresentado na fila do almoço e convidou Jason para sentar-se com seus amigos. Não muito depois disso, Henry foi para jantar. Eu ainda estava no colégio, então todos eram insolentes e desajeitados, com cachos presos que sempre estavam desalinhados no
  17. 17. final do dia, por isso não estava preparada absolutamente quando o menino de meus sonhos entrou pela porta da frente depois de meu irmão. Henry luzia cabelo escuro, desordenado e uma intensidade silenciosa que coincidia. Ele não sorriu muito por causa de seus aparelhos, o que lhe deu um semblante áspero, mas era bonito mesmo assim. A meus olhos de adolescente, ele estava mais quente que qualquer coisa da Tiger Beat1 1tivesse para oferecer, ainda mais quente que Jonathan Taylor Thomas. — Seu cabelo está fora de controle — disse-me enquanto apertávamos às mãos. — O seu é pior — disse sem vacilar. Então ele sorriu, todos aparelhos e olhos enrugados, transformando por completo seu rosto. E assim, eu era uma mulher morta. Seu cabelo comprido e seu melhor amigo se foram, e tudo o que Henry e eu tínhamos em comum foi diminuindo rapidamente. E agora, quão único tínhamos como certo, a confiança, estava sendo testada. Entretanto, não era uma completa idiota irracional. Sabia que famílias se despediam de seus entes queridos todos os dias, que eu não era a única pessoa no mundo nesta situação. Um grande número de membros em serviço se foram por um ano de uma vez, perdendo aniversário, até mesmo o nascimento de uma criança. E certamente não era a única pessoa no mundo que perdia um ente querido na guerra. Sabia e, entretanto, meu coração não parava de doer de qualquer maneira. Henry partiria na próxima semana. Estaria aqui, sozinha, neste apartamento com meus medos e pesadelos me fazendo companhia. Henry fez um pequeno som na parte posterior da garganta, uma mescla de gemido e grunhido, mas continuou dormindo. Senti que a minha última grama de raiva desvanecia, quando a virilha de sua calça jeans começou a mover-se, mas antes que pudesse ver aonde conduziria isso, lhe dei uma cotovelada despertando-o. — Henry. Abriu os olhos e seu sorriso sonolento quase derrete minhas calcinhas. Será que se pareceria assim depois do sexo? E por que de repente estava tão determinada a descobrir? 1 Tiger Beat é uma revista para garotas adolescentes, com circulação nos EUA.
  18. 18. — Ei — disse com voz rouca. Sua mão saiu disparada e agarrou a minha, para que não o deixasse outra vez. — Fale comigo, Els. Procurei em seu rosto e encontrei arrependimento. Suspirei. — Gostaria que você tivesse me falado. — Seu olhar sustentou o meu. — Acredite, eu também — disse. — Odiei ter que esconder isso, mas realmente não podia encontrar a maneira correta de dizer. Assenti brevemente. — Sei. Mas preciso saber que posso confiar em você... — Mas é claro que pode confiar em mim. — Que me trate como adulta. Suspirou, seu largo peito subia e descia. — Não posso evitar. Sempre me senti protetor com você. — senti que apertava minha mão. — E sei que é adulta. Você cresceu e se tornou uma bela e maravilhosa mulher. Apesar de meu rosto estar queimando, disse: — As adulações não te levarão a parte alguma. — Às vezes me tiram de problemas — disse com um sorriso. — Assim temos este fim de semana para fazer algo divertido. O que devemos fazer? Levantei as sobrancelhas. — Quer passar o último fim de semana comigo? Não vai ver seus pais? — Não. — Não disse nada mais a respeito da complicada relação com seus pais. Ele nunca fazia. — E na maioria das minhas pré- convocações os Canard2 2estão em uma fila. Assim que sou todo seu este fim de semana. Pensei em algo que não tinha feito em muito tempo, algo que tinha querido fazer quando Jason ainda estava aqui. — Que tal caminhada e acampamento no Red Rock Canyon? 2 Canard: posição horizontal das asas de um avião. Equipamento aeronáutico.
  19. 19. — E algum Rapel3? — perguntou, seus olhos brilhando com emoção. — Definitivamente. Sentou-se e jogou o livro de lado. Apertou minha mão, uma promessa silenciosa de que ele nunca faria nada para me machucar novamente. — Isto vai ser divertido. 3 Rapel: sistema de descida por superfícies verticais. Utilizado em caminhadas, montanhismo, escalada em rocha, etc.
  20. 20. Capítulo 3 Informação Classificada Algum tempo depois da morte de Jason, comecei a ter pesadelos. Eram violentos no início, o que me fazia sacudir e gritar, mas Henry esteve lá para me acordar a cada vez, para sustentar minha cabeça enquanto eu chorava. Às vezes me metia na cama com ele no meio da noite, um ataque preventivo contra os terrores noturnos. Apenas o fato de dormir a seu lado, sem sequer tocá-lo, deu-me o consolo que necessitava para permanecer calma. Não tive pesadelos durante muito tempo, até esta noite. Sonhei que Jason caminhava ao redor de um deteriorado e abandonado bairro de edifícios de cimento sem sua arma ou qualquer outra forma de comunicação. Passou junto a um cão sarnento e parou para acariciá-lo, e nesse pequeno momento de distração, um franco-atirador no telhado foi capaz de liquidá-lo. Este sonho foi diferente, entretanto, porque Henry saiu à rua sem nenhum tipo de armadura e se agachou junto a meu irmão caído. Ele também recebeu um disparo. Acordei, tremendo e coberta de suor, de repente cheia com um sentimento esmagador de ver Henry e me certificar de que estava bem. Assim, embora depois da meia-noite, entrei nas pontas dos pés além da sala de estar e apareci no quarto. Senti-me aliviada de encontrá-lo muito vivo, atirado na cama com apenas um par de calças postas, vendo televisão com as mãos cruzadas atrás da cabeça. — Ei — disse. — Está bem? — Eu... Ele se sentou. — Pesadelos? — Você estava nele desta vez. Bateu no espaço junto a ele.
  21. 21. — Quer passar a noite aqui? Parei na borda da cama, de repente insegura de mim mesma. Tínhamos passado muitas horas aqui, falando e chorando e consolidando nossa amizade. Nunca tinha tentado nada, nunca tinha expressado nenhum tipo de sexualidade comigo até a outra noite. Assim por que estava tão nervosa de repente? — Poderia vir aqui agora? — perguntou-me, rompendo através da minha incerteza. Sem dizer uma palavra, subi na cama e me estirei a seu lado, olhando para o teto. Por fim quebrou o silêncio. — Realmente sinto por não haver dito antes, Elsie. Olhei-o. — Eu sinto por reagir como uma menina mimada. — Simplesmente não pude encontrar o momento nem o lugar para dizer a você. Acredite, pensava nisso dia e noite. — Nem sempre tem que me proteger, já sabe. Posso lidar com isso. Sou uma garota grande agora, se por acaso não se deu conta. Seus olhos azuis brilhavam em seu rosto com um olhar que fez as minhas orelhas arderem. — Eu sei. Tinha certeza de que podia ouvir meu coração pulsando através da minha camisa. — Então sem mais segredos pessoais, certo? Sempre terá sua informação classificada, já sei, mas que me esconda algo assim... bom, me dói. Estendeu seu dedo mindinho e selamos o trato. — Promessa. Olhamos um para o outro durante um longo momento, sem dizer nada. — E agora o quê? — perguntei finalmente. — Lidaremos com isso, suponho. Não há muito mais que possamos fazer.
