Língua Portuguesa – Lista de Exercícios
Texto 1: Pronominais
Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do...
está ameaçada, porque sendo um organismo vivo, assimila influências constantemente. A respeito
dessa polêmica, Zeca Baleir...
Gabarito:
1. Letra C.
São esses os dois conceitos que dividem socialmente o emprego da língua. Não se pode falar em
uma di...
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Exercícios de Português - Variabilidade, estrutura e formação das palavras.

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Lista de exercícios variabilidade estrutura e formação das palavras_17-6-13

  1. 1. Língua Portuguesa – Lista de Exercícios Texto 1: Pronominais Dê-me um cigarro Diz a gramática Do professor e do aluno E do mulato sabido Mas o bom negro e o bom branco Da Nação Brasileira Dizem todos os dias Deixa disso camarada Me dá um cigarro (ANDRADE, Oswald. Cadernos de Poesia do Aluno Oswald. Poesias Reunidas). 1)O poema de Oswald de Andrade trata de duas variedades linguísticas encontradas no português falado por camadas sociais diferentes do Brasil. Para isso, ordena-se o poema em dois segmentos, que tratam, respectivamente, das seguintes variedades da língua: (A) adequada e inadequada. (B) simples e complexa. (C) culta e coloquial. (D) pura e impura. (E) despreocupada e preocupada. O texto a seguir pertence ao romance O Quinze, de Rachel de Queiroz: Levantou-se, bebeu um gole na cabaça. A água fria, batendo no estômago limpo, deu-lhe uma pancada dolorosa. E novamente estendido de ilharga, inutilmente procurou dormir. A rede de Cordulina que tentava um balanço, para enganar o menino – pobrezinho! o peito estava seco como uma sola velha! – gemia, estalando mais nos rasgões. E o intestino vazio se enroscava como uma cobra faminta, e em roncos surdos resfolegava furioso: rum, rum, rum... De manhã cedo, Mocinha foi ao Castro, ver se arranjava algum serviço, uma lavagem de roupa, qualquer coisa que lhe desse para ganhar uns vinténs. Chico Bento também já não estava no rancho. Vagueava à toa, diante das bodegas, à frente das casas, enganando a fome e enganando a lembrança que lhe vinha, constante e impertinente, da meninada chorando, do Duquinha gemendo: “Tô tum fome! dá tumê!” Parou. Num quintalejo, um homem tirava o leite a uma vaquinha magra. Chico Bento estendeu o olhar faminto para a lata onde o leite subia, branco e fofo como um capucho... E a mão servil, acostumada à sujeição do trabalho, estendeu-se maquinalmente num pedido... mas a língua ainda orgulhosa endureceu na boca e não articulou a palavra humilhante. A vergonha da atitude nova o cobriu todo; o gesto esboçado se retraiu, passadas nervosas o afastaram. Sentiu a cara ardendo e um engasgo angustioso na garganta. Mas dentro da sua turbação lhe zunia ainda aos ouvidos: “Mãe, dá tumê!” E o homenzinho ficou, espichando os peitos de sua vaca, sem ter a menor ideia daquela miséria que passara tão perto, e fugira, quase correndo... 2)A respeito da linguagem que constrói o texto acima, é possível afirmar que: (A) caracteriza a verdadeira expressão popular urbana. (B) revela expressão de requinte formal e culto. (C) registra a expressão regional, sem distinguir narrador e personagem, como forma de nivelá-los socialmente. (D) diferencia a fala do narrador, em expressão culta, da fala do personagem, manifesta através de modismos populares. (E) define para o leitor as diferenças entre a vida no Norte e no Sul do país. Texto 3: Samba do Approach (Zeca Baleiro) Venha provar meu brunch Saiba que eu tenho approach Na hora do lunch Eu ando de ferryboat Eu tenho savoir-faire Meu temperamento é light Minha casa é hi-tech Toda hora rola um insight Já fui fã do Jethro Tull Hoje me amarro no Slash Minha vida agora é cool Meu passado é que foi trash Fica ligada no link Que eu vou confessar, my love Depois do décimo drink Só um bom e velho engov Eu tirei o meu green card E fui pra Miami Beach Posso não ser pop star Mas já sou um nouveau riche Eu tenho sex-appeal Saca só meu background Veloz como Damon Hill Tenaz como Fittipaldi Não dispenso um happy end Quero jogar no dream team De dia um macho man E de noite uma drag Queen 3)No Brasil, o uso de estrangeirismos é questão polêmica. Enquanto se cria projeto de lei para controlar o emprego de estrangeirismos, especialistas defendem que a integridade da língua não
  2. 2. está ameaçada, porque sendo um organismo vivo, assimila influências constantemente. A respeito dessa polêmica, Zeca Baleiro, com seu Samba do Approach, (A) defende e divulga o emprego de estrangeirismos como forma de enriquecimento da língua. (B) critica o hábito brasileiro de empregar exageradamente palavras estrangeiras, mesmo quando existem equivalentes na língua portuguesa. (C) emprega termos estrangeiros para demonstrar erudição e conhecimento de outras línguas. (D) opta pelo uso expressivo de estrangeirismos, uma vez que não encontra equivalentes na língua portuguesa. (E) critica a intervenção do projeto de lei no âmbito do léxico da língua portuguesa. 4)Organize em seu caderno um parágrafo em que apresente uma tese a respeito do emprego das variantes linguísticas e pelo menos um argumento para fundamentá-la. Escreva em terceira pessoa. 5.Analise morficamente: a)dizem(texto 1): _______________________________________________________________ b)todos(texto 1): ________________________________________________________________ c)levantou(texto 2): ____________________________________________________________ d)tentava (texto 2): _____________________________________________________________ e)enganando (texto 2): _________________________________________________________ f)humilhante (texto 2): _________________________________________________________ g)afastaram (texto 2): ___________________________________________________________ h)angustioso (texto 2): _________________________________________________________ 6)Determine o processo formador das palavras, transcritas do texto 2: a)balanço: ____________________________________________________________________ b)enroscava: _________________________________________________________________ c)Chico Bento estendeu o olhar faminto(...): _________________________________________ d)engasgo: ___________________________________________________________________ e)maquinalmente: ____________________________________________________________ 7)Explique o processo de formação em “enriquecimento”: _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ 8)Justifique a acentuação gráfica: a)já:_________________________________________________________________________ b)também: __________________________________________________________________ c)miséria: ___________________________________________________________________ 9)Explique a diferença entre: a)derivação e composição: b)derivação parassintética e prefixal e sufixal: c)regressão e conversão: d)composição por justaposição e por aglutinação: e)os encontros vocálicos: f)dígrafo e encontro consonantal:
  3. 3. Gabarito: 1. Letra C. São esses os dois conceitos que dividem socialmente o emprego da língua. Não se pode falar em uma divisão entre “simples x complexa”, muito menos na oposição “pura x impura” ou “despreocupada x preocupada”. Como essas duas, a dicotomia “adequada x inadequada” não cabe como caracterização de variedades da língua. 2 Letra D. É nítida a distinção entre as duas falas. Registre-se que a fala “popular” apenas está presente em dois momentos do texto, onde predomina a “voz” do narrador. 3. Letra B. Pode-se inferir essa crítica, inclusive porque o autor se utiliza de termos que teriam, efetivamente, um similar na língua portuguesa. Não se pode atribuir a intenção de divulgar os estrangeirismos – que, aliás, não contribuem necessariamente para o enriquecimento da língua – , muito menos de demonstrar erudição, já que o texto é irônico. O projeto de lei não é mencionado no texto.

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