Judas Iscariotes foi um dos doze apóstolos de Jesus Cristo. Nascido em
Kerioth, localidade da Judeia, era o único seguidor...
Depois da última ceia, pouco antes das comemorações da Páscoa hebraica,
Judas parte para alertar os sacerdotes, enquanto J...
Pelo relato dessas passagens do Evangelho, fica bem claro para nós, que um
ser com o poder e a estatura moral de Jesus jam...
As Escrituras cristãs são sóbrias, porém claras ao mostrar um Jesus que
caminha para Jerusalém sabendo o que o espera, e a...
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Contrariamente à versão dos quatro Evangelhos oficiais, esse novo texto
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reabilitação do traidor de Jesus”, afirmou o monsenhor, que ...
No folclore brasileiro, condenado por suposta traição, é tradição no sábado de
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Muita Paz!
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Judas iscariotes traidor ou traído

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Judas iscariotes traidor ou traído

  1. 1. Judas Iscariotes foi um dos doze apóstolos de Jesus Cristo. Nascido em Kerioth, localidade da Judeia, era o único seguidor que não tinha nascido na Galileia. Foi um dos primeiros a juntar-se ao Cristo e, por ser um dos poucos instruídos, tornou-se o tesoureiro dos apóstolos, ou seja, foi designado para cuidar do dinheiro comum do grupo. Judas é o nome de apóstolo que mais vezes aparece nos Evangelhos (26), depois de Pedro. Remontando o quadro da última ceia, encontramos Jesus afirmando que seria traído, e oferecendo o pão para aquele que seria o traidor, isto é, a Judas Iscariotes. A partir dessa passagem, podemos deduzir que o Cristo sabia do Seu destino e o aceitara como algo inevitável, do qual não poderia abrir mão.
  2. 2. Depois da última ceia, pouco antes das comemorações da Páscoa hebraica, Judas parte para alertar os sacerdotes, enquanto Jesus se dirige ao Getsêmani para orar. Segundo as Escrituras, o Cristo sabia tudo que ia ocorrer, e nesse momento pedia forças e coragem ao Pai. A troco de trinta moedas de prata, possivelmente Siclos e não Denários como é divulgado, esse era o preço de um escravo. O apóstolo conduz os algozes ao encontro do Mestre, pois sabia com precisão onde Ele estaria. O Messias é delatado por Seu seguidor através de um beijo, o famoso beijo de Judas. Jesus é então preso, condenado e morto na cruz. Judas se arrependeu amargamente, depois que viu a crucificação de Jesus, e joga as trinta moedas aos pés dos sacerdotes e, em seguida, dominado pelo remorso, suicidou-se enforcado numa figueira.
  3. 3. Pelo relato dessas passagens do Evangelho, fica bem claro para nós, que um ser com o poder e a estatura moral de Jesus jamais poderia ser massacrado como foi se assim não o permitisse. Entendendo dessa forma, jamais poderíamos condenar Judas, já que o Cristo não teria sido apanhado de surpresa pelo suposto gesto de traição do apóstolo, pois sabia de antemão e que o próprio iria realizá-lo. Quem sabendo-se traído e quem é o traidor, continuaria relacionando-se com ele até a chegada de sua morte provocada pela traição, senão por estar de acordo, e esta fazer parte de sua trajetória na Terra? No reconhecimento dessa verdade e no momento em que a revela a Seus discípulos, Jesus perdoara Judas.
  4. 4. As Escrituras cristãs são sóbrias, porém claras ao mostrar um Jesus que caminha para Jerusalém sabendo o que o espera, e assumindo a angústia e a dor de sua hora, confiante no amor do Pai que nunca o abandona, e que lhe permite ir até o fim em Sua entrega amorosa e total. É importante destacar que em nenhum momento o Cristo pretende escapar de sua condição humana. Os discípulos que acompanham assustados o drama que não entendem, têm diferentes tipos de atitude. Alguns fogem. Poucos ficam. Agora, duas perguntas: Se Judas tivesse mesmo o firme propósito de trair o Mestre, para levá-lo à morte, sentiria tamanho remorso, a ponto de se enforcar? Judas não praticou o mal necessário para que Jesus demonstrasse todo Seu amor sacrificial?
  5. 5. Em seis de abril de 2006, foi publicado na revista National Geographic, uma cópia do manuscrito encontrado em 1970, com mais de 1700 anos, escrito em copta (antiga língua dos cristãos do Egito) numa caverna no Egito. Este documento resistiu ao tempo graças ao clima seco da região. A descoberta traz uma nova versão sobre a traição de Judas. A análise das vinte e seis páginas do papiro e das treze pranchas escritas em ambos os lados, sugere, entre outras coisas, que Judas era o discípulo mais fiel ao Cristo; que Judas não teria traído Jesus e, sim, cumprindo os desejos do Mestre, como aquele que conduziria o Cristo à Cruz, transformando o “traidor” em discípulo preferido de Jesus. Numa passagem, vista como um momento chave da narrativa, o Cristo diz a Judas: “(...) irás superá-los a todos, pois irás sacrificar o corpo que me reveste”.
  6. 6. Contrariamente à versão dos quatro Evangelhos oficiais, esse novo texto clama que Judas era o discípulo que mais compreendia os ensinamentos do Mestre. De acordo com especialistas, o Evangelho de Judas colocaria em questão certos princípios políticos da doutrina cristã e permitiria uma revolucionária reabilitação de Judas, que durante séculos carrega o estigma de traidor de Jesus. Apesar de toda polêmica, dentro e fora da Igreja Católica sobre o assunto, o Vaticano deixou claro que a divulgação do manuscrito não representará qualquer mudança de sua posição. O jornal britânico The Times afirmou que o monsenhor Walter Brandmuller, presidente do Comitê Pontifício para Ciências Históricas, estaria liderando uma comissão do Vaticano para reabilitar Judas. Informação rapidamente negada por Brandmuller.
  7. 7. “Não há nenhuma campanha no Vaticano, nenhum movimento para a reabilitação do traidor de Jesus”, afirmou o monsenhor, que definiu o documento como um “produto de uma fantasia religiosa”. Segundo Brandmuller, apesar de lançar luzes para melhor compreensão do cristianismo primitivo, o texto continuará sendo considerado herético pela Igreja Católica. Essa polêmica revela quão pouco ainda sabemos sobre a vida de Jesus Cristo. Ainda hoje, quase dois milênios depois, o nome Judas, as trinta moedas de prata que recebeu, e o beijo que deu em Jesus, são símbolos de traição na cultura ocidental. Apesar da nova versão que veio à tona, a sua imagem cristalizada no imaginário popular é a do “Vilão”.
  8. 8. No folclore brasileiro, condenado por suposta traição, é tradição no sábado de aleluia a malhação de Judas, representado por um boneco de palha, pendurado em um poste ou galho de árvore, que depois de derrubado, é queimado e arrastado pela rua, debaixo de pauladas. Intrigante: por que esse Evangelho, além de outros tantos, não foi sequer divulgado para o público? No Concílio de Nicéia, por iniciativa do imperador cristão Constantino, a igreja limitou a quatro os Evangelhos de Jesus, ou seja, aqueles atribuídos a Marcos, João, Lucas e Mateus. Convém lembrar que só Mateus e João tiveram ligação direta com Jesus. Alguns deles foram descartados porque não estavam de acordo com o que Constantino desejava como doutrina política.
  9. 9. Muita Paz! Meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br Com estudos comentados de O Livro dos Espíritos e de O Evangelho Segundo o Espiritismo

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