  22. 22. Ele deixou escapar um suspiro lento pelo nariz. — As possibilidades de que isso aconteça para mim são bastante escassas, já sabe. Meu trabalho é proteger a base, não mesclar com os nativos. — Posso obtê-lo por escrito? — perguntei-lhe com um sorriso. — Quero uma garantia por escrito e registrado, inclusive, de que você irá ficar bem. Ele soltou uma risada curta. — Não posso fazer isso. Mas posso prometer que vou tentar com toda minha força voltar para casa inteiro. As lágrimas de meus olhos surgiram inesperadamente. — Honestamente, não sei o que faria sem você — disse com a voz trêmula. — Ouça — disse, puxando-me para o seu lado. — Não chore. Apoiei a bochecha sobre sua pele nua, com as lágrimas caindo por meu rosto e empapando o cabelo curto e escuro de seu peito. — Cheira bem — disse entre soluços. — Às vezes tomo esta coisa chamada banho — disse para tentar aliviar o ambiente. — Tente alguma vez. Dei-lhe um golpe brincalhão no estômago, contente de ter de volta o velho Henry. — Espertinho. Agarrou minha mão e me bateu com ela, sua forma favorita de me atormentar desde nossa adolescência. — Deixa de bater em si mesma, Elsie — disse com um sorriso. — Querer fazer mal a si mesma, não te fará nenhum bem. Lutei contra seus fortes braços, rindo apesar da umidade no rosto. Girei ao redor e de algum jeito me encontrei em cima dele. Henry mordeu o lábio inferior. — Está tentando me seduzir? — perguntou com um sorriso travesso. Belisquei seu nariz e deslizei para longe dele, sentindo uma sacudida surpreendente quando meus mamilos esfregaram contra seu peito. Fazendo caso omisso da confusa sensação, reatei nossa posição
  23. 23. aconchegante, apoiando minha mão em seu estômago. Ele pôs sua mão sobre a minha e lançou um pequeno suspiro de satisfação que senti em meus ossos. Derreti-me do seu lado, me encontrando de repente com sono. — Não sei o que vou fazer sem você tampouco. — foi o último que o ouvi dizer antes que o peso do destino resultasse ser muito pesado para minhas pálpebras. ***** Estava tendo um sonho erótico onde surpreendentemente Henry e eu estávamos nus, suas grandes mãos vagando por meu corpo enquanto nos beijávamos como se nunca fôssemos nos ver novamente. Podia sentir sua ereção pressionando contra mim, seu desejo era tão evidente que quase podia cheirá-lo. Agachou-se entre nós e sua mão pegou meu monte, me fazendo gemer quando seus dedos deslizaram dentro. Para lhe devolver o prazer, agarrei a grossa ereção e comecei um movimento de suave puxão. — Uh, Elsie — disse. — Henry — gemi contra ele, bombeando mais rápido. — Elsie, acorde. Meus olhos abriram de repente, surpresa de que tudo tinha sido um sonho. Parecia ter sido tão real. — Umm... Meus olhos se arregalaram com horror quando percebi que minha mão estava, de fato, dentro das calças de Henry, meus dedos ainda envolvidos em torno de seu pênis ereto. — Que demônios!? — gritei, lutando contra o horror. — O que estava fazendo minha mão aí? Henry conteve um sorriso enquanto fechava seu cinto. — Acredito que sabe o que estava fazendo. — Quero dizer por que estava aí, em suas calças? Fez isso? Ele começou a rir agora, sérias gargalhadas. — É obvio que não. Isto é tudo o que sei. Acordei com você me maltratando.
  24. 24. Cobri minha boca com a mão — a outra mão — sentindo meu rosto arder em chamas. — Estava gemendo também? — Talvez um pouco. — OH, Meu deus! Pensei que estava sonhando. — Cobri meu rosto com as mãos, morrendo de vergonha. Mordeu os lábios, mas não teve êxito em ocultar sua diversão. — Você sonha me masturbando? — perguntou. — Não! — gritei. — Sinto muito por abusar sexualmente de você — disse, e fugi do quarto logo que meus pés puderam, a risada de Henry se arrastava atrás de mim como papel higiênico agarrado no sapato. Fui trabalhar trinta minutos antes esta manhã, cheia de pura vergonha. Não queria ter que ver o sorriso de Henry, não queria ter que explicar por que minha mão inconsciente o tocava em seus lugares privados. Várias pessoas vieram a meu espaço no trabalho, me perguntando se tinha febre porque meu rosto ainda estava tão vermelho. OH, é só porque acidentalmente masturbei o meu colega de quarto esta manhã, pensei em dizer isso logo morrendo um pouco por dentro. Resultava difícil me concentrar no trabalho. Cada vez que escrevia algo ou alcançava o mouse, sem me dar conta baixava o olhar para minha mão, recordando como sentia Henry em minhas mãos, a pele suave e aveludada que deu passo à parte inferior do músculo sólido. Imaginava que o guiava dentro de mim, me enchendo por completo com esse olhar sombrio no rosto... Fiquei de pé, meu corpo inteiro superaquecido, e corri para o banheiro tão rápido quanto minhas botas permitiram. Queria apenas salpicar água fria em meu rosto, mas assim que estive na intimidade do banheiro, sabia que só havia realmente uma maneira de que pudesse passar o dia. Então me tranquei em um cubículo, levantei a barra da saia e deslizei a mão dentro da minha calcinha. ***** Meu corpo relaxou um pouco pelo resto do dia, mas no momento em que entrei no apartamento, muito do desejo veio correndo novamente. Quando coloquei a chave dentro da fechadura, quase decidi esquecer o pensamento e simplesmente foder Henry sem sentido.
  25. 25. Sim, a palavra F, porque ele não podia fazer nada menos. Eu estava tão excitada, que até mesmo contemplava a ideia de pegá-lo duas vezes. Mas quando entrei, encontrei com o Henry e outro homem na sala de estar, cada um descansando em um sofá diferente, com uma cerveja na mão. Tinham estado falando de trabalho, mas pararam quando entrei na vista. — Olá — saudou Henry, seu rosto cuidadosamente carente de expressão. Estava quase lúcida quando seus olhos azuis deslizaram lentamente por meu corpo, aquecendo-me até a medula. Meus joelhos quase dobraram. Não sabia quando havia adquirido esse poder especial sobre mim, mas eu queria que desaparecesse. Não podia me dar o luxo de estalar em chamas cada vez que me olhasse dessa maneira. — Elsie? — perguntou-me, franzindo o cenho. Pisquei, me dando conta de que estava atordoada por um segundo. — Huh? A sombra de um sorriso cruzou sua boca antes de dizer: — Elsie, conheça o tenente Jack Coulson. Está se mudando para um apartamento do outro lado do pátio. Sorri para o Jack, notando a juventude e a inexperiência em seu rosto. Não podia ter mais de vinte e dois anos. — Muito prazer. Jack levantou e apertou minha mão. — Um prazer — disse. — Trabalham juntos? Jack permaneceu de pé. — Sim, senhora. Acabo de me mudar ao 72º Esquadrão das Forças de Segurança. O Capitão Logan é meu chefe. Olhei para Henry com uma sobrancelha levantada. Meu primeiro impulso foi dizer algo gracioso, mas lembrei de manter minha sarcástica boca sob controle. Henry era o chefe deste rapaz e era necessário manter um sentido de autoridade.
