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Respeitemos a vida. aborto não!

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Mensagem espírita

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Respeitemos a vida. aborto não!

  1. 1. Em nosso país vem, cada vez mais, ganhando vulto um movimento de sentido verdadeiramente brutal, aquele que defende a legitimação do aborto. Três são os argumentos mais fortes que, a cada dia, buscam o convencimento de todos os setores da nossa sociedade; o argumento feminista, que se baseia no direito da mulher de dispor livremente do seu corpo; o argumento eugênico, que defende a possibilidade de se evitar o nascimento de bebês portadores de deficiências físicas e/ou psíquicas; e o argumento legal, que reconhece o direito do aborto diante de uma gravidez proveniente de estupro. Não se põe em questão o direito de a mulher dispor de seu corpo. Ela possui o livre-arbítrio que lhe permitirá, ou não, praticar voluntariamente, com quem ama, o ato sexual.
  2. 2. O que a mulher não pode, porém, é ignorar as consequências que daí poderão advir, isto é, a possibilidade de engravidar. A gravidez é, assim, consequência de um ato livre. Direito da mulher, fome, miséria, pressão social, limpeza étnica, eis alguns dos argumentos em favor do aborto e da sua legalização. Entendo que o aborto é uma desencarnação violenta de um ser. Não tenho a pretensão de convencer a quem quer que seja sobre esse assunto, mas peço licença para expressar minha opinião sobre abortamento induzido. A vida é o bem maior do Homem e precisa ser protegida pelas leis humanas. Se houver transigência nesta proteção, estaremos a caminho da legalização de outros tantos crimes de lesa-vida, como eugenia, eutanásia etc.
  3. 3. O aborto se divide em dois grupos: espontâneos e provocados. Na visão do espírita, o abortamento provocado somente é permitido quando não há outro meio de salvar a vida da gestante, posta em perigo. Esse caso é chamado de abortamento necessário ou terapêutico, que é aquele que se realiza quando a vida da mulher esteja em risco efetivo, seja por problemas de saúde preexistentes ou por complicações havidas durante a gestação, como traumatismos, hemorragias, etc. O abortamento em tal situação, além de admitido na lei brasileira, recebe a proteção do Código de Ética Médica, cujo artigo 54 estabelece que o médico estará autorizado a realizar o abortamento, quando não houver outro meio para salvar a vida da gestante. Mas, afora esta hipótese, penso ser difícil justificar-se a eliminação de seres humanos frágeis e indefesos.
  4. 4. A Doutrina Espírita trata clara e objetivamente a respeito do abortamento. Na Questão 358 de O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta: Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período da gestação? E os Espíritos superiores responderam: “Há crime sempre que transgredis a Lei de Deus. A mãe ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando”. Na Questão 359, do referido livro, Kardec pergunta: Dado o caso que o nascimento da criança pusesse em perigo a vida da mãe dela, haverá crime em sacrificar-se a primeira para salvar a segunda?
  5. 5. E os Espíritos superiores responderam: “Preferível é se sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar-se o que já existe”. Sobre os direitos do ser humano, foi categórica a resposta dos Espíritos superiores a Kardec na Questão 880: Qual o primeiro de todos os direitos naturais do homem? Responderam os Espíritos: “O de viver. Por isso é que ninguém tem o direito de atentar contra a vida de seu semelhante, nem de fazer o que quer que possa comprometer-lhe a existência corporal”. Para a Doutrina Espírita, está claramente definida a ocasião em que o ser espiritual se insere na estrutura celular, iniciando a vida biológica com todas as suas consequências.
  6. 6. A partir do momento em que o óvulo é fecundado por um espermatozoide, ele se transforma num embrião, e ocorre sua ligação com um Espírito reencarnante que vem habitar o ventre materno, onde, por cerca de nove meses, estará abrigado e protegido, em face da sua fragilidade, até que ganhe condições de enfrentar o mundo exterior. A partir daí, uma vida humana, individual e autônoma, tem seu início: ali está a ligar-se célula a célula um ser humano que se prepara para retornar ao palco da vida física e assim avançar no processo da evolução espiritual contínua, ascendente e infinita. A Doutrina Espírita procura esclarecer que o aborto é crime, que pode ter agravantes, como todo desrespeito à lei. Antes de transgressão à lei humana, o abortamento provocado constitui crime perante a Lei Divina ou Natural, ficando os infratores sujeitos à infalível lei de causa e efeito.
