Simão de cirene

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Simão de cirene

  1. 1. Simão de Cirene foi, de acordo com os Evangelhos sinóticos (Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas, conhecidos por esse nome, devido conterem uma grande quantidade de histórias em comum, na mesma sequência e, algumas vezes, utilizando exatamente a mesma estrutura e, até mesmo, as mesmas palavras), o homem que foi obrigado pelos soldados romanos a carregar a cruz de Jesus até ao Gólgota, que hoje, muitos chamam de Calvário, local onde o Cristo foi crucificado. O interessante é que o evangelista João não faz referência ao episódio do cireneu em seu evangelho, dando, pelo contrário, ênfase à ideia de que Jesus teria carregado sozinho a cruz.
  2. 2. Simão de Cirene era membro de uma colônia judaica, ao norte da Ásia, um lugar que havia sido estabelecido três séculos antes do nascimento de Jesus, por Ptolomeu Lagi, que para lá transportara grande número de judeus da Palestina. Cirene não era o sobrenome de Simão, mas uma denominação que indicava o lugar de seu nascimento, uma cidade da Líbia, localizada dentro dos limites atuais de Tunis. O evangelista Marcos faz referência a Simão como pai de Alexandre e de Rufo, o que pode indicar que ele era o progenitor de dois convertidos ao cristianismo. Segundo a Bíblia, em Romanos, 16:13, o apóstolo Paulo cita Rufo e sua mãe (Saudai a Rufo, eleito do Senhor, e sua mãe, que tem sido mãe para mim também).
  3. 3. Era Páscoa e Simão estava na cidade de Jerusalém para participar da cerimônia anual. Nessa ocasião, os homens judeus se vestiam de linho branco para participarem do sacrifício do cordeiro pascal. Se houvesse qualquer mancha que fosse na veste de qualquer homem, ele era impedido de entrar no templo e participar do ritual. Dentro do templo havia um altar, com cerca de 2,8 metros de altura, todo feito em pedra inteira, sem corte ou trabalhada; após o sacerdote sacrificar ali o cordeiro, ele o pegava pelas pernas traseiras e, com movimentos no sentido horário, girava sete vezes em torno do altar, deixando o sangue cair e escorrer pela pedra.
  4. 4. Quando o sangue já havia saído totalmente, o sacerdote pegava uma planta chamada hissopo (espécie de esponja), passava sobre o sangue e, depois, sacudia sobre os homens que estavam presentes, para que recebessem ao menos uma gota do sangue do cordeiro, na veste de linho branco; e quando isso acontecia, a vestimenta passava a ser um troféu, para a vida do judeu, que viajava quilômetros para receber uma gotinha que fosse. E Simão cireneu era um desses judeus, que havia saído do campo, fora dos limites da cidade, para ir ao templo, e receber as gotas de sangue do cordeiro pascal. Após o governador da Judeia, Pôncio Pilatos, ter pronunciado a sentença de morte de Jesus, pela crucificação, os soldados conduziram-No para fora da cidade, e colocaram uma pesada cruz em Seus ombros.
  5. 5. Durante o trajeto até o cume do monte do Gólgota ou Calvário, o Cristo carregou a cruz com muita dificuldade e, em dado momento, sentindo-se fatigado, caiu no chão, vencido pelo cansaço. Nisso, o cireneu, que passava, a passos largos, em direção ao templo, é interceptado por soldados romanos, e o encarregado da execução o constrange a prestar auxílio a Jesus. Ao negar ajuda, dizendo que tinha pressa, foi intimidado pelo soldado responsável que, mostrando-lhe o açoite, disse: - Cão, obedece ao chamado; ele, então, não tendo saída, obedeceu, e encostando o seu corpo no do Cristo, coloca parte da cruz sobre os ombros, e carrega com Ele a cruz. A Bíblia não diz quantos minutos durou a caminhada.
  6. 6. Podemos imaginar que Jesus tenha dito ao cireneu: - Não temas! Hoje você não recebeu apenas uma gota de sangue do cordeiro, mas a vida do cordeiro em si mesmo. Simão creu; saiu dali correndo; e, em prantos, foi direto para casa, pois o seu troféu já não seria a veste de linho branco, gotejada de sangue, mas a salvação eterna, dada pelo Cristo. Então, reúne a família, e fala como aquele acontecimento do dia ficou encravado dentro dele, revirando o seu íntimo. Ele já não seria mais um judeu praticante, mas um cristão, nascido de novo. Muita Paz! Meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br

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