  26. 26. — Isso é muito bom — disse-lhe em vez disso. Henry me lançou esse olhar azul 43, uma vez mais, fazendo esse sexy deslizamento por meu corpo que parecia como uma carícia. Dei a volta, farta da reação desleal do meu corpo por essas olhadas. Não era como se estivesse realmente atraída por Henry, apenas precisava de um bom sexo e aconteceu dele ser o cara mais próximo disponível. Isso é tudo o que era. Certamente havia outros homens que pudessem estar interessados. Desculpei-me, decidi que uma longa corrida no parque era justamente o que meu corpo necessitava. Quase uma hora mais tarde estava de volta ao apartamento, suada e ainda frustrada. Tinha corrido mais de seis quilômetros, entretanto, meu corredor misterioso não apareceu. Pulei no chuveiro com a esperança de me refrescar. Funcionou durante um tempo, até que saí para sala de estar para encontrar Henry definitivamente não vestido. Não usava camisa (este homem sequer possuía uma?) E estava suado de ajudar Jack a mudar suas coisas à três lances de escadas. Ele virou, então fui capaz de olhar tranquilamente suas musculosas costas, desde seus amplos ombros que diminuíam progressivamente em suas omoplatas, uniformemente em duas covinhas que caíam por debaixo da cintura de sua calça jeans. Virou-se limpando seu peito com uma camisa em ruínas. — Ei, o que é que você quer fazer esta noite? Hmm, o que quero fazer esta noite, além do óbvio? — Estava a ponto de comer um sanduiche de manteiga de amendoim e ler um livro — disse com tanta naturalidade quanto pude. Ele arqueou as sobrancelhas. — Tem certeza? Eu ia pedir uma pizza. Meus olhos se moveram para seu torso — tinha o melhor pacote de seis abdominais que já conheci em toda minha vida — antes que olhasse para outro lado. — Tenho certeza. Ele inclinou a cabeça. — Vamos, vou na próxima sexta-feira, passe algum tempo comigo.
  27. 27. Bom, merda, por que tinha que colocar dessa maneira? Entretanto, suas palavras ajudaram porque a iminente convocação era o amortecedor sexual que realmente precisava. O fato era que ele estava indo embora. Deveria passar um tempo com ele. — Tudo bem, está bem — disse-lhe com um suspiro exagerado. — Mas, por favor, coloque uma camisa. Sorriu e me jogou o telefone. — Ligue para a pizzaria, sim? Vou apenas tomar um banho. Henry e eu comemos sentados no tapete, apoiada no sofá de camurça. O sofá tinha sido a primeira compra importante de Jason e tinha ordenado que ninguém comesse a um metro e meio ao redor dele quando era ainda novo. Depois de sua morte, converteu-se em um ritual que observamos para preservar a memória de Jason. Coloquei um filme sobre super-heróis enquanto jantávamos contente de ter um pouco de distração durante um tempo. — Se você tivesse qualquer super poder — perguntei. — Qual seria? — Qual escolheria, ou com qual nasci? — perguntou, balançando uma garrafa de cerveja entre as pernas. — Porque sim, nasci com uma superpotência, diria que é muito, muito ridiculamente atraente. Joguei-lhe um guardanapo amassado. — Não, quero dizer qual escolheria? Ele comeu um grande bocado de sua terceira fatia de pizza e mastigou um momento antes de dizer: — Escolheria a capacidade de voar. — Huh, eu teria escolhido invencibilidade para você. — Assim pode sair ileso da guerra, queria acrescentar, mas não queria estragar o estado de ânimo. — Para poder entrar em sua ducha e ver você nua? Dei-lhe uma tapa no braço. — Não, invencível. — Oh, isso invencibilidade — disse com um sorriso, parecendo mais feliz do que o tinha visto em meses. Ele tomou um gole de cerveja e disse:
  28. 28. — Então, vamos falar do que aconteceu nesta manhã? A pergunta me pegou de surpresa e meu cérebro lutava para chegar a uma resposta elegante. — Eu, é... — Porque acredito que o elefante do quarto deve ser abordado — disse. — E não me estou referindo a meu tamanho colossal. Comecei a rir, finalmente encontrando minha voz. — Não é tão grande, meu amigo. — Quão grande você diria que é então? — Ele levantou as mãos em sessenta centímetros de distância. — Assim, assim de grande, não? — Clarooo. — Sorri, sentindo a vergonha derreter na distância. — Sinto muito. Não sei do que se trata isso. — Acredito que isso se refere a sua mão no meu pau. — Ele riu ante minha reação chocada e continuou: — Preferiria que o chamasse meu falo? Meu martelo? O que acha de minha espada de porra? . Cuspi minha bebida, nunca tinha ouvido a última antes. Os olhos de Henry brilharam com travessura. — Para registro, é mais que bem-vinda a agitar minha manteiga em qualquer momento. Sério, amanhã, tarde, noite, sempre. Minha risada ficou presa na garganta enquanto suas palavras pintaram um quadro muito vívido em minha hiperativa imaginação. Tomei um grande gole do meu copo de água, dividida entre mudar de tema e pressioná-lo por mais detalhes do que podia fazer com seu pênis. Comecei quando ele apertou a garrafa de cerveja fria em minha bochecha. — Está toda vermelha — disse, com o rosto de repente mais perto do que eu recordava. Tocou com seu polegar minha bochecha e percorreu ao longo de minha mandíbula. — Alguma vez já disse que adoro sua pele? É como leite, tão cremosa, mas sempre disposta a tomar cor. Não podia respirar. Não sabia que demônios tinha me acontecido, mas em algum lugar entre descobrir seu segredo e despertar com minhas mãos em suas calças, tinha me tornado alguém que mal podia formar uma frase coerente. Eu não queria ser essa garota, toda assustada, quando um rapaz atraente dava atenção, mas não pude reagir a sua proximidade de outra maneira. Henry me deixava
  29. 29. estupefata. Quando seu polegar riscou meu lábio inferior, perdi. Ou, melhor dizendo, deixei que o arame fino de controle se rompesse. Atravessei o espaço entre nós e o beijei, e ele, por sorte, não se afastou. Em vez disso, agarrou a parte de trás da minha cabeça e aprofundou o beijo, a língua uma confusão escorregadia, emaranhada. Brandamente mordeu meu lábio inferior e, sem seguida, se apartou e me deu esse olhar sombrio e quente com o qual tinha fantasiado. — Elsie, eu... Esperei o resto das palavras, mas não disse nada mais. Apenas passou uma mão pelo cabelo e depois esfregou o rosto. — O que é? — perguntei, pronta para que dissesse logo e pudéssemos voltar a nos beijar. — Isto pode ser complicado — disse finalmente. — Não tem por que ser. Olhou meus lábios durante muito tempo, depois, com um suspiro, finalmente encontrou meus olhos. — Será melhor que não — disse, ficando de pé. — Sinto muito.
  30. 30. Capítulo 4 Detonação Não pude dormir a noite toda, pensando nas carícias, no beijo e no que disse sobre as complicações. Ele iria em onze dias e não voltaria durante meio ano, não nos faria nenhum bem iniciar nada agora, sobretudo algo tão complicado como dormir juntos. Entretanto, uma pequena parte de mim o queria de qualquer maneira, queria empurrar através da barreira que nos tinha retido durante todos estes anos e averiguar que demônios havia do outro lado. Todos estes anos tinha mantido meu amor à distância, pensando que nada poderia acontecer entre nós, que fomos banidos para sempre no deserto da amizade. E se houvesse alguma outra parte, um meio termo no qual pudéssemos estar juntos em corpo e manter nossos corações separados para não pôr em perigo a amizade? Esse tipo de lugar por acaso existia? Finalmente adormeci quando me ocorreu uma resposta, as possibilidades me enchiam com uma sensação de esperança. No dia seguinte cheguei em casa do trabalho com um plano e um saco de comida para viagem, com Chili. Tirei os pratos e comecei a preparar a comida quando Henry veio caminhando para fora do meu quarto com calças de camuflagem e uma camiseta branca que abraçava seus músculos. — O que fazia no meu quarto? — perguntei com uma sobrancelha levantada. Ele levantou um coldre de perna que havia utilizado no último Halloween quando tinha me fantasiado de Lara Croft. — Estava fazendo minhas coisas e não podia encontrar meu outro coldre. E eis que ele estava em seu quarto. — Sinto muito — disse. — Suponho que me esqueci de devolvê-lo. — Ah, sim — disse com esse olhar sexy, deslizando novamente. — Pode ter isto primeiro, somente tem que usar esse traje todos os dias. Estava pensando por uma réplica adequada quando a comida chamou sua atenção. — O que é tudo isto? — perguntou, de pé diante do balcão. — Só queria te recordar o que perderá quando tiver ido.
