O nosso direito de escolher

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O nosso direito de escolher

  1. 1. Com base no conto “Lição Viva”, do livro Estante da Vida, pelo Espírito Irmão X. (Momentos de Paz Maria da Luz). Conta-nos assim o autor: A caminho do aeroporto, Aristeu Soares comentava com o amigo Alcides Mota os ensinamentos recolhidos na reunião mediúnica da véspera, e estabeleceu-se, de pronto, curioso diálogo. - Creio absolutamente inoportuna qualquer pregação tendente a ferir-nos a independência, falava Soares, decidido. - Mas... Volvia Mota, reticencioso. - O assunto não comporta evasivas. Os Espíritos amigos que se comuniquem, que consolem, que instruam;
  2. 2. No entanto, nada de fabricarem freios psicológicos, copiando as religiões do passado. - Mas, estamos no estágio da reencarnação, à maneira de alunos na escola. Não sabemos tudo e nem dispensamos o auxílio de professores que nos apontem o caminho certo, para que venhamos a errar o menos possível. - Ninguém aprende sem experimentar a lição por si próprio. - A função do ensino será, decerto, conduzir-nos à experiência sem quedas desnecessárias. - Você está procurando subterfúgios. - Não, meu caro. Compreendamos que os bons Espíritos nos ajudam sem coação.
  3. 3. A lei de Deus nos conclama a viver hoje de modo mais elevado que antes. Você, claro, não quererá repetir as mesmas faltas de passadas reencarnações. - Isso é outra coisa. O ensinamento é luz para o íntimo. Concordo em que os benfeitores espirituais nos eduquem os sentimentos; entretanto, a meu ver, não é justo que se aproveitem do intercâmbio conosco para nos arredarem da regalia de proceder como quisermos. Serão bons amigos, sem dúvida; contudo, na maioria das vezes, fazem-se doces e afáveis para induzir-nos a uma posição de disciplina que não aprovo. Nada de exposições acerca de penas e lágrimas além-túmulo e de apelos constrangedores a essa ou aquela atitude, ante os princípios de causa e efeito, quais se devêssemos desempenhar o papel de crianças assombradas.
  4. 4. - Soares, Soares! Você, ao que vejo, não percebe que os instrutores espirituais nos guiam para o bem, exclusivamente para o bem. - Compreendo que se prove a imortalidade da alma e aceito a necessidade da convicção, mas não justifico advertências e avisos de amigos encarnados ou desencarnados. Se todos dispomos de livre-arbítrio e se a própria Doutrina Espírita consagra a responsabilidade pessoal, por que motivo os discursos ou escritos de corrigenda ou reprovação? Mota, porém, não esmorecia na sensata argumentação com que se impunha, e replicava, enquanto o ônibus deslizava, célere: - Lembre-se de que estamos na Terra, mundo de provas e expiações. Somos na Humanidade os membros de uma só família, na obrigação de amparar-nos e defender-nos mutuamente.
  5. 5. Em muitas ocasiões, em vez de agirmos com acerto, procedemos à feição de loucos. Ora, nem sempre cumpriremos o dever de solidariedade, oferecendo rosas e caramelos uns aos outros. Um companheiro, prestes a afogar-se, é salvo através de um cheque providencial. - Não. Nada de escapatória. Acidente é outra coisa. Refiro-me a conselhos que ninguém pede. - Onde colocaremos, então, a medicina preventiva e os preceitos da ordem social? Num planeta, qual o nosso, não podemos ignorar o valor da polícia e da imunização. - Não me venha com sofismas. Sou contra qualquer palavra da Terra ou do Mundo Espiritual que intente furtar-nos o direito irrestrito a liberdade de ação.
  6. 6. Nisso, o veículo parou e a conversa interrompeu-se, porque o avião estava quase a decolar. Mais alguns minutos, e os dois companheiros se achavam a pleno céu, confortavelmente instalados no rumo da capital argentina. Tudo corria às mil maravilhas, quando, a meio da noite, ambos viram certo companheiro de viagem, evidentemente enfermo e em momento de insânia, ajustando uma bomba, rente a si próprio, para suicídio espetacular. Foi então que Mota falou para Soares, com excelente lógica: - Agora, meu caro, recordemos nosso desacordo e examinemos a prova diante de nós. Tomamos medida contra o vizinho em delírio ou comprometemos, conscientemente, não apenas a nossa vida, como também a vida de dezenas de passageiros.
  7. 7. E não é só. É preciso agir com prudência ou iremos todos pelos ares. Aristeu concordou num sorriso amarelo: - É... É... E enquanto Mota se dirigia, cauteloso, ao comando na nave, para a solução pacífica do problema, foi o próprio Soares quem se abeirou, afetuosamente, do louco e, após identificar-lhe a condição de espírito revoltado, passou a adverti-lo com palavras de brandura e entendimento, chamando-o por irmão. REFLEXÃO: O princípio espiritual, ao conquistar a condição de ocupar, no terreno das formas o ser homimal, adquiriu o direito de exercer sua vida conforme sua própria vontade, é o que chamamos de livre-arbítrio, de liberdade para escolher.
