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Doutor, compreendemos a sua indignação, mas, afinal de contas, o pobre
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E após atender-me, o magistrado, gentil, promoveu acareações.
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Decerto, enterrara o dinheiro roubado em algum lugar e, em seguida,
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Ao cabo de vinte dias, providenciava-lhe o enterro de última classe. A
lavadeira não pudera esperar o julgamento definitiv...
Conversamos, alegremente, e porque o passado me batesse em cheio na
tela da memória, formulei a pergunta discreta... Afina...
Muitos são os entraves para a evolução do Espírito. O maior deles talvez
seja o orgulho. O orgulho lança sobre aquele que ...
Mas, ao mesmo tempo, semelhantes em natureza e necessidades. Aqueles
que nada têm de valores materiais, lutam no dia a dia...
Seja pela sublimação da filantropia, ou, mesmo, pela caridade. Assim, os
motivos do homem dependem daquilo que ele já poss...
A ausência de valores do Espírito do ser humano ocasiona distorções em
suas ações e pensamentos, e enfraquece sua posição,...
A consciência não abandona o ser, e permanece pelo impulso do Criador,
apontando o caminho do bem, e gerando conflitos int...
Que Deus nos auxilie a ter essa visão do futuro, para reforçar a nossa
capacidade de viver o presente, tirando dele as liç...
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Necessidade de valores espirituais

  1. 1. Com base no conto “O Caso do Aprígio”, do livro Almas em Desfile, pelo Espírito Hilário Silva. (Momentos de Paz Maria da Luz). Conta-nos assim o autor: Quando cheguei ao leito de Alfredo Cortes, debatia-se o velho entre as raias da morte. Casa cheia. Afastei os populares que se aglomeravam ao pé do quarto, e pedi garantias para examiná-lo severamente. O Coronel Cortes fora vítima de traiçoeiro golpe e agonizava sem esperança. O punhal atingira o coração e, condoído, sentei-me, desarvorado. Sobre os lençóis empapados de sangue, jazia o ancião inerte.
  2. 2. Coronel, perguntei, ansioso, quem lhe fez isso? O moribundo buscou, em vão, mover os olhos na direção do grande cofre violado e ciciou uma palavra. Colei o ouvido aos lábios quase imóveis, e depois de muito esforço, escutei um nome: A... Pri... Gio... Senti-me empolgado de horror. Aprígio era o rapaz que ele amava por filho. Naquele minuto rápido, lembrei-me da história dele. Fora enjeitado à porta de Cortes, quando D. Alzira, a esposa, ainda estava na Terra. O casal sem filhos exultara. Muita vez surpreendera eu os amigos em passeio para distrair a criança. Aprígio crescera mimado, respeitado, protegido. Não quisera cursar estabelecimento de ensino superior; entretanto, recebera instrução suficiente para desempenhar profissão respeitável.
  3. 3. Costumava encontrá-lo, à noite, ao pé de amigos desocupados, quando de minhas visitas inesperadas aos casos de urgência. Nunca poderia suspeitar, porém, de que estivesse caminhando para semelhante loucura. Não consegui, no entanto, mais largo tempo para a reflexão. A vítima cravou em mim os olhos embaciados, conquanto lúcidos, e estremeceu. Chegara o fim. Emocionado, abri passagem, de modo a cientificar meu apontamento à polícia, mas a sala contigua povoava-se de vozes ásperas. Dei alguns passos e estaquei. É ela! É ela! Madalena Leandro, pobre lavadeira do povo, era puxada pelos cabelos. Aprígio estava à frente do grupo amotinado, gritando com veemência.
  4. 4. Comuniquei o óbito ao chefe do destacamento policial e busquei agir com serenidade, tomando informes. Madalena fora surpreendida, no telhado, mostrando enorme aflição. Acusada, não se defendera. Tudo inclinava a autoridade a crer fosse ela a homicida. Intrigado, avancei para a infeliz, perguntando: - Diga, Madalena! Confesse! Foi realmente você? A desditosa mulher, em silêncio, fixou em mim os olhos agoniados, à maneira de triste animal sentenciado à morte. Foi você? Havia tamanho imperativo em minha pergunta, que a mísera, como que hipnotizada, confirmou sob o pranto pesado a lhe escorrer do rosto: Sim... Fui eu!