  31. 31. — Você não está jogando limpo. Debrucei-me sobre o balcão e apertei meus braços juntos, como havia feito no bar, o decote do meu vestido envelope foi o cenário perfeito para meus bens. — Ouça, quando as tem, usa-as. Os olhos de Henry se esforçaram para manter-se à margem do seu maldito destino, meu decote, mas no final, o puxão gravitacional foi demais. Tragou saliva e franziu o cenho. — O que você está fazendo? Sustentei seu olhar, tentando transmitir minha mensagem. — Recordando o que você está perdendo. Meu coração batia freneticamente enquanto me estudava, sua expressão mudou da dúvida para o desejo. Depois do que pareceu uma eternidade, separou-se do balcão e se aproximou do meu lado, colocando suas mãos na borda do balcão, essencialmente me prendendo no lugar. Seu rosto a centímetros do meu, perguntou com voz rouca: — Tem alguma ideia do que me faz? Neguei com a cabeça, mas não me importo. Deu um passo mais perto, pressionando sua ereção contra meu estômago. — Deixa-me louco. — Baixou a cabeça e senti seu fôlego em meu pescoço, em minha orelha. — Faz-me desejar algo que não posso ter. Meu fôlego saiu em ofegos desiguais quando disse: — Sou todo tua, Henry. Suas mãos agarraram a saia do meu vestido, subindo, envolvendo em seus punhos. — Tenho te desejado durante muito tempo, Elsie — disse. — Se não tem certeza disto, diga-me agora e darei um passo atrás e poderemos voltar a fingir que nada aconteceu. A barra do meu vestido levantou uns centímetros mais acima de minha coxa enquanto recolhia mais tecido em suas mãos. Estava paralisada pela curva de seu lábio superior, me perguntando como nunca tinha notado seus lábios perfeitos até agora.
  32. 32. — Elsie, diga-me — grunhiu. Puxei-o pelas chapas de identificação e aproximei seu rosto do meu. — Desejo você tanto quanto você me deseja — sussurrei contra seus lábios. Suas mãos se apoderaram da minha bunda e me levantou no balcão ao mesmo tempo em que sua cabeça desceu por um beijo. Deslizou o vestido até as coxas, com as palmas quentes sobre minha pele, e de repente, suas mãos estavam dentro da minha calcinha de renda. Dei um grito afogado quando seus dedos encontraram minha entrada. Empurrou um longo dedo dentro, e o pressionou enquanto gemia. — Realmente quer isto? — perguntou, a dúvida continuava evidente em sua voz. Ou talvez só gostasse de me ouvir suplicar. Empurrou outro dedo no interior e começou uma corrida lenta e escorregadia. — O que pensa? — perguntei, sabendo que estava encharcada. — Penso — começou a dizer, movendo os dedos para cima de uma forma deliciosa que me fez ofegar, alcançando o lugar correto. —.. Que... — Outro movimento. —.. Você... — dei um grito afogado. —.. É... — Apertei-lhe com força, intensificando as sensações. —.. Sexy... — Tão perto. — Foda-me. — Com isso, começou a mover os dedos com rapidez, e depois de uns segundos, joguei a cabeça para trás e finalizei em seu redor, minhas pernas e minhas vísceras tremendo enquanto ele continuava com o assalto. Agarrei-lhe a cabeça e dei um beijo, gemendo em sua boca. — Quero te sentir dentro de mim. Ele hesitou, olhando para o quarto, quando agarrei sua cabeça e o beijei novamente. — Estou tomando pílula — disse-lhe. — E estou limpa. Você está? — Oh, sim — disse, e arrastou mais beijos por minha pele. Desabotoei suas calças e coloquei a mão em sua cueca, envolvendo meus dedos ao redor de seu eixo duro. Ele agarrou meu punho, me impedindo de lhe acariciar. — Não. Eu quero mais. — baixou as calças e cueca, deixando livre seu grande pau.
  33. 33. Olhei para baixo corretamente, pela primeira vez, impressionada não só por sua longitude, mas também sua grossura. Henry era um menino grande com um grande brinquedo proporcional. — Está preparada? Quando assenti, pressionou a cabeça na entrada e logo deslizou em meu interior com um só golpe limpo. Dei um grito afogado, me sentindo tão cheia que poderia explodir. Apertei-lhe enquanto investia, e logo deslizou para trás centímetro a delicioso centímetro. Apertei minha boca em seu pescoço para não gritar em voz alta, meu corpo era um pacote de nervos a flor de pele. — Elsie — disse entre dentes, suas mãos em meu traseiro quando começou a aumentar o ritmo. Envolvi minhas pernas em torno de sua cintura, e ele penetrou mais profundamente. — Isso é tão fodidamente bom — gemeu contra meu cabelo. Com isso gozei novamente, o orgasmo estalando através do meu corpo como um branco e quente maremoto. Henry deu um pequeno grunhido e bombeou mais rápido, me agarrando com tanta força contra ele que esteve a ponto de me levantar do balcão. Com um impulso final seu corpo ficou rígido e pressionou o rosto contra meu pescoço, tentando recuperar o fôlego. Agarrei a parte posterior de sua cabeça e o sustentei apertado, sem querer deixá-lo ir, querendo retê-lo dentro de mim para sempre. Depois de um momento, olhou para cima, com os olhos em um mar de emoções. Parecia preocupado quando disse: — Há mais uma coisa que não te disse. Meu coração parou. Não podia ter mais más notícias, não agora. — Estou apaixonado por você, Els — sussurrou,como se tivesse medo de ser escutado. — Eu te amei desde o dia que cortou meu cabelo pela primeira vez. Em lugar de lidar com a surpreendente confissão, lancei-me diretamente na lembrança, quando mal tinha quinze quase dezesseis anos, na realidade, e Jason e Henry estavam prestes a ir para a universidade. Henry sempre ostentava um brilhante cabelo mais comprido que às vezes lhe roçava os ombros, entretanto, tinha que ter o cabelo curto
  34. 34. para o ROTC. Desde que mamãe não estava em casa, eu era a única qualificada para usar as tesouras, por isso tinha levado a cabo a tarefa difícil, frenética e dilaceradora de cortar todo esse bonito cabelo escuro e ondulado. Havia sentido seus olhos em mim através do espelho, mas mantive minha atenção, com cuidado de não enviar Henry à universidade com um torto corte de cabelo. A sabotagem me ocorreu em um momento de puro egoísmo — pensar que as desavergonhadas universitárias poderiam deixá-lo sozinho se tinha um caminho de rato em um lado da cabeça — mas no fim não pude fazer. Já estava desfigurando algo bonito, cortando a coisa que nos unia, e não poderia possivelmente arruinar ainda mais. Quando terminei, olhei-o através do espelho, e o menino que conheci alguma vez tinha ido embora. No seu lugar havia um jovem elegante, preparado para enfrentar à academia e o mundo, e finalmente afundei em que ele estava me deixando. Nunca voltaria a viver a somente duas ruas de distância, nunca mais viria para passar o tempo e jogar videogame. Meu coração havia quebrado dez vezes nesse dia. Mas agora mesmo o menino que estava em meus braços, dizia-me que estava apaixonado. E eu estava confusa como o inferno. Pensei que podia ler todos seus pensamentos, mas sua confissão me surpreendeu, fez-me perguntar se eu o conhecia absolutamente. — Não sabia... — comecei. — Pensei que isto era só sexo. Ele se inclinou para trás como se tivesse pressionado um ferro quente em seu peito. — Em todo o tempo que viveu aqui, quantas vezes você me viu somente tendo sexo com uma mulher? Dei de ombros, pensando em todas as mulheres que tinham acompanhado Henry a nossa casa. Teve duas namoradas desde que vivi aqui, e ambas duraram ao menos uns quantos meses, sem dúvida mais que uma aventura de uma noite. — Nenhuma — disse fracamente. Senti-me vazia quando se retirou de mim e subiu as calças de camuflagem, como se de algum jeito houvesse devolvido todo o prazer que me tinha dado só uns minutos antes. Neguei com a cabeça, me perguntando como demônios as coisas descarrilaram tão rápido. — Assim não é como se supõe que deveria ser. Lançou-me um olhar inquieto me dizendo que não esperava este final tampouco, mas como um cavalheiro, ajudou-me a descer da mesa e ajeitou minhas roupas.
