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O Mestre galileu

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Mensagem espírita

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O Mestre galileu

  1. 1. Quando n�s analisamos a pr�tica de Jesus, observamos que Ele falava para o ser integral, destinado a desenvolver a plenitude. Ele consolava o cora��o aflito e, logo depois, Ele instru�a. N�s vemos isso na estrutura do Serm�o da Montanha, que est� apresentado no in�cio do Evangelho de Mateus. A primeira fala de Jesus, quando sobe ao Monte, s�o as Bem-aventuran�as. E o que s�o essas Bem-aventuran�as? Elas s�o uma fala de consolo e de socorro, para um povo sofrido, porque aquele povo que estava no Monte, junto do Mestre, esperava h� anos o Messias prometido e, por isso, estava cheio de sofrimento, estava cheio da ang�stia do peso que vinha de s�culos de heran�a desde a escravid�o do Egito, at� as novas gera��es na terra prometida, e de repente chega Jesus, para ser o Messias prometido no Velho Testamento, para libertar o povo do jugo.
  2. 2. N�o do jugo da na��o romana, mas, sim, do jugo da escravid�o interna, das ilus�es da vida. E o primeiro movimento de Jesus � as Bem-aventuran�as, uma consola��o. Bem-aventurados os aflitos, pois que ser�o consolados; Bem-aventurados os que choram; Bem-aventurados os mansos e puros de cora��o... Ent�o, naquele momento o Mestre consolava e, depois do consolo, dava uma orienta��o precisa, para que cada indiv�duo que ali estava desenvolvesse as suas potencialidades da alma. Logo depois, o Rabi da Galileia passa a falar das potencialidades de cada um. V�s sois o sal da terra. Se o sal for ins�pido como h� de salgar? V�s sois a luz do mundo; v�s sois deuses, falava Jesus, repetindo as palavras do profeta Oseias.
  3. 3. Ent�o, naquele momento, Jesus resgatava a for�a da potencialidade da alma para educar aquele povo para o despertamento das virtudes, para o despertamento do bem e do belo dentro do cora��o e, com esse despertamento, encaminh�-los para a conquista da plenitude da realiza��o, que � fruto dessa entrega consciente � vida, � lei de Deus, dentro daquilo que cada um de n�s deve cumprir na encarna��o. Ent�o, Jesus falava para o cora��o. Ele n�o dava aten��o � personalidade. E nas suas prega��es, n�s vemos uma pr�tica de sa�de integral. Por isso, vamos seguir algumas curas do Mestre, buscando com essas curas fazer uma imagem geral do processo de cura que Jesus incentivava a conquistar.
  4. 4. Narra o Evangelho, que Jesus, certo dia, passava pela cidade de Jeric�. Esta cidade era o s�mbolo das quest�es materiais. E o Mestre passando por ela � seguido por uma grande multid�o de aflitos, que se acotovelava ao seu redor. Todos queriam um pouquinho do Rabi, mas, nem todos tinham a Sua aten��o. � que Jesus n�o perdia tempo com aquelas pessoas que n�o estavam prontas para receberem a cura. Ele n�o jogava a p�rola aos porcos. � certo que fazia prega��es p�blicas, e todos tinham acesso. Por�m, dava aten��o individualizada somente �queles que se capacitavam pelo seu trabalho interno ao novo estado de consci�ncia, que cada um se colocava, na condi��o exata para a cura. Tanto era assim que, quando curava, Ele dizia: V�, a tua f� te curou.
  5. 5. Ou seja, aquela pessoa conseguiu se capacitar a um outro patamar. E o que foi fornecido por Ele (Jesus), foi o recurso adequado para que aquele ser se conectasse com aquilo que estava pronto dentro dele. E, nessa cidade, havia um cego por nome Bartimeu, filho de Timeu, que estava sentado junto do caminho, mendigando. Ouvindo que era Jesus quem passava, come�ou a clamar, e a dizer: Jesus, filho de Davi, tem miseric�rdia de mim! E clamou cada vez mais alto. Bartimeu � um s�mbolo da mendic�ncia da alma. E o que � um mendigo? O mendigo � aquele que, em qualquer esfera, necessita do aux�lio alheio. N�o consegue subsistir, n�o consegue prover as suas necessidades, n�o consegue um espa�o de dignidade na vida, enquanto oportunidade, e, portanto, necessita depender da compaix�o alheia.