  5. 5. Assassina! Assassina! Exclamou Aprígio, colérico. E o dinheiro? Onde está o dinheiro? Como a acusada não respondesse, o moço precipitou-se de punhos cerrados e, a esmurrar-lhe o peito, bramia desesperado: - Diga! Diga! Maldita! Maldita! A infeliz tombou de joelhos e rogou, súplice: - Piedade! Pelo amor de Deus, tenham piedade de mim! Buscava debalde interferir, para sustar novo crime, quando o rapaz lhe aplicou um pontapé à altura dos pulmões e a lavadeira rolou, desgovernada. O sangue borbotava-lhe agora da boca trêmula e, revoltado, consegui acalmar os ânimos. Não permitiria se alongasse a agressão. E ouvindo-me o arrazoado, o responsável pela ordem ponderou:
  6. 6. Doutor, compreendemos a sua indignação, mas, afinal de contas, o pobre rapaz está possesso de angústia... Acaba de perder o pai e, sinceramente, no lugar dele, não sei se me comportaria de outra maneira. Entendi que a hora não admitia réplicas e solicitei fosse Madalena conduzida à prisão, para as medidas aconselháveis. Inquieto, continuei de atenção voltada para o assunto. Perseguida por Aprígio, a infortunada mulher foi submetida a inquirições humilhantes. Sempre que interrogada, declarava-se autora do estranho homicídio, mas, se instada a dizer algo sobre o furto, calava-se, estremunhada e, com isso, experimentava maior punição. Procurei o juiz indicado para o processo, em segredo amistoso, esclarecendo-o quanto a minha observação, em caráter de confidência.
  7. 7. E após atender-me, o magistrado, gentil, promoveu acareações. Aprígio foi chamado a depor, diante da ré. E fazendo força para alcançá-lo na consciência não vacilei arrolar-me entre as testemunhas. Percebendo- me, todavia, a atitude, explicara que o velho, embora pacífico, desde algum tempo mostrava sintomas de alienação mental evidente. Vivia desmemoriado, agastadiço. Esquecia nomes familiares, truncava referências. E acentuava que não tinha dúvidas quanto à culpabilidade de Madalena. Narrava, com ênfase, como a encontrara em telhado vizinho, ansiosa, a observar os efeitos da infâmia que praticara. Dois soldados e ele próprio haviam visto. Esgueirara-se pelo quintal a fora, depois do crime.
  8. 8. Decerto, enterrara o dinheiro roubado em algum lugar e, em seguida, espreitava, buscando possivelmente surrupiar nova presa. A residência do coronel tinha joias e alfaias, relógios e roupas finas. Madalena fora, em outro tempo, lavadeira da casa. Conhecia passagens e caminhos. A acusada ouvia, em lágrimas, silenciando... Se alguém perguntava, ao fim do interrogatório: - Mas foi você? Madalena chorava muda, fazendo um gesto confirmativo. O sofrimento, contudo, alquebrava-lhe as forças. Hemoptises apareciam, amiudadas. Anotando-me o interesse pela infeliz, a autoridade judiciária permitiu pudesse, de minha parte, hospitalizá-la para o tratamento preciso. A acusada, entretanto, como se houvesse desistido da existência, não mostrou qualquer reação favorável.
  9. 9. Ao cabo de vinte dias, providenciava-lhe o enterro de última classe. A lavadeira não pudera esperar o julgamento definitivo. E a vida continuou na marcha irrefreável. Por muito tempo, demorei-me ainda entre os homens, e assisti à ascensão e à queda de Aprígio. Dono de regular fortuna que herdara em testamento de Alfredo Cortes, prosperou a princípio, para cair, mais tarde, em descrédito, depois de largos anos em jogatina e dissipação. Findo vasto período de enfermidade e desencanto, morrera, ignorado, na sombra do hospício. Um novo dia, entretanto, chegou para mim também e vi-me de mãos vazias, no retorno ao plano espiritual. A morte do corpo renovara-me a alma e, em pleno acesso a lutas diferentes, dentre os amigos que me vieram trazer o abraço afetivo, Madalena surgiu, nimbada de luz.
  10. 10. Conversamos, alegremente, e porque o passado me batesse em cheio na tela da memória, formulei a pergunta discreta... Afinal, onde estava a verdade? Não fora Aprígio o autor da tragédia? A heroína, porém, fitando- me de frente, tudo elucidou, respondendo calma:- Doutor, nada pude falar, porque Aprígio, o infeliz criminoso, era meu filho. Reflexão: Diante do mundo, diante das necessidades básicas da matéria, o homem se vê na luta evolutiva que lhe compete. Sua postura, o caminho escolhido, dependerá doa valores que já tenha adquirido e da percepção que já tenha desenvolvido, em relação à sua natureza de Espírito livre, em evolução.