  35. 35. — Bom — começou a dizer, tentando ter um tom mais claro. — Obrigado pelo bom sexo. Comerei as costelas mais tarde. Se ele tentava me ferir, tinha conseguido. Com o coração doendo, o vi pegar as chaves do gancho e sair.
  36. 36. Capítulo 5 Sob Fragmentos Quebrados Durante meu último ano escolar Henry veio para casa para as férias de Natal uns dias antes que Jason. A última vez que tinha visto Henry tinha sido quase um ano antes e se eu pensava que parecia mais velha, Henry me ganhava. Vinha dirigindo para casa da escola quando vi esta pessoa parada na entrada de minha casa com as mãos nos bolsos de sua jaqueta, parecendo incrivelmente familiar, mas muito crescido para ser o garoto que eu conhecia. Estacionei na calçada e corri para ele. Esquecendo por um momento de mim, enquanto me jogava em seus braços. — Henry! — choraminguei, envolvendo meus braços atrás de seu pescoço. — Quando chegou? Ele sorriu e me baixou. — Faz só uma hora. Manteve-se à distância de um braço com um pequeno sorriso brincando na borda de seus lábios. Tocou meu cabelo, que parecia mais curto e com cachos um pouco mais relaxados. — Você parece tão diferente. — Bom você... — Olhei-o procurando as palavras. Ele sempre foi alto, mas durante o ano passado cresceu e realmente tinha sombra de barba. Eu acariciei sua mandíbula e sorri sentindo formigamento pela sensação e pelo garoto que estava diante de mim. — Elsie... Ambos nos viramos para a voz e recordei de repente que tinha um passageiro em meu automóvel nesse dia. Separei-me de Henry como se tivessem me pegado em algo indecente e virei para Zach, meu novo namorado. — Oi Zach — disse em meu tom mais casual. — Este é Henry, o melhor amigo de meu irmão. Girei novamente para Henry e me contive pelo olhar que vi em seu rosto, uma mescla confusa entre traição e decepção. A expressão se dissolveu em um cordial sorriso um momento depois e nunca voltei a ver esse olhar novamente. Até hoje. Henry não tinha voltado para casa para o momento em que fui à cama. Chequei meu telefone várias vezes, certa de que já teria me
  37. 37. enviado alguma mensagem de texto, mesmo que fosse apenas para me repreender. Ele e eu brigávamos como irmãos regularmente, mas nunca antes tinha me machucado. Nunca antes havíamos nos sentido tão insignificantes. Ele me amava. Essa confissão era uma bomba que chegava quando menos esperava. Agora todas suas ações, todos esses longos olhares e silenciosos que tinha me dado me produziam dúvida. O que tinha passado por sua mente todo este tempo? Suponho que não importa o quanto se acredita que conhece alguém, a dura realidade é que nunca chega a conhecer realmente a ninguém. Despertei em algum momento da noite quando as dobradiças de minha porta rangeram ao abrir-se e ouvi os suaves passos de Henry cruzando o quarto. A cama cedeu sob seu peso enquanto ele subia e se aconchegava em minhas costas. — Eu te amo Elsie — disse Henry, enterrando seu rosto em meu cabelo. — Só queria que soubesse antes de eu ir. Meu coração pulou no meu peito ante a ternura de sua voz. — Obrigada por me dizer — disse. — Por que não disse antes? — Ele girou e descansou sua bochecha de um lado da minha cabeça. — Não sei. Você era apenas uma pequena menina, mas em algum ponto do caminho passou de ser a chata irmãzinha do Jason a esta linda mulher resplandecente. Agarrei seus pulsos e arrastei seus braços ao meu redor, suas palavras aqueciam o meu coração. — Logo que o Jason morreu, senti que tinha que ocupar seu espaço e ser seu irmão mais velho. Não se supunha que tivesse sentimentos românticos por você — disse. — Mas que Deus me ajude, não posso evitar. Não quando vivemos no mesmo apartamento, passando tanto tempo juntos. Olhe, não preciso que me diga que também me ama se não se sente assim. Só quero que esta noite saiba que estar contigo significou alguma coisa. Virei em seus braços e o olhei no rosto. — Não foi só sexo para mim tampouco. E sim, quero você Henry, mas ainda não sei se estou apaixonada por você. Ele assentiu, pressionando sua testa contra a minha.
  38. 38. — Eu posso lidar com isso. — Mas sim, preciso de você. — E? — perguntou com um sorriso travesso. — Preciso que você permaneça se esta coisa entre nós terminar. Não pode só se mudar e me jogar para fora da sua vida. Ele assentiu solenemente. — E preciso que volte vivo e bem. — Meu peito estava oprimido, com a certeza de que ele nunca voltaria, mas fingi não sentir isso. Depois de tudo, o que eu sei, não sou vidente. — Farei o meu melhor. — Suas mãos se meteram sob minha camiseta e me acariciaram acima e abaixo por minhas costas. — Preciso que faça algo por mim. — Qualquer coisa — inspirei, a sensação de suas mãos ásperas enviavam cócegas a minha cabeça. — Preciso que esteja aqui quando eu voltar. Beijei a ponta de seu nariz. — Estarei aqui. Não irei a lugar algum. E então estávamos um sobre o outro. Nossas mãos acariciando, apertando, nos tocando com total abandono. Arrancamos a roupa com uma velocidade nascida do desejo. Gemi quando sua pele nua tocou a minha, meus seios se chocaram contra seu peito enquanto nos beijávamos. Agachou-se e pegou um dos meus mamilos na boca, sugando forte e arqueei minhas costas e esfreguei meus dedos por sua cabeça incentivando-o. Ele moveu ao outro peito, dando a mesma atenção que ao anterior. Protestei quando o mordeu, causando imediatamente um fluxo úmido na minha virilha. Ele lambeu o vale entre meus seios, em seguida, se moveu para baixo, imprimindo beijos em meu estômago, meu umbigo e interior das minhas coxas. Um sorriso cintilou em seu rosto um momento antes de desaparecer entre minhas pernas. Havia recebido sexo oral de um só homem antes, sabia como era ter uma língua aí abaixo, mas Henry estava em um nível completamente diferente. Não me interessava saber onde tinha aprendido esses movimentos, mas sua língua era professora enquanto lambia e deslizava por minhas dobras de uma forma lânguida, mas firme. Inspirei profundamente quando sua língua empurrou dentro de mim e toda sua boca cobriu meu monte, formando um vácuo de prazer.