  7. 7. Assim, não se pode conceber o estudo do abortamento sem considerar o princípio da reencarnação. O aborto delituoso é um crime muito doloroso, pela volúpia de crueldade com que é praticado, no silêncio do santuário doméstico ou no regaço da Natureza. Crime estarrecedor, porque a vítima não tem voz para suplicar piedade e nem braços robustos com que se confie aos movimentos da reação. Urge, pois, que o maior número de interessados conheça todos os aspectos dessa questão crucial que é a defesa da vida de um ser que inicia sua jornada na Terra e que é trucidado, muitas vezes, por ignorância dos infratores. Chama-se aborto sentimental ou moral ao caso em que a gravidez haja resultado de um constrangimento da mulher à conjunção carnal, mediante violência ou grave ameaça.
  8. 8. Em que pese a permissão legal, consagrada tanto no Código Penal Brasileiro quanto no Código de Ética Médica, a Igreja Católica e a Doutrina Espírita não admitem esta última forma de abortamento, valendo-se do argumento de que um ato de violência, no caso o estupro, não pode ser pago com outro ato igualmente violento. Ora, sacrificar a criança, que nenhuma culpa tem da agressão sofrida pela gestante, não resolve o problema do estupro, e mesmo o agrava, porque pode resultar a partir daí um quadro de consciência culpada, que piorará sem dúvida a situação da mulher. Propõe-se então, como saída mais viável em tais casos, o apoio psicológico à gestante, para que dê curso à gravidez e, mais tarde, não querendo ficar com a criança, a encaminhe para adoção por parte de um casal sério que queira adotá-la.
  9. 9. No Brasil a lei não admite outras formas de aborto, embora existam juízes que vêm autorizando a prática do chamado aborto eugênico, que é o que se realiza para evitar que nasça uma criança portadora de anomalias físicas ou psíquicas graves, como a anencefalia. Os que defendem essa forma de abortamento alegam que ele não consta da legislação brasileira porque cinco décadas atrás não havia a Medicina fetal nem os equipamentos, como a ultrassonografia, que permitem hoje diagnosticar malformações no feto já no início da gravidez. O abortamento nos casos de anencefalia. A Doutrina Espírita nos mostra que o nascimento de bebês portadores de deficiências representa, tanto para o ser que reencarna quanto para os pais, oportunidade de redenção e progresso, oferecida por Deus. Sabemos que todo ser que reencarna é porque tem necessidade de retornar à vida material.
  10. 10. Entendo que, como seres espirituais, nossa propriedade verdadeira é constituída pelos valores intelectuais e morais – conhecimento, ignorância, virtudes e vícios – e que estamos submetidos a uma lei de evolução que nos induz a constante expansão consciencial. Os bens materiais, inclusive o corpo descartável que animamos, não nos pertencem e, ao final de cada experiência carnal, teremos que prestar contas do uso que deles fizermos. Ainda que, equivocadamente, alguma mulher se presuma dona do seu corpo, como pode ela arvorar-se em proprietária do corpo em formação no seu ventre? Ou melhor, como pode dispor da vida que lhe pulsa no claustro uterino. Espírita que sou, guardo comigo a convicção de que, nas voltas que nossas vidas dão, inexiste espaço para o acaso:
  11. 11. tudo tem uma causa justa e um fim providencial. Como escreveu Albert Einstein, “Deus não joga dados no Universo”; e, podemos acrescentar: e tampouco na vida humana. Pelo exposto, é que, excetuada a hipótese contida na Questão 359 de O Livro dos Espíritos, sou definitivamente contrário à eliminação dos nascituros. Encerrado esse conjunto de argumentos, que nos parecem capazes de justificar o NÃO AO ABORTO, tornam-se necessárias, ainda, algumas considerações: a Justiça Divina não atinge apenas àquela que provoca o aborto. Também serão passíveis de culpa, e dos consequentes débitos, os que se envolvem direta ou indiretamente com o ato (familiares que o sugerem ou apoiam e profissionais que o realizam). Nesse caso, quem o pratica está, quase sempre, arrastando consigo outros irmãos para o erro.
  12. 12. Finalizando, é bom lembrar: na década de 1940, mulheres morriam por infecção no parto. Hoje elas morrem no aborto. Já a interrupção da gravidez por anencefalia do feto, quem pode afirmar que num futuro próximo a medicina não possa garantir a vida desses seres humanos com total dignidade? Há 40 anos era baixa a expectativa de vida das pessoas com síndrome de Down. São cruéis os dados do Brasil sobre abortos em clínicas clandestinas. O feto é um fato. As consequências são ruins para as mulheres, porém são piores para a criança, o ser intruso, indesejado. Madre Teresa de Calcutá dizia: “Se não quer, não mate, dê para mim”. Relatório da ONU mostra que aborto em condições de risco é terceira causa de morte de mães no mundo.
  13. 13. Muita Paz! Visite o meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br A serviço da Doutrina Espírita; com estudo comentado de O Livro dos Espíritos. Em breve, estudo comentado de o livro A Gênese. O amanhã é sempre um dia a ser conquistado. Pense nisso! Leia Kardec! Estude Kardec! Pratique Kardec! Divulgue Kardec!

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