  6. 6. Ent�o, o mendigo Bartimeu, que � um cego espiritual, � um cego na sua capacidade de enxergar as suas potencialidades, � uma representa��o das nossas mendic�ncias, aquelas que n�s trazemos no �ntimo; a car�ncia afetiva, que � a mendic�ncia do afeto do outro; a car�ncia da compreens�o e do entendimento da vida; tudo aquilo que nos coloca num estado de depend�ncia do outro. O interessante � que Jesus ouve Bartimeu, embora estivesse no meio da multid�o. E, por que o Mestre ouve Bartimeu? Porque a vibra��o que Bartimeu emitiu tocou o cora��o de Jesus, mostrando que aquele ali estava pronto para receber algo. Ent�o, Jesus, parando, disse que o chamassem; e chamaram o cego, dizendo-lhe; levanta-te, que ele te chama. E Bartimeu lan�ando de si a sua capa, levantou-se, e foi ter com o Mestre.
  7. 7. E, Jesus, falando, disse-lhe: Que queres que te fa�a? Esta pergunta, aparentemente estranha, representa a divina pedagogia do Cristo, que disse assim para Bartimeu, em outras palavras; Eu sei o que tenho para oferecer; Eu sei o que voc� precisa; mas, entre o que Eu tenho para oferecer e o que voc� precisa, o que voc� quer receber? Porque voc� s� vai receber na medida daquilo que voc� estiver capacitado. Voc� precisa saber aquilo que quer. Ent�o, naquele momento, o Mestre desperta a consci�ncia de Bartimeu; chama-o � responsabilidade. Assim, naquele momento, Bartimeu olhando para si, numa introspec��o muito grande, diz para Jesus: que eu veja! Foi uma resposta s�bia. Porque enxergar � patrim�nio fisiol�gico.
  8. 8. Ent�o, Bartimeu pediu o que era essencial naquele momento, e os seus olhos foram reabilitados, e a sua alma recebe um impulso autocurativo. Logo depois, n�s vamos ver Jesus subindo para Jerusal�m e entrando num templo, o qual tinha cinco p�rticos, que ficavam ao lado de um tanque, chamado de piscina de Betesda, que em hebraico significa casa das gra�as ou miseric�rdia. � um local referido na B�blia, mencionado somente no Novo Testamento. Alguns manuscritos antigos utilizam a designa��o Betsaida. E neste local, jazia grande multid�o de enfermos, de cegos, de coxos, de paral�ticos, esperando o movimento da �gua, que tinha propriedades miraculosas, assim se acreditava. E o primeiro que descesse � piscina, depois do movimento da �gua, ficava curado de qualquer doen�a que tivesse.
  9. 9. De tal maneira, que uma enormidade de enfermos ficava nos alpendres ao redor desse tanque, aguardando a oportunidade de ser curado. Podemos dizer, que esses representam aqueles que esperam a cura exterior; acham que dependem de algo, e que disputam uns com os outros a oportunidade da cura. Ent�o Jesus, numa nova postura terap�utica, adianta-se, e vai ter com um homem que h� muitos anos encontrava-se enfermo, e diz a ele: queres ficar s�o? Vejam a postura do Mestre. Bartimeu tem que clamar no meio da multid�o; esse homem do tanque � procurado pessoalmente por Jesus. Cada hora um processo terap�utico distinto. Ent�o o enfermo respondeu: Senhor, n�o tenho uma pessoa que me lance na piscina quando a �gua � agitada; enquanto vou, outro desce primeiro do que eu.