  39. 39. — Oh! Deus — suspirei, pegando sua cabeça enquanto minhas vísceras se aferravam a sua língua, esperando por mais. Não haveria nunca suficiente dele dentro de mim. Minhas costas arquearam sobre a cama e quando estava perto de terminar, o desesperador homem se afastou. — O quê? Por que parou? — choraminguei. Ele se posicionou sobre mim. — Porque sim. — Foi tudo o que disse antes de afundar em mim e fazer vibrar um orgasmo por todo meu corpo. Saiu e voltou a entrar até o fundo, me dando outra onda para superar. Gritei a terceira vez que se enterrou em mim, o orgasmo seguia e seguia. Então parou, com seus olhos fechados e suas sobrancelhas juntas, desfrutando da sensação de minhas paredes vaginais fechando em torno dele. — Elsie... — disse com uma voz trêmula, retirou-se lentamente e entrou ainda mais lentamente, continuou a lenta tortura a um ritmo que me fazia apertar sua bunda, incentivando-o a ir mais rápido. Mas manteve seu ritmo sem pressa, com seus braços em ambos os lados da minha cabeça enquanto nos beijávamos meigamente. Henry estava fazendo amor comigo. Perceber isso foi como se uma avalanche passasse por cima e eu ficasse soterrada. Apareceram lágrimas nos cantos dos meus olhos enquanto o olhava, sem poder acreditar que este homem, que uma vez foi só um menino, fosse meu. Pelo menos neste momento. Enrolei minhas pernas em torno dele e o incentivei a entrar mais profundamente. Ele nunca aumentou a velocidade, nunca hesitou em sua estável confiança e senti outro orgasmo borbulhando dentro. Com cada entrada e saída meus músculos apertando cada vez mais, meu corpo convertido em um espiral para ele até a estocada final que me quebrou, fez-me gritar seu nome enquanto ele gritava sua liberação. Mais tarde fez o atípico e ficou no meu quarto, dormindo na cama que tinha protestado — muito suave e cheira a menina — faz séculos, envolvido em torno de mim como minha própria manta de homem. E pela primeira vez em muito tempo, desde a morte de Jason, realmente me senti em um profundo e significativo sono. ***** Você sabe dessa frase sobre dar um passo atrás para ter uma melhor perspectiva? Bom eu não precisava; tudo o que precisava eram seis horas de sono. Quando despertei na manhã seguinte com a visão do rosto adormecido de Henry junto a mim, meu coração quase explodiu com um sentimento tão forte, tão feroz, que só um tolo poderia confundir com outra coisa.
  40. 40. Estava enganando a mim mesma todos estes anos. Pensando que poderia viver toda minha vida como nada mais que colegas de quarto. Pensei que conseguiria extinguir com êxito o fogo que ardia dentro de mim por ele, mas no espaço de uns poucos dias, as cinzas foram retomadas e toda a maldita coisa se tornou uma fogueira. Estava loucamente apaixonada por Henry: sempre estive e, provavelmente, sempre estaria. Admitir isso me estimulou e me assustou terrivelmente. Era como a sensação de jogar-se para trás em um balanço, sentir a adrenalina e ver o mundo de uma perspectiva completamente diferente e mesmo assim saber que haveria grandes possibilidades de que me chocasse contra o concreto. Mas sabia, enquanto arrastava meu dedo gentilmente pela sua testa e através da ponta do seu nariz, que este era um risco que estava disposta a assumir. Quando meu dedo alcançou seus lábios, ele abriu sua boca e mordeu meu dedo. — Bom dia — disse com um sorriso preguiçoso. Alcançou meu ombro e deslizou a mão por minha cintura e meu quadril. — Estou um pouco triste de acordar e te encontrar tocando meu nariz, em vez de... outras coisas. Estiquei-me para baixar e solucionar a situação quando chequei meu relógio do criado mudo. Sentei com um pesado suspiro. — Tenho que me preparar para o trabalho. Ele enterrou a cabeça no travesseiro e gemeu. — Não, não, não. — E então agitou uma mão diante do meu rosto e disse: — Não vá hoje, falte um dia por motivo de doença. — Só se eu pudesse, Henry Wan Kenobi, mas tenho clientes importantes que virão hoje — disse lhe dando um último e pausado beijo. — Continuamos. O trabalho foi insuportável. Minha reunião com The Oklahoman sobre o redesenho do seu site, tomou muito tempo à medida que elaborávamos o projeto. Para ser honesta, provavelmente demorei mais tempo porque minha mente não estava nessa sala de conferências, a não ser na Base de Força Aérea de Tinker, onde Henry tratava de completar sua lista de verificação prévia para a convocação. Só tínhamos uma semana para estar juntos, parecia-me uma pena perdê-la afastados, mas o que poderíamos fazer? Éramos adultos com responsabilidades, mesmo se agíssemos como adolescentes apaixonados.
  41. 41. Justo antes do almoço, o site de um cliente falhou e, desde que era meu projeto, me vi obrigada a abandonar minha ideia de pegar um longo almoço para visitar Henry e solucionar o problema em vez disso. Assim abaixei a cabeça e comecei a trabalhar, com a esperança de ser capaz de pular fora do trabalho pelo menos mais cedo. Em torno das doze e meia se produziu um alvoroço fora da minha estação de trabalho, mas eu não queria ter nada que ver com isso. Gideon, meu vizinho gay, apareceu sobre a parede e me deu um sorriso estranho. — Tem um visitante — disse e assinalou com o polegar para o balcão da recepção. Levantei o olhar para encontrar a um bonito capitão em seu ABUs caminhando para mim, com uma boina e uma rosa vermelha na mão. Meu coração deu um pequeno salto, feliz ante a visão dele, parecendo tão arrumado no uniforme que já o tinha visto usar antes centenas de vezes. Ele deslizou sua boina em um bolso da calça e me entregou a rosa. As cabeças de meus colegas de trabalho surgiram de suas próprias estações de trabalho, uma por uma, como os cães da pradaria, mostrando sorrisos cúmplices e voltando para baixo novamente. Puxei Henry dentro do meu cubículo e o forcei a sentar-se em minha cadeira, com a esperança de que um membro da gerência não decidisse passar nesse momento. — Bom, olá — disse e me puxou para seu colo. Envolvi meus braços em torno do seu pescoço e peguei seu belo rosto avidamente. — Quer ir à sala de conferências no andar de cima? — sussurrei em seu ouvido. — Deveria estar vazio a esta hora do dia. Henry parecia muito tentado, mas moveu a cabeça. — Realmente quero, mas tenho que retornar ao trabalho. Só vim aqui para te entregar isto — disse, me inclinando para trás e plantando um beijo abrasador em meus lábios. Surgimos uns minutos mais tarde, completamente acesos e sem nenhuma maneira de enfrentar. Com um suspiro, levantei-me e saímos de nosso próprio e pequeno mundo. Ele me fez um gesto cortês. — Senhora — disse, em seguida, se inclinou e soprou em meu ouvido, “continuamos”. Quando se foi, algumas pessoas caminhavam
  42. 42. por meu cubículo para perguntar sobre a rosa e o bonito piloto que a havia trazido. A pergunta inevitável: — Então, ele é seu namorado? — perguntavam, mas pela primeira vez, quando se tratava de minha relação com Henry, eu não sabia o que dizer. **** No caminho de casa fiquei presa atrás de cada veículo lento ou caminhão de Oklahoma. Era uma conspiração; isso era a única coisa que poderia explicar por que todo mundo parecia estar em um grande plano para me impedir de chegar em casa. Mas assim que abri essa porta, corri para o meu homem — sim, em minha mente já o tinha reclamado — e pulei em seus braços. Dizer que devorei seu rosto era uma espécie de eufemismo. Henry se apoiou no sofá e se sentou, me levando com ele. Resmungou algo sobre colocar os bifes na grelha, mas um tornado poderia haver zumbindo além de nossa janela agora mesmo e não poderia me ter arrancado do sofá. Em vez disso, baixei o zíper de suas calças, afastei minha calcinha para o lado e o empurrei dentro de mim. Mais tarde, depois de que finalmente decidimos cozinhar e jantar, deitamos em sua cama, saciados e sonolentos. Ele estava deitado sobre suas costas e eu estava de lado sobre a cama, com a cabeça apoiada em seu estômago enquanto falávamos do passado, com muito medo de falar do futuro — no caso de não termos um. — E aquele cara que você namorou no seu último ano? — perguntou Henry. — Saíram muito tempo? Sorri contra seu estômago. — Está ciumento? — Estive. Passei meus dedos pela suave pele que cobria suas costelas. — Só saímos até depois do ano novo — disse. — Quisera eu você ter me falado como se sentia. — Quase fiz algumas vezes. — Enredou seu dedo em uma mecha de meu cabelo encaracolado. — Cheguei em casa cedo nesse Natal para passar algum tempo contigo sem o Jason ao redor. — Teria me falado naquele momento então? Deu de ombros.