  8. 8. Todos, portanto, encarnados, que estão em estágio de evolução na forma humana, estão em processo de escolha permanente. Poder-se-ia, mesmo, dizer que, tudo que fazemos em cada momento de nossa vida é a consequência da faculdade que temos de escolher. Senão vejamos: escolhemos se trabalhamos ou se descansamos, neste momento; escolhemos se viajamos de taxi ou de ônibus; escolhemos se levantamos ou permanecemos um pouco mais na cama; escolhemos se vestimos esta ou aquela roupa, que nos pareça mais agradável. A realidade é simples. O direito de escolher é nosso, e vivemos através do processo contínuo de escolha. Algumas das questões que aparecem nas discussões ou nas reflexões acerca da influência espiritual em nossa vida e acerca do determinismo do livre-arbítrio são as seguintes:
  9. 9. Quando um bom ou mau Espírito influencia nossa vida, através de sugestões, não está ferindo o nosso direito de escolher? Quando as religiões mais rígidas determinam a seus fiéis padrões de comportamento específicos, visando frear a atuação das pessoas, não estão ferindo o direito delas de escolher? Quando nossa liberdade fica reprimida por força da autoridade policial ou por força de leis que regem a ordem social não estão ferindo o nosso direito de escolher? Para melhor entendermos as respostas a estas questões e a outras sobre o mesmo tema, seria necessário alinharmos alguns pontos importantes relacionados com lições aprendidas com independência, com interferência, com influência, com responsabilidade e com amor.
  10. 10. É certo que temos liberdade de escolhermos. Mas, também é certo que vivemos em coletividade, e que tudo que ocorre no mundo permanece em estado de interdependência. Isto significa que não existe ação isolada no Universo. Tudo que se faz influencia ou impacta o ambiente próximo e o ambiente afastado de nossa vida, isto é, estamos sempre em atividade de inter-relacionamento. Partindo desse pressuposto, a liberdade de cada um de nós deve ser limitada àquilo que interfere na liberdade do nosso próximo. O fato de termos por efeito da Criação o direito de escolha, nossos caminhos não nos autoriza a interferir de maneira negativa no caminho do outro.
  11. 11. É certo também que, em cada caminho que escolhemos, existem lições a serem aprendidas; mas não necessariamente essas lições devam ser aprendidas pelo processo do ensaio e erro. Assim, é muito melhor considerarmos os conhecimentos, lições, aprendidos pelos outros, para balizarmos nossos comportamentos, do que tentarmos sempre aprender por experiências próprias. O chanceler alemão Otto Von Bismarck tinha uma frase que dizia: “Apenas os tolos aprendem por experiência própria”. Dentro desse novo pressuposto, podemos concluir, então, que todas as lições ou os conselhos e orientações que venham nos facilitar o caminho, evitando que caiamos em erro, devem ser considerados como benéficos e proveitosos para a nossa vida.
  12. 12. Não é preciso sofrer para aprender. Mas, aos recalcitrantes, a dor é um instrumento da aprendizagem. Quando nossos guias espirituais, nossos protetores, nos intuem com seus pensamentos, nos alertando para os perigos da estrada, não estão interferindo em nosso direito de escolha. Mas, ao contrário, estão nos ajudando no processo de escolher, baseados em lições aprendidas por eles mesmos. São mensagens de amor em nossa vida. Os bons Espíritos respeitam o nosso livre-arbítrio, e não interferem em nossas escolhas, mas exercem o princípio da caridade, ensinando, orientando, mostrando os melhores caminhos. É certo também, que a regra que nos ensina que é melhor prevenir do que remediar, baseia-se na necessidade de nos movermos segundo lições que já foram aprendidas, ao invés de ignorá-las e sofrer as consequências de nossa imprevidência.
  13. 13. A própria ordem social baseia-se na necessidade de prevenção de problemas no relacionamento entre os homens. E, por último, é necessário confirmar que, se Deus nos outorgou o livre-arbítrio, nos impôs, também, a responsabilidade pelas nossas ações. Tudo o que fazemos é de nossa inteira responsabilidade, não nos cabendo culpar a quem quer que seja pelas escolhas que fizemos. Assim, como nos outorgou o direito de escolher, Deus nos deu a capacidade de discernir entre o certo e o errado; entre o bem e o mal. No mundo de “Provas e Expiações” em que vivemos, o homem não pode prescindir de regras, de leis, de padrões, que o forcem a adaptar-se às condições necessárias para a harmonia universal.
  14. 14. Muita Paz! Meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br Com estudos comentados de O Livro dos Espíritos e de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Nova página: Espiritismo com humor.

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