  10. 10. Ent�o, Jesus, ignorando aquela fala pessimista do homem, disse-lhe: levanta-te, toma o teu leito e anda. E no mesmo instante ficou curado aquele homem. Imediatamente ele tomou sua cama e come�ou a andar. Jesus, ent�o, segue o seu caminho. E, depois de uma experi�ncia no mar da Galileia, aonde os disc�pulos, com Jesus no barco, passaram por uma grande tempestade, e com este epis�dio Jesus lhes ensinou uma grande li��o de f�, chega � cidade de Gadara, para encontrar um homem que precisava de muita ajuda, e que ficou conhecido como o endemoniado gadareno. Era um homem que estava sob um processo de subjuga��o; e o que � isto? � um processo em que a vontade do indiv�duo vai sendo cedida para outrem, de tal maneira que aquela vontade externa passa a dominar e a conduzir a vontade do pr�prio indiv�duo;
  11. 11. Finalmente, vamos ver Jesus entrando na sinagoga, num dia de s�bado, para ensinar. Segundo tradi��o hist�rica judaica, qualquer um que nascesse com alguma defici�ncia, era mal visto pela sociedade na �poca, pois afirmavam que a defici�ncia de algu�m era fruto de um pecado seu ou de seus pais, portanto, eram considerados impuros por todos. Eles n�o podiam entrar no Templo de Jerusal�m, devido a serem considerados impuros, restando-lhes somente as sinagogas, que como lugar de ensinamento da Tor�h, as quais eram abertas a todos, portanto, o �nico lugar onde algu�m em tais condi��es podia mesmo que por um pouco tempo, ouvir e aprender a Palavra de Deus. Ficavam dentro da sinagoga por�m em cantos espec�ficos e reservados para pessoas consideradas impuras, n�o podendo em momento algum, se encontrar junto aos demais que ali estavam.
  12. 12. Mas esse dia era um S�bado e algo muito diferente aconteceu na sinagoga em que aquele homem da m�o mirrada sempre visitava. Neste dia a sinagoga estava cheia, quase n�o se podia entrar, mas ele, sendo impuro perante a sociedade, tinha l� na sinagoga seu espa�o garantido pelos demais. Ent�o ele come�a a percebe que ali estavam v�rias autoridades do Templo de Jerusal�m, meio que escondidas por detr�s dos pilares observando aquele que tinha a palavra. Uma grande quantidade de pessoas diferentes das quais ele nunca tinha visto ali, estavam agora, ouvindo atentamente o que o homem chamado Jesus, lhe ensinava. Em certo momento de seu ensinamento, Jesus, sabendo que os fariseus estavam ali, e que buscavam saber se ele de alguma forma transgrediria a lei do S�bado, ...
  13. 13. ... resolve confrontar a religiosidade dos fariseus com a verdade libertadora de seu Evangelho. Jesus, conhecendo-lhes os pensamentos, disse ao homem da m�o ressequida: Levanta-te e vem para o meio; e ele, levantando-se, permaneceu de p�. Nesse momento o homem da m�o mirrada, deve ter entrado em certo conflito, pois sabia que aquilo que Jesus pedira era contra a lei, e que seu lugar n�o era ali no meio juntamente com os demais, porem o sil�ncio de todos com olhares fixos nele, e a fala segura e de autoridade de Jesus, o levaram a obedecer a seu pedido, e levantando- se de onde estava, seguiu em dire��o ao meio da sinagoga, todos que estavam a sua frente lhe davam passagem, pois n�o queriam encostar nele, pois ainda assim era impuro, e deste modo chegou diante de Jesus como lhe havia pedido.
  14. 14. Neste momento de sil�ncio e buchichos e murm�rios de alguns perante algo completamente estranho e para muitos algo abusivo, Jesus sabendo o que seus cora��es intentavam sobre aquela situa��o, lhe disse em alta voz: Que vos parece? � l�cito, no s�bado, fazer o bem ou o mal? Salvar a vida ou deix�-la perecer? E, fitando todos ao redor, disse ao homem: Estende a tua m�o. Ele assim o fez, e a m�o lhe foi restaurada. Jesus tirou o homem da marginalidade social, o chamando para o meio da sociedade a qual o exclu�-a. Jesus mostrou aos fariseus (religiosos em geral) que sua religiosidade os impedia de cumprir o verdadeiro mandamento de amor ao pr�ximo.
  15. 15. Curou por completo o homem da m�o mirrada, tirando dele aquilo que o marginalizava perante os demais, tornando-o agora um homem livre perante todos. Muita Paz! Visite o meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br A servi�o da Doutrina Esp�rita; com estudo comentado de O Livro dos Esp�ritos. Em breve, estudo comentado de o livro A G�nese. O amanh� � sempre um dia a ser conquistado. Pense nisso! Leia Kardec! Estude Kardec! Pratique Kardec! Divulgue Kardec!

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