  43. 43. — Talvez. Se todas as estrelas se alinhassem. Mas acredito que não fizeram. — Seus olhos azuis me observaram um longo tempo até que se converteu em algo incômodo. — O quê? — perguntei, cobrindo meu rosto com a mão. Apareci através de meus dedos e sorri. Ele puxou minha mão. — Perguntava-me o que Jason pensaria. — Ele provavelmente te derrubaria no chão, talvez colocando um olho roxo em você ou um lábio ensangüentado. — Eu gosto de pensar que Jason teria aprovado. — Soa como Jason — respondeu com um sorriso irônico. Apertou a palma de sua mão em minha bochecha. — Acredito que ele sabia um pouco. Eu sempre perguntava por você, tratando de colocar seu nome nas conversações. Cada vez que falamos de voltar para casa, ele me perguntava se desejava te ver, mas eu apenas o ignorava. Sorri com tanta força que minhas bochechas doeram. — Você queria me abraçarrrrrrrr, queria me beijarrrrrrrrrr — disse cantando. Ele se sentou e me fez cócegas, retorcemo-nos em torno da cama como crianças até que seu telefone vibrou na mesinha de noite. Olhou o identificador de chamadas e me disse: — Tenho que atender. Despedi-me e fui usar o banheiro. Na minha volta, me olhei no espelho e parei. Meu cabelo estava embaraçado e qualquer vestígio de maquiagem tinha sido apagado do meu rosto e, entretanto, parecia positivamente delirante de felicidade. Finalmente vi o brilho do qual Henry tinha falado. Ele usava calças e tinha uma expressão grave quando me juntei a ele na cama. — O que aconteceu? — perguntei. — Está tudo bem? — Era o comandante — disse em uma voz que fez com que os cabelos do meu braço arrepiassem. Não queria ouvir qualquer má noticia que estava vindo, mas eu tinha pedido honestidade e já era muito tarde para retirar o pedido. — O que aconteceu? — A data da convocação mudou.
  44. 44. Um pequeno pensamento esperançoso surgiu em meu peito. — Foi adiada? — Adiantada. Dolorosamente perguntei expressando o pensamento que se alojou em minha garganta. — Quando? Uma tristeza se apoderou da bela feição de Henry. — Para esta sexta-feira. Em dois dias, a partir de agora. Esse foi mais ou menos o momento no qual desci do balanço e caí de bruços no chão.
  45. 45. Capítulo 6 Mudança e Partida Nós nos abraçamos essa noite, nenhuma só vez perdendo o contato enquanto dormíamos. Apertava-o contra meu peito, com medo de perder seu calor, e na sua vez ele me aconchegou em seus braços com seus lábios colados na minha cabeça. Despertei com um sobressalto em torno das duas horas, quase hiperventilando com a idéia de que eu nem sequer lhe disse o que sentia. — Acorda — sussurrei contra seu peito, me afastando. Era difícil acordá-lo depois da noite que tivemos, mas tinha que lhe dizer. Estávamos ficando sem tempo rapidamente. — Henry, acorda. — Sim? — grunhiu, com os olhos fechados. Puxou-me contra seu peito. — Tenho que te dizer algo. — Pode me dizer isso amanhã? Estava tendo um belo sonho. — Puxou-me contra ele. — Não, precisa saber, agora. Seus olhos permaneciam fechados. — Assim...? — Eu te amo — sussurrei. Henry estava tão quieto que se não fosse por seu batimento cardíaco acelerado, poderia ter pensado que havia tornado a adormecer. Empurrei-o com o cotovelo. — Eu disse que estou apaixonada por você. Um canto de sua boca se curvou para cima. — Já sabia. — O quê? Por quanto tempo? — por fim abriu os olhos e os fixou em mim.
  46. 46. — Você sempre esteve apaixonada por mim. Só precisava de tempo para recordar. — Mas... Riu ao ver minha expressão estupefata e me levou de volta a seus braços. — Eu também te amo, Els. Agora volte a dormir. No dia seguinte, telefonaria para o trabalho e informaria uma doença, mas Henry tinha um montão de coisas de última hora para cuidar, como assegurar-se de que sua formação e registros médicos estivessem em dia. — Também tenho que atualizar meu testamento — disse enquanto tomávamos café da manhã sentada sobre seu colo. Seu testamento. Minha coluna ficou rígida, essa única palavra estourava minha pequena bolha de felicidade. De repente, meus medos vieram à tona, esmagando meus pulmões. Henry sentiu a repentina mudança de humor. Examinou meus olhos e disse: — Vou ficar bem. Atualizar meu testamento é apenas rotina. Levantei e o enfrentei, tentando conter meus medos. — É claro que sim — disse, dando-lhe um último beijo. — Bom, estou indo. Suas mãos descansavam na parte posterior de minhas pernas e as deslizou até minha saia. — Tenha um bom dia — disse com voz rouca, seus dedos brincando com a borda da minha calcinha. Dei-lhe um beijo e me afastei. — Adeus. Levei minha comida para a mesa, virando a cabeça cada vez que alguém passava, esperando que Henry tivesse encontrado algum tempo para vir me ver outra vez, mas ele não veio. Fiquei olhando a rosa vermelha que estava dentro de um vaso de vidro com água e pegava minha comida como um zumbi. Nem sequer podia dizer o que comia, não prestava atenção nisso.
  47. 47. Depois do trabalho corri para casa, nervosa com o conhecimento de que os segundos corriam. Enquanto estava à caminho, convenci-me de viver o momento, fingir que o amanhã não existia, e quase tive êxito até que entrei na sala e encontrei um montão de suas coisas no chão. Duas bolsas de lona verde escuro com seu nome bordado do lado, ABUs dobrados, botas de cor canela, luvas, um capacete. Meu coração parou quando meus olhos pousaram sobre um colete à prova de balas. Agarrei-o, me perguntando como algo que nem sequer era tão pesado poderia proteger a um homem grande como Henry quando não tinha sido o suficiente para salvar meu irmão. Isto estava realmente acontecendo. Henry realmente ia partir amanhã. — Eu não sabia que estava aq...— Henry parou quando me viu. Eu deveria estar parecendo um desastre, mas não mencionou. — Tenho algo para te mostrar. — estendeu-me a mão e me levantou do chão. Caminhamos através da sala e abriu a porta corrediça que conduzia à varanda. — Eu queria que você tivesse o seu acampamento — disse, afastando-se para o lado para que eu pudesse ver. Ele tinha colocado um de nossos tapetes de cozinha na varanda de cimento e levantou uma tenda nele. Junto a ela havia um fogão de camping e dois espetos de metal. Fui até a tenda e encontrei nossos sacos de dormir com zíper juntos para fazer um de tamanho maior. — Lindo. — Mas há mais — disse, e havia uma caixa de biscoitos Graham, uma barra de chocolate Hershey’s, e um saco de marshmallows. — Você pensou em tudo, Capitão Logan — disse com o melhor sorriso que pude. Dei-lhe um beijo, empurrando os pensamentos tristes para parte de trás da minha cabeça, fingindo pelo menos esta noite que a pilha de coisas na sala de estar não existia. Ter sexo em uma tenda não é tão ruim, mas quando você está suspensa três andares com um homem de um metro e oitenta por cima, pode ser francamente difícil. Assim trocamos de posição e lhe montei, com a esperança de que as paredes da tenda não fossem de maneira nenhuma transparentes. Minha cabeça continuava batendo nas varinhas de metal, assim tive que me agachar, dando a Henry um amplo acesso a meus seios. Ele tomou em suas mãos, devorando cada um deles, enquanto eu balançava para frente e para trás com cuidado. Tratei de memorizar a forma em que me preenchia, o sexy grunhido que fez quando me pressionou mais forte. Estava em um lugar tão profundo, ele pressionava o meu coração.