  11. 11. Muitos são os entraves para a evolução do Espírito. O maior deles talvez seja o orgulho. O orgulho lança sobre aquele que o abriga um véu escuro, impedindo-o de ampliar sua visão real, e mantendo-o prisioneiro de ilusões e fantasias, de toda ordem. Outro grande entrave é o egoísmo, que nos impede de ver o próximo. Sabemos que na máxima de Jesus quando nos concita a amar ao próximo como a nós mesmos, existe uma premissa bem clara. Para amar ao próximo é preciso amar a si próprio. Aquele que não gosta de si não gosta do próximo, não gosta do mundo. Assim, para que o homem progrida na vida de relação com o mundo, precisa ver o outro, precisa enxergar o próximo, e fazer-se ver pelos que o cercam. Somos individualidades portadores de dons adquiridos em milênios de experiências vividas, bem diferentes, uns dos outros.
  12. 12. Mas, ao mesmo tempo, semelhantes em natureza e necessidades. Aqueles que nada têm de valores materiais, lutam no dia a dia, por um mínimo de sobrevivência. Precisam ganhar o suficiente para o sustento da vida. Esta é a sua grande motivação; sobreviver nesse mundo competitivo, e aparentemente desumano e injusto. Já aqueles que têm a sua sobrevivência de certa forma assegurada, almejam alguma coisa a mais, almejam influência, reconhecimento pelo que já conseguiram. Aqui, a ilusão do orgulho aflora com mais facilidade, e pode começar a cegar as ações dos mais desprevenidos. Para aqueles outros, entretanto, que já não precisam lutar pela sua própria sobrevivência, a motivação é bem diferente. Buscam a autorrealização, através de ações, de crescimento interior.
  13. 13. Seja pela sublimação da filantropia, ou, mesmo, pela caridade. Assim, os motivos do homem dependem daquilo que ele já possua e daquilo que ele perceba como já sendo seu. Muitos estacionam, entretanto, na necessidade de Status social e de reconhecimento, e buscam levar vantagem em tudo que fazem, não medindo esforços para conseguirem seu intento. Quanto mais tem, mais querem. Medem o sucesso da vida pela vida material, esquecendo-se de sua natureza espiritual, e fazendo questão de ignorar que a vida terrestre segue um ciclo entre o nascimento e a morte. Pensar em si; cuidar só de si; buscar apenas satisfazer suas necessidades materiais, não só não ajudam o homem, como o estaciona em regiões vibratórias inferiores, como se âncoras o mantivesse preso a valores inúteis, para a sua evolução espiritual.
  14. 14. A ausência de valores do Espírito do ser humano ocasiona distorções em suas ações e pensamentos, e enfraquece sua posição, fazendo-o sucumbir diante das tentações, e naufragar diante das vicissitudes do mundo. Jesus nos ensinava que não devíamos ajuntar tesouros na Terra, pois, as traças corroem, os ladrões roubam e, de alguma forma, ele se degrada. O verdadeiro tesouro é aquele que é adquirido pelo esforço do homem, e está gravado eternamente no seu íntimo, através de Deus. Inteligência, capacidade para cocriar e para doar-se para o Universo, harmonizando-se com a vida. Há os que roubam, ferem, agridem, matam, pelo dinheiro. Ações ilícitas não ajudam a quem quer que seja a progredir.
  15. 15. A consciência não abandona o ser, e permanece pelo impulso do Criador, apontando o caminho do bem, e gerando conflitos interiores, que podem levar à loucura ou, até mesmo, ao suicídio, aqueles mais despreparados ou desprovidos da capacidade de amar. Todos que aqui vivemos, neste mundo de Provas e Expiações, temos nossos problemas, nossas fraquezas, nossas aflições, e nossos defeitos. Aqui estamos para aprender, para exercitar a vida de convivência, submetidos às limitações da carne. A visão do futuro espiritual nos pede desprendimento, ação, perseverança. Muitos são os dramas da vida no dia a dia. Cada um permanece no palco da vida, representando o papel que lhe cabe, construindo a história que compete viver,
  16. 16. Que Deus nos auxilie a ter essa visão do futuro, para reforçar a nossa capacidade de viver o presente, tirando dele as lições que nos compete aprender. Muita Paz! Meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br Com estudos comentados de O Livro dos Espíritos e de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Nova página: Espiritismo com humor.

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