  48. 48. Cobri sua boca com a minha quando gozei, com medo de fazer muito ruído e que os vizinhos ouvissem, mas o que realmente queria fazer era gritar, ofender que não era justo. Finalmente tinha encontrado o amor da minha vida, mas agora ele tinha que ir. Coloquei toda emoção em um beijo, sabendo que Henry o compartilhava comigo, sentia comigo. Não éramos se não, duas partes de um todo. Mais tarde, abrimos o zíper do teto e olhamos para as estrelas enquanto tombamos envolvido um ao outro. O ar da noite estava frio, mas Henry era quente e afugentou os calafrios provocados pelo medo. — Você tem medo? — perguntei, brincando com suas chapas de identificação, e tentando não pensar o que representavam. — Não. Isto é pelo que estive treinando — disse. — Muita gente confia em mim para mantê-los a salvo. Mas, quem trabalhava para manter Henry a salvo? — Tenho certeza de que você vai ficar bem — disse, empurrando o pensamento. Poderia ser tão Eeyore às vezes. — Els — começou timidamente. — Você quer isso? Virei minha cabeça para olhá-lo. — O que você quer? — Quero que seja somente minha — disse, e acrescentou com um sorriso. — E vestindo um traje da Lara Croft, todo momento, mas apenas para meus olhos. — Ambicioso. Fixou esse olhar azul intenso em mim. — Esperei um inferno de tempo por você. Não vou compartilhar com ninguém mais. — Quero que você seja todo meu também — disse. — E se alguém tentar roubar você de mim, farei picadinho de puta. Senti as vibrações através de seu peito enquanto sorria. — Então está decidido. Você é minha namorada. — Está decidido — disse com um leve assentimento. — O que teria feito se eu tivesse dito que queria ver outras pessoas? Deu de ombros, de modo que sua confiança desarmou.
  49. 49. — Nem sequer pensei nisso. Henry me despertou suavemente de um sonho, afastando-me dos disparos e do sangue. — Estava tendo um pesadelo novamente — disse, esfregando meu braço. — Eu não estava gritando, não é? — Não. Estava respirando estranho, quase como se fosse chorar. Ainda era cedo e eu estava ainda com sono, mas lutei para manter os olhos abertos embora apenas para manter as imagens sangrentas à distância. Nem sequer podia pensar em quem me consolaria dos pesadelos uma vez que Henry fosse embora. Suponho que teria que ser eu por um tempo. Estendeu a mão para o relógio que ele tinha pendurado na barra da loja. — Volte a dormir. São somente cinco horas. — Henry — sussurrei, apertando uma mão contra seu peito. — Faça amor comigo. Seu coração começou a acelerar sob minha mão e eu sabia o que pensava, o que os dois estávamos nos negando a reconhecer: que esta era a última vez que faríamos amor antes que ele embarcasse no avião. Sua voz quebrou ao dizer: — Eu te amo, Elsie. — Beijou-me enquanto levantava a perna. Dei um grito quando ele abriu caminho, meus nervos cantando enquanto me preenchia uma vez mais. Fizemos amor de lado, agarrando meu quadril para aproveitar enquanto se dirigia para mim. Seus movimentos eram menos amáveis, mais urgentes e eu correspondia, tentando prolongar o final que indevidamente viria. Mas muito em breve, me encontrei estremecendo a seu redor, o que provocou sua própria liberação. Agarrou-se a meu quadril, me prendendo a ele quando ficou sem fôlego em meu ouvido. — Eu te amo tanto — asfixiei-me, abraçando-o com tanta força que mal podia respirar. — Retorne para mim. ***** Muito cedo, chegou o momento de dizer adeus. Estávamos parados no estacionamento da base, um heterogêneo grupo de aviadores e sua família. Henry pegou minha mão enquanto estávamos
  50. 50. sobre as bordas da multidão, olhando às pessoas despedir-se, inclusive antes que chegasse o ônibus que finalmente lhes levaria para o hangar. Eu estava mantendo a calma relativamente bem, dadas as circunstâncias. Cada vez que um soluço brotou do meu peito, contive a respiração e contei até cinco. Estava funcionando até que vi uma família — mãe, pai e sua filha de uns quatro anos. — A mulher era a de uniforme e seus olhos já estavam vermelhos pelas lágrimas. Ela respirou profundamente, inclinou-se à altura dos olhos de sua filha e lhe disse que fosse forte para o papai. Que a amava e que sentiria sua falta. A menina assentiu com valentia enquanto seus lábios tremiam. Quando a mulher tentou ficar de pé, sua filha puxou sua manga. — Mamãe, não vá — disse com sua vozinha e sua mãe rompeu em prantos. Esse foi o momento em que perdi completamente. Dava as costas a Henry para que não tivesse que ver meu rosto enrugado, mas ele sabia, apertou minha mão e me puxou para o seu lado, sustentando minha cabeça contra seu peito enquanto me protegia pela última vez. Chorei com ele, tentando respirar seu aroma através do material grosso do seu ABUs. Finalmente, quando o sinal para carregar o ônibus chegou, tomei uma respiração profunda e me recompus. Henry levantou meu queixo e me beijou com ternura. — Vou estar de volta logo, não se preocupe — disse com um sorriso arrogante que não chegava a seus olhos. — Seis meses passam voando. — Vou ficar esperando. — Observei-o recolher suas malas já de pé, esticando meu pescoço quando foi engolido pela multidão, tentando pegar um último olhar do homem que tinha se apossado, completamente, do meu coração. Não voltei a vê-lo até que o ônibus começou a se afastar e o vi acenando através da escura janela. E, então, Henry tinha ido. CONTINUA EM DISARM – 2 Besiege
  51. 51. Avisos Aviso 1 Por favor, não publicar o arquivo do livro em comunidade de redes sociais, principalmente no facebook! Quer baixar livros do PL? Entre no grupo de bate-papo, entre no fórum, no blog, lá você encontrará toda a biblioteca do PL ou envie por email a quem pedir. Postagens de livros no facebook podem acarretar problemas ao PL! Ajude-nos a preservar o grupo! Aviso 2 Gostou do livro e quer conversar com sua autora favorita? Evite informá-la que seus livros em inglês foram traduzidos e distribuídos pelos grupos de revisão! Se quiser conversar com ela, informe que leu os arquivos no idioma original, mas, por favor, evite tocar no nome do PL para autores e editoras! Ajude a preservar o seu grupo de romance! A equipe do PL agradece! Aviso 3 Cuidado com comunidades/fóruns que solicitam dinheiro para ler romances que são trabalhados e distribuídos gratuitamente! Nós do PL somos contra e distribuímos livros de forma gratuita, sem nenhum ganho financeiro, de modo a incentivar a cultura e a divulgar romances que possivelmente nunca serão publicados no Brasil. Solicitar dinheiro por romance é crime, é pirataria! Seja esperta (o).

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